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sábado, 14 de janeiro de 2017

Todos são farinhas do mesmo saco!

Crédito da imagem: Veja

A última edição da revista Veja traz matéria sobre possível delação da Camargo Correa, envolvida em Operação Lava Jato e da Operação Castelo de Areia.  As delações, envolve, segundo a Veja, 40 executivos e mais de 200 políticos. Ainda segundo a revista, o presidente Temer foi citado pelo menos em 21 ocasiões. A delação bate forte na porta do Palácio Planalto, segundo a matéria. 

Por outro lado, ontem, deflagou a Operação Cui Bono que envolve o Geddel Lima, o ex-ministro Secretário Geral da Presidência da República do governo Temer. A Operação de ontem, envolveu também o ex-deputado Eduardo Cunha. Os beneficiários são os já tradicionais comensais do "Bolsa empresário", JBS/Friboi e empresas ligadas ou que foram ligadas ao grupo, como a Mafrig e Bertin. Também, consta como "beneficiário" as empresas do Constantino de Oliveira, amigo do Lula e dono da empresa aérea Gol, ainda segundo a Veja.

O presidente Temer quer jogar toda culpa dos "malfeitos" e da "falência" do Estado à ex-presidente Dilma, mas não encontra respaldo nos seus argumentos. Temer foi vice-presidente da República e participou ativamente na primeira gestão da Dilma juntamente com os seus amigos do PMDB como Moreira Franco, Geddel Lima, Eliseu Padilha e aliados políticos como senador Renan Calheiros, deputado Eduardo Cunha, deputado Henrique Alves e deputado Romero Jucá. 

Sem querer fazer julgamento, o presidente Temer teria ainda, em discordando do governo Dilma, ter "desembarcado" da chapa que o elegeu como vice da Dilma. Não vem, que não tem! Sou visceralmente contra os governos do PT. As mais de 2 mil matérias postadas aqui, demonstram a minha posição em relação aos governos do PT. Sou a favor do governo que proporcione "desenvolvimento sustentável" do País, independente das cores partidárias ou matizes ideológicas. 

Presidente Michel Temer quer de toda forma livrar-se da imagem da ex-presidente Dilma e criar a sua própria "pinguela" para o futuro. Mas, as Operações policiais e as delações premiadas sobre as ladroagens nas empresas estatais e nos bancos oficiais tem demonstrado o envolvimento direto dos seus auxiliares de confiança, nas maracutaias que envolveram os principais agentes políticos e grupos empresariais ligados ao núcleo político. 

Mesmo que eu tente fazer maior esforço, não encontro respaldo para justificar que o governo Temer não é continuidade do governo Dilma. Por mais que o presidente Temer queira argumentar, a história política mostra que sempre houve a "pinguela" que unia o Palácio do Jaburu ao Palácio da Alvorada. A última carta do Temer à presidente Dilma apenas foi para mostrar o "rompimento" desse longos 5 anos de "casamento" para a população.  Como qualquer separação litigiosa, cada um sai "atirando" pedra sobre o outro. Isto é relação PT/PMDB. 

Para mim, leigo em política, enxergo os membros do antigo e do atual governo, com um elo forte em comum entre o governo Dilma e o atual governo do presidente Temer. Temer é a própria "pinguela" que une os antigos e novos "sanguessugas" do dinheiro público. Todos são "farinha do mesmo saco", diria o povo brasileiro. 

Ossami Sakamori


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Com Temer, o Brasil continua falido!

Crédito da imagem: Pensa Brasil

A crise das penitenciárias noticiadas pela grande imprensa é apenas ponta do "iceberg" da falência do Estado brasileiro. O País está em "recessão" há mais de 2 anos, a pior dos últimos 100 anos. O atual governo da União é resultado do processo de impeachment da presidente Dilma, titular da chapa que elegeu o atual presidente Michel Temer. A própria chapa que elegeu o presidente Temer está para ser julgado pelo TSE, com forte possibilidade de ser cassada. O futuro político do presidente da República é incerto. O País passa pelo pior crise de "credibilidade".

O governo Temer encaminhou e aprovou a Emenda Constitucional que estabelece o "teto dos gastos".  Pior Emenda Constitucional não poderia ter sido aprovado pelo Congresso Nacional. A Emenda Constitucional autoriza o Executivo a cobrir o "rombo" fiscal com emissão de títulos da dívida pública, aumentando cada vez mais o endividamento do País. Por outro lado, também, "engessa" os Orçamentos Fiscais dos próximos 20 anos nos níveis de 2016, com "fraco" volume de investimentos públicos. 

O ano de 2017 mal começou e o governo Temer enfrenta a "crise das penitenciárias", que apenas expõe as mazelas da segurança pública. O governo Temer propõe criar mais vagas nos presídios e fazer levantamento, só agora, do número de presos no País. Vai liberar verbas que estavam "paradas" no Fupen - Fundo Penitenciário, não sabemos o motivo de não ter sido usado antes, para tentar resolver os problemas mais urgentes das penitenciárias em todo o País. 

O presidente Temer está dedicando "tempo integral" para resolver a crise das penitenciárias, esquecendo-se de que o País perde cerca de 56 mil pessoas por ano, resultado da falta de segurança. Quando a crise é da segurança pública, o governo Temer afirma que é "problema dos estados", num jogo de "empurra" de responsabilidades. O povo não quer saber se a responsabilidade é do governo federal ou dos governos estaduais.  O povo quer ter tranquilidade de "ir e vir" em qualquer logradouro público. O povo não quer saber dos "guetos" ou "comunidades", como que um "enclave" no próprio território brasileiro.

