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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Sou mais um caminhante!

Crédito da imagem: UOL

Insatisfações tomam conta de mim...
São coisas que estão fora do meu controle.
Por mais que eu tente contribuir, as minhas forças não valem nada para que as mudanças ocorram ao meu querer.

Os ventos são avassaladores...
Destroem tudo que no caminho se encontra.
São coisas da natureza humana, a ambição, o desequilíbrio, a ganância, o despudor, a soberba...

Não nasci para este mundo...
O mundo que contradiz ao meu modo de ser.
Tudo virou normal, a ladroagem, o assassinato, a desídia, a exploração dos mais humildes...

O anormal virou normal...
Tudo que aprendi virou coisa dos idos tempos.
Os que labutam para ganhar o mísero  pão de cada dia são considerados otários, imbecis, ignorantes e tantos outros termos pejorativos.

Nasci caminhante da vida...
O meu destino é o caminho do trabalho, da eficácia.
Caminhante sou para não ser mais um dentre tantos insensatos e imbecis.  
Antes que me mandem para ancestrais terras, vou sair a caminhar.

Chegado o final de mais um ano é hora de pensar...
O meu destino é perseguir o caminho da sabedoria, da decência e da sensatez.
Caminhante sou, ao destino que me dê conforto espiritual, longe da insensatez de muitos seres desumanos. 

Aos que desejam caminhar comigo... o convite está feito.

Ossami Sakamori



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Lula será inelegível em 2018.



O TRF4 marcou para o dia 24 de janeiro de 2018 o julgamento do recurso do ex-presidente Lula da Silva referente ao processo conhecido como caso Triplex. A defesa do Lula acusa o Judiciário pela celeridade do processo, porque o resultado do julgamento diz respeito diretamente à inelegibilidade do ex-presidente Lula à eleição presidencial de 2018. A lei da ficha limpa prevê a inelegibilidade a qualquer cidadão que tem condenação em segunda instância.

Em 8 de junho de 2012, portanto há mais de 5 anos, comentei sobre o envolvimento do Lula da Silva no processo conhecido como "mensalão": "O fato é que o presidente Lula pretendia adiar o julgamento do mensalão para o próximo ano, porque para o próximo ano quase todos envolvidos seriam absolvidos pela decadência do prazo prescricional.  Não deu certo para presidente Lula.  O processo mensalão vai ao julgamento, onde o chefe do mensalão (sic) é o seu ex-chefe de gabinete José Dirceu, que despachava diariamente ao lado do presidente Lula, durante todo o tempo que processava a  operação mensalão". Afirmei à época: "É o começo do fim da era Lula".

Lula da Silva sobreviveu ao processo mensalão que o deixou fora na condenação. Foi uma manobra bem sucedida (sic) do ministro da Justiça da época, o Márcio Thomaz Bastos, para livrá-lo da condenação no "mensalão".  A íntegra da matéria poderá acessar clicando no: Lula, mensalão é o início do seu fim.

É provável que o TRF4 confirme a condenação do Lula da Silva em primeira instância imposta pelo juiz Sérgio Moro da Justiça Federal de Curitiba. A justiça tarde mas chega! Com condenação em segunda instância, Lula da Silva será inelegível a qualquer cargo político devido a lei da Ficha Limpa, sobretudo ao cargo de presidente da República.  

Ossami Sakamori


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Reforma da previdência não sai mais!

Escrevi em 13/11/2017

Minha opinião sobre o assunto previdência continua a mesma. Nem mesmo a reforma "desidratada" não mais será aprovada pelo Congresso Nacional, neste ano. Confira o que eu disse há um mês. 

Crédito da imagem: Veja

Após demonstração de indecisão, presidente Temer pressionado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles pretende aprovar, ainda este ano, a reforma da previdência. Michel Temer perdeu apoio da sua base parlamentar após duas denúncias de crimes comuns pelo MPF. Em qualquer circunstância e em qualquer governo a aprovação de uma Emenda Constitucional necessita de uma base sólida. Temer perdeu o bonde da história. Não tem maioria absoluta para aprovação de reforma da previdência social, a não ser "desidratada".

