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domingo, 30 de novembro de 2014

Dilma presidente não vale um centavo furado!


De todas maneiras o PT quer blindar a Dilma do "petrolão". Rui Falcão afirmou no segundo dia de reuniões do Diretório Nacional do PT em Fortaleza: "Concluídas as investigações, queremos que os corruptos comprovadamente provados possam ser punidos. Se houver alguém do PT implicado com provas, ele será expulso", referindo à Operação Lava Jato em curso na Justiça Federal de Curitiba.
A velha tática do PT, de repetir "bordão" centenas de vezes para ver se "cola". Não adianta. O "petrolão" está em curso e vai pegar todos da lista de mais de 50 parlamentares citados pelo Paulo Roberto Costa, o "Paulinho", dentre os quais inúmeros deputados e senadores do PT. O deputado e tesoureiro do PT, João Vacari Neto é quem sabe da lista dos beneficiados.
Tudo leva a crer pelas declarações do próprio Vacari que ele vai fazer o  papel do Delúbio no processo mensalão. Vacari vai tentar assumir a responsabilidade do propinoduto do seu partido, já que as evidências da sua participação é tamanha que sua posição é indefensável. Vai-se o dedo, mas as mãos ficam.  O PT vai dar guarida à Dilma, como fez para com o Lula, no episódio do "mensalão", livrando-o da condenação.
As palavras ditas pelo Rui Falcão soa total falsidade. São aquelas mentiras que a Dilma usa que jamais são cumpridas. Quantas mentiras foi contadas para se reeleger? Quase todas promessas da campanha eleitoral estão sendo descumprido desde a semana seguinte ao da eleição. Não será desta vez que a Dilma vai implementar a promessa da "tolerância zero".
Pelas palavras do Rui Falcão, o PT vai expulsar os membros que tiverem os corruptos comprovadamente provados possam ser punidos. Se as palavras do Rui Falcão tivesse a intenção de verdade, os condenados pelo STF, membros do PT condenados no processo do "mensalão" deveriam ser expulsos. Vocês acreditam que José Dirceu e José Genuíno serão expulsos do PT?  A promessa do Rui Falcão não merece um centavo de credibilidade.
Os presidentes Lula e Dilma estão metidos até o pescoço com o "petrolão". Lula foi o artífice do processo como presidente da República e a Dilma foi a executora do processo que mistura o apoio político com o esquema de ladroagem na Petrobras. Não tem como Dilma fugir da responsabilidade do "petrolão".  Todo o processo correu, segundo Operação Lava Jato, tendo a Dilma como responsável, nas condições de ministra de Minas e Energia, presidente do Conselho de Administração da Petrobras, candidata do Lula no processo eleitoral de 2010 e finalmente na condição de presidente da República como controlador da Petrobras.
Formalmente, a Petrobras esteve sob jurisdição e responsabilidade da Dilma desde 2003, com ascensão do PT no poder, com exceção apenas no período de abril de 2010 até o final daquele ano. No período que esteve formalmente afastado da administração federal, a Dilma como candidata ao cargo de presidente da República foi beneficiária direta do "petrolão" para viabilizar a sua eleição.
Dilma é beneficiária direto do "petrolão", entre outros propinodutos ainda não desvendados pela Polícia Federal, na área da Eletrobras e do DNIT, nas eleições de 2010 e 2014. Presidente da República eleita com o dinheiro sujo proveniente de corrupção pode até não ser formalmente condenados pela Justiça, mas é carene da legitimidade. Dilma pode ser presidente da República no papel, mas moralmente não merece a confiança do povo.
Não vem que não tem. Formalmente, na condição de cidadão brasileiro devo obedecer as leis e decretos promulgados pela Dilma e assim farei como bom cidadão brasileiro. Por outro lado, uso o meu direito assegurado no Artigo 5º da Constituição da República, de discordá-la em atos que considero repugnantes e não condizentes com moral e honra do povo brasileiro, os de ladroagem de dinheiro público.
Dilma presidente não vale um centavo furado!
Ossami Sakamori

sábado, 29 de novembro de 2014

Petróleo. O povo sempre leva chute na bunda!


A boa notícia sobre a economia brasileira, vem de fora. O preço do petróleo no mercado internacional despencou. O petróleo tipo WTI - West Texas Intermediate, negociado nos EUA, fechou em baixa cotado no fechamento a US$ 65,59, a mínima dos últimos 4 anos.

Há um ano, o preço por barril, do tipo WTI, esteve cotado, em média, a US$ 95. Em um ano, o preço de petróleo, considerando a cotação de ontem, caiu cerca de 30%. Desde o último aumento de combustíveis, no início do mês, o preço do petróleo no mercado internacional caiu cerca de 10%.  Portanto, não haverá razão para o aumento de combustíveis cogitado pelo governo, no início do ano, mesmo com a volta do CIDE - Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico.

A queda do preço do petróleo no mercado internacional traz consequências opostas para a Petrobras.

Com o último aumento de combustíveis, a Petrobras, praticamente, zerou a perda devido a defasagem entre o preço internacional e o preço praticado no mercado interno. Com a baixa do preço internacional do petróleo, a Petrobras desembolsa menos dólares e consequentemente aumenta a margem de lucro, uma vez que, com o último aumento de combustíveis já tinha zerado a defasagem de preços.

Por outro lado, a margem de lucro sobre o petróleo bruto extraído pela própria Petrobras diminuiria, porque os custos de exploração permanecem os mesmos. Explico. Há um ano atrás o WTI estava em US$ 95, enquanto o custo de produção estava em US$ 25 para os petróleos da camada pós-sal e cerca de US$ 45 para os petróleos da camada pré-sal.  Os custos de produção não alterou neste período, diminuindo a margem de lucro na produção própria.

O declínio do preço do petróleo no mercado internacional, torna a exploração do óleo na cada pré-sal deixa de ser interessante.  A extração do petróleo pelos árabes, custam em média US$ 10 por barril, por motivo de os poços encontrarem em terra. A extração do gás do xisto pelos americanos, custam equivalente em óleo, a cerca de US$ 20. Preços baixando, só fica interessante, a exploração do petróleo cujos custos de exploração sejam baixos. Neste quesito, a Petrobras que explora basicamente "off-shore" sai em desvantagem em relação a outras petroleiras do mundo.

