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domingo, 24 de setembro de 2017

Rocinha pede socorro!


A favela da Rocinha está cercada pelas Forças Armadas brasileiras, há dois dias. O objetivo, segundo a Secretaria de Segurança Pública é evitar a "invasão" da "facção rival" no maior "enclave" do País. A grande imprensa noticia como principais figuras do "tráfico de drogas" da Rocinha, o Rogério 157, foragido e o Nem, preso na cadeia de Segurança Máxima em Rondônia. Ainda, segundo a grande imprensa, os tiros foram intensos na madrugada de hoje.

O fato é que a Segurança Pública do Rio de Janeiro não manda na Rocinha. O máximo que faz é interferir para "tentar evitar" o confronto entre "facções rivais" dentro deste "enclave". O fato concreto é que a Rocinha, como demais favelas do Rio de Janeiro, é comandada por uma ou mais "facções" do tráfico de drogas e armas. E o povo da Rocinha convive com esta situação há anos, sem que a autoridade tome "posse" do território para prover os serviços públicos essenciais. 

Segundo último censo do IBGE, a favela da Rocinha tem 69 mil habitantes. Se município fosse, a Rocinha seria superada apenas por cerca de 550 municípios dentre 5.570 existentes no País. Pois, este e demais "enclaves" estão fora do controle da administração pública. A favela da Rocinha é, de longa data, comandada pelo "tráfico de drogas". O "tráfico de drogas" aproveitam deste "vácuo do poder" para exercer o "poder efetivo" sobre a população.

O governador do Estado do Rio de Janeiro pediu ajuda às Forças Armadas para "proteção" da favela da Rocinha. A população do Rio de Janeiro "esperava" que as Forças Armadas adentrasse na Rocinha e fosse "matando" os traficantes como se mata moscas. Não é bem assim que funciona as leis brasileiras. A lei vale também para o pior traficante, infelizmente. Há que ter "mandados judiciais" para efetuarem as prisões. Além de tudo, os soldados das Forças Armadas não foram treinados a efetuar prisão, mas foram treinados para matar os inimigos da pátria. 

Já em 11 de julho deste ano, escrevi matéria com o título: Negros e pobres só são lembrados depois de mortos, onde retrato a ausência do Estado nas comunidades pobres e as consequências pertinentes. A ausência do Estado, abrangendo União, estados e municípios, é a causa principal do que está ocorrendo nas favelas do Rio de Janeiro, em especial na favela da Rocinha. Não adiante chorar depois de leite derramado! Há que aprender lição em cada episódio triste para não repetir as ocorrências tristes, indefinidamente.

PS: Há um boato de que uma autoridade eclesiástica teria sido sequestrada pelo comando de tráfico de drogas da Rocinha. Queira Deus que seja apenas mais um boato que circula nas redes sociais! 

Rocinha pede socorro!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


sábado, 23 de setembro de 2017

Por que não Valéria Monteiro para presidente da República?

Crédito da imagem: Globo

Valéria Monteiro quer ser candidato ao cargo de presidente da República. A notícia é a última novidade na corrida presidencial de 2018. Serei o penúltimo blog que comenta a notícia sobre a jornalista. A Valéria Monteiro já fez parte do quadro da poderosa Globo. O rosto é conhecido pelos brasileiros porque fez parte da bancada do Jornal Nacional nos idos anos 90. Valéria Monteiro, segundo Wikipedia, está com 52 anos e é mineira de Belo Horizonte. Lindona, ela é!

Muitos podem achar que é "brincadeira" da Valéria. Pois, eu não acho. Valéria Monteiro tem chance real de chegar à presidência da República. Por que não? O quadro da política brasileira com vistas à eleição presidencial de 2018 está um tanto nebuloso e desgastado antecipadamente. Os candidatos apresentados até aqui são velhas figuras "carimbadas" da política brasileira. 

O Brasil se encontra no "lamaçal de ladroagem", como eu disse na matéria anterior. Os candidatos auto-lançados até aqui, são velhas figuras que participaram da política e da administração pública ou no presente ou no passado. O próprio João Dória que se apresenta como "novo" na política, foi presidente da Embratur no "velho" governo José Sarney. O outro candidato que desponta nas pesquisas é o deputado federal Jair Bolsonaro, que ocupa o cargo desde 1991 e pouco produziu. 

Já afirmei em outras matérias de que qualquer cidadão com mínimo conhecimento de economia e que esteja disposto a dedicar sua parte da vida, o faria com "os pés nas costas". Brasil é um país pródigo em riquezas naturais, com vastas terras agriculturáveis e riquezas minerais inesgotáveis. Brasil é quinto em extensão territorial e em número de habitantes. Só mesmo a incompetência leva o País à bancarrota como está a fazer o governo Dilma/ Temer eleito em 2014. 

Não conheço Valéria Monteiro de perto e nem tive a curiosidade de "vasculhar" a sua vida profissional pregressa. Mas, no meio de tanto "lamaçal de ladroagem", porque não ter mais uma opção para o povo brasileiro escolher, dentre tantos, para confiar o destino de suas vidas. Diga-se de passagem, vidas tão sofridas, impostas pelos sucessivos governos incompetentes!

Por que não Valéria Monteiro para presidente da República?

Ossami Sakamori


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Brasil caminha no lamaçal da ladroagem.

Crédito de imagem: blogdocaminhoneiro

Brasil está atolado em lamaçal da ladroagem em todos os níveis de governo. Não há dia que não tenha notícia sobre operação da Polícia Federal pelas ruas. Se antes as operações se referiam ao combate de tráfico de drogas, hoje, as operações se referem a alguma ladroagem nos cofres públicos. Ainda assim, o povo enfrenta a situação com bravura como caminhoneiro enfrenta as estradas mal conservadas nos rincões do País.

