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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

A reforma tributária não deverá ser votada neste ano

 

Hoje, vou ser breve nos meus comentários de hoje.  O assunto já foi escrito e comentado quinhentas vezes por este blog.  Falo dos "quadradinhos" da política brasileira, o jogo de interesses e vaidades pessoais dos atuais ocupantes dos poderes da República.  O que se vê, não são jogos de poderes em alto nível, como era de se esperar num regime de um governo da República Federativa, caso concreto do Brasil, num regime de presidencialismo de coalisão.  Cada um dos ocupantes de cargos de altos escalões, querem "se impor" na mídia, como se a população, os 210 milhões de habitantes, fossem apenas peças dos seus "jogos do poder".

Terminada eleições para prefeitos no segundo turno, o holofote volta para o Palácio do Planalto, STF e Congresso Nacional.  Pelo resultado das eleições, as forças do centro-direita, ganharam maioria dos prefeitos em segundo turno.  O grande perdedor foi o presidente da República,  que não conseguiu influir em nenhuma das grandes cidades e muito menos em capitais dos 26 estados da federação.   É cedo para dizer que o presidente Bolsonaro tenha perdido as eleições, uma vez que pouco se envolveu pessoalmente nas disputas municipais, a não ser pontualmente.  Mas, uma coisa certa é que o centro do poder deslocou-se para o Congresso Nacional, hoje, comandada pelo Democratas, com grande possibilidade de continuar a comandar as eleições de 2022.

Jair Bolsonaro está no poder há dois anos e não conseguiu votar as pautas importantes como a reforma tributária e administrativa.  Poder-se-ia debitar o atraso das votações à pandemia do século, a do coronavírus.   Ironicamente, o Palácio do Planalto, apoiado pelo Congresso Nacional, "esbanjou" em gastos públicos em 2020.   Baseado em estado de emergência, o Congresso Nacional deu poder ilimitado ao Poder Executivo para fazer gastos extraordinários, fora do Orçamento Fiscal de 2020, denominado de Orçamento de Guerra, que já consumiu cerca de R$ 800 bilhões, até o presente momento.  Inclui neste Orçamento, o "auxílio emergencial" para cerca de 65 milhões de trabalhadores informais, que termina, se Congresso Nacional não aprovar a prorrogação do Orçamento de Guerra, neste mês de dezembro.  O maior problema de tudo isso, que o Orçamento de Guerra foi financiado com emissão de Títulos do Tesouro Nacional, para serem pagos pelos contribuintes em algum momento.  

O presidente da Câmara dos Deputados afirmou nessa segunda-feira, dia 1º, que a reforma tributária está pronta para ser votada.  Afirma, ainda, que tem 320 votos para sua aprovação pelo plenário da Câmara dos Deputados.  O relatório que se refere o presidente da Câmara é do deputado Aguinaldo Ribeiro, PP/PB.  Como o projeto de lei não é de iniciativa do Palácio do Planalto e também do ministro da Economia, Paulo Guedes, o projeto da reforma tributária não deverá ser aprovada, ainda neste ano.   

Ossami Sakamori





sexta-feira, 27 de novembro de 2020

DEM vai continuar mandando no Congresso Nacional


O Supremo Tribunal Federal, STF, já tem a maioria formada sobre a consulta formulada pelo PTB, da possibilidade de reeleição das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.  A resposta favorece à reeleição do deputado Rodrigo Maia, DEM/RJ, na presidência da Câmara dos Deputados e do senador Davi Alcolumbre, DEM/AP, na presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional, para o biênio que começa no dia 1º de fevereiro de 2021.  Assim, frustrou a expectativa do "Centrão", que articulava a candidatura do deputado Arthur Lira, PP/SP, à presidência da Câmara, com apoio do Palácio do Planalto.  

As presidências de ambas casas do Congresso Nacional ganha importância na medida que, sob a presidência do Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, ambos filiados ao DEM, é que acontecerá a eleição presidencial de 2022.  Acontecerá também, sob  a guarda chuva de ambos, as eleições para Câmara dos Deputados e terço do Senado Federal, além dos governadores de 27 unidades da federação, bem com os representantes das respectivas Assembleias Legislativas. 

O presidente Jair Bolsonaro, por outro lado, no momento, está sem partido.  A tendência, segundo os palacianos de que ele se filie a um partido "nanico", onde possa ter o "mando efetivo" na condução da sua reeleição ao Palácio do Planalto.  A decisão, de maioria já formada, do STF, vai favorecer as forças do centro-direita, nas eleições de 2022.  O que poderá acontecer, de hora em diante, é uma equação política um tanto diverso de uma simples equação matemática.  Em política, tudo pode acontecer ou pode permanecer como está.

Ossami Sakamori

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Paulo Guedes é um tremendo fanfarrão!

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anuncia a quatro ventos que a economia do País vai crescer no próximo ano, 2021, em forma de "V", após previsão do recuo do PIB - Produto Interno Bruto em 4,5% para este ano.  Os leitores podem achar que a palavra de otimismo de um ministro da Economia é um dever, mas quando isto ultrapassa o limite da razoabilidade se torna atitude infantil e irresponsável.   O ministro Paulo Guedes considera o povo brasileiro um perfeito otário, que aceita qualquer fala irresponsável como se verdadeira fosse.

O País vive num momento de encruzilhada, na formulação da política econômica.  Ou o Brasil cresce exponencialmente como imagina o ministro da Economia ou afunda de vez.   O Brasil entrou em depressão econômica em 2015 e não conseguiu sair dela, até hoje.  As reformas estruturantes, como a administrativa e tributária ficaram para serem discutidos no ano que vem, por conta da pandemia em 2020.  A pandemia desorganizou ainda mais a economia e em particular as finanças públicas.   O País criou um rombo extra de R$ 800 bilhões, por conta da pandemia, denominado de Orçamento de Guerra, apartado do Orçamento Fiscal de 2020. A dívida do Tesouro Nacional já alcança 100% do PIB.

O Orçamento Fiscal de 2021, está engessado com a Emenda de teto dos gastos públicos que, tão somente, atualiza o Orçamento Fiscal de 2016, corrigido pela inflação do período. O governo federal não poderá contar em 2021, com o Orçamento de Guerra, um extra de R$ 800 bilhões, que irrigou a economia do País na pandemia, o que minimizará a queda do PIB, ao redor de 4,5% em 2020.  O País vai entrar em 2021 sem os R$ 800 bilhões extras que irrigaram a economia em 2020, com o "auxílio emergencial" e diversas formas de estímulos fiscais e creditícios para empresas.   

Para quem estuda macroeconomia, o quadro da economia do Brasil para 2021, chega a ser assustador.  Não haverá a outra perna da letra "V", a de ascensão como quer Paulo Guedes.  Todas reformas que não foram feitas em 2020, cruciais para o País, como a tributária e administrativa vão ser discutidas no primeiro semestre de 2021.  O País, na melhor das hipóteses, voltará a crescer no segundo semestre do próximo ano.  O Brasil só tem possibilidade de retomada de crescimento a médio prazo num formato em "U".  

Para nós, pobres contribuintes e motores da economia do País, só temos que torcer que o ministro da Economia, Paulo Guedes, saia do seu redoma de discursos liberais e faça o dever de casa, aprovando "de vez" a reforma tributária e a reforma administrativa, condição indispensável para o crescimento sustentável do País.  