Permanecendo este quadro do mercado internacional, a exploração do petróleo na camada pré-sal deixa de ser um empreendimento interessante sob ponto de vista dos parceiros anglo-holandeses e dos chineses.  Se o quadro persistir ou baixar mais ainda o preço do petróleo no mercado internacional, o plano de produção do campo de Libra festejado pelo leilão, será um investimento de alto risco. É provável que os anglo-holandeses e chineses direcionem prioridade para investimentos de baixo risco em outras partes do mundo.

Resumindo. O bom é que o preço de combustíveis na bomba não deve sofrer aumento mesmo com a volta da CIDE. O ruim é que o projetos de investimentos na educação e saúde baseado nos royalties do petróleo do pré-sal não vingará nos prazos previstos alardeados pela Dilma na campanha da sua reeleição. Na melhor das hipóteses, os royalties só entrarão no Tesouro, lá pelos anos pós 2025.

A baixa preços de petróleo no mercado internacional, ironicamente, é ruim para a Petrobras. Para Graça Foster que justificava o reajuste dos combustíveis na bomba em razão da alta de preços, a mesma Graça Foster vai justificar o baixo desempenho, pela baixa do petróleo. Dilma e Graça Foster estão com saias justas com a baixa do petróleo no mercado internacional. Pode, isso?

Certamente, o povo vai pagar o pato, tanto pelo aumento ou pela baixa do petróleo no mercado internacional.  O povo sempre leva chute na bunda.

Ossami Sakamori



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Joaquim Levy será como bedel da Dilma!

Crédito da imagem: Estadão

Enfim, foram apresentados a equipe econômica do segundo mandato da Dilma. São eles, Alexandre Tombini, Joaquim Levy e Nelson Barbosa, respectivamente presidente do Banco Central, ministro da Fazenda e ministro do Planejamento.

O currículum de cada um, a grande imprensa já noticiou amplamente, não cabendo a mim fazê-lo, novamente. Particularmente, eles tem carreira exemplar e ocuparam postos importantes tanto no setor público ou na iniciativa privada.  Daí a ser bom quadro como condutores da economia do governo Dilma tem uma longa distância.

Retrata bem a fala da chefe da Secretaria Geral da presidência, o Gilberto Carvalho. Ele disse que não será o PT que adotará linhas gerais da política econômica ditados pelos nomeados para os principais cargos do governo federal, mas sim a equipe nomeada que obedecerá as diretrizes do governo petista.  Nunca vi, até hoje, afirmação tão coerente com o que acontece na realidade nestes 12 anos do governo do PT.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, já trabalha afinado com o pensamento da Dilma. Pratica política cambial de valorização do real frente ao dólar, para provocar a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" da população. O ministro Mantega sai do governo carregando praticamente sozinho, os equívocos praticados na área econômica à mando do Lula e Dilma.

Joaquim Levy é um bom técnico, segundo mostra as suas passagens no setor público e na iniciativa privada. Digamos que ele é um bom "tesoureiro". Certamente, o que ele prometeu na entrevista de gerar superávit fiscal de 1,2% em 2015 e 2% nos anos de 2016 e 2017, deverá cumprir. Isto não basta para o país que precisa crescer sustentavelmente, no mínimo, a média mundial de 3,5% ao ano.

Joaquim Levy não tem ascendência sobre o Alexandre Tombini para ajustar o câmbio e taxa de juros Selic. Vai ser eterna briga entre a Fazenda e Banco Central, como acontecia com Mantega e Meirelles. Na queda de braço, Tombini ganha e Levy perde. 

Corre por fora o Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento. O ministério é responsável pelo investimentos nas obras do PAC. Dilma vai querer continuar com as obras do PAC, porque é daí que sai o índice de apoio ao seu governo. Na queda de braço entre Levy e Barbosa, o Barbosa ganha com o apoio da Dilma.

Ao ministro Joaquim Barbosa, resta mesmo cuidar da "tesouraria". Não sobrará ao Joaquim Levy espaço para formular a política econômica no sentido mais amplo envolvendo a política cambial e política de investimentos do governo. Joaquim Levy não tem influência que o ministro Mantega tinha com a Dilma. E nem terá. 

Com o trio nomeado para conduzir a política econômica do segundo mandato da Dilma pouco vai mudar. A Dilma continuará insistindo na política econômica equivocada do "real valorizado" e tarifas públicas "engessadas" para provocar a "sensação do bem estar" e a "sensação do poder de compra".

Joaquim Levy será como bedel da Dilma!

Ossami Sakamori



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Dilma, mais um fraude de R$ 1 bilhão?

Ministro do Desenvolvimento Agrário: Miguel Rosseto

Operação Terra Prometida da Polícia Federal desvendou esquema de fraudes para regularizar a compra ou invasão de terras distribuídas pelo programa de reforma agrária desenvolvido pelo INCRA.  O esquema rendeu, segundo Estadão, aos fazendeiros envolvidos vantagens que chega a R$ 1 bilhão.

O esquema ganhou notoriedade porque envolve dois irmãos do ministro da Agricultura Neri Geller e funcionários do INCRA e das prefeituras dos municípios onde estão localizados os lotes. O esquema vem sendo praticado ao longo dos anos pelos fazendeiros, isoladamente. Não é assunto novo. A novidade é que tem como beneficiários do esquema de fraudes os irmãos do ministro de Agricultura Neri Geller, gaúcho, filiado ao PMDB.

Os lotes objetos da matéria, originariamente, foram distribuídos aos sem terras, dentro do programa de Reforma Agrária do Ministério de Desenvolvimento Agrário. Se houve fraudes na jurisdição do INCRA, o ministro Miguel Rossetto, tem culpa no cartório, mais do que o ministro Neri Geller.

