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domingo, 22 de outubro de 2017

Tudo, farinha do mesmo saco!

Crédito da imagem: Veja

O "messiânico" Henrique Meirelles dá indicação de que a taxa básica de juros Selic deverá terminar o ano abaixo de 7% ao ano. O ministro da Fazenda prevê tendência de uma forte e robusto crescimento do País para o próximo ano. Meirelles diz constatar uma visível retomada de investimentos do setor produtivo. Ele tem os números na mão para poder fazer tais afirmações. Mas, receio que tanto otimismo não condiz com a realidade. 

Olhando a política econômica de fora do governo, podemos dizer que tais afirmações são um tanto exagerado. É certo que o País já saiu da pior recessão dos últimos 100 anos, mas tamanho otimismo não guarda relação com o quadro econômico atual. Pontualmente, o ministro da Fazenda cita "a queda no valor dos alimentos aumentou o poder de compra do salário mínimo, ressaltando que este ganho foi de 16,7%". Receio que o preço dos alimentos venha subir nos próximos meses com a chegada do verão. 

Os indicadores econômicos mostram um quadro totalmente diverso daquele do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. O número de desempregados e desalentados continuam no mesmo patamar de 40 milhões, enquanto o IBGE apresenta contratação de apenas 35 mil trabalhadores com carteira assinada, o que vem a ser uma gota no oceano. Outro indicador importante, o número de inadimplentes, continua no mesmo patamar de 60 milhões de adultos negativados.

Só vamos lembar que o "messiânico", Henrique Meirelles foi o principal condutor da política econômica do governo PT por 8 longos anos, que nos levou à "pior crise econômica" dos últimos 100 anos. Engana-se quem pensa que o único culpado pela dita "herança maldita" é apenas do governo Dilma, período em que Meirelles esteve afastado das funções públicas. No período do governo Dilma, Meirelles participou ativamente como principal executivo do grupo JBS, que provocou prejuízos bilionários ao BNDES. Meirelles não é nem santo e nem messiânico!

Na política tem essas coisas. Meirelles "ignora" que participou ativamente do governo PT. Michel Temer quer descolar-se da Dilma Rousseff, ainda que tenha sido eleito na chapa dela, no cargo de seu substituto natural.  Nem vamos pensar que o vice-presidente deu golpe no seu titular. Mas, o presidente Temer chama para a equipe do governo o Meirelles do Lula (PT) e muitos ex-ministros da Dilma (PT) para compor sua equipe de governo. Está como diz um velho ditado: "Tudo, farinha do mesmo saco!".

Ossami Sakamori


sábado, 21 de outubro de 2017

Uai, sou contra Temer !



Muitos leitores me questionam o motivo porquê insisto em manter minha posição contra o presidente Michel Temer, numa conjuntura com sinais de saída da depressão econômica. Questionam também o porquê deixei de postar críticas ao Lula, Dilma e PT. Uai, simples! Michel Temer é atual presidente da República Federativa do Brasil. A "quadrilha" do PT que sangrou o país durante 13 anos, não mais está no poder. Não costumo chutar cachorro morto!

O Lula, Dilma e PT são cachorros mortos! Roubaram o País, endividou o País nos níveis que envergonham a pátria. Criaram "castas" de ladrões dos cofres públicos, piores do que os "arrombadores de caixas eletrônicas". O PT e seus asseclas colocaram o País a serviço do projeto de "permanência" no poder por décadas. Isto é, passado, felizmente! Este blog postou mais de 2.300 matérias para ajudar "derrubar" o governo do PT, desde 2012, muito antes das Operações Lava Jato, enquanto muitos estavam batendo palmas para o governo Dilma. 

Este blog não compactua com a "ladroagem" nos cofres públicos, seja qual for o partido. Os partidos que hoje compõem a base aliada foram "co-participantes" dos sucessivos governos PT. Como dizem no ditado popular: "tudo farinha do mesmo saco!". Michel Temer é representante da "ala dissidente" do governo que tomou conta do País por 13 longos anos. Apoiar Temer é apoiar os mesmos métodos dos governos PT. O principal condutor da política econômica do Michel Temer é o mesmo Henrique Meirelles que comandou a política econômica do governo Lula por 8 longos anos! Só mudou o dono do "curral", mas o gado é o mesmo, "subserviente" aos interesses do seu dono, não importa se o nome: Lula, Dilma ou Temer. 

Não posso, à essa altura da vida, concordar com o presidente Michel Temer no seu método de governar o País, tudo baseado em "toma lá, dá cá!". O "toma lá, dá cá" com o dinheiro nosso, o do contribuinte brasileiro! O método é o mesmo do governo que hoje presidente Temer combate, o do PT. Até ladroagem dos cofres públicos continua o mesmo!

A argumentação de que "sem Temer" seria pior para o País, não procede. O Brasil tem "vocação" para crescimento sustentável. Qualquer nome que venha, eventualmente, substituir o Michel Temer, com a mínima noção de uma matriz econômica sustentável, terá condição de conduzir o País até 31 de dezembro do próximo ano sem nenhum percalço. Insistir no Temer é admitir a nossa incompetência!