Paulo Guedes é um tremendo fanfarrão!

Ossami Sakamori


quarta-feira, 18 de novembro de 2020

O PIB do Brasil será "negativo" 4,5%, segundo BC


O Banco Central revisa a estimativa do crescimento do PIB do Brasil de 2020 em 4,5% negativo ou seja o País vai regredir a sua produção em  valor menor do que o ano de 2019.  Prevê também a inflação terminar o ano em 3,81%.  A estimativa do PIB brasileiro acompanha os dos maiores economia do mundo.  O reflexo, é claro, da pandemia  "coronavírus".  

O Brasil vem sofrendo depressão econômica, desde 2015, quando naquele ano, o PIB teve decréscimo de 3,8%. O recuo do PIB em 2016, foi de 3,5%. Os crescimentos do PIB nos anos 2017, 2018 e 2019 foram, respectivamente, 1,3%, 1,3% e 1,1%, fechando o PIB do Brasil no final do ano passado em R$ 7,3 trilhões.  Como podem ver, o PIB de 2020, grosso modo, deve terminar com o recuo de 8% em relação ao PIB de 2014.  O resultado é que, o Brasil está produzindo 8% menos do que há 6 anos.  Não se pode "debitar" a brutal recessão tão somente à esquerda brasileira.   Em 2016, a administração federal passou para o Michel Temer, PMDB/SP.

É certo que a pandemia pegou o Brasil, justamente, quando o País ensaiava o crescimento econômico com o novo presidente da República e com o novo ministro da Economia. Tentativa de recuperação econômica, ainda em 2020, foi feita.  O Brasil gastou, até hoje, cerca de R$ 800 bilhões, extra Orçamento Fiscal de 2020, sob rubrica de Orçamento de Guerra.  No momento, nos bastidores, o governo tenta prorrogar o Orçamento de Guerra para 2021, na tentativa de fazer voltar o crescimento econômico.  O empecilho para aumento de gastos públicos está na Emenda do teto dos gastos públicos, que limita os gastos em Orçamento Fiscal de 2016, corrigido pela inflação do período.

O Brasil, está em situação de endividamento público muito grave.  O endividamento público, sobretudo com os gastos do Orçamento de Guerra, ultrapassa ligeiramente o PIB - Produto Interno Bruto do país.  O PIB é tudo que o País produz, incluído as despesas do próprio governo.  Resumindo, o Tesouro Nacional deve ao mercado financeiro nacional e internacional valor equivalente a tudo que produz e gasta no ano.   O Brasil nem consegue pagar os juros da dívida pública, muito menos o principal.  Os vencimento do principal e juros são "rolados" ou postergados.  Se o Brasil fosse uma empresa privada, estaria em "estado de falência".  

Não será o Paulo Guedes e nem tão pouco a vontade do presidente da República que vai tirar o Brasil do buraco que se meteu.  Chegou o momento de todos os atores da economia, se reunirem na mesa para elaborar um "pacto nacional" para tirar o Brasil da situação que se encontra.

O PIB do Brasil será "negativo" 4,5%, segundo Banco Central.

Ossami Sakamori

sábado, 14 de novembro de 2020

Caixa Econômica vai financiar microempreendedor


O governo federal deverá disponibilizar cerca de R$ 25 bilhões para financiar parte dos atuais beneficiários do "auxílio emergencial", que receberam 5 parcelas de R$ 600 mais 4 parcelas de R$ 300 por mês, no início do próximo ano.  O dinheiro viria de parte dos recursos próprios da Caixa Econômica Federal e parte de um eventual aumento de compulsórios de bancos.  Segundo, informações do Ministério da Cidadania, as operações ficaria entre R$ 1 mil a R$ 5 mil para cada tomador. 
O dinheiro seria usado como "capital de giro" ou compra de equipamentos eletrodomésticos que ajudem nos pequenos negócios.  O microcrédito como desenhado, tem custo elevado para as instituições financeiras que venham aderir, devido a necessidade de realizar visita presencial do agente financiador, além do alto risco de inadimplência. 
A medida a ser anunciada seria para atender o "vácuo" que seria deixado com o programa "auxílio emergencial" durante longos 9 meses.  No entanto, o volume desenhado é quase nada comparado com o "auxílio emergencial" que vai consumir cerca de R$ 220 bilhões do Orçamento de Guerra.  Digamos que a medida proposta é um "tapa buraco", cujo volume desenhado corresponde a cerca de 1/10 do volume disponibilizado em "auxílio emergencial".  
Infelizmente, o governo está quebrado.  O tão falado e anunciado programa de renda mínima que seria denominado Renda Cidadã, ficou no papel, por falta de fonte de financiamento.  O ministro da Economia, Paulo Guedes, ensaiou prorrogar o Orçamento de Guerra, alegando a "segunda onda do coronavírus", mas não a pretensão não deu resultado.  Foi desautorizado pelo presidente da República. 
Embora, o valor a ser disponibilizado não vai causar nenhum impacto no Orçamento Fiscal e nem tão pouco o risco sistémico no sistema bancário, o efeito na formação do PIB de 2021,também, será insignificante.  Será mais uma "pirotecnia" para fazer parte do cardápio da reeleição do presidente da República em 2022. 

Ossami Sakamori


quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Biden promete rever tarifa de aço e alumínio

Os produtores brasileiros de aço e alumínio estão animados com a eleição de Joe Biden, democrata, à presidência dos Estados Unidos, ao contrário do governo do presidente Bolsoaro, que sempre esteve alinhado com o ainda presidente Donald Trump, republicano.  O motivo é a expectativa das duas indústrias sobre a revisão de barreiras tarifárias dos produtos brasileiros àquele país, que chega a 124%.  

Fazer oposição ao novo governo dos Estados Unidos, só porque, no juízo do Palácio do Planalto, de que o governo Joe Biden é de "esquerda", é uma pensamento retrógrada.  Se assim fosse, o Planalto deveria cortar relações comerciais com o maior comprador de commodities do Brasil que é a China, um país comunista, de partido único.  Não, não deve, misturar as relações privadas com o público.  Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.  

Sem querer ofender aqueles que pensam contrário, o nosso país está ainda em fase de desenvolvimento, necessitando cada vez mais de parceiros comerciais para financiar os nossos investimentos e de trocas comerciais entre os países trazer crescimento sustentável ao Brasil.  Vamos lembrar que a China e os Estados Unidos são, respectivamente, primeiro e segundo importador dos produtos brasileiros.  Esfriar relações comerciais e diplomáticas, para atender vontade privada de um presidente da República é voltar ao tempo do império. 

Ofender ou tratar com desdém os principais parceiros comerciais, por conta de uma ideologia, é um total desrespeito ao povo que habitam aquelas nações.  Está na hora de Brasil como Nação, se comportar como tal, deixando de lado as desavenças ou aproximações pessoais de seus mandatários temporais.   Brasil é de todos brasileiros, independente de classes sociais, de ideologias e de raças.   Brasil não deveria se comportar como Burundi, republiqueta centro-africano.


Ossami Sakamori

domingo, 8 de novembro de 2020

Acorda, Brasil !

