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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Herança maldita do PT

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

Não é tarefa dos mais fáceis para escrever esta matéria. Posso ser interpretado como pessoa negativa ou no mínimo, pessimista por alguns.  Os leitores assíduos deste blog conhecem bem o meu estilo direto em apresentar os diversos problemas do Brasil.  E, desta vez, não poderia fugir da regra, apesar do meu  apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro.   Os números que apresentarei na sequência, mostra a situação do Brasil real.  É triste constatar como podemos ter chegar no ponto que chegamos, apesar do Brasil ser o 5º em tamanho territorial, 6º em população e ocupar a 8ª posição no tamanho do PIB. Os números que apresento são alarmantes!

Os dados são apresentados aqui são aproximados, uma vez que não dispomos, em tempo real nas  diversas fontes de pesquisas, em diversos órgãos do governo federal. Os analistas econômicos poderão acessar aos dados no IPEA e IBGE, órgãos vinculados ao governo federal.  Então, vocês vão me perdoar pelos números apresentados aqui, sempre "grosso modo".  No entanto, melhor assim do que não ter número nenhum.  Então, vamos lá!

1. O PIB do Brasil - Produto Interno Bruto de 2018, ainda não disponível, mas estimo fechar o ano em torno de R$ 7 trilhões, correspondente a cerca de US$ 2 trilhões em moeda americana. O PIB oficial de cada ano, é calculado em dólar, pela média do ano anterior.  Desta forma, grosso modo, podemos dizer que o PIB per capita do brasileiro em 2018 foi de cerca de R$ 35.000,00 ou US$ 10,000.00. Claro, este número é do ano de 2018. 

2. Número de desemprego. Neste quesito, os números apresentados pela imprensa é controverso. A grande imprensa apresenta como, seguindo critério internacional, como sendo de 12 milhões de desempregados.  No entanto, neste número não está computado cerca de 5 milhões de pessoas em idade produtiva, de desalentados.  Os desalentados são como párias da estatística. Acrescente nisso, cerca de 15 milhões de trabalhadores que trabalham como micro empresários e prestadores de serviços avulsos, que no linguajar popular chamamos de "biscateiros".  Desta forma o número de desempregados, desalentados e sub-empregados somam ao número alarmante de 32  milhões de pessoas e não os 12 milhões comemorados pelo governo e grande imprensa. Só para ter a ideia da gravidade da situação do emprego, é só comparar com o número de empregados com carteira assinada, que soma apenas 33 milhões de trabalhadores. 

3. Inadimplência. O número de inadimplentes no comércio é de 63 milhões de pessoas. Este contingente em sua maioria são desempregados ou sub-empregados, com pouca perspectiva de deixar "em dia" os seus seus compromissos no curto prazo para voltar ao mercado consumidor. Os dados equivalentes são fornecidos pela Serasa ou SPC.  A situação está como: "Se correr o bicho pega, se parar o bicho come!"

4. O endividamento público federal ou o compromisso do Tesouro Nacional e do Banco Central corresponde a cerca de R$ 3,9 trilhões de dívida líquida ou R$ 5,5 trilhões de dívida bruta. Faça conta do tamanho da dívida pública do Brasil. É só fazer percentual sobre o valor de tudo que o País produz no ano, que é de R$ 7 trilhões.  Esta dívida é impagável, na prática. Os organismos de fomento como FMI e OCDE sabem disso.  O "rating" do Brasil está longo do grau de investimento, que é uma nota mínima para operar no mercado financeiro internacional com certa vantagem. 

5. A reserva cambial brasileira, está em torno de US$ 390 bilhões ou equivalente em dezembro de 2018 a cerca de R$ 1,45 trilhão. A reserva cambial está aplicado em títulos do Tesouro americano rendendo a média de 2,25% ao ano, em dólar, abaixo do que o Tesouro paga no Selic. Para se chegar na dívida pública líquida, a reserva cambial é descontado da dívida pública bruta. Isto é mais ou menos como aquele sujeito que deve muito no banco e o banco pede o "saldo médio".  A reserva cambial brasileiro é como "saldo médio" para manter uma "certa credibilidade" no mercado financeiro internacional. Gabar-se da enorme reserva cambial é como piada de mal gosto.

5. Déficit primário de 2018 deve ter fechado o ano com o número ligeiramente inferior ao previsto de R$ 139 bilhões. Ainda não foi apresentado ao público o número final.  O déficit primário é o dinheiro que falta para cobrir as despesas correntes do governo federal.  Esse "rombo fiscal" é coberto com emissão de novas dívidas públicas, o tal do Selic, endividando cada vez mais.

6. Selic de 6,5% ao ano, comemorado pelo governo, embora em termos nominais seja a menor histórico, ainda assim é uma aberração. O Tesouro Nacional está pagando juros reais de 2% ao ano, descontado a inflação. Mais uma comemoração indevida. É como piada de mal gosto! O especulador financeiro, sobretudo internacional, está atrás deste juros reais e não pela credibilidade do governo, seja do atual ou do governo anterior. Isto é número para otário comemorar! Selic alto desestimula investimento direto nas fábricas. 

7. Inflação medida por IBGE tem mostrado que está em torno de 4% ao ano. A inflação baixa é comemorado como se fossem troféus. A inflação baixa foi conquistado à custa de número de desempregados e número de inadimplentes, em número absoluto, da história brasileira. Sem reformas estruturantes, inflação pode voltar com o crescimento econômico.

