domingo, 30 de abril de 2023

Salário mínimo de R$ 1.320,00

 

O Governo Lula fixou o novo salário mínimo a vigorar à partir de amanhã, em R$ 1.320,00, com ganho acima da inflação em R$ 18,00 sobre o valor corrigido de salário mínimo de 2022.  De acordo com as novas regras, do Governo Lula, que dá ganho real de variação do PIB de dois anos anterior, o salário mínimo para 2024, será de R$ 1.389,00, salvo alguma medida nova que venha a ser implementado.

          O salário mínimo é necessário para garantir a renda dos mais pobres e de segmentos de trabalhadores com garantia de empregos vulneráveis, como serviços domésticos e funcionários autônomos, que é um grande contingente de trabalhadores.   No entanto, é um instrumento nocivo para economia como um todo, uma vez que, o salário mínimo acaba virando um "indexador" de contratos, além do IPCA e IGP-M, que é o índice oficial de inflação e de inflação setorial largamente utilizado para reajuste de contratos de construção e de alugueis. 

          O Governo Lula anunciou também, o valor de renda para efeito de "isenção" de Imposto de Renda, no valor de R$ 2.640,00, o que corresponde a 2 (dois) salários mínimos, ao contrário do que prometera na campanha eleitoral, uma isenção de Imposto de Renda para renda mensal de até R$ 5.000,00.  Digamos que o candidato Lula mostrou um farto "sorvete", mas não vai entregá-lo.   Grande contingente de trabalhadores, tem renda acima de 2 salários mínimos e abaixo de R$ 5.000,00, que irão amargar prejuízo virtual.  

      Com sucessivas mudanças de regras na economia, o Banco Central do Brasil, toma atitude preventiva para "segurar" a inflação com taxa básica de juros Selic, nos patamares elevados, 13,75% ao ano.   Falta ao Governo Lula contenção de despesas do Governo federal e mostrar o esforço para acabar com o "déficit primário" ou o "rombo fiscal", para "em pé de igualdade" discutir a taxa básica de juros Selic com o Banco Central.    

           Ossami Sakamori 


quinta-feira, 27 de abril de 2023

Chega de governos irresponsáveis!

 

Desde que comecei escrever as minhas opiniões sobre a macroeconomia e a política inerente, já se passaram mais de 13 anos.   Este espaço é cedido gratuitamente pelo Google para usuários como eu poder expressar opiniões.   À época, em fevereiro de 2012, o País era comandada pela Presidente Dilma, PT/MG, que foi cassada pelo Congresso Nacional, pouco tempo depois.   Lembro-me que as lambanças da Dilma na política econômica era semelhante as de hoje.   
       O pior desastre na política econômica ditada pelo Governo federal à época, foi semelhante ao de hoje.  Presidente Dilma, decretou o corte na tarifa de energia residencial em até 18% e nas indústrias em até 32%, no dia 23 de janeiro de 2013, por decreto.   Deu no que deu!  A presidente Dilma sofreu impeachment no Congresso Nacional, no dia 31 de agosto de 2016, quando assumiu o seu vice-Presidente, Michel Temer.  
          Ontem, o Congresso Nacional aprovou a criação de CPMI sobre "atos golpistas" de 8/1/2023, que será instalada na próxima semana.   Ao mesmo tempo, o ministro Fernando Haddad e a ministra Simone Tebet, encaminharam ao Congresso Nacional, para análise a aprovação do novo "arcabouço fiscal", que nada mais é do que a "política fiscal" do Governo federal para o exercício de 2023.   Como era de esperar de um Governo com nova estrutura do Governo com 36 ministérios, o rombo fiscal será de R$ 107,6 bilhões, após consideração de receita extraordinária de reonerações das desonerações concedidas pelos Governos anteriores.   Este é o novo número do "rombo fiscal", o dinheiro que falta para pagar as despesas do Governo federal, incluído as da Previdência Social.  
            Vamos deixar claro que, nos déficits primários, não são considerados os recursos para pagamento de juros da dívida pública.  Quando se inclui os juros da dívida pública, o verdadeiro rombo fiscal se denomina de "déficit nominal".   Desde a crise financeira de 2014/2015, no governo do PT, a pior dos últimos 100 anos, o Governo federal, não consegue gerar "superávit primário" para pagamento de juros da dívida pública.   No ano passado, 2022, o Governo Bolsonaro apresentou um pequeno "superávit primário" de R$ 59,7 bilhões, segundo o Tesouro Nacional, após sucessivos "déficit primário", ao contrário de que afirma o ministro Fernando Haddad de que em 2022, houve "rombo fiscal" de R$ 200 bilhões.   
           Nem é preciso dizer que o pequeno "superávit primário" nem sequer considera o pagamento dos juros da dívida pública brasileira, que em valor líquido, anda ao redor de R$ 8,5 trilhões ou em valor bruto, algo como R$ 9 trilhões.   Há uma discussão entre o Banco Central e o Presidente Lula sobre a taxa básica de juros Selic, que anda pelos 13,75% ao ano.  Pelos números, vocês podem entender, o porque do Banco Central precisa pagar os juros altíssimos.   O Banco Central, além de tentar controlar a "inflação" para poder manter o poder de compra da população.  Pelo tamanho da dívida exposto acima, o Tesouro Nacional, se obriga a pagar juros altos, para atrair os investimentos especulativos estrangeiros e nacionais.   Em outras palavras, o Governo federal "precisa" pagar juros de "agiota" para manter a estrutura deficitária do Governo, como visto acima.  
            Esta repetição de "resultados negativos" para fechar as contas do Governo federal, de sucessivos governos, já me cansou!   Nos próximos dias, pretendo dar minha contribuição à uma ONG de preservação do meio ambiente e deixar de me meter em sucessivas medidas de Governos.
               Chega de governos irresponsáveis!!!
               
              Ossami Sakamori

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Simone Tebet anuncia rombo fiscal de R$ 120 bilhões



Volto ao assunto do "déficit primário", o dinheiro que falta para cobrir as contas do Governo federal, incluído a da Previdência Social.  Na última fala da ministra do Planejamento, Simone Tebet, MDB/MS, dá conta de que o "rombo fiscal" deste ano será de R$ 120 bilhões.  O Orçamento original aprovado pelo Congresso Nacional previa "déficit primário" ou o "rombo fiscal" de R$ 230 bilhões, com a Emenda adicionado pelo Governo de Transição.   

           Vamos lembrar, também, que os gastos do Governo federal em 2022, o do governo do Presidente Bolsonaro, apresentou um "superávit primário" de R$ 54,1 bilhões.  O resultado de 2022, foi o primeiro positivo desde crise econômica/financeira de 2014/2015, da gestão da Presidente Dilma.  Para rememorar, a Presidente Dilma, PT/MG, que sofreu impeachment e substituída pelo Presidente Temer, seu vice-Presidente.   

         O resultado primário da conta do primeiro ano da gestão do Presidente Lula, apresentava antes das medidas de reonerações das desonarações, estes feitos no governo do Presidente Bolsonaro, um déficit primário de R$ 380 bilhões.   O déficit primário de R$ 120 bilhões anunciada pela ministra Simone Tebet já leva em conta as receitas provenientes, também, das cobranças decorrentes das cobranças dos tributos pendentes no Carf - Conselho Adiministrativo e das Receitas Fiscais de valores julgados favoráveis nos processos de execuções fiscais.    Os tributaristas consultados por mim, creem que as receitas previstas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não estarão disponíveis tão facilmente como quer os ministros da área econômica.     Desta forma, o  "déficit primário" anunciado pela ministra Simone Tebet, não se concretizará ao ponto de considerar como líquido e certo.

