Receba novas matérias via e-mail adicionando o endereço

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

COPOM mostra balanço de riscos mais favorável

Crédito da imagem: BC

Pela sexta reunião consecutiva, o COPOM manteve a taxa Selic em 6,50% ao ano em decisão unânime. Na visão do Comitê, o quadro doméstico é de recuperação gradual da atividade, núcleos de inflação em patamar “apropriado ou confortável” e expectativas inflacionárias ancoradas. E o panorama externo continua desafiador, refletindo a normalização dos juros nos países desenvolvidos, incertezas em torno do comércio mundial e o aumento da aversão ao risco.

As projeções oficiais para o IPCA diminuíram apesar do Real depreciado e do menor aumento de Selic, embutidos nas simulações. Isto por causa da deflação de importantes preços administrados neste final de ano (energia elétrica e combustíveis), bem como seu efeito inercial (benéfico) no IPCA total. No cenário de mercado, o IPCA é projetado agora em 3,7% (2018), 3,9% (2019) e 3,6% (2020). Em outubro, as projeções eram 4,4%, 4,2% e 3,7%, nesta ordem. No cenário de referência, os números atuais são 3,7% (2018), 4,0% (2019) e 4,0% (2020) contra 4,4%, 4,2% e 4,1% projetados na última reunião.


O balanço de riscos da autoridade monetária, cuja assimetria já havia diminuído em outubro, tornou a pender para o lado mais favorável. Para o COPOM, aumentou o risco de a ociosidade econômica impactar (para baixo) as projeções de inflação e, ao mesmo tempo, diminuiu o risco (altista) de frustração com a agenda de reformas podendo desvalorizar os ativos domésticos. Por outro lado, o quadro externo segue avesso aos emergentes (a intensidade deste risco não mudou).

Como conclusão, o Comitê repetiu que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa (taxa de juros abaixo do equilíbrio) e não mais aponta a possibilidade de remoção deste estímulo no horizonte relevante. Isto em decorrência do balanço de riscos mais favorável, conforme citado acima. Desta maneira, avaliamos que a taxa Selic será mantida em 6,50% ao ano até o quarto trimestre de 2019, pelo menos. Concordamos com a leitura oficial de que a ociosidade econômica segue elevada e o quadro inflacionário é particularmente benigno (seja nos núcleos ou nos headlines). Em adição, com a credibilidade do Banco Central intacta após o processo eleitoral, as expectativas continuarão firmemente ancoradas, à espera do próximo choque. 

Neste sentido, o adequado encaminhamento das reformas será crucial para manter reprimidos os prêmios de risco, colaborando também para manter a política monetária estimulativa. No longo prazo, a agenda de reformas pode assegurar igualmente a redução da taxa estrutural de juros da economia e a sustentabilidade do crescimento. Neste quadro de inflação e juros baixos, maior confiança na economia e implementação da agenda reformista, avaliamos que os preços de ativos mais arriscados ou menos líquidos devem se valorizar de maneira mais rápida que os demais. 

Conheça mais sobre nossos fundos em:









Daniel Xavier, economista-chefe @DMI_Group

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

JBS, a maior lavanderia da América Latina


O mundo dá voltas, porém algumas pessoas continuam blindados e intocáveis. Foi no domingo, dia 19 de janeiro de 2014, que escrevi a matéria tão presente nos dias de hoje, que segue abaixo:


JBS/Friboi deverá financiar Dilma 2014

Folha, ontem: Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por da meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014.  

Folha, 5/1/2014:  Em meio às celebrações da virada do ano, o BNDES selou um acordo para, mais uma vez, favorecer o grupo Marfrig, um dos "campeões nacionais" do governo Lula. Com uma dívida de quase R$ 6,7 bilhões e valendo R$ 2,1 bilhões na Bolsa, o Marfrig está numa situação financeira muito delicada.  Em meados de 2013, o grupo repassou a Seara ao concorrente JBS, que assumiu R$ 5,85 bilhões em dívidas. 

Comentário:

As notícias sempre vem em conta gotas.  Mas, as maracutaias dos governos Lula & Dilma, pelo menos no âmbito do BNDES, estão blindadas.  O dinheiro dos empréstimos ou participações do banco de fomento federal, somem no ralo, sem dar a mínima explicação ao mercado e ao contribuinte.  Foi o que aconteceu com os empréstimos do BNDES, no montante declarado pelo próprio BNDES em R$ 10,6 bilhões concedidos a um ouro grupo, a OGX. Simplesmente, ninguém explicou para onde foi parar, o dinheiro de financiamento do BNDES.  