A Emenda Constitucional que necessita de no mínimo 308 votos dos deputados e 54 votos dos senadores, poderia ter sido aprovado no final de 2016 ou no início de 2017, quando o governo Temer ainda tinha cacife para bancar as reformas estruturantes. À essa altura dos acontecimentos, com eleições gerais previstos para a menos de um ano, nenhum parlamentar quer se comprometer em votar "medidas impopulares" como a da previdência. 

A equipe do Palácio do Planalto quer aprovar a reforma da previdência para tentar garantir a "agenda positiva" prometida ao "mercado financeiro". Agora a ordem é reforma da previdência "desidratada" para o "otário" ver. Desidratada palatável, só mesmo a "cebola desidratada". Só mesmo fazendo críticas desta forma para aguentar o governo impopular até 31 de dezembro de 2018. 

O presidente Michel Temer, só se sustenta com o efeito de intenso trabalho de "marketing", com mídia comprada a peso de ouro! Claro, comprado com o dinheiro do contribuinte: eu, você e nós!

Ossami Sakamori



domingo, 10 de dezembro de 2017

Inflação de 2,5%: Choro ou comemoro?

Crédito de imagem: Globo

Não sei se comemoro ou choro com a notícia de inflação baixa, a menor para o mês de novembro desde 1998. Segundo IBGE, o índice é menos do que a metade do mesmo mês de 2016. Comemoro porque o índice de inflação está próximo das grandes economias do mundo, incluído a China. Ao mesmo tempo, só tenho a lamentar porque a queda da inflação é apenas consequência da profunda recessão que o País atravessa. A queda da inflação não é consequência da política econômica e monetária acertada, mas sim de uma profunda e prolongada depressão, a pior dos últimos 100 anos.

Diz o IBGE que no cálculo do IPCA, índice oficial de inflação, os itens bebidas e alimentos acumulam queda de 2,4%, a mais intensa desde a implantação do Plano Real em 1994. Ainda segundo IBGE, alguns alimentos básicos como feijão, arroz, farinha e açúcar custam até 40% menos. Infelizmente a queda da inflação não decorre da política econômica do governo Temer, mas decorrente da falta de demanda. O brasileiro está comendo menos!

A queda da inflação decorre da queda de consumo decorrente do contingente de desempregados e subempregados nunca dantes visto na história do País. São 40 milhões da força de trabalho que só consomem apenas o necessário e suficiente para a própria sobrevivência. Somados a isto, os 60 milhões de pessoas inadimplentes completa o quadro desolador da economia real.

O triste de tudo é que a inflação baixa é ocasionada pelo baixo consumo da população, não pela política econômica e monetária acertadas mas pelas razões estruturais. Estruturalmente, o Brasil emite títulos da dívida pública para poder pagar as despesas do governo. Em outras palavras, o governo não consegue gerar receitas suficientes para pagar as suas próprias contas. O governo, em consequência, não consegue nem honrar o pagamento de juros da dívida pública que ascende a R$ 4,8 trilhões. O governo Temer só faz rolagem da dívida pública. Até onde vai isto, não sabemos. Um dia, isto vai explodir no colo do povo!

Resumindo, a tão comemorada baixa da inflação é resultado do política econômica que não consegue resolver a situação de 40 milhões de desempregados e desalentados, muito menos da situação de 60 milhões de pessoas inadimplentes no comércio. Governo Temer mente! Ministro da Fazenda Henrique Meirelles mente! O povo otário, como sempre, acredita!

Inflação de 2,5%: Choro ou comemoro?

Ossami Sakamori

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

2018, mais um ano perdido!