Enquanto o parlamento decide sustentar o governo Temer em troca de "toma lá, dá cá", o País está a viver sucessivas crises políticas, deixando para "são nunca" as reformas estruturantes que o País necessita, urgentemente. Temer não tem condições de aprovar as reformas estruturantes sem o apoio popular. Sem opção, o povo brasileiro caminha silenciosamente, como manada de boi fosse, ao caminho do matadouro!

Com Temer ou sem Temer, Brasil mostrará que é capaz de crescer sustentavelmente. Para tanto, basta que os políticos não atrapalhem o setor produtivo, que geram impostos para sustentar a máquina do governo. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O culpado é o mordomo Geddel !

Crédito da imagem: Valor Econômico

A Procuradora Geral da República raquel Dodge, em sua manifestação sobre pedido de liberdade do Geddel Vieira Lima, no processo de apreensão dos R$ 51 milhões no apartamento alugado pelo ex-ministro em Salvador, disse que o ex-ministro "fez muito em pouco tempo" e apontou como "líder da facção criminosa". Isto, acontece na véspera de votação da autorização pela Câmara dos Deputados o prosseguimento da ação contra o presidente Michel Temer acusado de "obstrução de justiça" e "formação de quadrilha".

A manifestação encaminhada pela Procuradora Geral da República para o STF, neste momento, parece coisa encomendada para tirar das costas do presidente Temer o título de "chefe de quadrilha". Vamos lembrar que o Geddel Vieria Lima foi o principal articulador político do governo Temer até o seu afastamento em função da tentativa de favorecimento na construção de um edifício em Salvador junto a Iphan.

Na próxima quarta-feira, dia 25, está previsto para ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados a autorização de prosseguimento ou não as denúncias apresentadas pelo PGR no STF contra presidente Temer pelos crimes de "obstrução de justiça" e "formação de quadrilha".  O povo já sabe que o resultado vai ser favorável ao Michel Temer, afinal o "líder da facção criminosa" é o "mordomo" Geddel.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Ricardo Ferraço: "Tou fora do Aécio!"

Crédito da imagem: Veja

Ricardo Ferraço, senador do PSDB pelo Espírito Santo, anuncia sua decisão de licenciar-se do cargo por período indeterminado em razão da recondução do senador Aécio Neves, também, do PSDB. Embora sendo correligionário do senador mineiro, faltou à sessão que decidiu pelo não acatamento da decisão da segunda turma do STF que tinha afastado Aécio Neves das funções parlamentares. 

Senador Ricardo Ferraço, 54 anos, nascido em Cachoeira de Itapemirim, faz arte da família de político. Já foi vereador, deputado estadual, deputado federal, vice-governador e foi eleito para o cargo de senador da República em 2010. Ingênuo, ele não é!

Para o senador capixaba, os seus pares do Senado Federal reproduzem  o comportamento político que apedrejavam até outro dia. Segundo Veja, senador Ricardo Ferraço teria dito: "Estamos fazendo exatamente aquilo que o PT fazia e nós condenávamos. Estou fora!"

É evidente que o senador Ricardo Ferraço deve ter o seu projeto político que envolve eleições de 2018, já que o seu mandato expira no dia 31 de janeiro de 2019. Como qualquer outro parlamentar, o senador não deve ser tão "ingênuo" e nem "santo", uma vez que ocupou várias funções no governo do seu estado, mas vale o "gesto" pela "repulsa" ao episódio que envolveu o seu colega senador Aécio Neves. 

Enfim, a luta pelo resgate do Brasil decente, continua!

Ossami Sakamori


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Aécio Neves volta ao Senado

Crédito de imagem: El país

Numa sessão acalorada, o plenário do Senado Federal rejeitou a decisão da segunda turma do STF que tinha afastado o senador Aécio Neves da função de senador da República. O resultado foi 22 votos SIM à decisão da segunda turma do STF e 44 NÃO. Pelo regimento do Senado Federal seria necessário 41 votos favoráveis à volta do senador mineiro. Aécio Neves será "mais um" senador da República investigado pelo Ministério Público Federal.

A votação ocorreu em função de que o plenário do STF, por votação apertada de 6 conta 5 votos, ter decido que o "afastamento" votados pelos ministros da segunda turma do STF deveria ter "convalidação" pelo Senado Feral. Em tese, desde então, o STF não é mais guardião da Constituição Federal. O voto de desempate coube à presidente do STF Carmen Lúcia. Na véspera, Carmen Lúcia teria feito "acordo" com os presidentes do Senado e Câmara para o STF lavar as mãos sobre a decisão de afastamento ou não do Aécio Neves. Carmen Lúcia se omitiu. 

Também, influiu na decisão da volta do senador Aécio Neves, a iniciativa do presidente Michel Temer, com aceno do já conhecido "toma lá, dá cá". Na véspera da votação, o presidente Michel Temer teria se reunido com o presidente da CCJ do Senado Federal Raimundo Lira para tratar do tema, mais uma vez, no Palácio Jaburu. 

Segundo Estadão, maioria dos senadores que votaram à favor da volta do senador Aécio Neves, estão, igualmente, investigados pela PGR sobre os mesmos crimes que está sendo imputado o senador mineiro. Pelo visto, o que predominou foi mesmo o "espírito de corpo": todos "unidos" para "se salvar" dos processos criminais em andamento. 