Ontem, o plenário do STF decidiu por unanimidade, encaminhar para Câmara dos Deputados o processo de "formação de quadrilha" do presidente da República Michel Temer, para que ela decida sobre o prosseguimento ou não. Se isto tivesse acontecendo em qualquer país "sério" do mundo, o povo já teria exigido a renúncia ou afastamento voluntário do presidente da República. Como o Brasil não é um país sério, o presidente Temer continua no cargo. É provável que a Câmara dos Deputados rejeite o prosseguimento da investigação pelo STF, até 31 de dezembro de 2018, data em que termina o foro privilegiado do Michel Temer.

A presidente antecessor, eleita na mesma chapa do atual, Dilma Rousseff, foi afastada do cargo de presidente da República sobre prática de crime de "responsabilidade". A Dilma está ainda sendo investigado pelo favorecimento de R$ 300 milhões da Odebrecht, dinheiro oriundo de forma ilícita auferido nas obras da Petrobras. A Dilma está responde, também, pelo processo de compra da Refinaria de Pasadena nos Estados Unidos, que deu prejuízo à Petrobras em cerca de US$ 900 milhões. 

Presidente Temer argumenta que ele foi responsável de ter tirado o País da irresponsabilidade fiscal. Acusa a presidente Dilma de ter lhe passado a "herança maldita". No entanto, ao contrário do que Temer faz o povo acreditar, continua com a "irresponsabilidade fiscal", com rombos iguais aos do governo Dilma. O governo Temer, para continuar produzindo os sucessivos "rombos fiscais" promoveu a Emenda Constitucional denominado de "teto dos gastos" pra o "povo otário" acreditar que existe responsabilidade fiscal. Ao contrário, o governo Temer continua a produzir os "rombos fiscais" tão elevado quando ao da Dilma. Fechou o exercício de 2016 com o "rombo fiscal" de R$ 179 bilhões. No exercício em curso, o "rombo fiscal" foi alterado para R$ 159 bilhões. O próximo exercício, o de 2018, está previsto na LDO, o "rombo fiscal" de R$ 159 bilhões. Se isto é cumprimento de "responsabilidade fiscal", não sei mais o que é uma boa administração pública. 

O Brasil está atolado em "lamaçal" que envolve a administração pública, não só pela incompetência, mas sobretudo pelas "ladroagens" praticadas nos cofres públicos. E tem gente que aplaude o governo Temer. Certamente, quem o aplaude é algum beneficiário de "benesses" do dinheiro público, o nosso dinheiro. Estas pessoas ou empresas são tão nocivas quanto o governo corrupto. 

Ainda assim, o povo brasileiro não se entrega, vai levando a economia do País aos "trancos e barrancos" nas suas costas, enfrentando toda sorte de incertezas políticas. O povo desistiu do "governo Temer". Certamente, um certo otimismo "paira no ar" por conta da proximidade do "fim" dos sucessivos governos corruptos. O dia da despedida será no dia 31 de dezembro de 2018. 

Juntos, somos a força da mudança!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Que Raquel Dodge cumpra tão somente o seu dever!


Raquel Dodge tomou posse nessa segunda-feira como Procuradora Geral da República, sucedendo o Procurador Rodrigo Janot, para mandato de 2 anos.  Ela foi escolhida pelo presidente Temer numa lista tríplice que figurava como segundo mais votado dentre os Procuradores da República do País. Será a recém empossada Procuradora Geral um fio de esperança nesse lamaçal de corrupção que impera no Brasil?

No seu discurso de posse comprometeu-se combater a corrupção e defender os direitos humanos da minoria. Disse na sua fala também que "ninguém está acima ou abaixo da lei". Disse que vai cumprir rigorosamente o que preceitua a Constituição Federal da República. Vamos esperar que Raquel Dodge cumpra, rigorosamente, o que prometera no seu discurso de posse. 

O ambiente dos três poderes da República está um "lamaçal" de corrupção. No Poder Executivo, uma boa parte dos ministros do governo Teme,r está sendo investigado pelo STF sob suspeita de participações em "corrupção passiva". O poder legislativo tem um grande número de seus integrantes envolvidos em "corrupção passiva". Por outro lado alguns dos ministros do STF tem tomado posições que deixam em dúvida a isenção nas suas decisões.

O povo brasileiro assiste com "espanto" a desenvoltura com que agem os agentes públicos para receberem "propinas", dignos de filmes de ficção. Não, não é ficção. A guarda de R$ 51 milhões em apartamento, em dinheiro vivo, acontece no Brasil. Se antes, o transporte das propinas eram feitos em "cuecas", hoje o transporte é feito em "malas", muitas vezes produzindo cenas grotescas de dar inveja aos traficantes do morros no Rio de Janeiro.

O mesmo porão do Palácio do Jaburu, residência oficial do atual presidente da República, que serviu para reunião entre o presidente da República e o empresário estelionatário, tem servido de reuniões "fora da agenda", a altas horas da noite entre as figuras proeminentes da República e o presidente Temer. Tudo isto, acontece à luz das câmeras de jornalistas de maiores redes de comunicação do País. Isto é apenas a parte visível do ambiente que se apresenta nos três poderes da República, um ambiente "podre" e "fétido" que exala tal qual "latrina" 

Diante do quadro tão sombrio, Raquel Dodge assume com promessa de cumprir as leis do País sem fazer distinção. Disse textualmente que "ninguém está acima ou abaixo da lei". Vamos esperar que a nova Procuradora Geral da Justiça cumpra apenas que cumpra o seu dever que a Constituição lhe outorga. 

