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sábado, 29 de outubro de 2016

Lula é um vagabundo: 20 obras do BNDES

Foi no dia 3 de maio de 2015 que postei matéria abaixo, com o título: Lula é um vagabundo. Atendendo ao pedido de leitores e leitoras, passo a reproduzir a matéria, na íntegra. 


Está no centro de notícias o Lula como operador de tráfico de influência internacional, denunciado pela revista Época da família Marinho. Segundo a denúncia da revista, o Ministério Público Federal está investigando o envolvimento do Lula nas contratações de obras financiados pelo BNDES para a Construtora Odebrecht.

 A revista que pertence aos mesmos donos da Rede Globo, apresenta fatos revelados pelo Ministério Público Federal, sobre suposto envolvimento do Lula nos arranjos das obras financiados pelo BNDES para o empreiteiro Odebrecht. A revista trata do envolvimento do Lula, após deixar o cargo de presidência da República, talvez, para caracterizar como tráfico de influência. 
Construtora Odebrecht já frequenta páginas policiais não só no caso que envolve Operação Lava Jato, mas também é acusada de comprar por preço vil a Petroquímica Triunfo, segundo os ex-donos, também, pela direta interferência do Lula.

Nada como um dia atrás do outro. No início deste ano, publiquei relação de 20 obras financiadas pelo BNDES para empresas e empreiteiros, em sua grande maioria envolvidos na Operação Lava Jato. Os dados foram passados pela fonte deste blog. Coincidência ou não, as empresas beneficiadas com os financiamentos das obras, são as mesmas que fazem parte do "clube" ou cartel de empreiteiros que estão envolvidos na Operação Lava Jato.

O capo Lula da facção criminosa que tomou conta do poder da República, não só está atuando como "traficante" de influências mas também atuou, diretamente, no exercício de cargo de presidente da República. As 20 maiores contratos se referem desde o período que Lula esteve à frente da presidência da República. Não sou jurista para classificar o delito de "tráfico de influência" no exercício do poder, mas creio ser mais grave ainda o crime praticado.

Os contratos que envolvem obras e serviços no período do governo Lula e Dilma, o BNDES financiou na modalidade de exportação de produtos e serviços, cerca de US$ 10 bilhões ou equivalente a R$ 30 bilhões. Pela vivência no mundo empresarial, posso avaliar que rolou "comissionamento" ou "propina" na ordem de 5% a 10% do volume de contratos. É só fazer a conta quanto o Lula deve ter recebido de "propina" ou "comissionamento". E com grande vantagem de receber o dinheiro "lá fora", em paraísos fiscais, porque os empreiteiros recebem o valor dos contratos em dólares, fora do país. 

Sem mais delongas, segue imagens com dados sintéticos das obras e produtos financiados pelo BNDES, entre 2009 e 2014, segundo a minha fonte. Nem a fonte e eu próprio estou a afirmar que houve "corrupção" ou "tráfico de influência". Deixo a cargo de vocês leitores fazerem o seu próprio juízo do valor.


Confiram abaixo!


1) Porto de Mariel (Cuba)
















Valor da obra : US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES) Empresa responsável : Odebrecht


2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador)






















Valor da obra contratada : US$ 243 milhões. Empresa responsável : Odebrecht. 

Após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta. A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente equatoriano ameaçou dar calote no BNDES.


3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador)


















Valor da obra : US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES). Empresa responsável : Odebrecht. 

Após 3 anos, os dois países 'reatam relações', e apesar da ameaça de calote, o Brasil concede novo empréstimo ao Equador.

4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru)


















Valor da obra : US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES). Empresa responsável : Odebrecht


5) Autopista Madden-Colón (Panamá)




Valor da obra: US$ 152,8 milhões. Empresa responsável : Odebrecht





6) Aqueduto de Chaco (Argentina)






















Valor da obra: US$ 180 milhões do BNDES. Empresa responsável : OAS


7) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)








Valor : US$ 1,5 bilhões da parte do BNDES. Empresa responsável : Odebrecht


8) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)



















Valor da obra : US$ 732 milhões. 
Empresa responsável : Odebrecht


9) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)
















Valor da obra : US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES). 
Empresa responsável : Odebrecht


10) Barragem de Moamba Major (Moçambique)



Valor da obra : US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES). 
Empresa responsável : Andrade Gutierrez


11) Aeroporto de Nacala (Moçambique)






Valor da obra : US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES). 
Empresa responsável : Odebrecht


12) BRT da capital Maputo (Moçambique)


Valor da obra : US$ 220 milhões (US$ 180 milhões do BNDES). 
Empresa responsável : Odebrecht


13) Hidrelétrica de Tumarín  (Nicarágua)





Valor total da obra : US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões). 
Empresa responsável : Queiroz Galvão
A Eletrobrás participa do consórcio que irá gerir a hidroelétrica


14) Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)






Valor da obra : US$ 199 milhões. 
Empresa responsável : Queiroz Galvão


15) Exportação de 127 ônibus (Colômbia)





Valor : US$ 26,8 milhões. 
Empresa responsável : San Marino


16) Exportação de 20 aviões (Argentina)





Valor : US$ 595 milhões. 
Empresa responsável : Embraer


17) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)






















Valor : Não informado. 
Empresa responsável : Andrade Gutierrez


18) Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)








Valor : Não informado. 
Empresa responsável : OAS


19) Via Expressa Luanda/Kifangondo





Valor : Não informado. 
Empresa responsável : Queiroz Galvão


20) Super-porto em Rocha (Uruguai)


Valor da obra: US$ 1 bilhão. (Empréstimo em gestação). Empresa responsável: Odebrecht

É isto!

