sexta-feira, 20 de maio de 2022

Brasil crescerá 5% em 2022 !

 


Sobre forte sinalização de projeções pessimistas sobre o desempenho da economia global em 2022, já comentada por mim, na matéria anterior, a economia brasileira corre por fora.  A surpresa vem dos indicadores do desempenho da vendas no varejo e na taxa de desemprego formal, que diminuiu no primeiro trimestre deste ano, conforme IBGE, fechando em 11,1%, melhor resultado para o período, desde 2016.  Na contra mão, o que segura o crescimento econômico é a intervenção do Banco Central, aumentando a taxa básica de juros Selic em 12,75% no último dia 5 de maio e com projeção para Selic na próxima reunião, ao menos em 13,25%. 

          Outros indicadores, como a produção industrial do Brasil, que no primeiro trimestre deste ano, segundo IBGE, mostrou ganho trimestral em um ano, nos primeiros três meses deste ano, em 1,2%.  No entanto, mesmo diante dos bons números apresentados pela economia no primeiro trimestre e indicação de melhora no setor de serviços no primeiro quadrimestre, o mercado financeiro, os que torcem contra o Brasil, projeta um crescimento pífio para o País, não mais que 1%, neste ano.  Os pessimistas sobre o Brasil terão que explicar muito, sobre o equívoco, no final do ano.  

               Apesar de notícias negativas sobre a economia na economia mundial, sobretudo em razão dos boicotes do mundo ocidental em relação à Rússia, devido a guerra contra a Ucrânia, o País está caminhando no sentido contrário ao do mundo, apresentando bom desempenho, sobretudo, no setor agropecuário, que representa 27% do PIB, que somado aos gastos do setor público, cerca de 33%, responde por 60% do PIB.   O setor agropecuário, incentivado pelo Plano Safra do governo federal, que deverá destinar cerca de R$ 234 bilhões para linhas de custeio e comercialização e de R$ 99,8 bilhões para investimentos na próxima safra.   É um volume de dinheiro que deixa todo mundo feliz.

          Ao lado de investimentos no setor agropecuário, R$ 333,2 bilhões, o governo federal vai injetar no mercado consumidor, o governo deve injetar cerca de R$ 92 bilhões para beneficiar cerca de 19,1 milhões de chefes de família de que sobrevive de bolsas.   O Ministério da economia está liberando FGTS, no valor máximo de R$ 1 mil para cerca de 42 milhões de trabalhadores, o que certamente, vai gerar consumo imediato.   Além destes recursos, a Caixa Econômica Federal está concedendo empréstimos de até R$ 2 mil para os microempreendedores, pessoas jurídicas.   Para dar maior liquidez ao sistema, o governo federal vai liberar 50% do 13º salário para os beneficiários do INSS.   Todo esse volume de dinheiro vai circular na economia brasileira,  independente da conjuntura internacional negativa.   

          E finalmente, apesar de maioria das instituições financeiras indicarem crescimento pífio para o País, menos de 1%, continuo na minha aposta sobre o crescimento econômico do Brasil, não menos que 5%,  em 2022.   

            Ossami Sakamori

    

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Prenúncio de quebra das bolsas mundiais?

 


Wall Street está preocupado com recente decisão, pelo parlamento europeu, de fazer um  novo boicote, a suspensão da compra de petróleo e gás natural, com plano de substituir importação destes produtos, totalmente, até 2026.  O plano para europeus, leia-se União Europeia, pode ser até perfeito.  É uma ampliação do boicote contra Rússia, com a suspensão do SWIFIT, compensação bancária mundial, para com o Banco Central e todas instituições financeiras da Rússia.  Isto tudo, em protesto contra a invasão da Ucrânia pela Rússia, ordenado pelo presidente Putin.   

       No primeiro momento, a guerra Ucrânia x Rússia, começou em 24 de fevereiro, parecia que o seu efeito seria sentido pelos russos, mas não foi bem assim.   Esqueceram os dirigentes da União Europeia de que Rússia é um grande fornecedor de petróleo do mundo e especialmente, também, fornecedor de gás natural e carvão mineral que alavanca a economia do norte europeu, especialmente, a Alemanha.            Passado dois meses em guerra contra ucranianos, os russos estão encontrando caminhos alternativos para venda do petróleo, dos produtos agrícolas e de insumos para a agropecuária, utilizando-se do mecanismo de liquidação em rublo, moeda russa.   Seja como for, a Rússia está respirando, com a ajuda da China, sobretudo em comércio exterior.   

              Voltando ao assunto do boicote na compra de gás natural e carvão mineral pelos países da União Europeia, o plano, mais uma vez, parece ter dado errado.   Novamente, o tiro está saindo pela culatra para os europeus.   Ontem, iniciou um grande movimento de venda de papeis (ações) das companhias do mundo todo, que não se via há muito tempo, e até um recuo do preço do petróleo para o patamar próximo de US$ 100 cada barril, do tipo Brent.  O petróleo pode recuar para US$ 90, na minha visão.

              Segundo noticiário do mercado financeiro global, as principais ações negociados nas principais praças, Nova York, Paris, Franckfurt, Hong Kong e Tokyo, estão operando em forte baixa.   Para quem acompanha o mercado financeiro, como eu faço, o movimento é prenúncio de "quebra" das bolsas ao redor do mundo.   Este tipo de movimento, nós sabemos como começa, mas o término, é muito incerto.  No meu entender, o movimento de "baixa" no mercado financeiro, só vai terminar com o término do conflito entre Ucrânia e Rússia.   E, os russos parecem não ter pressa... para terminar.

          Num quadro assim, o melhor mesmo é não se aventurar no mar revolto, mercado de ações, com risco de perder as suas economias.   Esse filme, já vimos antes.

                 Ossami Sakamori

segunda-feira, 16 de maio de 2022

O petróleo é deles!

Este assunto dos combustíveis, especialmente, o do diesel, no Brasil, está me cansando...  Brasil é um país que me parece Rússia, um país comandados pela oligarquia, tal qual aquele país.  Antes, achava que era diferente, que o nosso País era comandada pelos partidos de plantões.  Até este momento, o único que, aparentemente, tinha boas intenções, foi o Getúlio que disse que o "petróleo é nosso", para justificar a criação da Petrobras, uma companhia brasileira que iria e vem explorando o petróleo no solo e no mar brasileiro.   Puro engano, meu, o "petróleo é deles".  Petrobras, uma empresa de economia mista, age e pratica política comercial à serviço de acionistas do Wall Street ( Petrobras é negociada na Bolsa de Valores de Nova York) para deleite dos acionistas, privadas.

          O preço dos combustíveis, gasolina e diesel, são vendidos, na bomba dos postos de gasolinas, igual como em Los Angeles, Londres ou Paris, tudo de conformidade com o preço de "paridade" ao preço internacional do petróleo.   Pergunto:  Qual é a vantagem do povo brasileiro, ter a Petrobras, como "companhia brasileira"?   A única vantagem, seria dos acionistas brasileiros, que detém maior fatia de ações da Petrobras, sem direito a voto, a Petr4. Esclareço: no conjunto de ações, ON somado ao PN, o governo é minoritário.   Eis, a razão porque o governo brasileiro, enfrenta "saia justa" para indicar um Presidente da Companhia, cujo controle acionário (direito a voto: ON) é do governo federal.  Brasil, na prática, não é dono da Petrobras.

             O governo federal, na sai justa que se encontra, tenta influir na formação do preço de combustíveis, essencial para formação de preço final de produtos para "exportações" e "importações", mas não tem tem força para influir na formação de preço de combustíveis na bomba de gasolina.   Na prática, o governo federal indica Diretoria Executiva da Petrobras, mas não manda na Companhia, a Petrobras, nem tão pouco no preço de combustíveis na "bomba",  O novo ministro da Minas e Energia, o Adolfo Sachsida, funcionário de carreira do Ministério da Economia, manda na Petrobras, mas não manda na formulação dos preços dos combustíveis.  