Ossami Sakamori



sábado, 16 de setembro de 2017

Brasil é maior que o Temer!

Crédito da imagem: Veja

Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, encaminhou nessa semana, mais um pedido de investigação sobre o "núcleo Câmara dos Deputados" para o ministro Edson Fachin do STF. No pedido de investigação consta as pessoas próximas, de confiança, do presidente Temer. Rodrigo Janot qualifica o presidente Michel Temer como "chefe da quadrilha", que teria locupletado, no conjunto, mais de R$ 500 milhões de vantagens ilícitas. 

Nem vou perder tempo desenhando como era o "formato" da "quadrilha" que praticou ladroagem por longos anos. O núcleo do comando, segundo Procurador da República, era composto pelo próprio Michel Temer e pelo ex-deputado Eduardo Cunha. Se antes, o projeto era "tomada do poder" pelo PT do Lula e Dilma, desta feita, o projeto de poder é do próprio presidente da República Michel Temer e de sua corriola do Planalto e do Papuda.  

Tal qual presidentes precedentes Lula e Dilma, Michel Temer usa da "bravata" para acusar o atual Procurador Geral da República considerando-o como "inimigo pessoal". Nada a ver. O que há é um indício muito forte de desvio de mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos pela quadrilha do Planalto cujo chefe é o próprio Temer, segundo PGR. 

Enquanto isto, a economia real vai retomando o crescimento, em níveis pífios, mas retomando a vocação natural do País, o de crescimento. Os primeiros dois trimestres mostraram crescimento e o primeiro mês do terceiro trimestre repete o crescimento do PIB. O ano de 2017 deve terminar com o crescimento de 0,5% a 1% do PIB, segundo Henrique Meirelles. 

O povo já desistiu da "política". O povo já não dá importância de quem esteja no comando do País. O povo acredita que, com o andamento dos processos, inibam a ladroagem de cofres públicos pela quadrilha que tomou conta do Palácio do Planalto. O governo Temer está sem força para promover qualquer mudança, seja para melhor ou para pior. O povo quer ignorar a existência do presidente Temer. Michel Temer é um "asco". 

Brasil é maior que o Temer!

Ossami Sakamori

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Bovespa busca os 100.000 pontos!


Já vou avisando aos meus leitores de que não sou analista do mercado financeiro. Brinco de investir no mercado financeiro e oriento alguns poucos amigos investidores conservadores a escolherem papeis que lhes deem segurança. No entanto, devido a grande demanda, vou fazer alguns poucos comentários que talvez possam servir de referência para decisões em investimentos na Bolsa de Valores.

O índice Bovespa, ontem, fechou nos 74.319 pontos, o melhor índice deste anos, após período prolongado de baixas, em função da "depressão" da economia. A pergunta que os meus leitores tem me feito se o índice Bovespa baterá os 100.000 pontos e quando baterá. Não sou cartomante, mas vou arriscar o palpite. 

Vamos esclarecer, de princípio, de que investimentos em ações é "especulação". É resultado da "especulação" sobre o futuro da economia, no caso da economia do Brasil. Não é bem como o ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirma sobre o "grau de confiança", o "especulador" não está muito preocupado com tal "grau de confiança" do Meirelles. Se prevalecer a opinião do Meirelles, a Bolsa de Valores deveriam estar operando em baixa, em função do grau de confiança do governo Temer estar em baixa. 

Especulação por especulação, vamos aos números. O índice Bovespa bateu em maio de 2008, antes da crise financeira mundial, 73.516 pontos. Se corrigir pela inflação oficial, IPCA, o índice alcançado à época corresponderia hoje a cerca de 127.000 pontos. Se corrigir pela variação do dólar do período, o índice corresponderia a 135.000 pontos.

Vamos à resposta à pergunta dos leitores, se o índice Bovespa pode alcançar os 100.000 pontos, a resposta me vem na ponta da língua. O índice Bovespa tem margem para bater e ultrapassar os 100.000 pontos com total facilidade. No meu ponto de vista, o índice de 100.000 pontos poderá bater ainda neste ano ou no início do próximo ano. O mercado financeiro já desistiu de levar em conta o "efeito Temer". Com Temer ou sem Temer na presidência da República, a Bolsa de Valores entrou no caminho ascendente com o objetivo de "buscar" os 100.000 pontos. E ponto final. 

Bovespa busca os 100.000 pontos!

Ossami Sakamori



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Brasil está na rota do crescimento?


Vocês devem estar pensando no que "realmente" está acontecendo com a economia do País. A grande imprensa mente muito. Os governos mentem muito. Ministro Henrique Meirelles esbanja otimismo apesar de governo Temer não ter concluído reformas estruturantes para equilíbrio das contas do governo federal. Governo Temer não fez, ainda, o dever de casa. Então vamos lá, tentar colocar uma luz nesse quadro nebuloso.

Tecnicamente, a economia do País saiu do quadro de "recessão" ou de "depressão". O Brasil experimentou crescimento em dois trimestres consecutivos no primeiro semestre. As pesquisas parciais do terceiro trimestre tem mostrado que a economia está seguindo a mesma trajetória dos primeiros dois trimestres deste ano. O governo projeta, no que eu endosso, o crescimento da economia deste ano entre 0,5% a 1% do PIB. Eu aposto no 0,5%.

A inflação corrente no fim do primeiro semestre aponta 2,75%, que está abaixo do centro da meta do Banco Central de 4,5%. No entanto, este blog não comemora o índice de inflação conseguido através de "matriz econômica" equivocada. O declínio da inflação está calcado na queda do consumo da população. A queda do consumo está justificada pelo elevado número de desempregados e sub-empregados, que ultrapassam 40 milhões de pessoas, o que corresponde cerca de 30% da força de trabalho do País. O número corresponde ao número de população de maior parte dos países do mundo. 

