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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

A economia do Brasil pós pandemia coronavírus

 

Crédito da imagem: Estadão

Na leitura de todas manhãs, encontrei matéria interessante na Economia.Estadao que acho não pode deixar de ser uma leitura importante para os empreendedores brasileiros, sejam eles micros, pequenos ou grandes, para pensarem sobre o momento que o País vive, em função da pandemia mundial "coronavírus", a que vivenciamos dia após dia, a duras penas.  Na sequência, vou pinçando as ideias do Alfredo Setúbal em que em muitos pontos que concordo.  

Alfredo Setúbal é CEO do holding que controla o grupo financeiro Itaú.  Diz o Setúbal que para amenizar os efeitos da crise, cita como a necessidade de o Brasil ser mais eficiente e menos corporativista (sic).  Diz o herdeiro do Olavo Setúbal, que em tempos de cobranças cada vez maior para que as empresas adotem as melhores práticas ambientais, sociais e de governança e que o grupo que ele comanda reforça o compromisso com esses valores.  Alfredo Setúbal, filho do Olavo Setúbal e irmão do Roberto, representa as famílias controladoras, Moreira Salles, Setúbal e Vilela, estão no Brasil para ficar, moram aqui e vão permanecer, apesar de todas dificuldades.  Poderiam, toda família, estarem usufruindo os benesses do primeiro mundo, mas estão aqui, com os pés fincados. 

Pensa o Setúbal que não se pode investir pensando no curto prazo, mesmo sabendo que a economia do Brasil é um verdadeiro eletrocardiograma (sic).  Com relação ao País, Setúbal não vê o Brasil crescendo muito.  Prevê crescimento de 2% para o próximo ano, porque o País sai da crise mais fragilizado do que entrou, com dívida pública subindo e pressão para os gastos públicos aumentando.  Opinião que diverge da curva "V" do ministro Paulo Guedes.

Eu venho, nesses últimos dias, observando a conjuntura política do País e uma total falta de unidade do governo com relação ao plano econômico para o próximo ano.  Há uma briga surda ou até explícita entre a equipe do ministro Paulo Guedes e a dos ministros desenvolvimentistas, Braga Netto, Rogério Marinho e Tarcísio Freitas, respectivamente, ministro chefe da Casa Civil, ministro do Desenvolvimento Regional e o ministro da Infraestrutura.  E para botar mais fogueira no assunto, sobre os gastos públicos para o ano de 2021, o presidente da República, desautoriza a equipe do Paulo Guedes, publicamente, com relação a Renda Brasil, um programa assistencial com a marca do Planalto como era do desejo do presidente da República. 

Na outra página do mesmo jornal, no noticiário da Economia, aparece o pedido de recuperação judicial de um escritório de engenharia, a Hidroservice, um dos mais destacados no período do regime militar e o Hotel Maksoud Plaza do mesmo grupo econômico Henry Maksoud Neto que serviu de ícone para hotelaria da capital paulista, nos bons tempos.  Fiquei chocado com a notícia, porque a Hidroservice foi um escritório de engenharia de ponta e o Hotel Maksoud, o melhor da cidade de São Paulo.  Ambas empresas, eram ícones de uma país que construía uma usina do porte de um Itaipú em tempo recorde e com engenharia brasileira.  Bons tempos, que guardo na memória, de um País que hoje está perto de sucumbir, por falta de ambiente de negócio voltado ao crescimento econômico.  Economia liberal do Paulo Guedes não passou de um sonho, infelizmente. 

É hora de pensar como os Setúbal.  É hora de escolher bem as alternativas e oportunidades para o crescimento no mundo pós-pandemia.  Uma mal escolha ou um erro na escala de investimento pode colocar as empresas sadias em risco, desnecessariamente.  Nada de pensar no "V" do Guedes!

Ossami Sakamori  






domingo, 13 de setembro de 2020

Chega de sermos tratados como meros números!

O País registrou 800 mortes confirmados nas últimas 24 horas, por "coronavírus", chegando a 131.274 óbitos desde o início da pandemia.  A grande imprensa registra que a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 721 óbitos, com variação de 18% negativos em relação aos dados registrados em 14 dais.  Completa a informação que que o Brasil já tem confirmados 4.315.858 pessoas, sendo 31.880 desses confirmados no último dia.  Com extrema precisão, a grande imprensa tem divulgados os números como se fossem conquistas positivas.   Evidentemente que os dados não são nada positivos.  Pelo contrário é, mostra a evidência de "pouco caso" das autoridades sanitárias deste País em relação a pior pandemia do século.

No meio da pandemia, com sinal de estabilização do número de novos casos da "coronavírus", alguns estados da federação e alguns municípios anunciam o retorno das aulas do primeiro e segundo grau.  Alegam as autoridades da área educacional que os alunos não podem ficar com tanto tempo de "vácuo" e que poderão lhes causar traumas.  Alegam ainda que as crianças são assintomáticas quando estão doentes, esquecendo-se de que a transmissão de vírus ocorrem da mesma forma de doentes assintomáticas para qualquer adulto.  O vírus não escolhe pessoas para se hospedar.   

O problema é que os seres humanos, numa pandemia, tornaram-se apenas em "números".  As autoridades do País esquecem-se de que atrás de números tem seres humanos.  Sem vacina, mesmo com o efeito "rebanho", onde maioria já se contaminou, as pessoas estão expostas ao vírus da Covid-19.  Sem vacina, que está próximo de ser aplicado em escala, a "coronavírus" está no ar.  Como disse, o ministro da Educação, se dependesse dele, os netos deles não iriam para escolas antes que encontrem um ambiente totalmente seguro.  Ou seja a maior autoridade da educação no País, não recomenda oficialmente, o retorno das aulas para as crianças, até que venham as vacinas.

Sou solidário ao ministro da Educação.  Os filhos ou netos meus e das pessoas próximas, não vão fazer parte da "estatística", por razões educacionais, emocionais ou profissionais por caprichos ou por conceitos educacionais.   Os seres humanos não são apenas números de RG ou CPF.  Os seres humanos merecem ser tratados, individualmente, não como "rebanho" tal qual animais fossem.  Vamos esperar que as crianças sejam vacinadas para retorno às aulas.   Melhor perder 4 meses de aulas do que uma vida!

Chega de sermos tratados como meros números!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

A hora é de arregaçar mangas, antes de comemorar!