        O Presidente da República, Jair Bolsonaro, na sua inocência, pensa que manda na Petrobras... Ele pensa, mas, não manda!  Esse imbróglio da Petrobras vai continuar, enquanto o povo brasileiro paga o combustível, na bomba, ao preço de "paridade" com o mercado mundial de combustíveis, igual ao preço de Nova York.   Vivemos no terceiro mundo, mas, pagamos combustíveis igual ao primeiro mundo!

           Ossami Sakamori


sábado, 14 de maio de 2022

Petrobras vai continuar nas mãos dos abutres

 

A Petrobras, empresa de economia mista, fundada pelo presidente Getúlio Vargas em 1954, sob égide de "petróleo é nosso!" não cumpre mais a finalidade para que foi criado.  O presidente da Companhia, de ontem e de hoje, cumprem rigorosamente, os interesses do mercado financeiro, esbanjando lucro astronômico para seus acionistas, majoritariamente, do mercado financeiro nacional e internacional.   Com preço do barril do petróleo alcançando acima de US$ 100 cada barril do tipo Brent e seguindo as regras do mercado de varejo de petróleo, a "paridade  ao preço internacional", é uma "covardia" dirigir empresa nestas condições.   Eu diria que, até o "engraxate" do Wall Street, tocaria a Petrobras com os pés nas costas, melhor do que qualquer presidente burocrata.
             A Petrobras, na prática, não pela lei, exerce o "monopólio" da exploração e refino do petróleo no Brasil.  A Petrobras tem "reserva" para si, o consumo de 3,5 milhões de barris/dia, faça sol, faça chuva.  A Petrobras produz o volume de petróleo, do petróleo pesado, suficiente para abastecer o mercado brasileiro de combustíveis.   Brasil tem refinarias para abastecer o mercado brasileiro de combustíveis, embora, estas foram objeto de custos de construção abusivas.  Uma dessas refinarias, a Abreu e Lima que poderia ter custado US$ 20 bilhões, teria custado à Petrobras, algo como US$ 80 bilhões.  Como o petróleo dá lucros fabulosos, o acréscimo de custos, foi absorvidos pela Petrobras, sem causar "terremoto" na Companhia.   Nem é preciso lembrar que a referida refinaria foi executada no governo Dilma, com Graça Foster no comando da Petrobras.
           Em linhas gerais, a Petrobras vende o petróleo pesado da "pré-sal" e compra o petróleo leve no mercado internacional, utilizando-se da sua subsidiária em Singapura.  Para conveniência da Diretoria da Petrobras, a filial da Petrobras em Singapura, não pertence ao holding Petrobras, no Brasil, diretamente.  Toda transação comercial, a venda do petróleo pesado e compra do petróleo leve é feito pelo braço da Braspetro Holding em Roterdã, Holanda, paraíso fiscal utilizadas pelas grandes corporações mundiais.   O Tribunal de Contas da União, não alcança as operações feitas pela Braspetro com filial em Singapura. 
             Presidente da República, quer interferir na política de preços da Petrobras, mas creio que isto não traga efeito imediato.  O PR é muito "inocente" para quebrar a cadeia de improbidade administrativa que corre numa das maiores Companhia de petróleo do mundo, a Petrobras.  Petrobras vai continuar nas mãos dos abutres, o mercado financeiro.

             Ossami Sakamori 

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Brasil deverá crescer 5% em 2022!

 

Nas últimas duas matérias anteriores, tratei do assunto sobre os aspectos negativos da economia mundial e em especial sobre a economia do Brasil.   A inflação absorveu a inflação do mundo devido à inflação americana e à guerra Ucrânia x Rússia e o resultado disto tudo não poderia ser diferente do mundo global.  Inflação batendo dois dígitos, 12,13%, no Brasil sobretudo em função do preço do petróleo ultrapassando a marca de US$ 100 cada barril do tipo Brent (petróleo leve).  Hoje, valos tratar do crescimento econômico do Brasil, que aos poucos está mostrando o resultado das medidas que o Palácio do Planalto vem tomando.  Segundo a prévia do mercado financeiro, o PIB do primeiro trimestre terá sido de 0,5% ao mínimo.  

            O resultado positivo do PIB - Produto Interno Bruto teria sido puxado pelo setor de serviços e comércio.  Justifica-se: Os pequenos comércios, devagar, estão voltando às suas atividades, decaídas, em função da menor incidência do terrível vírus fez diminuir a atividade do setor de serviços e comércio ao menor nível em relação à atividade antes da pandemia.  Para melhor avaliar, segue o gráfico acima que mostra o desempenho da economia do Brasil nos 10 anos.  

              O Palácio do Planalto vem tomando medidas que certamente, melhorará ainda mais o crescimento econômico, PIB - Produto Interno Bruto, para os 7 meses que ainda restam do ano de 2022.  Certamente, o carro chefe do conjunto de medidas é o recurso de Auxílio Brasil, que está a beneficiar 19 milhões de chefes de famílias, com R$ 400.  Para dar liquidez ao mercado consumidor, o governo está liberando o FGTS, até o valor de R$ 1 mil.  A Caixa Econômica Federal, por outro lado, na mesma linha, está liberando linha de crédito de longo prazo de até R$ 2 mil para microempresários.   

           O Ministério da Economia está diminuindo a alíquota de IPI - Imposto de Produtos Industrializados, em 35%.  A alíquota de IPI incide sobre diversos produtos industrializados entre os quais a linha branca (eletrodomésticos).  Para aliviar o preço de produtos de consumo, o ministro Paulo Guedes desonerou o Imposto de Importação de produtos alimentícios, sobretudo e de consumo imediato.  Estas medidas, ao mesmo tempo que alivia a pressão inflacionária, serve sobretudo a movimentar a economia brasileira.

          Como este ano, 2022, é ano de eleições, novas medidas pontuais deverão ser tomadas para aliviar o "bolso" do consumidor de baixa renda, o "cercadinho eleitoral" para qualquer candidato, seja majoritário ou proporcional.  Desta forma, o Brasil deverá fechar o ano de 2022, com crescimento de 5%, segundo minha avaliação.

              Ossami Sakamori

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Mercado financeiro está desabando!

 

O gráfico acima se refere ao ano de 2021

O mercado financeiro internacional, no dia de ontem, 11 de maio, desabou, como nunca dantes visto nos últimos anos.  Os índices Dow Jones e NASDAQ, índice da bolsa de Tóquio e de Hong Kong, acompanharam a queda, no dia ontem.  O principal motivo, segundo analistas é a inflação dos Estados Unidos que disseminou ao redor do mundo.  Ontem, dia 10, falamos da inflação do Brasil, que bateu recorde, mas a inflação do Brasil, embora um número explosivo, não é caso isolado entre as maiores economias do mundo.  

           A inflação dos países do primeiro mundo, está batendo na casa de 7% a 8%.  Para países como Alemanha, França e Reino Unido, apresentar inflação nos níveis que chegou, é um catástrofe, diferente do Brasil que já viveu vários momentos de "inflação galopante".   O reflexo da "inflação e baixo crescimento" é conhecido como "estagflação", isto é, estagnação somado à inflação.  O resultado da estagflação reflete no mercado financeiro como todo.  É o que estamos vendo.

        O bloqueio do Swift bancário vai provocar reação em cadeia, prejudicando os clientes do sistema bancário mundial e em consequência o comércio mundial, não só dos russos.  O bloqueio do Swift dos bancos russos, hoje, dia 28, poderá ser o início da maior crise financeira mundial, talvez, maior do que a crise financeira mundial, que iniciou com a quebra do Banco Lehman Brothers, em 2008.   A frase foi dita por mim, no dia 28 de fevereiro último.  Não quero com isto, demonstrar que eu tinha razão.  Qualquer engraxate do Wall Street saberia descrever a situação que o mundo se encontra.