Mais uma latrina foi aberta, desta feita nos recintos do Senado Federal. A "catinga" emana da Praça dos Três Poderes!

Ossami Sakamori




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Fim do casamento Temer/ Maia.

Crédito da imagem: Veja

No meio da discussão do processo de autorização da abertura do inquérito do presidente Temer e dos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco pelo STF, em curso na CCJ da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa Rodrigo Maia viaja para Chile, em missão oficial, nesta quarta-feira, dia 18 de outubro.  Ao que parece o "casamento" chegou ao fim.

A briga entre ambos, Michel Temer e Rodrigo Maia, vem de antes. O presidente da Câmara dos Deputados ficou muito irritado com a interferência direta do Temer na adesão dos deputados dissidentes do PSB ao PMDB. Rodrigo Maia que é do DEM, já vinha fazendo tratativa para que a adesão ocorresse ao seu partido, o DEM, antes do presidente. Com a interferência do Michel Temer, a pretensão do DEM em tornar-se o terceiro maior partido do Congresso Nacional se frustou. 

O imbróglio culminou com a acusação pelo advogado do Michel Temer sobre o processo de "obstrução de justiça" e "formação de quadrilha" ao presidente da Câmara dos Deputados. O advogado do Temer acusou o presidente Rodrigo Maia pelo "vazamento" do vídeo onde o doleiro Lúcio Funaro confirma a participação do presidente Temer no "esquema de propinas" ao favor do PMDB. Não houve vazamento. O vídeo em referência estava postado no site da Câmara dos Deputados no final de mês passado. O advogado se desculpou, mas o "clima" ente Temer e Maia ficaram "estranhos".

O pano de fundo dessa "briga" está a pretensão do César Maia, pai do deputado Rodrigo Maia, em ser candidato ao cargo de governador do Rio de Janeiro em 2018. Lá no Rio, César Maia vai disputar com o PMDB, o partido do Michel Temer. Dentro da circunstância, não é bom que no plano federal o Rodrigo Maia do DEM continue "em namoro" com o Michel Temer do PMDB. 

Seja como for, presidente Temer perdeu a oportunidade de contar, novamente, com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados para ajudá-lo a livrar-se do processo de autorização para abertura de inquérito no STF. A relação de ambos vão azedar cada vez mais, na minha avaliação. Diante do fato, creio muito difícil as reformas estruturantes como a tributária e previdenciária serem votados na gestão Temer. Posso estar enganado. Só história vai confirmar ou não, as minhas previsões.

Ossami Sakamori


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Até quando, presidente Temer?

Crédito da imagem: Estadão

Michel Temer não nos deixa sossegado nem mesmo nos finais de semana.  O presidente Temer, do Palácio do Jaburu, residência oficial, articula livrar o Aécio Neves, seu aliado, do afastamento do cargo de senador da República. Na outra frente, o presidente Temer atirou petardo contra o deputado Rodrigo Maia sobre suposto "vazamento" de vídeo do delator Lúcio Funaro à imprensa. Nunca dantes vimos níveis tão baixo de "sacanagens" políticas. 

Sinto-me inútil ter que ficar comentando sobre a "briga de comadres", dos bastidores da política, que é veiculada pela grande imprensa ao invés de comentar sobre o "futuro" da economia do País. Vamos lembar que o Brasil está "tentando" sair da pior "depressão" dos últimos 100 anos! Já faz mais de dois meses que só se fala em possível afastamento do presidente Temer, acusado de "corrupção passiva", "obstrução de justiça" e "formação de quadrilha". Enquanto isto, a pauta das reformas estruturantes vão ficando para dia de "são nunca".

Recebi forte oposição dos meus leitores quando escrevi uma carta para presidente Temer em 30 de maio último. Antes tivesse, o Michel Temer, atendido à minha sugestão. O comportamento do presidente Michel Temer continua o mesmo de antes: "soberbo" e "se achando o dono do Brasil". Não, não é, o Brasil pertence a 207 milhões de brasileiros com nome e sobrenome, todos contribuintes de impostos diretos ou indiretos. Sim, nós somos parte desta "pouca vergonha" que acontece na política brasileira.

De leniência em leniência, o povo brasileiro vai levando no seu "fio fó", sem reclamações. O povo brasileiro só lamenta a "dor" que sente do sacrifício a ele imposto, no entanto, não toma nenhuma atitude que vá na direção da mudança. Pelo contrário, a maioria "exige" a permanência do Michel Temer, acusado pelo PGR de "chefe da quadrilha" no cargo máximo da República. 

Presidente Temer! Até quando a sua Excelência vai gastar o nosso dinheiro para tentar manter-se no poder?

Ossami Sakamroi
@SakaSakamori


domingo, 15 de outubro de 2017

WANTED! Vivo ou morto!








