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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Brasil busca R$ 500 bilhões ao ano para manter-se de pé.



Conselho de Política Monetária - Copom, se reúne hoje, e deverá rebaixar a taxa básica de juros Selic. Especula-se que a taxa de juros do título do Tesouro  Nacional caia para 5,5% ao ano, o que será a mais baixa desde novembro de 1997.  Ainda assim, a taxa de juros reais estará acima da inflação em cerca de 40%, pois a inflação corrente está abaixo de 4% ao ano.  Brasil corre na contra-mão do mundo.

Na visão de muitos analistas econômicos, em razão do baixo volume de investimentos diretos via Orçamento Fiscal, restou a política monetária como único indutor do crescimento econômico, pelo menos no curto prazo.  A Emenda do teto dos gastos públicos vem inibindo os investimentos públicos, uma vez que eles estão no limite previsto na Emenda, não sobrando nenhuma folga.  O Orçamento Fiscal para 2020, a situação está mais dramática ainda.  Os gastos em investimentos em infraestrutura estão próximo do zero.  Se depender dos gastos do governo, o crescimento do Brasil, em 2020, será novamente pífio.

Por outro lado, com as reformas estruturantes, como a da Previdência, um novo pacto federativo e a reforma tributária, trarão novos ânimos no meio produtivo no próximo ano, 2020.  O ruim é que a economia mundial deverá entrar em fase de menor crescimento sobretudo em função da disputa comercial entre EEUU e China. Os dois países respondem juntos, 40% do volume do PIB mundial.  Enquanto isto, o Brasil responde por cerca de 2% do PIB mundial. 

A nova taxa de juros Selic dos títulos do Tesouro Nacional, com viés de baixa, acompanha a tendência dos países mais ricos do mundo.  Na semana passada, o Banco Central Europeu reduziu a taxa básica de juros de -0,4% para -0,5%. Por outro lado, a política monetária do Brasil, apesar do corte previsto, ainda assim, os juros da dívida pública do Tesouro Nacional estará entre +2% a +2,5%, acima da inflação.  

A minha posição é conhecida. Não adianta seguir como dogma a Emenda do teto dos gastos, engessando os investimentos públicos, se, ainda assim não conseguimos zerar o "déficit primário" ao redor de R$ 130 bilhões.  Déficit primário é o dinheiro que falta para pagar as despesas correntes do  governo da União, financiado com venda de títulos do Tesouro Nacional pagando taxa básica de juros Selic ou próximo dela.  O governo da União empresta dinheiro do mercado, cerca de R$ 130 bilhões, para cobrir as despesas correntes. 

O mais grave ainda é o "déficit nominal" que engloba o pagamento de juros do Tesouro Nacional em cerca de R$ 360 bilhões ao ano, líquidos, "escamoteado" no Orçamento Fiscal.  A esse valor, soma-se o "déficit primário" de R$ 130 bilhões, que é o "dinheiro que falta" para pagamento das despesas  correntes do governo da União chega ao número espantoso: O Tesouro Nacional, mesmo com rebaixamento da taxa Selic para 5,5%, vai desembolsar ou terá que "rolar" cerca de R$ 500 bilhões em 2020.  Se não houvesse "rolagem" da dívida, o País teria que emitir moeda, dinheiro vivo.  

O Brasil precisa ser repensado urgentemente, sob pena de continuar "subserviente" aos países mais ricos do mundo.  Se os franceses fazem piada sobre o País, somos obrigados a engoli-la, pois motivos para "chacota" nos os damos de sobra.  

Brasil busca R$ 500 bilhões ao ano para manter-se de pé. 

Ossami Sakamori


sábado, 14 de setembro de 2019

Que Brasil queremos para para os nossos filhos?


Sendo brasileiro nato, igual a tantos outros 210 milhões de brasileiros que habitam a terra descoberta pelo Cabral há mais de 5 séculos, acho no dever de escrever estas breves linhas.  O Brasil já foi a quinta economia do mundo, no tempo do império.  Brasil que era colônia de Portugal passou a ser a colônia do mundo desenvolvido.  O País não mudou muito, apenas mudou de dono.  Em pleno século XXI, Brasil continua sendo tratado pelos 7 países ricos do mundo como um reles país de segunda categoria.  Vamos mudar isto, vamos?

O Brasil acostumou-se a ser tratado como país de segunda categoria, não por culpa dos países desenvolvidos, mas por nossa própria culpa.  O Brasil parou no tempo, o relógio parou século XX.  Não bastou Tiradentes subverter ao jugo português pela cobrança do "quinto" (1/5) de impostos, que eram obrigados a recolher à coroa portuguesa.  Pior, hoje, o povo brasileiro é obrigado a pagar 36% do total da sua renda para manter a oligarquia estatal.  Oligarquia que muda a cada 4 anos, com promessas de avançar, de tornar o Brasil competitivo, de tornar um país com IDH comparável aos países do primeiro mundo.  No fim do mandato, sempre a mesma ladainha:  não deu para avançar por causa da oposição.  O picadeiro é o mesmo, só mudam os palhaços do circo que assistimos, diariamente. 

Entra governo, sai governo, as promessas são as mesmas, as de tornar o País competitivo.  Mas, para isto não fazem o dever de casa.  Não investimos em educação que é a base de inovações tecnológicas que o mundo exige.  Não investimos em infraestrutura para tornar os nossos produtos de exportação competitivos.  Em pleno século XXI, o País continua a exportar os produtos primários, como minérios e produtos agropecuários.  E o Brasil continua a criar empregos nos países desenvolvidos, com importação de produtos acabados.  

Os projetos dos sucessivos governos é uma vã promessa de criar empregos, prometendo picuinhas ao invés de preparar o País para um projeto de modernização com mecanismos de competição internacional, e minimizar o "custo Brasil", tão reclamado pelo setor produtivo.  O País perde muito tempo em discussão de "picuinhas", que não levam a nada.  O País sofre do síndrome do cachorro magro.  Ao invés de enaltecer e copiar a tecnologia desenvolvida pelos países do primeiro mundo, fazemos bravatas para exportar produtos do agronegócio, em forma bruta.  E ficamos orgulhosos disso...

