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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Dívida pública líquida do Brasil está em R$ 3,716 trilhões!


Por mais que o governo Temer tente mostrar a normalidade, os números macroeconômicos revelam estado lastimável do Brasil.  O Banco Central divulgou hoje a posição da dívida pública federal no final do mês de maio.  A dívida pública federal líquida, descontado contas a receber e reserva cambial, está em R$ 3,716 trilhões, sendo R$ 143 bilhões em moeda estrangeira. Feito conta rápida, a dívida pública federal líquida, eu disse líquida, representa cerca 56% do PIB ou de tudo que o País produz no ano. 

O tamanho da dívida pública não é tão preocupante, pois que os Estados Unidos, por exemplo, tem dívida pública interna de cerca de 110% do PIB. A diferença é que o Tesouro dos Estados Unidos paga juros médios negativos ou seja paga juros menores que a inflação, enquanto no Brasil paga a taxa de juros reais cerca de 3,5% ao ano acima da inflação.

O que preocupa, os que tem o mínimo conhecimento da macroeconomia, é o prazo médio dos vencimentos destas dívidas. No conceito clássico, o prazo médio das dívidas públicas federais é de 4,08 anos ou seja a cada pouco mais de 4 anos o Tesouro e o Banco Central teria "rolado" a dívida pública pelo menos uma vez. No jargão popular isto se denomina "ciranda financeira".  No particular, isto é como a situação de uma pessoa que precisa correr "atrás da máquina" para rolar a dívida cada vez maior. 

Outro dado curioso é que a incompetência de sucessivos governos faz com que cada cidadão brasileiros, cerca de 210 milhões de pessoas, incluindo os recém nascidos e idosos, uma média de R$ 17.619,00 de dívida líquida.  Isto é, dívida a pagar descontando a dívida a receber. 

O fato é que o Brasil deve R$ 3,716 trilhões líquidos, com vencimento médio de 4 anos.  Não é preciso ser economista para constatar que a dívida pública brasileira é impagável. 

Ossami Sakamori
Engenheiro civil e consultor empresarial

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Brasil continua sendo quintal dos Estados Unidos!


Presidente Temer não tem dado importância ao prenúncio de uma crise econômica, sem precedentes, por conta da política protecionista dos Estados Unidos. O vice-presidente Mike Pence daquele país esteve ontem em visita ao presidente Temer, no Palácio do Alvorada, para um puxão de orelha pelo não protagonismo na América do Sul. No governo Temer, o Brasil apequenou-se perante os demais países da América Latina e sobretudo perante os países da América do Sul.  Presidente Temer não soube capitalizar a visita do Mike Pence para aumentar as trocas comerciais para com os Estados Unidos. 

Politicamente, perante o mundo, a América Latina é quintal dos Estados Unidos.  Estava ou está reservado ao Brasil a função de "guardião" dos Estados Unidos no cone sul. O Brasil está perdendo a liderança com ascensão do Michel Temer à presidência da República. Mike Pence cobrou do Michel Temer, posição firme contra o governo do Nicolás Maduro da Venezuela. O Brasil não tem posicionado politicamente contra o regime socialista da Venezuela, desde o impeachment da Dilma.  Se antes, o apoio era total ao regime socialista do Maduro pelos governos petistas, o governo Temer tem ficado ao largo dos acontecimentos na vizinha Venezuela.  O máximo que o presidente Temer conseguiu com o Mike Pence foi a promessa da liberação das crianças brasileiras, presas em consequência da "entrada ilegal" dos pais das crianças, onde respondem pelo ato em prisão americano. 

Brasil sendo guardião dos Estados Unidos na América do Sul, certamente, em segredo de Estado, o Brasil deverá ceder a Base de Alcântara em Maranhão, para lançamento de satélites dos Estados Unidos. O fato não é novidade para os brasileiros.  Durante a segunda Guerra Mundial, o Brasil abrigou uma base aérea americana em Natal no Rio Grande do Norte, onde chegou a abrigar mais de 10 mil soldados da Força Aérea americana.  A Base de Alcântara será um "enclave" americano no território brasileiro. 

Brasil continua sendo o "quintal" dos Estados Unidos!

Ossami Sakamori

sábado, 23 de junho de 2018

Brasil está em "stand by".