As notícias que a Folha levantou, fala-se em passivo do grupo de empresas frigoríficos junto ao BNDES em R$ 12,8 bilhões, que aparentemente corresponde às participações acionárias aos grupos de empresas citadas, via BNDESpar, braço de participação acionária do BNDES.  Isto é valor de aquisição das ações das companhias citadas no boom da Bolsa de Valores.  Hoje, no mercado este montante de investimento deve estar valendo cerca de 20% do valor colocado pelo BNDES.  

As notícias da Folha aponta que Mafrig se encontra em situação delicada.  Consta na notícia, também, que JBS, outra empresa do ramo de frigorífico, assumiu uma dívida junto ao BNDES no montante de R$ 5,85 bilhões na aquisição da empresa Seara pertencente a Mafrig, para não deixar a Mafrig naufragar de vez.  Foi dada uma espécie de sobrevida a Mafrig para evitar outro escândalo igual ao da empresa OGX do Eike Batista. 

Há um inquérito corrento na área da Justiça Federal do estado de Rio de Janeiro, em investigação pelo MPF/RJ, sobre os empréstimos suspeitos do BNDES ao grupo Mafrig.  Consta do inquérito, que a empresa Mafrig teria contratado uma empresa de consultoria que pertencia ao atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho.  As maracutaias são feitas, intra muro, para evitar vazamento de informações negativos.   No papel, aceita tudo!  Assim como, a situação real da OGX foi escondido pelo próprio BNDES ao mercado acionário e ao público em geral. 

O grupo Mafrig é apenas ponta de "iceberg" dos empréstimos fajutos do BNDES aos frigoríficos.  Isto, não sou eu que estou a afirmar, mas no mercado financeiro, até engraxate da Bovespa sabe que o rombo maior vem da empesa JBS.  Para quem não sabe, com a ajuda do Lula & Dilma, o grupo se tornou maior empresa no setor de frigoríficos, senão, o maior em faturamento do Brasil.  O tamanho da empresa não quer dizer muita coisa.  A maior empresa montadora nos EEUU, a GM, quase foi a pique, na crise financeira americana de 2008, se não fosse socorro do presidente Obama. 

O setor de frigoríficos é uma segmento que a margem da rentabilidade operacional é quase nula.  A JBS não ganha no operacional, mas sim no financeiro, tanto quanto GM ganhava no financeiro ao invés de operacional, produzindo seus veículos.  O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, num montante que beira R$ 30 bilhões.  O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontado os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis. 

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batistas, famosos também no "jet set" nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprados indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.  

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o empresário estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o nosso suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não tem 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos Batistas tem em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica tudo.  

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os  Batistas dos carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles tem, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe, ou melhor, só a Dilma sabe! 

JBS/Friboi do conhecido comercial do Tony Ramos é o próximo OGX, a sucumbir, se o governo PT perder eleições. Se Dilma ganhar eleições, a festa continua!  E cada vez mais BNDES vai botar nosso dinheiro no Friboi do Tony Ramos. Com certeza absoluta, JBS será o principal financiador da campanha da Dilma.  Quem sabe, Tony Ramos será o principal mascote da Dilma 2014.  

Tudo isto foi escrito por este articulista, no início de 2014, há quase 5 anos.  No entanto, estranho que os principais responsáveis da maior ladroagem do dinheiro público, da época, a Dilma, o Lula, o Manega e o Luciano Coutinho não estejam sendo o "foco" das investigações sobre o caso.  Curiosamente, apenas o Aécio Neves, igualmente financiado pelo grupo JBS, esteja no centro de investigações da lavanderia dos irmãos Batista.  Os Batistas tomaram do BNDES, banco de fomento federal, empréstimos a juros subsidiados de 3,5% ao ano fixo, o conhecido "Bolsa empresário" enquanto o governo federal pagava juros Selic acima de 10% ao ano.   

Sobre a matéria, à época (2014), o  ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo e Secretário Nacional da Justiça no período 2007-2010, Romeu Tuma Jr, comentou: "a empresa JBS é maior lavandaria da América Latina".  Tinha razão o delegado da Polícia Civil, pois os fatos vieram  confirmar a sua afirmação.  Num país sem memória, é importante relembrar algumas passagem da sua história recente. 

Ossami Sakamori

domingo, 9 de dezembro de 2018

Não basta ser apenas contra os governos do PT.



Hoje, vamos inverter a abordagem sobre o desemprego no País.  Já estamos cansado de saber que o número de desempregado está em 12,7% ou aproximadamente 13 milhões de trabalhadores formais.  Incluído os desalentados e sub-empregados, o número avança para próximo de 40 milhões de trabalhadores.  O certo é que o número de trabalhadores em "situação crítica" contrasta com o número de trabalhadores com "carteira assinada", que anda ao redor de 33 milhões ou cerca de 32% da força de trabalho do País. Mesmo com o governo Bolsonaro, é altamente improvável que o número de empregados formais cresça como deveria ser. Certamente, o Brasil está longe de alcançar o estágio de desenvolvimento dos países do primeiro mundo.  