O Brasil não tem projeto de médio e longo prazo, para sair do marasmo, do atraso tecnológico, e ostentamos os últimos lugares no PISA e IDH.  A culpa do atraso é a suposta ameaça de invasão da nossa soberania pelos países do primeiro mundo.  Infelizmente, a culpa do atraso do País é nossa, de todos brasileiros.  Eleger os culpados pelo atraso aos políticos é uma forma de achar um bode expiatório para dissimular a nossa incompetência.  

O povo brasileiro está, eternamente, atrás de um salvador da pátria.  Enquanto isto, os outros países emergentes estão à procura de ser um protagonista do século XXI, como China e Índia.  A decisão de tornar o Brasil um membro dentre melhores posições na geopolítica mundial não é dos políticos, mas de cada um de nós.  Potencial para tanto, o País tem.  Só não temos o "brio" suficiente para sair da eterna mediocridade.  

Que Brasil queremos para para os nossos filhos?

Ossami Sakamori



   

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

A política econômica do Guedes tem viés equivocada.


O economista André Lara Resende, um dos pais do Plano Real e ex-presidente do BNDES, contrariando a maioria dos articulistas econômicos, dirigentes de conglomerados empresariais. O economista apresenta um "contraponto" à ideia de que o crescimento econômico do País depende, totalmente, ao equilíbrio das contas públicas.  Lara Resende defende que, para o País encontrar a rota do crescimento econômico sustentável deva passar, necessariamente, pelos investimentos públicos em infraestrutura.  A ideia, embora cristalina, não encontra "eco" na equipe do ministro Paulo Guedes.  

André Lara Resende questiona a ideia de que o objetivo primordial do País é o reequilíbrio do orçamento fiscal, como se isso fosse condição primeira, acima de qualquer outra prioridade.  Em contraposição, o governo Temer aprovou a Emenda Constitucional, conhecida como do teto dos gastos, apesar de já existir a Lei da Responsabilidade Fiscal de 4/5/2000, que já previa o equilíbrio das contas públicas.  A Emenda do teto dos gastos, estabeleceu como o limite do teto dos gastos ao daquele realizado pela União em 2016, corrigido pela inflação, para os 20 anos desde aquele ano.  A Emenda do teto dos gastos limitou os gastos públicos, incluído os gastos em investimentos em infraestrutura, ao já combalido orçamento fiscal da União de 2016.  Deu no que deu, o País está com crescimento pífio apesar da Emenda.  O País patina, mas não anda... 

Lara Resende defende que os investimentos em infraestrutura deva ser "extraordinário".  Limitar os gastos em infraestrutura apenas pela ideia de que o "orçamento está desequilibrado",  é uma "profunda estupidez" e de que o investimento público deve ser pautado pela lógica do "custo-benefício". É sobejamente conhecido que o Brasil está carente de investimento público na área de educação e de infraestrutura.  A falta de investimento  nestas áreas está levando o País aos últimos colocados no ranking dentre os países que compõe a ONU, em termos de crescimento econômico e de desenvolvimento humano. 

Os gastos públicos acima do "teto dos gastos" levariam, em tese simplista, à volta da inflação.  O que não é verdade. Uma correta política monetária, como daquelas adotadas pelos Bancos Centrais de países como Estados Unidos, Alemanha e Japão, demonstra o contrário.  Os pagamentos dos juros da dívida pública, que não entram na conta da Emenda do teto dos gastos públicos é o vilão dos gastos públicos.  Resumindo: Os gastos públicos que direcionariam o País ao desenvolvimento sustentável entram no "teto dos gastos públicos", mas as despesas referente ao pagamento de juros da dívida pública, são considerados "extra teto" dos gastos públicos.    

Desde 2012, neste espaço, venho chamando atenção sobre os gastos públicos referente ao pagamento de juros da dívida pública como principal entrave para o crescimento econômico sustentável do País.  Há que rever, urgente, o conceito sobre a qualidade dos gastos públicos, incluído o pagamento dos juros da dívida pública, sob pena do Brasil ficar, eternamente, motivo de "chacota" dentre os dirigentes dos países mais desenvolvidos do mundo.  De certa forma, eles tem toda razão, infelizmente. 

A política econômica do Guedes tem viés equivocada. 

Ossami Sakamori  

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Brasil continua sendo a terra da jabuticaba!



Dizem que jabuticaba só dá no Brasil.  Assim como a jabuticaba, a política econômica e monetária adotadas no País é única no mundo.  Brasil sempre viveu e vive hoje, o inverso da paradigma da política econômica e monetária adotada pelos país desenvolvidos no mundo.  Os sucessivos governos dizem-se bastiões das verdades da política econômica e monetária, estando na contra mão dos mais básicos preceitos da macroeconomia.  Enfim, o Brasil é país da jabuticaba, que só existe acá, na terra descoberta pelo Cabral. 

O governo do presidente Jair Bolsonaro diz a quatro cantos de que a política econômica, pressupõe que inclui a política monetária, a ser adotada por seu governo, seria "liberal" ao estilo daquela defendida pelo professor Milton Friedman da University of Chicago.  O ministro Paulo Guedes afirmou e continua a afirmar, que a política econômica do Brasil seria a política econômica liberal no estilo daquela adotada pelos "Chicago boys", em alusão aos formuladores da política econômica do ditador Augusto Pinochet do Chile, dos anos 70/90, pelos meninos recém formados pela famosa Universidade americana. 

Um belo discurso que engana a nós todos, aquele do ministro da Economia, Paulo Guedes.  É certo que a política econômica liberal do Augusto Pinhochet do Chile, tanto quanto a do Ronald Regan dos EEUU, deram bons resultados, no seu tempo.  Isto foi na década de 80, onde o ambiente econômico mundial era totalmente diverso daquele de hoje.  A China, na década de 80, ocupava a 5ª posição no ranking do PIB mundial e hoje ocupa a 2ª posição.  O PIB brasileiro no governo Sarney ocupava a 9ª posição no mundo e após 3 décadas, o Brasil ocupa a pífia 8ª posição do mundo, apesar de ter todas condições para ser, no mínimo a 5ª economia do mundo.  