         Não sabemos, até o momento, o tamanho do "buraco" que está se criando, mas ... certamente, levarão muitos "investidores especulativos" perderem grandes fortunas em poucos dias.  E, a recuperação é lenta e gradual.  O mercado financeiro é assim, só deveria entrar nela quem é do ramo para aplicar seus ativos financeiros.  Assim mesmo, com cautela e muita sobriedade.   

              Pronto... o recado foi dado.  Eu fiz a minha parte...

            Ossami Sakamori

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Inflação em abril: 12,13%

 

Crédito da Imagem: UOL

O IPCA, índice de inflação oficial, medido pelo IBGE, no mês de abril, confirmou em 12,13%, sendo o IPCA de abril, cravou 1,06%.   O índice de inflação de dois dígitos (acima de 10%) traz preocupações para todos atores, o Ministério da Economia, o Banco Central, o mercado financeiro e sobretudo a própria população.   Inflação de dois dígitos, se não for administrados com devido cuidado, pode virar "hiperinflação" que o povo brasileiro já vivenciou inúmeras vezes.   Na sequência, vamos tentar expor os motivos que levaram a esta situação de enorme risco, de inflação sair do controle das autoridades monetárias.  Este filme já vimos inúmeras vezes.

           No caso presente, a principal causa vem de fatores externos, sobretudo.  A principal causa é a inflação nos Estados Unidos, onde já vivencia o pior índice dos últimos 40 anos, ao redor de 8,5%.  Inflação de dólar, espalha inflação ao redor do mundo, pois que a moeda americana é referência para trocas comerciais no mundo todo.   Em outras palavras, da inflação de 12,13% no Brasil, grosso modo, 8,5% vem da própria desvalorização do dólar americano, moeda referência.  Isto mesmo... a inflação importada por conta da desvalorização do dólar, situação inédita, pelo menos nos últimos 40 anos.

           A segunda causa importante é a consequência do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e pela União Europeia à Rússia, retirando a Rússia da compensação financeira dos Bancos Centrais do mundo, o SWIFIT, devido à guerra Ucrânia x Rússia.  O tiro está saindo pela culatra para os países do Ocidente, em função do bloqueio econômico imposto à Rússia e aos "oligarcas" daquele país.   O preço do petróleo, o combustível que move o mundo, está sendo negociado no patamar acima de US$ 100 cada barril de petróleo do tipo Brent (petróleo leve), antes negociados a patamar entre US$ 60 a US$ 80.   

            Acompanhando a evolução da desvalorização do dólar americano (US$) e a alta dos combustíveis e principais commodities, como as agrícolas e os minérios, estão alcançando preços internacionais nunca dantes alcançados.  No primeiro momento, podemos pensar que as consequências são benéficas para o setor produtivo brasileiro, uma vez que o agronegócio, mineração e petróleo respondem por cerca de 1/3 do PIB do País.  As consequências maléficas para a população e ao setor produtivo do País é a volta de inflação de dois dígitos (acima de 10%).

          Os fatos acima descritos, não tem volta, sobretudo a inflação americana e a guerra da Ucrânia x Rússia.  Única alternativa que recai ao Ministério da Economia e ao Banco Central é tentar domar a inflação, trazendo-a, no patamar "civilizado" de um dígito (menos de 10%), utilizando instrumentos convencionais da macroeconomia, o aperto monetário.   

           Cabe ao governo atual, o do Presidente Bolsonaro, tomar medidas firmes e consistentes, sem fugir das e leis vigentes, sobretudo a Emenda 95, domar o fantasma da inflação.  Ao povo cabe discernir a realidade dos fatos já descritos e a promessa fácil de distribuição de renda, imagino, emitindo papel moeda ou endividando o País mais do que está. Inflação de 12,13% serve de sinal de alerta para administradores públicos e empreendedores produtivos adequarem os seus orçamentos à nova realidade.

             Ossami Sakamori  

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Lula é Dilma!

 


A foto acima "não vai aparecer" na campanha do ex-presidente Lula da Silva ao cargo de Presidente da República nas eleições de 2022.  A afirmação foi feita pelo próprio Lula no lançamento da sua "pré-candidatura" à Presidência da República, por uma coligação de partidos de esquerda, uma miscelânea de siglas  que o povo já conhece de outras eleições.  Dito pelos partidos que os apoiam, como um prato de "lula e xuxu", numa alusão ao companheiro de chapa, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, mas isto mais parece "gato e lebre".   O verdadeiro motivo, imagino, que seja por ex-presidente Dilma ter feito gestão desastrada, que acabou culminando em processo de cassação de mandato pelo Congresso Nacional.

           A ex-presidente Dilma, foi ministro de Minas e Energia do governo Lula; foi chefe do gabinete por um período e foi eleito presidente da República por indicação do Lula, em dois períodos consecutivos.   A Dilma Rousseff foi protagonista de uma boa parte da gestão do Partido dos Trabalhadores no Palácio do Planalto.   A ex-presidente sofreu o processo de impeachment por levado o Brasil a pior crise econômica/financeira dos últimos 100 anos, no período 1985/86, motivo que culminou com sua perda de mandato e ascensão do seu vice-Presidente, Michel Temer.

             Na gestão da Dilma Rousseff, PT/MG, que ocorreram os maiores escândalos de ladroagem na Petrobras.  Nem é preciso lembrar a compra superfaturada da Refinaria de Pasadena nos Estados Unidos ou ao escandaloso custo de construção da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.  Faz parte do seu portfólio,  venda das participações da Petrobras nos poços da bacia do Golfo do México.   A contratação pela Petrobras, na gestão da Graça Foster, aliada da Dilma, das plataformas marítimas para o grupo de empresas denominadas de Sete Brasil é um escândalo que terminou em enorme prejuízo à Petrobras.   Enfim, a ladroagem na Petrobras ocorreu sob a batuta da dupla, o que o Lula quer se livrar, com o afastamento da Dilma da campanha presidencial de 2022.  


           A foto acima, Lula quer esquecer.  Segundo a imprensa noticiou, à época, a foto foi feita na apresentação do engenheiro Paulo Roberto Costa, pelo então presidente Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras e ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, ao então presidente Lula da Silva.  Para quem não se lembra, o engenheiro Paulo Roberto Costa foi o operador chefe das propinas que envolveram as maiores empreiteiras do Brasil.   

            Ao "esconder" Dilma da campanha presidencial, o Lula quer livrar a imagem de ser o "maior ladrão" da República.  Segundo Lula, a Dilma pode não aparecer na campanha presidencial e nem ocupar qualquer cargo no Palácio do Planalto, caso venha sagrar-se vencedor nas eleições deste ano, para tentar livrar-se do escândalo de corrupção na Petrobras, hoje, esbanjando em lucros.  

           Ossami Sakamori


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Combustíveis: Você é otário!

 


Não aguento mais, ficar ouvindo barbaridades sobre o preço dos combustíveis que são praticados "na bomba" e ler o lucro astronômico anunciado pela Petrobras, referente ao primeiro trimestre deste ano, 2022.   O mercado financeiro tem razão em comemorar o lucro da Companhia, neste primeiro trimestre de 2022, R$ 44,5 bilhões, o maior lucro histórico, num único trimestre e anuncia por conseguinte, R$ 48,5 bilhões em dividendos.  A primeira vista, o lucro de uma Companhia, no caso da Petrobras, é decorrente de administração competente da atual Diretoria.   Mas, não é o caso.  A administração da Companhia, exceto algumas reformas pontuais, continua na mesma direção, a de de uma empresa "mastodonte", há décadas.  O nome de um novo presidente da Diretoria Executiva tem pouca influência.   O "mamute", a Petrobras, anda sozinho!

            O fabuloso lucro da Petrobras decorre da "política de paridade" de preço praticado pela Companhia acompanhando o preço internacional de petróleo.  Como vocês sabem, o preço do petróleo no mercado internacional, sobretudo, após a guerra Ucrânia x Rússia, ganhou impulso, passando de um patamar médio de US$ 60 por barril a um patamar acima de US$ 100 por barril, do tipo Brent (referência ao tipo do petróleo dos mares da Noruega).  Cada barril de petróleo, convencionado pelo mercado mundial em aproximadamente 158,9 litros, para cada um de vocês terem a ideia do volume do barril. 