Não adianta reclamar do governo do PT. O governo, dito progressista, que promoveu maior ladroagem nos cofres públicos, em tese, já está fora do poder desde 12 de maio passado. O próprio presidente Temer fez parte da chapa que governou o País por longos 5 anos e 5 meses. Portanto é estranho que "só agora" tenha percebido que "havia" monumental "rombo fiscal". No mínimo, o presidente Temer foi "conivente" com a política econômica que hoje diz ter sido "equivocada". Michel Temer foi no mínimo co-responsável pela atual crise "moral e econômica" que o País atravessa. 

O governo Temer, quer fazer reformas estruturantes na economia do País. Convocou para a reforma econômica o então presidente do Banco Central do governo Lula da Silva por 8 longos anos, o Henrique Meirelles, que é a cara do próprio Lula da Silva. Henrique Meirelles é banqueiro e é representante dos agiotas nacionais e internacionais, com sede dos lucros fáceis com juros reais, a mais alta dentre 40 maiores economias do mundo. 

Michel Temer, como presidente da República, não tem coragem de propor uma "matriz econômica" que leve o País ao desenvolvimento sustentável. Temer tem medo de enfrentar os agiotas nacionais e internacionais. Temer prefere continuar privilegiando o setor bancário em detrimento ao setor produtivo do País. Temer é o próprio representante dos políticos corruptos e empresários beneficiários do "bolsa empresário, que mandam no País há décadas. 

Os gestos e palavras de um membro do Ministério Público faz aparecer como "cacoetes" que não mais impressiona o povo brasileiro. As palavras e gestos do presidente Temer não conseguem mais esconder a própria "falência do Estado brasileiro". Temer não tem força de "impor" a mudança do rumo do País. O Brasil continua falido!

Os que discordam da minha opinião, poderão postar comentários no espaço próprio deste blog. 

Ossami Sakamori




domingo, 8 de janeiro de 2017

Quem paga o "pato" somos nós!



Li um artigo do renomado comentarista econômico Luis Nassif, que indicava o "mercado" como poder decisório da política econômica do País. Nada disso é verdadeiro! O mercado financeiro "sobe e desce" ao sabor do ambiente político e econômico, não o contrário. O mercado financeiro, comumente denominado de "mercado", não determina e nem impõe a política econômica e monetária do País. O "mercado" é apenas "termômetro" do ambiente político econômico criado por sucessivos governos de plantões. 

Não vamos confundir os "especuladores financeiros", os agiotas nacionais e internacionais, com o "mercado". Mercado é exatamente como o "mercado municipal" de qualquer cidade do país, apenas um local de troca de mercadoria por dinheiro. "Mercado" é onde se define o preço de "mercadoria" ao sabor das forças de ofertas e da procuras e nada mais. O mercado financeiro não é diferente. O "mercado", apenas define o preço de troca das ações ou dos títulos, nada além disso. 

Quem define o rumo da política econômica e monetária do País são os especuladores financeiros, que comumente denomino de "agiotas nacionais e internacionais". Os agiotas internacionais operam no "mercado financeiro" ou no "mercado", determinando o viés da especulação. O "mercado financeiro", não manda, pelo contrário obedece aos movimentos dos agiotas internacionais.  Não vamos confundir o coxo (local onde deposita a ração) com o porco. Porco é uma coisa, o coxo é outra coisa. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Quem manda no Brasil, tenho dito sempre, não é o "mercado", mas são os agiotas internacionais e nacionais, os banqueiros nacionais e internacionais, aliados aos beneficiários do "bolsa empresário", que dão as cartas no País. Vamos dizer, claramente, os agiotas mandam no País. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles era um dos executivos do grupo empresarial, o maior beneficiário do "bolsa empresário". O presidente do Banco Central Ilan Goldfajn foi o principal executivo de um dos maiores bancos comerciais do País, até a véspera de tomar posse no BC. Eles, seguramente, não são representantes do "mercado" mas são "perfeitos representantes dos agiotas nacionais e internacionais". 

Vamos ser claros, o Brasil tem no comando da economia, o Ministério da Fazenda e o Banco Central, os representantes dos setores especulativos, os já mencionados por mim como agiotas nacionais e internacionais. O Brasil tem ousadia de acabar com os setores produtivos, mas não tem a mesma coragem de acabar com os setores especulativos. O Brasil pratica a taxa básica de juros reais Selic, a mais alta do mundo, com único interesse de atender a saciedade dos agiotas nacionais e internacionais. Os setores bancários e especulativos nunca ganharam tanto dinheiro nos últimos 20 anos! Na contra mão, os setores produtivos amargam os prejuízos e os trabalhadores ressentem o desemprego cada vez mais preocupante. 

O Brasil como país, dentro deste contexto global, está se afundando anos após anos, transferindo renda dos "remediados" (empresários produtivos) para os "mais ricos" (banqueiros e agiotas). Para alimentar a "saciedade" dos agiotas nacionais e internacionais e não o "mercado", o Brasil continua a financiar os gastos públicos, agora oficializado com o originário PEC 241, emitindo títulos da dívida pública.  Uma hora, Brasil vai virar Grécia! Não vamos nos iludir!

