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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

TREM-BALA OU CHUPA-CABRA?


Uma assembleia que será realizada nesta quarta-feira às 14h criará oficialmente a Etav (Empresa Brasileira do Trem de Alta Velocidade). A companhia tem a incumbência de conseguir realizar o projeto de construir um trem-bala ligando as cidades de Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro, projeto que está estimado em no mínino R$ 40 bilhões. Fonte: Folha.

Para um país que não investe nem R$20 bilhões em infraestruturas rodoviária, aquaviária e ferroviária, juntas por ano, gastar R$ 40 bilhões em trem-bala é um despropósito. Os especialistas no setor dizem que esta obra não sai por menos de R$ 55 bilhões.  Se a obra for batizada como PAC, aí segue regras do REC onde é permitido aditivos de 100% sobre o valor original, ou seja R$ 80 bilhões.  Com o mesmo dinheiro daria para construir 1.600 Km de trem expresso, que é uma transição entre as nossas maria fumaça e o trem-bala, trafegando a 120 Km/h.  Acréscimo de 1.600 Km em trens expressos faria muita diferença na infraestrutura do país, aliviando inclusive a Rodovia Presidente Dutra, entre Rio e São Paulo. 

Os conselheiros vão dar posse ao diretor da estatal, já escolhido pela presidente Dilma Rousseff: Bernardo Figueiredo. Figueiredo era até o início do ano diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre). Ele teve a sua recondução ao cargo rejeitada pelo Senado num ato que foi considerado como uma revanche da base aliada contra atitudes do governo. Fonte: Folha.

Dificilmente um servidor indicado pelo presidente da República, no caso pela presidente da República, tem o nome rejeitado pelos senadores.  No caso do indicado para presidência da empresa criada especificamente para o trem-bala, Bernardo Figueiredo, foi rejeito pelo Senado, por ter seu passado chamuscado com suspeita de roubalheira.

Como pode observar, o trem-bala já nasceu, cheio de vícios.  Mais parece uma obra "chupa-cabra" ou melhor "roubalheira explícita" do que atender os reclamos da população.  Bem, na verdade, não sei se a população está a exigir o trem-bala. 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi prof. da UFPR
Twitter: @sakamori10

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