Ministro da Agricultura: Neri Geller

Miguel Rosseto é sindicalista ligado ao governador Tarso Genro. Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Polo Petroquímico de Triunfo no Rio Grande do Sul. Ocupou o ministério do Desenvolvimento Agrário, nos governos Lula e Dilma. Deixou o cargo para fazer parte da coordenação da campanha da Dilma. Ele entende muito de terras e de sem terras. Só dando gargalhada, mesmo!

Dilma, mais um fraude de R$ 1 bilhão?

Ossami Sakamori




quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Deputados vão ganhar R$ 78 mil por mês!


A Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem votar nos próximos dias, antes da votação do Orçamento da União para 2015, os seus próprios salários. Também, estará votando o reajuste de salário da presidente Dilma e dos seus 39 ministros. O reajuste deverá ser o índice IPCA do período 2010/2014, que é de 26,33%. Durante a atual legislatura os salários e benefícios estiveram congelados.

Os senadores vão receber nos próximos anos, entre salários e ajuda de custo, num total de R$ 81.769,00 mensais nos próximos 4 anos de mandato. Explico. O salário de cada senador passa a ser de R$ 33.769,00 com ajuda de custo para moradia no valor de R$ 3.800,00 mensais, além de ajuda de custo para suas despesas pessoais denominado de "verba indenizatória" de R$ 44.200,00.

Os deputados vão receber no mesmo período, 2015/2018, entre salários e ajuda de custo, num total de R$ 78.569,00 mensais. Explico. A diferença com o provento dos senadores difere no item "verba indenizatória" que será de R$ 41.000,00.  O deputados federais recebem também ajuda de custo referente ao auxílio-moradia no valor de R$ 3.800,00.

Para vocês entenderem, não é devido o 13º salário sobre a "verba indenizatória", tal qual acontece na iniciativa privada, também, para os parlamentares. Outra coisa, a dita "verba indenizatória" só é reembolsável mediante apresentação das notas fiscais correspondentes aos gastos pessoais com os deslocamentos, passagens aéreas, hotéis, combustíveis e outros itens que tenha relação com o desempenho do mandato parlamentar.  Maioria, sacam o dinheiro das verbas indenizatórias com notas frias.

Cumpre esclarecer ainda que os deputados e senadores tem os funcionários lotados no gabinete e na base de apoio nos estados de origem pagos respectivamente pela Câmara dos Deputados e Senado Federal. Os deputados e senadores tem cada um, um carro oficial com motorista pagos pela Câmara e Senado, respectivamente. Além da ajuda de custo citada, os deputados e senadores recebem 2 passagens aéreas, ida e volta, para seus estados de origem pagos pelas respectivas casas.

No caso dos deputados federais, no primeiro ano de cada legislatura recebem o 15º salário, que seria como ajuda de custo que substitui o "auxílio mudança".  Mesmo os deputados federais reeleitos recebem os mesmos benefícios como se fosse o primeiro mandato.

No caso da presidente Dilma, o salário será de R$ 33,769,00. Toda despesa de deslocamento e de estadia fora de Brasília, incluindo o aparato de segurança é pago por verba própria da presidência da República ou dos respectivos órgãos, como FAB, Exército, ABIN ou Polícia Federal. As despesas de férias na base naval de Aratu, por exemplo, é pago pela Marinha, incluindo naturalmente o "regabofe" que eventualmente Dilma queira promover. Tudo pago com o nosso dinheiro!

Ainda a presidência da República tem direito ao uso de cartão corporativo com o segredo do Estado. Não há limite de gastos da Presidência da República em cartões corporativos, nem o destino do uso. Permite ainda com o cartão corporativo da presidência da República, fazer saques em dinheiro, sem que haja necessidade de comprovação. Não temos dados, devido ao segredo do Estado, os gastos com cartões corporativos da presidência da República. O último dado divulgado, ainda à época do governo Lula, os gastos anuais com cartões corporativos da Presidência da República, somavam a cifra de R$ 40 milhões anuais. 

Os ministros do governo Dilma, vão receber o salário de R$ 33.769,00 mais auxílio-moradia. Terão, também, no exercício de suas funções, os jatos executivos da FAB à disposição. Cada 39 ministros recebem os cartões corporativos, sem limites para gastos em seus deslocamentos, hotéis e outras mordomias.  

Os cartões corporativos, sobretudo da presidência da República, por estar protegido pelo segredo do Estado, além de pagar as despesas próprias do exercício da presidência da República, servem como uma verdadeira lavanderia de dinheiro, já que permite saques em dinheiro, sem limite. Mantido o mesmo parâmetro dos gastos do Lula, a Dilma deve gastar ou sacar dinheiro com cartões corporativos, algo como R$ 4 milhões mensais. Para quem ganha salário de $ 33.769,00 por mês é cartões corporativos é um bom reforço de caixa. 

Fora disso, a maioria dos senadores e deputados da base aliada, tem as suas respectivas ONGs que recebem dentre vários ministérios, verbas que variam de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões anuais. Maioria dessas ONGs são entidades de fachadas que funcionam como lavanderia de dinheiro, para que os parlamentares chegados à presidência da República votar os projetos de interesse do governo de "olhos fechados".

Sonho, um dia, o Brasil virar país sério e copiar o exemplo que vem do país do primeiro mundo, exemplo para todos os habitantes do planeta.  Assistam, o exemplo que vem da Suécia.

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Brasil não tem vergonha na cara!

Ossami Sakamori




terça-feira, 25 de novembro de 2014

Dilma poderá ser condenada nos EEUU, sim !

 Crédito da Imagem: Veja

Assunto que é pouco divulgado na imprensa brasileira é sobre a investigação que está em curso no SEC - Securities Exchange Commission e Departamento da Justiça dos EEUU, sobre prejuízo que os investidores americanos estão amargando em função da Operação Lava Jato.