O ministro Paulo Guedes prevê um crescimento de 3,2% do Produto Interno Bruto, PIB, em 2021.  É a previsão oficial do Ministério da Economia, contrariando o otimismo exagerado do ministro Paulo Guedes.  Paulo Guedes disse na Comissão mista do Congresso Nacional que o Brasil pode estar crescendo entre 3% a 4,5% em 2021.   É o "v" do Paulo Guedes, depois da previsão de recuo de 5,28% do PIB em 2020 pelas agências internacionais.   Mesmo a "espantosa" previsão de crescimento do PIB em 3,2%, número oficial do Ministério da Economia, o PIB do País vai estar menor que quando o Paulo Guedes assumiu o comando da política econômica do governo Bolsonaro.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021 que vai se transformar em Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, com atraso, devido a pandemia "coronavírus" prevê gastos do governo federal em R$ 1,485 trilhão ante o Orçamento de 2020 que previa gastos de R$ 1,454 trilhão.  Neste ano, 2020, o governo federal deverá gastar adicional de R$ 1 trilhão referente ao "Orçamento de Guerra" que é apartado do Orçamento Fiscal.  Foi a maneira que todos países do mundo encontrou para enfrentar a pandemia "coronavírus".    

Para quem pouco entende do Orçamento Fiscal, o Orçamento de Guerra é um gasto extra, um verdadeiro "cheque em branco" que foi entregue ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para implementar diversos programas, de "auxílio emergencial" às diversas formas de subsídios às empresas de diversos portes.  O valor gastos pelo Paulo Guedes, extra Orçamento Fiscal de 2020, está a bater R$ 1 trilhão ou equivalente a 2/3 do Orçamento Fiscal de 2020.  Em resumo, o País vai gastar neste ano cerca de R$ 2,4 trilhões, acima do teto de R$ 1,454 trilhão devido a pandemia "coronavírus".

O próximo ano, 2021, vai  ser ano duro.  Primeiro, devido a estimativa da queda do PIB, estimado em 5,28% em 2020.  Mesmo que o País venha crescer 3,2% em 2021, está longe de alcançar o PIB de 2019, último ano do governo Temer.  Até por conta da pandemia "coronavírus", o País está longe de "estar bombando".  Creio que a hora é de enfrentar a situação grave, com muita determinação e trabalho.  Não tem milagres a produzir, como quer o ministro da Economia, Paulo Guedes.  O excesso de otimismo, numa situação de pandemia global, chega a ser irresponsabilidade do principal mentor e executor da política econômica do País.

Depois da queda de 5,28% no PIB, o Brasil vai recuperar 3,2% em 2021.  Brasil ainda está longe de comemorar o crescimento econômico esperado desde 2014.  O ano de 2021 será, com certeza, ano de  muitos desafios, sobretudo, para pequenos e médios empresários que tentarão chegar nos níveis de produção e faturamento de 2019.   

A hora é de arregaçar mangas, antes de comemorar!

Ossami Sakamori





segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Que país é esse ?


Que país é esse que 55 milhões de adultos, dentre 220 milhões, não conseguem sequer entender o texto em português, de um simples sinal de trânsito, se não fosse os desenhos que nele contém.   São analfabetos funcionais que não tem capacidade de assimilar o conteúdo de um texto simples, como o que se segue.   O analfabetismo funcional é o principal de todos males do País.  E tem razões para mantê-lo.

Que país é este que produz mais de 246 milhões de grãos, mais de 1 mil quilo de grãos para cada habitante, mas é incapaz de deixar toda população livre da fome.  Que país é esse que possui 214 milhões de rebanho bovino, 1 boi para cada habitante, mas é incapaz de prover a mesa da população mais pobre a proteína animal para sua saúde.

Que país é esse que produz e exporta o minério de ferro em abundância para países com alta tecnologia e importamos produtos acabados em forma de equipamentos e produtos que agregam valores, criando emprego naqueles países.  Vendemos a tonelada ou 1 mil quilos de minério de ferro a cerca de R$ 700 cada tonelada e importamos aparelhos de celulares, que custam ao valor equivalente a uma tonelada de minério.  Que país é esse que exportamos os empregos.

Que país é esse que temos força de trabalho equivalente a metade da população, cerca de 110 milhões, mas que tem emprego com carteira assinada para apenas 33 milhões de trabalhadores.   Para o espanto, 65 milhões de trabalhadores informais,  sem carteira assinada, estavam "invisíveis" para equipe do Ministério da Economia.  Que país é esse que um pequeno número de famílias dominam a economia do País, dando migalhas de R$ 300 por mês para os trabalhadores invisíveis.  A tão prometida economia liberal não sai do papel, por interesse dos oligopólios.

Que país é esse que gasta-se, o dinheiro do povo, mais no ensino superior do que na educação de base.  É a falta de educação de base é que cria os analfabetos funcionais que dispõe apenas de trabalhos braçais, sem tê-los da culpa da ignorância total.  São mínimos os trabalhadores das fábricas, com ensino médio, que saibam ler o mais simples do manual de equipamentos e máquinas que operam.  Se não fossem automações, que vem do estrangeiro, o Brasil nem sequer produziria um parafuso.

Que país é esse que o governo prioriza "bolsas misérias" ao invés de investimentos que trariam empregos permanentes.  Que país é esse que um chefe da Nação se vangloria de ter maior programa de "auxílios emergenciais", enquanto os países do primeiro mundo, financiam fábricas que criam empregos e impostos para melhor redistribuição de renda.  Que país é esse, que os políticos se preocupam em criar os seus "cercadinhos" de votos, para se perpetuarem no poder.

Que país é esse que cada congressistas tem suas verbas de gabinete de "humilhar" qualquer cidadão, que contribui com pesados impostos para mantê-los.  Que país é esse que "reeleição" ao cargo de presidente das casas legislativas são assuntos mais importante do que discutir a reformas tributárias, tão necessária, para corrigir distorções de toda ordem, acumulados ao longo dos anos.  Que país é esse que a justiça social é encher os bolsos com roubalheira dos recursos públicos, tão soados a cada contribuinte.

Que país é esse que os membros do Supremo Tribunal Federal são considerados como intocáveis.  Que país é esse que membro da Suprema Corte arrecada dinheiro, acintosamente, através dos seus Institutos e nem possui um órgão de controle interno que coíbe tais práticas.  Que país é esse que membro da Suprema Corte, trabalha no Brasil, mas mora num país estrangeiro.  Que país é esse quase os respectivos cônjuges dos membros da Corte Suprema prestam serviços aos notórios escritórios de advocacia.  Que país é esse que os membros do Ministério Público são donos da verdade absoluta.  

Que país é esse que comentários como esse vai parar num órgão de informação do governo federal, para coibir prática de críticas seja ela fundamentadas ou não contra o Poder.  Para um ser que já viveu 76 anos da sua existência tecendo críticas há mais de 8 anos seguidos, pouco importa se vai para rol de "fichas sujas" dos órgãos de informação do governo federal. Tudo igual como dantes foi, no regime militar de 1964.  

Ossami Sakamori


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

O "v" do Guedes é uma verdadeira "ficção".