É certo que a desregulamentação da economia promovida pelos EEUU e Chile nos anos 80, está vindo ao Brasil com Paulo Guedes, com atraso de décadas, portanto há muito chão para percorrer para reconquistar a posição de destaque na economia do mundo.  As reformas estruturantes estão a acontecer em velocidade e profundidade necessárias para o desenvolvimento do País.  Até a implementação de todas reformas estruturantes, o período do governo Bolsonaro já teria se exaurido.  Não é uma tarefa simples.  É mais ou menos como tentar trocar a roda da bicicleta, pedalando. 

Há um paradigma da política monetária adotada pelos países desenvolvidos que o Brasil insiste e persiste em mantê-lo, ao da política de juros da dívida pública.  Todos os países desenvolvidos, como EEUU, Alemanha e Japão praticam juros da dívida do Tesouro negativos (-) em relação à taxa de inflação.  O Brasil, ao contrário, pratica a taxa de juros reais no terreno positivo (+).  Se à época da inflação de 10% ao ano, praticava taxa de juros Selic de 14% ao ano, 40% maior do que a inflação, o Tesouro Nacional pratica juros Selic de 6% ao ano ou 5,5% ao ano, sendo a taxa de inflação ao redor de 4%, a taxa de juros reais é o mesmo 40% acima da inflação da década perdida. 

A razão para que o Tesouro tem para pagar o maior juros reais do mundo, exceto Turquia e países subdesenvolvidos, apesar de País ter a "reserva cambial" de US$ 380 bilhões, é para manter a rolagem da dívida pública federal bruta de R$ 5,5 trilhões ou dívida pública líquida de R$ 4 bilhões.  O Brasil é terra para os agiotas internacionais e  em contrapartida, é um terreno infértil para investimentos produtivos.  Sem os investimentos produtivos não criam empregos.  E sem empregos não criam consumo.  

Só uma política monetária corajosa do Banco Central pode resolver o dilema do baixo crescimento.  Basta copiar o exemplo dos países que estão surfando, como a China, os Estados Unidos e o Japão.  Enquanto isto não acontece, o País continua sendo a mediocridade e "chacota" do mundo desenvolvido.  Culpados são eles, os países desenvolvidos, que criticam ou a culpa é nossa que adotamos paradigmas erradas.  

Brasil continua sendo a terra da jabuticaba!

Ossami Sakamori





sábado, 7 de setembro de 2019

Anderson Torres deve ser o novo diretor geral da Polícia Federal


Ao que tudo parece irá acontecer, o novo diretor do Departamento da Polícia Federal deverá ser o delegado Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, em substituição ao atual diretor geral do Departamento de Polícia Federal, Maurício Valeixo. Assim está movimentando o Palácio do Planalto, segundo a grande imprensa. 

O delegado Maurício Valeixo, em férias, foi indicado pelo ministro da Justiça Sérgio Moro.  A atribuição de indicação de qualquer funcionário público, inclusivo o diretor geral da Polícia Federal é do presidente da República.  O presidente da República poderá acatar ou não um nome indicado pelo ministro da Justiça.  

Uma eventual substituição do diretor geral da Polícia Federal pelo presidente da República, vem causando um certo desconforto entre o ministro Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro.  No entanto, em regime presidencialista, a indicação de nomes para ocupar qualquer função pública, inclusive o de para o STF, o poder Judiciário, é de competência exclusiva do presidente da República.  A confirmação do nome de algumas autoridades da República devem passar pela aprovação pelo Senado Federal, é o que deverá acontecer nos próximos dias, também, a aprovação ou não do novo nome do Procurador Geral da República do MPF. 

Delegado Anderson Gustavo Torres deve ser o novo diretor geral da Polícia Federal.

Ossami Sakamori




domingo, 1 de setembro de 2019

O PIB do Brasil de 2019 deverá fechar acima de 1,1%.


O mercado financeiro respirou aliviado com a divulgação do PIB do segundo trimestre deste ano.  A expectativa era de que o PIB trimestral desse resultado negativo, configurando tecnicamente "em recessão", já que o PIB do primeiro semestre tinha registrado 0,2% negativo.  Na macroeconomia, o PIB negativo por dois trimestres seguidos indica "recessão". Com o resultado do PIB do segundo trimestre, podemos prever o PIB do ano de 2019 para algo como 1,1% positivo.

O PIB acumulado do primeiro semestre ficou em 0,2% positivo, uma vez que o PIB do primeiro trimestre registrou 0,2% negativo.  No segundo semestre, tem dois fatos positivos que influenciam decisivamente no resultado do PIB, a liberação do 13º salário dos trabalhadores e a liberação dos recursos do Plano Safra.  A injeção destes recurso, cerca de R$ 450 bilhões, sem considerar o efeito multiplicador, representa 0,64% de acréscimo do PIB.  Estas injeções acabam alavancando a economia, em no mínimo, em 50%, o que corresponderia a estimativa do crescimento do segundo semestre em 0,97%.  

Considerando o resultado líquido do PIB do primeiro semestre em 0,2%, acrescido de 0,97% do segundo semestre, o PIB de 2019 deve fechar em algo como 1,17% positivo.  É claro que o número é a primeira estimativa, com antecipação de 5 meses.  Então, podemos afirmar que:

O PIB do Brasil  de 2019 deverá fechar acima  de 1,1%. 

Ossami Sakamori


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Brasil pode crescer 6% ao ano


Tenho manifestado através deste blog, um certo pessimismo em relação ao crescimento econômico do Brasil. Tudo, em função da política econômica implementada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem dado preferência em atender os agiotas nacionais e internacionais.  A demora na retomada do crescimento econômico tem corroborado com as afirmações anteriores.  Segundo empresa de classificação de riscos Austing Rating, o desempenho do PIB no primeiro trimestre de 2019, ocupou o 45º lugar dente 47 países pesquisados.  Segundo a mesma pesquisa, a média de crescimento dos países listados é de 2,6% para o mesmo período.  Vamos apenas lembar que o PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. 