O primeiro órgão, o SEC, equivalente a CVM - Comissão de Valores Imobiliários, que visa apurar os efeitos econômicos da Operação Lava Jato nos resultados da Petrobras. A denúncia está sendo investigado pelos prejuízos sofridos pelos acionistas minoritários, sobretudo, pela compra superfaturada da refinaria Pasadena e com propinas pagas pelos empreiteiros com obras superfaturadas da refinaria Abreu e Lima e do complexo petroquímico COMPERJ.  



A parte criminal dos fatos levantados na compra superfaturada da refinaria Pasadena e da Operação Lava Jato correrão concomitante à investigação do SEC no Departamento de Justiça dos EEUU.  Digamos que o SEC vai impor multas e poderá descredenciar a Petrobras a continuar negociando o ADR (recibo de ações) na Bolsa de Nova York e o Departamento de Justiça vai julgar os eventuais crimes cometidos pelos diretores da Petrobras no período abrangido pelos fatos indicados aqui. Eles poderão ser detidos, se pisar o solo americano. E entrará na lista de procurados da Interpol.


Nos EEUU, ao contrário do que acontece no Brasil, os processos correm celeremente. É possível e é provável que o resultado das investigações baseados em relatórios do TCU e da Operação Lava Jato que serão feitos pelos SEC e Departamento de Justiça dos EEUU, produzam os resultados anunciados nos próximos 2 anos. Eu disse, nos próximos 2 anos!

Pelos precedentes em outros processos semelhantes, os nomes da Graça Foster e da Dilma Rousseff deverão constar como responsáveis pelos crimes cometidos. A Graça Foster por ser a presidente da Petrobras desde 2011 e a Dilma Rousseff por ter sido presidente do Conselho de Administração no segundo mandato do Lula como presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Como todos sabem, nos EEUU, não tem pano quente para os que tem poder político.

É provável que nos próximos anos poderemos ver situação inusitada da presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, não poder pisar no solo americano sob pena de ir para cadeia. À essa altura dos acontecimentos, a Dilma Rousseff poderá esquecer da recepção como chefe do Estado pelo Obama. Isto não é ficção, mas sim uma possibilidade concreta de acontecer, pelas razões já expostas. Precedentes, desse tipo, não faltam naquele país.


Dilma poderá ser condenada nos EEUU, sim!

Ossami Sakamori



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Brasil continuará no fundo do poço!


Conforme este blog previu, a balança de conta corrente do país deve fechar com déficit de R$ 85 bilhões, no ano de 2014. O déficit da balança comercial de outubro ficou em US$ 8,1 bilhões, o pior resultado para o mês de outubro desde que começou a série histórica em 1947.

Por outro lado, a entrada de investimento estrangeiro direto (IED) nos últimos 12 meses, terminado em outubro, registrou US$ 66 bilhões. O investimento estrangeiro direto no final do ano deve terminar com a entrada líquida menor que US$ 60 bilhões.  

A reserva cambial nos últimos meses tem permanecido inalterado nos níveis de US$ 375 bilhões. Isto significa que no final do ano, o investimento estrangeiro  especulativo, o dinheiro dos agiotas internacionais, estará cobrindo o déficit da balança de pagamentos para terminar o ano em nível estável.

Vou tentar explicar para os leigos o que significa o déficit da balança de conta corrente. Considerando que final do ano o déficit da balança de conta corrente termine em US$ 85 bilhões, será necessário que os investimentos estrangeiros diretos (IED) em US$ 60 bilhões e investimentos estrangeiros em títulos do Tesouro em US$ 25 bilhões cubram o furo. Percebe-se, claramente, que a situação do país não é nada boa.

Os números mostram que tudo que o Brasil exporta em produtos e serviços não cobrem o que o Brasil gasta em produtos e serviços, juros, fretes, royalties.  O Brasil não consegue cobrir o que se gasta no exterior. O Brasil ficaria devendo no final do ano US$ 85 bilhões, se não houvesse ingressos de moedas estrangeiros na mesma proporção. 

Do total de US$ 85 bilhões, para manter o equilíbrio na balança de pagamentos, o Brasil precisará de ingresso de moeda estrangeiro em forma de investimentos diretos US$ 60 bilhões e em forma de capitação de empréstimos junto aos agiotas internacionais em US$ 25 bilhões, para não queimar a reserva cambial brasileira.  

É como aquele comerciante que no final do ano, fica devendo R$ 85 mil, após venda de tudo que foi possível. Para o comerciante poder se manter, busca dinheiro de um novo sócio ou dos sócios antigos para investimentos no seu negócio em R$ 60 mil e ainda  faz novo empréstimo com o agiota de R$ 25 mil para poder fechar a conta do ano.  

O Brasil está como o comerciante citado. O Brasil precisa de capital estrangeiro de investidores e de agiotas, como um sertanejo precisa de água para poder continuar sobrevivendo no semi-árido nordestino. Brasil tornou-se dependente do capital estrangeiro, ao contrário do que Lula e PT afirmam a quatro cantos.

Acontece que o Brasil, para piorar, não consegue equilibrar entre receitas e gastos internos.  Resumindo, o Brasil, além de não conseguir pagar as contas externas nem tão pouco consegue fechar a conta das contas internas.  Brasil, toma dinheiro do mercado pagando juros Selic a mais alta do mundo para financiar os gastos do governo.

Não adianta nomear novo ministro da Fazenda. Qualquer um que entre, terá que enfrentar a situação caótica que encontra a economia do país. Pior de tudo, o fundo do poço da crise econômica está longe de alcançar. Quanto mais tarde tomar medidas corretivas o buraco o fundo do poço fica cada vez mais fundo.  Tomara que não precise de "socorro" e imposições de política econômica dos organismos internacionais como o FMI.

O desiquilíbrio da balança de conta corrente é decorrente do "real valorizado" ou "dólar desvalizado". A eventual "desvalorização do real" provocaria a perda de "sensação de poder de compra" ou a "sensação do bem estar". Isto parece ser assunto inquestionável pela Dilma. Dilma não vai deixar o novo ministro da Fazendo fazer ajustes que quebre o paradigma.

Brasil, por opção, continuará no fundo do poço!

Ossami Sakamori



domingo, 23 de novembro de 2014

Cada trabalhador brasileiro trabalha por dois!