Apesar de governo Temer estar comemorando a queda do número de desempregado, o que houve foi que, houve "migração" de força do trabalho da categoria de desempregado para desalentado (biscateiro). Mas o quadro geral continua o mesmo, 40 milhões de trabalhadores em desemprego ou em sub-emprego. No entanto, o número de empregos com carteira assinada tem crescido pifiamente, mas o bom é de que mesmo pifiamente, tem crescido. 

O quadro geral da economia não mostra tão consistente a ponto de poder afirmar que a inflação "está controlada". Não, não está. A inflação poderá voltar ao primeiro movimento de crescimento palpável do consumo da população. A matriz econômica do ministro da Fazenda Henrique Meirelles é capenga. O atual crescimento da economia está ancorado apenas em número de "desempregados e sub-empregados" e em dólar demasiadamente baixo (real valorizado). 

O crescimento econômico do Brasil só se tornará irreversível após eleições de 2018, com um novo presidente da República que venha adotar uma "matriz econômica" diversa da atual. Uma matriz econômica para crescimento econômico sustentável terá que priorizar o setor produtivo ao invés de setor financeiro especulativo. 

Ossami Sakamori




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Lula, chefe da organização criminosa.


A Procuradoria Geral da República denunciou Lula da Silva, e Dilma Rousseff pelos crimes de "corrupção" e "organização criminosa", entre outros. A denúncia vem com o mínimo de 5 anos de atraso. Desde 15 de fevereiro de 2012 que este blog vem chamando atenção das autoridades judiciárias do Paí sobre inúmeros indícios de "corrupção" e "formação de quadrilha" dos citados. Antes tarde do que nunca. O judiciário parece ter acordado após um longo período de "hibernação". 

Creio que este modesto blog vem cumprindo o seu papel na sociedade. São mais de 2.360 matérias postadas e mais de 2.300.000 visitas. Este espaço foi criado para denunciar os malfeitos do PT, quando a ex-presidente Dilma usufruía 77% de aprovação da população brasileira.  A vida deste que escreve, um engenheiro sem nenhuma habilidade na arte da escrita, não foi fácil atravessar o período.  Já sofri ameaças implícitas e explícitas, no período mais crítico da vida política brasileira dos últimos 15 anos. Não arredei os pés, ainda assim.

Os fatos noticiados pela imprensa, até hoje, não representam nem a metade dos problemas que a estrutura do governo apresenta.  Ainda há de investigar a situação real do BNDES, da Eletrobras, da própria Petrobras e a situação dos fundos de pensão das estatais. Somente, quando abrir todas "caixas pretas", a população brasileira tomará conhecimento real dos "desmandos" de sucessivos governos.

Seja como for, o País procura encontrar o seu caminho da normalidade e reencontrar a sua vocação de crescimento sustentável. Basta que o futuro presidente da República seja minimamente "probo" e tenha "conhecimento básico de macroeconomia" para fazer um bom governo.  Brasil não aguenta mais presidente da República "salvador da pátria", que gosta de "holofotes", que seja "narcisista".  

Brasil precisa é de um presidente da República que dê atenção à educação, à saúde pública e à segurança pública, minimamente.  Só isto!  Basta isto!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Geddel é mais um "rato" do Planalto!


O dinheiro da foto é atribuído ao Geddel Vieira Lima, ex-deputado, ministro Chefe da Secretaria do Governo Temer, também, vice-presidente da Caixa Econômica Federal do governo Dilma e ministro da Integração Nacional do governo Lula.  Geddel Vieira de Lima, aos 25 anos já foi acusado de desviar milhões do Banco do Estado da Bahia e em 1994 e foi implicado no escândalo dos "anões do Orçamento".

Geddel Vieira de Lima é mais esperto do que o outro assessor do presidente Temer, o Rodrigo Rocha Loures, este foi pego com uma "mala de dinheiro" contendo R$ 500 mil, numa situação bastante constrangedor.  Geddel Vieira de Lima é político do "andar de cima". Geddel Vieira de Lima é "operador" de outro nível. Geddel Vieira de Lima despachava diretamente com o presidente Temer, até o episódio de "briga" como o ministro de Cultura, por conta da construção de um edifício na área de preservação histórica de Salvador.

Hoje, escrevi sobre os "ratos" que comem os "queijos" nos palácios do governo, em Brasília. Geddel Vieira de Lima é mais um "rato" que habitavam o Palácio do Planalto, comendo os "queijos" do País. 

Geddel é mais um  rato do Planalto. 

Ossami Sakamori


O rato comeu o queijo do País!


A notícia bomba de ontem foi a revelação pelo Procurador Geral da República de que havia, dentre várias, uma gravação sobre o assunto ainda não revelado pelos delatores colaborativos irmãos Batista. Segundo o Procurador, o documento foi entregue na última quinta-feira na Procuradoria Geral da República. O Procurador Rodrigo Janot disse na coletiva à imprensa de que dentre o material entregue pelos irmãos delatores, uma conversa de 4 horas gravada, havia trechos não republicanas que envolvia além do nome de um deputado e de um ex-Procurador Federal, os nomes de ministros do STF. 

Pois o País está desse jeito!  Centenas de deputados e senadores fazem parte da lista de delações colaborativas do "corruptor ativo" Marcelo Odebrecht e tantos outros empreiteiros do esquema Lava Jato.  Novos nomes estão avolumando cada vez mais a lista dos envolvidos com mais esta lista entregue pelos irmãos Batista sobre "corrupção" no esquema BNDES. Tem mais listas que virão ao público com a quebra de "caixa presta" do BNDES. 