O que estamos a ver na grande imprensa e é corroborado com frases de efeitos do ministro da Economia, Paulo Guedes, é um verdadeiro desserviço que presta ao cidadão comum e em especial aos pequenos e médios empresários.  As manchetes de jornais é sobre o percentual de crescimento espantoso, de dois dígitos, mas se referindo ao pior trimestre do ano, o segundo.  Os menos avisados, já sai dando diapasão às falas do Paulo Guedes, ministro de Economia "fanfarrão", ao se referir o atual momento como o fundo do "v", como se de daqui adiante, o  País crescer vertiginosamente.  É pura "retórica" do "fanfarrão" Paulo Guedes.  Os próximo ano será um ano de muita luta. 

Já vi muitas histórias parecidas no passado recente.  Não por acaso, me refiro ao período do governo desastrado da Dilma e do governo medíocre do governo Temer.  Não por acaso, o Brasil viveu a pior depressão econômica, só dantes visto em 1929.  Em termos reais, não em valores absolutos, o Brasil no período de 2014 a 2019 regrediu, grosso modo, em relação ao mundo desenvolvido em cerca de 15%.  Infelizmente, o Brasil foi pego pela pandemia "coronavírus", no meio da tão esperada retomada de crescimento econômico.  Segundo os analistas econômicos, apesar da retomada do crescimento econômico no mês de agosto, o Brasil vai "encolher" em 6% no seu PIB.

O que salvou nesse período grave da pandemia "coronavírus" é o setor agropecuário, mineração e por incrível que pareça, os gastos do setor público, que representa não menos que 1/3 do PIB brasileiro.  O pior indicador é o número de beneficiários, que Paulo Guedes considera como "invisível", cerca de 60 milhões.   Invisível, só para um míope do Guedes.  Os dados do Caged do IBGE já mostravam "escancaradamente" que o número de desempregos e subempregados ultrapassavam de longe os 50 milhões da força de trabalho do País, contrastando com 33,4 milhões de trabalhadores formais, com carteira assinada.  

O ministro da Economia, neste ano de pandemia, contou e conta ainda com o Orçamento de Guerra, um orçamento apartado do Orçamento Fiscal de 2020.  O Orçamento de Guerra é um verdadeiro "cheque em branco", extra teto dos gastos públicos.  A não ser que o Congresso Nacional resolva estender o Orçamento de Guerra para o próximo ano, o ministro da Economia não mais terá o "cheque em branco", que este ano vai cobrir gastos de R$ 1 trilhão.  O próximo ano, o de 2021, será um ano duro para o governo e para os empresários.  Não tem nenhuma medida, a não ser  uma "reforma tributária", com a recriação da "CPMF", para garantir algum tipo de investimentos. 

O tão propalado "privatizações" das empresas estatais, vai fazer pouca diferença para o Orçamento Fiscal.  Os recursos da venda das estatais, não poderão ser utilizados em investimentos públicos, limitado que está pelo "teto dos gastos públicos.  O dinheiro da venda das estatais vai direto para o caixa do Tesouro Nacional para amortizar parte da sua dívida pública.  Os recursos da privatização vão ser um pingo d'água no oceano da dívida publica, impagável.

Brasil tem futuro, sim.  No entanto, vamos com o pé no chão, porque o futuro que nos espera é de muita luta, dos empresários, de pequenos a grandes.  

O "v" do Guedes é uma verdadeira "ficção".

Ossami Sakamori


terça-feira, 1 de setembro de 2020

Governo federal vai gastar R$ 1,485 trilhão em 2021


Ontem, dia 31 de agosto,  com atraso de 60 dias, o Ministério da Economia encaminhou para o Congresso Nacional, o Orçamento Fiscal de 2021, para sua apreciação.  Isto faz parte do rito previsto na Constituição, onde a Presidência da República, o governo, manda a previsão de receitas e despesas do ano seguinte.  Os gastos do governo federal para 2021 foi estabelecido em R$ 1,485 trilhão, que é exatamente o "teto dos gastos públicos" previsto na Emenda Constitucional 95 de dezembro de 2016.

No mesmo Orçamento Fiscal está previsto a estimativa da receita de R$ 1,560 trilhão ou equivalente a cerca de 20,4% do PIB do ano que vem.  A receita é maior do que a despesas correntes do governo, porque embute as obtidas com a venda de títulos de dívidas do Tesouro Nacional para pagamento de juros da dívida pública.  O governo federal informou ao Congresso Nacional que faltam R$ 454 bilhões para o cumprimento da "regra de ouro", receita cobrindo a despesa e para tanto pedirá ao Congresso Nacional um "crédito extraordinário" para cobrir o total das despesas, incluído juros da dívida pública.

É tudo um jogo de encenações, porque, a "regra de ouro" proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas correntes, como salários, benefícios de aposentadoria, contas de luz e demais custeio da máquina pública.  Se a regra não for cumprida, o presidente da República pode ser processado por crime de responsabilidade e eventualmente sofrer o processo de impeachment.

Entre os pontos importantes, o salário mínimo será de R$ 1.067 e o "déficit primário" será de R$ 233 bilhões, que é o dinheiro que falta para cobrir as despesas correntes do governo federal, exceptuando o pagamento de juros da dívida pública.  Está previsto no Orçamento Fiscal de 2021, o aumento de 20% nas despesas com o programa Bolsa Família.  Não há previsão de gastos com o anunciado Renda Brasil do ministro Paulo Guedes.  É possível que o ministro da Economia, Paulo Guedes, peça extensão do "Orçamento de Guerra" criado para cobrir despesas decorrentes da pandemia "coronavírus".  Só para lembrar, o Orçamento de Guerra vai gastar cerca de R$ 1 trilhão, fora do Orçamento Fiscal, este ano.

Governo federal vai gastar R$ 1,485 trilhão em 2021.

Ossami Sakamori

domingo, 30 de agosto de 2020

Paulo Guedes é um ministro fanfarrão!



É triste ver um país como o  nosso, que situa entre os 5 maiores do mundo em extensão territorial e população, ficar discutindo sobre o enquadramento do programa Renda Brasil ao Orçamento Fiscal para o próximo ano.   Primeiro é que o Orçamento Fiscal de 2021 deveria ser sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês de julho.  Estamos a adentrar no mês de setembro e estamos a discutir sobre o "teto dos gastos públicos", que está regulado pela Emenda Constitucional 95 de 15 de dezembro de 2016.  E por estas e outras discussões extemporâneas que o Brasil é considerado um país do terceiro mundo.  Infelizmente, nós merecemos o título.