O "mercado" não manda no País. Quem manda no País são o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central, explícitos representantes dos agiotas nacionais e internacionais. Isto não é o mesmo que entregar a chave dos cofres públicos para os assaltantes de piores linhagens? Ou em outras palavras, colocaram o lobo para cuidar do galinheiro. 

Nem é preciso lembrar que nesta história, quem paga o "pato" somos nós, o povo brasileiro, os dignos e merecidos "otários" !

Ossami Sakamori



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Governo Temer está igual ao dantes!

Crédito da imagem: Folha

Maria Silva Bastos Marques está "a rasgar" a biografia de boa executiva empresarial ao optar em pertencer ao quadro do governo do presidente Michel Temer.  No último dia 28, no apagar das luzes do ano passado, 2016, assinou o empréstimo que concedeu à empresa Queiroz Galvão, envolvida na Operação Lava Jato, um empréstimo no valor US$ 150 milhões, equivalente a R$ 500 milhões, para realizar obras de infraestrutura em Nicarágua. 

Queiroz Galvão faz parte de um cartel de grupo de empreiteiras, entre os quais estão a Odebrechet, a Andrade Gutierrez e a OAS. Elas se beneficiaram com as famosas, já comentadas neste blog 20 obras financiadas pelo BNDES, que "enriqueceram" as principais empreiteiras envolvidas no "cartel" de empresas. Elas tem comum os benefícios (financiamentos do BNDES) recebidos com a interferência direta do Lula da Silva, como presidente e como lobista. As "propinas" recebidas pelo Lula dessas empreiteiras estão sendo justificadas na Justiça como sendo provenientes de "palestras" realizadas no exterior. 

Segundo notícia da grande imprensa, o financiamento noticiado, se refere à construção do Corredor Logístico entre Puente San Juan e Goascorán em Honduras, uma continuação da obra financiada pelo BNDES, objeto de suspeição ainda não esclarecida pelo judiciário brasileiro. Justifica, a Maria Silva Bastos Marques, de que a empreiteira Queiroz Galvão, envolvida em Lava Jato e o governo de Honduras, assinaram o "Termo de complience", o mesmo que "Termo de Ajuste da Conduta", com a finalidade de aplicação dos recursos corretos, financiados pelo BNDES. Em outras palavras, o governo Temer premia uma empreiteira envolvido na Lava Jato, em detrimento de outras empreiteiras fora do "cartel". 

O governo Temer se porta como continuidade do governo do PT, que o próprio presidente condena por ter colocado o País no buraco, segundo. Vamos lembrar, também, que o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, a quem a presidente do BNDES deve obediência, foi presidente do Banco Central por 8 anos no governo Lula da Silva. O time que comanda a economia do Temer é o mesmo do Lula!

Este assunto não mereceria destaque deste blog, se o Brasil não estivesse "carente" de obras de infraestrutura, impedido pelo PEC 241 de investimentos com os recursos do Orçamento Fiscal. No front interno, o governo Temer convoca a iniciativa privada para financiar as obras de infraestrutura através do programa Parceria Público-Privado. A conclusão é de que, enquanto o Brasil está totalmente desprovido de investimentos públicos em infraestrutura, o governo Temer, via BNDES, financia obras de infraestrutura para países vizinhos, simplesmente para favorecer uma empresa privada "envolvida" na Operação Lava Jato. 

Que os nossos sertanejos (nordestinos) aguardem por mais alguns anos a transposição do Rio São Francisco, por falta de recursos. Os recursos estão carentes para resolver o pior quadro de secas dos últimos 4 anos! O governo federal, de de ontem e de hoje, não se preocupa com o bem estar da população brasileira, mas atende "acintosamente" aos interesses patrimoniais das empreiteiras pertencentes ao cartel tão estigmatizado.

Enquanto o povo de Nicarágua agradece ao governo Temer, o povo brasileiro terá que esperar esperar os recursos que nunca chegam para resolver os mais básicos serviços públicos.  Desta forma é fácil de concluir que o governo Temer está exatamente igual como dantes!

Ossami Sakamori
@BrasilLivre

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Lula x juízes federais

Crédito da imagem: Estadão

Lula tenta a última e derradeira oportunidade de "se blindar" das investigações da Polícia Federal, prestes a revelar as maracutaias que ele se meteu nos últimos anos. Lula já é investigado em 2 processos da Operação  Lava Jato e 3 processos da Operação Zelotes. E ainda está por vir investigações com origem nas últimas delações da Odebrecht, que só será revelado após fevereiro próximo. A blindagem imaginada consiste em Lula se tornar, mais uma vez, presidente nacional do PT - Partido dos Trabalhadores.

Se você olhar a vida pregressa do Lula, não é preciso ser cientista político para entender o verdadeiro caráter dele. Ele é dissimulado e sempre jogou nos dois lados. Foi assim, desde que ele era presidente do Sindicado dos Metalúrgico de São Bernardo dos Campos. Atrás do "incendiário" Lula das portas das fábricas de montadoras do ABC, escondia o lado "pelego" da Anfavea - Associação dos Fabricantes de Veículos e Automotores. Lula sempre fez o "jogo duplo" agradando os dois lados, o dos operários e dos patrões.  

Na presidência da República, Lula fez o jogo dos "operários de fábricas" e dos "dono" das grandes corporações nacionais e multinacionais.  Lula utilizou-se dos seus fieis séquitos seguidores, "operários" e "empresários", para permanecer no poder, com ou sem mandato, nesses últimos 14 anos. Lula sabe que ainda, consegue "mobilizar" os "operários das fábricas" e a massa de dependentes do "bolsa família".