Crédito da imagem: Comex

Ao contrário da previsão do ministro da Fazenda Henrique Meirelles de que o crescimento do Pais será acima de 2,5% para o próximo ano, não vejo nenhum motivo para tanta euforia. O recuo da taxa de juros Selic ao menor patamar dos últimos anos, 7% ao ano, não representa grande mudança no rumo da economia do País como todo. Receio que o ano de 2018, ao contrário da previsão do governo Temer, poderá ser mais um ano perdido! 

O primeiro sinal que motiva o meu pessimismo é o resultado do PIB do terceiro trimestre deste ano, divulgado pelo IBGE, que foi de 0,1%. O PIB do corrente ano deve terminar dentro da previsão do mercado de 0,7%, com alguns décimos para cima ou para baixo. O tão esperado resultado otimista da venda do Natal deve terminar em termos nominais ao redor de 5% ou seja 2% de crescimento em termos reais. O resultado pode causar enorme frustração, diante do tamanho otimismo "vendido" pela grande imprensa.  

Outro fator que poderá determinar o pífio crescimento no próximo ano será o recuo na produção da safra agrícola em relação ao deste ano. O setor agrícola prevê recuo de produção de soja em 6% e 2% para o milho para safra do ano que vem. Vamos lembrar que o crescimento do PIB deste ano deveu-se, sobretudo, ao crescimento substancial do PIB do setor agropecuário. O ano de 2018, não contará com a alavanca de crescimento deste ano.  

O calcanhar de aquiles para a demora da retomada de crescimento está no contingente de desempregados e subempregados que atingem cerca de 40 milhões de trabalhadores. Por mais que o governo anuncie o aumento de "empregos informais",  o que está havendo é migração de da classe de desempregados para classe de sub-empregados, conhecido como "biscateiros". A reversão deste quadro só será possível com o crescimento do setor produtivo criando novas vagas em suas fábricas, o que não estamos a ver nos últimos indicadores econômicos. 

O fato é que os investidores diretos estão postergando os investimentos em suas fábricas devido à não realização de reformas estruturantes prometido pelo governo Temer. Somado à falta de reformas, sobretudo a reforma profunda da previdência e a reforma tributária, o ano de 2018 será marcado pela realizações de eleições presidenciais. Os investidores diretos, não decidirão sobre os novos investimentos sem ter a certeza de ver a política econômica delineada pelo novo presidente da República. Por enquanto, os prováveis candidatos não estão apresentando "matriz econômica" sustentável ao longo dos próximos anos, o que preocupa os investidores institucionais.

O ano de 2018 será marcado pelo "marasmo". Não haverá crescimento substantivo no PIB como esperam o presidente Temer e seu ministro da Fazenda.

Ossami Sakamori



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Embrapa. Derrubando o mito da devastação

Alcance territorial da Legislação ambiental, indigenista e agrária

por Evaristo Eduardo de Miranda
Coordenador do GITE - EMBRAPA

Em 25 anos, o Governo federalizou quase 35% do território nacional destinando-o a unidades de conservação, terras indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos de reforma agrária. Sem planejamento estratégico adequado, esse conjunto de territórios resultou essencialmente da lógica e da pressão de diversos grupos sociais e políticos, nacionais e internacionais. Agora, o país está diante de um desafio de gestão territorial, gerador de conflitos cada vez mais agudos, conforme mostram os dados reunidos pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica – GITE da EMBRAPA (FIG. 1).

mapa_area.legal_1

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até outubro de 2013, 1098 unidades de conservação ocupavam 17% do Brasil. Aqui, na maioria dos casos, as unidades de conservação excluem a presença humana, enquanto na Europa, Ásia e Estados Unidos pode haver agricultura, aldeias e diversas atividades nos parques nacionais, sem evocar a ampla visitação turística (FIG. 2).

mapa_UC_3

Nas unidades de conservação, a legislação ambiental brasileira ainda define no seu entorno externo uma zona de amortecimento onde as atividades agrícolas (e outras) são limitadas por determinações da gestão da unidade de conservação (proibição de transgênicos, de pulverizar com aviação agrícola etc.). A largura dessa zona é variável. Estimativas por geoprocessamento avaliam o seu alcance territorial entre 10 a 80 milhões de hectares adicionais (1 a 9% do Brasil), dependendo da largura dessa faixa que pode variar entre as unidades de conservação e mesmo ao longo do perímetro de uma única unidade (FIG. 3).