           Em recentes manifestações, o Armínio Fraga, ex-gestor do Soros Fund Management, ex-presidente do Banco Central do Brasil na gestão FHC, ex-presidente do BM&FBOVESPA e fundador da Gávea Investimentos, mostra muita preocupação com sucessivos "déficits primários", que nada mais é do que os gastos públicos além da receita, sem considerar os gastos com os serviços da dívida pública.   É opinião de quem entende do assunto.  

            As preocupações dos notáveis na macroeconomia vão sempre na mesma direção, no que eu acompanho, a evidente falta de esforços de sucessivos governos, para equilibrar as contas públicas tornando-as no "superávit primário" para, ao menos, pagar os juros da dívida públicas, que em valor bruto, se aproxima celeremente aos R$ 9 trilhões.  O número representa próximo do PIB do País.  

           A alegria incontida da ministra do Planejamento não tem fundamento e nem justificativa!

           Ossami Sakamori

terça-feira, 25 de abril de 2023

Lula da Silva, é populista, inquestionável !

 

O País está entrando na "zona cinzenta", tanto na área política quanto na área econômica/social.  Na área política, a instalação da CPMI sobre suposta tentativa de "golpe do Estado".  Na área social, as invasões de terras pelo MST, o Movimento dos Sem Terras, com conivência do Governo Lula.  E, na área econômica, o aumento de carga tributária com reoneração dos tributos desonerados nos governos anteriores para suportar os acréscimos de gastos públicos.   As medidas anunciadas pelo Governo Lula, deverão passar pelo crivo do Congresso Nacional e todos nós sabemos que a tramitação de matérias impactantes como descritos, a aprovação das medidas não deve durar menos que 3 meses.   Lá vai um semestre perdido!

           No período da tramitação dos temas explosivos no Congresso Nacional, o setor produtivo do País entra em compasso de espera pelos resultados que, certamente, mudarão os rumos das economia doméstica das empresas e corporações nacionais e estrangeiras radicadas no Brasil.  Nesse período, o País, literalmente, vai parar.   Neste período de turbulências, as empresas nacionais vão produzir menos e as corporações estrangeiras, muitas, vão fechar as suas unidades produtivas e vão se retirar do País, como já fizeram algumas montadoras de veículos.    

             E, a maioria da população produtiva que depende das corporações nacionais e estrangeiras, para sustento e realizações patrimoniais, como compra de imóveis e automóveis e certamente, vão postergar as suas decisões, pelo menos neste período.   Até mesmo o setor agrícola, o carro chefe da economia brasileira, com instabilidade econômica/financeira do País e pelo cenário externo desfavorável, deve fazer menos investimentos na próxima safra verão, que inicia no próximo semestre.   

          Enquanto isso, na contra mão do setor produtivo do País, que vai entrar no período de "hibernação", o Governo Lula, com o seu novo "arcabouço fiscal", que prevê acréscimo em seus gastos públicos espantoso, com seus 37 ministérios, e alguns novos ministérios com sede de "gastanças" pelos ministros que foram colocados aos postos em nome da coligação que elegeu o Presidente Lula, nas eleições passadas.   Grosso modo, o rombo fiscal, o dinheiro que falta para cobrir as despesas do Governo federal, incluído Previdência social é espantoso R$ 360 bilhões.   O déficit primário ou o rombo fiscal, sem considerar as reonerações de tributos é o maior desde última crise econômica financeira do País em 2024/2015, no governo Dilma, PT/MG.  

            E, para piorar a situação política/econômica do País, o Presidente Lula deu de criticar o Banco Central do Brasil, até mesmo nos seus périplos pelo mundo a fora, sobre a condução da política monetária, que é um estrito "quadrado" de responsabilidade da instituição financeira, o Banco Central do Brasil, que tem como objetivo primeiro, manter o poder de compra da moeda do País, o real.   

       O ridículo de tudo é um Presidente da República fazer crítica explícita do Banco Central do seu País extra muro, fora do País.   Seria o mesmo que o Presidente Biden se metesse nos assuntos do FED, o Banco Central americano ou o Primeiro ministro japonês, Kishida, fazer crítica à política monetária do Banco Central japonês, dentro e fora do país.  Eles, tanto quanto Biden ou o Kishida sabem muito bem a importância da separação entre a política econômica de suas alçadas e a política monetária de alçadas dos Bancos Centrais respectivos.  Não adianta mudar de nome da "política fiscal" para "arcabouço econômico" ou o "âncora fiscal", o termo política econômico ou a política fiscal, porque o resultado é o mesmo, as despesas do Governo federal, no caso do Governo Lula, quem paga é o contribuinte brasileiro.  

         Escutar tanta besteira de um Presidente da República, dito a quatro ventos, no exterior, demonstra o nível de desenvolvimento do País, que não consegue sair do seu "quadrado", do terceiro mundo.   Lula da Silva não passa de um analfabeto funcional, longe de ser um estadista, para nossa indignação.  

           Ossami Sakamori          

segunda-feira, 24 de abril de 2023

O novo "arcabouço fiscal"

A equipe econômica do Governo Lula, leia-se Fernando Haddad e Simone Tebet, em síntese, quer aumentar os gastos do Governo federal com o pomposo nome de "arcabouço fiscal", que ao meu ver, nada mais é do que um conjunto de regras fiscais para tentar equilibrar as receitas e despesas do Governo federal.  Isto, em macroeconomia, tratamos como "política fiscal".  

         Segundo Simone Tebet e Fernando Haddad, o "arcabouço fiscal", nome pomposo dado à política fiscal do governo, a nova regra impediria que o Governo federal gaste mais do que arrecada, segundo visão deles.  A nova política fiscal conta com a cobertura das receitas pelas emissões de títulos da dívida pública emitidos pelo Tesouro Nacional, para cobertura dos "déficits primários" ou o "rombo fiscal".   A dupla tenta fugir destes termos, como o diabo foge da cruz.  

           Segundo a justificativa da equipe econômica, sem uma âncora fiscal, os investidores poderiam colocar em dúvida a capacidade do Governo federal pagar as suas contas, incluído as da Previdência Social.  Sem entrar em detalhes técnicos, o Governo federal, com o novo "arcabouço fiscal", que nada mais é do que a "política fiscal", o Governo federal poderia a cada R$ 100 bilhões brutos arrecadados no período anterior, os gastos públicos poderiam aumentar em até R$ 70 bilhões no exercício seguinte ou seja 70% do excesso de arrecadação.   No entanto, há uma segunda regra para esse aumento, que vale independentemente do avanço da arrecadação. A proposta estabelece um intervalo fixo de crescimento real (descontada a inflação do período) para as despesas, que varia de 0,6% e 2,5% em relação ao ano anterior.

          Ainda, segundo o "arcabouço fiscal" da dupla Fernando Haddad e Simone Tebet, ficam de "fora das regras" os repasses do Fundo de Manutenção do Desenvolvimento da Educação Básica (Fundep) e a ajuda financeira do governo federal a Estados e municípios para bancar o novo piso da enfermagem, ambos previstos na Constituição.  Há, também, um piso mínimo de R$ 70 bilhões em investimentos, que será corrigido pela inflação ao longo dos próximos anos.  Todas exceções estarão fora do teto dos gastos do novo "arcabouço fiscal", segundo a dupla de analfabetos em macroeconomia.  

         Enfim, o novo "arcabouço fiscal" que não é nada mais, nada menos, que a nossa velha conhecida "política fiscal", travestida de um novo conjunto de regras dos gastos públicos, em substituição à Emenda do Teto dos Gastos Públicos, a velha conhecida Emenda 95, implementado pelo, então, ministro da Fazenda, Henrique Meirelles no Governo Temer.  O "arcabouço fiscal" da dupla "pop", não faz referência como pagar os serviços da dívida pública compostos de juros e amortizações e muito menos de saldar a dívida pública federal aos níveis de R$ 9 trilhões, brutos.   