Lula se prepara para uma "grande ofensiva", quando for condenado por juiz da Vara Criminal de Curitiba ou juiz da Vara Federal de Brasília. Contra condenação em primeira instância ou numa eventual "prisão preventiva", no posto de presidente nacional do PT, transformar-se-á em "grande vítima" do "erro judiciário" (sic).  Não é "blindagem" para levar os processos no STF, onde conta com a simpatia de grande maioria dos ministros, nomeados pelo PT. "Blindagem" que Lula e seus séquitos imaginam é o "confronto" da massa de operários e pobres beneficiários do bolsa família contra os juízes do primeiro grau de Brasília e de Curitiba. É uma verdadeira "intimidação" aos juízes criminais federais do primeiro grau. 


Lula conta neste desenho, também, com os empresários beneficiários do "bolsa empresário", nesta queda de braço entre ele e os juízes federais. Neste embate, com definição de quem está dos lados opostos, enfim, saberemos a quem interessa a continuidade da "corrupção" no País. 

O confronto Lula x Juízes federais é iminente! 

Ossami Sakamori


domingo, 1 de janeiro de 2017

Lições de democracia para 2017


Reprodução do: 
Editorial do jornal Gazeta do Povo de Curitiba.
(31/12/2016)

Se queremos um país onde a democracia tenha mais vigor em 2017, é preciso olhar para as lições de 2016. O impeachment de Dilma Rousseff e a Operação Lava Jato mostraram que as gambiarras orçamentárias e a sangria da máquina do Estado não mais passarão impunes. 

Por outro lado, os últimos embates entre o STF e o Senado colocaram o país perto de uma crise institucional sem precedentes. Mas, além dos acontecimentos envolvendo as grandes figuras da República, há lições valiosas a extrair de fatos bem mais próximos, como as invasões de escolas e universidades. 

Se vemos a necessidade de voltar a esse tema, é porque alguns aspectos desse movimento intrinsecamente ligados à compreensão de democracia ainda não foram entendidos por todos.

A maior parte da sociedade compreende o grande dano causado por protestos desse tipo e repudiou as invasões. Também a comunidade escolar, em várias instituições, rechaçou a invasão como método, mesmo tendo posições contrárias à MP do ensino médio ou à PEC do Teto. 

Mais que em considerações práticas – e válidas –, como o prejuízo com dias de aula perdidos, o ideal é que tal rejeição tenha se baseado na convicção de que numa democracia ninguém, isoladamente ou em grupo, pode impor na marra as próprias vontades e ideias sobre os demais, por mais nobres que sejam. Não se recorre à força para tolher direitos dos outros. Esta ideia é basilar para uma autêntica cultura democrática.

Não podemos deixar aberto um flanco para o autoritarismo disfarçado de “respeito à maioria”

Mas existe uma outra noção importante, que se refere ao alcance da vontade da maioria. Ela é um componente essencial da democracia, e convencionou-se chamá-lo de “princípio majoritário”. É ele, por exemplo, que concede legitimidade aos governantes, escolhidos pela maioria do voto de toda a população de um município, estado ou país. 

A segunda maneira ordinária de colocar em ação o princípio majoritário se verifica quando, via representação, os membros do Legislativo escolhidos pelo povo elaboram leis. E, excepcionalmente, a totalidade da população também é chamada a se pronunciar em plebiscitos ou referendos.

Seria um equívoco, no entanto, associar a democracia única e exclusivamente à aplicação do princípio majoritário. A própria noção de dignidade humana coloca um limite à vontade da maioria: ela não pode, jamais, avançar sobre direitos fundamentais e inalienáveis. Do contrário, já não estaríamos em uma verdadeira democracia, e sim em uma “ditadura da maioria” que aceitaria a retirada desses direitos, com prejuízos incalculáveis. 

É por respeito aos direitos fundamentais do cidadão, por exemplo, que os habitantes de uma cidade nunca poderiam se reunir e impedir a instalação de um estabelecimento comercial como uma padaria ou uma loja de roupas. Nem seria aceitável que trabalhadores de uma empresa decidissem “isolar” um empregado cuja posição ideológica, embora legítima, destoasse da maioria, até que ele resolvesse pedir demissão ou até que o empregador o mandasse embora em nome da manutenção de um ambiente de cooperação. Tais decisões violariam direitos fundamentais à livre iniciativa e de exercer uma atividade profissional.

Isso nos traz de volta às invasões. Quando o Prédio Histórico da UFPR foi invadido, por exemplo, um grupo de alunos emitiu nota de protesto reclamando não tanto do ato em si (pois esse grupo era favorável a uma invasão), mas do fato de ele ter ocorrido antes da assembleia que deliberaria sobre o tema, como se a eventual aprovação tivesse o poder de legitimar o protesto. 

Uma noção triplamente equivocada. Primeiro, porque a própria natureza da invasão já era antidemocrática, por se tratar de uma imposição de plataformas pela força. O segundo erro é pretender aplicar o princípio majoritário a maiorias circunstanciais (como uma reunião ou assembleia), quando ele se refere à totalidade da população. E, por fim, porque nem mesmo se toda a população desse um voto formal de apoio às invasões seria aceitável a restrição aos direitos de estudantes, professores e funcionários.