8. Previdência social. É certo que a previdência social está causando um rombo gigantesco nas contas públicas, apresentado pelo governo como sendo R$ 350 bilhões ao ano. Mas a previdência não é sozinho o grande problema do Brasil, como amplamente demonstrado nesta matéria. Previdência social não é sozinha, com certeza absoluta, o grande vilão dos males do País. A falta de uma política econômica e monetária consistente, não leva a lugar nenhum. 

9. O ministro da Economia, veio com o discurso "liberal", baseado na teoria lançada pela Chicago University há mais de 30 anos. Porém a vaga teoria liberal não é solução para todos os problemas do País. Na prática, não sabemos exatamente qual é a política econômica do ministro Paulo Guedes, o guru do presidente Bolsonaro, na economia.  Só resta, a nós mortais, torcermos que o ministro da Economia diga à Nação para que veio.

10. A nós mortais, 208 milhões, só nos resta torcermos que o Brasil encontre, urgentemente, a saída econômica  para o País.  Por enquanto, estamos aguardando a reforma da previdência como a solução para todos os problemas do Brasil, o que é uma visão equivocada. Isto é muito pouco para situação tão grave como visto acima. 

Sucesso do presidente Jair Bolsonaro será nosso sucesso!

Ossami Sakamori


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O clã Bolsonaro vai para UDN

Crédito da imagem: Estadão

Por enquanto o assunto é tratado nos bastidores, segundo Estadão, sobre a ida do clã Bolsonaro para um novo partido.  A família Bolsonaro vai sair do PSL e vai para a nova UDN, que é um dos 75 partidos em fase de criação, segundo TSE. O partido já tem CNPJ e diretórios em nove  Estados, como exige a legislação para homologação do partido, além dos apoio de pelo menos 497 mil assinaturas.  A nova UDN já tem 380 mil assinaturas, segundo o presidente do novo partido Marcus Alves de Souza.

Segundo Souza, a intenção é criar o maior partido de direita do País. Quando se trata de um partido novo, a legislação eleitoral, em vigor, permite a migração de políticos sem a perda de mandato. É uma brecha para o clã Bolsonaro, que está descontente com o imbróglio no PSL, por conta do uso de candidatos "laranjas". 

Confirmado o registro da UDN, haverá "adesão geral" de políticos na UDN, que irão querer ocupar a posição de de destaque no governo Bolsonaro.  Talvez, esta é a fórmula que estava faltando para formar o "bloco" de apoio do governo Bolsonaro no Congresso Nacional.  Muitas coisas vão rolar, ainda!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Bebianno e Onyx são cartas fora do baralho!

Imagem: Gazeta do Povo

Gustavo Bebianno, o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, está em processo de "fritura" pela família do presidente da República Jair Bolsonaro.  Claro, o presidente Bolsonaro vai optar pelo lado da família do que manter um político que a imprensa diz ter "rabo preso" com ilicitude na campanha eleitoral do PSL em Pernambuco.  Se o ministro Bebiano vai sair pela porta da frente ou pela porta do fundo é uma decisão do presidente Bolsonaro.  O fato é que ele é carta fora do baralho.  

O próximo a ser "fritado" será o ministro chefe da Casa Civil, o Onyx Lorenzoni. O ministro vem perdendo espaço para outros integrantes do Palácio do Planalto.  Pelo poucos dias de governo, o presidente Bolsonaro vem demonstrando que é estilo "centralizador".  O presidente não quer ninguém à sua sombra.  O Onyx não resistirá à fritura e vai pegar o boné para não ser mais uma peça descartada.

O presidente Bolsonaro não é de dividir o "holofote" do poder com os seus auxiliares.  É de natureza de um militar de carreira.  Faz parte da natureza humana, querer dar um "estilo pessoal" ao cargo para que foi ungido a ocupar, escolhido pela maioria absoluta da população.  Legitimidade ele tem de sobra para comportar-se assim.

Bebiano e Onyx são cartas fora do baralho!

Ossami Sakamori


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Acorda, Paulo Guedes!

Crédito de imagem: Agência Brasil

Antes do comentário de hoje, já vou avisando que sou contra patrulha ideológica de qualquer lado.  No período do governo do PT, sofri ameças e censuras dos militantes petistas, no auge da popularidade do governo Dilma em 2012 (com 77% de aprovação).  Hoje, há movimento de direita, sem ao menos saber exatamente o que seja a ideologia de direita.  Feita esta observação, vamos aos comentários de hoje.

Criou-se expectativa enorme sobre a política econômica, do então, o suporte do candidato Bolsonaro ao cargo de presidência de República, Paulo Guedes.  O ministro da área econômica, teve respaldo e suporte do presidente da República desde o início da sua campanha eleitoral em 2018, portanto há mais de 6 meses.  O presidente da República, pelo que sabemos, deu "carta branca" para o o novo ministro formular a "política econômica".  Bolsonaro deu super poder ao Paulo Guedes.  Bolsonaro, anexou o Ministério de Planejamento e o Ministério de Indústria e Comércio ao da Economia, sob o comando ao novo ministro da Economia.  O presidente da República deu autonomia na nomeação, também, do presidente do Banco Central, da CEF, do BB e do BNDES ao novo ministro.  Nunca na história do país, a economia do país esteve sob comando de uma só pessoa, o Paulo Guedes.  

O que se vê, a olhos vistos, é que a citada política econômica da Chicago University pelo Guedes, configura-se apenas como "boa intenção".  Com muita bateção de cabeça, é que na próxima semana, será encaminhada a "reforma da previdência".  Fala-se em economia de R$ 1 trilhão para próximos 10 anos, o que representa a economia de R$ 100 bilhões, grosso modo, por ano.  É muita falação e muita bateção de cabeça, antes mesmo de discussão na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.  Certamente, a reforma tributária e o novo pacto federativo ficarão para depois de agosto. 