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Segundo a FUNAI, 584 terras indígenas ocupam aproximadamente 14% do território nacional. Reunidas, essas duas categorias de áreas protegidas, eliminando-se as sobreposições, ocupam 247 milhões de hectares ou 29% do país (FIG. 4).

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Com quase 30% de áreas protegidas (unidades de conservação e terras indígenas), o Brasil é o campeão mundial da preservação (FIG. 5). Segundo a International Union for Conservation of Nature (IUCN), os 11 países com mais de dois milhões de quilômetros quadrados existentes no mundo (China, EUA, Rússia etc.) dedicam 9% em média de seus territórios às áreas protegidas (FIG. 6).

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A atribuição de terras pelo Governo Federal não acaba por aí. Sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) existem 9.128 assentamentos, de diversas naturezas e estágios de implantação (FIG. 7). Eles ocupam 88,1 milhões de hectares, ou seja, 10,2% do Brasil ou 14,4% do que resta quando descontado o território já atribuído às áreas protegidas. Essa área equivale a quase o dobro da cultivada atualmente em grãos no Brasil, responsável por cerca de 190 milhões de toneladas na última safra.

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Pelos dados do INCRA e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, as 268 áreas quilombolas decretadas ocupam cerca de 2,6 milhões de hectares (FIG. 7). No conjunto mais de 290 milhões de hectares, 34% do território nacional, estão atribuídos.
O mapa do Brasil com mais de 11.000 áreas atribuídas, essencialmente pelo Governo Federal, impressiona e permite visualizar a complexidade da situação atual (FIG. 8). Esse mapa ilustra o tamanho do desafio de governança territorial e fundiária. Cada uma dessas unidades pede um tipo de gestão, avaliação e monitoramento específicos e transparentes.

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O Governo Federal continuará atribuindo-se mais e mais extensões de terra que, na maioria dos casos, sairão do controle dos estados e municípios. Há Estados em que boa parte de seu território já foi “federalizada” por decretos federais de atribuição de áreas que estarão por muito tempo sob o controle de órgãos e instituições federais.
Além das áreas já atribuídas, existem milhares de solicitações adicionais para criar ou ampliar mais unidades de conservação, terras indígenas, assentamentos agrários e quilombolas. Cada vez mais, as novas áreas reivindicadas já estão ocupadas pela agricultura e até por núcleos urbanos. Esse quadro complexo de ocupação e uso territorial representa um enorme desafio de governança fundiária e envolve conflitos graves, processos judiciais, impactos sociais e implicações econômicas significativas.
Além das demandas adicionais desses grupos, minorias e movimentos sociais, todos com sua lógica e legitimidade, há ainda a necessidade de compatibilizar essa realidade territorial com crescimento das cidades, com a destinação de locais para geração de energia, para implantação, passagem e ampliação da logística, dos meios de transportes, dos sistemas de abastecimento, armazenagem e mineração.
O país campeão da preservação territorial exige que os agricultores assumam o ônus de preservar porções significativas no interior de seus imóveis rurais, como reserva legal ou áreas de preservação permanente, num crescendo que pode começar com 20% e chegar a 80% da área da propriedade na Amazônia. A repercussão do crescimento do preço da terra no custo dos alimentos é apenas um dos reflexos dessa situação.