Crédito da imagem: O Sul

Vocês não devem estar entendendo a demora da retomada do crescimento econômico do País, após ter passado pela pior depressão econômica dos últimos 100 anos, nos anos 2015 e 2016.  O Brasil cresceu cerca de 1% no ano de 2017 e os indicadores mostram que o País poderá crescer cerca de 2% neste ano. Mas, o resultado destes sinais de crescimento não se faz sentir no cotidiano do povo brasileiro. Infelizmente, os articulistas econômicos não conseguem explicar o motivo desse desânimo generalizado. Vou tentar explicar na sequência.

Enquanto o Brasil, nos anos 2016 e 2017, experimentou depressão de cerca de 7%, o restante do mundo cresceu em média 7%.  Os números mostram que o "fosso" ou o "buraco" que separa o Brasil do restante do mundo é de cerca de 14%, que é a soma do que regredimos  com o que os outros progrediram.  O crescimento pífio de 1% no ano passado, nem sequer cobriu o crescimento do retante do mundo. O crescimento projetado de 2% neste ano, apenas acompanha o crescimento dos países desenvolvidos.  O "buraco" é de 14%, grosso modo. 

O quadro acima é confirmado com o número espantoso de desempregados, cerca de 13%, com carteira assinada, enquanto o indicador aceito pelos países desenvolvidos é de 4% ou na pior das hipóteses 5%. O IBGE mostra que apenas 34 milhões de trabalhadores estão empregados com carteira assinada, enquanto enquanto cerca de 40 milhões estão desempregados ou sub-empregados. Isto sem contar com cerca de 13 milhões de chefes de famílias que dependem do Bolsa Família.  De acordo com o IBGE, o País possui cerca de 104 milhões de pessoas que representam a força de trabalho.  Não precisa ser economista para constatar que apenas uma pequena parcela da população sustenta o restante da população. 

Outro fato que não é comentado pela grande imprensa é o número de inadimplentes no comércio.  Cerca de 61 milhões de pessoas estão inadimplentes. Isto representa cerca de 40% da população adulta do País, estimado em 210 milhões de habitantes. O número alto de inadimplentes é explicado pelo número expressivo número de desempregados e sub-empregados.  O fato é que 61 milhões de pessoas deixam de "alavancar" o consumo. 

É um círculo vicioso difícil de romper. Os desempregados e inadimplentes que deixam de consumir, fazem com que as indústrias deixem de criar novos empregos com carteira assinada. Não criando novos empregos, o consumo não aquece.  Sem consumo aquecido, as indústrias não tem para quem vender a não ser para fora do País. Falta uma medida de grande impacto para retomar o crescimento econômico do País. 

As indústrias e agronegócio que poderiam estar carreando recursos financeiro para o desenvolvimento do País, a política monetária do governo tende a valorizar o real tentando desvalorizar o dólar.  O Banco Central fazendo intervenção diária para segurar o dólar no atual patamar.  Este governo ou governo de antes, sempre preferiram que o povo sentisse a "sensação do poder de compra" com o real valorizado.  Enquanto uma compra em Nova York sair mais barato que em São Paulo, o mercado de câmbio está defasado. 

Não tem mais jeito. Já estamos no final do primeiro semestre de 2018, com eleições previsto para o mês de outubro. Não haverá mudanças profundas na política econômica e nem tão pouco a mudança necessária na política monetária. O Banco Central vai impingindo política monetária, tão somente, para segurar a inflação no patamar aceitável, enquanto aguarda diretriz do novo presidente da República, que será eleito apenas no dia 7 de outubro.

Literalmente, o Brasil está na posição de "stand by".

Ossami Sakamori

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Macarronada na cumbuca

 Crédito de imagem: Goal.com

Matéria extraída, sem edição, do Jornal Notícias.
Assinado por António José Gouveia
Se alguém tinha dúvidas sobre a "macarronada na cumbuca" de Neymar, elas hoje foram desfeitas. Depois de um empate brasileiro frente à Suíça e com um Neymar completamente desinspirado, hoje ficou confirmado que o cabelo do craque afinal não tem bruxaria. Foi o melhor em campo contra a Costa Rica de Brian Ruiz e Navas e marcou um golo que confirmou a vitória suada por 2-0.
Na internet, principalmente nas redes sociais, têm proliferado os memes sobre o novo corte de cabelo de Neymar e foi durante estes dias o assunto mais comentado sobre a seleção brasileira. Supersticiosos como são, os brasileiros já estavam a culpar um perfeito anónimo que, em pouco tempo se tornou uma atração mundial, de ser o primeiro responsável pela prestação não só de Neymar como de toda a seleção. Estamos, claro, a falar de Daílson dos Reis , mais conhecido no mundo da moda de penteados como Nariko.