O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, é o primeiro a querer "furar" o teto dos gastos públicos, que deverá ou deveria ser corrigido o Orçamento Fiscal de 2016, aplicando o índice de inflação, IPCA, do período que antecede a 2021. O ministro da Economia teve a oportunidade de gastar o que precisasse em "auxílio emergencial" e diversas formas de subsídios às empresas de pequeno a grandes, por conta da pandemia "coronavírus", denominado de "Orçamento de Guerra", apartado do Orçamento Fiscal de 2020.  Paulo Guedes irá gastar cerca de R$ 1 trilhão somente no Orçamento de Guerra.

Pintou e bordou com o Orçamento de Guerra e exorbitou nas promessas para o ano de 2021, sem ao menos pensar.  Prometeu criar um programa denominado de Renda Brasil que irá substituir o programa Bolsa Família e criar um "colchão de atendimento" às famílias de baixa renda.  A intenção é boa, porém, não há recursos para viabilizar o programa.  Paulo Guedes prometeu ao presidente da República o tal milagre.  E tardiamente, descobriu que o novo programa Renda Brasil como imaginado pelo Paulo Guedes não cabe dentro do "teto dos gastos públicos".   Um ministro da Economia prometer o que não cabe no Orçamento Fiscal é coisa de amador e é imperdoável.

Numa matéria anterior, eu já disse que "o dinheiro não dá no pé como jabuticaba.  O dinheiro para pagar contas, inclusive o programa Renda Brasil, vem da arrecadação de impostos.  E tem ainda uma "trava" a obedecer, que é o "teto dos gastos públicos".  Não pode gastar mais do que os gastos de 2016 corrigido pela inflação.  Paulo Guedes, prometeu ao presidente da República o programa Renda Brasil, um programa de dar inveja ao Lula ou à Dilma.  O ministro da Economia prometeu mas não vai entregar, simplesmente porque existe a Emenda Constitucional 95, que impede de fazê-lo.  O ministro da Economia, demonstra que é um tremendo "fanfarrão", que diz defensor da economia liberal.

Paulo Guedes é um ministro fanfarrão!

Ossami Sakamori



quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Paulo Guedes está com um pé fora do governo


O presidente da República Jair Bolsonaro tomou gosto em sentir a popularidade na pele, que alguns dos presidentes já vivenciaram. Nos périplos que tem feito no nordeste, sempre, em companhia do ministro de Desenvolvimento Urbano, Rogério Marinho, em inaugurações de obras no reduto do PT, parece ter chegado a conclusão de que investimentos em obras na região pobre do País trás dividendo político importante para o projeto de reeleição em 2022.  Em algumas regiões, a popularidade do presidente Bolsonaro já supera a do ex-presidente Lula, segundo a grande imprensa.  

Ontem, no lançamento do programa Casa Verde Amarela que é uma repaginação do programa Minha Casa Minha Vida dos governos Lula e Dilma, deu destaque aos ministros Braga Netto da Casa Civil e o ministro Rogério Marinho do Desenvolvimento Urbano.  A ausência notada foi do ministro da Economia, Paulo Guedes.  A não presença do ministro da Economia foi de que estava coordenando a equipe econômica na finalização da proposta da reforma tributária.

O presidente da República quer esticar o "auxílio emergência" até o final deste ano.  Paulo Guedes sugere o novo valor em torno de R$ 250.  O presidente da República quer R$ 300 e já está a anunciar informalmente.  O fato é que o presidente da República quer dar prioridade nos investimentos públicos conforme programa "pró Brasil" da turma "desenvolvimentista" do Planalto.  Leia-se equipe "desenvolvimentista" os ministros Braga Netto, Tarcísio Freitas e Rogério Marinho, respectivamente, chefes da Casa Civil, Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano.   

O programa Renda Brasil do Paulo Guedes parece definhar diante do pouco recurso disponível no Orçamento Fiscal de 2021 para essa finalidade.  O Renda Brasil que estava previsto a atender os atuais beneficiários do "auxílio emergência", um programa de atendimento a mais de 65 milhões de trabalhadores informais não passarão de 25 milhões de atendidos, englobando os atuais beneficiários de todos programas assistenciais do governo federal.  A limitação do Orçamento Fiscal está previsto na Emenda Constitucional do "teto dos gastos" e isto inviabiliza os programas sugeridos pelo Paulo Guedes.    

Paulo Guedes está com um pé fora do governo.  Já se discute nos bastidores, quem será o novo ministro da Economia.  O nome mais cotado é o do atual presidente do Banco Central, Campos Neto.  

Ossami Sakamori 

sábado, 22 de agosto de 2020

O "big bang" do Paulo Guedes é uma piada de mal gosto!


O dinheiro não é como jabuticaba que dá no pé.  Nada como um dia atrás do outro.  O ministro da Economia, Paulo Guedes, descobre que não tem dinheiro para "bancar" o que prometeu ao presidente da República, um programa para dar continuidade ao Orçamento de Guerra, este último, um pacote de estímulo que ai do "auxílio emergencial" aos subsídios de diversas formas para as grandes e pequenas empresas.  Paulo Guedes não terá o "cheque em branco" de R$ 1 trilhão para gastar no ano que vem.

A equipe do Ministério da Economia prepara um "pacote econômico" que vai combinar medidas de "cortes de despesas", obras públicas, estímulo ao emprego e atração de investimentos privados e privatizações.  O pacote denominado pela equipe do Ministério da Economia como "big bang", em referência à teoria de criação do Universo, nada mais do que um ajuste no LDO de 2021, que vai seguir a Emenda Constitucional do teto dos gastos. Tudo dentro do quadradinho. O conjunto de medidas, não mais contemplará a reforma tributária radical anunciada como sendo solução para todos problemas orçamentárias.   

Como eu disse no preâmbulo desta matéria, o dinheiro não é como jabuticaba que dá no pé.  O total dos gastos de 2021 deverá obedecer o teto dos gastos públicos ou seja o dos Orçamento Fiscal de 2016, corrigido pela inflação do período.  Paulo Guedes, como ministro da Economia, sabia que os gastos públicos de 2021 deveriam e serão obedecidos o teto autorizado pela Emenda do teto dos gastos públicos.  E, agora, corre atrás para ver o que pode fazer para tentar minimizar o "gafe".  

Descobriu-se, por exemplo, que o programa Renda Brasil não poderá ser tão extenso como pretendia o ministro.  A ideia inicial era de que a Renda Brasil atendesse contingente de trabalhadores informais, cerca de 65 milhões de pessoas, que hoje recebem o "auxílio emergencial".  Não, não será mais.  O novo desenho do programa Renda Brasil vai atender tão somente os atuais beneficiários do Bolsa Família, cerca de 13 milhões de chefes de família e substituir os atuais programas ineficientes como abono salarial e seguro-defeso.  O novo programa, Renda Brasil, vai atender cerca de 22 milhões de pessoas ao invés de 65 milhões do programa "auxílio emergência".  Alguém vai ficar sem o Renda Brasil...