              A Petrobras é detentora da maior parte das reservas do petróleo do País, que legitimamente ganhou em licitações promovido pela República Federativa do Brasil.   A maior parte das reservas da Petrobras está no na camada de rochas submarina, denominada de "pré-sal".   Uma outra parte da reserva nas rochas submarinas do tipo "pós-sal", as mais próximas da superfície.  A Petrobras tem pouca reserva em terra, onde, o custo de produção é muito baixo, como as da Arábia Saudita, detentora de maior reserva de petróleo na terra.  Estima-se que o custo de produção  "em terra" é de aproximadamente US$ 15.

           Pois, bem.  A Petrobras, hoje, extrai do solo e do oceano, algo como 3,5 milhões de barris/dia, o suficiente para abastecer o País.  Em termo de volume de petróleo, o Brasil é auto suficiente em petróleo.  No entanto, as refinarias da Petrobras só processam o petróleo do tipo leve.  Nas condições descritas, a Petrobras exporta 100% do petróleo que explora, o do tipo pesado e importa 100% do petróleo do tipo leve.  A conta fecha, mas a equação, não.   Brasil "não possui" refinarias para processamento de petróleo pesado como as que Petrobras explora.  É um erro grotesco de política de investimentos da Petrobras.

          Continuando:  O custo médio de produção do petróleo pesado, no Brasil, segundo área técnica da Petrobras, é de cerca de US$ 40 cada barril.  Mesmo vendendo o petróleo pesado e importando o petróleo leve, o resultado financeiro não influi significativamente no resultado da Companhia.   O mercado de petróleo, vem sendo praticado acima de US$ 100, sobretudo, após o início da guerra Ucrânia x Rússia.  Qualquer leigo, já sabe que a Petrobras vende o petróleo ao consumidor, obedecendo "paridade" com o preço do mercado internacional auferindo o lucro abissal. Grosso modo, a Petrobras lucra US$ 60 (US$ 100 - US$ 40), seja o presidente da Companhia um general de 5 estrelas ou um obscuro funcionário de carreira do Ministério de Minas e Energia.   Assim... até este que escreve, tocaria a Petrobras com os pés nas costas e produzir lucro R$ bilionário a cada trimestre!

         O Presidente da República tem suas razões.  O benefício do preço internacional do petróleo vai para os acionistas da Petrobras.  Infelizmente, a população e o setor produtivo pagam para ver os acionistas da Petrobras terem lucros estratosféricos.  Em tempo:  A União Federal é acionista da Companhia em cerca de 1/3 das ações, mas não manda absolutamente nada na sua política comercial!

             Ossami Sakamori 

terça-feira, 3 de maio de 2022

Projeção econômica oficial do Brasil

 

 Imagem apenas para referência

Uma das tarefas mais difíceis para um comentarista de macroeconomia é fazer previsão dos indicadores econômicos do mundo e em especial do País.  Se a previsão da economia é difícil para agentes públicos, em especial, aos ligados ao Banco Central do Brasil e ao Ministério da Economia, a tarefa fica muito mais difícil para um leigo como este que escreve.

          Seja como for, considero como minha obrigação, um observador da macroeconomia, fazer comentário sobre os números que se referem ao Brasil.  Amanhã, dia 4 de maio, quarta-feira, o COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central, vai se reunir para definir a taxa básica de juros Selic que vai vigorar nos próximos 45 dias.  O Banco Central sinalizou e o mercado financeiro prevê a taxa Selic em 12,75% ao ano.  O Boletim Focus do Banco Central prevê ainda, mais um aumento da taxa Selic, na próxima reunião no mês de junho, passando para 13,25% ao ano.

          A previsão da taxa Selic está baseado na projeção de preços administrados em 2022 em 7,09% e projeção do IGP-M no final do ano em 12,35%.  O último índice serve como referência para reajuste de alugueis e alguns outros contratos imobiliários.  Enquanto isso, as instituições financeiras elevaram a inflação oficial, IPCA, de 7,46% para 7,65%.  A projeção para o dólar, moeda americana, segundo o mercado financeiro, é de R$ 5 por dólar, como número referência.   

         O mesmo Boletim Focus do Banco Central, o último, reduziu o crescimento econômico, PIB de 2022, de 0,56% para 0,65%.  O mesmo Boletim, reduziu a previsão de crescimento do PIB para o próximo ano, 2023, de 1,12% a 1%.  Posso assegurar que o Banco Central do Brasil toma medidas de contenção da inflação, na tentativa de manter o poder de compra do Real, moeda brasileira, mas, historicamente, quase "sempre" tem errado nas medidas.   Como meu comentário, posso acrescentar que a projeção do crescimento econômico oficial está muito aquém da minha projeção de crescimento econômico, que deverá alcançar 5% em 2022.

        O fato concreto é que, sobretudo, com a "independência" do Banco Central, o Ministério da Economia, as duas instituições do Governo, costumam andar nos lados opostos.  Não há "sinergia" entre o Banco Central e o Ministério da Economia.  Ambas instituições não andam de mãos dadas, apesar de ambas instituições representarem a República Federativa do Brasil.  Nos países do Primeiro Mundo, o Banco Central e o Ministério da Economia, via de regra, andam focados nos mesmos objetivos: o crescimento econômico e o bem estar social da população.  O Brasil tem muito chão para caminhar, até chegar lá!

       Assim, quero afirmar que, nem tudo que o Banco Central resolve sobre a política monetária e muito menos as medidas econômicas tomadas pelo Ministério da Economia, têm minha concordância plena.  

        Ossami Sakamori 

sábado, 30 de abril de 2022

A corda sempre arrebenta no lados dos mais vulneráveis

 


Tentar explicar sob ponto de visto macroeconômico, o momento que o mundo global vive, não é tarefa dos mais fáceis.  Cada canal de TV, nacional e internacional, tenta explicar ao seu modo o fenômeno que está ocorrendo no mundo global, deixando o telespectador com mais dúvidas do que esclarecimento.   Nesta matéria, tentarei explicar a confusão na economia global e com a única certeza de que não sabemos, exatamente, como vai terminar.  Aos reles cidadãos, entre os quais me incluo, só cabem aceitar a perda do poder aquisitivo das suas rendas, apesar de análise e explicações de experts de boa formação acadêmica.   Na sequência, tentarei pontuar os aspectos principais do momento que o mundo global se encontra.

           O estopim da crise econômica global, veio da guerra entre Ucrânia x Rússia, sobretudo com o bloqueio de compensação financeira, o SWIFIT das instituições financeiras russas, entre os membros do BIS, o Banco Central dos Bancos Centrais do mundo.   No dia 28 de fevereiro, chamei atenção para o fato: O bloqueio do SWIFT: iminente maior crise financeira mundial.  Dito e feito, a partir de então, iniciou-se a crise econômica financeira que pegou os países do primeiro mundo, além da Rússia.  O tiro acabou saindo pela culatra para o mundo ocidental, como diz o ditado popular.

            Antes mesmo da guerra Ucrânia x Rússia, já havia crise econômica instalada nos Estados Unidos, com inflação, a maior dos últimos 40 anos, algo como 8% ao ano.  O número, para uma economia estável, a inflação em dólar americano, US$, que é utilizado para transações financeiras e comerciais no mundo todo, veio provocar mudanças radicais nos preços dos commodities e produtos industrializados, ao redor do mundo.   Somado, ao efeito da inflação americana, o  efeito da guerra Ucrânia x Rússia, a economia mundial está a absorver ambos fenômenos, com sacrifícios para a população mundial, entre os quais a do Brasil.