"Na hora do jogo estava parecendo uma macarronada na cumbuca" é dos comentários mais curtidos. A cumbuca, segundo os brasileiros, é uma cabaça que serve como malga. Ou seja, o corte de Neymar parece uma massa de esparguete numa cabaça. Nada elogioso.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

O Brasil está patinando...


O país se encontra como que caminhão no atoleiro. O Brasil está patinando desde 2015. O País passou por pior depressão dos últimos 100 anos!  O PIB decresceu em 2015 e 2016 cerca de 7%, enquanto o mundo cresceu a uma média de 7% no mesmo período. Assim sendo, o Brasil ficou 14% mais pobre que o resto do mundo. O País caminhou na contra mão do mundo. 

O governo Temer sucedeu ao da Dilma com promessa de uma "ponte da esperança".  Decorrido dois anos, a travessia virou uma "ponte da desesperança".  Deste mato, o do Michel Temer, não sai mais nenhum coelho.  A economia do País vai se arrastar até o final deste ano, tal qual seleção brasileira de futebol, na melhor das hipótese, no "empate".  Não há nenhuma esperança para mudança no curto prazo.

Nas últimas quatro semanas, o País viveu o caos de desabastecimento com a greve dos caminhoneiros. O governo Temer fez mais atrapalhada do que apresentar soluções. Deu desconto no preço do diesel de R$ 0,46 que será coberto pelo contribuinte na forma de re-oneração de tributos que iria acontecer somente em 2022. 

Governo Temer, na tentativa de acalmar os caminheiros ou o oligopólio do transporte de cargas, tenta tabelar os preços dos fretes. Uma tentativa inútil. O preço de frete se define de acordo com a lei da demanda e oferta, nas centrais de fretes ou nos portões das indústrias. A situação da tabela de preço dos fretes ficou até cômico. Agora, quem tenta dar um ordenamento ao caos que se criou no tabelamento dos fretes, é o ministro do STF.  Veja só, onde foi para o assunto!

O Brasil quer passar incólume ao crescimento dos Estados Unidos, um nível de crescimento que eles próprios estão preocupados. Estados Unidos está com taxa de desemprego abaixo de 4%, enquanto que no Brasil está acima de 13%. O resultado é que o crescimento dos Estados Unidos está canalizando o capital de investimento direto e capital especulativo em direção àquele país. E o atoleiro do Brasil continuará, agora, agravado pela conjuntura externa, a boa, dos Estados Unidos.

O Banco Central do Brasil tenta acalmar o mercado de câmbio, provocado com a revoada de investimentos diretos e especulativos em direção aos Estados Unidos. Banco Central optou em lançar títulos atrelados ao dólar, denominado de swap cambial tradicional para tentar conter a alta do dólar. O Brasil lançou nessas últimas quatro semanas, equivalente a US$ 38 bilhões, valor correspondente a cerca de 10% da Reserva cambial. O Banco Central já noticiou que vai intervir no mercado quanto fosse necessário para "segurar" o dólar.  Toda intervenção é um "artifício". 

Percebe-se que o governo Temer está totalmente "perdido". Não sabe o que faz.  Tenta tabelar o frete. Agora, tenta tabelar o dólar.  Este filme já vimos várias vezes no passado recente da história brasileira.  Quem não se lembra do tabelamento de preço do Sarney ou confisco de poupança do Collor?

Enquanto isto, o Brasil continua patinando...

Ossami Sakamori



terça-feira, 12 de junho de 2018

Não adianta! A tendência do dólar é de alta no médio prazo!


Banco Central terá injetado no mercado financeiro, título denominado "swap cambial tradicional", desde 14 de maio até a próxima sexta, dia 15 de junho, volume equivalente a US$ 38,617 bilhões, na tentativa de acalmar o mercado de câmbio, especialmente o dólar. Mesmo assim, após queda provocada na segunda-feira, o dólar fechou ontem em estabilidade com cotação de R$ 3,71 e anda hoje em torno do mesmo valor.  Banco Central está é tentando "segurar" o dólar no atual patamar.  O certo é que a cotação está "artificial".  