Da lista dos irmãos Batista das empresas J&F e JBS, constam também, o nome do presidente da República Michel Temer. O presidente da República é acusado de "corrupção passiva" e "obstrução da justiça". A imprensa também revela a existência de uma conta "off shore", cujo beneficiário seria do próprio presidente Temer. Segundo a imprensa, o ministro Edson Fachin deve entregar o segundo pedido de abertura do inquérito contra presidente Temer à Câmara dos Deputados, já na próxima semana. 

A última gravação, aquela revelada ontem pelo Procurador Geral da República, estaria constando nomes dos ministros da mais alta Corte do País. Isto é a novidade. Se confirmada uma eventual participação de qualquer ministro do STF, o assunto se torna bombástico!

Há poucos anos atrás, houve lançamento do livro "O rato roeu o queijo do Rei" do escritor Rubem Alves. Já dizia o Rubem Alves no seu livro: "Aconteceu, entretanto, que, além do rei e do povo, havia outros seres no reino que também gostavam de queijo: os ratos. Atraídos pelo cheiro que saía do palácio, mudaram-se para lá aos milhares e passaram, imediatamente, a banquetear-se com os queijos reais. Os ratos comiam e se multiplicavam. Tomaram todos os lugares: armários, gavetas, canastras, camas, sofás, cozinha, cofres e até mesmo a barba do rei. O palácio passou a ser morada de ratos".

Pois, os palácio dos três poderes da República viraram tal qual o "queijo" do Rubem Alves, virou a morada dos "ratos da República". O Palácio do Planalto, o Palácio Jaburu, o Palácio do STF, os edifícios do Congresso Nacional viraram o "queijo do Rei", a morada dos ratos. Os Palácios dos três poderes da República viraram um verdadeiro "queijo do Rei". Não há no momento, um Rei com probidade para acabar com os "ratos". O próprio Rei, junto com os ratos, se encarrega de comer o "queijo" do País. A degustação do queijo às altas horas da noite, no porão do Palácio deve ser mais saboroso.  

Que me perdoe o esritor Rubem Alves, mas vou usar o título desta matéria, em alusão ao título do seu livro: "O rato comeu o queijo do País".

Ossami Sakamori


sábado, 2 de setembro de 2017

Brasil saiu do quadro de depressão!


O governo Temer anunciou o PIB do segundo trimestre deste ano em 0,2% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. Isto é uma notícia positiva porque, tecnicamente, fecha o ciclo de "depressão" que o País viveu por longos dois anos.  O Brasil saiu do quadro de depressão!

Há pouco mais de três meses, no dia 17 de maio, postei matéria: A depressão chegou no fundo do poço? Naquela ocasião, o governo anunciava o crescimento do PIB do primeiro trimestre em 1,12% e número de demissões de trabalhadores com carteira assinada, praticamente, em estabilidade. Apenas com um indicador, não poderia afirmar àquela oportunidade o que estou a afirmar hoje.

Naquela matéria afirmei que:  uma certa falta de didática dos jornalistas e analistas econômicas ao expor sobre o "momento econômico", sobretudo por causa dos indicadores, muitas vezes conflitantes. O fato é que a "tendência" da economia só é confirmada quando há repetição de tendência positiva ou negativa em dois trimestres consecutivos. Tentar definir tendência da economia baseado apenas em dados de 1 trimestre é como tentar adivinhar o resultado de uma maratona nos primeiros 100 metros. Há que maratonista correr pelo menos 1.000 metros dentre 42 km para poder definir os favoritos. 

Seja como for, independente do que venha a acontecer no futuro, podemos afirmar que o Brasil saiu da "depressão". É verdade que o número apresentado é perto da estabilidade, mas é um indicador que não deixa nenhuma dúvida de que o País saiu do quadro "recessivo". O crescimento do PIB por dois trimestres sucessivos, mostra que o País entrou no rumo do crescimento econômico. O número é "pífio", mas é um indicador importante para economia do País.

O Brasil só não apresenta indicadores positivos mais expressivos por conta da "instabilidade política" e do "déficit primário" ou o "rombo fiscal" bastante expressivo.  O governo Temer tenta conter o "déficit primário" deste ano e do próximo ano em R$ 159 bilhões, apesar de "tentar" conter o gastos nos níveis de 2016, corrigido pela inflação do mesmo ano. Não resta nenhuma dúvida que os "rombos fiscais" são os "freios" para o crescimento econômico sustentável do País. Infelizmente, o governo Temer não está fazendo o "dever de casa", a gastança continua solta. 

Pelos indicadores apresentados, o Brasil deverá terminar o ano com o crescimento do  PIB entre 0,5% a 1%, segundo os analistas econômicos, no que este blogueiro acompanha.

Brasil saiu do quadro de "depressão"!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Brasil virou um país de "biscateiros"!


O IBGE divulgou o índice de desemprego no trimestre encerrado em julho deste ano em 12,8%, correspondente a 13,3 milhões de desempregados. O índice reflete a queda de 0,8% sobre o trimestre anterior encerrado em abril deste ano. Ainda, o número de população ocupada no mesmo trimestre de referência foi de 90,7 milhões de pessoas. O número do Pnad Contínua do IBGE indica que houve queda de 721 mil pessoas desempregadas, no trimestre móvel encerrado em julho/2017.

Apesar da queda de número de desempregados ter uma queda expressiva, o acréscimo de número de trabalhadores com carteira assinada, não houve mudança expressiva. O último dado conhecido de novos empregados com carteira assinada, do trimestre encerrado em junho de 2017, foi de 35 mil trabalhadores. Parece contradição, mas não é. Explico o porque desse aparente paradoxo. 