Enquanto isto, o País vai convivendo com embargo à exportação de carnes para Arábia Saudita. Não se sabe se o embargo foi devido ao anúncio precipitado da mudança da Embaixada brasileira no Israel à Jerusalém.  A mais recente imposição do imposto "anti dumping" sobre o leite em pó da União Européia é um outro exemplo clássico do improviso do ministro da Economia Paulo Guedes.  Não há política econômica clara no País, por enquanto. 

A aposta do Olavo de Carvalho, o "guru" do presidente Bolsonaro, em "alinhamento automático" com o governo Trump, está fazendo água.  Nos Estados Unidos, o Trump está amargando o pior momento do seu mandato, cujo índice de aprovação despencou para 35%.  O presidente Bolsonaro precisa, urgentemente, tomar o "choque da realidade", sob pena de ter que administrar as muitas bateções de cabeças da sua equipe econômica, antes de colocar o Brasil no prumo. 

Para mim, o ministro Paulo Guedes é mais um "oba, oba" que vai desgastando o governo Bolsonaro!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Usinas eólicas, a alternativa para investimentos

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

A Enel Green Power Brasil (EGPB), subsidiária do grupo italiano em energia renovável, iniciou a construção do parque eólico Lagoa dos Ventos, de 716 MW, no Piauí. O projeto, classificado pela empresa como o maior parque eólico atualmente em construção na América do Sul e o maior parque eólico da Enel Green Power no mundo, deve consumir cerca de R$ 3 bilhões e deve entrar em operação em 2021. Segundo o grupo, o complexo será financiado com recursos próprios.

Para ter noção da dimensão do empreendimento, a potência instalada equivale a de uma turbina da Usina Hidroelétrica de Itaipu.  O lado positivo do empreendimento é que as usinas eólicas aproveitam, as terras com pouco potencial produtivo em termo de agricultura. Na maioria dos casos, as usinas eólicas são feitas no litoral, aproveitando os ventos constantes nestas regiões.   

É investimento estrangeiro direto (IED) no País. Tem pouco a ver com a política econômica liberal anunciada pelo ministro da Economia Paulo Guedes.  O parque eólico vem ganhando destaque desde os sucessivos governos do Partido dos Trabalhadores.  O dinheiro não tem cor, seja vermelha ou verde, o que interessa aos "agiotas internacionais" é a rentabilidade dos investimentos e a segurança jurídica.  

Usinas eólicas são alternativas para investimentos, nacionais e estrangeiras. 

Ossami Sakamori


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Juíza Federal Gabriela Hardt

Crédito da imagem: Estadão

Lula perguntou a juíza federal Gabriela em tom desafiador se ele era o dono do sítio em Atibaia, na audiência que  tratava do processo do Sítio do Atibaia, onde o ex-presidente Lula da Silva é acusado de corrupção.  A magistrada reagiu com firmeza: "Senhor presidente, isso é um interrogatório e se o Senhor começar nesse tom comigo a gente vai ter problema. Então vamos começar de novo. Eu sou a juíza do caso, eu vou fazer perguntas." Assim começou a audiência em que o Lula da Silva foi condenado pela juíza em 12 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. 

A juíza sintetizou a acusação do Ministério Público Federal: o petista seria o real dono da propriedade, que foi reformada pelas empreiteiras Odebrecht e OAS como forma de mascarar o pagamento de propina. Simples. 

Na sentença dessa quarta-feira, dia 6, a juíza disse que restou comprovado que as obras no sítio “foram feitas a pedido de Lula e em benefício de sua família” e que “toda a execução das obras foram realizadas de forma a não ser identificado quem a estava executando e em benefício de quem seria realizada”.

A juíza Gabriela Hard é natural de São Mateus do Sul, Paraná, filha de engenheiro químico que trabalhava na Usina de processamento de xisto da Petrobras.  Formou-se advogada na Universidade Federal do Paraná. Prestou concurso para juíza federal em 2007 e foi nomeada dois anos depois.  Disse ela: "Eu entrei na carreira de juiz federal um pouco mais tarde que o habitual. Entrei já com 34 anos e com família formada. Já tinha minhas filhas e meu marido já tinha profissão consolidada."

Desde novembro do ano passado, juíza Gabriela responde interinamente pela 13ª Vara Federal de Curitiba, até que o novo juiz titular, Luiz Antônio Bonat, assuma o cargo.  A magistrada deve ficar no posto que foi de Sergio Moro até abril deste ano. 

Ossami Sakamori
@Saka_Sakamori

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Qual é o verdadeiro estado de saúde do presidente Bolsonaro

Crédito de imagem: Exame

"Há um gigantesco diferencial entre informar com imparcialidade e fazer militância maldosa. Meu estado de saúde neste momento encontra-se em plena evolução e estou feliz em compartilhar este sentimento com todos! Um dia de cada vez!" Isto foi a postagem do presidente Bolsonaro pela rede social.

Após o adiamento da alta hospitalar em pelo menos uma semana, o presidente da República Jair Bolsonaro disse que o seu estado de saúde encontra-se em plena evolução. No entanto, segundo o boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein na segunda-feira, dia 4, o presidente apresentou o acúmulo de líquido na região de intestino. Diante do quadro a previsão de alta do Bolsonaro fosse adiada para a próxima semana, sem precisar a data exata. A informação é que ele se encontra na Unidade de Tratamento Semi-intensivo.