Inevitável fazer comentário sobre resultado das eleições nos Estados Unidos da América.  O povo americano dormiu ontem com a definição do nome do novo presidente da República, Joe Biden, que irá governar a maior potência do mundo à partir do dia 20 de janeiro de 2021.  O nosso presidente da República, fez aposta errada, seguindo orientação do seu guru, o escritor brasileiro Olavo de Carvalho, há muito tempo radicado nos Estados Unidos.  E, continua agindo de forma inequivocamente "fora do prumo".   Todos líderes mundiais cumprimentaram o novo presidente da maior potência econômica do mundo pelo resultado das eleições, seguindo o "protocolo" cerimonial de praxe, ontem mesmo.  Menos, o presidente da República Federativa do Brasil.   

Respeito, o "foro íntimo" do nosso presidente da República, no entanto, condeno-o pela atitude pessoal infantil, de não seguir o protocolo cerimonial que o mundo civilizado conhece e segue rigorosamente.  O nosso presidente da República age como que "síndrome do cachorro magro" que perdeu o seu dono.  Esquece o presidente da República que ele representa os 210 milhões de brasileiros, de esquerda à direita, de brancos e negros, de pobres e ricos, de militares e civis.  Brasil, felizmente, ainda é dos 210 milhões de brasileiros.  Brasil não é propriedade privada do presidente da República.

Vamos lembrar que, não cabe ao povo brasileiro julgar o pensamento ideológico do novo presidente da República da maior potência econômica do mundo.  Se o Biden é de esquerda ou de direita, não cabe ao povo brasileiro fazer julgamento.  Vamos apenas lembrar que os Estados Unidos da América, tem democracia mais longeva do mundo, que vem desde George Washington, eleito em 1789 pelo colégio eleitoral, tal qual aconteceu na eleição de 2020.  Cabe ao povo americano decidir sobre o rumo do seu país.  

O Brasil é considerado quintal dos Estados Unidos, apesar da extensão territorial e população dentre as maiores do mundo, por estas e outras atitudes típicas que o nosso presidente da República que quer impor a sua personalidade, típica de um líder terceiro-mundista.  E não há pessoas, de direita, que tenha coragem de observar a falha do cerimonial do Palácio do Planalto, para que o País não tenha que passar por mais este vexame.

Acorda, Brasil !

Ossami Sakamori

  

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Brasil está quebrado!

 


Dá desespero, uma sensação de coisa mal resolvida, quando escrevo sobre o endividamento do setor  público no Brasil.  A dívida pública dos governos no Brasil alcançou R$ 6,53 trilhões em setembro.  Em relação ao PIB de 2019, cerca de R$ 7,3 trilhões, a relação dívida pública/PIB alcançou espantoso número de 90,6%.  Isto significa que seria necessário a totalidade da produção do País, incluindo serviços, agronegócio, indústrias , comércio e o próprio setor público para pagar a dívida pública.

Só o Orçamento da Guerra, apartado do Orçamento Fiscal de 2020, aumentou o endividamento público em cerca de R$ 800 bilhões.  E o governo federal discute em "furar" o teto dos gastos públicos para o Orçamento Fiscal de 2021.  O déficit primário ou o dinheiro que falta para pagar as despesas do governo federal, exceto o pagamento de serviços da dívida pública, vem crescendo a cada ano, desde 2015.  Vamos lembrar que a presidente Dilma sofreu o impeachment por conta da contabilidade criativa que tentava esconder o déficit primário ou o dinheiro que falta para cobrir as despesas do próprio governo.  

O governo prevê a queda do PIB - Produto Interno Bruto em 4% a 5%, agravando ainda mais a situação do déficit primário, a origem do aumento do endividamento público.  O governo do Presidente Bolsonaro enfrenta situação delicada no momento.  Precisa de investimento público vultoso para fazer o País crescer, mas não há espaço fiscal para tanto, engessado pela Emenda do teto dos gastos públicos, que limita os gastos, incluído investimentos, em valor que não pode ultrapassar os gastos públicos de 2016, corrigido tão somente pela inflação do período.  

A briga entre o ministro Paulo Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, além de outros atores como o ministro Rogério Marinho e o ministro Tarcísio de Freitas, da turma da ala desenvolvimentista, resume nesta situação esdrúxula de briga pela fatia do Orçamento Fiscal de 2021, limitado que está  pela Emenda do teto dos gastos públicos.  É uma briga insana!  É uma briga de espaço no Orçamento que já está limitado ao Orçamento fiscal de 2016, corrigido pela inflação do período.  

Não há saída, sem a Emenda Constitucional que altere o teto dos gastos públicos ou estender o Orçamento de Guerra para os próximos dois anos.  Sem as Emendas Constitucionais, o presidente Bolsonaro não poderá atender o seu eleitorado com um novo programa Renda Brasil ou investimento público em Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura.  Novamente, o Brasil se encontra naquela posição:  "se correr bicho pega, se parar o bicho come!"

Enquanto não há consenso, há briga entre os diversos atores do governo, de um lado quem autoriza as despesas e do outro lado quem faz as despesas.  É uma baixaria geral que dá impressão de Brasil viver como Burundi, um país centro-africano.

Ossami Sakamori

  





 

 


quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Para o Brasil, o ano de 2020, já terminou!

 

Em matéria  de produção do Congresso Nacional, Câmara dos Deputados e Senado Federal, o ano de 2020 já terminou.  Tudo serve de desculpas para a produção pífia do Congresso Nacional.  Não se aprovou nada neste ano.  Mesmo o Orçamento Fiscal de 2021, que deveria ter sido aprovado no mês de julho, ainda está pendente de aprovação.  Desculpa da pouca produção é sempre a pandemia da coronavírus e as eleições municipais no próximo mês.  Os salários e subsídios de diversas formas, religiosamente, os congressistas foram buscar no boca do caixa.  Digamos que eles levaram a vida de rei ou de rainha enquanto o povo se lasca.   Para completar a imagem do Congresso Nacional, um senador de República foi pego com dinheiro na cueca. 

O governo do presidente da República não consegue impor a sua agenda, como a reforma tributária e a reforma administrativa. Congresso Nacional está é mais preocupado com a sucessão da presidência das duas casas que ocorrerá no mês de fevereiro do ano que vem.  O presidente da República que vinha mantendo certa independência, ficou refém do "Centrão", um conjunto de partidos que se vendem a qualquer liberação de verbas, mas, que ajudam aprovar as reformas importantes que o País estão a merecer.  

Enquanto os ministros brigam publicamente, as agendas importantes do governo ficam à mercê do ministro da Economia, que teve sua atenção voltada exclusivamente à execução do "Orçamento de Guerra", apartado do Orçamento Fiscal de 2020, por conta da pandemia coronavírus, deixando as reformas tributárias e administrativas, para o Congresso Nacional resolver.  

Enquanto isto, depois de criar um "rombo extra" de quase R$ 1 trilhão, devido ao Orçamento de Guerra, apartado do Orçamento Fiscal de 2020, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta, depois de 2 anos do  governo, fazer as reformas tributárias e administrativas, necessárias para atrair investimentos produtivos ao País.   O mercado financeiro nacional e internacional estão à espera de definição da "nova política econômica" do País, do dito "governo liberal", para direcionar os recursos ao setor produtivos do Brasil.  