Este blog vem denunciando as ladroagens praticadas pela facção criminosa que tomou conta do Palácio do Planalto desde a abertura deste blog em 2012. Felizmente, parece que as instituições da República terem acordados para os fatos que estavam mais do que evidentes. 

Infelizmente, no Brasil, o denunciante vai preso. Quando um cidadão comum faz denúncias exige que apresente "provas materiais" para acolher a denúncia, senão vai preso.  Isto acontece só no Brasil.  Não estou nem aí com eventuais processos judiciais de calúnia ou de difamação pelos citados nesta matéria. Quem venham!  Não será nem o primeiro e nem será o último a me processar. 


Ossami Sakamori






2017: Mais um ano de depressão!


É uma grande mentira a mensagem que o governo passa à população sobre a PEC 241 quando afirma que a Emenda Constitucional prevê o equilíbrio dos orçamentos fiscais para os próximos 20 anos. A Lei da Responsabilidade Fiscal de 2000 é que obriga o governo a gastar até o limite do que arrecada, incluindo o pagamento de juros da dívida pública. Pior, a PEC 241, na prática, revoga os dispositivos da Lei da Responsabilidade Fiscal, pilar do Plano Real.

O orçamento fiscal de 2016, que será base para o teto dos gastos públicos dos próximos 20 anos, prevê o "déficit primário" de R$ 170,5 bilhões. Isto significa que o governo da União vai tomar emprestado dos investidores especulativos, o montante de dinheiro necessário para cobrir o "déficit primário" de 2016. Além do "rombo" do orçamento fiscal de 2016, o governo federal vai pagar cerca de R$ 200 bilhões em juros da dívida pública federal mediante emissão de novos títulos da dívida pública.  Fazendo conta rápida, o total de emissão de novos títulos para manter equilíbrio de contas do governo em 2016 ou seja o "déficit nominal" é de cerca de R$ 370,5 bilhões.

Para melhor entender sobre o "déficit primário" e o "déficit nominal" é preciso voltar no tempo, antes do Plano Real. Antes do Plano Real, o governo federal, não tendo credibilidade no mercado financeiro, lançava mão de emissão de "papel moeda" para cobrir o "rombo" dos gastos públicos e juros da dívida pública. A emissão do "papel moeda" para cobrir os "rombos" trazia junto a "hiperinflação". Este filme, todos já conhecem.  

A situação atual não é diferente dos orçamentos fiscais do governo federal, antes da Lei da Responsabilidade Fiscal, apenas difere na forma de "financiamento" dos "rombos". Se antes do Plano Real emitia "papel moeda" para cobrir os "rombos", a PEC 241 autoriza o governo federal atual e futuro a emitir "títulos da dívida pública" tanto quanto necessário para cobrir os "rombos" já descritos. 

No Brasil, o mercado financeiro se encarrega de dar liquidez aos títulos da dívida pública, tornando-os ineficaz a política monetária. Situação diversa acontece com os títulos de dívida pública nos países desenvolvidos com credibilidade. Naqueles países, os investidores terão que esperar os vencimentos dos títulos, que são de longo prazo (10, 20 ou 30 anos) para ver o capital investido de volta. Para entender melhor, devido a rigidez da política monetária, os Estados Unidos, no governo Obama, fizeram até compra antecipada de títulos de logo prazo para dar liquidez ao mercado, para estimular o crescimento econômico.

Para evitar a volta da "hiperinflação", o Banco Central paga juros reais exorbitantes (mais de 5% ao ano) na tentativa de manter a base monetária estreita ou seja paga-se juros às alturas para não deixar a moeda entrar no "mercado de consumo". A solução para este "círculo vicioso", o de ter que emitir "títulos da dívida pública", o que equivale a emitir "papel moeda", no caso do Brasil, o governo paga juros reais exorbitantes, tal qual aconteceu com a Grécia. 

Como a PEC 241 quebra a dogma de "gastar apenas o que arrecada", prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal. Assim sendo, com certeza, não será a Emenda Constitucional que vai resolver todos os problemas do País, como o governo pretende fazer o povo crer. Pelo contrário a PEC 241 admite os "rombos fiscais" no parâmetro de 2016 e cria um "círculo vicioso" nefasto, a ciranda financeira sem fim. A PEC 241, atende aos interesses dos investidores especulativos em detrimento aos interesse dos investidores produtivos. Isto que é a realidade!

Do outro lado, o ano de 2017 será marcado também pela reforma da previdência social pelo governo Temer. O assunto deve predominar a pauta de discussão no Congresso Nacional e pela própria população, sobretudo no primeiro semestre do ano que vem. O assunto é bastante polêmico e desgastante para o governo. Embora, as medidas sejam necessárias para estabilizar os gastos públicos ao longo das próximas décadas, elas são "impopulares". Tudo isto é motivo para que os investimentos nos setores produtivos fiquem em compasso de espera por mais alguns meses. 

Aliado à política monetária equivocada, há no horizonte também a previsão de "turbulência" na área política, com as delações colaborativas do ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha e do Emílio Odebrecht, dono do grupo Odebrecht, tornando duvidosa a recuperação da economia para o próximo ano. Nunca na história do País, reuniu ingredientes tão negativos ao mesmo tempo.  O ambiente político econômico, com fraco governo Temer, o ano de 2017 será mais um ano de depressão. 

À essa altura, o melhor é deixar a barba de molho!

Ossami Sakamori