      Como no Brasil tudo é "pop", uma festa só, o novo "arcabouço fiscal" ou a nova "política fiscal", o termo correto, nada mais é do que um conjunto de regras para garantir os recursos para os "gastos públicos", sem se importar com o crescimento da dívida pública ou dívida do Tesouro Nacional.            No meio desse imbróglio, o Presidente Lula e a comitiva andam pelas alamedas de Lisboa com 9 "limusines" contratados para atender a equipe que o acompanha na viagem, gastando por conta do novo "arcabouço fiscal".  

           Ossami Sakamori

domingo, 23 de abril de 2023

Brasil, a casa da mãe joana!

 

Volto ao assunto da taxa básica de juros Selic, estabelecido pelo COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, após ouvir e assistir opiniões diversas sobre o tema.  A taxa básica de juros do Banco Central virou uma das palavras chaves que mais chama atenção na grande imprensa brasileira.   O Banco Central virou casa da "mãe joana" da classe política, do mercado financeiro e dos economistas de renome nacional.  As pessoas que acompanham este blog, merecem pelo menos algumas explicações ao respeito, ou seja sobre a taxa básica de juros Selic.

        Para entender melhor o assunto, devemos separar a política econômica da política monetária.  A política econômica diz respeito, em linhas gerais, ao regime da condução econômica do País, seja ele neoliberal ou liberal.  O centro da briga entre equipe econômica do Presidente Bolsonaro e do Presidente Lula, está na direção da política econômica que o Governo federal quer-se dar ao País.   O Presidente Bolsonaro, optou por seguir a política liberal do então ministro da Economia, Paulo Guedes, apelidado posto Ipiranga.   O Presidente Lula, optou por política neoliberal, cujo precursor é o formulador da política econômica, nitidamente, intervencionista, do início do século passado, entregue ao advogado Fernando Haddad e da professora Simone Tebet. 

         Feito estas considerações das políticas econômicas do Governo federal, em direção oposta entre a do Presidente Bolsonaro e do Presidente Lula, aqui, vou comentar sobre a política monetária praticada por qualquer governo capitalista, do ocidente a oriente.   A política monetária cuida da manutenção do valor da moeda de cada país.  E, não poderia ser diferente no Brasil.  Enquanto a política econômica é conduzida pelo Governo federal, a política monetária é conduzida pelo Bancos Centrais.   A principal função do Banco Central é manter o valor real da moeda de cada país ou seja, o Banco Central é responsável para manter sob controle a inflação, através de diversos mecanismos, entre os quais a taxa básica de juros dos títulos do Tesouro Nacional.   Isto é assim, nos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, na China, no Japão ou na Turquia.   No Brasil não poderia ser diferente, ter um Banco Central independente.  Ponto!

        Basicamente, o Banco Central utiliza como principal instrumento para conter a inflação a taxa básica de juros Selic.  Conter a inflação significa conter a inflação e manter o poder de compra do "real".  É certo que a taxa básica de juros regula a quantidade de dinheiro em circulação, para conter a inflação.   É certo, também, que o Banco Central tem outros recursos para conter a inflação além da taxa básica de juros Selic, tais como o aperto monetário via depósitos compulsórios que incidem sobre os investimentos no mercado financeiro especulativo.   Seja como for, o Banco Central é responsável pelo "controle relativo" sobre liquidez monetária para conter a inflação.   

           Desta forma, os palpites sobre a taxa básica de juros Selic, inclusive os meus, não tem respaldo técnico, porque não dispomos de números da macroeconomia, por segmento da população e por regiões geográficas.  O assunto é técnico, em essência.  A taxa Selic tem, também, tudo a ver com os gastos do Governo federal, sobretudo sobre os "déficits primários" ou o dinheiro que falta para pagar as contas, fora os gastos com os juros da dívida pública.  O Governo federal responde com cerca de 1/3 do PIB do País.

           A coisa está tão feia que todos estão dando palpite sobre a taxa básica de juros Selic, inclusive este que escreve esta matéria, o Presidente da República, analfabeto funcional, além do presidente do Senado Federal.  Brasil se parece mais uma "casa da mãe joana" para não dizer outro termo mais apropriado, porém, impublicável.  

          Ossami Sakamori   

sábado, 22 de abril de 2023

O Brasil afunda cada vez mais!


No meio do imbróglio criado pelo chefe do GSI - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Presidente Lula faz viagem, programada anteriormente, para Portugal e Espanha.  É o que o Presidente Lula mais gosta de fazer, de sentir-se o centro do holofote da imprensa internacional.  Para um analfabeto funcional, isto deve ser o ápice da sua vaidade pessoal, que de um simples metalúrgico se tornou Presidente da República do país, o mais importante da América Latina.  
           Acontece que ele, o Lula da Silva é presidente de todos nós, brasileiros, dos mais simples ao mais ricos, dos analfabetos ao mais cultos.  Em sendo assim, quando ele toma posição em determinados assuntos, com convicção ou inadvertidamente, a palavra dele acaba sendo a "posição política" da República Federativa do Brasil.  
           O Brasil está tomando atitude no campo político e no campo econômico, saindo da posição de "neutralidade" para tomar posição ao lado dos países que, sabidamente, fazem parte do regime totalitário, de esquerda.  Falo da República Popular da China e da Rússia.  Sem querer ou querendo com convicção, o Presidente Lula se posiciona a favor da Rússia no conflito territorial com a Ucrânia.   Os últimos gestos, que na diplomacia conta muito, demostra que o Brasil se alinhou junto com a China no conflito entre Ucrânia e Rússia.   Ainda assim, o Lula se acha capaz de ser o árbitro do conflito entre os dois países.  
          O alinhamento do Brasil à Rússia no conflito com a Ucrânia, sem analisar a origem dos fatos, coloca o Brasil contra o ocidente, capitaneado pelos Estados Unidos e seus satélites como Japão e Coreia do Sul.  O noticiário de ontem, a imprensa internacional anuncia a aceitação da Ucrânia no pacto militar da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte, onde os Estados Unidos é o principal parceiro dos europeus.  A OTAN existe desde o término da II Guerra Mundial e foi criado para defesa bélica dos países europeus pelos Estados Unidos.  
       No mundo real, o poder bélico e o  poder econômico andam de mãos dadas.  Na minha opinião, o Brasil sai da posição de neutralidade política, no conflito que ocorre no hemisfério norte, com grande desvantagem.   Assim, o acordo Mercosul e União Europeia fica cada vez mais distante, para o  azar da indústria brasileira que é altamente dependente dos europeus.   
           No front interno, fica cada vez mais distante a queda da taxa básica de juros Selic no curto prazo.  Podendo, dependendo das consequências da atitude impensada do Presidente Lula e do imbróglio criado pelo General Gonçalves Dias, a taxa básica de juros Selic poderá até ascender ao invés de cair.   
            Sinceramente, está ficando cada dia mais difícil de tecer comentários de natureza econômica, num ambiente tão hostil à economia brasileira.

            Ossami Sakamori  

sexta-feira, 21 de abril de 2023

O fator Gonçalves Dias

 

A grande novidade desta semana foi a divulgação do vídeo que mostra o Gal Gonçalves Dias, então, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, circulando com o seu staff, nos recintos do Palácio do Planalto, no dia da invasão, 8 de janeiro, com muita cordialidade com os manifestantes, por volta das 16 horas, cujo vídeo foi divulgado pela CNN Brasil.   O vídeo, "escondido" pelo Palácio do Planalto, até então, mostra a suspeita de uma possível adesão/ligação da Presidência da República ao episódio considerado como tentativa de "golpe do Estado".  

         Para quem não sabe, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República é órgão do governo brasileiro responsável pela assistência direta e imediata ao Presidente da República, no caso Presidente Lula, com o assessoramento pessoal em assuntos militares e de segurança.   Tão logo foi divulgado o vídeo pelo canal CNN, o General Gonçalves Dias foi demitido "ad nutum" e foi nomeado o seu substituto o Ricardo Cappelli, atual Secretário Geral do Ministério da Justiça.  