O boletim médico do Albert Einstein sobre as notícias da evolução da recuperação que tem sido transmitido pelo porta-voz da presidência da República. Esta forma de transmissão do boletim médico, de forma indireta, não pelo médico responsável pelo paciente Bolsonaro, tem causado um clima de certa desconfiança. Com respeito à opinião manifestado pelo presidente em redes sociais, não estou a "fazer militância maldosa".

Quando nós o elegemos, o presidente Jair Bolsonaro, com votação expressiva, não lhe foi dado o direito de ficar, literalmente, num "redoma" do hospital. Pelo contrário, uma coisa é impressão do porta voz, que é protocolar, e outra coisa é divulgação do boletim médico pelo próprio médico responsável pelo estado de saúde do presidente da República. Brasil está calejado com notícias filtradas neste campo.

O estado de saúde do presidente não é preocupação privada da família do presidente Bolsonaro, mas é preocupação da "instituição" da República e do povo brasileiro. O período do autoritarismo já passou. A vida do presidente da República interessa à Nação brasileira. Não é permitido colocar o presidente da República numa "redoma". Há que ter mais transparência sobre o estado de saúde do presidente da República!

Desejamos o pronto restabelecimento do presidente!

Ossami Sakamori

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Brasil está quebrado!



Vou ser breve nos comentários, hoje. O gráfico acima por si só demonstra a situação crítica dos gastos públicos, incluído "serviços de dívida". Os serviços de dívida pública da União correspondeu em 2018, nada menos que 40,66% do Orçamento Federal.  Esta situação é insustentável no médio e longo prazo.  O Brasil está mais do que quebrado, infelizmente.

Os gastos com a previdência é a segunda despesa mais expressiva do Orçamento da União, correspondente a cerca de 24,48% do total do Orçamento.  Quanto maior os gastos com a previdência, menor é a fatia que sobra para outros setores de responsabilidade do governo federal como a educação, saúde pública e segurança pública. 

A transferência para Estados e Municípios, constitucionais, corresponde a cerca de 9,82%. Este valor é dividido proporcionalmente ao número de habitantes entre os entes federados.  Para piorar a situação das finanças públicas, a maioria dos Estados e muitos municípios estão situação de penúria total, até porque não tem autonomia para "emitir títulos da dívida pública", como pode a União.  

O Brasil não sobrevive, apesar da robusta Reserva cambial de cerca de US$ 390 bilhões, correspondente na data de ontem em R$ 1, 46 trilhão, sem a "rolagem da dívida".  A reserva cambial brasileira está aplicada em títulos do Tesouro dos Estados Unidos à juros pífios, como que o "saldo médio" necessário para  manter a credibilidade. O  tamanho da dívida pública bruta líquida, já descontado a Reserva cambial em cerca de R$ 3,88 trilhões.

Desta forma, podemos afirmar, sem o menor sentimento de culpa, de que o Brasil está quebrado!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O Brasil é como um mastodonte!


A pauta econômica no Congresso Nacional - Câmara dos Deputados e Senado Federal, para próximos 6 meses será a "reforma da previdência".  O tema é importante para zerar o "déficit primário" do Orçamento Fiscal, para este e para os próximos anos.  Estancar o crescente aumento do "rombo fiscal" para os próximos anos, inclusive deste governo, é prioritário para o governo Jair Bolsonaro. A tarefa não é fácil.

Segundo o secretário  especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, que disse ontem, quarta-feira, dia 20: "que foi determinação do presidente Bolsonaro de que todos devem contribuir". Repetiu o secretário a frase que teria sido do presidente: "Esse é o esforço de salvarmos o sistema previdenciário e apresentarmos uma nova Previdência no Brasil. Então a responsabilidade é de todos. Todos os segmentos têm que dar sua contribuição nesse processo".

Segundo o Rogério Marinho, o governo vai apresentar um projeto que vai levar em conta todos os segmentos da sociedade brasileira, incluído militares e funcionários públicos. Pretende a reforma da previdência, dar direção ao sistema previdenciário dos estados e municípios, também. 

Em razão do óbvio, as demais pautas econômicas com a reforma tributária ficarão para o segundo semestre em diante. Grandes novidades não devemos esperar para este semestre na política econômica  O primeiro semestre, também, serve para harmonizar a relação entre as diversas secretarias dentro do próprio "super Ministério da Economia". Muitos esqueletos ainda terão que tirar dos armários, ainda.  


O Brasil está mais para um "mastodonte", sendo o maior peso, o próprio peso da máquina burocrática.  É herança cultural que vem dos portugueses, pois, pois!  O Brasil está longe de ser um "tigre", como os países asiáticos são considerados, ágeis e eficientes. O Brasil ainda tem muito chão para caminhar.  

Ossami Sakamori

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Luiz Bonat substituirá o Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

juiz federal Luiz Antonio Bonat, da 21.ª Vara Federal de Curitiba, manteve a candidatura e será o substituto do ex-magistrado e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, na 13.ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava Jato. Segundo a Gazeta do Povo, ele se candidatou na noite de segunda-feira (21), último dia das inscrições para a seleção, e manteve a inscrição até o dia 24, quando foi encerrado o prazo para desistências. 

Nos bastidores do meio judicial, há quem encare sua candidatura como uma surpresa. Mas vários colegas garantem: a vaga estará em boas mãos. Segundo a juíza federal da 6ª Vara Civil de Curitiba: “Ninguém comentava o nome dele, foi uma surpresa. Mas o jurisdicionado e a imprensa podem ficar tranquilos: é muito competente, sério e dedicado. E não faz nada com a intenção de aparecer”.