É um jogo de queda de braço entre o Banco Central e o mercado financeiro. O mercado financeiro brasileiro está acompanhando o mercado financeiro internacional onde a moeda americana vem valorizando nos últimos meses em função do visível crescimento econômico dos Estados Unidos. O número de desempregado, que é o indicador mais importante na tomada de decisão do FED, o Banco Central americano, vem sofrendo queda contínua. Hoje, o número de desempregados nos Estados Unidos está abaixo de 4%, enquanto o do Brasil está acima de 13%. 

O temor do mercado financeiro brasileiro é que os investidores estrangeiros especulativos, aqueles que aplicam no mercado financeiro entre os quais o título do Tesouro Nacional, liquidem suas aplicações em moeda brasileira, comprando o dólar, para remetê-las ao mercado americano. Diante dos indicadores positivos nos Estados Unidos sobre o do crescimento da economia e da contração do desemprego, o Banco Central americano eleve a taxa de juros para "desaquecer" um pouco a economia. O movimento dos Estados Unidos é no sentido contrário ao do Brasil. 

Na revoada dos investidores estrangeiros para fora do País, a moeda americana fica pressionado na compra, provocando a alta do dólar ou a desvalorização do real. Isto não é movimento puramente especulativo do mercado de câmbio. Infelizmente, a economia dos Estados Unidos está dando certa e a economia do Brasil está dando errado. Não há Banco Central que segure o fluxo de capital, agora no sentido contrário, nem mesmo com a oferta de título cambial atrelado ao dólar. 

Alega o Banco Central, o que de certa forma justifica, a existência de Reserva cambial robusta para enfrentar situações de "desconforto". O Brasil possui, grosso modo, US$ 380 bilhões em Reserva cambial, que nada mais é do que "saldo médio" que o mercado financeiro internacional "exige" para manter o Brasil como país "solvente".  A manutenção da Reserva cambial, custa ao País, a manutenção desnecessária da dívida pública de cerca de R$ 1 trilhão, pagando taxa Selic, ou seja pagando juros reais próximo de 3,5% ao ano. 

Embora, o Banco Central afirme que o mercado cambial esteja sob controle, o volume de títulos atrelados ao dólar que está sendo ofertado em curto período de tempo, um mês, equivalente a US$ 38 bilhões ou equivalente a 10% da Reserva cambial, preocupa o mercado financeiro.  O "swap cambial tradicional" nada mais é do que uma dívida pública atrelada ao dólar, contraído pelo Banco Central ao invés do Tesouro Nacional. Nem é preciso lembar que a dívida do Banco Central é também dívida do governo federal. 

O presidente do Banco Central Ilan Goldfajn afirmou em entrevista que o mercado de cambio é de "livre flutuação". A afirmação do presidente do Banco Central é uma "meia verdade" ou uma "sofisma". Embora, o Banco Central não esteja vendendo o dólar da Reserva cambial, a venda de swap cambial é uma "intervenção" do Banco Central no mercado de câmbio. Intervenção é movimento contrário da livre flutuação. 

Diante do exposto, considero que a tendência do dólar é de alta, no médio prazo. 

Ossami Sakamori
(sem rede social).

sábado, 9 de junho de 2018

Enfim, chegou a sua vez, Gleisi !


O ministro Celso de Melo do STF, liberou para julgamento a ação penal da Operação Lava Jato que tem como réus a senadora Gleisi Hoffmann, PT/PR e seu marido Paulo Bernardo, investigados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Petrobras.

A ação será julgado pela Segunda Turma do STF. A denúncia  contra Gleisi, o marido  e o empresário Ernesto Rodrigues foi recebida em 27 de setembro de 2016. Eles são acusados de solicitar e receber R$ 1 milhão num esquema de corrupção da diretoria de abastecimento da Petrobras. O fato teria ocorrido em 2010. O julgamento deverá ocorrer até o final de junho, antes do período de recesso do judiciário. 

A senadora Gleisi Hoffmann é atual presidente nacional do PT. Se for condenada pelo STF, Gleisi deverá cumprir pena numa prisão feminina onde tem residência fixa, Curitiba ou Brasília. Dificilmente, a Gleisi escapará da condenação, apesar de alguns ministros da Segunda Turma votarem sempre favoráveis ao PT. 