Brasil está no fundo do poço, politicamente. Os três principais partidos do País, PT, PMDB e PSDB, estão no meio de "tempestade de areia". O Lula, o Temer e o Aécio estão no meio de denúncias sobre "corrupção passiva" e "formação de quadrilha". Pelo jeito, o "imbróglio" não vai terminar tão cedo. A crise de identidade política que envolve os três principais partidos do País deverá avançar 2018 a dentro. Que Deus tenha piedade do povo brasileiro!

A crise política "chamusca" os três poderes da República. Está um "jogo de empurra" entre o Poder Executivo, Poder Judiciário e Congresso Nacional. As quadrilhas, cada um per si ou em conjunto, estão com seus tentáculos estendidos sobre "notáveis" figuras que dominam a "republiqueta" há anos. À essa altura, a maioria já baixaram as máscaras e assumiram de vez a sua "parcial posição". É o "podridão" que reina fedorenta Esplanada dos Três Poderes. 

Se fosse nos Estados Unidos, as figuras do topo estariam sendo "WANTED", vivo ou morto. Na republiqueta de quinta categoria, as notórias figuras terão influência decisiva na escolha do futuro presidente da República. Fazer o que?

Ossami Sakamori




sábado, 14 de outubro de 2017

SOS OBESOS: Acorda Brasil!


Crédito da imagem: Saúde Abril

Colaboração: jornalista Toninha Rodrigues

Obesos pedem socorro: 
Lei dos anorexígenos é desrespeitada e pisoteada, enquanto a obesidade aumenta a cada dia!

Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, em 11 de outubro, o Brasil continua com índices crescentes de aumento de peso, chegando à marca de 53,6% da população adulta, segundo pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, realizada no decorrer do ano de 2016.

O confinamento dos grandes centros, com tempo escasso para cuidar da qualidade do que come e aliado a diversões sedentárias, como TV, games e computador, mais a grande oferta de alimentos industrializados e os chamados fast food, contribuem grandemente para a adoção de um estilo de vida contrastante com o viver saudável tão recomendado e necessário.

Ouve-se muito falar em atividade física e cuidados dietéticos. A megalópole paulistana, a exemplo de outras capitais, chegou a espalhar ciclofaixas por suas vias, para incentivar que os corpos se movimentem, enquanto estabelecimentos comerciais investem em orgânicos, desnatados, saladas, práticas anti-gordura e anti-açúcar e grande variedade de frutas como alternativa a itens calóricos; por sua vez, as discussões midiáticas passaram a incluir com freqüência o link “hábitos saudáveis” em suas pautas...

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sinaliza o montante de 700 milhões de obesos para 2025, enquanto no Brasil o Ministério da Saúde aponta um crescimento de 26,3% da população obesa nos últimos dez anos, indicando que metade da população brasileira está acima do peso e que o número de obesos atinge a marca assustadora de 60% do total de adultos.

Considerada doença crônica pela própria OMS (CID 10), a obesidade traz conseqüências drásticas para o paciente, cuja condição ainda é vista com preconceito e ignorância no que diz respeito às causas e às formas de tratamento, especialmente o emprego de medicamentos para o controle desse mal.

Não bastam campanhas para que se coma menos e se movimente mais. Comer menos e se movimentar mais nem sempre dependem da escolha do obeso, assim como também não garantem que o organismo vá reagir da maneira como se espera. A obesidade, como já falamos neste blog por diversas vezes, é causada por fatores variados e a reação aos tratamentos disponíveis depende de cada organismo. Disfunções glandulares e hormonais, síndromes metabólicas e emocionais, sequelas de tratamentos de outras patologias, como as que exigem o emprego de corticóides, por exemplo, figuram entre os causadores mais conhecidos.

O que obesos e médicos vêm fazendo há seis anos é não só tentar garantir o direito a tratamento medicamentoso seguro e eficaz, mas também que essa alternativa seja respeitada nos âmbitos clínico e legal.

Estamos falando dos inibidores anfepramona, fenproporex e mazindol, cuja volta ao mercado nacional tornou-se possível desde 26 de junho deste ano, por força da aprovação do PL 2431/11, transformado na Lei 13.454/17.

A referida lei autoriza a produção, comércio e consumo dessas substâncias, depois da polêmica proibição feita pela Anvisa, em 2011, mesmo sob a argumentação e demonstração de eficácia e segurança por especialistas, além do uso dos medicamentos por mais de 50 anos sem relatos de perigo ou de óbitos.

Até o momento, não há cura para essa doença, apenas controle, que culmina com a diminuição do peso (IMC – Índice de Massa Corporal) e a manutenção do resultado pretendido. Esse controle envolve, entre outras medidas, justamente o emprego de terapia medicamentosa, a partir da qual o paciente conseguirá, com o avanço dos resultados, aderir a outras terapias, como atividades físicas, além de dieta adequada a cada situação.

A lei está em vigor, sal para manipular anfepramona disponível (femproporex chegará em breve, segundo informações de produtores e importadores), mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deveria, enquanto órgão governamental, ao menos garantir que a lei seja cumprida, passou a amedrontar farmacêuticos e até médicos, impondo uma resolução de 2014 (RDC 50), contrariando a lei e a própria hierarquia jurídica; por outro lado, um entidade chamada Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), inventou protocolar, junto ao STF, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn), pleiteando a impugnação da Lei sancionada em junho/2017.