A ideia, agora, com o dinheiro não dá no pé, é continuar insistindo nos programas de privatizações, que continuam emperradas por questões jurídicas e políticas.  Os novos aliados, do "centrão", tem as suas bases políticas nas empresas públicas como Correios, Banco do Brasil e Eletrobras, o que dificulta a concretização do programa de privatizações prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.  Mesmo que esse dinheiro entrasse, não seria possível gastar em investimentos públicos, pois há limitação do teto dos gastos públicos.

Como o dinheiro não dá no pé, os programas prometidos pelo ministro Paulo Guedes ao presidente da República estarão cada vez mais pífios.  A economia em 2021 deverá recuperar o espaço perdido em 2020, mas estará longe de ser um "big bang" como promete a equipe econômica do Paulo Guedes.  Isto, pode desagradar o presidente da República que está em plena campanha eleitoral com vistas às eleições de 2022.

O "big bang" do Paulo Guedes é uma piada de mal gosto!

Ossami Sakamori



sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Paulo Guedes virou capacho do presidente da República.


Não se faz ministro da Economia como dantes, como muitos que deixaram seus nomes na investidura dos cargos ocuparam.  O próprio FHC, como ministro de Fazenda do governo Itamar Franco, que em fevereiro de 1994, implantou o Plano Real, cuja moeda está em vigor até hoje.  Embora não tendo sido ministro da Fazenda, mas responsável pelo Banco Central durante a gestão do Lula da Silva e finalmente ministro da Economia do governo Michel Temer, Henrique Meirelles implantou a Emenda Constitucional conhecido como do "teto dos gastos públicos".  Nas últimas décadas, o sucesso ou o fracasso de um governo tem sido creditado ou debitado aos ministros da Economia de cada governo.

Paulo Guedes foi fiador da linha ideológica da política econômica, do ainda candidato Jair Bolsonaro.  O ministro da Economia foi investido no cargo como fiador da política econômica liberal que ele prometeu implantar no País.  Os empresários, os investidores institucionais estrangeiros e nacionais, apostaram na sua política econômica liberal ensinado ao estilo do ensinamento do professor Milton Friedmann.  Até então, o eminente professor da economia teria criado mundo a fora, os "Chicago boys", em alusão aos alunos da economia formados no Chicago University, à época.  O ex-presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan teria seguido o primeiro presidente americano que teria seguido os ensinamento do professor, implantando uma forte desregulamentação da economia americana.

O ministro Paulo Guedes, não lembra nem um pouco do assessor econômico do então candidato Jair Bolsonaro.  Ao contrário da economia liberal, o ministro da Economia, segue a trajetória oposta, ao defender uma série de subsídios ao setor produtivo e um programa de auxílio aos "sem empregos".  No momento, com a justificativa da pandemia "coronavírus", utiliza-se do "cheque em branco" do Orçamento de Guerra, para enveredar-se em política assistencialista que levou a popularidade do presidente da República, num nível que deixa de inveja o Lula e Dilma.  Os gastos previstos por conta da pandemia "coronavírus" está previsto em R$ 1 trilhão.  Claro, sacando à "descoberto", por conta da dívida pública que, perigosamente, se iguala ao PIB.  

O "populismo" é um vício, um defeito, que leva os governantes de qualquer nação a querer permanecer no poder, por eternidade.  Nem vou citar os nomes, porque os exemplos estão recheados no mundo de hoje e de ontem.  Tomara que o nosso presidente da República não tenha sido picado pela "mosca azul" e seu ministro da Economia seja mais um "puxa saco" a inflar o ego do primeiro mandatário da República. 

Paulo Guedes virou capacho do presidente da República.

Ossami Sakamori

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Renda Brasil vai custar de R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões


Eu já não tenho mais paciência em ficar assistindo a disputa de vaidades entre os ministros do governo federal.  O ministro Paulo Guedes, o Posto Ipiranga do presidente da República, acostumou-se em utilizar o "cheque em branco" do Orçamento de Guerra devido a pandemia "coronavírus", que vai consumir R$ 1 trilhão de reais acima do Orçamento Fiscal de 2020.  Como que de repente descobriu que as despesas ordinárias "deverão" ser cobertos com o Orçamento Fiscal ordinário.  Paulo Guedes aproveita da situação de saia curta para armar "barraca" com os ministros Braga Netto, Rogério Marinho e Tarcísio Freitas.  Coisa feia, engalfinharem-se debaixo do nariz do presidente da República.  Isto não se faz!

Ministro Paulo Guedes prometeu ao presidente da República, o programa Renda Brasil, que é uma extensão do "auxílio emergência", englobando o atual Bolsa Família.  O presidente da República sentiu a popularidade subir com o efeito da distribuição de renda para os trabalhadores informais.  E, Paulo Guedes, como que de repente, descobriu que havia mas de 60 milhões de "trabalhadores invisíveis".  É mentira do ministro da Economia.  O IBGE que é um órgão subordinado à sua pasta, no levantamento que faz mensalmente, traz os números detalhados de diversas categorias de trabalhadores, sem carteira de trabalho assinado, em situações críticas. 

Paulo Guedes sugeriu e o presidente da República gostou da mudança do nome, de Bolsa Família para Renda Brasil, pois a Bolsa Família lembraria o programa carro-chefe do governo Lula e Dilma.  Assim como o Lula unificou diversos programas do FHC e deu nova  denominação, o Bolsa Família, o ministro da Economia quer de qualquer jeito aquinhoar o presidente da República com o programa "Renda Brasil", o maior programa de suporte à população pobre do mundo.  Paulo Guedes quer "gabar-se" de um programa que num país do primeiro mundo é uma vergonha ter a necessidade de dar suporte a tantos trabalhadores.    

O programa Renda Brasil, se atender os atuais beneficiários do "auxílio emergência", com uma renda entre R$ 250 a R$ 300, custaria aos cofres públicos entre R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões.  Não há espaço fiscal para abrigar um programa no formato idealizado pelo Paulo Guedes.  E ainda, terá que contemplar os investimentos em obras públicas, demandados pelos ministros desenvolvimentistas, como o Tarcísio Gomes, Braga Netto e Rogério Marinho, apelidados pelo ministro da Economia de ministros "fura-tetos".  Toda essa discussão é feita em cima do "teto dos gastos públicos" que engessa o Orçamento Fiscal ao nível de 2016, corrigido apenas pelo IPCA. 