Enfim, chegou a sua vez, Gleisi !

Ossami Sakamori


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Dólar vai buscar R$ 4,16 no médio prazo (2).

Não sei o porque desse pânico no mercado financeiro, por dólar comercial ter fechado hoje no patamar de R$ 3,91. Tudo leva a crer que a minha previsão, baseado em dados da economia mundial, deverá concretizar nos próximos dias. A macroeconomia não é ciência exata, mas obedece a uma certa lógica, que os investidores menos avisados não querem aceitar.  Veja a matéria postada neste blog em 4/5/2018, portanto há pouco mais de um mês.  

Crédito de imagem: Estadão

O dólar alcançou maior patamar desde junho de 2016, alcançando R$ 3,58 no pico do pregão de ontem e que acabou fechando o dia em R$ 3,55.  Esse movimento de alta foi alertado por este blog na matéria Dólar com tendência de alta! no dia 17 de abril.  Espanta-me o fato de operadores do mercado financeiro serem pegos de calças curtas ou de saias curtas com a volatilidade do dólar.  Este blog poderá ser uma boa fonte de informações para embasar os negócios. 

O Federal Reserve, o Banco Central americano, já vinha anunciando o aumento de taxa de juros do título do Tesouro, para conter a alta da inflação. A inflação americana está no nível de 2,5% ao ano e o Federal Reserve não quer perder o controle sobre o valor da moeda, o dólar. O Federal Reserve não só anunciou o aumento da taxa de juros na faixa de 1,50% e 1,75%, com aumento de 0,25% em relação à faixa anterior, mas também que haverá novas altas, ainda neste ano.

O Banco Central do Brasil, comandado pelo ex-diretor do Banco Itaú Ilan Goldfajn, já anunciou que vai fazer intervenções no mercado de câmbio, hoje, emitindo os já conhecidos Swap cambial tradicional. A última intervenção do Banco Central no mercado de câmbio ocorreu no episódio do vazamento da gravação da conversa entre presidente Temer e Joesley Batista do grupo JBS.  Canso de afirmar que não existe "câmbio totalmente flutuante". Está aí a "intervenção" do Banco Central para confirmar a minha afirmação. 

Apesar de uma certa volatilidade do câmbio devido aos fatores do mercado financeiro externo e da conjuntura política instáveis em função das sucessivas denúncias de corrupção do presidente da República Michel Temer, o Banco Central tem não só os instrumentos tradicionais de "intervenções", mas tem em suas mãos uma reserva cambial robusta, de R$ 381,9 bilhões (saldo de 30/04/2018). 

Para quem tem interesse no mercado de câmbio, convém lembrar que o dólar já teve maior cotação, de fechamento, no dia 21 de janeiro de 2016 com cotação de fechamento de R$ 4,16. Creio que no médio prazo, o mercado "vai buscar" a cotação máxima atingida dentro do Plano Real. Não há nenhuma notícia no horizonte de curto prazo que venha contrariar o que estou a afirmar.

Dólar vai buscar R$ 4,16 no médio prazo.

Ossami Sakamori

Tabelamento do frete não vai dar certo!



Cara de um, focinho do outro. Michel Temer derrubou a Dilma porque a achava incompetente. Presidente Dilma, notoriamente, era burrinha, socava vento no saco de papel para não o perder. Os dois foram eleitos em outubro de 2014, a primeira como titular e o segundo com vice. O Temer mandou uma cartinha para a Dilma rompendo politicamente. Não teve coragem de enfrentá-la de focinho a focinho. Se, ainda, alguém duvidava, hoje não a tem mais. Presidente Temer vai tabelar mais um setor, o de transporte de cargas. 

Como Sarney, o Michel Temer tabela o preço do diesel para cumprir com a promessa aos caminhoneiros por ocasião da greve dos transportes.  Temer prometeu o "tabelamento" de fretes para os caminhoneiros ou melhor para o cartel de empresas transportadoras de cargas. Coisa decidido no afogadilho, não espera que iria comprar briga com o setor de agronegócio por conta da alta do frete. 

O presidente Temer, está totalmente perdido no meio de tantas pressões e não tem preparo para enfrentar qualquer situação de crise, tal qual a antecessora Dilma. É uma situação deprimente para quem derrubou a titular Dilma com a promessa da "ponte de esperança". O povo brasileiro já percebeu que a a ponte prometida é a de desesperança.