              No meio do furacão que assola o mundo, o Brasil não é e nem será o "oásis" do mundo.  O País absorveu a inflação americana e está a absorver os efeitos da guerra Ucrânia x Rússia, sem maquiagem.   A principal consequência dos efeitos globais é o aumento do preço dos combustíveis e dos preço dos insumos necessários à atividade do agronegócio, no nosso caso.  Apesar da correção dos preços dos commodities acompanharem a inflação do mundo, o aumento de custos dos produtos primários tem afetado o crescimento do País.

         Felizmente, o governo federal, tem feito esforço na execução do Orçamento Fiscal de 2022, em conformidade com a Emenda 95, a do teto dos gastos públicos.   Ainda, assim, o efeito da economia global, sobretudo o da inflação americana, é sentido pela população brasileira.  Sem o aumento real na renda, a população de baixa renda é quem paga a conta da inflação americana e do custo da guerra Ucrânia x Rússia.   A história se repete, a corda sempre arrebenta do lado dos mais vulneráveis.  

           Ossami Sakamori  


quinta-feira, 28 de abril de 2022

Pra que lado, eu vou !?


Hoje, vou me enveredar por um caminho que não costumo andar, o do "achismo".  Para quem está habituado a fundamentar as projeções econômicas em Orçamentos Fiscais e nas medidas macroeconômicas tomadas pelos governos ao redor do mundo e em especial, do governo federal brasileiro, seria como se fosse fazer prognóstico como que de um "vidente".   Os últimos acontecimentos, sobretudo, as medidas econômicas e financeiras tomadas pelas autoridades monetárias ao redor do mundo, em especial, aquelas tomadas pelo BIS (Banco Central dos Bancos Centrais) conta o governo russo e a inflação de 8,5% nos Estados Unidos (o pior índice dos últimos 40 anos), está provocando crise financeira mundial, muito pior do que aquela vivida em 2008, com a quebra do Banco Lehman Brothers nos Estados Unidos.  

           Diante do quadro "caótico" decorrentes do bloqueio econômico do Ocidente à Rússia e a inflação americana atípica, é difícil mensurar o tamanho do "estrago" causada por um ou associação de ambos eventos.   Para piorar a situação, o governo da China impõe "lockdown" em Shanghai, o principal porto de entrada e saída de mercadorias da China.   O mercado financeiro internacional, entrou em pânico e o resultado não poderia ser diferente.   A economia mundial está a sofrer um triplo problema: o bloqueio econômico da Rússia por parte do Ocidente; a inflação americana e uma nova onda de pandemia da Covid-19 na China.   Pior quadro não poderia esperar, na saída da longa crise de pandemia.  O FMI já rebaixou a projeção do crescimento da economia Ocidental de 5% para 4% para este ano e sinalizou um ligeiro crescimento do Brasil, de 0,6% para 0,8% em 2022.   

           O Brasil que está inserido na economia global, não poderia esperar uma situação de calmaria, "um oásis no deserto".   O País, além de não ter feito dever de casa, as reformas estruturantes, como a tributária e administrativa, está pagando, ainda, o preço alto da crise econômica financeira de 2014/2015, iniciado no governo Dilma Rousseff.   O principal problema, em termos de governo Central ou governo da União Federal, é ainda, infelizmente os sucessivos "déficits primários", os "rombos ficais" ou o "dinheiro que falta para pagar as contas.  Os sucessivos rombos fiscais, vem sendo "mitigado" pela Emenda 95, que baliza o Orçamento Fiscal do governo no teto máximo, daquele do exercício de 2016, admitindo os "rombos fiscais", contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2006.    

          Enfim, a República Federativa do Brasil está "quebrado" desde 2014.  E não consegue ainda, sair da situação de "recuperação judicial", se fosse uma companhia privada.   No caso do governo da União Federal, os sucessivos déficits primários, o dinheiro que falta para pagar contas, são cobertos com emissão de títulos da dívida do governo Federal, as Letras do Tesouro Nacional.    A emissão de títulos da dívida do governo da União tem o mesmo efeito, para macroeconomia, o de impressão de papel moeda que provoca a inflação.  Tanto maior o "rombo fiscal", maior terá que ser a emissão de novos títulos do Tesouro Nacional.   Quanto maior "déficit primário" ou o "rombo fiscal", maior será a inflação.   Não tem almoço grátis!  Alguém, o contribuinte, terá que pagar a conta do desgoverno. 

          Dentro deste contexto: o bloqueio econômico da Rússia, a inflação americana, somado a uma nova onda de Covid-19 na China, o quadro que se apresenta é caótico.   O quadro, só não é pior, porque o Governo da União, está conseguindo manter os gastos públicos, apesar das eleições, dentro do Orçamento Fiscal de 2022 e dentro da Emenda 95, do teto dos gastos públicos. 

         Desta forma, é prudente, adiar os projetos de longo prazo e tocar os empreendimentos em andamento, cercado de cuidados necessários para não afundar junto com o mercado financeiro mundial.

           Ossami Sakamori 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

A crise econômica mundial veio para ficar

 

Crédito da imagem: tororadar.com.br

Os noticiários de hoje, acerca do desempenho de moedas e papeis (ações) no mercado mundial, da China ao resto do mundo, indicam a queda generalizada nos índices de Bolsas de Valores e alta das moedas locais, num movimento que já iniciou na última semana e está se confirmando neste início de semana, segunda-feira, dia 25.  Neste contexto, é previsível, para hoje, a queda das ações no Bovespa e a alta do dólar no mercado de câmbio no País.  Haja coração para aguentar os solavancos do mercado financeiro, na semana que inicia.
           Aparentemente, a queda dos índices de Bolsa de Valores ao redor do mundo, se deu pela motivação do "lockdown" na grande metrópole, o centro financeiro da China, a cidade de Shangai, que é o motor da economia chinesa, tal qual cidade de São Paulo representa para o Brasil.   No meu entender, Shangai, foi apenas o "estopim" da crise econômica financeira iniciada com a guerra Ucrânia x Rússia. 
           No dia 28 de fevereiro, chamei atenção sobre as bloqueio do SWIFIT às instituições financeiras russas e as consequências que poderiam advir dela:  Bloqueio de SWIFIT e iminente a maior crise financeira mundial .  Dito e feito, embora, tardiamente, sob pretexto do "lockdown" em Shangai, as Bolsas de Valores em todo o mundo operam em baixa, hoe.  Não só, as Bolsas de Valores operam no vermelho, as principais moedas estão perdendo valor em relação ao dólar americano, em todo o mundo.   No Brasil, não será diferente, as principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo deverão operar em baixa, pelo menos, nos próximos dias.  Na minha opinião, o índice que compõe as principais ações da Bolsa, deve romper, "para baixo", a marca dos 100 mil pontos.  Haja coração para aguentar!
           Acompanhando os índices de ações e a valorização do dólar americano, o petróleo mostra uma ligeira queda, operando ao redor de US$ 100 cada barril, do tipo Brent, o petróleo leve.  O preço dos commodities, também, acompanha o mercado de câmbio e bolsa de valores do mundo e operam em ligeira baixa.  Esta tendência, pelo menos no curto prazo, deve permanecer.  A economia mundial move-se como mastodonte, lento e pesado, fazendo estrago substancial onde passa.   
          No mercado interno, o consumo deve permanecer inalterado, com leve tendência de recuperação da economia, sobretudo em função de liberação de Auxílio Brasil; liberação de parte do FGTS; empréstimos às micro empresas pela Caixa Econômica Federal e antecipação de 50% do 13º salário dos aposentados.  Independente dos fatores externos e inflação de dois dígitos (acima de 10%).  Desta forma, mantenho previsão de crescimento do País ao redor de 5% em 2022, sobretudo em função dos gastos já mencionados, referente as eleição para Presidente da República, governadores, deputados e senadores.  
         Que fiquem atentos os setores produtivos do País, em função da guerra Ucrânia x Rússia e também, da inflação americana ao redor de 8,5%, a mais alta em 40 anos. Os Estados Unidos estão exportando inflação para o resto do mundo, que à primeira vista parece ganho real. Diante da conjuntura, resta ao povo brasileiro e ao setor produtivo, apertar cintos e esperar que a crise econômica mundial passe ao largo do País.  
          