A "trava" do crescimento do País é o hostil ambiente de negócios e a complexidade de leis e normas que regulam a produção.  Contribui também, a falta de infraestrutura que encarecem os produtos brasileiros comparados com os de países desenvolvidos, o tal "custo Brasil".   O atual governo, procura destravar a economia, promovendo reformas estruturantes como a da previdência e tributária.  A promessa da economia liberal, com o Estado fora dos negócios, está acontecendo a passos muito mais lento do que o esperado pelo mercado financeiro nacional e internacional.  

Para alguns articulistas econômicos, a economia não crescerá acima de 3% ao ano, pelo menos nos próximos 10 anos.  Alguns deles, afirmam que o Brasil não crescerá mais do que este número em função do baixo crescimento da população na década que vivemos.  A população cresce menos do que 1% ao ano, enquanto há algumas décadas crescia a uma média de 4% ao ano.  Essa afirmação serve apenas "desculpa" para  crescimento pífio da economia brasileira. Uma desculpa esfarrapada, para encobrir a incompetência em estabelecer uma política econômica e financeira que leve o setor produtivo a participar no desenvolvimento econômico sustentável.

Embora as reformas estruturantes não estejam acontecendo na velocidade que o mercado espera, com a conclusão da reforma tributária e um novo pacto federativo, o Brasil sustenta holofote internacional com assuntos que pouco interesse econômico.  

A causa do baixo crescimento apontada pelos articulistas econômicos é a de número elevado de desempregados. É uma afirmação equivocada pelos "notáveis" no assunto da macroeconomia. Ao contrário, as teorias macroeconômicas adotadas pelos países desenvolvidos como EEUU, Alemanha e Japão. A criação de empregos é a prioridade na formulação da política econômica daqueles países.  Pois, é o número de empregados que alavancam o "consumo", que por sua vez cria os novos empregos, num círculo "virtuoso".  Enquanto isso, o Brasil dá prioridade na remuneração dos agiotas nacionais e internacionais na formulação da política econômica e monetária.  Brasil é país que paga juros reais uma das mais alta do planeta, só suplantado pela Turquia.  

Uma política econômica e monetária que dê prioridade à criação de empregos ao invés de se preocupar em atender os interesses dos agiotas nacionais e internacionais, o Brasil terá condições de crescer 6% ao ano.  

Leia também:  Dólar vai buscar R$ 4,50 !  

Brasil pode crescer 6% ao ano!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Antonio Carlos Soares para PGR


Não será nenhuma novidade se o presidente Jair Bolsonaro fizer a indicação do subprocurador Antônio Carlos Simões Soares ao cargo de Procurador Geral da República.  Ele é aliado da família do presidente da República, mais especificamente, do conhecido como "Zero Um", o senador Flávio Bolsonaro, PSL/RJ.  Ele não faz parte da lista tríplice do Conselho Nacional do Ministério Público.  No entanto, o presidente da República não tem nenhuma obrigação de escolher dentre os indicados na lista tríplice.  Diante do fato, o novo PGR vai ser o Antonio Carlos Soares para ocupar a vaga ocupada pela atual Procuradora Geral da República, Raquel Dodge.  

O provável Procurador Geral da República, Antonio Carlos Simões Soares, terá que passar pela sabatina no Senador Federal, para se confirmar no cargo.  O Antonio Carlos Soares tem uma linha de pensamento que alinha com o do presidente da República, segundo a Globo. Diz o jornal da Globo que num texto publicado em 2014  na Revista Justiça & Cidadania se referiu à democracia como "um verdadeiro embuste".  No mesmo artigo, em se referindo a opinião do provável PGR, sobre os meios de comunicação: "eles só defendem mais por interesses próprios do que por convicção ideológica" . 

Nada mais nada a comentar, senão esperar o desfecho sobre a indicação do novo PGR que deverá ocorrer nos próximos dias.   

Ossami Sakamori

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

A primeira lista de privatizações do Paulo Guedes é tímida.



Palácio do Planalto divulgou ontem, 21, a primeira lista de empresas que deverão ser privatizadas.  A primeira lista, ao meu ver, é muito tímida.  Na lista de 18 empresas, Correios, Casa da Moeda, Telebras, Companhia de Docas de Santos  e Docas de Espírito Santos, são os destaques.  A estrela da privatização, a Eletrobras, não entra dinheiro no Tesouro Nacional, pois, o dinheiro entra no caixa da Companhia.  A lista está muito aquém do esperado pelo mercado financeiro.  O impacto fiscal no Orçamento Fiscal será ao redor de R$ 15 bilhões ao ano, diante do Orçamento Fiscal de R$ 1,5 trilhões.  

Paulo Guedes, ministro da Economia, tinha prometido arrecadação de R$ 1 trilhão com a venda das estatais.  Vamos lembrar que a Eletrobrás, Lotex e Casa da Moeda, já vêm da promessa do governo Temer.  Segundo Elena Landau, ex-diretora do BNDES: "Na verdade, incluíram empresas que não têm o menor sentido de existir e deixaram de fora várias companhias, muitas ligadas aos militares. Eles prometeram fazer uma reforma de Estado e não fizeram".

Ainda, segunda a ex-diretora do BNDES: "Petrobrás, Caixa, Banco do Brasil (BB) e BNDESPar deveriam constar da lista. O boletim da Sest - Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, mostra 130 empresas estatais.  Dessas, se pegar BB, Caixa, Eletrobras, Petrobras, BNDES Participações e Correios já dá 80 e poucas, todas de controle indireto".  Paulo Guedes, ministro da Economia, tem manifestado, informalmente, que "até a Petrobras" (sic) entrará na futura lista de privatizações.  Coloco em dúvida, se haverá privatização de empresas estatais com forte influência dos militares, como a Petrobras.  O futuro nos dirá quem tem razão. 

A primeira lista de privatizações do Paulo Guedes é tímida. 

Ossami Sakamori



domingo, 18 de agosto de 2019

Banco Central venderá dólar no mercado à vista.


Banco Central do Brasil emitiu nota reafirmando sua política cambial, baseado no regime de câmbio flutuante e na atuação com vistas ao regular funcionamento do mercado de câmbio.  Conforme noticiado por este blog na matéria anterior, o Banco Central está preocupado com a escalada de alta da moeda americana diante da possibilidade da queda de atividade econômica mundial como aquela do pós crise financeira mundial de 2008.  