         Diante do episódio, o Presidente Lula, pegou o seu Aero Lula e viajou para Portugal e Espanha, segundo o Palácio do Planalto, uma viagem já programada anteriormente. Enquanto isto, a Comissão Mista de Investigação do Congresso Nacional, sobre a invasão dos palácios no dia 8 de janeiro, está para ser instalado com leitura do pedido pelo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, PSD/MG.  A leitura do pedido e a escolha do presidente e o relator da CPMI, ficou para semana próxima.   Os partidos de sustentação do Governo Lula, corre para que os indicados para a condução da CPMI sejam os "simpático" ao Palácio do Planalto.  

           Toda Comissão Parlamentar de Inquérito sabe como inicia, mas ninguém sabe como termina.  Com certeza, as pautas importantes do próprio Governo Lula, o novo "arcabouço fiscal", deverá ficar no segundo plano, sem "urgência".  Enfim, o Governo Lula que já não tinha maioria absoluta para aprovar qualquer Emenda Constitucional, agora, com o novo episódio "revelado" do vídeo do General Gonçalves Dias, os assuntos importantes sobre a política econômica e a política fiscal, terão dificuldades adicionais para suas aprovações.

           Outra consequência é a reclamada taxa básica de juros Selic, hoje, em 13,75%, defendido por mim, em circunstâncias normais em taxas muito aquém do atual, encontra o argumento técnico/político, para mantê-lo nos níveis atuais, até que se resolva o episódio do "vídeo do GSI".   Na, segunda-feira, o mercado financeiro, a Bolsa de Valores e o valor do dólar no mercado spot,  deverão sofrer variações importantes, negativamente.  

          Ossami Sakamori

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Brasil dorme em berço esplêndido!

Tem se falado muito sobre o termo ESG, nos últimos tempos, sobretudo no meio empresarial, mas poucos tem noção do que está falando, como termo da "moda".   O termo ESG muito badalado no meio empresarial em todo o mundo e no Brasil, em especial, se refere ao termo Environment, Social Governance, que é um termo muito abrangente, porém, tem se aplicado o termo estritamente ao meio ambiente do trabalho, interna corporis, como a sigla da moda que de certa forma foge um pouco do entendimento inicial, de quando o termo foi cunhado pela primeira vez em 2004 em uma publicação do Banco Mundial em Parceria com o Pacto Global da ONU e instituições financeiras de 9 países do grupo Who Cares Wins, cuja proposta era obter respostas dos bancos sobre a maneira de integrar os fatores ESG, no sentido mais amplo, ao mercado de capitais. 

        Mais recente, o Secretário Geral da ONU, na celebração dos seus 77 anos de existência da Organização, entre outras manifestações, mostrou-se preocupados com a ação da ONU pela preservação do planeta, clamando pelo fim dos combustíveis fósseis e o início da revolução das energias renováveis.  Para ele, devem ser equilibradas as liberdades e oportunidades garantindo a todos as oportunidades e respeito ao direitos humanos de todos, também, no âmbito ESG no sentido mais amplo.    

       No ESG , o termo ou a sigla representa o quanto uma empresa está comprometido com o com a minimização dos impactos do meio ambiente dos seus produtos e as devidas compensações, no sentido global de mudanças climáticas, além de meio ambiente "interna corporis", que também é comumente denominado de ESG.   O que realmente interessa ao consumidor, se o produto que adquire foi observado o ESG em toda sua etapa de produção e comercialização.

         No mundo contemporâneo, sobretudo, com a mudança climática visível a todos habitantes do planeta, há uma tendência entre os consumidores de "excluir" as corporações "socialmente irresponsáveis".  Entende a população de que, quando os investimentos são considerados socialmente positivos, agrega valor à "imagem" das corporações ou às marcas de produtos que identificam a participação efetiva no efeito nocivo da mudança climática, identificados com a sigla ESG.   As corporações em geral, não entenderam o recado do António Guterres da ONU, considerando o ESG como "problema dos outros".

         Quando se trata do meio ambiente, os governos como um todo e em particular, o do Brasil, tem demonstrado pouca preocupação com o meio ambiente, floresta, que é um dever coletivo.   Os órgãos responsáveis pela preservação do meio ambiente, sobretudo nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, a preocupação dos governos, em especial, o do Governo federal, tem preocupação, tão somente, em apresentar maior ou menor índice de desmatamento e de queimadas.  Esquecem os governantes de plantões, que nos biomas citados, Amazônia, Cerrado e Pantanal, vivem cerca de 1/3 da população brasileiras, muitas vezes desassistidas ou abandonadas à própria sorte pelos governantes de ocasião.

          Recursos internacionais para preservação do meio ambiente, no âmbito do ESG, floresta, há de sobra no mercado internacional.  Somente o Fundo Amazônia que foi criado em 2008, no governo Lula, terá disponibilidade via Fundo soberano norueguês, investimento inicial de R$ 3 bilhões para ser aplicado em preservação da floresta, com irrestrita observância do ESG, floresta.  Enquanto isso, a população vive, literalmente, sob a floresta, esquecido na imensidão da floresta!

         Brasil dorme em "berço esplêndido", como diz o hino nacional brasileiro.  

           Ossami Sakamori                

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Governo Lula, lá vem aumento de impostos!

A reforma tributária de autoria do Marcos Cintra, Secretário da Secretaria Geral da Receita Federal, deverá ser reapresentada até o final do próximo mês, maio, ao grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que trata de Emenda Constitucional ou um PEC sobre a matéria.   Para cobrir um "déficit primário" gigantesco, algo como R$ 380 bilhões, previsto para 2024, se não houver nenhuma alteração no regime tributário, a conta do Governo Lula, elaborada pela dupla de ministros, a Simone Tebet do Planejamento e Fernando Haddad da Fazenda, um "déficit primário" irracional, considerado situação fiscal do País.  Isto é o resultado do "arcabouço fiscal" do Governo Lula.

        O País vem apresentando sucessivos "déficits primários" desde a crise econômica/financeira de 2014/205, a pior dos últimos 100 anos, com um intervalo de "superávit primário" ínfimo de R$ 51 bilhões em 2022, diante do tamanho dos gastos do Governo federal, acima de R$ 3 trilhões anuais.   O Brasil desacertou o pé, como diz em ditado popular, há quase 10 anos e nunca mais acertou a cadência do crescimento sustentável.  

        Voltado ao assunto da reforma tributária do Marcos Cintra, a proposta é teoricamente desejável, mas a sua implementação é impraticável.   A ideia do Secretário da Secretaria Geral da Receita Federal é implementar o imposto denominado de IVA - Imposto sobre Valor Agregado, que é muito comum nas melhores economias do mundo, no entanto, no Brasil se torna impraticável a substituição dos atuais impostos, o ICMS dos Estados e ISS dos municípios, porque envolve "repartição" (a divisão) do novo imposto, o IVA entre os entes federados.   Além de tudo, o professor Marcos Cintra acha imprescindível a recriação do CPMF para atingir os serviços não abrangentes no IVA e reforçar a arrecadação do Governo federal.   

        Toda discussão nasce no bojo do monumental déficit primário de R$ 380 bilhões, previsto no Orçamento Fiscal de 2024.  Déficit primário é dinheiro que falta para pagamento de despesas normais e corriqueiras do Governo federal, exceto despesas com serviços da dívida pública.   De algum canto terá que sair o dinheiro para "zerar" o rombo fiscal previsto de R$ 380 bilhões.  Claro! Quem paga o pato é sempre, o contribuinte brasileiro!

            Ossami Sakamori   

terça-feira, 18 de abril de 2023

Enquanto o Lula vive como rei, o povo vive de migalhas...