          Ossami Sakamori  
          

sábado, 16 de abril de 2022

O "rombo fiscal" permanece em 2023.

 

O Palácio do Planalto encaminhou nesta quinta-feira, dia 14, ao Congresso Nacional, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para o ano de 2023, com previsão de salário mínimo de R$ 1.294.  O LDO prevê uma meta de "déficit primário" ou o "rombo fiscal" de R$ 65,9 bilhões, incluído o Orçamento Fiscal, Seguridade Social e Dispêndios Globais.  Fonte: Câmara dos Deputados.

         O governo federal está acometido de doença inaceitável para uma administração pública, desde 2014, conforme pode ver no gráfico do topo.  A Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, previa que o governo "não pode gastar mais do que arrecada". Ponto.  Com o impeachment da Dilma, ocorrido, sobretudo em função do "rombo fiscal" em 2014, e o governo do então sucessor, Michel Temer, fez o Congresso Nacional aprovar a Emenda 95, ignorando o equilíbrio das contas públicas, que estabelece como o "teto dos gastos públicos", o Orçamento de 2016, corrigido pelo IPCA do período posterior, mesmo que o Orçamento Fiscal apresentasse "déficit primário" ou o "rombo fiscal".  Um artifício ou um sofisma para enganar a si próprio.

           Não é possível, embora a Emenda 95, permita, continuar apresentando o "déficit primário", ou o "rombo fiscal", ou o dinheiro que falta para cobrir despesas do governo da União Federal.  O Brasil está igual àquela pessoa que não consegue sobreviver apenas com a renda do ganho pessoal.  Brasil precisa socorrer ao mercado financeiro, para arrecadar dinheiro, com emissão de títulos do Tesouro Nacional, para cobrir os gastos correntes.  Nesta situação, os juros da dívida pública vai se somando ao montante da dívida pública anterior, tornando-a impagável.   Hoje, a dívida pública brasileira soma cerca de R$ 5,5 trilhões líquidos ou próximo de R$ 8 trilhões, brutos.   A taxa básica de juros Selic, de Títulos do Tesouro Nacional, de dois dígitos (acima de 10%), é uma das consequências dos sucessivos "déficits primários", ao menos, desde 2014.  

           Creio, importante, cada cidadão e cada cidadã, estar consciente da gravidade da situação das contas do governo Federal.  "Déficit primário" é dinheiro que falta para cobrir as despesas do governo, incluído Governo, STF e Congresso Nacional.  O "rombo fiscal" insiste em permanecer no Orçamento Fiscal, apesar de aparentes esforços dos sucessivos governos.  

            Ossami Sakamori 

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Brasil retoma o crescimento econômico

 


Hoje, Sexta-feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão é uma data religiosa cristã que relembra a crucificação de Jesus Cristo e sua morte no Calvário. E, o próximo domingo, no cristianismo é Domingo de Ressurreição, que é celebrado como a ressurreição de Jesus, após a crucificação no Calvário.  O povo brasileiro vive, numa semelhança com a vida do Cristo.   O povo brasileiro sofre, oprimido pela camada mais rica da população e pelos sucessivos desgovernos da República, desde os tempos imemoriais.  Para o povo, os Domingos de Páscoa são como dia de ressureição de Cristo, renovam-se esperança, todos os anos, incansavelmente, sem desistir de ter esperança de ter dias melhores.   

           Voltando ao assunto que tenho algum conhecimento, a macroeconomia, vejo na economia brasileira, o fim do período de baixa atividade econômica.  Grande parte deste baixo crescimento se deve a pandemia da Covid-19, que assolou o País e o mundo em 2020 e 2021.  E, para desgraça do mundo, a guerra Ucrânia x Rússia, nos trouxe, a consequência do "boicote" econômico imposto pelos Estados Unidos e seus aliados à Rússia, trazendo a consequência da inflação e do baixo crescimento.  Brasil está inserido no contexto mundial e é natural que sofra as consequência da guerra Ucrânia x Rússia: a inflação alta devido ao preço do petróleo e dos insumos agrícolas, sobretudo.

            Da guerra Ucrânia x Rússia, ainda longe de terminar, já podemos avaliar o "estrago" causado na economia mundial e em especial no Brasil: "a inflação alta".  Uma parte da inflação importada é compensada com a inflação dos Estados Unidos, a mais alta dos últimos 40 anos e tornando o "real" valorizada ou o "dólar" desvalorizado.  O benefício do nosso petróleo do "pré-sal" não é e nem será repassado ao consumidor brasileiro, devido à política de "paridade" da Petrobras com o mercado internacional de petróleo, hoje, no patamar acima de US$ 100 por barril do tipo Brent.  

            Não há mal que perdure para sempre.  Absorvido ou em via de absorção, os efeitos colaterais da guerra Ucrânia x Rússia, o País, vai retomando o crescimento, com a vida cotidiana do povo voltando ao normal e sobretudo em função de estímulos pontuais concedidos pelo governo federal.  Os estímulos vão desde a concessão do Auxílio Brasil para cerca de 19 milhões de beneficiados; liberação do FGTS até R$ 1 mil para cerca de 30 milhões de trabalhadores;  empréstimos de até R$ 1 mil para Pessoas Físicas e R$ 2 mil para Pessoas Jurídicas pela Caixa Econômica Federal e antecipação do pagamento de 13º salário aos aposentados, no meses de maio e junho.  Um conjunto de medidas que irrigarão a economia brasileira, até julho, algo próximo de R$ 100 bilhões.  Isto tudo, induz o crescimento econômico.

        Não é preciso ser analista financeiro para prever a retomada da economia, já à partir do próximo mês, aos níveis de 5% ao ano, à despeito da inflação de dois dígitos (acima de 10%).  O País está entrando na fase "positiva" da economia, depois de conviver com a fase "negativa" por mais de 2 anos.

             Enfim: Brasil retoma o crescimento econômico.

             Ossami Sakamori

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Dilma e Lula são do mesmo PT

 


Nós, brasileiros, temos memória curta.  O ex-presidente Lula quer voltar ao poder.  Lula quer continuar com o esquema de ladroagem do dinheiro público, de grosso calibre.  Através das propinas de grandes empreiteiras, sobretudo, na Petrobras, hoje, ele é dono de alguns US$ milhões, devidamente depositado em bancos do pequeno principado de Liechtenstein, Europa.  Lula, também, goza de regalias de ter suas despesas pessoais  pagos pelo erário público, por ter sido presidente da República. Lula se declara candidato ao mesmo cargo que ocupou por duas vezes.   Lula elegeu a Dilma Rousseff como sua sucessora em 2010 e 2014.  

         Até aqui, para quem esqueceu da crise econômica financeira que o Brasil atravessou em 2015, parece normal que um ex-presidente da República se lançasse à candidatura para o mesmo posto que ocupou.  O Partido do Trabalhador e o presidente Lula tentam esconder o passado, manchado pela presidente Dilma Rousseff, PT/MG na gestão pública.   Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, colocou o País, na maior crise econômica e financeira dos últimos 100 anos, motivo pelo qual sofreu "impeachment" pelo Senado Federal, em conformidade com a Constituição de 1988.  

         Não adianta, à essa altura, o Partido dos Trabalhadores, o PT do Lula, tentar jogar a culpa da atrapalhada na gestão financeira da União na gestão Dilma ao então ministro da Fazenda, Joaquim Levy.  É... O Joaquim Levy é o culpado da crise econômica financeira de 2015, segundo PT.  O Lula faz de tudo para esconder a Dilma Rousseff, sua companheira de partido, e impedir de subir no mesmo palanque, como a da imagem do topo.  Para desfazer a imagem negativa do PT, Lula convidou Geraldo Alkmin, PSB/SP, para ser o seu vice.  Numa dessa, o povo engole o "arranjo" político, que tenta dar um "ar de seriedade" à sua postulação ao cargo máximo da República.