Assim sendo, paremos de nos estressar pelas reformas estruturantes, que não virão no curto prazo e continuar girando os recursos no capital especulativo, em detrimento aos dos investimentos produtivos.   Infelizmente, o presidente da República prefere se meter no assunto da vacinação do coronavírus, do que se preocupar com o desenvolvimento do País.  Falta ao nosso presidente da República visão de um estadista para tirar o País do longo período de estagnação do País, que vem amargando desde 2015.  

E, cadê os pesos pesados do setor produtivo para chamar atenção do presidente da República?  Não se faz empresários atuantes como dantes, infelizmente.  Para o Brasil, o ano de 2020, já terminou!

Ossami Sakamori


domingo, 25 de outubro de 2020

Brasil está a perder oportunidades com "brigas de comadres".


 O ano  de 2020 está a terminar, pelo menos para as reformas estruturais prometidos pelo presidente da República na sua posse.   O mais importante delas, a reforma tributária, já está postergada para o próximo ano.  A reforma administrativa que envolve a estrutura do Estado, também, vai ficar para o próximo ano.  A desculpa é a mesma de sempre, a pandemia coronavírus e as próximas eleições muncipais.   O fato concreto se justifica unicamente pela vagabundagem dos políticos, sobretudo dos que tem assentos no Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.  

As desculpas apresentados pelos políticos não  justificam.  O Congresso Nacional funciona quando é de seu interesse próprio.  O Congresso Nacional, com implantação do vídeo conferência, as matérias de menor importância como indicação dos embaixadores brasileiros no exterior ou sabatina do indicado para os cargos mais importantes da estrutura do governo federal, como ministro do TCU ou ministro do STF estão a acontecer em regime de urgência.  O mesmo Congresso Nacional, também, aprovou o estado de emergência devido a pandemia coronavírus, criando o Orçamento de Guerra, apartado do Orçamento Fiscal de 2020, aprovado no ano anterior.

O Congresso Nacional aprovou diversas medidas, dentro dos itens do Orçamento de Guerra, tal como "auxílio emergência", desoneração provisória da folha de pagamento e diversas formas de financiamentos subsidiados a pequenas e grandes empresas.  O Orçamento de Guerra está endividando o Tesouro Nacional em, até hoje, em cerca de R$ 800 bilhões, extra Orçamento Fiscal de 2020.  Com o endividamento extra, a dívida interna bruta do governo federal está a ultrapassar 100% do PIB - Produto Interno Bruto.  Para um país como o Brasil, o endividamento bruto tão elevado, igual aos dos países desenvolvidos, não se sustenta.  Simplificando o raciocínio, não há produção, o suficiente, que pague a dívida do governo federal.   O povo brasileiro vai trabalhar, os próximos anos, somente para pagar os juros da dívida do governo federal.  

Enquanto isto, há uma briga exposta, entre as "alas" no governo federal.  A disputa rasteira para ocupar os seus "quadradinhos" ocupa manchetes da grande imprensa.  Quando isto acontece, a disputa pelos poderes dentro da própria estrutura do governo, é chegado o tempo de "pensar" e "refletir", no que transformou o País que tem tudo para conquistar o lugar que deveria estar ocupando no cenário econômico internacional.   Politicamente, o Brasil se iguala ao Burundi, um país centro-africano, ao invés de se igualar aos países do, dito, primeiro mundo.

Brasil está a perder a oportunidade de desenvolvimento, aproveitando-se do momento em que os países do primeiro mundo encontram-se enfraquecidos pelo efeito da pior pandemia das últimas décadas.   

Brasil está a perder oportunidades com "brigas de comadres". 

Ossami Sakamori

   




sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Brasil acima de um presidente da República.

 


Brasil é um dos 5 países do mundo em extensão territorial e em população.  Enquanto país como Estados Unidos da América, com extensão territorial de 9,8 milhões de Km2, pouco maior que o Brasil com 8,5 milhões de km2 e cerca de 330 milhões de habitantes, enquanto o Brasil tem cerca de 210 milhões de habitantes, eles são a primeira economia do mundo com PIB de US$ 21,374 trilhões em 2019, enquanto o Brasil com cerca de 210 milhões de habitantes apresenta para o PIB equivalente em dólar, na cotação de ontem, a cerca de US$ 1,3 trilhões.  Após mais 50 anos da minha vida, penso ter contribuído para desenvolvimento do País e me entristeço demais pelo alargamento de distância que nos separa do país descoberto pelo Cristovam Colombo.  

A primeira diferença entre nós e país do hemisfério norte é a forma de governo.  Os Estados Unidos da América tem a democracia mais longevo do mundo.  O primeiro presidente da República eleito pelo colégio eleitoral, como acontece hoje, foi em 1789, isto é, há mais de 230 anos.  Enquanto a nossa democracia, a mais recente, vem de 1985, com eleição indireta do presidente Tancredo Neves, que nem chegou a tomar posse.  Pelo falecimento do titular, tomou posse o vice-presidente José Sarney.   Bem, o resto vocês devem se lembrar.  Nossa democracia tem 35 anos de existência.

Em 2018, foi eleito pelo voto direto da população, o atual presidente da República, o capitão Jair Messias Bolsonaro, após duro embate com o candidato do Partido dos Trabalhadores, o PT.  Sobre o processo eleitoral ninguém põe em dúvida.  Bolsonaro é presidente da República Federativa do Brasil, legitimamente eleito.  No entanto, o reparo que quero fazer é que o presidente da República age como presidente da "ala" dele, o da "direita" assim como ele se coloca como o legítimo representante.   Esquece o presidente Jair Bolsonaro que, desde 1º de janeiro de 2019, ele é presidente de todos brasileiros, sem exceção.   Não tem essa de ele se auto proclamar presidente da "direita".   Desde a sua posse, Jair Bolsonaro é presidente da República de todos brasileiros, de esquerda e direita, dos brancos e pretos, dos pobres e ricos.    

Não aprovo a sua posição de se colocar como representante da "direita".  Reprovo da mesma forma, o "arroubo" de tomar atitude "autoritário" e tentar impor sua vontade sobre diversos temas, ignorando o Congresso Nacional, de onde são aprovados Emendas Constitucionais e Leis Ordinárias.  O último episódio é o tratamento que ele vem dando ao tema da pandemia coronavírus ou Covid-19.   O presidente da República quer impor o seu pensamento sobre diversos "procedimentos" no tratamento da pandemia, sendo ele um apenas antes deputado federal e um ex-capitão do Exército.  Como nos tempos do regime militar, de 1964 a 1984, os atos do atual presidente da República lembra autoritarismo, incompatível com o espírito da Constituição de 1988.  

E não pensem os novos leitores deste blog, que sou da "esquerda".  Não, não sou !  Inaugurei este blog em fevereiro de 2012, para combater os desmandos da ex-presidente Dilma, uma petista de carteirinha, da esquerda.   Fiz diversas matérias denunciando o "desmando" do Partido dos Trabalhadores comandado pelo ex-presidente Lula.  As críticas que faço ao presidente da República é no sentido construtivo.  Brasil não pode viver de "ideologias", de quaisquer matizes.  O Brasil deve viver a democracia como daquela, a mais longevo do mundo, iniciado pelo George Washington em 1789.  

Brasil acima de um presidente da República. 