Se aceitarmos que direitos inalienáveis sejam limitados ou até suprimidos pela mera vontade da maioria reunida em assembleia ou em votação geral, estaremos deixando aberto um flanco para o autoritarismo disfarçado de “respeito à maioria”. Esta é uma lição que vale a pena consolidar em 2017.

Editorial: Lições de democracia para 2017, na íntegra, publicada pelo tradicional jornal Gazeta do Povo de Curitiba, em 31 de dezembro de 2016. Gazeta do Povo lutou bravamente para a queda do regime militar de 1964. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Feliz 2017 !



As águas batem no assoalho, nova casa não posso.
Vem verão, sai verão, mesmo problema continua. 
Olho para o céu para que as lágrimas não rolem sobre o meu rosto. 

As marmitas são três, não tenho o suficiente para quatro.
Fecha o ano, abre o ano, a miséria continua. 
Olho para o céu para que as lágrimas não rolem sobre o meu rosto. 

A lotação está apinhada, não tenho outra alternativa.
Entra o dia, sai o dia, todos dias a triste rotina.
Olho para o céu para que as lágrimas não rolem sobre o meu rosto. 

As demissões continuam, certeza da vez minha virá.
Promessas em vão, nada fazem para mudar a situação.
Olho para cima para que as lágrimas não rolem sobre o meu rosto. 

Na fila de hospital morrem doentes, estou eu nela.
Como sempre, público hospital, a fila nunca acaba.
Olho para cima para que as lágrimas não rolem sobre o meu rosto. 

Estou longe da família, família à espera das notícias.
Como na roleta do circo, espero em vão a oportunidade.
Olho para cima para que as lágrimas não rolem sobre o meu rosto. 

Saudades de uma alma especial, de muito longe estar.
O tempo do reencontro, esperança viva está.
Olho para cima para que as lágrimas não rolem sobre o meu rosto. 

De repente um brilho no céu, a esperança renasce. 
A tristeza dissipa, doutro canto uma alma está a observar.
Olho para cima para que as lágrimas não rolem sobre o meu rosto. 

Mais uma vez, cheio de alegria e esperança, do novo ano!


Feliz 2017!

As letras foram inspiradas na música Sukiyaki cantada por Kyu Sakamoto, na década de 60. 

Ossami Sakamori


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Temer em 2017 é um temor!



Michel Temer é um presidente mágico. Temer faz maravilha! Tudo que ele fala tem duas faces, a realidade e a fantasia . Temer é um político matreiro, igual a um velho político que engana a população. Temer é um político querendo imitar o estilo popular do Juscelino ou do Jânio, sem ter o mesmo carisma de ambos. Temer engana a si próprio e fica feliz com o desenho do seu País de fantasia. 

Temer viveu à sombra da Dilma nos longos 5 últimos anos do governo. Diz ter vivido o período, apenas, como figura decorativa, o cargo de vice-presidente. Nesse período de 5 anos, pertencendo à mesma chapa da Dilma, nunca manifestou sua contrariedade à política econômica da titular do cargo.  É de estranhar que "de repente" venha acusar a Dilma de ter colocado o Brasil no buraco. Se não reclamou antes, é porque concordava com a política econômica, presumo. 

O projeto mais importante do seu mandato, nesses últimos 7 meses, foi a aprovação do PEC 241, denominado de teto dos gastos públicos. Ele enganou a população afirmando estar aprovando o PEC para limitar até  o limite que se arrecada. Ledo engano! O PEC 241, pelo contrário, autoriza o Executivo a emitir "títulos da dívida pública" para cobrir os "rombos" até o limite dos gastos de 2016 (com rombo de R$ 170,5 bilhões). O PEC 241, sepultou de vez a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, que previa a cobertura dos gastos públicos, incluindo pagamento de juros da dívida pública, apenas com a receita de impostos e contribuições. Temer enganou a população, como se o PEC 241 fosse solução para todos problemas do País. 

No apagar das luzes deste ano, Temer anunciou os "pacotes de bondades", com liberação da parte dos recursos do FGTS pertencente aos próprios trabalhadores. Prometeu baixar juros dos cartões de crédito, cujos recursos são das instituições financeiras, não do governo. Temer credita a si próprio, o "pacote de bondades" feito com chapéu alheio. Temer é um político matreiro que capitaliza para si os benefícios que originariamente são de direito da própria população. 

Temer não perde o velho hábito de político que aproveita do cargo público que ocupa. Faz de conta que "não sabia de nada", sobre as viagens, em caráter privado, de seus ministros com os jatinhos na FAB. Em menos de 7 meses, eles teriam feito mais de 800 viagens a custo estimado de R$ 160 mil cada, num total de R$ 128 milhões. O próprio Temer, tinha mandado licitar os "almoços" no avião presidencial, estimado em R$ 1,750 milhão, incluindo como sobremesa os finos sorvetes de marca estrangeira. 

No apagar das luzes de 2016, presidente Temer, como fazia a antecessora Dilma, distribuiu os R$ 7 bilhões de verbas parlamentares, para seus séquitos de parlamentares da base aliada. Temer pratica o velho hábito de presidentes antecessores, o "toma lá, dá cá". A velha prática lembra a do ex-presidente Lula. Aliás, o seu ministro da Fazenda é o mesmo do ex-presidente Lula. Temer imita o PT que diz abominar. Temer quer ser igual ao Lula em tudo. 