O Michel Temer não tem cabeça para pensar em governar o país com dimensões continentais e mais de 200 milhões de população. Temer está é muito preocupado que a Polícia Federal está chegando próximo ao seu "laranja", o coronel Lima no processo Decreto dos Portos.  A Globo noticiou que o presidente Temer, recebia mesada de R$ 300 mil por mês da Libra e Rodrimar, por meio do coronel Lima. Também, descobriu que remeteu ilegalmente o dinheiro da propina para paraísos fiscais.

Com o quadro de instabilidade o dólar vai subindo como foguete!

Ossami Sakamori
@BRdemocratico

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Tabelamento do diesel não vai dar certo!

Crédito da imagem: Globo

O tabelamento do diesel pelo governo Temer parece ter vindo para ficar.  A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis aprovou nessa terça-feira, dia 5, a realização de audiência pública para colher no mercado propostas para uma "regulamentação" que defina prazos de reajustes de preços dos combustíveis. Isto vai terminar em tragédia!

Segunda a grande imprensa, a audiência será iniciada no dia 11 e permanecerá até o dia 2 de julho. A ideia é publicar a regulamentação no Diário Oficial no prazo de 40 a 60 dias. Segundo a ANP, ela valerá enquanto existir um monopólio de fato no mercado de refino no Brasil, atualmente dominado pela Petrobrás. Em outras palavras, a regulamentação ficará valendo para sempre, ou até que o novo presidente da República resolva endossar ou banir a regulamentação do preço de produto no setor privado. 

A primeira vista, parece coisa positiva, pois foi a maneira que o governo Temer encontrou para acabar com o movimento paredista dos caminhoneiros. O próprio movimento, parecia ser um movimento de iniciativa dos caminhoneiros autônomos, mas as investigações parecem confirmar que foi locaute das empresas de transportes de cargas. Ontem mesmo, a AGU mandou para o STF uma terceira lista de multas aplicadas às empresas de transportes que ultrapassa R$ 500 milhões. 

Seja como for, o fraco governo Temer resolveu "tabelar" o preço do diesel com desconto de R$ 0,46 por litro na bomba, que ficará valendo até o final de julho. À partir daquela data, o governo vai tabelar um novo aumento que ficará valendo para os outros 30 dias e assim consecutivamente.

Isto me lembra o "tabelamento de preços" do desastrado governo Sarney em 1986. À época, o tabelamento dos preços, acabou criando o desabastecimento generalizado de mercadorias. O governo Sarney ameaçou até laçar o boi no pasto, figurativamente, para garantir o abastecimento de carnes, pelo preço tabelado. O final do governo Sarney foi marcado pela "hiperinflação" decorrente da falta de mercadorias. A saída para a situação que se criou foi o Plano Collor, que impôs o confisco de poupança em 1990, uma outra triste lembrança da população.

A história mostra que o tabelamento dos preços ou o controle de preços pelo governo é comemorado "na entrada", mas "a saída" do tabelamento ninguém pode prever como vai ocorrer. Governo Temer, fraco, resolveu problema dos caminhoneiros com o "tabelamento" do preço de diesel. A medida é populista e o resultado será maléfico para a população no médio prazzo. Isto é como querer revogar a lei do Newton, a de gravidade, por decreto presidencial. 

Tabelamento do diesel não vai dar certo!

Ossami Sakamori

terça-feira, 5 de junho de 2018

Temer, politicamente, está no bico do corvo!

Crédito de imagem: UOL

O caso conhecido como Decreto dos Portos está rendendo dissabores ao presidente Temer. A Folha dá que a Polícia Federal encontrou planilha datada de abril de 2017, o valor de R$ 20,6 milhões em contas da PDA Administração e Participações no Bradesco. Em nome do próprio coronel Lima, aparece o valor de R$ 3,04 milhões espalhados em diversos bancos. A Polícia Federal acredita que os valores da PDA pertence ao Michel Temer.

O coronel Lima, decorridos 9 meses da primeira intimação, não depôs até hoje à Polícia Federal alegando não possuir condições de saúde para responder às perguntas do inquérito. O coronel Lima já foi até preso pela Polícia Federal, mas manteve irredutível em não prestar esclarecimentos alegando os mesmos problemas de saúde. 