Enquanto desrespeitam a lei ou tentam impugná-la, vendedores de medicamentos adquiridos ilegalmente ou “fabricados” em condições totalmente fora da lei e dos padrões de qualidade e controle, no chamado “mercado negro”, agem impunemente.

Esses sim colocam a vida de milhares de pessoas em grande risco, além de cobrarem preços exorbitantes. Em paralelo, esses milhões de pessoas vítimas da obesidade correm riscos também com medicamentos caríssimos e sem formulação voltada para tratar a doença (como Victoza, para diabetes, e Venvanse, indicado para TDAH) e a moda da cirurgia bariátrica, absolutamente dispensável se houver terapia farmacológica adequada e segura. Um detalhe é que mais de 70% dos pós-bariátricos voltam a ganhar peso em
cerca de quatro anos. 

Por fim, o governo federal é obrigado a investir cada vez mais com o aumento dos níveis de obesidade, que      trazem consigo aumento simultâneo de casos de diabetes, hipertensão, artroses, depressão, asma/bronquite, câncer, infertilidade e riscos de enfarto e AVC.

Relatório divulgado pela World Obesity Federation, organização sediada em Londres, para acompanhamento e pesquisa sobre a doença, aponta custos mundiais para o tratamento dessas sequelas em torno de US$ 1,2 trilhão anuais a partir de 2025. No Brasil, as cifras do relatório sugerem o aumento de US$ 16,7 bilhões em 2014 para  US$ 34 bilhões em 2025.


Os obesos pedem socorro e respeito!! Acorda governo brasileiro!

Toninha Rodrigues
Jornalista, professora e integrante do movimento pela saúde dos obesos.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Brasil paga R$ 250 bilhões para agiotas internacionais!

Crédito da imagem: Estadão

O ministro da Fazenda Henrique Meirelles diz que o Brasil deve crescer 3% no ano de 2018. No entanto, faz ressalva de que poderá haver "bolhas financeiras globais" que podem dificultar a concretização mais acelerado do PIB no médio prazo, segundo Estadão de hoje. Meirelles esconde o verdadeiro problema do País. 

Ainda segundo Estadão, afirma o ministro da Fazenda Henrique Meirelles como que dando aula aos ministros de Fazenda dos países desenvolvidos: " Uma recomendação que acredito importante que tenha sido feita agora aos formuladores de políticas dos países desenvolvidos que estão de fato atentos a isso é qual seria o risco da economia global". Para mim, soa como aquele aviso de uma possível "marolinha", profetizado pela vez anterior na condição de presidente do Banco Central do governo Lula. É uma desculpa antecipada de uma afirmação que ele próprio não tem certeza de que possa acontecer. 

Vamos direto ao assunto. Henrique Meirelles juntamente com o presidente do Banco Central Ilan Goldfajn, pratica política econômica "ortodoxa", receita do FMI, de controle da inflação via taxa de juros reais Selic. Nem é preciso lembar que o Brasil paga a maior taxa de juros reais dentre 40 maiores economias do mundo, deixando atrás apenas Rússia e Turquia. De certo, para Meirelles, os 37 maiores economias estão em contramão de uma equilibrada política econômica. 

A equipe econômica comemora a redução da taxa de inflação aos níveis de 3% ao ano à custa de 40 milhões de desempregados e desalentados. Somado ao espantoso número de desempregados e "biscateiros", o número de inadimplente no sistema de crédito, 60 milhões de adultos num universo de 140 milhões de adultos, são os maiores óbices para o acelerado crescimento do Brasil. Comemorar o que num cenário como este! Ao contrário da "desculpa antecipada" do Henrique Meirelles, o equívoco da política econômica está debaixo do nosso próprio nariz. 

O ministro da Fazenda tenta diminuir o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" nos níveis de R$ 159 bilhões, mas não está conseguindo. A previsão do "rombo fiscal" para o próximo ano é de, novamente, R$ 159 bilhões. Para leigos entenderem, o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" é o dinheiro que falta para cobrir os gastos correntes do governo federal. O principal equívoco governo Temer, certamente, à frente o Henrique Meirelles, está na política econômica "ortodoxa" que privilegia os especuladores financeiros internacionais, dito por mim como "agiotas internacionais". 

O maior equívoco não está propriamente no "déficit primário" ou o "rombo fiscal", porque maior parte dos 40 maiores economias do mundo pratica-os. Ao contrário do que afirma o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, desde 2000, vigorava a Lei de Responsabilidade Fiscal que obrigava o "rombo fiscal" zero. O ciclo de "responsabilidade fiscal" encerrou já no final do governo Dilma, em 2013. Governo Temer, pelo contrário, com a Emenda Constitucional de "teto dos gastos", oficializou o "rombo fiscal", desde então.

O governo Temer não consegue "decolar" por falta de investimentos, até por conta do falso "teto dos gastos", mas sobretudo porque gasta em pagamento de juros reais que incide sobre a dívida pública federal, média de 5% ao ano. O montante do pagamento dos juros reais sobre a dívida pública federal, denominado de "déficit nominal" ou "pagamento dos juros" ascende aos dados "não divulgados", entre R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões anuais. O montante de juros reais pago pelo governo Temer, hoje, equivale grosso modo à soma dos orçamentos fiscais destinado à educação e saúde. 