Acordei de mal humor, hoje!  Eu já desconfiei desde as primeiras falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad e da ministra Simone Tebet, do Planejamento, das novas designações que estão sendo usadas desde o início, o "arcabouço fiscal" e "âncora fiscal", para se referirem à "política fiscal", este último, o termo que os economistas e o mercado financeiro não estão habituados a tratar sobre as receitas e despesas do Governo federal. Infelizmente, quem não tem competência para exercer o cargo, usa-se artimanha, a retórica, para enganar a população brasileira, como se tudo fosse uma "inovação" ou uma "grande solução" da política econômica e fiscal do Governo Lula.  

      A ministra do Planejamento, Simone Tebet, vai apresentar ao Congresso Nacional, a proposta de Orçamento Fiscal de 2024, a LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias, com o possível rombo fiscal, que deverá ser aprovado pelo Congresso Nacional no mês de junho próximo.  Isto faz parte do rito processual do Orçamento Público federal que deverá ser aprovado, definitivamente, em dezembro do ano anterior ou seja no final deste ano.   

            A proposta do "arcabouço fiscal", que nada mais é do que a "política fiscal" do Governo para o próximo ano,  o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" de R$170 bilhões,  se não for aprovado o novo "arcabouço fiscal" ou a "política fiscal" proposto pela atual equipe, que foi encaminhado ao Congresso Nacional, na semana passada.   Seja qual for a denominação que se queira dar, enquanto não se aprova a nova política fiscal, o rombo previsto é de R$ 170 bilhões ou seja o dinheiro que falta para cobrir as despesas correntes do Governo federal, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública federal.  

          A manutenção da taxa básica de juros do Banco Central, em níveis atuais, bastante criticado pelo Presidente Lula, decorre dessa "insegurança" na "política fiscal" do Governo Lula, enquanto os assuntos, o  da nova política fiscal do governo e a situação fiscal do Orçamento de 2024, com previsão de R$ 170 bilhões, não houver aprovação pelo Congresso Nacional.   Para aprovação das duas propostas, a nova "política fiscal" e a LDO para 2024, depende de aprovação da maioria absoluta do Congresso Nacional, que o Governo Lula, não tem, até este momento.  

          Conforme negociação com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco e presidente da Câmara, Arthur Lira, as duas propostas do Presidente Lula poderão ou não ser lograr êxito.  É claríssimo, também, que qualquer acréscimo de despesas do Governo federal, quem paga é a população.   Para eles, Presidente Lula, Simone Tebet e Fernando Haddad, tanto faz como tanto fez, porque os ganhos mensais deles estão garantidos.

       Enquanto se discute a cobertura do "rombo fiscal" de R$ 171 bilhões,  as mordomias de um hotel em Emirados Unidos de R$ 71 mil a diária, é coisa de governantes de países ricos. Um comportamento de um "novo rico".  As referidas despesas vem do "mesmo" Orçamento Fiscal do Governo federal que estamos a discutir um rombo fiscal gigantesco de R$ 170 bilhões.  

           Ossami Sakamori  

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Brasil virou terra de João Ninguém !

 
Quando há tendência de misturar a política com a economia, bom resultado não acontece em qualquer país.  É o que está acontecendo no Brasil, neste momento.  Por um lado o presidente do Banco Central, Campos Neto, egresso do mercado financeiro e neto do ministro de Planejamento do Governo Castelo Branco e por outro lado o Presidente da República, Lula da Silva, que se elegeu, majoritariamente, com os votos dos eleitores pertencentes aos movimentos sociais.  

          Quando mistura, na discussão entre a política econômica e a política monetária, os dois ingredientes já explosivos, acaba resultando em desempenho "negativo" para o desenvolvimento do País.   É o que está acontecendo no Brasil.   Particularmente, fico muito à vontade para fazer criticas à equipe econômica do Governo e ao Banco Central, até porque sou adepto à política econômica liberal do Campos Neto, a do pensamento do professor Milton Friedman da Universidade de Chicago, que em linhas gerais segue a teoria de desregulamentação da economia.

          Erra o Presidente Lula ao discordar em público a política monetária do Banco Central, a quem cabe cuidar do valor do real perante outras moedas, sobretudo ao dólar americano.  E, com a nova perspectiva de fazer troca em moeda chinesa, o yuan, que é uma fração da moeda chinesa o "renmembi" a discussão se tornar mais complexa.  Cada um devia cuidar do seu "quadrado" ou do seu "galinheiro", sem se preocupar com repercussões políticas ás medidas econômicas e monetárias que o País exige.  

            Na política econômica, o Presidente Lula e sua equipe, de pouca estatura, como o Fernando Haddad e a Simone Tebet, que, "em tese", deveriam cuidar da "política econômica" e da "política fiscal" no economês que todos entendem.   Nada de inventar termo novo para representar como o "arcabouço fiscal" que é uma mistura de política econômica e política fiscal, sem saber exatamente onde termina uma e onde começa a outra.   O mercado financeiro, nacional e internacional, tentam decifrar o "arcabouço fiscal" de ambos ministros com pouca formação em "macroeconomia".   

           Por outro lado, o presidente do Banco Central faz as suas próprias interpretações sobre o "arcabouço fiscal" e passa ao mercado a sensação de que "algo está errado" na economia do País.  Ao estabelecer a taxa básica de juros, com os olhos de excesso de pessimismo na condução da política econômica do Presidente Lula, o BC mantém taxa de juros básicos Selic, com "rendimento" estratosférico, comparado com as melhores economias do mundo.  É exorbitante a taxa de juros Selic de 13,75% para inflação ao entorno de 5%, se aproximando da meta de inflação do próprio Banco Central.  A distorção da taxa básica de juros Selic, aparece na taxa de câmbio que está abaixo de R$ 5.   A depreciação do dólar ou apreciação do real se deve ao ingresso de dólares para aplicação em títulos do Tesouro Nacional que está remunerando muito acima da média mundial.  O real forte, no mercado financeiro, não reflete exatamente a situação econômica do País, pelo contrário mostra a distorção do valor do real.  

         Colocando a feia briga entre o Campos Neto e o Presidente Lula de lado, para a inflação que caminha para abaixo de 5% ao ano e pelo comportamento do ingresso de dólares, especulativos, no mercado financeiro, a taxa básica de juros Selic, dos atuais 13,75% ao ano, com inflação ao entorno de 5% ao ano, poderia estar muito bem remunerado pagando a taxa Selic de 9,25% ao ano, 1,5% abaixo da última "sugestão" minha de 10,75% ao ano.   

          Fazer o que, o meu  palpite, não é?  Se os principais atores da política econômica/monetária estão em pé de guerra, nocivo para o País.  Isto mais parece que o  Brasil virou terra de João Ninguém!

           Que cada um, Campos Neto e Presidente Lula, cuide bem do seu "quadrado" !

         Ossami Sakamori

domingo, 16 de abril de 2023

Brasil virou "vermelho" do MST

A imagem da abertura, a do Movimento de Sem Terra - MST, corre ao redor do mundo, afugentando os investidores estrangeiros em setores produtivos do País e ao contrário, afugenta os investimentos produtivos, que criam mão de obra especializada no País.  Infelizmente, esta é uma opção do governo do Presidente Lula, que convidou o líder do MST, João Pedro Stédile para participar da comitiva à China, com o assento no avião presidencial, que fez e faz périplo pela China e pelo Oriente Médio.  Sabe lá, o que se passa na cabeça do Presidente Lula, que foi buscar investimentos produtivos para serem instalados no País.   

          O MST e o seu líder, João Pedro Stédile, já são velhos conhecidos da população.  No passado não tão distante, o MST deu suporte ao Presidente Lula nas suas andanças pelo Brasil a fora a troco de "pão e mortadela" fazer plateia para o atual Presidente Lula.  O líder do MST fazer parte da comitiva presidencial é uma demonstração inequívoca de que o Presidente da República aprova o movimento de invasões de propriedades, em sua maioria, terras produtivas.  