          Já que a imprensa não mostra, está aí, a imagem no topo da página.  Lula elegeu Dilma.  Dilma é tão PT quanto o Lula, o seu padrinho político.   Infelizmente, o Brasil se parece um país nanico da América Central, do que uma nação do primeiro mundo.  Enfim... Dilma e Lula são do mesmo PT.

             Ossami Sakamori

terça-feira, 12 de abril de 2022

Brasil retomará o rumo do crescimento, não menos que 5%

 


Tirando o fato do presidente do Banco Central do Brasil ter-se espantado com a inflação de dois dígitos, 11,36%, no mês de março e apesar de Banco Central sinalizar os novos aumentos da taxa básica de juros Selic, o País retomará o crescimento econômico, não menos que 5% em 2022.  O quadro que se espera para os próximos meses, não será de "estagflação" que é a presença de dois fatores negativos, a estagnação e a inflação.  Podem ir tirando o "cavalo da chuva" os que "torcem" pelo insucesso do País ou a impopularidade do atual presidente da República.  O quadro de estagflação, ao contrário, favoreceria a candidatura do ex-presidente da República e oposicionista do atual presidente.

           O quadro de "estagflação" é o que deseja o candidato oposicionista ao Palácio do Planalto.  O ex-presidente quer, para alavancar a sua candidatura, a estagnação da economia com a inflação alta.   Para o ex-presidente, candidato ao mesmo posto que ocupou por 8 anos consecutivos, quanto pior a situação do País, melhor para vender a sua imagem de falso desenvolvimentista ou salvador da Pátria.   O ex-presidente procura vender a sua imagem de sindicalista dos tempos de inflamados discursos nas portas das fábricas em São Bernardo do Campos.   Se o povo vai assimilar o tal discurso, não saberia responder.   Creio que só as urnas darão o veredicto final, em outubro deste ano.

             Na outra ponta, o atual presidente da República, com respaldo dos partidos do "Centrão", composto pelos partidos de apoio no Congresso Nacional, procura impor o seu estilo de administração, com muito verborragia nos seus discursos inflamados.   Enquanto o presidente da República discursa, o "Centrão" vai administrando o País com a Casa Civil na mão.  As medidas, de certa forma, vão na contra mão das regras clássicas de "macroeconomia", impondo uma verdadeira queda de braços com a política monetária do Banco Central do Brasil.   É o quadro atual.  

             A inflação de dois dígitos, vem de fora, é o resultado das medidas de bloqueio dos ativos da Rússia, com medidas restritivas, sobretudo, via SWIFT, que  é o sistema de compensação bancária dos Banco Centrais do mundo todo.   A consequência imediata foi o aumento do preço do barril de petróleo, que atingiu o pico de US$ 130 cada barril, estabilizando, ontem, ao redor de US$ 100 cada barril do tipo Brent, o petróleo leve.  A estatal brasileira, a Petrobras, se beneficiou com o novo patamar de preço, mas devido à política de paridade (equivalente) ao preço internacional não repassa o "lucro" do petróleo, nas bombas, repassando tais benefícios para os acionistas majoritários, os sem direito a voto, os que participam do mercado financeiro.   

          Pelo mesmos motivos, o preço dos commodities sofreram aumento considerável, sobretudo com a retirada da Ucrânia e Rússia nos fornecimento de petróleo e commodities importantes como o trigo e insumos agrícolas.  A alta dos preços dos commodities ao mesmo tempo que beneficiam encarecem os custos de produção do setor agropecuário.  O principal motivo da inflação de dois dígitos (acima de 10%) no Brasil e no mundo ocidental é o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e seus aliados à Rússia, o principal fornecedores de insumos já citados.

            O presidente da República e a equipe do Centrão, não titubeou e tomaram medidas de expansão monetária, mesmo sabendo do risco que corre diante do  quadro de inflação alta.   As medidas já anunciadas, vão desde o aumento de benefícios do Auxílio Brasil de R$ 400 para cerca de 19 milhões de chefes de famílias;  liberação de FTGS até R$ 1 mil para trabalhadores ativos e inativos;  empréstimos de R$ 1mil, da Caixa Econômica Federal para qualquer pessoa física para pagamento a longo prazo e empréstimos de R$ 2 mil para microempresas para pagamento com carência.   Igual forma, o Ministério da Economia, estuda o aumento do teto de Retenção do Imposto de Renda Pessoa Física.  Além das medidas, o governo anuncia a antecipação do pagamento de 13º para os aposentados para os meses de maio/junho, que, também, fará parte do "pacote de bondades".

              Com tanta benevolência do Governo Federal, mesmo diante da inflação alta, o Brasil retomará o rumo do crescimento econômico e social, inequivocamente. Neste contexto, caberá ao Banco Central monitorar a inflação de dois dígitos (acima de 10%), com o seu presidente atento aos acontecimentos.

           Ossami Sakamori 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Explicando a inflação de dois dígitos em 2022

 


O comentário que fiz ontem, sobre "Inflação de dois dígitos veio para ficar, em 2022", não foi bem compreendido pelos meus leitores.   Vocês estão cobertos de razão, pois a maioria é composta de leigos no assunto sobre "macroeconomia".  Expliquei na matéria sobre os motivos que me levou a tal afirmação: de que a inflação de dois dígitos (acima de 10%) perduraria maior parte deste ano, 2022, ano de eleições para principais cargos da estrutura administrativa/política da União e das unidades da federação.

            Se não fosse ano de eleições, certamente, o Executivo Federal tomaria medidas para, em primeiro lugar, conter a inflação, que é um mal já conhecido e suficientemente expostos em matérias precedentes.   No entanto, as medidas anunciadas pelo Executivo Federal, conforme já mencionadas na matéria anterior, vão no sentido contrário ao que manda a boa prática da teoria "macroeconômica".   O Banco Central e o Ministério da Economia, seguem em caminhos opostos.  O Ministério da Economia toma medidas para manter a popularidade do presidente da República para a sua reeleição.  E, o Banco Central tenta "enxugar" o "gelo" criado pelo Ministério da Economia.   

          Explico, melhor:  Enquanto o Banco Central continua a aumentar a taxa Selic, para enxugar a disponibilidade da moeda em circulação, aplicando a moeda circulante em títulos do Tesouro Nacional, o Ministério da Economia, na contra mão, libera o FGTS até o limite de R$ 1 mil para cada empregado do setor privado. Ainda, na outra ponta, a Caixa Econômica Federal libera empréstimos que varia de R$ 1 mil a R$ 2 mil, conforme situação da pessoa, se Pessoa Física ou Pessoa Jurídica, para pagamento a longo prazo.  Isto tudo, acrescido de Auxílio Emergencial de R$ 400, todos os meses, que atende cerca de 19 milhões de chefes de família.  Está previsto, ainda, a liberação de 13º dos aposentados, para os meses de maio/junho.  São valores que entram direto no consumo, realimentando a inflação.

            Diante de tudo que foi explicitados, a inflação que já atinge dois dígitos (acima de 10%), dificilmente, recuará no curto prazo (seis meses).   A inflação só não explodirá, como que já aconteceu no passado, porque a autoridade monetária, o Banco Central, está monitorando permanentemente.  Ainda bem, que o Banco Central do Brasil é independente e é competente para não explodir o País, como que já vimos várias vezes, no passado não tão distante.