Neste momento, a comparação de Luiz Bonat com Sergio Moro é inevitável. “Ele, juiz Bonat, é considerado linha-dura, mas é uma pessoa justa e sensata. Não é um carrasco. É muito parecido [com Sergio Moro] pela competência e por não se expor demais”, pondera a magistrada Vera Ponciano, ao descrever quem é o novo juiz da Lava Jato.

Falta ainda, a confirmação do nome pelo TRF4, nos próximos dias.  A nomeação Luiz Bonat vai atender ao critério de antiguidade que o Tribunal adota, portanto, não tem nada que modifique a pretensão do novo juiz.  

Ossami Sakamori
@Saka_Sakamori

sábado, 26 de janeiro de 2019

Tragédia do Brumadinho, o exemplo do descaso e ganância


Não tem nada que justifique a tragédia do rompimento da barragem do Brumadinho de propriedade da Vale, ocorrido ontem, dia 24 de janeiro de 2019. Temos apenas que lamentar as mortes e  os desaparecimentos decorrente do rompimento da barragem do rejeito da mineração.  Foi uma tragédia anunciada, após a última do mesmo gênero ocorrido em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão em Mariana. 

O fato é que os esforços dos bombeiros do estado de Minas Gerais serão inúteis para tentar resgatar pessoas em vida.  Com afirmou lamentando, o governador de Minas Gerais: "Vamos resgatar somente corpos".  Nem mesmo as instalações dos "gabinetes de crise", do Planalto, em Brasília e Belo Horizonte, à essa altura, não servem para nada.  O presidente Jair Bolsonaro vai sobrevoar a região atingida, hoje pela manhã, como de "praxe".  Isto tudo, apesar de "protocolar", em nada alivia a dor e sofrimento de dezenas de famílias dos mortes e desaparecidos. 

Voltando para traz, a Agência Nacional de Mineração, que é responsável pela fiscalização das barragens de rejeito mineral, afirmou que os relatórios técnicos da Vale garantiam a estabilidade da estrutura de barragem de Brumadinho.  Por outro lado, a Vale declarou que fez inspeção das barragens, a última, em dezembro de 2018, pela auditoria independente e nada de anormal encontrou.  Isto vai ficar sendo como "verdadeiros" e nada mais.

No Brasil, em especial, muitas coisas não são levados a sério. Uma herança dos portugueses, as empresas são obrigados a apresentar relatórios, "um monte de papel", que não servem para nada.  Do outro lado, os burocratas do governo aceitam e ficam satisfeitos com os relatórios, "um monte de papel", para se livrarem das responsabilidades.  Tanto os diretores das empresas como burocratas do governo, se satisfazem com os relatórios, "um monte de papel" para justificarem os seus altos salários.  

As tragédias, no Brasil, são recorrentes pela negligência dos responsáveis, pelo lado da iniciativa privada e conluio dos burocratas do governos do outro lado.  Se o Brasil fosse um país sério, o presidente da Vale e o diretor da Agência, teriam apresentado suas renúncias, sem antes pedir desculpas às famílias das vítimas e à população.  Certamente, num país do primeiro mundo, os responsáveis pela tragédia, seriam responsabilizados pela Justiça. 

Na condição de perito judicial, posso garantir que haverá muitas outras "tragédias anunciadas" no País, e o último sempre cairá no esquecimento da mídia e população.  

A tragédia do Brumadinho é o clássico exemplo do descaso e ganância sobre coisas públicas no Brasil. 

Ossami Sakamori

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Por enquanto, Paulo Guedes pouco falou

Crédito da imagem: Veja

O Ibovespa - índice que compõe as ações mais negociadas da Bovespa/BMF, tem batido sucessivos recordes. Ontem, dia 23, véspera de feriado em São Paulo, o Ibovespa fechou em 97.677 pontos. Ainda assim, se corrigido pela inflação do período, o índice está bem abaixo do pico de 2008. O mercado de ações, tem ainda muito chão para percorrer. 

O motivo do otimismo, é a declaração do ministro da Economia Paulo Guedes, durante o Fórum Econômico Mundial, de que  a reforma da previdência que o governo vai enviar ao Congresso Nacional pode economizar aos cofres públicos, em até R$ 1,3 trilhões, sem especificar em que período.  De toda forma, independe de ser um número vago e sem ao menos dar informações detalhadas sobre as reformas pretendidas, o "mercado financeiro" as pegou bem. 

Segundo a grande imprensa, o Paulo Guedes teria afirmado que a realização da reforma dará ao Brasil um "poderoso efeito fiscal" com duração por 15, 20, 30 anos". E ainda, afirmou: "Ou é isso, ou vamos nos tornar a Grécia".

Curiosamente, eu tenho afirmado em sucessivas matérias neste blog, de que a "dívida pública federal" poderá levar o Brasil, celeremente, ao caminho da Grécia ou Turquia. Um dos principais componentes, além  das reformas estruturantes são os juros reais Selic pago pelo governo ou a eliminação do "déficit primário" (o dinheiro que falta para pagar as despesas correntes) será um fator preponderante para o desenvolvimento sustentável do País.

Passado 24 dias da posse do novo governo, os investidores institucionais aguardam, ansiosamente, o detalhamento da política econômica do novo governo. Urge a apresentação da política econômica completa, além da apresentação de vagos números.  O governo não pode continuar se portando como amador, porque os investidores institucionais só vão colocar o "dinheiro novo" só quando houver definição clara da política econômica, em números.  

Por enquanto, o ministro da Economia Paulo Guedes só apresentou aos investidores institucionais, as boas intenções. No meu entender, isto é muito pouco para um país que procura avidamente por novos investimentos no sistema produtivo. 