Ossami Sakamori

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Rodrigo Maia quer ser o padrinho da Renda Cidadã

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, DEM/RJ, em live promovida pelo Banco BMG, ontem, dia 15, afirmou ser impossível aprovar um Orçamento Fiscal para 2021, sem votar a PEC Emergencial, que cria mecanismo de ajuste fiscal, uma manobra para "furar" a PEC do teto dos gastos públicos, aprovada em dezembro de 2016.  O presidente Bolsonaro insiste em colocar no Orçamento do ano que vem a Renda Cidadã, uma versão ampliada do programa Bolsa Família, que deverá atender cerca de 10 milhões de pessoas além dos atuais 13 milhões de beneficiários do programa criado pelo FHC e ampliado pelo Lula.  Renda Cidadã é uma versão atualizada do Programa de Renda Mínima do ex-senador Eduardo Suplicy, PT/SP,  independente do nome que queira dar ao programa.   

Falando português claro, não há "espaço fiscal" para financiar o programa Renda Cidadã, nos moldes idealizados pelo presidente da República, sem aumentar os gastos públicos, além do "teto dos gastos públicos" previsto pela Emenda Constitucional 95 de dezembro de 2016.  O atual programa "Auxílio Emergencial" atende cerca de 65 milhões de pessoas, incluído nele, os 13 milhões de pessoas inseridas no programa Bolsa Família.  O primeiro número considerado para Renda Cidadã é de 23 milhões de beneficiários, 13 milhões do Bolsa Família mais os 10 milhões do Auxílio Emergência.   Esse número, vai acabar terminando em 30 milhões de beneficiários do Renda Cidadã.   

O problema é que não há "espaço fiscal" para atender esses 30 milhões (meu número) da Renda Cidadã.   Se considerar R$ 300 como quer o presidente da República, o gastos mensal será de R$ 9 bilhões, o que corresponde a um gasto de R$ 117 bilhões anual, considerado 13 parcelas.  O gasto adicional, se considerar 30 milhões de beneficiários, será de R$ 50 bilhões.  O fato é que não há espaço fiscal, dentro do "teto dos gastos públicos", sem considerar "exceção" no próprio teto, por isso a necessidade de fazer emenda ao PEC Emergencial, que permitirá o Orçamento de Guerra "avançar" ao Orçamento Fiscal de 2021 e talvez até torná-lo o "furo" ao teto dos gastos públicos, permanente.  

Rodrigo Maia, vai votar PEC emergencial para permitir a Renda Cidadã, para atender ao desejo do presidente da República e ao mesmo tempo ser o "pai adotivo" da Renda Cidadão.   Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vai aparecer como o "padrinho" da Renda Cidadã, tirando o brilho do ministro da Economia, Paulo Guedes, brilhando ao lado do presidente da República.

Ossami Sakamori



domingo, 4 de outubro de 2020

Faixa de isenção do IR Pessoas Físicas passará para R$ 3 mil

 


O governo vai encaminhar ao Congresso Nacional o restante da reforma tributária e deve incluir a mudança de Imposto de Renda Pessoas Físicas.  Segundo o líder de governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, PP/PR, a intenção é aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 3.000, uma correção de pouco mais de 57%.   Segundo o Ministério da Economia, a correção da tabela do Imposto de Renda beneficiará 14 milhões de pessoas.  

O governo calcula a perda (sic) em R$ 22 bilhões com o aumento da faixa de isenção.  Perda coisa nenhuma.  A última correção do Imposto de Renda Pessoa Física foi reajustado em 2015.  No final de 2019, o Sindifisco tinha calculado a defasagem do Imposto de Renda em 103,87%.  A não correção da Tabela do IRPF ou sua correção parcial em relação à inflação, aumenta a carga tributária e penaliza de maneira mais acentuada o contribuinte de menor renda. 

O presidente da República, na campanha eleitoral de 2018, tinha prometido elevar o piso da faixa de isenção do IR Pessoas Físicas para R$ 5 mil, o que vai acabar não acontecendo.   Ainda, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a correção da Tabela não vai ocorrer na mesma proporção em todas faixas porque o "custo" seria de R$ 36 bilhões.  Mais uma vez, esquece o ministro da Economia que neste período, sem correção, o Contribuinte Pessoa Física arcou sozinho o custo da máquina pública.   O ônus é sempre do Contribuinte!


Ossami Sakamori








terça-feira, 29 de setembro de 2020

O mercado financeiro está de ressaca!

 

O governo do presidente Bolsonaro está na sinuca do bico. Com firme propósito de implantar a Renda Cidadã ou Renda Cidadania, está a enveredar pelo caminho sinuoso, aquele da contabilidade criativa.  Nem ao menos sabe quantos beneficiários pretende atender com o programa que vai substituir o "auxílio emergência", este atrelado ao Orçamento de Guerra, apartado do Orçamento Fiscal de 2020.  

Para quem não sabe, o Orçamento Fiscal de cada ano está limitado ao dispêndio do governo federal de 2016, corrigido pelo IPCA, conforme a Emenda 95 de 15 de dezembro de 2016, a conhecida Emenda do teto dos gastos.  A Emenda 95, a do teto dos gastos públicos, é uma verdadeira camisa de força para os administradores públicos.  A Emenda do teto dos gastos públicos foi promulgada para ganhar a credibilidade do governo, perdida com o processo de impeachment da presidente Dilma.

Hoje, a equipe do ministro Paulo Guedes, em não havendo espaço fiscal para ampliar o atual programa Bolsa Família, pretende lançar mão da "contabilidade criativa", como fez a presidente Dilma em 2015, para gastar mais do que previsto no Orçamento Fiscal, limitado pela Emenda 95, a do teto dos gastos públicos.   Pretende a equipe do ministro Paulo Guedes, transferir parte do recurso do FUNDEB e lançar mão dos recursos previstos para pagamentos de precatórios, o que seria um "calote explícito" aos que depois de duras batalhas jurídicas conseguiram incluir seus direitos no Orçamento Fiscal de 2021.  

Para dificultar ainda mais a vida do ministro Paulo Guedes, as contas do governo central registraram déficit primário de R$ 96 bilhões somente no mês de agosto.  O resultado é o pior desempenho para o mês da série histórica, que teve início em 1997.  O resultado é ainda pior do que o do mês anterior que foi de R$ 87 bilhões.  Por outro lado, o ministro Paulo Guedes já gastou cerca de R$ 800 bilhões, extra Orçamento Fiscal de 2020, denominado de Orçamento de Guerra, criado por conta da pandemia "coronavírus" e deve terminar o ano com gastos extras ao redor de R$ 1 trilhão, consignado no Orçamento de Guerra, separado do Orçamento Fiscal de 2020.  

O mercado financeiro nacional e internacional não estão gostando nada de ver acontecer a contabilidade criativa do ministro da Economia, Paulo Guedes.   O atraso no encaminhamento da reforma tributária e da reforma administrativa, também, tem sido o ponto de desconfiança do mercado financeiro.  O mercado financeiro já não confia no ministro da Economia, Paulo Guedes, como dantes.  O mercado financeiro percebeu que a economia  liberal defendida pelo Paulo Guedes não passou de um breve sonho de verão.   

O mercado financeiro está de ressaca!

Ossami Sakamori 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O Brasil é país do presente!