Para entender melhor os números divulgados pelo IBGE, aparentemente contraditórios, convém entender melhor os critérios adotados pelo Instituto com referência  aos índice de desempregados. Segundo IBGE, o número de desempregados considerado no Pnad Contínuo, o número de desempregados é baseado em trabalhadores que vão à procura de trabalho. Oficialmente, o número de pessoas que deixaram de procurar o emprego, até por falta de perspectiva, são considerados "desalentados" e não como "desempregados". 

Os desalentados, segundo IBGE, são pessoas que deixaram de procurar o emprego por absoluta falta de perspectiva. Dentre os desalentados encontram-se os sub-empregados com período parcial de trabalho ou trabalhadores que estão com trabalho informal. O trabalho informal, como a própria denominação, não tem carteira assinada e nem tem um estabelecimento comercial fixo. Vulgarmente, o termo deste tipo de serviço, é conhecido como "biscate". O número de "biscateiro", ainda o próprio IBGE já ultrapassa 26 milhões de pessoas. 

Somado ambos números, o número de desempregados e o número de desalentados, representa hoje cerca de 40 milhões.  Assim, grosso modo, cerca de 1/3 da população economicamente ativa estão dentre as categorias de desempregados ou desalentados. O comemorado decréscimo de número de desempregados, apenas reflete a "migração" de pessoas "desempregadas" para a categoria de pessoas "desalentadas". O número de "desempregados" diminuiu, mas o número de "biscateiros" no País aumentou.

Assim, podemos concluir que o Brasil virou um país de "biscateiros" !

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Politicamente, o governo Temer acabou!

Crédito da imagem: Globo

O Brasil vive o "vácuo" do poder. O Congresso Nacional reuniu-se ontem para aprovação das revisão das metas para Orçamento Fiscal de 2017 e 2018. Com enorme esforço por parte do presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício de Oliveira, aprovou-se apenas o "texto base" da mudança do LDO de 2017 e 2018, mas não conseguiu o "quórum" necessário para votação dos "destaques", essenciais para destravar o DRU - Desvinculação da Receita da União de R$ 42,5 bilhões.  

Enquanto isso, o presidente Michel Temer faz o périplo no país do Xi Jinping, para tentar vender o "pacote" de concessões e privatizações, antes mesmo de ter as "formatações" devidamente aprovadas pelas agências reguladoras e no caso da Eletrobras, a aprovação da venda pelo Congresso Nacional. Por enquanto, as ofertas feitas pelo presidente Michel Temer não passa de "boas intenções".  Pelo menos, serviu para tirar uma foto com o poderoso presidente da China, para ser mais uma lembrança da sua passagem pela presidência da República.

Voltando ao assunto de votações de ontem, no Congresso Nacional, chamou atenção o fato do governo Temer não conseguir nem a "maioria simples" para aprovação das matérias importantes na Câmara dos Deputados.  A situação mostra que o presidente Temer não tem os votos suficientes para aprovação da Reforma da Previdência que exige o mínimo de 308 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 54 votos no Senado Federal.

O ambiente de ontem no Congresso Nacional lembra bem o clima de "fim de feira", onde os parlamentares catam as "xepas", emendas parlamentares, oferecidas pelo presidente Temer. O fato é que os deputados não estão nem um pouco preocupados com o futuro político do presidente Temer, mas sim pelas suas próprias sobrevivências, com vistas às eleições do próximo ano. 

Politicamente, o governo do Michel Temer acabou!

Ossami Sakamori


domingo, 27 de agosto de 2017

Temer vai à China oferecer "xepa" das privatizações.

Crédito da imagem: Estadão

A grande imprensa noticiou que o presidente Temer vai viajar à China na próxima terça-feira para apresentar os projetos de privatizações para investidores daquele país. Trata-se dos 57 projetos de privatizações e concessões anunciados pelo governo nessa última semana. O total de receitas previstas estimado em R$ 44 bilhões, vai servir para cobrir parte do "rombo fiscal" (dinheiro que falta para cobrir as despesas do governo) de 2018, previsto em R$ 159 bilhões. 

Fonte:  @ezequiel_pires

Presidente Temer pretende vender aos  chineses a empresa estatal Eletrobras, segunda maior do País. Acontece que, devido à prolongada "depressão", as empresas e concessões serão privatizadas no pior momento econômico. As empresas e concessões vão ser oferecidas pelo presidente Temer aos chineses ao preço de "fim da feira". O preço dos ativos à venda, hoje, equivale a dizer que estarão ao preço de "xepa" da feira.

Certamente, os chineses que não tem nada de "otários", recepcionarão o presidente Temer com muita festa. Presidente Michel Temer vai até China fazer leilão dos melhores ativos do País ao "preço de banana". Os olhos puxados dos chineses, como os meus, não quer dizer que eles são cegos. Muito ao contrário, os empresários chineses são muito agressivos em negócios!

Nunca na minha vida, imaginei que iria ver um presidente da República, como que um "mendigo", implorar dinheiro para "ajudar" a pagar os gastos correntes do governo. Isto mesmo! O dinheiro da venda das privatizações é para cobrir "parte" do "rombo fiscal" (déficit primário) do ano de 2018. É mais ou menos como um chefe da família vender os utensílios domésticos para comprar alimentos para família. É muito triste a situação do Brasil. 

E tem gente que aplaude! Fazer o que?

Ossami Sakamori


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Privatizações de R$ 44 bilhões: "Rio" ou "choro"?