Ossami Sakamori

    

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Presidente Bolsonaro: "ser ou não ser", eis a questão


Ontem, o presidente Bolsonaro não compareceu ao encontro com a imprensa internacional, preparado que estava para acontecer no Centro de Congressos de Davos, dentro do programa do Fórum Econômico Mundial. O evento estava marcado para às 16 h. Às 16h15, uma funcionária do Fórum foi à sala de imprensa e anunciou oficialmente o cancelamento. Isto não pegou bem para o presidente Bolsonaro e para o Brasil.

Na véspera, dia 23, terça-feira, o presidente Bolsonaro discursou numa sessão especial, reservada a chefes de governo, pelo Fórum.  O discurso que estava previsto pela comitiva brasileira em 30 minutos, foi reduzido a menos de 10 minutos pela direção do Fórum.  Visivelmente constrangido, o presidente Bolsonaro respondeu às perguntas do fundador do Fórum Klaus Schwab sobre temas importantes para investidores, como as reformas. 

Ninguém entendeu, segundo a grande  imprensa, porque teria ocorrido o cancelamento do encontro.  Assim como todos brasileiros, torço pelo sucesso do presidente Bolsonaro, porque o sucesso dele  é o nosso sucesso.  Brasil passou por "depressão" braba de 2015/2018, a pior crise econômica desde depressão mundial de 1929.  O Brasil passa por uma crise econômica e uma crise moral sem precedente.  O Brasil tem somente duas saídas: crescer menos  ou crescer estupendamente.  Para tanto, o presidente Bolsonaro precisa definir com muita clareza para que lado quer ir.

Por influência do escritor e filósofo Olavo de Carvalho, o autodenominado "guru" do Bolosonaro, o presidente nomeou para o Ministério de Relações Exteriores, o diplomata de segunda linha do Itamaraty, o Ernesto Araújo.  O novo ministro de Relações Exteriores do Brasil defende a "anti-globalização" e  "alinhamento automático" do Brasil aos Estados Unidos.  Sob a orientação do Ernesto Araújo, o presidente Bolsonaro, cancelou a realização do COP-25 no Brasil.  Isto pegou muito mal para o mundo. Deixou o mundo "globalizado" com um pé atrás. 

Tudo que está ocorrendo, o "frio" tratamento do Fórum Econômico Mundial, o símbolo máximo da "globalização", ao presidente Bolsonaro, já era esperado.  Sob comando do Ernesto Araújo no Itamaraty, o Brasil defende, pelo contrário, a "anti-globalização". É um detalhe que a imprensa brasileira não tem dado destaque, mas é isto. Brasil está a caminhar na "contra-mão" do mundo.  Esse tipo de "arroubo", nós já vimos em outros tantos "filmes". 

Outro fato que destacou no primeiro painel do presidente Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, o povo brasileiro já conhece: a falta de definição e clareza sobre as principais reformas estruturantes como a da previdência e a tributária. No mundo globalizado, não permite amadorismo e nem tão pouco o improviso.  

Antes de tudo, internamente, o presidente Bolsonaro terá de definir para que lado quer conduzir o País: O Brasil vai caminhar para "globalização" ou "anti-globalização".  Já dizia o famoso William Shakespeare, no século XVI: "Ser ou não ser", eis a questão. 

Ossami Sakamori

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Discurso do Bolsonaro em Davos



Veja o discurso do presidente da República Jair Bolsonaro, no dia de hoje, 22 de janeiro de 2018, no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça:

Assumi o Brasil em uma profunda crise ética, moral e econômica. Temos o compromisso de mudar nossa história.