Ouço dizer que o Brasil é país do futuro desde que me formei em engenharia, há 52 anos, pela Universidade Federal do Paraná.  Meio século se passou e ainda escuto a mesma conversa, de que o Brasil está para ocupar posição de destaque no cenário mundial.  Infelizmente, apesar de todas condições que nenhum país do mundo tem, o País está andando para trás desde 2015.  São 5  anos de atraso!   O atual presidente da República se esforça para tentar colocar o Brasil no centro do mundo.  Infelizmente, o Brasil está no centro do mundo em aspectos negativos.   

As imagens que seguem, por si só mostram que o Brasil tem potencial para ocupar, no mínimo, posição dentre 5 maiores PIB do mundo.   O Brasil tem extensão territorial, tem vários biomas que podem produzir alimentos para o mundo todo.  Sem contar com as jazidas minerárias imensuráveis, ainda para serem explorados.  Condições o Brasil tem.  Faltam, infelizmente, dirigentes políticos que nós conduzam ao desenvolvimento  sustentável.   O País terá que sair da posição de "pedinte" do mundo.    












Pois as imagens acima é a cobiça do mundo.  Gostariam os países do primeiro mundo ter o território como o do Brasil.  São as "dores de cotovelos" dos países da União Europeia, que no pretérito passado devastaram seus próprios territórios.  Esse motivo é porque o presidente Macron da França quer intervenção na Amazônia, para preservar o oxigênio do planeta Terra.  O Brasil não tem a obrigação de seguir nenhum ensinamento dos países do primeiro mundo.  São eles é que tem necessidade de substituir geração de energia termonuclear.  Enquanto a maior parte da energia gerado no Brasil é hidráulica, que vem da natureza.  

Fico triste, ao mesmo tempo, que os nossos dirigentes políticos se engalfinharem-se para defender os interesses próprios, sem se importar com o desenvolvimento do País.  Já estou com 76 anos.  Não tenho mais tempo de ficar esperando que o Brasil ocupe posição de vanguarda do mundo para a próxima geração, porque as condições para tanto, nós temos sobejamente.  

O Brasil não é país do futuro.  O Brasil é país do presente!

Ossami Sakamori


domingo, 27 de setembro de 2020

Brasil é menor que a Greta ?

Hahaha!  Acho hilários os comentários neste blog de alguns dos meus leitores.  Pensam que sabem muito, mas não sabem de nada.   Ou são pessoas que são adeptos fanáticos do presidente da República, Jair Bolsonaro, ou são turmas do contra.  Ninguém, com poucas exceções, pensam no Brasil como uma Nação que deveria estar liderando o mundo na economia e no meio ambiente.  Ao contrário, o Brasil se preocupa em atender os discursos vindo do primeiro mundo, em especial da União Europeia.  Infelizmente, o Brasil não tem discurso adequado ao momento atual, o de aquecimento global devido ao efeito estufa sobre o planeta Terra, admitindo-se como se fossemos os únicos responsáveis pelo aquecimento global.  


Nós brasileiros, acreditamos mais nas palavras do presidente Macron da França e à uma menina gazeteira de aulas como a Greta Thunberg, que é inteligente, mas não o suficiente para mudar o mundo com desigualdade social, sem precedente, do planeta Terra.   Que bom seria se o Macron e Greta pudessem mudar o destino do planeta que já passou pelas várias fases, do congelamento ao aquecimento global.  Dentro deste ambiente, o nosso presidente da República, se apressa em colocar no seu discurso da abertura da Assembleia Geral da ONU como o tema principal, a Amazônia.


O povão desavisado acreditam que as queimadas no pantanal é um fenômeno atípico.  O nosso presidente da República se apressa em coloca no seu discurso o tema as "queimadas na Amazônia", como se o Brasil tivesse a responsabilidade única de manter a estabilidade da temperatura do planeta Terra. Que se lixem os efeitos estufas que as usinas termoelétricas que a Europa e a China produzem ao planeta.  Tudo bem! Eles e a menina Greta são eleitos como guardiã do efeito estufa no planeta Terra.   Pobre somos nós, os mentecaptos que acreditam e ovacionam os descobridores do efeito estufa do planeta.  Macron e Greta, ambos, são os mais sábios que Deus que criou no Universo.  Os culpados somos nós mesmos, que ajoelhamos às suas verdades, até mesmo o nosso presidente da República, que se apressa em justificar as queimadas do pantanal.   Brasil, há muito tempo, perdeu a sua própria dignidade apesar de ser um dos 5 países maiores em território e população.  Brasil se ajoelha ao discurso do Macron e da Greta.

Corajoso é o Boris Jonhson, um conservador britânico, que aceitou a saída do Reino Unido da União Europeia.   Peitou a causa.  E levou a melhor.  A União Europeia, sem uma liderança definida, neste momento, corre atrás do Reino Unido para fazer acordo comercial, porque sem o Reino Unido, a União Europeia, não existe.  Ao contrário do que acontece com o nosso País, o Reino Unido peitou a situação que parecia ser o fim do reinado da Rainha Elizabeth II.   Ao que parece, o Brasil continua tal qual republiqueta de segunda  categoria da África, beijando os pés do Primeiro Mundo e da menina Greta.


Brasil é menor que a Greta ?


Ossami Sakamori



  







 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

A economia do Brasil pós pandemia coronavírus

 

Crédito da imagem: Estadão

Na leitura de todas manhãs, encontrei matéria interessante na Economia.Estadao que acho não pode deixar de ser uma leitura importante para os empreendedores brasileiros, sejam eles micros, pequenos ou grandes, para pensarem sobre o momento que o País vive, em função da pandemia mundial "coronavírus", a que vivenciamos dia após dia, a duras penas.  Na sequência, vou pinçando as ideias do Alfredo Setúbal em que em muitos pontos que concordo.  

Alfredo Setúbal é CEO do holding que controla o grupo financeiro Itaú.  Diz o Setúbal que para amenizar os efeitos da crise, cita como a necessidade de o Brasil ser mais eficiente e menos corporativista (sic).  Diz o herdeiro do Olavo Setúbal, que em tempos de cobranças cada vez maior para que as empresas adotem as melhores práticas ambientais, sociais e de governança e que o grupo que ele comanda reforça o compromisso com esses valores.  Alfredo Setúbal, filho do Olavo Setúbal e irmão do Roberto, representa as famílias controladoras, Moreira Salles, Setúbal e Vilela, estão no Brasil para ficar, moram aqui e vão permanecer, apesar de todas dificuldades.  Poderiam, toda família, estarem usufruindo os benesses do primeiro mundo, mas estão aqui, com os pés fincados. 

Pensa o Setúbal que não se pode investir pensando no curto prazo, mesmo sabendo que a economia do Brasil é um verdadeiro eletrocardiograma (sic).  Com relação ao País, Setúbal não vê o Brasil crescendo muito.  Prevê crescimento de 2% para o próximo ano, porque o País sai da crise mais fragilizado do que entrou, com dívida pública subindo e pressão para os gastos públicos aumentando.  Opinião que diverge da curva "V" do ministro Paulo Guedes.

Eu venho, nesses últimos dias, observando a conjuntura política do País e uma total falta de unidade do governo com relação ao plano econômico para o próximo ano.  Há uma briga surda ou até explícita entre a equipe do ministro Paulo Guedes e a dos ministros desenvolvimentistas, Braga Netto, Rogério Marinho e Tarcísio Freitas, respectivamente, ministro chefe da Casa Civil, ministro do Desenvolvimento Regional e o ministro da Infraestrutura.  E para botar mais fogueira no assunto, sobre os gastos públicos para o ano de 2021, o presidente da República, desautoriza a equipe do Paulo Guedes, publicamente, com relação a Renda Brasil, um programa assistencial com a marca do Planalto como era do desejo do presidente da República. 