Crédito da imagem: Estadão

O governo do presidente Michel Temer anunciou ontem uma lista de 57 concessões e privatizações. A proposta inclui a venda da Eletrobras, da Casa da Moeda, quinze portos e quatorze aeroportos. O pacote vai render ao governo federal cerca de R$ 44 bilhões. O que me espanta é o destino do dinheiro que será arrecadado. O volume de dinheiro, nada desprezível, não vai para investimentos em educação, saúde e segurança pública, mas apenas para cobrir as despesas do governo do próximo ano.

Nem é preciso lembrar que, as 57 concessões e privatizações listadas consumiram grandes somas de recursos do governo federal nas últimas décadas. O valor de investimento feito pelo poder público nas empresas e obras em referências ultrapassam em muitos os R$ bilhões ao valor que o governo federal pretende arrecadar. O governo Temer alardeia a provável receita de R$ 44 bilhões, mas isto é apenas uma pequena parcela do que custou de investimento ao contribuinte brasileiro. 

Em tese, sou favorável às privatizações e concessões de empresas e serviços do setor público, porque o setor público gasta mal os recursos advindo de empresas e contraprestação de serviços.  O que discordo no processo é o destino que se dará ao dinheiro que será arrecadado. A arrecadação, conforme o próprio governo anuncia, é para cobrir o "rombo fiscal" de 2018, ao invés de "investimentos" em setores prioritários como educação, saúde e segurança pública.

O resumo da "ópera": O investimento feito pelo contribuinte em décadas vai para os "ralos" ou para o "buraco sem fim" do governo federal. Melhor explicando, o dinheiro vai para cobrir parte do "déficit primário" do governo. O que quero dizer é que os R$ 44 bilhões não serão suficiente sequer para cobrir o total do "rombo fiscal" do ano que vem previsto em R$ 159 bilhões.  

Numa situação assim, não saberia expressar bem o meu sentimento, neste momento.  Não sei se "rio" pelas privatizações ou "choro" pelo dinheiro que vai para os "ralos" do Palácio do Planalto.

Ossami Sakamori



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Lúcio Funaro é uma MOAB no Palácio do Planalto!

Crédito da imagem: Estadão

Segundo a grande imprensa, o doleiro Lúcio Funaro fechou delação colaborativa ou "premiada" com a Procuradoria Geral da República sobre operações de "repasses" de dinheiro proveniente das "propinas", de diversas fontes, para os parlamentares e ex-parlamentares do PMDB. Esta bomba vai atingir em cheio o Palácio do Planalto.

Não tenho nenhuma fonte em especial, mas as notícias já foram matérias da grande imprensa escrita e televisiva. Lúcio Funaro era operador de "propina" dos parlamentares do PMDB, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Entre nomes citados pela grande imprensa constam também os nomes do ministro chefe da Casa Civil Eliseu Padilha, o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República Moreira Franco, o ex-ministro chefe do Gabinete da presidência da República Geddel Vieira Lima.

Ainda, segundo a grande imprensa, o envelope contendo R$ 1 milhão destinado "supostamente" ao presidente Michel Temer, entregue no escritório do advogado Antonio Mariz, advogado do presidente Temer, foi mandado pelo mesmo doleiro, o Lúcio Funaro. A suposta "propina" ao Michel Temer faria parte de um pacote de doações da Odebrecht para com o PMDB no montante de R$ 15 milhões, na campanha presidencial de 2014, cota destinado à vice-presidência. 

Se confirmar tudo que a grande imprensa noticiou até hoje, a delação premiada do Lúcio Funaro vai causar efeito de uma "MOAB", a mãe de todas bombas. O conteúdo da delação vai cair diretamente no colo do presidente da República Michel Temer. Se seguir os trâmites normais das denúncias anteriores, dentro de 15 dias teremos a maior turbulência política dos últimos tempos, vir ao público. Só não sabemos se o presidente Michel Temer vai sobreviver à bomba "MOAB" lançada pelo doleiro Lúcio Funaro. 

Vamos aguardar qual será o efeito da "MOAB" no Palácio do Planalto.

Ossami Sakamori



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Brasil é uma republiqueta de quinta categoria.

Crédito da imagem: Estadão

Definitivamente, o Brasil virou uma republiqueta de quinta categoria.  A jornalista Andréa Sadi, da Rede Globo, noticiou no seu blog, que o presidente Michel Temer teria recebido o senador Aécio Neves, presidente licenciado do PSDB, no Palácio Jaburu, nesse fim de semana, "fora da agenda". A reunião aconteceu no meio da crise interna dos tucanos. O que me espanta é a regularidade das reuniões "fora da agenda" do presidente Michel Temer.

As reuniões "fora da agenda" parece ter-se tornado "rotina" após a denúncia feita pelo empresário Joesley Batista do grupo JBS sobre eventual envolvimento do presidente Temer na prática de "corrupção passiva". Como todos devem se lembrar a Câmara dos Deputados rejeitou a autorização para o Michel Temer ser investigado pelo STF. 

A prática das reuniões "fora da agenda" já foram detectadas pela grande imprensa. Já foi flagrada uma reunião da recém nomeada Raquel Dodge, Procuradora Geral da República com o Michel Temer no Palácio do Jaburu. A reunião "fora da agenda" foi explicada, posteriormente, como para tratar de detalhes sobre a posse da nova Procuradora Geral. Num país minimamente respeitado, uma cerimônia de posse deveria ser tratada pelos Cerimoniais de ambas casas. 

É prática comum, ainda segundo a grande imprensa, de que o presidente Michel Temer vem "sistematicamente" recebendo o ministro e amigo Gilmar Mendes do STF, sempre após 10 horas da noite, na residencia oficial do presidente da República, para "oficialmente" tratar das questões eleitorais. As "ilações" de conversas como que sendo "não republicanas" não iriam acontecer se a visita do ministro do STF fosse feito no Palácio do Planalto agendado pelo gabinete da Casa Civil, ao luz do dia. 