Há fórmula para suportar os investimentos em obras públicas, através de Emenda Constitucional específico, mas isso é tarefa para quem se ofereceu para tornar a economia brasileira liberal à maneira preconizada pela Universidade de Chicago, onde o ministro Paulo Guedes saiu-se doutor em economia.  Vamos ver, como o Paulo Guedes vai se sair desse "enrosco" que ele próprio está a criar.

Renda Brasil vai custar aos cofres públicos, de R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões

Ossami Sakamori

terça-feira, 18 de agosto de 2020

O mercado financeiro viverá momentos de incerteza


O engalfinhamento entre o ministro Paulo Guedes e a ala desenvolvimentista do Palácio do Planalto continua, apesar do ministro da Economia ter afirmado, ontem no início da noite, de que o presidente da República continua a depositar confiança na sua pessoa e que ele "fica" no governo.  Nas vezes anteriores, quando havia conflito na área econômica, quem afirmava a permanência do ministro Posto Ipiranga era o próprio presidente da República. Desta vez, não foi ele a anunciar a confiança no ministro da Economia.  Significa que o presidente da República não tem tanta convicção da permanência do Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia.

O pano de fundo do engalfinhamento entre o Paulo Guedes e os ministros desenvolvimentistas é o cumprimento do teto dos gastos públicos aprovado no governo Temer que impõe o limite de gastos públicos ao Orçamento Fiscal de 2016, corrigido pela variação do IPCA no período, até 2036, com previsão de revisão em 2026.  A Emenda do teto dos gastos é uma invenção do ex-ministro Henrique Meirelles para dar credibilidade ao mercado financeiro internacional, diante do brutal recessão econômica de véspera, em 2016.  No entanto, o limite de gastos é uma verdadeira "camisa de força" que limita o crescimento econômico do País. 

Atualmente, o ministro Paulo Guedes tem em suas mãos o Orçamento de Guerra, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso Nacional, para enfrentar a pandemia "coronavírus".  Os gastos previstos vão desde o "auxílio emergencial" de R$ 600 aos diversos subsídios às empresas de grande ao pequeno porte.   Incluiu também, a transferência de recursos para estados e municípios para cobrir eventuais perdas de arrecadação.  O Orçamento de Guerra é um instrumento para ministro da Economia criar despesas do governo federal, sem consultar o Congresso Nacional, fora do Orçamento Fiscal ordinário, um verdadeiro "cheque em branco" para ministro da Economia, criar despesas à sua própria avaliação.  

O Orçamento de Guerra vai criar um gasto extra LDO do 2020, em cerca de R$ 1 trilhão.  O Orçamento de Guerra é financiado com emissão de títulos da dívida pública emitido pelo Tesouro Nacional e colocados no mercado financeiro pagando taxa básica de juros Selic.   A briga está exatamente neste "entendimento" dos gastos do Orçamento de Guerra.  O ministro Paulo Guedes considera os "gastos em investimentos" como "não enquadráveis" no Orçamento de Guerra e os ministros desenvolvimentistas, à frente o ministro chefe da Casa Civil, Braga Netto e os ministros do Desenvolvimento Urbano e o da Infraestrutura, consideram que, diante do quadro de recessão devido a pandemia "coronavírus", os investimentos em obras "são enquadráveis" no Orçamento de Guerra.   Pois sabe-se que os investimentos criariam cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos a cada R$ 1 bilhão.   

Na minha opinião, a pandemia "coronavírus" não termina até que a população brasileira seja vacinada, o que ocorrerá, na melhor hipótese, no primeiro semestre do ano que vem.  É certeza de que o Paulo Guedes vai pedir extensão do Orçamento de Guerra para o próximo ano ou seja o "cheque em branco" ficar valendo para o ano de 2021.  Estimo que o ministro da Economia, qualquer que venha assumir, deverá sacar outros R$ 500 bilhões por conta do Orçamento de Guerra em 2021.  Talvez, nem precise lançar mão de um novo endividamento público, porque o Banco Central já anunciou que vai transferir R$ 400 bilhões para o Tesouro Nacional por conta dos lucros acumulados na Instituição. 

Enquanto se discute o "sexo dos anjos" entre os ministros desenvolvimentistas e o ministro Paulo Guedes, o mercado financeiro vive e viverá momentos de incerteza.  O que o mercado financeiro mais detesta é a "incerteza" na política econômica.  Pouco importa se o ministro da Economia é o Paulo Guedes ou João da Silva.  O mercado financeiro espera uma clara política econômica do governo federal seja ela do Paulo Guedes ou de um qualquer outro ministro da Economia. 

Enquanto isto, o mercado financeiro vai viver momentos de "especulação".  O índice Bovespa deverá operar em queda e o dólar deverá flutuar em níveis nunca dantes visto. O mercado financeiro vai viver momentos de "boatos".  Neste momento, o melhor que faz é colocar as barbas de molho. Muita cautela em investimentos especulativos, numa situação de incerteza como de hoje.

Ossami Sakamori      


segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Presidente Bolsonaro em plena campanha eleitoral


O presidente Jair Bolsonaro está em plena campanha eleitoral para sua reeleição em 2022.  Hoje, ele vai para estado de Sergipe, inaugurar uma pequena usina termoelétrica.  Presidente da República quer consolidar a popularidade conquistada com o programa "Auxílio emergencial", que distribui R$ 600 para os trabalhadores informais.  O povo nordestino, nunca viu tanto dinheiro distribuído, em "boca do caixa" para os pobres desassistidos.   Nem mesmo, o ex-presidente Lula conseguiu o benefício da redistribuição de renda tanto quanto o atual presidente da República. 

O último levantamento divulgado pelo Datafolha, nessa sexta-feira, dia 14, aponta que sua aprovação é a maior desde o início do mandato, com 37% dos brasileiros considerando o seu governo ótimo ou bom.   A ampliação da popularidade do presidente Bolsonaro é significativa porque a região foi a única em que ele foi derrotado na eleição de 2018.  O presidente da República, na eleição que o elegeu, não foi o mais votado em nenhum dos nove estados da região nordeste. Além disso, o partido da oposição, PT, conquistou 4 governos estaduais em 2018: Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará e Bahia.  

Antes da viagem, hoje, segunda-feira, o presidente da República tem uma reunião marcada com o ministro da Economia, Paulo Guedes.  Oficialmente, a reunião é para definir o assunto, que virou polêmico, o "teto dos gastos".  Na minha opinião, o destino do ministro da Economia está em aceitar ou não à agenda econômica do presidente da República.  Depois de tanta polêmica, eu no lugar dele, pegaria o boné e se mandava.  Clima para permanência do Guedes no governo ficou insustentável.

Enquanto isso, o presidente Bolsonaro vai fazer a sua campanha de reeleição, no reduto petista.  

Ossami Sakamori








domingo, 16 de agosto de 2020

Campos Neto deverá ser o ministro da Economia.