Segundo a nota oficial do Banco Central, no período de 21a 29 de agosto, ofertará lote diário de dólar do mercado à vista, spot market, de forma simultânea à oferta no mesmo montante em "swaps cambiais reversos". 

Ao final do período de execução desta rolagem, objetiva-se que todo o estoque vincendo em 1º de outubro de 2019, seja rolado ou trocado por "dólar à vista", diz a nota do Banco Central.  Para bom entendedor, o anúncio do Banco Central sinaliza possível movimento de alta do dólar no curto prazo.  

Ossami Sakamori

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Dólar vai buscar R$ 4,50 !



Ontem, o dia no mercado financeiro foi atípico. Pela primeira vez desde 2007, início da crise financeira mundial de 2008, o juro do título do Tesouro americano com vencimento em 10 anos ficaram abaixo do juro do título com vencimento em 2 anos.  Isto e paradoxo!  O normal é que os juros de longo prazo sejam superiores que os de curto prazo.  Traduzindo para quem tem pouca familiaridade com o mercado financeiro: Os investidores especulativos estão prevendo uma nova "recessão mundial" como que ocorrera na crise financeira mundial de 2008.  

O pano de fundo é a preocupação do mercado financeiro mundial com a guerra comercial entre Estados Unidos e China.  A instabilidade no mercado de câmbio vem desde maio deste ano.  No dia 20 de maio próximo passado, o dólar americano bateu o recorde do ano em R$ 4,12.  Naquela fase, o Banco Central do Brasil vendeu o título cambial "swap cambial", com compromisso de recompra num prazo médio de 90 dias.  Ontem, o Banco Central do Brasil vendeu o dólar no mercado à vista, conhecido também como "spot market". 

Ontem, o Banco Central do Brasil não quis "fazer aposta" do mercado estável no câmbio no prazo curto, 90 dias, e pela primeira vez após longo período de atuação em títulos cambiais, vendeu o dólar no "spot market".   Na prática, vendeu parte da Reserva cambial, que está em boa situação. Ontem, a Reserva estava em US$ 385 bilhões.  Vamos lembar que o Brasil mantém uma boa Reserva Cambial, recebendo remuneração ao redor de 2,25% ao ano enquanto o Tesouro Nacional paga no mercado doméstico, juros Selic de 6% ao ano.  Ninguém fala em voz alta, mas a manutenção de Reserva Cambial é como aquele grande devedor de um banco que se obriga "manter um saldo médio alto", para continuar como um bom cliente.  

Dentro deste contexto, na minha avaliação é que no curto prazo, sem nenhum medo de errar, o dólar vai buscar a cotação de R$ 4,50.  E sem medo de errar, também, o novo piso para o dólar deverá ser de R$ 4,00.    

Dólar vai buscar R$ 4,50 !

Ossami Sakamori




terça-feira, 13 de agosto de 2019

Brasil age como avestruz!


O ministério da Economia esconde a real situação do número de desempregados no País.  A grande imprensa, despreparada, acompanha o "discurso" do governo em relação ao número de trabalhadores com "carteira assinada".  Enquanto o número de trabalhadores com carteira assinada não passa dos 33,4 milhões, o número de trabalhadores desempregados, desalentados, nem-nem e subempregados, somam cerca de 50 milhões.   O governo e a grande imprensa "insistem" em divulgar apenas o índice de desempregados, sem considerar o número de trabalhadores vulneráveis.   Oficialmente, o número de desempregados no País, não chega a 13 milhões de pessoas.  Isto é uma grande mentira!  Brasil age como avestruz!

Vamos analisar de perto o número de trabalhadores com carteira assinada ou o número de trabalhadores com empregos em fábricas, comércio ou serviços.  Pois bem, o Brasil tem apenas 33 milhões de trabalhadores estáveis numa população de 208 milhões.  Isto quer dizer que, estatisticamente, cerca de 16% da população do País está com emprego formal ou emprego estável.  Isto significa que apenas 16% da população contribui, formalmente, para o crescimento do País.

Vamos comparar o número de empregados formais nos países do primeiro mundo.  Nos Estados Unidos, o número de trabalhadores formais, já que lá no Primeiro mundo, não há "leis trabalhistas" que exigem "carteira assinada", é de 157 milhões de trabalhadores.  Para uma população de 340 milhões de pessoas, o número de empregados formais representa 46% da população do país.  No Brasil, 16% de trabalhadores em relação ao número da população.  

Outro país referência é o Japão, país democrático, com 120 milhões de habitantes, diga-se de passagem, população altamente escolarizada.  O número de trabalhadores formais, de acordo com as leis daquele país, sem quase nenhum benefícios como que há no Brasil, é de 67 milhões de trabalhadores.   A relação número de trabalhador versus número de população, chega a 56% sobre o total da população.  No Brasil, 16% de trabalhadores em relação ao número da da população. Isto, de certa forma, justifica o terceiro PIB do mundo, atrás apenas dos EEUU e da China.

Enquanto o ministro Paulo Guedes, se preocupa com agenda "liberal", enquanto a maioria dos trabalhadores, cerca de 50 milhões, fica à mercê de "política econômica" e "política monetária" que atende apenas aos 33 milhões de trabalhadores com carteira assinada.   Enquanto a equipe econômica não der a devida atenção aos trabalhadores em situações vulneráveis, cerca de 50 milhões, o País continuará com o crescimento pífio, de 1% ao ano.   

Paulo Guedes age como como avestruz, escondendo a cabeça no buraco para não ter que enfrentar a dura realidade, a do quadro de depressão, a maior desde 1929.  

Brasil age como avestruz!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A nova CPMF virá para ficar !



Com reforma da Previdência encaminhada para aprovação final pelo Senado Federal, o ministro Paulo guedes da Economia apresenta o "esboço" da reforma tributária, que será encaminhada à Câmara dos Deputados na próxima semana.  A reforma tributária do Paulo Guedes será formado pela mudança no Imposto de Renda da Pessoa Física, o imposto de consumo no formato de IVA - Imposto sobre o Valor Agregado e a CPMF que se chamará Contribuição Previdenciária sobre Movimentações Financeiras. 