Enquanto o agronegócio representou cerca de 4,5% do PIB em 2017, o setor industrial encolheu nos últimos 20 anos, passando de 27,5% do PIB em 1994 para menos de 18,5% do PIB em 2017, enquanto o setor de serviços representou cerca de 63% do PIB em 2017.  O que chama a atenção na evolução dos números dos últimos 33 anos, dentro do Plano Real, é a queda de participação do setor industrial na formação do PIB do Brasil.  Vamos lembrar que o setor industrial é que mantém os empregos com carteira assinada com média de salários acima dos demais trabalhadores.  

Não adianta chorar "as pitangas" em cima de fatos concretos mostrados pela desgraça do número de desempregados, desalentados e sub-empregados.  O governo e a grande imprensa, dá destaque apenas ao número de desempregados que representa cerca de 13 milhões, mas o não divulga que cerca de 40 milhões de trabalhadores estão em situação de nenhuma renda ou apenas com a renda de trabalhos informais ou "biscates". 

Em contraste, o Brasil, um país emergente em crise, se porta como um país em desenvolvimento, na hora de gastar.  Os sucessivos governos, trabalham com o dólar baixo ou o real valorizado, proporcionando a "sensação de bem estar" e "sensação de poder de compra" para a população.  E Paulo Guedes vem com a história de "Banco Central independente" como se a independência do Banco Central fosse "a solução" para todos os problemas do País. Não, não é!  Nem tão pouco, o "câmbio flutuante" é a  solução para o desenvolvimento sustentável do País.  

Enquanto o Brasil se portar (gastar) como país desenvolvido, com inúmeros problemas estruturais e continua a seguir as dogmas ditadas pelos organismos internacionais como FMI, OCDE e Banco Mundial, nunca alcançaremos o estágio de desenvolvimento dos países do primeiro mundo.  O Brasil quer seguir a estrutura da política econômica e monetária praticada por Estados Unidos, Japão e Alemanha, sem ter condições estruturais de acompanhá-los.  

Para alcançar o estágio de desenvolvimento dos demais países emergentes, o Brasil deveria seguir o exemplo dos mesmos.  Os países como China, Índia e países do sudeste asiáticos, ousam fugir dos ditames dos organismos de fomento internacional, colocando em primeiro plano política econômica que assegure o crescimento acelerado.  Enquanto os muitos países emergentes crescem acima de 6% ao ano, o Brasil insiste em comportar-se como um país desenvolvido.  E, assim, na "soberba", vamos distanciando cada vez mais do estágio de desenvolvimento do primeiro mundo.  

Com Paulo Guedes e seus "old boys" (velhos garotos), com deliberado anúncio da "teoria liberal" capenga, que em primeiro plano, atende aos interesses dos "agiotas nacionais e internacionais", vai tentar colocar o Brasil no rumo do desenvolvimento sustentável.  

Por enquanto, vejo que o governo Bolsonaro está apenas com as boas intenções. Vamos torcer que o presidente da República não deixe o destino do País, tudo na mão dos seus ministros da área econômica.  Não basta ser apenas contra os governos do PT.  

Ossami Sakamori
   

sábado, 8 de dezembro de 2018

Para que lado irá o Paulo Guedes?



Esta matéria não visa alcançar os economistas e nem tão pouco os articulistas econômicos.  Há um equívoco, um cacoete de analistas econômicos brasileiros analisarem a remuneração dos juros do Tesouro Nacional brasileiro, a taxa Selic, como se o Brasil fosse um país do primeiro mundo, sem nenhum problema estrutural na área econômica e financeira.  Há muitos anos luzes que separam o Brasil dos países do primeiro mundo. 

O Brasil está longe de ser um país desenvolvido.  O Brasil não passa de um país emergente posando de um país em desenvolvimento.  O setor industrial do País responde por apenas 12% do PIB.  O Brasil é um país que, como nos tempos da colônia, dependente da receita de produtos primários como da agricultura e da mineração para pagar as importações.  O Brasil de hoje pouco mudou em relação ao Brasil colônia do século passado.  Brasil, tanto quanto a América Latina e a África não acompanharam o desenvolvimento do restante do mundo.  A China e países asiáticos acordaram para a nova realidade, há algum tempo, e já ocupam lugares de destaque no comércio mundial.  Brasil vende produtos primários e compra produtos industrializados, como nos tempos da colônia.   