Aproveitando de que cerca de 85 milhões de brasileiros vão receber os benefícios neste final do ano, em função do 13º salário, vou brincar com os números da população ativa e inativa. Se você prestar atenção, vai entender porque o país passa por dificuldade financeira e porque a carga tributária brasileira é muito alta.

Segundo dados do Caged - Cadastro Geral do Empregado e Desempregado do Ministério do Trabalho, dos 85 milhões, cerca de 33 milhões são aposentados ou pensionistas. Isto quer dizer que 52 milhões de trabalhadores trabalham para pagar os benefícios dos 33 milhões de inativos. E, vai além.

Os não são precisos, mas por falta de transparência, o número de desempregado, isto é força do trabalho sem emprego é cerca de 4 milhões, deste total cerca de 2 milhões nem sequer procuram o trabalho. Baseado no número de desempregado que "procuram" o emprego de alguma forma, nas principais regiões metropolitanas do país, o índice de desemprego está em 4,7%, o menor dos últimos anos. Que confusão, não é?  Quando o desempregado não procura o trabalho, não é considerado como desempregado.

Ninguém me explicou ainda, em qual estatística entra os beneficiários do Bolsa Família ou Bolsa Miséria. Segundo, o governo, o número de beneficiário corresponde a cerca de 13 milhões de chefes de família, correspondente a grosso modo 50 milhões de brasileiros. O número pessoas que são atingidos pelo Bolsa Família é impressionante: são quase 25% da população brasileira vivem dos programas sociais do governo federal. Evidentemente, que estas despesas cai nas costas dos trabalhadores ativos. Não é despesa da Dilma!

Então, vamos resumir.  Neste final do ano, 52 milhões de trabalhadores sustentam: 33 milhões de aposentados e pensionistas + 4 milhões de desempregados + 13 milhões de beneficiários do Bolsa Família = 50 milhões. Podemos dizer sem medo de errar que 52 milhões de trabalhadores sustentam 50 milhões de outros tantos brasileiros pensionistas ou beneficiários. 

Eis uma das razões porque a carga tributária no Brasil é uma das mais alta do mundo, quase 40% do PIB.  Isto não é crítica, mas sim, constatação dos fatos. Resumindo, no Brasil, cada trabalhador ativo sustenta um trabalhador inativo.  Eu com 70 anos, ainda estou na coluna dos ativos.

Podemos dizer que o trabalhador brasileiro trabalha por dois!

Ossami Sakamori




Levy é a cara da Dilma!


Com a possível nomeação do Joaquim Levy para o ministério da Fazenda, pouco mudaria a política econômica (sic) na sua essência. Infelizmente, o meu emprego de blogueiro está garantido para os próximos 4 anos.

Pouco sei sobre o Joaquim Levy a não ser pelas passagens no segundo escalão do governo Lula. Segundo notícias da grande imprensa, Joaquim Levy exerceu com competência as funções que a ele foram confiados no governo federal. Tudo OK! Ele é burocrata, dos bons, segundo imprensa.

Na iniciativa privada, ele é um bom bancário, gestor de ativos do Bradesco, um dos 4 maiores bancos privados do país. Ele é bancário de alto escalão, por isso pensa com a cabeça do banqueiro. Joaquim Levy pode ser considerado como representante do setor bancário. Levy pensa como banqueiro, age como banqueiro, se não fosse não estaria hoje ocupando o comando do setor importante do Bradesco.

O setor bancário cresceu vertiginosamente nos 12 anos do governo PT, enquanto o setor industrial do país definhou na mesma velocidade. O novo ministro como burocrata importante do governo Lula, não fez nada que mudasse o quadro da economia como um todo. Enquanto os bancos ganharam dinheiro como nunca, o setor industrial que respondia por 26% do PIB no último ano do governo FHC, hoje, representa pouco mais de 12% do PIB.

Nestes 12 anos do governo do PT, definhou o setor de manufaturados e cresceu o setor de serviços. Infelizmente, o setor de serviço que floresceu atende apenas tão somente ao mercado interno, porque o setor de serviços no Brasil é de baixa qualificação. 

Os números mostram claramente que o país depende de serviços de alta qualificação e de tecnologia do exterior. O número que retrata bem a situação é a balança de conta corrente. O Brasil é deficitário em balança de conta corrente, que engloba serviços, royalties, juros, fretes, etc. Até o mês de setembro último a balança de conta corrente estava deficitária em mais de US$ 85 bilhões.

Para a cabeça de quem pensa como banqueiro, o setor produtivo não importa muito. A cabeça do Joaquim Levy está voltado tão somente ao fluxo financeiro do Tesouro. A cabeça do Levy está atento aos fluxos de recursos que circulam no mundo "on line", cerca de US$ 12 trilhões a cada 24 horas. Levy é do time que não pensa em crescimento sustentável do país. Levy dará prioridade à saúde financeira do sistema bancário, como prioridade.  Levy não pensa o Brasil como todo.

O mercado financeiro agradece. O mercado vai aplaudir o Levy. Num ambiente onde o setor financeiro é prioridade, prosperam os setores que especulam em detrimento do setor produtivo. O Brasil caminhará cada vez mais dependente do capital estrangeiro, especulativo ou direto (IED).  O mercado financeiro poderá prosperar com o lobo cuidando do galinheiro.

Esqueçam do Brasil como potência emergente no sentido mais amplo! Não passaremos nunca da situação de montadoras de tecnologias vindo de países desenvolvidos. Continuaremos pagando com os produtos primários como grãos e minérios, como fazem os países do terceiro mundo. O governo Dilma já era! 

Joaquim Levy é continuidade da política econômica equivocada da Dilma.  Levy é a cara da Dilma!

Ossami Sakamori



sábado, 22 de novembro de 2014

Dilma nomeia lobo para cuidar do galinheiro!