A reforma tributária deverá substituir os atuais PIS/Cofins, IPI e contribuição patronal sobre folha de pagamentos, além do ICMS e do ISS, pelo Imposto Único que ainda não tem nome definido.   Certamente, com o novo Imposto Único, que não é tão único, que deverá se chamar IBS - Imposto sobre Bens e Serviços, e terá formato do IVA, praticado em diversos países desenvolvidos.  Não está bem claro, ainda, se o IOF - Imposto sobre Operações Financeiras ficará incorporado na nova CPMF ou não. 

O Imposto de Renda continuará no novo formato, com incidência sobre os lucros e rendas, leia-se salários, com algumas simplificações e com redução da alíquota máxima para Pessoa Física.  A alíquota máxima deve ficar nos 25% sobre a renda real na Pessoa Física.  Na área de Pessoas Jurídicas, não ficou bem claro na apresentação, como vai ser e nem qual vai ser a alíquota a ser cobrado.  O fato é que "a proposta do governo trará enorme simplificação na apuração do imposto devido", segundo o Marcos Cintra, principal Secretário do Ministério da Economia.

CPMF vai voltar com a nova denominação e nova roupagem. A nova Contribuição não mais se chamará Contribuição "Provisória" sobre Movimentação Financeira", mas será denominado de Contribuição "Previdenciária" sobre Movimentação Financeira".  Vamos apenas lembrar que o presidente Jair Bolsonaro negou veementemente a recriação da CPMF durante sua campanha eleitoral em 2018. 

Pelo visto, a nova CPMF virá para ficar.  

Ossami Sakamori



quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Com a reforma da Previdência, volta o otimismo no País



Ontem, dia 7, foi aprovada a reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados com 370 votos à favor, enquanto se exige 308 votos para aprovação de qualquer Emenda Constitucional.   O mérito da expressiva votação à favor da reforma polêmica, porém necessária para manter o equilíbrio fiscal para os próximos 10 anos, coube ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, DEM/RJ.   Querendo ou não, a reforma da Previdência foi aprovada com a votação expressiva do "centrão".   O Palácio do Planalto contribuiu na aprovação da reforma da Previdência, com a liberação das "emendas parlamentares", o "toma lá, dá cá".  

O fato é que a aprovação da reforma da Previdência, embora já esperado pelo mercado financeiro e pelo setor produtivo, a aprovação por maioria expressiva trouxe um certo alívio e um clima de "expectativa otimista".   O setor produtivo e o mercado financeiro, agora, esperam com mais otimismo as outras reformas estruturantes com a reforma tributária e um novo pacto federativo.  Desde ontem, o deputado Rodrigo Maia passou a ser o "fiel da balança" das outras reformas necessárias para o desenvolvimento sustentável do País.  

No feijão com arroz, no dia a dia, a liberação do FGTS não trará grande impacto no crescimento econômico como faz crer o Palácio do Planalto.  A liberação líquida do FGTS não deve passar de R$ 40 bilhões para os próximos 6 meses.  No entanto, há dois fatores que não são dado destaque pela grande imprensa e pelos articulistas econômicos, que influem diretamente no crescimento econômico do País.  O primeiro fator é a liberação do 13º salário dos trabalhadores e pensionistas, cerca de R$ 210 bilhões, que serão injetados diretamente no consumo entre os meses de setembro e dezembro.  O segundo fator é a liberação de cerca de R$ 220 bilhões de financiamento do Plano Safra que atende o agronegócio e agricultura familiar.  Somado ambos fatores, a economia vai contar com a injeção de R$ 430 bilhões no último quadrimestre deste ano.  

Sazonalmente, todos anos repetem os eventos citados acima, com exceção da liberação do FGTS.  O fato é que a somatória dos eventos, dá um impacto direto na economia, para um "acréscimo" do crescimento econômico em cerca de 0,65% no PIB em 2019.  

Ossami Sakamori




quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O pífio impacto da liberação do FGTS na economia



Conforme pode ver no quadro acima, 214,8 milhões das contas do FGTS, do total de 254,3 milhões, tinham saldo médio de R$ 101,35, bem abaixo do valor fixado pelo governo para saques, ou seja R$ 500,00.  No final de 2017, tinha apenas 99,7 milhões de contas ativas.  E ainda, essas contas totalizavam, o saldo médio de R$ 101,35, em dezembro de 2017, que somavam tão somente R$ 21,7 bilhões em contas ativas. O governo fala em liberação de R$ 40 bilhões nos próximos 6 meses, com o saque de R$ 500,00 de cada conta ativa e inativa.  O número é duvidoso, conforme a matéria vai mostrar.   

Os números podem até confundir por conta da metodologia de apresentação deles, mas o fato é que o número total de contas do FGTS, ativos e inativos, representavam em dezembro de 2017, 254,3 milhões de contas, no valor total de R$ 362,6 bilhões em contas ativas, deste valor, os R$ 20,7 bilhões representavam em contas inativas.  Lembrando que as contas inativas já foram objetos de liberação pelo governo Temer, portanto, é bem provável que estas contas inativas não serão sacadas, por ignorância ou pela dificuldade de encontrar os herdeiros naturais delas.

Considerando todos estes fatos, já comentei numa matéria anterior de que a liberação do FGTS, não passará dos R$ 20 bilhões nos próximos 6 meses, o que é muito pouco, para alavancar a economia.  Outros fatores, como liberação de 13º dos trabalhadores, dos aposentados, do Bolsa Família e ainda a liberação do Plano Safra, deverão dar um impulso na economia neste quarto trimestre, como sempre acontece.  Na próxima matéria, comentarei sobre a influência destes outros fatores na economia do País.

Ossami Sakamori

   

sábado, 3 de agosto de 2019

Augusto Aras deverá ser o próximo Procurador Geral da República



O sub-procurador-geral da República Augusto Aras deverá ser o futuro Procurador Geral da República, que tomará posse no próximo mês, setembro de 2019, para substituir o atual Procuradora Geral da República Raquel Dodge.  Aras não faz parte da lista tríplice escolhido entre os procuradores federais para ser encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro dentre seus pares.  Se indicado, como está para ser, Aras deve passar pela sabatina na Comissão e aprovação pelo plenário do Senado Federal, pelo voto fechado.  