O Brasil é considerado ainda um país emergente ou país do terceiro mundo.  Isto tem o preço a pagar. O Brasil é avaliado pelas agências de classificação como de "risco moderado" para uma eventual calote.  Os bancos internacionais e fundos de investimentos estrangeiros exigem o pagamento de juros Selic maior do que a inflação IPCA. Isto é, exigem ágio!  Pelos gráficos apresentados no topo desta página, podemos ver que os juros Selic é cerca de 2% acima da inflação.  Não é atoa que o Tesouro Nacional paga juros Selic maior do que a inflação.  Brasil, ainda, é visto como um possível "caloteiro", tal qual Grécia ou Turquia. 

O reflexo do "ágio" acima da inflação calculado sobre o volume total da dívida  do Brasil, de cerca de R$ 5,5 trilhões, corresponde grosso modo a R$ 110 bilhões de acréscimo real à dívida pública, já que o Brasil não paga o capital emprestado há muito tempo.  Digamos que o Brasil entrou num  beco sem saída.  Brasil já deve 2/3 de tudo que produz no ano.  

A situação fiscal do Brasil é explosiva porque o País nem sequer consegue pagar as despesas correntes do governo federal, mesmo antes do pagamento de juros.  Esta conta se chama "déficit primário".  O "déficit primário", o dinheiro que falta para pagar as contas" é previsto para este ano em cerca de R$ 130 bilhões, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública federal.  O "déficit nominal", o total de dinheiro que falta é de cerca de R$ 240 bilhões, nesta conta.

O governo presente e futuro vangloriam-se pelo juros Selic de 6,5% ao ano, como se fossem os mais baixos do mundo.  Em termos de mercado financeiro internacional, 2% líquidos ao ano são juros de "agiotas".  Nas matérias anteriores, faço referências aos investidores financeiros nacionais e internacionais de "agiotas", exceptuando os investidores que aplicam em sistema produtivo. O governo brasileiro pega dinheiro dos "agiotas nacionais e internacionais" para manter o País à tona até que apareça uma solução estrutural duradoura.  

Com certeza, não será através de uma vaga teoria liberal pregado pelo futuro ministro da Economia Paulo Guedes, que tirará o País do atoleiro que se meteu.  A única saída para o Brasil, no meu entender, é crescer sustentavelmente a uma taxa possível de 6% ao ano, para dispender cada vez menos o dinheiro do Orçamento Fiscal para pagamento de juros aos agiotas nacionais e internacionais.  

Brasil precisa gerar, urgentemente, "superávit fiscal" para investir em infraestrutura, além de prover serviços de educação, saúde e segurança pública.  Isto será um desafio ao presidente Bolsonaro que não tem familiaridade com os assuntos da área econômica.  Como sempre, a maioria dos indicados nas áreas econômica são pessoas que no seu "dia a dia", de alguma forma, estão ligados aos "agiotas nacionais e internacionais".  

Para que lado irá o Paulo Guedes?

Ossami Sakamori

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

AKK substituirá Angela Merkel na Alemanha

Crédito de imagem: Estadão

O Estadão traz matéria extensa sobre a eleição da Annegret Kramp-Karrenbauer para o cargo de secretária-geral da CDU - União Democrata Cristã, para suceder a primeira ministra Angela Merkel na chefia do partido da situação.  A Kramp-Karrenbauer representa a continuidade da linha moderada conservadora adotada pela Angela Merkel que esteve à frente doCDU por 18 anos consecutivos na liderança do partido e 13 anos como Primeira ministra ou denominação usual de "chanceler".  O mandato da chanceler Angela Merkel vai até 2021.  O que segue é resumo da matéria apresentada pelo grande jornal Estadão .

AKK venceu eleição derrotando o principal concorrente, o advogado e milionário Friedrich Merz, que propunha uma guinada à direita do CDU e consequentemente a guinada à direita da Alemanha.  Kramp-Karrenbauer deve liderar o seu partido nas próximas eleições, podendo vir a se tornar, se vencer, mais uma mulher a ocupar posição de chanceler da Alemanha.  A Alemanha é 4ª economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão.  O país é líder, junto com a França, na União Europeia, daí a importância da eleição da AKK frente ao CDU.

Annegret Kramp-Karrenbauer, 56 anos, é casada e mãe de três filhos, conservadora nos costumes e é católica.  A chanceler Merkel é protestante, casada pela segunda vez e sem filhos.  AKK adota o mesmo estilo Merkel, dando preferência a uma "abordagem prática" e "não ideológica".  AKK foi deputado estadual e federal e foi chefe do governo do estado de Sarre. Ela foi secretária-feral da CDU de março até hoje.