O cerco está cada vez mais próximo do presidente Temer. Foi o Michel Temer é que assinou o Decreto dos portos, que teria favorecido as empresas Rodrimar e Libra. Ambas empresas estão sendo investigados como que tendo pago propinas por conta da renovação automática do contrato de concessões, por mais um período, da exploração das atividades portuárias no porto de Santos.

Vamos apenas lembrar que o presidente Temer já enfrentou duas votações na Câmara dos Deputados para autorização do prosseguimento de investigação. Ambas investigações não tiveram prosseguimento porque a Câmara dos Deputados rejeitou as solicitações do STF graças ao movimento conhecido como "toma lá, dá cá". 

Temer, politicamente, está no bico do corvo!

Ossami Sakamori


domingo, 3 de junho de 2018

Chega de Temer !

Crédito da imagem: Estadão

Com a lambança que o presidente Temer fez em consequência do movimento paredista dos caminhoneiros, perdi o apetite em escrever matérias no blog. Nunca na história de República, pelo menos nos últimos 50 anos, tivemos um presidente tão incompetente. Michel Temer é tão nocivo para o País a presidente afastada Dilma Rousseff. 

Michel Temer permaneceu como vice da Dilma por 5 anos, 5 meses e 12 dias, em dois mandatos consecutivos.  Só mesmo dois políticos inábeis e incompetentes poderiam ter permanecido tão longo tempo juntos. Michel Temer quis mostrar através da sua "ponte da esperança" de que poderia afastar a titular e imprimir uma nova esperança para o povo brasileiro. Assim não aconteceu, a ponte da esperança acabou virando a "pinguela da desesperança".

Uma medida que o Michel Temer e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e agora candidato à presidência da República pelo MDB editou, a Emenda do teto dos gastos, foi tornar efeito nulo a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000. A nova Emenda Constitucional, oficializou o "rombo fiscal" ou o "déficit primário" que estava proibido pela Lei de 2000. De tanta insistência do Meirelles, o povo e o mercado financeiro acabaram acreditando que era uma boa coisa. 

Único legado, se assim quiser se referir, é a mudança nas leis trabalhistas que tornou a vida das empresas menos complicada. As outras reformas, a tributária e a previdenciária não saíram do terreno de intenções. Michel Temer não conseguiu o apoio suficiente do Congresso Nacional para aprovação das reformas estruturantes tão necessárias para modernização do País. Foi o começo do fim da sua vida política. 

Michel Temer está envolvido, segundo a Procuradoria Geral da República, em diversos casos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os crimes foram praticadas, segundo a PGR, em conjunto com os atuais ministros com assentos e mesas no Palácio do Planalto. O Palácios do Planalto, do Jaburu e da Alvorada viraram abrigo dos ladrões da República. 

Não adianta, o Michel Temer usar da habitual cena de bravata, como se o Congresso Nacional e o povo brasileiro tivesse algum medo do seu gesto professoral.  Ainda assim, o Michel Temer é soberbo. Quer o presidente Temer passar a imagem de um presidente da República que promoveu mudanças importantes no País (sic). 

Desde 12 de maio de 2016, este blog não escreveu, uma linha sequer, em favor do presidente Temer. Só de escrever o nome do Temer, meu domingo já estragou!  

Chega de Temer!

Ossami Sakamori

O sem rede social. Fazer o que?!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Quem ganha e quem perde com greve dos caminhoneiros

Crédito de imagem: Estadão

Amanhã completa duas semana desde que começou a greve dos caminhoneiros em todo território nacional. A greve dos caminhoneiros que, aparentemente, terminou hoje, deixou algumas marcas na vida dos brasileiros. Vamos ver, quem ganhou e quem perdeu com o movimento paredista. 

Quem perdeu mais foi o governo Temer que teve que ceder aos caminhoneiros emparedado que foi concedendo aos caminhoneiros e transporte de cargas com redução de R$ 0,46 por litro de óleo diesel na bomba, em relação ao preço praticado no dia 19 de maio último.

Quem perdeu mais foram os contribuintes que de alguma forma vai pagar o "rombo fiscal" decorrente do "subsídio" que será concedido pelo Tesouro Nacional à Petrobras para manter preço de diesel tabelado por 60 dias, prorrogáveis a cada 30 dias, consecutivamente. O rombo potencial para o ano de 2018, será de R$ 13,5 bilhões, que será pago em forma de reoneração da folha de pagamento dos setores que estavam com os benefícios que cessariam em 2022. 