Os intelectuais da USP aplaudem o Meirelles, os economistas considerados "notáveis" aplaudem e os analistas econômicos dos principais meios de comunicação aplaudem a "equivocada" política econômica. Só falta alternativa ao setor produtivo do País aplaudir a sabida "política econômica equivocada" para não ficar "destoante" em relação à média da opinião dos "entendidos" em macroeconomia. E assim, o Brasil fica de quatro perante o Meirelles e à nefasta política econômica "ortodoxa" do FMI.

Assim sendo, sem nenhum receio, afirmo que o Brasil não investe, mas paga R$ 250 bilhões anuais para os "agiotas internacionais". 

Assim, não dá para ser feliz!

Ossami Sakamori


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

STF ajuda enterrar o Brasil !

Crédito da imagem: Globo

O Supremo Tribunal Federal decidiu por 6 a 5 que os parlamentares, senadores e deputados, têm última palavra sobre seus destinos, mesmo em caso de crimes comuns de "corrupção passiva". De agora em diante, o próprio Senado Federal ou a própria Câmara dos Deputados vão decidir sobre afastamento ou não das funções dos acusados. O Supremo Tribunal Federal se "acovardou" na decisão de ontem. O STF não é mais guardião da Constituição da República. Desde ontem o STF passa a ser um "anexo" do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional.

O Brasil sucumbiu aos políticos que praticam as ladroagens aos cofres públicos. O STF ajudou a enterrar o Brasil. O Brasil ficou à mercê dos saqueadores da República. A Câmara dos Deputados vai ajudar para piorar o clima, ao Michel Temer se "safar" do processo de autorização. Está "na cara" que a Câmara dos Deputados não vai autorizar o prosseguimento do inquérito sobre "obstrução de justiça" e "formação de quadrilha" do presidente da República Michel Temer. 

Hoje, acordei mal. Estou tão mal, que tenho vontade de parar de escrever matérias sobre política e administração pública. 

Ossami Sakamori

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Lá vem um novo aumento de impostos!

Crédito de imagem: Folha

Tudo acontece nos bastidores do poder. Michel Temer deve mandar Medida Provisória sobre o aumento de alíquota de PIS e da Cofins. O aumento é justificado pelo governo Temer, em razão do julgamento do STF que decidiu que o ICMS não poderia ser incluído na base de cálculo do PIS e da Cofins. 

Segundo a Folha, a Advocacia Geral da União afirmou que o governo perderia perder até R$ 27 bilhões por ano com a nova configuração de cobrança do PIS e da Cofins. O governo Temer pretende compensar a perda decorrente do novo entendimento decidido pelo STF mediante aumento de alíquota do PIS e da Cofins. Novamente, quem paga o pato é o contribuinte, que terá os produtos de consumo majorado entre 0,75% a 1%.

A MP do aumento de contribuições federais deverá vir após a decisão da Câmara dos Deputados sobre o destino do presidente Temer, se autoriza o STF a abrir inquérito sobre obstrução de justiça e formação de quadrilha ou arquiva-a. Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça abriu sessão para ouvir a leitura do relator deputado José Bonifácia, PSDB/MG. Em razão da tramitação do processo de "afastamento provisório" do presidente Temer, a MP deve ser editado no final deste mês, após a votação da "pendenga" pelo plenário da Câmara dos Deputados. 

O fato é que o aumento de imposto vem na "contra mão" da liberação de verbas orçamentárias decorrentes do "toma lá, dá cá", para manter o presidente Temer no cargo de presidente da República. 

O povo faz, novamente, o papel de otário!

Ossami Sakamori



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Parabéns, Círio de Nazaré!


Dois milhões de pessoas lotaram as ruas do Belém no Círio de Nazaré, marcando a procissão da celebração de paixão e fé à Nossa Senhora de Nazaré. Ao mesmo tempo que mostraram a fé, o evento marcou a carência da população paraense e brasileira na fé e no atendimento da classe sofrida pelos governos de plantão. O evento marcou parte da programação da festa do Círio do Nazaré, na sua 225ª edição. 


Como em toda parte, onde reúne o "povão", lá estão os políticos de plantão para tentar angariar a "simpatia" da população. Esteve no evento o presidente Michel Temer e pré-candidato à presidência João Dória Jr, entre outros. O site do Planalto noticia que presidente Michel Temer vai doar um terreno para melhor realizar o evento do povo paraense. De certo, Michel Temer, imagina que o povo paraense se vende facilmente como fazem os seus súditos do Congresso Nacional.


Como acontece todos os anos, o povo paraense, independente das suas convicções religiosas, fez questão de participar de um evento da Igreja Católica. É uma pena, que os governantes de plantão não tenham entendido a necessidade da população brasileira, em especial a da população paraense. 

Por outro lado, o evento mostra a "tolerância" do povo brasileiro às diversas manifestações culturais, ao contrário do que os ditos "intelectuais" querem fazer crer a existência da "intolerância" do povo brasileiro menos letrados, às diversas manifestações culturais. Só não enxerga quem não quer. Só não enxerga quem decide sobre eventos culturais, no "bem bom" da sala com ar condicionado e salários bem pagos, religiosamente, pelos contribuintes. 