Ossami Sakamori

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Brasil: 4,6 milhões de famílias vivem abaixo da linha da pobreza

Crédito da imagem: Veja

O número de pessoas na faixa de "extrema pobreza" aumentou para 7,4% em 2017, o que corresponde a cerca de 15,2 milhões de pessoas.  E a população de "baixo rendimento", de acordo com o critério do Banco Mundial, é de 54,8 milhões de pessoas.  A estatística do IBGE não dá ideia clara sobre a população de baixa renda, se considerar apenas o número de pessoas, porque inclui nela as pessoas de família com menores de idade e de aposentados ou beneficiários de algum benefício do governo federal.   

Se transformarmos o mesmo número em número de famílias ao invés de número de pessoas, dará uma ideia melhor sobre a situação da pobreza no País.  Segundo o último levantamento do IBGE, o número médio de pessoas por família é de 3,3 pessoas.  Assim sendo, o número de famílias abaixo da "linha de rendimento" é de 16 milhões de famílias e dos quais o número de famílias "abaixo da linha pobreza" é de 4,6 milhões de famílias.  

A renda média, considerando por família, considerando o número médio de pessoas por família de 3,3 pessoas e o dólar na cotação de ontem, R$ 3,85, a renda média familiar abaixo da "linha de rendimento" é de R$ 2.100 por mês/família e a renda média familiar "abaixo da linha da pobreza" é de R$ 724 mês/família.  Mesmo considerando renda familiar, a renda dos mais pobres do País continua muito baixo.  Isto é um desafio para que o futuro governo com a teoria liberal venha resolver ou minorar.  Pior que esta situação não pode ficar! 

Os números apresentados pelo IBGE, em síntese, significa que há cerca de 16 milhões de famílias com renda mês/família de R$ 2.100 e cerca de 4,6 milhões de famílias vivem com renda mês/família de R$ 724.  Se considerar que cerca de 13 milhões de chefes de família recebem Bolsa Família, em tese, as famílias abaixo da "linha da pobreza" se sustentam tão somente com os recursos do governo federal. 

Os mesmos números apresentados pela grande imprensa de uma forma sintetizada, mascara um pouco a realidade brasileira.  Considero que a pior verdade é a meia verdade, por isso, o motivo desta matéria. Isto é a realidade brasileira, no entanto, os números soltos não dão ideia do que seja o verdadeiro perfil econômico da classe mais pobre do País.  Independente da forma como se apresenta a pobreza, a situação econômica do Brasil está no fundo do poço. 

Ossami Sakamori

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Dívida pública bruta do Brasil alcança R$ 5,5 trilhões

Crédito da imagem: Estadão


Segundo projeções do Tesouro Nacional a dívida pública bruta da União deve subir 3,3% este ano, alcançando 77,3% do PIB ao final de dezembro, o que corresponde a cerca de R$ 5,4 trilhões.  Ainda, segundo Tesouro Nacional, em apenas 5 anos, a dívida pública bruta subiu 27,5%, pulando de R$ 4,2 trilhões ao final de 2013 para atual patamar.  A velocidade do aumento da dívida bruta do Brasil é muito preocupante para qualquer formulador da política econômica do País.

O cenário seria pior se não fossem as devoluções antecipadas dos empréstimos que o Tesouro fez ao BNDES e agora estão retornando para o caixa do Tesouro. Os dados mostram que as devoluções já feitas e as acertadas com o BNDES para os próximos anos, vão permitir uma redução de 9% da dívida bruta até 2027, neste quesito.  Sem esse cronograma de pagamento, a dívida chegaria em 2027 no patamar de 82,2% do PIB, considerado explosivo de acordo com os padrões internacionais, para um país emergente como o Brasil.

Sem as reformas estruturantes, quais sejam, a reforma da previdência e a reforma tributária, somado ao risco de volta da inflação, é uma ameaça para o crescimento sustentável do País.  A teoria que deu certo para o conservador Ronald Reagan nos Estados Unidos e para o general Augusto Pinochet no Chile, não necessariamente, será a salvação para o Brasil.  O mercado financeiro mundial de hoje, rege numa outra ordem econômica.   

A situação do Brasil em que está prestes a sair da pior recessão econômica dos últimos 100 anos, portanto, a prudência se impõe aos administradores públicos.  Apenas a mudança sutil da teoria econômica não será suficiente para resolver os graves problemas estruturais que o País enfrenta.  Para que o povo brasileiro deposite confiança, Paulo Guedes e sua equipe econômica devem colocar os pés no chão e propor políticas econômicas e monetárias que sejam sustentáveis para o País. 