Pela primeira vez no Brasil um presidente montou uma equipe de ministros qualificados. Honrando o compromisso de campanha, não aceitando ingerências político-partidárias que, no passado, apenas geraram ineficiência do Estado e corrupção.
Gozamos de credibilidade para fazer as reformas de que precisamos e que o mundo espera de todos nós.
Aqui entre nós, meu ministro da Justiça, Sérgio Moro, o homem certo para o combate à corrupção e para o combate à lavagem de dinheiro. 
Vamos investir pesado na segurança para que vocês nos visitem com suas famílias, pois somos um dos países primeiros em belezas naturais, mas não estamos entre os 40 destinos turísticos mais visitados do mundo. Conheçam a nossa Amazônia, nossas praias, nossas cidades e nosso Pantanal. O Brasil é um paraíso, mas ainda muito pouco conhecido.
Somos o país que mais preserva o meio ambiente. Nenhum outro país do mundo tem tantas florestas como nós. A agricultura se faz presente em apenas 9% do nosso território e cresce graças a sua tecnologia e à competência do produtor rural. Menos de 20% do nosso solo é dedicado à pecuária. Essas commodities, em grande parte, garantem superávit em nossa balança comercial e alimentam boa parte do mundo.
Nossa missão agora é avançar na compatibilização entre a preservação do meio ambiente e da biodiversidade com o necessário desenvolvimento econômico, lembrando que são interdependentes e indissociáveis.
Os setores que nos criticam têm, na verdade, muito o que aprender conosco.
Queremos governar pelo exemplo e queremos que o mundo restabeleça a confiança que sempre teve em nós.
Vamos diminuir a carga tributária, simplificar as normas, facilitando a vida de quem deseja produzir e empreender, investir e gerar empregos.
Trabalharemos pela estabilidade macroeconômica, respeitando os contratos, privatizando e equilibrando as contas públicas.
O Brasil ainda é uma economia relativamente fechada ao comércio internacional, e mudar essa condição é um dos maiores compromissos deste governo.
Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios. (sic)
Nossas relações internacionais serão dinamizadas pelo ministro Ernesto Araújo, implementando uma política na qual o viés ideológico deixará de existir.
Para isso, buscaremos integrar o Brasil ao mundo, por meio da incorporação das melhores práticas internacionais, como aquelas que são adotadas e promovidas pela OCDE.
Buscaremos integrar o Brasil ao mundo também por meio de uma defesa ativa da reforma da OMC, com a finalidade de eliminar práticas desleais de comércio e garantir segurança jurídica das trocas comerciais internacionais.
Vamos resgatar nossos valores e abrir nossa economia.
Vamos defender a família e os verdadeiros direitos humanos; proteger o direito à vida e à propriedade privada e promover uma educação que prepare nossa juventude para os desafios da quarta revolução industrial, buscando, pelo conhecimento, reduzir a pobreza e a miséria.
Estamos aqui porque queremos, além de aprofundar nossos laços de amizade, aprofundar nossas relações comerciais.
Temos a maior biodiversidade do mundo e nossas riquezas minerais são abundantes. Queremos parceiros com tecnologia para que esse casamento se traduza em progresso e desenvolvimento para todos.
Nossas ações, tenham certeza, os atrairão para grandes negócios, não só para o bem do Brasil, mas também para o bem de todo o mundo.
Estamos de braços abertos. Quero mais que um Brasil grande, quero um mundo de paz, liberdade e democracia.
Tendo como lema “Deus acima de tudo”, acredito que nossas relações trarão infindáveis progressos para todos.
Meu muitíssimo obrigado.
O presidente Jair Bolsonaro, foi infeliz quando disse: "até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios. (sic)".  O Brasil já ocupa posição dentre 50 maiores países do mundo em comércio exterior.  No entanto, o Brasil é o 5º maior país em extensão territorial e o 6º país em população. A proposição nos pareceu aquém da expectativa.  A equipe de assessoria "comeu a bola", pois o discurso foi escrito e revisado pelos ministros que o acompanham na viagem. 

Ossami Sakamori

domingo, 20 de janeiro de 2019

Bolsonaro embarca para o Fórum Econômico Mundial de Davos

Crédito da imagem: Globo

Presidente Bolsonaro embarcará hoje, dia 20, domingo, para participar, em Davos, do tradicional encontro, que reúne todos os anos, no mês de janeiro, as lideranças mundiais, políticos, banqueiros e empresários, o Fórum Econômico Mundial.  O encontro deste ano terá como tema principal a "Globarização 4.0: Moldando uma arquitetura global na área da quarta revolução industrial", segundo a agenda do Fórum. 

No próximo dia 22, terça-feira, o presidente Bolsonaro discursará na sessão plenária do Fórum. Segundo o Planalto, o presidente fará a defesa da democracia e da aprovação das reformas. O presidente também destacará que o país está aberto aos investimentos privados. Bolsonaro terá encontro com os chefes de Estado presentes no Fórum e com os investidores internacionais.  O presidente Jair Bolsonaro retornará ao Brasil no dia 24, sexta-feira.  Nesse ínterim assume a chefia do Executivo, o vice-presidente, general Hamilton Mourão. 


O Fórum Econômico Mundial, como se denomina, foi fundado em 1971 por Klaus M. Schwab, um professor de administração na Suíça.  O Fórum é sediado em Colgny, Genebra, Suíça. O Fórum tem escritórios regionais em Pequim e em Nova York. A sua mais alta esfera de governança é o Conselho de Fundação, órgão formado por 22 membros, que incluem o ex-primeiro ministro do Reino Unido Tony Blair e a Rainha Rania da Jordânia. 

O Fórum Econômico Mundial é mantido por suas 1.000 empresas membros, cujas receitas devem ser de no mínimo de US$ 5 bilhões.  Certamente, o George Soros, o mega-investidor e inimigo do "guru" Olavo de Carvalho, participa desse grupo seleto.  Esse grupo de mega-empresários é que financia a realização deste e  de outros eventos do Fórum.  A reunião anual em Davos, realizada anualmente, participam os CEO das 1.000 empresas membros e cerca de 2.000 convidados, entre os quais está o presidente da República Federativa do Brasil.  


Os últimos presidentes do Brasil, incluídos FHC, Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer participaram do Fórum Econômico Mundial de Davos.  Num desses encontros que o ex-presidente e presidiário Lula da Silva foi chamado pelo também ex-presidente Obama dos Estados Unidos como "o cara".  No momento, o Brasil em séria crise financeira desde 2015, não está bem na foto.  Cabe ao presidente Bolsonaro desfazer esta imagem negativa do País.

O presidente fez questão de participar do Fórum Econômico Mundial de Davos, imagino eu, para mostrar aos investidores internacionais a oportunidade de investimentos no País, apesar ter feito algumas críticas ácidas contra investimentos estrangeiros, sobretudo os de China.  Cabe ao presidente Bolsonaro desfazer o mal estar causado pelas críticas e pelo aparente "alinhamento automático" aos Estados Unidos, não tão bem visto pelo mundo global. Diplomacia é isto: muita conversa!

O Fórum Mundial de Davos, deste ano, perdeu o "brilho" com a ausência anunciada do presidente dos Estados Unidos, o Donald Trump. Com as ausências confirmadas, o Fórum deste ano, deve reunir menos de 50% do PIB do mundo. Vamos torcer que o presidente Bolsonaro, na ausência do principal figura, ganhe o "holofote" da imprensa mundial para vender a imagem do Brasil dos novos tempos. 