Temer exige dos governadores estaduais, em situação de calamidade financeiras, as contrapartidas difíceis de serem cumpridas. Por outro lado, o governo federal está autorizado pelo PEC 241 de permitir os "rombos fiscais" com emissão de títulos da dívida pública, mas as facilidades não são permitidas aos governadores estaduais. É aquela história: Faça o que eu digo, mas não faço o que eu faço! A soberba do Temer, em ralação aos governadores são de humilhar qualquer ser humano. Que digam os governadores do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Estes estão de joelhos e se sujeitando lamber as botas do Temer. 

Hoje, o presidente Temer, prometeu entregar o projeto Leste da Transposição do Rio São Francisco, já em fevereiro do próximo ano. E nem ficou ruborizado ao dizer que os problemas de seca do nordeste estarão resolvidos em 2017, com entrega também do projeto Norte do mesmo rio. Temer só pode estar pensando que ele é um novo Padre Cícero do Juazeiro do Norte. Temer deve "acreditar" no seu poder de milagreiro!

Nada como presidente que veio para "moralizar" o País. O Temer com os políticos históricos de caderno, utiliza-se da residência oficial para "achacar" os empresários para financiar as campanhas eleitorais dos seus protegidos. E declara com maior frieza de que os recursos foram "oficialmente contabilizados", assim como, igualmente, fizeram os tesoureiros do PT, os atuais inquilinos da Colônia Médico Penal de Curitiba. 

Para mim, presidente Michel Temer não passa de mais um "velho político" ou "político velho", com "velhos costumes" abominados pela população. De promessas e  mágicas, o povo já não aguenta mais! Socorro!

Temer em 2017 é um temor!

Ossami Sakamori



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Tô fora do Lula, meu!

Crédito da imagem: Veja

Tinha decidido não mais fazer matérias sobre este sujeito do topo da página. Sim. Para mim, o Lula da Silva não passa de sujeito, sem qualificação, um bandido de marca maior. Lula é um safado que chegou à presidência da República apoiado pelos setores progressistas do País. Nem vou perder tempo citando nomes respeitados pela sociedade brasileira que apoiam este bandido para dar evidência a este vil ser humano. Lula não merece frequentar a página política, mas merece estar nas primeiras páginas policiais. 

Já em 2005, o deputado Roberto Jefferson denunciava a existência da corrupção na alta cúpula do governo federal, para manutenção da base no Congresso Nacional. Com a manobra orientada pelo ministro da Justiça, à época, o advogado Márcio Thomaz Bastos, de afirmar sempre que "não sabia de nada", o Lula da Silva se safou de ser condenado pelo "mensalão". Claro, os setores progressistas do País agiu em conluio para a "excluir" Lula da Silva do processo "mensalão". 

Lula da Silva ascendeu ao cargo de presidente da República pela segunda vez, em 2006, com o apoio dos empresários "players", leia-se "corruptores", beneficiários do "bolsa empresário". Puxava a lista destes "players" a família Odebrecht, entre tantas outras da fina sociedade brasileira. Recebendo polpudas "propinas" destes empresários "players", hoje conhecido como "lenientes", Lula se "enricou". "Enricou" mais ainda os grupos empresariais beneficiários do "bolsa empresário", apoiadores do movimento da volta do Lula à presidência da República. 

Lula da Silva mantém popularidade como sendo o "pai dos pobres". Lula ampliou o "bolsa miséria" para mais de 13 milhões de chefes de família, comprometendo o Orçamento Fiscal de cada ano em mais de R$ 28 bilhões. Lula criou o seu "curral eleitoral", na tentativa de manter-se no poder. A força progressistas esquece que R$ 28 bilhões representa vidas perdidas nas filas dos hospitais públicos ou a falta de investimentos em educação pública, de qualidade.  

Lula não está sozinho na empreitada de tentar reconquistar o cargo de presidente da República. Lula da Silva sabe que ele conta com o apoio da sociedade progressistas do País, além de contar com o apoio dos empresários "players", beneficiários do "bolsa empresário". Lula conta com o apoio importante do atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles, a quem confiou a presidência do Banco Central do Brasil por 8 longo anos do seu governo. Meirelles é representante do setor bancário, dos agiotas internacionais e dos empresários "players" de ontem e de hoje. Meirelles é o Lula no governo Temer, querendo ou não querendo. 

Com o apoio dos setores progressistas do País, com o apoio dos empresários "players", com o apoio dos beneficiários do "bolsa empresários" e com o apoio dos beneficiários do "bolsa miséria", o Lula se acha acima das leis. Os advogados do Lula na Operação Lava Jato, em sua defesa, "gritam" e "ameaçam" o juiz Sério Moro, em total desrespeito ao juízo e à Justiça.  Lula se acha "acima das leis". 

Lula se acha o rei da cocada preta. Lula, ainda, se acha o "cara" do Obama. Lula quer se comparar ao advogado Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul. No entanto, Lula comanda ainda os centrais sindicais do País. Lula da Silva é venerados pelos setores progressistas do País. Lula da Silva é adorado pelos empresários "players", beneficiários do "bolsa empresários". Não se iludam, o Lula continua sendo "paizão" dos "delatores premiados" da Lava Jato. 

Para mim, o Lula da Silva é apenas um ex-presidente da República. Para mim, Lula é exemplo de pessoa que não deve se seguido. Para mim, Lula continua sendo ícone dos setores progressistas, querendo estes admitir ou não. Para mim, a bravata do Lula é porque está se "borrando" de medo de ser mais um preso da Operação Lava Jato, junto com seus companheiros, no Complexo Médico Penal de Curitiba. 