Uma coisa é certa.  A teoria liberal dos "Guedes boys" não será solução para resolver todos os problemas econômicos do País.    

Ossami Sakamori
Fb/saka.sakamori

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Jair Bolsonaro é um grande comunicador



A espontaneidade é a marca própria do presidente eleito Jair Bolsonaro, comparado com as dos últimos presidentes da República.  Cada dia que passa, o povo brasileiro vai se acostumando ao jeito "Bolsonaro" de ser.  De frases curtas, que muitas vezes choca aos ouvidos, o presidente eleito vai transmitindo o seu recado de como pretende governar o País.  Pela primeira vez, depois de longo período em que o presidente da República procurava a grande imprensa, no caso do presidente eleito Bolsonaro acontece o contrário, a grande imprensa é que vai atrás dele.  

Muitos, sobretudo a grande imprensa, insinuam que a fase de "lua de mel" vai "acabar logo" no enfrentamento dos problemas e crises que assola o País.  Desde a fase da campanha, para alçar à posição de presidente eleito, o Jair Bolsonaro se comunica com a população da sua maneira espontânea e com linguagem própria que o povo assimila.  Jair Bolsonaro, antes de ser presidente da República é um comunicador por excelência.   Não será qualquer jornalista que "emparedará" o presidente eleito.   A ficha ainda não caiu para esses profissionais da imprensa. 

O defeito que muitos o creditam, o de "voltar atrás" nas afirmações, ao contrário do que possa parecer um "defeito", no meu ponto de vista, é uma "qualidade" do Bolsonaro.  Saber voltar atrás em afirmações inadequadas de antes é uma qualidade.  Jair Bolsonaro tem o dom de saber "voltar atrás" em afirmações inadequadas de antes e faz à sua própria maneira, sem constrangimento.

Espero que o presidente Jair Bolsonaro volte atrás sempre que for necessário, para atender os reais interesses da Nação.

Ossami Sakamori

domingo, 2 de dezembro de 2018

Olavo de Carvalho quer ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos

Crédito da imagem: Estadão

O neo-brasilianista Olavo de Carvalho, filósofo brasileiro que se diz "guru" do presidente eleito Jair Bolsonaro, espera ansiosamente a sua nomeação para a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.  No próximo dia 8, está inscrito para participar da Cúpula Conservadora das Américas - contraponto ao Foro de São Paulo - e espera contar com a presença do presidente eleito Jair Bolsonaro para o evento.

Olavo de Carvalho mora na cidade de Carson na Virgínia, nos Estados Unidos, hoje com 71 anos, autor de 27 livros, fez a aposta política mais certeira da vida.  Através dos filhos do presidente eleito, o Eduardo e o Flávio, forneceu o embasamento ideológico para a campanha do Jair Bolsonaro à Presidência da República, segundo ele.  Já conseguiu nomeação dos seus seguidores de carteirinha, o diplomata Ernesto Araújo como ministro de Relações Exteriores e professor Ricardo Vélez Rodrigues como ministro de Educação e Cultura. 

Ao Olavo Carvalho não falta modéstia. "“Bolsonaro teve a prudência de se apegar a mim porque sou um bom conselheiro”, diz o professor ao discorrer sobre seus méritos. Em entrevista à imprensa brasileira, já disse que o "estoque" de indicações para ocupar cargos no governo Bolsonaro já acabou. E nas diversas entrevistas, nas entrelinhas, Olavo de Carvalho mostra o desejo incontido de ocupar o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. É um claro recado ao presidente Bolsonaro de que a próxima indicação será dele próprio. Um cargo diplomático por ele almejado, sem nunca ter sido de carreira, seria o coroamento da sua condição de neo-brasilianista. 

Professor Olavo de Carvalho quer ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos.  Resta perguntar ao presidente eleito Jair Bolsonaro se ele quer continuar a submeter o seu governo ao patrulhamento ideológico do professor.

Ossami Sakamori

sábado, 1 de dezembro de 2018

Viaduto da Marginal Pinheiros continua requerer atenção!

Crédito de imagem: Globo

Em meio a polêmica, hoje, dia 1/12, a Prefeitura de São Paulo vai começar o macaqueamento do viaduto da Marginal Pinheiros, que cedeu no último dia 15 de novembro.  Segundo o prefeito Bruno Covas, os testes relativos ao macaqueamento devem ser concluídos no domingo, dia 2 de dezembro. Esta fase é apenas uma etapa que deve estender, no mínimo, até janeiro do ano que vem. 

Ontem, o promotor Marcelo Milani, acompanhado de dois engenheiros do corpo técnico do MPE, afirmou que "as evidências de falta de manutenção são visíveis".  Segundo a grande imprensa, o promotor afirmou que aguardará o laudo técnico do IPT que farão os ensaios com borrachas, vigas e concreto do viaduto para tomar medidas cabíveis.  