A grande imprensa aposta o nome do Roberto Campos Neto para substituir Paulo Guedes no Ministério da Economia, após imbróglio que colocou o presidente da República e o ministro em polos opostos.  Conforme já comentei neste blog, o presidente da República teria ficado contrariado com a postura do Paulo Guedes, na defesa do "teto dos gastos" e o comentário infeliz de que isto poderia levá-lo ao impeachment.   De lá para cá, o atual ministro da Economia vem perdendo prestígio perante presidente da República.  Paulo Guedes não é mais o "Posto Ipiranga" do presidente da República. 

Campos Neto, por outro lado, responsável pela política monetária do governo, vem ganhando "ponto" com o presidente da República, sobretudo, pela postura equilibrada na condução da política monetária.  O último feito do Comitê da Política Monetária do BC em rebaixar a taxa básica de juros para 2%, menor taxa dentro do Plano Real, marcou demais a sua posição perante os ministros palacianos, todos generais do Exército e perante o próprio presidente da República.   

O que mais desagradou o presidente da República, sem dúvida, foi a maneira com que o ministro Paulo Guedes tratou o ministro Rogério Marinho e o ministro Braga Netto.  Para "calar a boca", o Paulo Guedes ofereceu uma verba adicional de uma "merreca" de R$ 5 bilhões para o Ministério do Desenvolvimento Urbano, sendo ele, o ministro da Economia detentor do "cheque em branco" do Orçamento da Guerra.  Apenas para lembrar, o ministro Paulo Guedes prevê gastar R$ 800 bilhões o que equivale a terminar o exercício fiscal com "déficit primário" ou o "rombo fiscal" de R$ 1 trilhão, tudo por conta da pandemia "coronavírus".

Campos Neto, atual presidente do Banco Central é neto do Ministro de Planejamento do governo Castelo Branco, foi diretor do grupo Santander, antes de assumir o principal posto de executor da "política monetária" do Brasil.  Roberto Campos Neto ou Campos Neto como é conhecido, tem todas condições de assumir o Ministério da Economia e apoiar o presidente da República no seu projeto de reeleição de 2022. 

Campos Neto deverá ser o ministro da Economia.

Ossami Sakamori



sábado, 15 de agosto de 2020

Paulo Guedes vai deixar o governo!


O presidente da República, Jair Bolsonaro, descobriu que o seu estilo rude e tosco (sic meu), características que o marcou desde a campanha presidencial e o mantém no bom nível de popularidade.  As últimas pesquisas de opinião mostra a aceitação em nível superior à pesquisa anterior da Datafolha, 37% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom, ante 32% da pesquisa anterior e o índice de rejeição caíram de 44% para 34%.   Dentro desse cenário positivo, o presidente da República irritou-se com a declaração do ministro Paulo Guedes sobre a possibilidade de impeachment caso ele, presidente da República, furasse o "teto dos gastos", numa alusão à interferência do presidente da República nos assuntos da área econômica, que ele se acha o "dono".  

O Paulo Guedes se acha o todo poderoso da República, mas não é.  O "Orçamento de Guerra", um verdadeiro "cheque em branco" utilizado pelo ministro da Economia, foi aprovado pelo Senado Federal no dia 20 de março e pela Câmara dos Deputados, na véspera, o reconhecimento de "estado de calamidade pública no Brasil" para enfrentamento da pandemia "coronavírus".  Desde então, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já lançou mão desse mecanismo gastando R$ 800 bilhões na conta dele e R$ 1 trilhão na minha conta, para atender os trabalhadores informais, empresas de pequeno ao grande porte e transferência de recursos do Tesouro para estados e municípios.  

Paulo Guedes, de repente, se viu na condição de "super ministro", quase como um "Primeiro Ministro", aproveitando-se do pouco conhecimento do presidente da República nos assuntos da "macroeconomia".  Com "cheque em branco", Paulo Guedes ousou em enfrentar o ministro chefe da Casa Civil em "restringir" os gastos em investimentos públicos.  O último ato do Paulo Guedes foi liberar uma "migalha" de R$ 5 bilhões para o Ministério de Desenvolvimento Urbano para concluir obras inacabadas.   Eu disse "migalha", porque ele já gastou ou vai gastar uma "bagatela" de R$ 800 bilhões na conta do Guedes ou R$ 1 trilhão na minha conta, somente neste ano.

Apenas para lembrar que no final de julho, apresentei ao ministro da Casa Civil, Walter Braga, um plano denominado de "Ação pró Brasil", com investimento de R$ 1 trilhão no triênio 2020/21/22, o que geraria grosso modo 40 milhões de novos empregos formais.   O plano "Ação pró Brasil" é uma versão arrojada do plano "pró Brasil" apresentado pelo ministro Braga Neto e boicotado pelo ministro Paulo Guedes.

Na queda de braços entre o presidente da República e o ministro da Economia, aposto que Paulo Guedes vai deixar o governo!

Ossami Sakamori



sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Palácio do Planalto virou palco de disputa de vaidades


Vocês devem estar perdidos com os engalfinhamentos entre os ministros do governo Bolsonaro, sobretudo entre a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes e os ministros "desenvolvimentistas" do Palácio do Planalto. O motivo de desentendimento se refere aos gastos públicos. Para confundirem mais ainda o entendimento de vocês sobre o tema central, a grande imprensa noticia os gastos além do Orçamento Fiscal em 2020, anunciado pelo Ministério da Fazenda de R$ 800 bilhões.  Nunca dantes no País, o governo apresentou rombo gigantesco.  Tudo por conta da pandemia "coronavírus", o "rombo fiscal" vai se somar ao gigantesca dívida pública do governo federal que está a alcançar 100% do PIB no final de 2020.

Na prática, o ministro Paulo Guedes, com a argumentação da pandemia "coronavírus", baseada na situação de emergência, rompeu e continua rompendo os preceitos da Emenda Constitucional 95 de 13 de dezembro de 2016, do governo Michel Temer.  A Emenda limita por 20 anos, os gastos públicos, que em essência diz que só poderão aumentar de acordo com a inflação acumulada conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).  Só para vocês entenderem, até então, o limite de gastos públicos eram regulado pela Lei 101 de 4 de maio de 2000, que impingia aos administrador público federal, o "equilíbrio entre receitas e despesas".    

Argumentando "estado de emergência nacional" por conta da pandemia "coronavírus", o governo federal instituiu o "Orçamento de Guerra" apartado do Orçamento Fiscal ordinário de 2020.  O tal orçamento é um verdadeiro "cheque em branco" para ministro da Economia, gastar "tudo que for necessário", para superar a depressão econômica advindo da pandemia "coronavírus".  Dentro deste contexto que foi criado o "auxílio emergencial", um programa de renda mínima de R$ 600 para, em princípio, para trabalhadores informais, sem carteira assinada.   Dentro deste mesmo Orçamento de Guerra foram concedidos diversas formas de subsídios para empresas pequenas, médias e grandes.  