Parabéns ao povo paraense!

Ossami Sakamori

domingo, 8 de outubro de 2017

Sou contra ideologia do gênero.

Crédito e imagem: Gazeta do Povo

Criança é estimulada a tocar em homem nu em performance no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo. O performance, "tocar em homem nu" fazia parte do evento da abertura da 35ª Mostra Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Se poderia expor "homem nu", pressupõe que poderia ter sido "mulher nua" com genitária à mostra, para ser tocado pelos meninos. 

Em razão das diversas manifestações contrárias, o MAM, no último dia 29 de setembro, emitiu Nota de Esclarecimento:

O Museu Arte de Moderna de São Paulo informa que a performance 'La Bête', que está sendo questionada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em apresentação única.
A sala estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística, seguindo o procedimento regularmente adotado pela instituição de informar os visitantes quanto a temas sensíveis.
O trabalho apresentado na ocasião não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas.
Importante ressaltar que o material apresentado nas plataformas digitais não apresenta este contexto e não informa que a criança que aparece no vídeo estava acompanhada e supervisionada por sua mãe. As referências à inadequação da situação são resultado de desinformação, deturpação do contexto e do significado da obra.
O MAM reafirma que dedica especial atenção à orientação do público quanto ao teor de suas iniciativas, apontando com clareza eventuais temas sensíveis em exposição.
O Museu lamenta as interpretações açodadas e manifestações de ódio e de intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalharam pelas redes sociais.
A instituição acredita no diálogo e no debate plural como modo de convivência no ambiente democrático, desde que pautados pela racionalidade e a correta compreensão dos fatos.

Seja como for, o próprio veículo, Gazeta do Povo de Curitiba, tomou o cuidado de colocar "disfarce" no pênis do homem nu. Certamente, o veículo tomou o cuidado para que não fosse interpretado como incitação à "pedofilia".

Isto é coisa da esquerda que prega a "ideologia do gênero", onde a própria criança "escolhe" o sexo apesar de terem nascidos homens ou mulheres, machos ou fêmeas. A ideologia do sexo, apesar de retirado da lei que regulamenta a matéria de educação, está inserido no conteúdo das diretrizes da educação. 

Estou com 73 anos e não tenho mais estômago para ficar contemplando tudo que se passa no País. Há um enorme confusão entre "liberdade de expressão" e "libertinagem explícita". Eu continuo a agir com regras tradicionais de diversas religiões. 

Ossami Sakamori


sábado, 7 de outubro de 2017

Inflação poderá voltar junto com o crescimento econômico.

Crédito da imagem: Folha

A inflação de setembro surpreendeu os analistas, segundo a Folha, os economistas esperavam a metade do que foi divulgado, 0,16% em setembro. A pequena mudança da projeção fez com que os analistas elevassem a projeção da inflação para o ano em 3%. Ainda assim o IPCA, inflação oficial, teve alta de 2,54% acumulado nos 9 primeiros meses do ano. O temor dos economistas está no fato mostra desconfiança na "matriz econômica" do governo Temer. A inflação poderá voltar junto com o crescimento econômico. 

No meu outro blog, chamei atenção para o real motivo da queda da inflação: Inflação baixa, vitória do Pirro! . A queda da inflação no Brasil deve-se mais à falta de demanda ocasionada por alto número de desempregados e desalentados do que pelo acerto da política econômica do governo Temer. Outro fator que inibe a inflação é baixa expansão do consumo  motivado pelo número alto de inadimplentes que chegam a 60 milhões de adultos. Os números equivalem à população da maior parte dos países do mundo. 

Eu disse naquela matéria que, à medida que o contingente de desempregados e desalentados diminuem com o crescimento do País, mesmo que tímido, a inflação poderá voltar. O motivo para volta da inflação num quadro de pleno emprego é a fragilidade da matriz econômica do Henrique Meirelles, ministro da Fazenda.

A matriz econômica do Meirelles prevê "déficit primário"  ou "rombo fiscal" tanto quando necessário para cobrir as despesas do governo, limitado o teto aos de 2017. A fórmula "ortodoxa" da matriz econômica em vigor impõe que o Tesouro pague os juros reais Selic, a mais alta do mundo, deixando para trás apenas a Rússia e Turquia, dentre 40 maiores economia do mundo. Os fundamentos de uma "nova matriz econômica" está no Brasil liberal já! para quem tem interesse em saber. 

Com a matriz econômica equivocada, ao menor sinal de alta de consumo, provocado pela eventual criação de novos empregos e subempregos, a inflação voltará. 

Ossami Sakamori


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Fundo eleitoral poderá chegar em R$ 3,4 bilhões!


O Senado Federal aprovou ontem o projeto de mudança na legislação eleitoral valendo já para as próximas eleições, as de 2018. Nenhuma novidade além daquela já amplamente divulgado. Vai ficar valendo para 2018, a cláusula de barreira com exigência de 1,5% de votos para receber os fundos partidários e participar do horário eleitoral gratuito. Outro item votado que, só tem efeito para eleições de 2020, é o fim das coligações nas eleições proporcionais, que corrige algumas distorções que ocorrem hoje. Mas, o item que mais interessou aos parlamentares é a criação do fundo para campanhas eleitorais, cujo "piso" dos gastos é de R$ 1,7 bilhões.