A imprensa noticia que o Joaquim Levy será o novo ministro da Fazenda no segundo mandato da Dilma. Ele é atual diretor superintendente do Bradesco Asset Manegment. Ainda, segundo a imprensa, o convite foi feito em função do convite recusado pelo Luiz Trabuco, diretor presidente do Bradesco.  O índice Bovespa reagiu positivamente ao anúncio do Joaquim Levy, subindo mais de 5% no dia de ontem.

A escolha do Joaquim Levy para o ministério da Fazenda, não poderia ser o melhor nome para o setor bancário e para os investidores agiotas do mercado internacional. Novamente, o governo PT entrega o caixa do governo para atender o setor bancário, como fez o Lula  nomeando o banqueiro Henrique Meirelles ao posto de presidente do Banco Central do Brasil.

Explico a minha preocupação. No ano de pior expansão do PIB, previsão de crescimento de 0,5% para o ano de 2014, os três maiores bancos privados do país, Itaú, Bradesco e Santander lucraram ao todo nos primeiros 9 meses deste ano R$ 27,4 bilhões, com aumento significativo de 29,9% em relação ao igual período do ano anterior.  Pois, o Joaquim Levy foi um dos responsáveis pelo lucro expressivo do Bradesco num ano de pífio crescimento do país.

O lado positivo do Joaquim Levy é que o seu curriculum como secretário do Tesouro do governo Lula cumpriu rigorosamente os contas fiscais no período que ocupou o cargo. Digamos que ele é um bom tesoureiro. Se a Dilma deixar ele trabalhar, espera-se que o Joaquim Levy tentará gerar o superávit primário, sem maquiagem e sem contabilidade criativa. Eu disse, se Dilma deixar.

O fato é que a conta fiscal não tem como produzir milagres. Com previsão de crescimento do país para os próximos dois anos, 2015 e 2016, com despesa corrente crescendo aos níveis de 7% a 9% ao ano, não tem como administrar o caixa do governo federal, sem o aumento de impostos e ou contribuições e o arrocho nas despesas do governo.

As consequências previsíveis para os primeiro trimestre do ano que vem, são o aumento de IPI dos veículos, com a retirada da alíquota de incentivo, passando à alíquota anterior.  Outra medida que é consenso no mercado é a volta do CIDE para os combustíveis, hoje zerado.  A volta do CIDE deverá ser repassado ao consumidor pelo reajuste de combustíveis na mesma proporção do aumento da contribuição. Isto, inexoravelmente, refletirá no índice da inflação.

Como não existe almoço de graça, a volta do IPI pleno e da CIDE sobe combustíveis, deverá dar um repique na inflação. Como tradicionalmente faz o Banco Central, o controle da inflação deverá ser feito, de maneira errônea, com o aumento da taxa de juros Selic. 

O aumento da taxa Selic, não é instrumento adequado para segurar a inflação, isto venho defendendo nos meus já postadas 1.400 matérias deste blog.  O maior beneficiário do aumento da taxa Selic é o setor bancário e especuladores financeiros internacionais, os agiotas, estará sendo contemplado pelo banqueiro e novo ministro Joaquim Levy.

Dilma nomeia lobo para cuidar do galinheiro!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Dilma, você foi beneficiário do "petrolão", sim!


Dilma não remenda. Ontem, dia 20, na Conferência Nacional da Educação (Conae), Dilma voltou a afirmar que com ela a tolerância em relação aos malfeitos é "zero". Disse também que ela não vai interferir nos processos da Operação Lava Jato no âmbito do Ministério Público, Polícia Federal e no Judiciário brasileiro.  Afirmou a Dilma que a Justiça investigue os corruptores e corruptos dando o amplo direito de defesa.  

Com as declarações, dá a entender ao seu público favorito, os analfabetos funcionais, que a "paternidade" da Operação Lava Jato é dela. Ela declara o óbvio de que as operações correm à margem da sua interferência. Felizmente, as instituições da República está em funcionamento, apesar de muitos atropelos causados pelo aparelhamento do Estado pelo PT.

Acontece que a Dilma está metido até o pescoço com o que ocorre de falcatruas e roubalheiras na maior estatal brasileira, a Petrobras.  Senão, vejamos.

Dilma exerceu o cargo de ministra de Minas e Energia no primeiro mandato de Lula. A Petrobras estava na jurisdição do seu ministério, no período, portanto era responsável em última instância sobre o que ocorrera na Companhia.

Guiado pelo Lula para o cargo de ministra chefe da Casa Civil em substituição ao José Dirceu, ocupou a presidência do Conselho de Administração da Petrobras até a data de desincompatibilização no início de abril de 2010 para concorrer ao cargo de presidente da República.

Nestes 12 anos da gestão petista, a Dilma só não teve ascendência funcional sobre a Petobras, no período de abril a dezembro de 2010. Neste período a presidência do Conselho de Administração foi exercido pelo seu fiel escudeiro, o ministro da Fazenda Guido Mantega.

Durante breve período que esteve afastado da Petrobras, funcionalmente, ela como candidato ao cargo de Presidente da República, entre o mês de abril a dezembro de 2010. Segundo os primeiros resultados da Operação Lava Jato, neste período a Dilma foi a pricipal beneficiária com o dinheiro da corrupção que abasteceu a  campanha da base aliada, o PP, PMDB e PT.

À partir do dia 1º de janeiro de 2011, no cargo máximo da República, a Dilma passou a ser o principal responsável pela Companhia, nomeando ou confirmando os diretores da Petrobras. As nomeações da diretoria da Companhia, após a data da sua posse, foram escolhidas com "dedo" dela, com as indicações dos políticos da base aliada.  O principal executivo da Petrobras, a presidência da Diretoria, foi nomeada a Graça Foster, sua companheira de guerrilha no período de regime militar.

Dilma, não vem que não tem! Você é responsável máximo pelo "petrolão", desvendado pela Operação Lava Jato, `sua revelia, não ao mando dela.  O "petrolão" está sendo desvendado graças a convergência de esforço do Ministério Público Federal, Polícia Federal e o juiz federal Sérgio Moro. 

Dilma, doa a quem doer, você foi beneficiário pelo "petrolão", sim!