         No fundo, no fundo, o Presidente Lula mantém a coerência  do seu pensamento.  Ele dá prioridade aos movimentos populares, seja de que origem.  O Lula da Silva, na condição de candidato à Presidência, teve participação ostensiva no domínio de tráfico de drogas, comandada pelas notórias facções criminosas no Rio de Janeiro.   

            Presidente Lula, ao mesmo tempo, tenta buscar investimentos produtivos para criar empregos no País.  As grandes montadoras de veículos já se retiraram do País, vendo a iminência de regras socialistas ao invés das boas práticas do capitalismo, que dava emprego a milhares de trabalhadores formais de bom nível.   Ele próprio, o Lula, foi operário da fábrica de veículos em São Bernardo do Campo, onde se criou como líder sindical.  

          Em termos de regime econômico no Brasil, com o Presidente Lula, creio que será o de socialismo sindical, que era muito presente em décadas passadas, cujo ícone foi o líder sindical Lech Valesa, que se tornou presidente da Polônia entre 1990 e 1995.  O Presidente Lula está atrasado no tempo, nos seus pensamentos.  O mundo contemporâneo, onde a competição econômica e industrial está cada vez mais presente, as velhas ideologias socialistas não se coadunam mais com a realidade econômica/financeira do mundo e do País.  

          Devemos repudiar veementemente as invasões de propriedades privadas pelo MST e João Pedro Stédile.    Se a grande imprensa não repudia o MST, fica aqui registrado o meu repúdio às invasões de propriedades privadas, concordando ou discordando dos prezados leitores deste blog.   

            Ossami Sakamori   

sábado, 15 de abril de 2023

Defendo taxa Selic de 10,75%

 

Não costumo emitir opinião sobre a política monetário do Banco Central, mas incomoda-me muito sobre o nível da atual de taxa básica de juros Selic, estabelecido pelo Banco Central em 13,75% e a briga entre o Presidente Lula e o presidente do Banco Central, Campos Neto, via imprensa, o que é um desserviço para o País.   Em todo mundo, pelo menos nos países do primeiro mundo, o Banco Central tem autonomia para decidir sobre a política monetária do pais.   Só mesmo em países do terceiro mundo ou países "em desenvolvimento" onde os presidentes "interferem" ou "se metem" na política monetária dos seus Bancos Centrais, tal qual pretende o Presidente Lula.

         É comum, os Bancos Centrais, tentarem controlar a inflação do país, apenas com a taxa básica de juros, esquecendo-se de outros instrumentos da política monetária disponíveis, como calibragem de depósitos compulsórios que incidem sobre os depósitos à vista ou depósitos remunerados pelos usuários do sistema bancário.   

          Nem tanto a terra e nem tanto o mar, penso eu.  A taxa básica de juros é "calibrado" pelos Bancos Centrais do mundo todo, conforme a "meta de inflação", estabelecido previamente.   Assim, acontece com o FED, o Banco Central americano e Banco Centrais dos países, minimamente, responsáveis.   Enfim, a política monetária, serve para equilibrar a moeda em circulação, na tentativa de "segurar" ou "conter" a inflação.  

           Feitas as considerações preliminares, vamos ao caso da taxa básica de juros Selic, do Banco Central brasileiro.   Eu já manifestei em comentários anteriores de que a taxa básica de juros Selic, deveria estar no patamar de 12,25% ou 1,5% a menos do que atuais 13,75%, que, particularmente, acho exagerado, considerando que a inflação dos últimos 12 meses, fechado em março, em 4,65%.   Isto significa que a taxa de juros real para quem aplica em títulos do Tesouro Nacional, está com rentabilidade líquida de 9,1% ao ano, o que é um rendimento real acima da média histórica.   Isto tem sido a entrada de "dólares" para aplicação em títulos do Tesouro Nacional, provocando a atípica "desvalorização" do dólar ou "apreciação" do real.      

          O FED, Banco Central americano, trabalha com taxa básica de juros, ao entorno de 5% para uma inflação ao redor de 5% ao ano.   O princípio geral dos Bancos Centrais do mundo todo é manter o controle da inflação e ao mesmo tempo manter a economia em crescimento.   O Banco Central americano, baliza a taxa básica de juros, baseado na inflação presente e no nível de desemprego no país.   Enquanto, o Banco Central do Brasil se preocupa, apenas, no controle da inflação sem se preocupar com o nível de desemprego no País.   Esse "vício" de Banco Central de querer balizar apenas olhando para frente, sem ao menos, olhar a economia pelo retrovisor, provoca distorções "perniciosas" para o País como um todo.

       Na atual conjuntura, com economia do País, "quase parando" e inflação sob relativo controle, proponho o rebaixamento da taxa básica de juros Selic, dos atuais 13,75%, para algo como 10,75%, com decréscimo de 3% sobre os atuais níveis, sem que prejudique a meta de inflação de 4,75%.  O objetivo é para os investimentos especulativos atuais, nacionais e estrangeiros, entrando em "enxurrada", sejam elas canalizados para investimentos produtivos, que geram empregos no País.   

          Desta forma, defendo a taxa básica de juros Selic em 10,75% ao ano, adequados para retomar os investimentos produtivos no País.   Eu, particularmente, acho deplorável a disputa de "poder" entre o Campos Neto e Lula, publicamente, para a vergonha do País.

           Ossami Sakamori  


sexta-feira, 14 de abril de 2023

Lula na China


Assisti há pouco, recepção do presidente da República Popular da China, Xi Jinpng, ao Presidente Lula.  O nosso presidente está todo empolgado com a visita, para assinar acordos comerciais e financeiros, sendo a mais importante, a moeda de negociação entre os membros do bloco econômico BRICS, a moeda chinesa "yuan" como é conhecido entre a população chinesa.   Vamos lembrar que o regime de governo da China é comunista, e se comportam como manda o figurino.  O Xi Jinping mantém o povo aos seus pés com benesses de alguma liberdade econômica.  O fato é que a China não é também um país agrícola, como era até poucas décadas atrás.  A China se tornou a segunda potência econômica do mundo global, atrás, apenas, dos Estados Unidos.  Neste contexto, o Brasil que já ocupara a posição de 8ª economia do mundo, anda disputando a 12ª posição, com os países como Coreia do Sul.  
          Feito as considerações iniciais, o Presidente Lula vai chancelar cerca de 20 acordos comerciais com  os parceiros comerciais chinesas.  Porém, o mais importante, para os chineses é o acordo de trocas comerciais entre Brasil e China, em moeda chinesa, o "yuan", que terá, doravante, terá conversão automática em real.    
          Esta negociação, em aceitar as trocas comerciais em "yuan" é bom para os chineses, mas não tão interessante para os brasileiros.   A moeda sob controle do Banco Central da China, não faz conversão automática para o "dólar americano", que é a moeda de transações comerciais e financeiras acordado em 1946, na convenção de Bretton Woods, EEUU.   Os exportadores brasileiros que receberão o "yuan" em pagamento de produtos agropecuários e minério de ferro, terão que fazer conversão do "real" e converter em "dólar americano" para solver os compromissos internacionais assumidos, exceto com a própria China e com a Rússia, este último, alijado que está da compensação financeira do SWIFT.   Bom para o Xi Jinping e péssimo negócio para o Lula.  
          O presidente chinês, já anunciou que vai buscar adesão da Argentina e Uruguai no BRICS, na tentativa de ampliar o leque de negociação em moeda chinesa, o "yuan", que é, na prática a menor fração da moeda oficial chinesa, o "renmenbi".  Ao longo dos próximos anos, é de esperar a aceitação do "yuan" como moeda alternativa ao "dólar" americano, mas isto pode durar alguns anos.  A última tentativa de destronar o "dólar" americano nas transações comerciais e financeiras, foi dos países da União Europeia com a criação do "euro".   Não logrou êxito, nesta tentativa, sem desmerecer a importância da moeda única entre os países do bloco europeu.
          Pois, o Brasil vai conviver com mais uma moeda como alternativa ao "dólar" americano, nas transações comerciais e financeiras.  Vamos lembrar que a Reserva Internacional brasileira, de cerca de US$ 350 bilhões, está aplicado na praça de Nova York, maior parte, lastreado em títulos da dívida pública americana. Além de tudo, o mercado futuro dos commodities está sendo negociado na Bolsa de Mercadorias e de Futuro de Chicago, EEUU.   
         Outro ponto importante a considerar, é a inflação nos países emissores das moedas de trocas internacionais.   Neste quesito, a China não fica longe da crise internacional atual, com inflação da China aos níveis que se aproxima dos outros países do mundo, provocando a desvalorização da sua moeda, o "yuan". 
          A suposta conquista do Lula em aceitar o "yuan" como moeda de trocas comerciais e financeiras com a China, tem chance de virar numa tremenda "armadilha" contra o Brasil.  Daqui a poucos anos, vocês haverão de lembrar deste meu pequeno lembrete para os incautos governantes.  