A grande imprensa noticia que o Augusto Aras foi apresentado ao presidente Bolsonaro  pelo ex-deputado e ex-companheiro da "bancada da bala" na Câmara dos Deputados, o deputado Alberto Fraga, DEM/DF.  Vamos lembrar que o próprio presidente da República já fez parte da "bancada da bala", enquanto deputado federal.  O sub-procurador-geral concorreu para composição da lista tríplice, mas ficou em 5º lugar.   Augusto Aras é primo, também, do Vladimir Aras (procurador regional), e é baiano de nascimento (Salvador, 4 de dezembro de 1958).  Aras, também, é professor da disciplina de Direito Eleitoral e Direito Privado da Universidade de Brasília. 

Augusto Aras deverá ser o próximo Procurador Geral da República. 

Ossami Sakamori

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Brasil "ainda" espera por dias melhores.

Ontem, o Comitê de Política Monetária decidiu rebaixar a taxa básica de juros Selic para 6% ao ano, conforme antecipamos na terça-feira, neste blog.  Também, ontem, a Federal Reserve, o Banco Central americano, rebaixou os juros dos Títulos do Tesouro americano para intervalo de 2,25% a 2,5%.  Igualmente ao Federal Reserve que prevê novos cortes de juros nos próximos meses, o Banco Central do Brasil prevê terminar o ano com taxa básica de juros ao nível de 5,5%.

Como foi dito na matéria de ontem, o rebaixamento da taxa de Selic pelo Banco Central para 6% não tem muito a comemorar.  Ainda assim, o Tesouro Nacional que são emissores do título, paga juros reais exorbitantes ao redor de 2% ao ano, já que a inflação corrente registra no entorno de 4% ao ano.  Vamos apenas lembar que os juros reais corresponde ao "aumento real" de 2% sobre estoque da dívida pública federal, que soma ao redor de R$ 5,5 trilhões. 
Feito a conta, apesar do corte dos juros, a dívida pública brasileira cresce em média, com a nova taxa Selic, R$ 330 bilhões todos anos. Vamos lembrar ainda que a taxa de  juros dos títulos do Tesouro americano, em termos reais, são negativos (-), isto é, abaixo da inflação, portanto é inapropriado a comparação da taxa básica de juros dos títulos do Tesouro americano.  Não é o que ocorre com a taxa de juros pagos pelo Tesouro Nacional, apesar do corte. O esto que da dívida pública brasileira continua a crescer exponencialmente.  Até quando, não sabemos.  Isto está me parecendo uma bolha de sabão.  

Ontem, a Fundação Getúlio Vargas apresentou o seu Indicador de Incerteza da economia (vide topo da página) referente ao mês de julho e foi verificada a queda do patamar de 119,1 pontos para 108,4 pontos.  O Índice de Confiança do Consumidor, também caiu, ligeiramente, ao patamar de 104,3 pontos, a menor desde 2018.  Já, o Índice de Confiança da Indústria caiu para 94,8 pontos, o menor nível desde 2018.

Para fazer melhor análise sobre a situação atual e o clima de expectativa sobre a economia do Brasil, é importante visualizar o comportamento do Indicador de Incerteza da economia, vide topo da página.  O indicador atual se equipara ao de 2009, pós crise financeira mundial de 2008.  Interessante verificar que apesar da pequena melhora na expectativa da economia, está longe de alcançar os melhores momentos da "expectativa" de 2013 e 2014.  Curiosamente, o ano de  2014, foi a véspera do início da depressão econômica, inciada em 2015 e que vivenciamos até os dias de hoje. 

Apesar da taxa Selic, a menor da série histórica do Plano Real, os Indicadores de Confiança dos setores produtivos ainda estão longe de alcançar os melhores índices já registrados pela Fundação Getúlio Vargas.  No meu entender, os setores produtivos ainda esperam por outras reformas estruturantes, entre os quais a "reforma tributária". Podemos ainda dizer, sem medo de errar, que o ministro Paulo Guedes ainda está por merecer a confiança dos setores produtivos da economia.  

Brasil "ainda" espera por dias melhores.

Ossami Sakamori

terça-feira, 30 de julho de 2019

Taxa Selic virá 6% ao ano?




Amanhã, quarta-feira, será conhecida a taxa de juros Selic estabelecida pelo Comitê de Política Monetária - Copom. A expectativa do mercado financeiro é que haja corte de 0,5% sobre a atual taxa de 6,5% ao ano. Para quem não sabe, o Copom sob comando do presidente do Banco Central, decide a taxa básica de juros Selic a vigorar nos próximos 45 dias. A taxa básica de juros Selic é referência para remuneração dos títulos da dívida do Tesouro Nacional, leia-se dívida pública federal.  

Se houver corte de 0,5%, a nova taxa de juros Selic será de 6% ao ano, a menor taxa de juros dentro do Plano Real.  O Copom foi instituído em 1996, com o objetivo de regular importantes aspectos da economia brasileira, seguindo a estratégia do Tesouro Nacional.  A taxa de juros Selic serve de referência para a dívida pública federal no montante de R$ 5,5 bilhões brutos ou R$ 3,9 trilhões líquidos.  Para os pequenos aplicadores em Tesouro Direto, haverá um pequeno refluxo na taxa de remuneração, por conta da nova taxa Selic. 

O mercado financeiro comemorará a nova taxa, se houver a queda prevista.  No entanto, a queda da taxa de juros Selic é decorrência  de profunda retração da economia que perdura desde 2015. A recessão que já dura há quase 5 anos, o mais longo período dentro do Plano Real, tem provocado a baixa da inflação ao patamar de 4% ao ano, a menor dentro do Plano.  À essa altura, não sabemos se comemoramos a menor taxa básica de juros Selic ou se lamentamos a profunda depressão que o País vive, com número de desempregados e desalentados recordes.  Há cerca de 50 milhões de trabalhadores nessas condições!   

Se não houver reformas estruturantes na economia, como a previdência, em fase final da aprovação pelo Congresso Nacional, bem como, a reforma tributária em fase inicial em discussão na Câmara dos Deputados, a comemoração da taxa Selic, a mais baixa do Plano Real, é muito prematura.  Até hoje, não sabemos exatamente a política econômica e a política monetária que leve o Brasil ao desenvolvimento sustentável ao longo dos anos.  Até hoje, só sabemos que o ministro da Economia Paulo Guedes prega a economia liberal a exemplo dos "Chicago boys" do Augusto Pinochet e da política econômica do Ronalgo Regan. 