Para mim, Lula é apenas "mais um bêbado" gritando para moucos da "fina" sociedade brasileira! O espaço de comentários está aberto para apoiar ou rejeitar o meu ponto de vista. 

Tô fora do Lula, meu !

Ossami Sakamori


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Feliz Natal !



Aproveito o Natal para agradecer a companhia de mais de 187 mil seguidores da rede social e milhares de leitores que proporcionaram mais de 2 milhões de acessos a este blog. O momento tem sido difícil, o Brasil está passando pelas sucessivas crises políticas e econômicas que tem afetado a vida de milhões de brasileiros, de norte a sul e de leste a oeste. No meio deste turbilhões de acontecimentos, tenho recebido o apoio de amigos e amigas para manter este blog no ar e a estes dedico estas poucas linhas.

Não querendo repetir o sentimento do grande jurista e político Rui Barbosa, estou muito cansado, com a idade que tenho, ficar apontando as mazelas cometidas pelos políticos que comandam o destino da nossa pátria. Não que eu seja melhor que eles, os políticos, mas os abusos cometidos por eles já ultrapassam os limites da nossa paciência. 

Os dirigentes máximos da República, os sanguessugas na nação, impõe ao povo brasileiro sacrifícios acima das já suas precárias condições econômicas e sociais. Os direitos fundamentais do ser humano são negados, apesar de governo central arrecadar bilhões e bilhões, sugados de cada cidadão subtraído da já parca renda. Em contrapartida, os altos dirigentes distribuem benesses para si próprios, que nos deixam de vergonha ao mundo. 

Quando algum benefício é concedido ao povo pelo governo da República, utilizando o próprio dinheiro do povo, ele é anunciado como se favor fosse do presidente da República. O governo Central encastelado no Palácio da Fantasia, se portam como nobres reis distribuindo os benesses para os seus súditos. Até quando esta situação vai continuar, não saberia afirmar, mas sei que a paciência do povo brasileira está prestes a explodir.

Infelizmente, o meu desejo para que os meus amigos e minhas amigas tenham um ótimo ano não passa de sinceras intenções.  O prenúncio é de que próximo ano, o de 2017, será mais um ano difícil para o povo brasileiro. 

Ainda assim, desejo aos amigos e amigas, suas famílias tenham um Feliz Natal e um próspero Ano Novo junto dos seus entes queridos!

Ossami Sakamori





quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Temer canta vitória do Pirro!


A equipe econômica do governo Temer, impõe ao povo agenda econômica que privilegia os agiotas nacionais e internacionais, com enorme sacrifício para a população. O resultado é o número de trabalhadores desempregados e desalentados (sub-empregados) ascendem a 24 milhões, o que corresponde a cerca de 1/4 da força de trabalho do País. Ainda assim, o presidente Temer alardeia vitórias importantes do governo.

O País paga os juros reais a mais alta do planeta. Com inflação previsto para fechar o ano de 2016, em torno de 6,5% ao ano e taxa básica de juros Selic de 13,75% ao ano, com juros reais correspondente a 7,25% ao ano. Os países com economia em estabilidade estão pagando juros reais negativos, para estimular o crescimento econômico, enquanto o Brasil anda na contra-mão do mundo, privilegiando os agiotas internacionais para financiar suas mazelas e incompetências.  

Após aprovação do PEC 241, do teto dos gastos públicos, o do governo Temer está autorizado a emitir títulos da dívida pública para cobrir os "rombos" do Orçamento Fiscal. Qualquer estudante de economia sabe que emitir títulos da dívida pública para cobrir os gastos públicos alarga a base monetária e consequentemente a traz inflação de volta.  A inflação está cedendo, não pela política fiscal do Meirelles, mas simplesmente pela "depressão" comparável a grande depressão de 1929.

O controle da inflação está sendo feito com pesado ônus para a população que é a "retração da economia". A retração da economia traz como consequência a retração no sistema produtivo. A retração nos investimentos nos setores produtivos traz como resultado o elevado número de desempregados. É um círculo vicioso que só se reverte com a política monetária adequada, que privilegie os setores produtivos em detrimento do setor financeiro especulativo.

Entende-se como política monetária, a política de câmbio e política de juros. Todas economias em desenvolvimento, adotam políticas monetárias que atendem sobretudo ao crescimento econômico. O Brasil mais do que nunca precisa de crescimento econômico acelerado para tentar eliminar o "fosso" que separa os países desenvolvidos dos países "em desenvolvimento".  No entanto, o País pratica política monetária que vai na contra mão do desenvolvimento sustentável, apenas e tão somente para "ficar bem na fotografia" perante o mercado financeiro internacional. 

O fato é que, para o Pais manter-se à tona num mar revolto, a equipe econômica com anuência do presidente Temer, pratica "política econômica recessiva". Neste contexto, somente o povo paga o alto preço da política econômica e da política monetária equivocadas.  Em contrapartida, a classe política "vive no bem bom", com todas despesas pagas com o dinheiro público. Para se ter ideia, os ministros do governo Temer utilizaram nos últimos seis meses, mais de 800 viagens privadas utilizando os jatinhos da FAB ao custo de R$ 160 mil cada deslocamento.  Enfim, o povo que se lixe!