            Ossami Sakamori 

domingo, 10 de abril de 2022

Inflação de dois dígitos veio para ficar, em 2022

 

Fonte da imagem: Globo

A inflação oficial, IPCA de março, registrou alta recorde para o mês, desde o ano da implantação do Plano Real, em março de 1994, no governo Itamar Franco.  A inflação acumulada dos últimos 12 meses, cravou 11,3% em março, ante 10,54% acumulados até fevereiro.  O resultado ficou muito acima do centro de meta do Banco Central para 2022, que é de 3,5%.  O alarme tocou no Ministério da Economia, bem como no Banco Central e assim o COPOM deve manter a meta do aumento da taxa básica de juros Selic na próxima reunião.
           A alta da inflação tem dois componentes principais:  a guerra Ucrânia x Rússia e a inflação dos Estados Unidos.  Com a guerra no leste europeu e com o bloqueio de SWIFT, o sistema de compensação de recursos entre os Bancos Centrais do mundo, além de privar os russos de acessos aos recursos para transações financeiras e comerciais com o mundo, está trazendo efeitos colaterais que são a alta do petróleo e derivados, além de privar a Rússia do comércio de seus commodities, como fertilizantes e trigo.  
            Com petróleo, antes negociado ao entorno de US$ 50 cada barril, do tipo Brent, petróleo leve, registrou o pico de US$ 130 cada barril e está estabilizando ao redor de US$ 100 o barril do tipo Brent e alta dos insumos agrícolas, aos patamares nunca dantes vistos.  O Brasil não poderia ser um "oásis" e passar ao largo do mercado mundial de petróleo e de commodities.  O País está importando a inflação do mundo, além de absorver os fatores conjunturais internos.   Não vejo melhora no preço do petróleo e dos commodities, mesmo após o término da guerra Ucrânia x Rússia, no curto prazo.   O efeito da guerra Ucrânia x Rússia deve perdurar durante o ano de 2022, infelizmente.
        No front interno, o Ministério da Economia, ao contrário do remédio para inflação que seria contenção de gastos, está anunciando a liberação de recursos do FGTS e empréstimos aos microempresários pela Caixa Econômica, além dos recurso do Auxílio Brasil para cerca de 19 milhões de beneficiários.  A liberação destes recursos vai manter a economia brasileira aquecida, na camada de baixa renda, mantendo a inflação.  Diante dos fatos, não vejo medidas do governo para o recuo de inflação nos próximos meses.   
         A inflação de dois dígitos veio para ficar, pelo menos em 2022, ano de eleições, em nível federal e estaduais.  Tudo que for dito, diferente, é conversa para boi dormir.  E melhor ficar esperto e acompanhar de perto a alta dos preços.
         
         Ossami Sakamori
 


quarta-feira, 6 de abril de 2022

Petrobras: quem paga o "pato" é o povo brasileiro

 


Acho muito engraçado que o governo fique perdendo o seu tempo precioso com a nomeação do presidente da Petrobras, empresa de economia mista, com controle da União Federal.  Agora, os nomes indicados pelo controlador, governo federal, terão que passar por Compliance, como se um departamento de uma empresa tivesse o poder de "veto" a algum nome apresentado pelo controlador, no caso da Petrobras, a União.  Não há previsão legal para tal feito.

          Nos bons tempos de ladroagem do governo Lula, os diretores eram indicados conforme interesses políticos, o que não é nenhuma irregularidade, desde que os diretores tivessem idoneidade suficiente e experiência no setor.   Eu disse, experiência.  Ao que parece, o critério experiência anterior é um fator de "impedimento" para assumir a presidência da Petrobras.   Se a moda pega, os ministros das áreas técnicas terão que ser de fora da área de suas atuações.  Seria muito engraçado se o Ministério da Saúde fosse tocado por um engenheiro, tipo, Tarcísio Gomes ou o presidente do Banco Central ser administrado por um político da área de saúde.

            Para evitar, eventuais, ganho pessoal dos que ocupam cargos públicos importantes, há legislação que prevê um período de "quarentena", via de regra, 6 meses, para ocupar algum cargo na iniciativa privada, no mesmo segmento de atuação, após deixar a função pública.   E, também, o caso de cargos executivos dos governos federal, estadual e municipal.  Neste últimos casos, para poderem se candidatar a algum cargo  público, os pretendentes, terão que deixar a função pública, 6 meses antes das eleições, exceto para pretendente à reeleição. 

             Na administração do presidente Lula, as nomeações, até de segundo escalão, eram feitos a dedo.   A foto do topo desta página, mostra a nomeação do conhecido operador de "propinas" do PT, o Paulo Roberto Costa.  No caso, o indicado para cargo de segundo escalão da Petrobras, era apresentado ao presidente Lula, pelo, então, ministra de Energia, Dilma Rousseff, acompanhado do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.  Certamente, o indicado, Paulo Roberto da Costa, recebera função específica de "ladroagem" aos cofres da Petrobras para fins de enriquecimentos pessoais de cada um e ou financiamento do Partido dos Trabalhadores.   

            O atual presidente da República não deixa de ter sua razão sobre o objeto da Petrobras.  Se a Petrobras é uma Companhia do governo federal, de alguma forma, os benefício decorrente da alta dos preços de barril de petróleo, a quase dobro, do que se praticava antes da guerra Ucrânia x Rússia, pudessem ser repassados aos consumidores finais, que é a população, que em última análise, são os verdadeiros donos da Petrobras. 

             Os vilões de ontem, são os mocinhos de hoje.  Afinal, quem paga o "pato" é o sofrido povo brasileiro.  

              Ossami Sakamori  

    PS:  Foto que Lula, jamais, queria publicidade.           

terça-feira, 5 de abril de 2022

Biden não é dono do mundo!

 



Para início de conversa, já vou manifestando que sou contra a invasão da Ucrânia pela Rússia.  Sou contra, também, as atrocidades cometidos pela tropa russa, sobretudo contra os civis da Ucrânia.   Sou contra guerra de qualquer natureza entre os povos em pleno século XXI.  O ser humano se comporta como verdadeiros animais irracionais, em nome da "soberania" territorial.  Este filme, a guerra da Ucrânia x Rússia, já vimos várias vezes, ao redor do mundo, nos últimos 100 anos.  É deplorável que seres humanos estejam matando outros iguais, ao redor do mundo, com a desculpa do uso do artifício do termo "guerra", com se dentro da "guerra" permitisse as atrocidades os mais barbáries possíveis, deste que as vítimas forem os soldados.  Triste regra, para os seres humanos do século XXI.

            O presidente norte americano, Joe Biden, vocifera nomes impublicáveis contra o presidente russo, Wladimir Putin.  E, vice-versa.  A guerra entre Ucrânia e Rússia virou tal qual guerra de vídeo game, um brinquedinho para os senhores que se consideram os donos do mundo.   O presidente Biden não tem moral para ser o "árbitro" da guerra entre Ucrânia e Rússia.  O passado dos Estados Unidos não lhes dão o direito de se intitular o "árbitro" da democracia do mundo.  

        Os Estados Unidos, em 1945, lançaram "bombas atômicas" nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, matando cerca de 140 mil civis, crianças e adultos, deixando para os sobreviventes marcas profundas que só se apagaram com a morte das vítimas.   Os Estados Unidos, também, invadiram o Vietnam, matando milhares de pessoas, civis e militares, tudo com justificativa de levar a democracia àquele país.   Igual invasão foi feita no Iraque, matando civis e militares com os mísseis teleguiados que faziam clarões nos céus do Bagdá, que testemunhamos por meio de comunicações, em tempo real.  Neste último caso, sob alegação de Iraque possuir "armas químicas", o que acabou não se confirmando.  Enfim, os Estados Unidos não tem moral para impor quaisquer condutas no campo militar.  

           Quando vejo Biden, impondo as regras de condutas na guerra Ucrânia x Rússia, só tenho a rir, com muita indignação.  Quem sou eu para impor regras de condutas para Zelensky, Putin ou Biden.  Eles já são bem adultos para decidirem e imporem suas convicções pessoais, se é que eles tem algumas.   Enquanto isto, nós, os reles cidadãos do mundo, pagam as consequências da guerra, com aumento de combustíveis e aumento generalizados de alimentos, entre outras consequências imponderáveis.  

           Quero, com isso, afirmar que o Joe Biden, o presidente norte americano, não é nenhum "santo" e muito menos "o dono do mundo", para impor suas convicções pessoais sobre guerra Ucrânia x Rússia.  Biden não é nenhum árbitro do mundo, como ele quer ser. 

           Ossami Sakamori