Ossami Sakamori





quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O "petrolão" movimentou R$ 23,7 bilhões!

Crédito da imagem: Estadão

Segundo Folha, o presidente do COAF - Conselho de Controle de Atividades Financeiras, disse ontem (19), que mais de 4.000 pessoas ligadas à Operação Lava Jato teria feito movimentações financeiras atípicas no montante de R$ 23,7 bilhões.  

Isto não significa que todo o volume de dinheiro movimentado se refere à Operação Lava Jato, nem quer dizer que os R$ 23,7 bilhões seja o montante da propina que correu no âmbito da Operação Lava Jato. O mesmo dinheiro deve ter passado pelo menos em duas contas, o do operador das propinas e dos beneficiários.

Lembrando que, nesta fase, a Operação Lava Jato não chegou à área internacional da Petrobras e nem à empresa subsidiária da Petrobras, a Transpetro. Lembrando que na área internacional é que ocorreu a compra superfaturada na compra da refinaria Pasadena. O diretor da Transpetro, Sérgio Machado, indicação do PMDB, está sob suspeição de abastecer os políticos ligados ao partido.  A evidência da falcatrua é tanta que a empresa Price Waterhouse Cooper recusou-se a auditar o balanço patrimonial da Companhia com o Machado à frente da presidência da Transpetro.

O fato é que a Operação Lava Jato, ainda, não investigou as duas áreas da Petrobras onde teria ocorrido propinas que envolve outros nomes além dos diretores citados que ainda não consta do rol de investigados pela Operação Lava Jato. Não consta da relação de investigados, a própria presidente da Petrobras, a Graça Foster para quem os diretores envolvidos se reportavam. Se a Graça Foster na presidência da Companhia aconteceram falcatruas e propinodutos R$ bilionários, ou ela está metido até o pescoço com as irregularidades ou ela é totalmente incompetente.


Não pode, também, ficar de fora da responsabilidade de tanta maracutaia e de roubo dos cofres da maior Companhia estatal do País controlada pela União a própria presidente da República Dilma Rousseff. Sob o seu comando que ocorreu a partilha com a base aliada as nomeações dos diretores envolvidos no maior roubo da história da República. 

Se isto tivesse ocorrendo nos EEUU, Japão ou Alemanha, a Dilma Rousseff já tinha sido enxotado da cadeira de presidente da República.  A questão já ultrapassa o Judiciário, mas a Dilma não tem mais sustentação moral e político. Cabe sim, o processo de impeachment, independente de ser processado ou não pelo Judiciário.

O "petrolão" movimentou R$ 23,7 bilhões!

Ossami Sakamori


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Dilma continua "pata manca"!


Nada há nenhuma novidade no setor econômico do governo Dilma pós eleições de outubro. O mercado financeiro e agentes econômicos esperavam medidas duras de correção do rumo da economia, com medidas impactantes. Com provável nomeação do burocrata Alexandre Tombini para o ministério da Fazenda, tudo fica como está.

Pelo que tudo indica, o PIB do terceiro trimestre deve fechar no terreno positivo, tirando o País da recessão técnica. A meta fiscal deste ano deverá fechar dentro da previsão, com a Medida Provisória oficializando as gambiarras costumeiras do Arno Augustin.  O PMDB já sinalizou que vai apoiar a aprovação da MP. Assim, tá como diabo quer ou como a Dilma quer. Isto é uma vergonha! O Brasil foge, na prática, da Lei da Responsabilidade Fiscal.

Assim, o Brasil vai caminhando aos trancos e barrancos, com o "real valorizado" e Selic utilizado como único instrumento de contenção da inflação.  A Dilma e Tombini perdem a oportunidade única de colocar o dólar no patamar que deveria estar, contrariando a tendência de valorização da moeda americano no mercado financeiro global.

As tarifas públicas administrados continuarão defasados, causando o agravamento das contas fiscais. A Dilma, com ou sem Tombini, não tem coragem de fazer ajustes necessários para as empresas públicas continuarem investindo.  Só para entender, as tarifas públicas subsidiadas, em última análise, saem do bolso do conjunto de população sob forma de impostos e contribuições. Dilma dá com uma mão e tira com a outra. Eis, a situação!

Para o próximo ano, a maior "sinuca do bico" será, sem dúvida, será em consequência do "real valorizado". Os commodities estão com preços deprimidos em função do baixo crescimento da Zona de Euro, da China e do Japão. O Brasil depende das exportações de grãos e de minério de ferro, sobretudo, para fechar a balança de conta corrente. Com "dólar desvalorizado" ou "real valorizado" está cada vez mais difícil de manter os "perfomances" anteriores.  Como se sabe os governos do PT sucatearam a indústria brasileira, portanto o País não conta mais com as exportações de manufaturados.

Resumindo. Os problemas estruturantes da economia não serão resolvidos, conforme sinalizações da Dilma. O Brasil continuará com o "erro sistêmico" da política econômica (sic), sem as correções necessárias.  A economia será levado com a "barriga", com inflação no limite do teto da meta e crescimento pífio do PIB, para os próximos anos. 

Está para sair nos próximos dias, o balança de conta corrente que deverá vir com mais um dado negativo. Conforme o tamanho do "rombo", os investidores externos diretos (IED) deverão ficar aina mais na posição de "stand by", agravando ainda mais o balanço da conta corrente. Restará a Dilma, pagar os juros reais cada vez mais altos, agravando o endividamento do Tesouro.  Isto tudo, colocará o Brasil na posição crítica podendo tirar o País do grau de investimentos. E aí, vai ser difícil conter a saída de dólares.

Dilma continua como pata manca!

Ossami Sakamori




terça-feira, 18 de novembro de 2014

O rombo do "petrolão" já chega perto de R$ 1 bilhão!



Notícias do "petrolão" tomou conta das notícias de principais veículos de comunicação do País. Por enquanto, são fatos que estão longe do alvo principal, que são os beneficiários do esquema. São partes do depoimentos de pessoas que fizeram acordo de premiação com a Justiça brasileira. 