A vitória do governo Temer e sua equipe econômica será, sem dúvida, com a vitória do Pirro*. O eventual crescimento econômico esperado pelo governo Temer para o segundo semestre do próximo ano, é resultado da imposição de enormes sacrifícios à população, até acima da sua capacidade de compreensão e suporte.

* A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro, cujo exército havia sofrido perdas irreparáveis após derrotar os romanos na Batalha de Heracleia, em 280 a.C., e na Batalha de Ásculo, em 279 a.C., durante a Guerra Pírrica. Fonte: Wikipédia. 

O governo Temer ao alardear sucessivas vitórias nas medidas econômicas que impõem sacrifícios para a população, é como cantar a vitória do Pirro.



Ossami Sakamori

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Dá para comemorar Natal feliz, assim?


Comemorar o que neste Natal?  O Brasil se encontra na maior recessão da história de quase um século. A economia encolheu, em termos reais, cerca de 9% nos últimos dois anos. Pior, não há perspectiva de melhora no curto prazo, apesar das medidas anunciadas com estardalhaço pelo presidente Temer. Crise econômica entra no ano de 2017 com toda força. 

O comemorado PEC 241, "teto dos gastos públicos", nada mais é do que flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal sancionada em 2000 pelo FHC, que tinha como objetivo consolidar o Plano Real. A contrário do que se alardeia, o PEC 241 vai servir de "piso dos gastos públicos" para os próximos 20 anos. A equipe econômica de Henrique Meirelles, passou a imagem para a população de que o PEC 241 era a solução para todos os problemas do País.  Ledo engano!  O PEC 241 "oficializa" a cobertura dos "rombos fiscais" com emissão de títulos da dívida pública.  É o fim do Plano Real, na prática.

As medidas anunciadas pelo presidente Temer para "estímulo" (sic) da economia não passa do que uma "cortina de fumaça" para esconder a pior crise política que tomou conta do Palácio do Planalto. As medidas anunciadas não resolvem os problemas das pequenas e médias empresas e nem tão pouco os consumidores, como foi anunciado. Pelo contrário, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles espera arrecadar R$ 10 bilhões em impostos em atraso, com as medidas anunciadas.

No entanto, os indicadores econômicos de hoje não deixam dúvidas de que o Brasil está na UTI - Unidade de Terapia Intensiva. O número de desempregados ultrapassa 12 milhões e o número de desalentados outros tantos. A soma de pessoas desempregados e subempregados somam mais de 24 milhões de trabalhadores, representando quase 1/4 da força de trabalho. Por outro lado, o número de inadimplentes no comércio ascende a mais de 59 milhões de pessoas, o que corresponde a 40% da população adulta. Os números são mais do que alarmantes. 

Não há nenhuma pessoa de família padrão classe média, que não tenha alguma pessoa próxima atingida pela crise econômica. É urgente, o governo e a própria população sair quanto antes da "bolha de fantasia" criado pelo Palácio do Planalto. 

Dá para comemorar um Natal feliz, assim?

Ossami Sakamori




sábado, 17 de dezembro de 2016

As ratazanas são sempre soberbas!


Os políticos corruptos tomaram conta do País como que ratazanas tomaram conta do queijo. As ratazanas deixaram o País lindo por fora, mas carcomido por dentro. Não, Brasil não tem mais consistência. As estatais e empresas controladas pelo governo estão todas carcomidas por dentro, ficando apenas as aparências de outrora orgulho da pátria.

Durante anos e anos, as ratazanas, leia-se políticos corruptos de todas matizes tomaram e tomam conta do País. Quando se apercebe, o queijo já foi carcomido pelas ratazanas escondidos nos escaninhos da política brasileira. O queijo só tem aparência por fora. O queijo está carcomido por dentro, cheio de vazios, de buracos, servindo de abrigo para ratazanas. Tão igual acontece na política brasileira.

Como que de repente, o povo percebe que o queijo está tomado pelas ratazanas da República. São ratazanas de todas matizes e em todos os poderes da República. A República Federativa do Brasil, só existe no papel, não mais como pátria do seu povo. 

A guerra entre os poderes da República só desnudam tão carcomido estar o País, de outrora dos Camões. Entra ninhada, sai ninhada das ratazanas, o queijo continua tão igual com dantes, como que nada tivesse havido. Tão carcomido como dantes. Nela abriga as ratazanas  de todos os poderes da República. 

Triste fim do povo brasileiro. Triste fim dos filhos da pátria amada ter que assistir a "soberba" de sucessivos "ratazanas chefes" que tomam conta dos buracos deixados pelas ninhadas anteriores. O queijo continua carcomido como dantes, só mudam a ninhada das ratazanas. A soberba da "ratazana chefe" é continua sempre igual. 

Triste fim da pátria amada. Triste fim do povo, ter de assistir as ratazanas da política em pleno trabalho, sempre de madrugada à dentro, tão igual aos roedores. As madrugadas são propícios para atuação das ratazanas dos poderes, tão igual quanto ratazanas roedores. Quando o povo trabalhador acorda, o País já se transfigurou. 

Dizem que o ambiente molda a personalidade. Verdade seja dita, os políticos sede de dinheiro sujo da corrupção cada vez mais se parecem com os roedores, famintos pelos queijos. As ratazanas, do queijo e da pátria, são igualmente soberbas, pois ninguém as alcança!

E assim sendo, as ratazanas são sempre soberbas!

Ossami Sakamori