Na outra página do mesmo jornal, no noticiário da Economia, aparece o pedido de recuperação judicial de um escritório de engenharia, a Hidroservice, um dos mais destacados no período do regime militar e o Hotel Maksoud Plaza do mesmo grupo econômico Henry Maksoud Neto que serviu de ícone para hotelaria da capital paulista, nos bons tempos.  Fiquei chocado com a notícia, porque a Hidroservice foi um escritório de engenharia de ponta e o Hotel Maksoud, o melhor da cidade de São Paulo.  Ambas empresas, eram ícones de uma país que construía uma usina do porte de um Itaipú em tempo recorde e com engenharia brasileira.  Bons tempos, que guardo na memória, de um País que hoje está perto de sucumbir, por falta de ambiente de negócio voltado ao crescimento econômico.  Economia liberal do Paulo Guedes não passou de um sonho, infelizmente. 

É hora de pensar como os Setúbal.  É hora de escolher bem as alternativas e oportunidades para o crescimento no mundo pós-pandemia.  Uma mal escolha ou um erro na escala de investimento pode colocar as empresas sadias em risco, desnecessariamente.  Nada de pensar no "V" do Guedes!

Ossami Sakamori  






domingo, 13 de setembro de 2020

Chega de sermos tratados como meros números!

O País registrou 800 mortes confirmados nas últimas 24 horas, por "coronavírus", chegando a 131.274 óbitos desde o início da pandemia.  A grande imprensa registra que a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 721 óbitos, com variação de 18% negativos em relação aos dados registrados em 14 dais.  Completa a informação que que o Brasil já tem confirmados 4.315.858 pessoas, sendo 31.880 desses confirmados no último dia.  Com extrema precisão, a grande imprensa tem divulgados os números como se fossem conquistas positivas.   Evidentemente que os dados não são nada positivos.  Pelo contrário é, mostra a evidência de "pouco caso" das autoridades sanitárias deste País em relação a pior pandemia do século.

No meio da pandemia, com sinal de estabilização do número de novos casos da "coronavírus", alguns estados da federação e alguns municípios anunciam o retorno das aulas do primeiro e segundo grau.  Alegam as autoridades da área educacional que os alunos não podem ficar com tanto tempo de "vácuo" e que poderão lhes causar traumas.  Alegam ainda que as crianças são assintomáticas quando estão doentes, esquecendo-se de que a transmissão de vírus ocorrem da mesma forma de doentes assintomáticas para qualquer adulto.  O vírus não escolhe pessoas para se hospedar.   

O problema é que os seres humanos, numa pandemia, tornaram-se apenas em "números".  As autoridades do País esquecem-se de que atrás de números tem seres humanos.  Sem vacina, mesmo com o efeito "rebanho", onde maioria já se contaminou, as pessoas estão expostas ao vírus da Covid-19.  Sem vacina, que está próximo de ser aplicado em escala, a "coronavírus" está no ar.  Como disse, o ministro da Educação, se dependesse dele, os netos deles não iriam para escolas antes que encontrem um ambiente totalmente seguro.  Ou seja a maior autoridade da educação no País, não recomenda oficialmente, o retorno das aulas para as crianças, até que venham as vacinas.

Sou solidário ao ministro da Educação.  Os filhos ou netos meus e das pessoas próximas, não vão fazer parte da "estatística", por razões educacionais, emocionais ou profissionais por caprichos ou por conceitos educacionais.   Os seres humanos não são apenas números de RG ou CPF.  Os seres humanos merecem ser tratados, individualmente, não como "rebanho" tal qual animais fossem.  Vamos esperar que as crianças sejam vacinadas para retorno às aulas.   Melhor perder 4 meses de aulas do que uma vida!

Chega de sermos tratados como meros números!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

A hora é de arregaçar mangas, antes de comemorar!


O ministro Paulo Guedes prevê um crescimento de 3,2% do Produto Interno Bruto, PIB, em 2021.  É a previsão oficial do Ministério da Economia, contrariando o otimismo exagerado do ministro Paulo Guedes.  Paulo Guedes disse na Comissão mista do Congresso Nacional que o Brasil pode estar crescendo entre 3% a 4,5% em 2021.   É o "v" do Paulo Guedes, depois da previsão de recuo de 5,28% do PIB em 2020 pelas agências internacionais.   Mesmo a "espantosa" previsão de crescimento do PIB em 3,2%, número oficial do Ministério da Economia, o PIB do País vai estar menor que quando o Paulo Guedes assumiu o comando da política econômica do governo Bolsonaro.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021 que vai se transformar em Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, com atraso, devido a pandemia "coronavírus" prevê gastos do governo federal em R$ 1,485 trilhão ante o Orçamento de 2020 que previa gastos de R$ 1,454 trilhão.  Neste ano, 2020, o governo federal deverá gastar adicional de R$ 1 trilhão referente ao "Orçamento de Guerra" que é apartado do Orçamento Fiscal.  Foi a maneira que todos países do mundo encontrou para enfrentar a pandemia "coronavírus".    

Para quem pouco entende do Orçamento Fiscal, o Orçamento de Guerra é um gasto extra, um verdadeiro "cheque em branco" que foi entregue ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para implementar diversos programas, de "auxílio emergencial" às diversas formas de subsídios às empresas de diversos portes.  O valor gastos pelo Paulo Guedes, extra Orçamento Fiscal de 2020, está a bater R$ 1 trilhão ou equivalente a 2/3 do Orçamento Fiscal de 2020.  Em resumo, o País vai gastar neste ano cerca de R$ 2,4 trilhões, acima do teto de R$ 1,454 trilhão devido a pandemia "coronavírus".

O próximo ano, 2021, vai  ser ano duro.  Primeiro, devido a estimativa da queda do PIB, estimado em 5,28% em 2020.  Mesmo que o País venha crescer 3,2% em 2021, está longe de alcançar o PIB de 2019, último ano do governo Temer.  Até por conta da pandemia "coronavírus", o País está longe de "estar bombando".  Creio que a hora é de enfrentar a situação grave, com muita determinação e trabalho.  Não tem milagres a produzir, como quer o ministro da Economia, Paulo Guedes.  O excesso de otimismo, numa situação de pandemia global, chega a ser irresponsabilidade do principal mentor e executor da política econômica do País.

Depois da queda de 5,28% no PIB, o Brasil vai recuperar 3,2% em 2021.  Brasil ainda está longe de comemorar o crescimento econômico esperado desde 2014.  O ano de 2021 será, com certeza, ano de  muitos desafios, sobretudo, para pequenos e médios empresários que tentarão chegar nos níveis de produção e faturamento de 2019.   

A hora é de arregaçar mangas, antes de comemorar!

Ossami Sakamori





segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Que país é esse ?


Que país é esse que 55 milhões de adultos, dentre 220 milhões, não conseguem sequer entender o texto em português, de um simples sinal de trânsito, se não fosse os desenhos que nele contém.   São analfabetos funcionais que não tem capacidade de assimilar o conteúdo de um texto simples, como o que se segue.   O analfabetismo funcional é o principal de todos males do País.  E tem razões para mantê-lo.