Precisamos prestar muita atenção para entender o desenho do esquema do "petrolão". Vamos tentar fazê-lo baseado em fontes da imprensa.

O fio da meada começou com os depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef que firmaram o acordo de delação premiada com a Justiça. Com o acordo de delação premiada do ex-diretor executivo da Petrobras Pedro Barusco, o desenho do "petrolão" não só confirma o depoimento dos Paulo Roberto Costa e do Alberto Yousseff.

Não tardará que o esquema de outras duas áreas importantes, citados pelo Paulo Roberto Costa, venham a ser revelado pelos operadores. A diretoria da área internacional da Companhia e a subsidiária da Petrobras, a Transpetro, cota parte do PMDB no  esquema do "petrolão" ainda não veio à tona.

Apenas nas duas diretorias, a que o Paulo Roberto Costa e d Renato Duque representavam, está ganhando o contorno que ainda há muito a revelar. Vamos ater, hoje, apenas às duas diretorias, ficando para comentários posteriores as outras duas diretorias ainda não investigadas.

Na delação premiada o Paulo Roberto da Costa prometeu devolver os US$ 23 milhões para a Justiça em troca de liberdade. O delator premiado Pedro Berusco já dispôs, não só revelar o esquema que ele operava, mas devolver os US$ 97 milhões que estão em seu nome.  A soma de dinheiro que estavam em nome de ambos já somam  US$ 120 milhões ou equivalente, ontem, a R$ 312 milhões.

Vamos lembrar que o Paulo Roberto da Costa e Pedro Berusco eram apenas os operadores do esquema de propina, respectivamente ligados ao partido PP e PT. Os R$ 312 milhões correspondem apenas à "prestação de serviço" dos operadores. O outro operador que viabilizava a entrega das propinas para os beneficiários, ainda não revelou de quanto ele ganhou no esquema.  Em alguma altura do depoimento o Paulo Roberto Costa, disse ele que ganhava 1/3 do valor da propina como prestação de serviço. Mantido a proporção o total de dinheiro desviado, revelado por ambos, chega ao número de R$ 936 milhões, somente nas duas diretorias da Petrobras.

Vamos dizer que, até o momento, o valor estimado do "petrolão", sem considerar a cota parte do PMDB, que é a diretoria da área internacional e da subsidiária Transpetro estão a ser revelados, já soma a quase R$ 1 bilhão.

Os principais beneficiários, que são os parlamentares, sejam em forma de doações oficiais ou em forma de caixa 2, só serão investigados pelo ministro Teori Zavaski do STF por terem o "foro privilegiado".

Resumindo. O assunto "petrolão" vai render muito mais R$ bilhões. Não adianta presidente Dilma fazer de conta de que o assunto não é com ela. A Petrobras cujos diretores estão envolvidos até a alma, sempre esteve dentro da sua responsabilidade e de sua jurisdição. 

Vamos lembrar que a Dilma Rousseff foi ministro de Minas e Energia e chefe da Casa Civil do governo Lula. Dilma foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Como presidente da República, Dilma nomeou todos diretores envolvidos, atendendo o esquema de apoio parlamentar dos partidos PP, PMDB e PT. Não vem não! A Dilma está metido até o pescoço com o esquema "petrolão".

O rombo do "petrolão" já chega perto de R$ 1 bilhão!

Ossami Sakamori




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Tombini na Fazenda é a aposto do momento.


Contrariando a expectativa inicial minha e do mercado financeiro sobre a indicação do novo ministro da Fazenda do segundo mandato da Dilma, o indicado deverá ser o atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini ao invés do Henrique Meirelles, indicado do Lula. 

O provável ministro da Fazenda Alexandre Tombini reúne o perfil que a Dilma quer para a pasta. Tombini no exercício do cargo de presidente do Banco Central executou a política monetária que a Dilma queria. Pautou pelo "real valorizado" e a meta da inflação dentro do teto da meta, sobretudo.

Uma coisa é certa, com Alexandre Tombini à frente do ministério da Fazenda, é pouco provável que promova "choque" na economia para restabelecer a confiança dos investidores institucionais e especuladores internacionais. Tombini deverá fazer ajuste na economia, sem medidas de impacto, com muita parcimônia, bem ao seu estilo.

Com Tombini na Fazenda e presidente do Banco Central indicado por ele, o real continuará valorizado.  Os preços administrados deverão continuar engessados. A política de expansão de crédito ao consumidor continuará. Algumas desonerações pontuais, como IPI dos automóveis deverá estar na pauta para decisão como primeiras medidas da sua administração frente ao ministério da Fazenda.

Alexandre Tombini deverá conter os gastos públicos nos próximos 2 anos para conseguir gerar o superávit primário, feito que não se alcançará no ano de 2014. A política de subsídios do programa PIS, o Bolsa Empresário, deverá ser restringido aos limites já autorizados pelo Senado Federal. Tombini deverá seguir a política do então ministro Maílson da Nóbrega, estilo "feijão com arroz". 

O estilo Tombini deverá ser marcado pela opção de preservar o sistema financeiro saudável, isto é, continuará como agora no comando do Banco Central privilegiando o sistema financeiro em detrimento do sistema produtivo do País. Os credores e especuladores internacionais deverão se acalmar com a indicação do Tombini para a Fazenda.

O Tombini, burocrata de carreira, na condição de ministro da Fazenda deverá assumir a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, acalmando o mercado agitado em função do escândalo de corrupção desvendado pela operação Lava Jato.  Tombini deverá impor austeridade na Petrobras para tentar recuperar a credibilidade da Companhia. 

Com Tombini na Fazenda, o Brasil continuará com a cara da Dilma.  O mercado financeiro acalmará. O Brasil continuará como "pato manco", ao estilo Dilma, enganando o povo brasileiro, o mercado financeiro internacional, sem que haja perspectiva de desenvolvimento sustentável. Brasil vai parar por 4 anos, com crescimento do PIB pífio e inflação encostado no teto da meta.  

Tombini na Fazenda é a aposta do momento.

Ossami Sakamori