Bolsonaro embarca para o Fórum Econômico Mundial em Davos, hoje.

Ossami Sakamori
@Saka_Sakamori

sábado, 19 de janeiro de 2019

A verdadeira Caixa Preta do BNDES






































Prometi comentar sobre a Lista de devedores, a tal Caixa Preta, postada no site do BNDES e assim vou fazer.  De princípio podemos dizer que a lista divulgada está longe de retratar a situação real do "comprometimento" do "patrimônio líquido" do Banco.  No rodapé da própria lista, está a observação de que as operações do Cartão BNDES, com pessoas físicas e debêntures simples não foram incluídas neste ranking.  Desta forma não podemos, com apenas estes dados, afirmar que o BNDES está sadio.  Não, certamente, não está. 

Na lista de devedores não estão incluídos os empréstimos concedidos aos países, dentro do programa de estímulo às exportações, o tão falado empréstimos aos países amigos do ex-presidente Lula, entre os quais, Cuba, Angola, Venezuela e outros.  São as tais 20 obras financiadas com dinheiro do contribuinte conforme relatei na matéria Lula é um vagabundo! , que somados dá alguns US$ bilhões.  A lista apresentada, é realmente seletiva, cheio de "noves fora". 

De qualquer forma, vamos a um breve comentário sobre os empréstimos lista.  1º) A Petrobras figura como principal devedor do BNDES, com R$ 62 bilhões, que no meu entender não deveria se socorrer num Banco estatal; 2º) A Embraer aparece como segundo maior devedor com R$ 49 bilhões. Sobre a Embraer, sabemos que foi vendido 80% das ações por pouco mais de R$ 20 bilhões. Onde a Embraer vai buscar o restante para quitar a dívida junto ao BNDES, não sabemos; 3º) A Odebrecht e a Braskem (50% da Odebrecht) tem dívida, somado, de R$ 25 bilhões; 4º) O grupo Oi Telecomunicações, em Recuperação Judicial, carrega uma dívida (impagável) de R$ 15 bilhões;  5º) A JBS figura na lista com R$ 7 bilhões, mas a "minha fonte" afirma que neste montante não está computado a última operação de R$ 13 bilhões.  Assim sendo, a JBS deve R$ 20 bilhões; 6º) A Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil juntos devem para BNDES, cerca de R$ 15 bilhões. Certamento, foi para cobrir os "rombos" das instituições bancárias estatais.

A lista de devedores do BNDES está longe de retratar a realidade do comprometimento do Banco junto aos seus devedores.  O braço de investimento do Banco de fomento, o BNDESpar, tem participações R$ bilionárias em maioria das empresas e companhias listadas, que é uma "outra Caixa Preta", muito pior do que a própria lista de maiores devedores do BNDES.  Em 20 de fevereiro de 2015, escrevi : O risco BNDES é de R$ 974 bilhões . Apenas para leigo entender, o "risco" significa "exposição ao risco".

Presidente  Bolsonaro, há que expor a verdadeira situação do BNDES, abrindo de verdade a tal Caixa Preta do BNDES.  Somente com a abertura total da Caixa Preta, o povo brasileiro vai saber em que medida "Lula é um vagabundo!".  Ah, ia me esquecendo, o BNDES terá que devolver R$ 100 bilhões referente a parte do empréstimo ao Tesouro Nacional. Ainda, assim, o BNDES vai ficar devendo mais R$ 150 bilhões, aproximadamente. É mole?

Joaquim Levy tem "rabo preso", presidente?  

Ossami Sakamori






Divergências à parte, somos todos Bolsonaro!


Há uma controvérsia nas redes sociais. De um lado os que são admiradores ferrenhos do presidente Bolsonaro e do outro lado os que fazem críticas pontuais sobre as suas falas ou sobre algum ato do governo.  Sinto que as divergências estão acentuando entre os "totalmente" à favor do presidente e outros com "visão crítica" sobre atitudes e medidas do governo.  As coisas não deveriam estar acontecendo desta forma.  Jair Bolsonaro é presidente de todos nós, desde 1º de janeiro deste ano.

Mesmo o autodenominado "guru" do presidente, o escritor e filósofo Olavo de Carvalho, se deu o "direito" de dar seu pito fora do prumo.  Na última aparição na rede social, o neo-brasilianista mandou à m* (sic) a delegação de deputados do partido do presidente, PSL, à China.  Para quem tem acesso direto ao presidente, poderia ter dirigido pessoalmente ao presidente a palavra de baixo calão e não utilizar redes sociais para recados.  

Presidente Jair Bolsonaro é um ser normal como qualquer um de nós.  Ele tem os seus "arroubos" e utilizam, muitas vezes, palavras não tão conveniente para um chefe do Estado.  No entanto, precisamos reconhecer a sua qualidade de "voltar atrás" nas suas afirmações quando percebe o dano que causou ou que poderia causar.  O nosso presidente é militar de profissão, foi capitão do Exército até entrar na vida política.  É de esperar de um militar uma linguagem "rude" e "direta" utilizada nos quarteis.  Seria exigir demais que o presidente Bolsonaro fosse uma pessoa "polida".  

O que tem me incomodado é o fato de que muitos adeptos e seguidores do presidente, através de linguagens "rudes" estar colocando a população brasileira em lados opostos, os prós e os contras o presidente da República.  Nem todos que fazem críticas ao presidente Bolsonaro fazem parte do PT ou são contra a "direita".  As coisas não são bem assim. Nós contra vocês era a tática preferida do PT.    

Divergências à parte, somos todos Bolsonaro!  

Ossami Sakamori