Tudo que foi dito, uma despesa que beira R$ 1 trilhão, foi autorizada pela "canetada" do ministro Paulo Guedes.  Noutro lado, tem os ministros desenvolvimentistas como Rogério Marinho do Desenvolvimento Urbano e Tarcísio Freitas da Infraestrutura, chefiado pelo ministro Braga Netto da Casa Civil que quer os gastos em infraestruturas sejam incluídos no Orçamento de Guerra.   O ministro da Economia, dono do "cheque em branco", torce nariz para os pleitos dos ministros "desenvolvimentistas", alegando o "teto dos gastos públicos", esquecendo-se de que para executar os programas dele, não tem "teto" e nem "freio".  

É triste ver que, os "engalfinhamentos" continuem.  Agora, as brigas não são com outros poderes, mas há uma verdadeira "briga de foice" dentro da própria equipe do presidente da República.  Pelas falas do presidente da República, nota-se que ele "lavou as mãos" e vai deixar que os seus ministros se "engalfinhem" dentro do Palácio do Planalto.  E nessas briga de vaidades internas, quem perde e quem paga a conta é o contribuinte brasileiro.  

O Palácio do Planalto virou palco de disputa de vaidades.

Ossami Sakamori




quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Paulo Guedes será o próximo a "picar a mula".



Disse o presidente da República, Jair Bolsonaro, de que "a economia está reagindo" e nós aqui revolvemos então com essa reunião, se referindo a reunião com o Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, direcionar mais as nossas forças para o bem comum daquilo que todos nós defendemos", se referindo desta vez para a lei do "teto dos gastos" sancionado pelo presidente Michel Temer.  Isto tudo é bonito no discurso, mas inviável na prática, para vencer a depressão econômica acentuada com a pandemia "coronavírus".  Paulo Guedes, cedeu à pressão palaciana e deu o troco.

Na mesma reunião esteve presente o ministro da Economia Paulo Guedes, que criticou na véspera, os auxiliares do presidente da República de aconselharem o presidente da República de furar o teto dos gastos, como uma forma de fortalecer a posição da reeleição do presidente da República.  Paulo Guedes se referia aos ministros militares do Palácio do Planalto e o ministro de Desenvolvimento Regional e o ministro da Infraestrutura.  Disse o ministro da Economia, de que se fizer isso, "furar" o teto dos gastos públicos vai jogar o Bolsonaro na zona de impeachment, no meio do imbróglio que deu baixa na sua equipe do primeiro escalão.

Paulo Guedes, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, vão acelerar a votação da proposta que permite o governo "acionar" as medidas de contenção dos gastos previstos na lei conhecida como do "teto dos gastos" aprovado no governo Temer.  Em linhas gerais, a lei do "teto dos gastos" prevê que os Orçamentos Fiscais dos próximos 20 anos, contado desde 2016, não extrapolasse o Orçamento Fiscal de 2016, corrigido tão somente pela inflação do período.  A lei do teto das gastos públicos, sem as regras de destravamento da economia, seria uma espécie de "camisa de força" para um crescimento econômico robusto.  

 Assim fazendo, o ministro da Economia em queda de braço com os ministros "desenvolvimentistas" como Rogério Marinho e Tarcísio Freitas, sai vencedor nesta contenda.  No entanto, sepulta de vez o seu projeto e do presidente da República, um programa assistencial denominado Renda Brasil que, de princípio, seria a extensão do programa "auxílio emergência".  Paulo Guedes, tomando a atitude que tomou, presume-se que já está com as mãos no boné para "picar a mula" do governo, assim como já fizeram os auxiliares mais próximos.  Próximos capítulos vão confirmar o que estou a dizer, hoje.  

Paulo Guedes será o próximo a "picar a mula".

Ossami Sakamori









terça-feira, 11 de agosto de 2020

Visão equivocada do Guedes sobre a "nova CPMF"


É dada como certa o envio do projeto de lei que cria a "nova CPMF" para o crivo do Congresso Nacional.  O Ministério da Economia e o governo federal estão empenhados na criação da nova contribuição para financiar a desoneração da folha de pagamento e criar o programa Renda Brasil.   Toda estrutura do governo está empenhado na aprovação da "nova CPMF", a começar pelo General Ramos da Secretaria Geral ao ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.  O Palácio do Planalto vai jogar todas fichas para a aprovação da "nova CPMF" para viabilizar a reeleição do atual presidente da República.  

O ministro Paulo Guedes da Economia deve encaminhar o projeto de lei nos próximos 10 dias, segundo Palácio do Planalto.  O governo conta como favas contadas pela aprovação da "nova CPMF" porque ela vai financiar a extensão do programa "auxílio emergencial" para os próximos anos.   O objetivo é atender os trabalhadores informais, sem carteira de trabalho, que vivem de "bicos".   Um contingente da força de trabalho que, não se sabe exatamente quantas pessoas, mas que deve representar cerca de 40 milhões a 60 milhões.  Para se ter ideia o programa Bolsa Família atende atualmente cerca de 13 milhões de chefes de família, que será incorporado ao Renda Brasil.

Só o programa Renda Brasil vai onerar ao Orçamento Fiscal, todos anos, à partir do ano que vem, de R$ 150 bilhões a  R$ 250 bilhões, dependendo do número de beneficiários a ser contemplados.  Não se tem ideia ainda o valor a repor devido a desoneração de folha de pagamento que também será paga pela "nova CPMF". O ministério da Economia faz simulações com a incidência de 0,20% a 0,40% sobre todas transações eletrônicas, formais e informais. O principal defeito da "nova CPMF" é o efeito em cascata, isto é, a incidência em cada produto ou serviço acontecer em cada etapa ou em cada pagamento, leia-se boletos.

A minha visão é totalmente oposta ao do ministro Paulo Guedes.  Ao invés de programa puramente assistencialista como Renda Brasil, o mesmo dinheiro deveria ser aplicado em investimentos de infraestrutura, incluindo nesta, canalizações, estradas viciais, recuperações de escolas e postos de saúde, poços artesianos para sertanejos.  O próprio IPEA, órgão do governo federal, estima criação de 100 mil empregos para cada R$ 1 bilhão de investimentos em obras.  Se o valor estimado da arrecadação com a "nova CPMF" for canalizado para investimentos em obras públicas, criaria, de 15 milhões a 25 milhões de novas vagas de trabalho.

Com criação de tal número de empregos, certamente, o Brasil estará "bombando" como querem os formuladores da política econômica do País.

Ossami Sakamori