           Ossami Sakamori   
 

quinta-feira, 13 de abril de 2023

Fiquem espertos com o mercado financeiro global.


De madrugada, fico de olho nas notícias internacionais para trazer a vocês, informações atualizadas, pelo menos até a madrugada de hoje, no Brasil.  A essa hora do dia, manhã na China, o Presidente Lula deve estar se preparando para viagem à Pequim, no encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, para, formalmente, acertar os acordos de trocas comerciais e financeiras entre os dois países, sobretudo, em relação ao padrão "yuan", substituindo o padrão "dólar".  
          O estabelecimento do padrão de troca em "yuan", diretamente, sem passar pela compensação internacional do sistema de SWIFIT, feito majoritariamente em "dólar" americano.  A primeira vista parece vantajosa, mas, no meu entender, nem tanto.  Explico, as contas do Brasil, em sua maioria, inclusive Reserva Cambial está aplicado em "dólar".  Outro entrave, é que os produtos agropecuários para exportação estão negociados em Bolsa de Mercadorias do Chicago.   Mudar, os contratos comerciais e financeiros, "de repente", em "yuan" demandará período de adaptações.  
           A última informações sobre mercado de petróleo, segundo imprensa, com o rompimento de pacto sobre o preço do petróleo entre Estados Unidos e Arábia Saudita o preço do petróleo no mercado global vai continuar no patamar sinalizado pelo OPEC.  Enfim, os árabes, unilateralmente, cortaram o fornecimento do petróleo em 2 milhões de barris, o que não é pouca coisa.  O volume representa, grosso modo, metade do volume de consumo do Brasil.   O objetivo, segundo a imprensa internacional, é de manter o preço do petróleo entre US$ 90 a US$ 95 dólares, o petróleo do tipo Brent, o mais leve.  O nosso petróleo do pré-sal é do tipo WTI, o do tipo pesado, cerca de US$ 5 mais barato que o do tipo Brent.
     
     Hoje, mais uma vez, o FED deve se reunir para estabelecer a taxa básica de juros dos títulos do Tesouro americano, cuja expectativa está entre estabilidade e um pequeno aumento em relação à taxa de juros em vigor.  O problema é a inflação dos Estados Unidos que persistem em continuar no patamar de 5% e isto contamina o mercado financeiro global e isto contamina o mercado financeiro global.
        Como o mercado financeiro é volátil, vamos ver qual vai ser o reflexo no mercado financeiro nacional. A movimentação tem pouco a ver com a situação real do Brasil.   A desvalorização do dólar, pontual ou não, é reflexo da diferença de taxa de juros no mercado financeiro americano do que o desempenho da economia do Brasil, que não está nada bom.
        Fiquem atentos com o comportamento do mercado financeiro global para investir no mercado financeiro especulativo.
             Ossami Sakamori 

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Viva China!


Ni hao!   É bom ir acostumando com o mandarim, que é a língua oficial da China.  Eu, já, tenho conhecimento de alguns hanzis que é o sistema de escrita dos caracteres utilizados na língua chinesa, com mais de 5 mil caracteres usuais.  Presidente Lula, embarcou, ontem, no avião presidencial, o já conhecido o AeroLula, com destino à capital chinesa, Pequim para ocidentais e Beijing (lê-se péijin) para  a população chinesa.   Lula vai fazer escala em Shanghai ou Xangai como é conhecido, para dar força à Presidente Dilma, agora na função do presidente do Banco de Desenvolvimento do BRICS. 

           Todos ou quase todos comemoram a "nova" relação Brasil-China, que esteve congelado na gestão do Presidente Bolsonaro, por razões de ideológicas.  O Presidente Lula vai todo "faceiro", rerratificar vários tratados comerciais assinados com a China pela comitiva técnica precursora.  O mais importante, creio, foi na área de agronegócios e uma eventual instalação de uma fábrica de semicondutores no Brasil.  

         A China já é o mais importante parceiro comercial do Brasil, independente das posições políticas divergentes entre os dois países.  Para se ter ideia, segue abaixo os 5 principais parceiros comerciais, na pauta de exportações brasileiras (2022):

  • China: US$ 47,651 bilhões (21,72%)
  • Estados Unidos: US$ 39,382 bilhões (17,95%)
  • Argentina: US$ 11,948 bilhões (5,45%)
  • Alemanha: US$ 11,346 bilhões (5,17%)
  • Índia: US$ 6,728 bilhões (3,07%)
  • Rússia: US$ 5,701 bilhões (2,60%)

          No obstante, o item comemorado pelos emissários do Governo Lula e empresários da área de agronegócios, que é a transação comercial feito em "yuan" ou a moeda chinesa, Renminbi, terá que superar alguns óbices.  Digamos que o "yuan" é a fração menor da moeda oficial chinesa, que é o "renminbi".  O povo chinês usa o termo "yuan" para pagamento de suas contas.  Vamos tratar, doravante, como "yuan" a moeda chinesa para melhor entendimento dos leigos e turistas com destino à China.  O dólar americano é bem aceito, lá, também. 

         Os brasileiros comemoram a moeda de troca alternativa, que doravante, será o "padrão" de trocas comerciais entre os dois países, China e Brasil.   Há muito tempo que a China vem acalentando de tornar a sua moeda "yuan" como padrão de trocas comerciais e internacionais, como alternativa para o padrão US$, o "dólar" americano.   O padrão "yuan" vai ser bom para os russos que estão bloqueados no sistema de compensação internacional, o SWIFT.  Para o Brasil, com algumas restrições, acredito. 

       O padrão de trocas comerciais em "yuan" que o Presidente Lula vai assinar com os chineses, de conversão automática em "real", pode parecer uma grande vantagem para o Brasil, mas não necessariamente.   Para o agronegócio, que fecha contratos futuros de produtos agrícolas na Bolsa de Mercadorias de Chicago, naturalmente, cotado em US$ (dólar americano), de qualquer maneira, terá que fazer conversão do "yuan" em "dólar".   A facilidade aparente, poderá se tornar um encargo, com "spread" a mais que vai desperdiçar com o novo padrão da moeda, o "yuan".   

          Enfim... o Brasil, tanto faz como tanto fez, ao invés de fazer parte do quintal dos americanos, vai ser, também, um quintal dos chineses.  