Em meio ao imbróglio, em que o MPE investiga as eventuais responsabilidades sobre a queda do viaduto da Marginal Pinheiros, o atual prefeito Bruno Covas, o atual secretário de obras Vitor Aly, o ex-secretário da pasta Marcos Penido e a construtora Norberto Odebrecht.  No entanto, em nota a Odebrechet emitiu nota: "ao contrário do que foi afirmado pelo secretário Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, a CBPO, empresa adquirida pela Odebrecht na década de 1980, não foi a executora do viaduto". 

O que se vê pelas imagens, noticiários e pelos procedimentos técnicos adotados até o momento, está evidente que o assunto carece de uma análise técnica "mais completa" sobre o acidente para que uma eventual solução a ser adotada não não seja uma "meia sola" afim de ter um "custo menor" em detrimento da "segurança dos usuários do viaduto", bem como dos usuários dos trens metropolitanos que trafega debaixo dele.  

Continuo afirmando que a "queda do viaduto da Marginal Pinheiros" é apenas retrato do descaso do poder público na manutenção das obras viárias de mesma natureza e porte em todo o País.  É possível que os acidentes sejam resultados da desídia ou conivência dos agentes públicos no trato com o dinheiro público.  O prejudicado, como sempre, é o contribuinte que paga "com vida" ou com "prejuízos" desnecessários aos cofres públicos. 

O "conserto" do viaduto da Marginal Pinheiros continua a requer atenção, apesar das providências anunciadas!

Ossami Sakamori
Engenheiro civil, Perito judicial cível, foi Professor de Estabilidade das Construções da UFPR
Fb/saka.sakamori



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O PIB do Brasil deve terminar o ano de 2018 em 1,6% positivo



Segundo IBGE, o PIB brasileiro cresceu 0,8% no terceiro trimestre deste ano.  Fazendo comparação com o mesmo trimestre, o terceiro de 2017, o PIB avançou 1,3%.  O crescimento do PIB vem se repetindo há quase dois anos, iniciado no primeiro trimestre de 2017.  Com relação ao segundo trimestre, houve crescimento de 0,8%.  No período, o terceiro trimestre de 2018, o PIB alcançou R$ 1,716 trilhão, que é o resultado de tudo que o País produziu no período considerado.  

Fazendo projeção para o ano de 2018, considerando que há quase dois anos o resultado do PIB é positivo.  Neste ano, 2018, o PIB deve alcançar próximo de R$ 7 trilhões ou equivalente a cerca de US$ 1,9 trilhão considerando o dólar médio que é utilizado pelos organismos internacionais como FMI, para aferição do PIB de cada país. 

Diante do resultado do terceiro trimestre deste ano e dos resultados dos últimos 7 trimestres (quase dois anos), podemos afirmar, sem medo de errar, que o PIB de 2018 deverá terminar o ano, próximo de 1,6% positivo.

Ossami Sakamori
facebook/saka.sakamori

domingo, 25 de novembro de 2018

Bruno Covas é o responsável pela reconstrução do Viaduto do Marginal do Pinheiro

Crédito da imagem: Terra

É preocupante ver as providências e anúncios estarem sendo feitos pelos órgãos técnicos da Prefeitura Municipal de São Paulo, sem a observância do requisito mínimo necessário para garantir a segurança do usuário após o eventual "conserto" e entrega do viaduto em concreto armado do Marginal Pinheiros, uma importante via de comunicação e acesso da cidade de São Paulo.

Quando há rompimento de um elemento estrutural com mais 50 anos de uso contínuo, como é o caso, é apenas um “aviso prévio” de que o elemento estrutural está “muito doente” ou em “profunda fadiga”.  Neste caso em específico, onde não há sequer cópia do projeto estrutural do viaduto, conforme noticiado pela imprensa, é irresponsabilidade estabelecer um “diagnóstico preciso”, apenas pelas observações visuais ou através de "indícios". 

Segundo informado pela imprensa, refazer o “apoio” (o conjunto de coluna e “neoprene”), nas condições semelhantes “de antes” do acidente, é de no mínimo irresponsabilidade dos administradores públicos. A solução para o caso requer um estudo técnico mais profundo.

Recomendo que o diagnóstico da estabilidade e segurança do viaduto em referência seja feita observando os rigores das normas técnicas.  É importante que o diagnóstico e solução não seja feito por peritos que não tenha conhecimento específico do assunto sobre a construção e manutenção de pontes e viadutos.  O que terá que ser feito deverá ser feito, não importa o custo da obras.  