A lei aprovado favorece sobretudo aos parlamentares com mandato, que em tese, vão dividir os recursos do fundo, proporcionalmente, à bancada do ano precedente. A lei não especifica o quinhão de divisão entre os parlamentares "em exercício" e os "candidatos novos". O espírito de corpo vai funcionar e os "candidatos novos" não terão preferências para recebimentos do fundo público.  A lei aprovada, ainda, limita o gasto individual dos candidatos em 10 salários mínimos. Assim sendo, os "candidatos novos" só poderão contar com recursos de si e de terceiros, de cada CPF, em menos de R$ 10.000,00. Isto é uma armação para impedir ascensão de "candidatos novos".

PS: O limite para autofinanciamento foi vetado pelo presidente Temer. Fica valendo a regra anterior.

O que me espanta é a origem do fundo para campanhas eleitorais. Os recursos do fundo virão da fatia sobre "emendas parlamentares" que financiam obras e serviços públicos nos redutos dos parlamentares. Nos anos de eleições, a cada dois anos, os recursos serão "abocanhados" pelo fundo para campanhas eleitorais. O pior é o montante aprovado. A lei que será sancionada pelo presidente Temer, poderá ascender a mais de R$ 3,4 bilhões, se assim desejarem os parlamentares. A lei prevê o "piso" para o fundo, mas não prevê o "teto". Em tese, em querendo, os parlamentares, poderão utilizar a "totalidade" das verbas das emendas parlamentares, fazendo apenas "migração" entre rubricas.

Lá vamos nós, de novo, pagar as contas dos políticos!

Ossami Sakamori



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Michel Temer compra a alma dos brasileiros!

Crédito da imagem: Valor Econômico

Governo Temer anuncia a liberação de R$ 9 bilhões de crédito para micro e pequenas empresas, sendo R$ 1 bilhão para pagar a entrada do programa do Refis. A liberação do crédito se soma à liberação do PIS para pessoas idosas, no montante estimado em R$ 15 bilhões, que ocorrerá neste final do ano. São R$ 24 bilhões que vão entrar em circulação no sistema financeiro nacional, aumentando a liquidez. As medidas fazem parte do "estímulo" à economia, em estado "quase parando".

Na mesma linha da liberação de recursos do FGTS inativos, as medidas anunciadas servem para dar um pouco de "liquidez" ao sistema financeiro. É a injeção de "moeda" na "base monetária" para tentar dar estímulo à economia combalida.  É uma versão "repaginada" do "crédito fácil" dos governos Lula e Dilma. A medida não vem acompanhada de reformas estruturantes prometido pelo governo Temer, a da reforma tributária e a reforma da previdência, para dar "sustentação" ao estímulo à economia. O "crédito fácil" ou "irrigação" de dinheiro no sistema financeiro é, apenas, um "paliativo" para tentar manter a meta de crescimento de 0,5% neste ano. Este filme já vi antes!

Enquanto as medidas "paliativas" são editadas, o governo Temer se encontra no "pior momento" político desde a sua posse em maio de 2016. Há um pedido de autorização feito pelo STF para investigação do presidente Michel Temer sobre crime de obstrução de justiça e formação de quadrilha. No meio da baixa popularidade, cerca de 3% de aprovação entre bom e ótimo, Michel Temer utiliza-se da estrutura do governo, os palácios, os funcionários e o avião presidencial nos deslocamentos para "tentar barrar" a denúncia contra si, pessoa física.

Num ambiente "deteriorada" da política, a Câmara dos Deputados confirmou a iniciativa do Senado Federal sobre financiamento público de campanhas eleitorais estimado em cerca de R$ 2 bilhões. Convém lembar que tanto as despesas decorrentes da defesa do presidente Michel Temer quanto às despesas das campanhas eleitorais são e serão custeados pelo contribuinte brasileiro. 

O quadro lembra um pouco o reinado dos Orleans e Bragança, antes da República. À época, a família real mandava e o Congresso obedecia para manter a monarquia. Nem é preciso lembar que o contribuinte é que custeava a estrutura política da época, a família real e o parlamento. Como dantes, o Brasil é entregue a bando de "saqueadores" dos cofres públicos, se revesando, sem o menor pudor, utilizando-se da estrutura do Estado, para financiar os seus próprios interesses.

Cadê o povo? O povo brasileiro, como dantes, continua a patrocinar o reinado da "vergonha", sem uma manifestação sequer. Quem cala consente. Enquanto isto, o reinado do Temer continua a produzir as vergonhas que são reproduzidas em noticiários da imprensa internacional. Até quando isto vai durar, eu não saberia afirmar. 

Michel Temer compra a alma dos brasileiros!

Ossami Sakamori



O governo Temer anuncia crédito para micro e pequenas empresas num montante de R$ 9 bilhões, sendo R$ 1 bilhão para financiar a entrada do parcelamento do Refis aprovado nessa semana. S