            Ossami Sakamori

terça-feira, 11 de abril de 2023

Taxa Selic deveria cair para 12,25%

 

Há muita polêmica em torno da taxa básica de juros Selic, de um lado o Presidente Lula e do outro lado o presidente do Banco Central, Campos Neto.   De um lado o Presidente da República preocupado  com o crescimento econômico do País, que afeta diretamente à sua popularidade e do outro, o presidente do BC preocupado em manter o poder de compra do real ou inflação sob controle ou próximo da meta do Banco Central para este e pelos próximos dois anos.  

             Em todos países do mundo, sobretudo em países do primeiro mundo, o ministério da economia cuida da política econômica e os Bancos Centrais cuidam da taxa de juros da dívida pública, sem perder de rumo o "crescimento econômico" do País.  Na prática, um serve de freio para o outro, o Banco Central faz a vez do freio à política fiscal do Governo.  Esta relação de respeito entre uma instituição com outra, evita uma relação incestuosa, de compadrio, de Banco Central ser mais um "ministério" do Governo federal.  O exemplo vem da maior economia do mundo, os Estados Unidos.   Lá, o presidente Biden não dá palpite sobre taxa de juros básicos do FED - Federal Reserve, que vem a ser o Banco Central americano e nem o Jerome Powell se mete na política econômica do Biden.  O respeito mútuo na maior economia do mundo serve de exemplo para o Brasil.  Pelo contrário do FED, o Banco Central do Brasil, corre atrás para "consertar" os eventuais excessos na política econômica, que resulte na "inflação" galopante, que fatalmente levaria à perda do poder de compra do povo brasileiro.  

          Feita a introdução preliminar sobre a separação dos "poderes" entre o Governo federal e o Banco Central, vamos à análise do caso presente, a política econômica e a política fiscal do Governo federal em confronto com a política monetária do Banco Central.   O Executivo ou o Governo federal, desde a última crise econômica/financeira, vem apresentando persistente "déficit primário", que nada mais é do que o "rombo fiscal", por mais que mude a denominação da política fiscal para "arcabouço fiscal".   Com o novo "arcabouço fiscal", o Governo federal prevê um "rombo fiscal" próximo de R$ 107 bilhões, já contando com a receita extraordinária de contenciosos das grandes corporações com o Governo federal, segundo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

        Na outra ponta, a boa notícia é que a inflação está cedendo e hoje está ao redor de 6% ao ano, pelo último dado do Banco Central.   Na minha opinião, já manifestada em outros comentários anteriores, a taxa básica de juros Selic poderia ceder 1,5% em relação ao atual nível de 13,75% ao ano, sem causar transtornos ao fluxo de dólares, que por ora está positivo para o Brasil.   Este fluxo de dólares a favor do Brasil, não está sendo canalizado para o setor produtivo, mas sim para o mercado financeiro especulativo, infelizmente.  

          O Brasil, no meu entender, é considerado importante no cenário mundial e para tanto, os principais atores, Presidente Lula e Campos Neto, presidente do Banco Central, deveriam parar com as brigas, via imprensa, e cada um se explicar as suas próprias razões sobre a taxa básica de juros Selic estar alto.   Eu, como comentarista de "fim de semana", opino que a taxa básica de juros Selic deveria estar no patamar de 12,25% ao mês, como já manifestei algumas vezes, sem nenhum abalo no mercado financeiro.  O Banco Central, em querendo, poderia calibrar o depósito compulsório das instituições financeiras para compensar eventuais efeitos da taxa básica ao nível mais baixo do que a atual.  Nem tanto terra, nem tanto o céu, já diz o ditado popular para uma situação como esta. 

         Fica claro que ou a favor de baixar a taxa básica de juros Selic ao nível de 12,25%, durante o restante do ano, não pelo desejo do Presidente Lula, mas pelas razões técnicas expostas.

             Ossami Sakamori   

           

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Parabéns, Fernando Pimentel !

 

A semana começa com boa notícia para o Fernando Pimentel, PT/MG, o ex-governador do Estado de Minas Gerais.  Ele foi nomeado pelo Presidente Lula para ocupar a presidência da Estatal, EMGEA, que vem a ser empresa pública federal, não financeira, constituída sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, vinculada ao Ministério da Economia.

     Bom para ele, o Fernando Pimentel, que estava "desempregado" e vai receber doravante salário de R$ 42 mil, com toda mordomia que o cargo lhe confere, como residência oficial, segurança pessoal e utilização de aviões contratados pela EMGESA ou em avião oficial da FAB.   Numa outra semana que passou, foram nomeados Conselheiro da Itaipu Binacional, os ministros Rui Costa e Fernando Haddad, respectivamente, Casa Civil e Fazenda, com remuneração de R$ 27 mil por mês, para participar de reuniões a cada 6 meses ou quando necessário.   Certamente, o Fernando Pimentel, também, vai participar de Conselho de mais alguma outra estatal, que não mais serão privatizadas, para engordar o seu pobre salário de R$ 42 mil a cada mês, livre de despesas.   

         Ontem, escrevi que o Presidente Lula é um psicopata em querer liderar uma entidade, que só existe no papel, a Unasul, certamente, para financiar os projetos dos "companheiros" Alberto Fernandes, Evo Morales e Nicolas Maduro, possivelmente, via BNDES, como já o fizera anteriormente com os países da América Latina e África em conluio com uma grande empreiteira do País.   Estas e outras indicações estão para vir, nas empresas estatais com salários tetos do funcionário público, porém, recheado de vantagens que cada estatal tem a oferecer.  

            Fernando Pimentel, PT/MG, está felicíssimo, imagino, com os novos pesados trabalhos à frente da Estatal que cuida dos ativos do Governo federal.  Isto é socialização do trabalho que o Partido dos Trabalhadores tanto defende.  

              Parabéns, Fernando Pimentel !

              Ossami Sakamori  


domingo, 9 de abril de 2023

Presidente Lula é um psicopata!


Com enorme tristeza que abro a mensagem de hoje.  Governo Lula anuncia a não privatização das estatais como Correios e outras tantas empresas estatais ineficientes.  O objetivo é claríssimo, de manter os apadrinhados dos partidos da coligação que susrentam o Governo Lula.   Na outra ponta, o anúncio de o Brasil vai voltar a fazer parte da Unasul para tornar-se protagonista do bloco que reúnem do mesmo lado o Alberto Fernandes, Evo Morales e Nicolas Maduro, todos pertencente aos partidos da esquerda, com péssimos desempenhos na economia. 

            Na matéria precedente, escrevi sobre a intenção do ministro da Fazenda, Fernando Haddad e da ministra do Planejamento, Simone Tebet em "rever" diversos programas de desonerações às grandes corporações, para cobrir parte do "déficit primário" ou o "rombo fiscal", efetivo de R$ 230 bilhões.  O anúncio de ontem, sobre a manutenção das empresas como Correios e somados às reonerações das grandes corporações, vai no mesmo sentido.   

           Com o anúncio da volta do Brasil na Unasul, com propósito claro de "dar uma mão" ao Alberto Fernandes, Evo Morales e Nicolas Maduro, mostra claramente a linha ideológica do Governo Lula.   Coincidência ou não, a Argentina, Bolívia e Venezuela são os campeões da dificuldade econômica, maior parte em decorrência da linha ideológica da economia daqueles países, essencialmente "socialista", como a do PT.   

              A tristeza de hoje, é sobre o rumo da economia do País, que já vinha enfrentando dificuldades desde a crise econômica e financeira de 2014/2015, a pior dos últimos 100 anos, as novas sinalizações do Governo Lula, no campo econômico, sobretudo às últimas, são as mesmas adotadas pelos países socialistas com dificuldades na América do Sul.   Infelizmente, o Presidente Lula é um psicopata, com mania de grandeza e como tal toma atitudes de um doente mental e querer ser o líder dos doentes mentais da América do Sul.  

         Em tempo:  Um Presidente da República que leva o País ao abismo econômico/social é um "psicopata", um louco.

              Ossami Sakamori