Que país é este que produz mais de 246 milhões de grãos, mais de 1 mil quilo de grãos para cada habitante, mas é incapaz de deixar toda população livre da fome.  Que país é esse que possui 214 milhões de rebanho bovino, 1 boi para cada habitante, mas é incapaz de prover a mesa da população mais pobre a proteína animal para sua saúde.

Que país é esse que produz e exporta o minério de ferro em abundância para países com alta tecnologia e importamos produtos acabados em forma de equipamentos e produtos que agregam valores, criando emprego naqueles países.  Vendemos a tonelada ou 1 mil quilos de minério de ferro a cerca de R$ 700 cada tonelada e importamos aparelhos de celulares, que custam ao valor equivalente a uma tonelada de minério.  Que país é esse que exportamos os empregos.

Que país é esse que temos força de trabalho equivalente a metade da população, cerca de 110 milhões, mas que tem emprego com carteira assinada para apenas 33 milhões de trabalhadores.   Para o espanto, 65 milhões de trabalhadores informais,  sem carteira assinada, estavam "invisíveis" para equipe do Ministério da Economia.  Que país é esse que um pequeno número de famílias dominam a economia do País, dando migalhas de R$ 300 por mês para os trabalhadores invisíveis.  A tão prometida economia liberal não sai do papel, por interesse dos oligopólios.

Que país é esse que gasta-se, o dinheiro do povo, mais no ensino superior do que na educação de base.  É a falta de educação de base é que cria os analfabetos funcionais que dispõe apenas de trabalhos braçais, sem tê-los da culpa da ignorância total.  São mínimos os trabalhadores das fábricas, com ensino médio, que saibam ler o mais simples do manual de equipamentos e máquinas que operam.  Se não fossem automações, que vem do estrangeiro, o Brasil nem sequer produziria um parafuso.

Que país é esse que o governo prioriza "bolsas misérias" ao invés de investimentos que trariam empregos permanentes.  Que país é esse que um chefe da Nação se vangloria de ter maior programa de "auxílios emergenciais", enquanto os países do primeiro mundo, financiam fábricas que criam empregos e impostos para melhor redistribuição de renda.  Que país é esse, que os políticos se preocupam em criar os seus "cercadinhos" de votos, para se perpetuarem no poder.

Que país é esse que cada congressistas tem suas verbas de gabinete de "humilhar" qualquer cidadão, que contribui com pesados impostos para mantê-los.  Que país é esse que "reeleição" ao cargo de presidente das casas legislativas são assuntos mais importante do que discutir a reformas tributárias, tão necessária, para corrigir distorções de toda ordem, acumulados ao longo dos anos.  Que país é esse que a justiça social é encher os bolsos com roubalheira dos recursos públicos, tão soados a cada contribuinte.

Que país é esse que os membros do Supremo Tribunal Federal são considerados como intocáveis.  Que país é esse que membro da Suprema Corte arrecada dinheiro, acintosamente, através dos seus Institutos e nem possui um órgão de controle interno que coíbe tais práticas.  Que país é esse que membro da Suprema Corte, trabalha no Brasil, mas mora num país estrangeiro.  Que país é esse quase os respectivos cônjuges dos membros da Corte Suprema prestam serviços aos notórios escritórios de advocacia.  Que país é esse que os membros do Ministério Público são donos da verdade absoluta.  

Que país é esse que comentários como esse vai parar num órgão de informação do governo federal, para coibir prática de críticas seja ela fundamentadas ou não contra o Poder.  Para um ser que já viveu 76 anos da sua existência tecendo críticas há mais de 8 anos seguidos, pouco importa se vai para rol de "fichas sujas" dos órgãos de informação do governo federal. Tudo igual como dantes foi, no regime militar de 1964.  

Ossami Sakamori


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

O "v" do Guedes é uma verdadeira "ficção".


O que estamos a ver na grande imprensa e é corroborado com frases de efeitos do ministro da Economia, Paulo Guedes, é um verdadeiro desserviço que presta ao cidadão comum e em especial aos pequenos e médios empresários.  As manchetes de jornais é sobre o percentual de crescimento espantoso, de dois dígitos, mas se referindo ao pior trimestre do ano, o segundo.  Os menos avisados, já sai dando diapasão às falas do Paulo Guedes, ministro de Economia "fanfarrão", ao se referir o atual momento como o fundo do "v", como se de daqui adiante, o  País crescer vertiginosamente.  É pura "retórica" do "fanfarrão" Paulo Guedes.  Os próximo ano será um ano de muita luta. 

Já vi muitas histórias parecidas no passado recente.  Não por acaso, me refiro ao período do governo desastrado da Dilma e do governo medíocre do governo Temer.  Não por acaso, o Brasil viveu a pior depressão econômica, só dantes visto em 1929.  Em termos reais, não em valores absolutos, o Brasil no período de 2014 a 2019 regrediu, grosso modo, em relação ao mundo desenvolvido em cerca de 15%.  Infelizmente, o Brasil foi pego pela pandemia "coronavírus", no meio da tão esperada retomada de crescimento econômico.  Segundo os analistas econômicos, apesar da retomada do crescimento econômico no mês de agosto, o Brasil vai "encolher" em 6% no seu PIB.

O que salvou nesse período grave da pandemia "coronavírus" é o setor agropecuário, mineração e por incrível que pareça, os gastos do setor público, que representa não menos que 1/3 do PIB brasileiro.  O pior indicador é o número de beneficiários, que Paulo Guedes considera como "invisível", cerca de 60 milhões.   Invisível, só para um míope do Guedes.  Os dados do Caged do IBGE já mostravam "escancaradamente" que o número de desempregos e subempregados ultrapassavam de longe os 50 milhões da força de trabalho do País, contrastando com 33,4 milhões de trabalhadores formais, com carteira assinada.  

O ministro da Economia, neste ano de pandemia, contou e conta ainda com o Orçamento de Guerra, um orçamento apartado do Orçamento Fiscal de 2020.  O Orçamento de Guerra é um verdadeiro "cheque em branco", extra teto dos gastos públicos.  A não ser que o Congresso Nacional resolva estender o Orçamento de Guerra para o próximo ano, o ministro da Economia não mais terá o "cheque em branco", que este ano vai cobrir gastos de R$ 1 trilhão.  O próximo ano, o de 2021, será um ano duro para o governo e para os empresários.  Não tem nenhuma medida, a não ser  uma "reforma tributária", com a recriação da "CPMF", para garantir algum tipo de investimentos. 

O tão propalado "privatizações" das empresas estatais, vai fazer pouca diferença para o Orçamento Fiscal.  Os recursos da venda das estatais, não poderão ser utilizados em investimentos públicos, limitado que está pelo "teto dos gastos públicos.  O dinheiro da venda das estatais vai direto para o caixa do Tesouro Nacional para amortizar parte da sua dívida pública.  Os recursos da privatização vão ser um pingo d'água no oceano da dívida publica, impagável.

Brasil tem futuro, sim.  No entanto, vamos com o pé no chão, porque o futuro que nos espera é de muita luta, dos empresários, de pequenos a grandes.  

O "v" do Guedes é uma verdadeira "ficção".

Ossami Sakamori