Fica notificado através deste, o prefeito da cidade de São Paulo Bruno Covas para que se "abstenha" de tomar medidas de "improviso", sem obedecer a mínima regra de engenharia brasileira, uma das mais conceituados do mundo.  O caso requer soluções técnicas e não uma solução política.  Interesse da vida humana em primeiro plano, antes de interesse político ou orçamentário. 

Bruno Covas é o responsável pela reconstrução do viaduto do Marginal Pinheiros.

Ossami Sakamori


sábado, 24 de novembro de 2018

Alcolumbre poderá ser presidente do Senado



Segundo a revista Veja, o candidato preferido do presidente eleito Jair Bolsonaro para a presidência do Senado Federal é David Alcolumbre, DEM/AP.  O senador começou a carreira política como vereador em Macapá, capital do estado do Amapá em 2001, foi deputado federal pelo Amapá de 2002 a 2010 e foi eleito senador nas eleições de 2014.  Ele é considerado senador do "baixo clero", sendo um dos 13 senadores que não possuem nível superior, o que também, não é demérito nenhum.

Alcolumbre como ele é designado, se confirmar como presidente do Senado Federal, contando com o apoio político do presidente Bolsonaro, à partir de 1º de fevereiro do próximo ano, enterra a pretensão do senador Renan Calheiros, MDB/AL, no comando da Senado.  A ascensão do Alcolumbre, atrapalha também a pretensão do deputado Rodrigo Maia, DEM/RJ, de comandar a Câmara dos Deputados.  Não caberia o comando de duas casas do Congresso Nacional por tradição.  

Assim sendo, o DEM será ao lado do PSL, o partido do presidente da República, o principal partido de sustentação do governo.  O DEM já conta com Tereza Cristina, DEM/MS, no Ministério da Agricultura, Onyx Lorenzoni, DEM/RS, na Casa Civil e Luiz Henrique Mandetta, DEM/MS, no Ministério da Saúde.  

Ossami Sakamori

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

IPCA-15 desacelera para 0,19% em novembro



A inflação medida pelo IPCA-15 diminuiu para 0,19% em novembro, vindo abaixo de nossa projeção e do consenso de mercado (0,24% ambos). Segundo o IBGE, foi a menor variação para um mês de novembro desde 2003 e, com isso, o indicador acumula 4,0% no ano e 4,4% em doze meses. Cabe lembrar que o IPCA-15 é antecedente do IPCA oficial e a meta central para inflação deste ano é de 4,5%.

Em novembro, houve desaceleração em 6 dos 9 grupos componentes do IPCA-15, com destaque para Transportes (combustíveis, principalmente), Habitação (bandeira amarela nas contas de luz) e Saúde (farmacêuticos e higiene mais baratos). Em sentido inverso, a inflação de Alimentação acelerou (+0,54%) influenciada pelos in natura. E os artigos residenciais e despesas pessoais também tiveram discretas
elevações. Até o encerramento de novembro, avaliamos que as influências baixistas dos preços de combustíveis e eletricidade serão ainda maiores, levando o IPCA do mês para próximo de -0,1% M/M e 4,2% A/A.

Desconsiderando os preços mais voláteis, os indicadores de tendência inflacionária continuaram bem comportados neste IPCA-15. As três medidas de núcleo de inflação que mais se aproximam da tendência do IPCA oficial continuam estacionadas ao redor de 3,3% A/A há mais de um ano e meio. Considerando os sete núcleos monitorados pelo Banco Central (BC), sua variação se mantém em 2,9% no mesmo período. E o índice de difusão (parcela de subitens com alta de preço no mês) veio em 53% em novembro, algo abaixo de sua média em doze meses (55%). Ver gráfico.

Em resumo, a inflação oficial continua surpreendendo para baixo e os indicadores de núcleo seguem em patamar apropriado para a atual política monetária estimulativa do BC. Isto, juntamente com a adequada ancoragem das expectativas (com a qual a nova gestão do BC tende a se comprometer) e a gradual recuperação da economia doméstica (partindo de um elevado nível de ociosidade), corroboram o nosso call de que a taxa Selic será mantida em 6,50% até, pelo menos, o 3T19. O andamento, ainda que gradual, das reformas também é importante neste cenário. Os sinais emitidos até agora pelo governo recém-eleito apontam que esta hipótese ainda é a de maior probabilidade.

Neste quadro de inflação e juros baixos, maior confiança na economia e implementação da agenda reformista, avaliamos que os preços de ativos mais arriscados ou menos líquidos devem se valorizar de maneira mais rápida que os demais.

Conheça mais sobre nossos fundos em: www.dmigroup.com.br.









Daniel Xavier, economista-chefe @DMI_Group