Quem perdeu foi a Petrobras que teve que ceder à mudança de politica de preços em "paridade" com o preço internacional do petróleo. Quem perdeu também foi o presidente da Diretoria Executiva Pedro Parente que saiu chamuscado do episódio. Pedro Parente que já estava ocupando o posto de membro do Conselho de Administração da empresa BRF do setor de carnes deve assumir a função de presidente da Diretoria Executiva. Se confirmado a condução do Pedro Parente à presidente da Diretoria da BRF, na somatória das perdas e ganhos, Pedro Parente deve sair ganhando.

Saíram vitoriosos os grandes empresários do setor de cargas que tem contratos de longo prazo, que certamente, não sofrerão redução nos preços. Os grandes empresários do setor de cargas praticaram o "locaute" e ganharam praticamente sozinhos. Eles estão rindo atoa com a redução do preço de diesel.

Saíram perdendo os caminhoneiros autônomos, exatamente os que iniciaram a greve e permaneceram irredutíveis na luta pela redução do preço do diesel. Explico. Os caminhoneiros autônomos, à partir de segunda feira, terão que enfrentar os "leilões" de fretes que ocorrem nas portas das fábricas e nos "centrais de fretes" espalhados pelo Brasil a fora. 

A corda sempre arrebenta do lado dos mais fracos!

Ossami Sakamori

Dilma e Lula se merecem!

Crédito da imagem: Estadão

Ontem foi dia morno em todas áreas, em função do feriado de Corpus Christi e ainda sentindo o reflexo da greve dos caminhoneiros. Era para ser mais um "feriadão", mas não está sendo. Estive ausente aqui no blog, ontem, por falta de notícias. Aproveitei o feriado para deixar os meus serviços profissionais em dia. Hoje, voltamos ao meme de sempre. 

Única notícia que me chamou atenção nas páginas da grande imprensa foi a visita que a ex-presidente Dilma que teria feito visita ao Lula da Silva na carceragem da Polícia Federal de Curitiba. Como vocês já sabem, a visita de quartas-feiras foi reservado para os advogados do processo e as quintas-feiras para visita de familiares, políticos e eventuais visitas íntimas. 

Como sempre, a Dilma Rousseff, segundo o Estadão, teria dito: "Temos certeza de que o Lula tem condições de participar das eleições e ser eleito". A declaração da Dilma não chega a ser novidade vindo de um membro do PT. É o mesmo discurso padrão da presidente do Partido dos Trabalhadores Gleisi Hoffmann, também ré no Lava Jato. 

A tática é aquela velha fórmula que se aplica nos municípios de pequeno porte nos grotões do Brasil. No interior, muitos prefeitos com ficha suja, mesmo com certeza da rejeição do registro da candidatura pela Justiça Eleitoral, faz campanha até à véspera das eleições. Na véspera, no último dia previsto para substituição de candidatos, indica um candidato de sua confiança, muitas vezes sua própria mulher. Naquela confusão no dia da eleição, o eleitor de baixa escolaridade votam no "número" daquele candidato que se retirou por inocência ou má fé. 

É a velha fórmula de malandragem do Lula da Silva, que subiu na vida de usando os trabalhadores como base eleitoral.  No entanto, Lula da Silva, sempre foi "capacho" dos empresários das montadoras de veículos na condição de presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. Essa velha fórmula de malandragem é que na presidência da República se serviu dos empresários bem posicionados nos setores importantes do País para botar a mão na "botija" em proveito próprio e proveito dos amigos da base aliada.  Lula só está na carceragem da Polícia Federal porque encontrou o juiz Sérgio Moro e os desembargadores do TRF4. 

Por outro lado, a Dilma foi cassada pelo Senado Federal, mas não teve suspenso os direitos políticos, graças a uma manobra do ministro do STF Ricardo Lewandowski que presidiu a sessão do Senado Federal que votou o impeachment da Dilma. Dilma já anunciou que pretende concorrer ao Senado Federal pelo MG. Se vai ser eleitos, são outros quinhentos. 

O fato é que os dois, a Dilma e o Lula, se merecem. 

Ossami Sakamori