Taxa Selic virá 6% ao ano?

Ossami Sakamori

segunda-feira, 29 de julho de 2019

O dinheiro dos impostos está indo para ralos!



O Estadão de hoje, traz matéria interessante sobre a carga tributária no Brasil.  Vou resumir ao máximo com intenção de informar ao público, com pouca familiaridade com a política econômica do governo.  No entanto, creio importante população em geral, saber quanto custa a manutenção do governo para cuidar das nossas vidas.  Em 2018, a carga tributária do País atingiu 35,06% do PIB - Produto Interno Bruto.  Isto equivale a dizer que cada habitante, incluindo os bebês recém nascidos, pagou equivalente a R$ 11.494,00 em impostos em 2018.  Certamente, este ano, a população deverá contribuir com um pouco mais, apesar da "recessão".

O valor dos impostos, incluídos impostos federais, estaduais e municipais, foi de R$ 2,39 trilhões.  O valor corresponde a 34,76% do PIB e é o maior salto dos últimos 17 anos, considerando série histórica iniciada em 1947.  Deste valor, cerca de 65,7% corresponde aos impostos cobrados pela União, os estados com 27,2% e os municípios com 7,2%. 

O que mais impressiona, dentro contexto apresentado, são as reclamações dos administradores públicos em todos os níveis de que "não há verbas" para atender, nem ao mínimo de serviços públicos essenciais para a população, tais como educação, saúde e segurança pública.  Vejo espantado, também, de que o Ministério da Economia vem, sistematicamente, contingenciando as verbas nos serviços essenciais para se enquadrarem dentro do Orçamento Fiscal.  Como podem ver, não é por falta de arrecadação é que a população está "abandonada" pelos poderes públicos.  

O dinheiro dos impostos está indo para os ralos, literalmente.

Ossami Sakamori



domingo, 28 de julho de 2019

Economia do País. Dá para ser feliz assim?

 

Quem não fugiu das aulas de macroeconomia, vai entender sobre o que está acontecendo no País, pelo menos nos últimos 10 anos.  Há uma indagação do empresariado, do mercado financeiro e do povo brasileiro, o porquê do Brasil continuar "patinando" nos últimos anos, incluído este.  Presidente Jair Bolsonaro, ainda candidato, prometeu ao povo uma mudança profunda na economia.  Paulo Guedes, escolhido como ministro da Economia, prometeu implementar a economia liberal pregado pela Universidade de Chicago e implementado pelo ditador Augusto Pinochet do Chile, há pelo menos 50 anos, pelos conhecidos seus "Chicago Boys".

Muito antes, a economia liberal foi implementado pelo presidente Ronald Reagan dos Estados Unidos (1981 a 1989).  A administração Reagan ficou marcado como que promoveu a maior "desregulamentação da economia", num país marcado como "economia do mercado" e também conhecido como a democracia mais longeva do mundo.  Não é por acaso que os Estados Unidos é a maior economia do mundo, respondendo por 25% do PIB mundial, com cerca de 5% da população do planeta.  

Nesse ínterim, o Brasil passou pelo regime militar, de 1964 a 1985, o mesmo que o Chile passou.  A diferença é que Augusto Pinochet adotou os "Chicago Boys" e deu-lhes a autonomia para formulação da política econômica que perdura até os dias de hoje.  Paulo Guedes pode ter frequentado a mesma Universidade de Chicago, mas não teve a aula com o professor de todos eles, o Milton Friedmann.  O ministro da Economia sempre esteve atuando no "mercado financeiro" e é "operador" eficiente deste.  Na prática, o ministro Paulo Guedes nunca esteve à frente do setor produtivo.  Paulo Guedes não conhece o "chão de fábrica".  

O preâmbulo é necessário para entender, a atual política econômica e monetária do País.  O ministro da Economia fala em equilíbrio fiscal, isto é, déficit primário "zero".  Para entender, o País apresenta "déficit primário" desde 2015. Já no ano de 2000, o Congresso Nacional aprovava a Lei de Responsabilidade Fiscal, que já previa "gastar somente aquilo que arrecada".  Para permitir o contínuo "déficit primário", desde 2015, o governo Temer aprovou a Emenda do teto dos gastos que estabeleceu como o teto dos gastos aos de 2016, corrigido pela inflação.  

Hoje, estamos no regime em que o "déficit primário" é permitido, desde que os gastos públicos não sejam maiores do que de 2016.  Vamos lembrar que em 2016, o PIB brasileiro cresceu apenas 1%.  Enquanto estiver em vigor a Emenda do teto dos gastos públicos, o País está impedido de fazer investimentos em educação, saúde e segurança pública.  O País está com mãos atadas, também, para fazer investimentos em infraestruturas, tão necessárias para baixar o "custo Brasil".  O País está fadado a crescer 1% ao ano, se depender do governo federal. 

A Emenda do teto dos gastos públicos, providencialmente, excluiu dos gastos públicos, o pagamento de juros da dívida pública.  É aqui é que mora o "perigo".  O Brasil tem dívida pública bruta ao redor de R$ 5,5 trilhões e dívida pública líquida ao redor de R$ 3,9 trilhões.  Considerando a taxa Selic de 6,5%, o total de gastos com juros ascende a R$ 350 bilhões.  Os clientes do Paulo Guedes, no setor privado, são beneficiários da taxa Selic alta.  O País está pagando a taxa de juros reais a mais alta do mundo, junto com a combalida Turquia.  Isto, o ministro da Economia não faz referência.

Tem gente graúda, de banqueiros a grandes conglomerados empresariais, rindo atoa com a política econômica e monetária do Guedes e Campos Neto, auferindo as vultosas rendas sem mover uma palha e sem correr risco nenhum. Enquanto isso, 50 milhões de trabalhadores vivem na "rua da amargura", sem saber o rumo da vida e saber para quem recorrer.  

Dá para ser feliz, assim?

Ossami Sakamori