Esta prática comum de reuniões do presidente Michel Temer "fora da agenda", na "residência oficial", algumas delas realizadas no "porão" do Palácio jaburu, apenas expõe "quão pequeno" é o País. A prática que virou "rotina" apenas confirma o tratamento que a imprensa internacional vem dispensando ao País, como sendo uma "republiqueta" do terceiro mundo. Brasil não existe como uma Nação para que o povo possa se orgulhar dele. Dá para ser feliz, assim?

Brasil é uma republiqueta de quinta categoria!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Brasil, país sem esperança!

Crédito da imagem: Estadão

O País está vivendo um verdadeiro clima de "fim de feira". Enquanto os países do primeiro mundo parecem estar saindo de forma sustentável, da recessão provocada pela crise financeira de 2008. E o Brasil anda na contra mão do mundo, infelizmente. O País passa por pior crise dos últimos 100 anos, com "fraturas expostas", nos três poderes da República, como nunca dantes vista. 

O governo Temer comemora a contratação de 35 mil empregados enquanto os indicadores do próprio IBGE indicam 13,5 milhões de desempregados e 26 milhões de trabalhadores em subempregos. O número de inadimplentes, mesmo após a liberação de cerca de R$ 42 bilhões do FGTS, não sai do patamar de 60 milhões. O número de inadimplentes corresponde a cerca de 40% da população adulta do País.

O governo Temer que faz crítica à administração Dilma, de ter deixado a "herança maldita", continua a produzir o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" de R$ 159 bilhões, mesmo após a aprovação da Emenda Constitucional do "teto dos gastos públicos". O governo Temer propõe para o ano que vem o "rombo fiscal" de R$ 159 bilhões, o mesmo de 2017. O ajuste nos gastos do governo vem um mês após ter aprovada a LDO com o "rombo fiscal" de R$ 131 bilhões. Esta atrapalhada de números lembra bem os últimos anos do governo Dilma. 

A inflação corrente só está comportada, 3% ao ano, devido a perda do poder de compra da população, amplamente mostrada pelos indicadores do parágrafo anterior. Para cobertura dos "rombos fiscais" o governo emite títulos da dívida pública expandindo a base monetária. Isto significa que ao menor sinal de crescimento econômico do País, a inflação vai voltar com toda força. A inflação vai voltar porque, no momento, está comprimida por falta de demanda. A inflação está baixa não pelo fator estrutural, mas pelo fator casual, a "depressão".

Com a "depressão" fecham-se as portas dos pequenos comércios, das pequenas indústrias e dos setores de serviços. Com fechamento das empresas, a arrecadação do governo cai. Caindo a arrecadação aumenta o "rombo fiscal". É um "círculo vicioso" que parece nunca ter o fim. Para piorar, o governo federal vive com o dinheiro do aumento de endividamento. As reformas estruturantes para equilibrar as contas do governo estão sendo postergadas por falta de apoio. O governo Temer está envolto em "escândalos" que parece não acabar nunca. 

O Brasil está à beira do precipício. O País caminha celeremente para "default" ou "falência". O pior de tudo é que a própria população já está sentindo a "sensação de sem saída". Não há esperança de mudança da situação no curto prazo com a continuidade do governo Temer. 

Brasil é um país sem esperança, infelizmente!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Rombo fiscal do Temer será de R$ 1 trilhão!


Crédito da imagem: Estadão

Ontem, o governo anunciou o "rombo" ou "déficit primário" de R$ 159 bilhões referente ao Orçamento Fiscal de 2017, matéria que já foi objeto do meu comentário no Brasil liberal já!, há duas semanas.  O governo Temer anuncia, também, a revisão da LDO de 2018, ajustando "rombo" para R$ 159 bilhões ao invés de R$ 131 bilhões, há pouco mais de um mês pelo Congresso Nacional.  

Em menos de um mês, fazer o ajuste da LDO do próximo ano, recém aprovado, mostra o quanto está perdido a equipe econômica comandada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles. O "rombo" é uma série que vem desde 2014, quando a presidente Dilma resolveu com as "pedaladas" para fechar o Orçamento Fiscal de 2014, torná-lo "zero". De lá para cá, o País entrou no terreno "pantanoso", de apresentar sucessivos "rombos fiscais".  Para os leitores poderem entender, os "rombo fiscal" ou "déficit primário" é o dinheiro que falta para cobrir os gastos do governo, exceptuando o pagamento de juros da dívida pública.

O governo Temer esconde, mas o verdadeiro "rombo" está no "déficit nominal", que é o "dinheiro que falta" para pagar todas contas do governo, incluindo o pagamento de juros da dívida pública. O Brasil possui dívida pública líquida algo como R$ 3,5 trilhões. Somente em "juros reais" o País dispende cerca de R$ 200 bilhões, correspondente aos juros reais praticado pelo Banco Central, numa média de 6% ao ano. Portanto, o verdadeiro "rombo fiscal" do governo federal não é o anunciado R$ 159 bilhões, mas R$ 359 bilhões, somente neste ano. 

Fazendo conta rápida, sem menor temor de ter errado, o governo Temer, nos três anos de gestão, provocará um "rombo fiscal" nominal de mais de R$ 1 trilhão.  Significa que o governo Temer aumentará a dívida pública federal em R$ 1 trilhão, apenas no período do seu governo.  A conta sempre sobra para o povo pagar!

Dá para ser feliz, assim?

Ossami Sakamori