Como disse Maurício Lopes, presidente da Embrapa, em artigo no Correio Brasiliense (8/6/2014), os pesquisadores brasileiros estão cientes de que somente sistemas de gestão territorial estratégicos poderão garantir a compreensão do potencial e dos limites da base de recursos naturais e dos processos de uso e ocupação das terras. E ajudar a superar esse grande e inédito desafio de inteligência territorial. Mas, só pesquisador não basta.


Ossami Sakamori

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Lula na cadeia!

Crédito da imagem: Folha

Ainda bem que acordei de bom humor hoje. Recebi comentário na rede social de que eu estaria apoiando o Lula para presidência da República. Xô! Longe de mim! Estou muito à frente dos que se dizem contra a candidatura do Lula à presidência da República.  Desde 15 de fevereiro de 2012, escrevi dezenas de matérias denúncias sobre as falcatruas do Lula. Só para lembrar, escrevi as matérias contra o Lula muito antes da Lava Jato e no auge da popularidade do PT, com 77% de aceitação. Os tempos foram bicudos para mim. 

Não escrevi uma linha sequer à favor do chefão da quadrilha que se instalou no Palácio do Planalto. Desafio qualquer um a acessar a "busca" através do espaço próprio deste blog para apontar uma linha à favor do Lula. Confesso que, no auge, do domínio da Dilma e PT, recebi ameças de pessoas ligadas ao partido do Lula. Nem por isso deixei de fazer oposição ao PT. Está fácil fazer oposição ao Lula, com PT fora do Planalto. Esta condição eu ajudei a criar.

Felizmente, o PT está morto! O Lula vai ser inelegível para eleições de 2018 com condenação em segunda instância do processo "triplex" da Lava Jato. Lula é leão morto! Não se chuta em animal morto. Tenho minha consciência tranquila de que ajudei, em muito, desalojar a quadrilha do PT do Palácio do Planalto, enquanto muitos estavam na zona de conforto, quietos. 

Ontem, fiz matéria sobre o candidato Bolsonaro, dizendo ele estar seguindo a mesma política econômica do atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles e em consequência a mesma do governo Temer. A minha opinião se baseou na matéria do Estadão sobre escolha do provável ministro da Fazenda do candidato Bolsonaro, que mostrava alinhado com o pensamento do ministro da Fazenda do governo Temer. A conclusão é cartesiana. 

Não sei se é pedir muito, mas ao criticar algum ponto do meu pensamento, gostaria que cada um, pelo menos, lesse a íntegra da matéria em questão e outras tantas anteriores, para poderem respaldar suas críticas, para que as mesmas não sejam injustas. 

Para quem ainda tem alguma dúvida da minha posição: Lula na cadeia!

Ossami Sakamori


domingo, 3 de dezembro de 2017

Jair Bolsonaro igual Michel Temer!


No Estadão deu que o economista Paulo Guedes que foi mentor do plano econômico do então pretenso candidato à presidência da República, agora, dá assessoria ao candidato Jair Bolsonaro. Pelos comentários postados, vê que um grande contingente de pessoas apoiam o seu nome como formulador da política econômica do eventual presidente da República Jair Bolsonaro. Se depender do Paulo Guedes, pouco muda sobre as metas do atual governo Temer.

Tal qual os formuladores da política econômica do governo Temer, Henrique Meirelles e companhia, o pensamento do Paulo Guedes, ainda segundo Estadão, é tão cartesiana quanto o primeiro. Disse Paulo Guedes:  "A Dilma foi um dos mais importantes fatores de destruição do tripé macroeconômico, baseado no câmbio livre e nas metas de inflação e fiscal. Ela participou do início, do meio e do fim do crime do desequilíbrio fiscal."  Vocês encontrarão uma alternativa para a matriz econômica do Meirelles/Paulo Guedes encontrarão no meu blog Brasil liberal já!

Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda do eventual governo Jair Bolsonaro, mais parece ventríloco do Henrique Meirelles. Aliás, a semelhança não para aí. Paulo Guedes é presidente do Conselho de Administração do Bozano Investimentos. Quem queria um banqueiro à frente do ministério da Fazenda está feito. Concluo, sem medo de errar, que Temer e Bolsonaro tem em comum a defesa do setor financeiro em detrimento ao setor produtivo. 

A mim não engana esses candidatos à presidência da República que se vestem de "direita", apenas com fim de angariar os votos necessários para chegar ao cargo máximo da República. Com Jair Bolsonaro o Brasil continuará pagando os juros reais as mais altas do mundo inibindo investimentos nos setores produtivos. Mercado financeiro está adorando! E os banqueiros estão rindo atoa! 

Tudo como dantes no quartel de abrantes!

Ossami Sakamori

sábado, 2 de dezembro de 2017

Com Temer, Brasil é um transatlântico sem rumo!

Crédito de imagem: Veja

Brasil está como um antigo transatlântico à deriva. Não há mais combustíveis para alcançar o destino almejado. Não há tripulação que obedeça ao capitão.  O capitão deseja que o navio chegue à terra de mil maravilhas prometida aos passageiros. Cada oficial subordinado quer o destino diverso daquele do capitão. Os motores da casa de máquinas estão parados à espera de combustíveis para fazer funcionar a "todo vapor".  Brasil está à deriva esperando um novo comandante que virá somente em janeiro de 2019.

Há promessa do capitão Temer de que o destino do País no ano que vem será diferente do momento vivido hoje. Alguns oficiais subordinados obedecem as ordens do capitão Temer, mas outros nem tanto. Há constante ameaça de rebelião entre os oficiais contra o capitão Temer. Outros preferem "cruzar os braços" esperando o ano de 2019.

O espaço de tempo, de hoje até janeiro de 2019, é muito largo para o transatlântico em permanente crise. Crise que iniciou em 2015 com a capitã Dilma. Há água e víveres somente o suficiente para atravessar o ano de 2018. Qual destino o transatlântico vai aportar ninguém sabe. Ninguém sabe quem vai ser o novo comandante. Ninguém sabe qual será o destino que o novo capitão vai dar ao velho transatlântico. 

Com Temer, o Brasil é um transatlântico sem rumo!

Ossami Sakamori



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Reforma da previdência do Rodrigo Maia

Crédito da imagem: Estadão

Segundo grande imprensa, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados disse ter certeza de que a base de apoio do governo Temer vai criar condições necessárias para aprovar a reforma da Previdência nas próximas semanas, antes do recesso parlamentar que inicia no dia 16 do próximo mês. Se houver aprovação da reforma da previdência pela Câmara dos Deputados ainda este ano, o mérito será do seu presidente Rodrigo Maia. 

A reforma já em tramitação na Câmara dos Deputados deverá ser "hiper desidratada" para conseguir apoio da maioria necessária dos deputaddos, 308 votos, para a aprovação da Emenda Parlamentar. Nem vou arriscar comentar o que vai conter a "proposta de consenso" dentre as principais lideranças da base de apoio. O recém "desembarcado" PSDB deverá apresentar as emendas que vai impor perdas substantivas de receitas para a União, mas que o governo Temer terá que "engolir" para aprovar a reforma. 

O mercado financeiro, ontem, reagiu mal ao distanciamento cada vez mais da possibilidade de aprovação da Emenda Constitucional da reforma da previdência. Bolsa operou em baixa e dólar em alta. A tendência só será revertida se aumentar a chance de aprovação da reforma da previdência, mesmo que seja "hiper desidratada" como espera Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. 

Ossami Sakamori

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Presidente Temer, até que ponto chegamos!

Crédito da imagem: Globo

Presidente Temer mandou cercar Palácio do Jaburu, residência oficial, com arame farpado. A grande imprensa noticia que o GSI achou vulnerável a residência oficial da presidência da República diante de crescente manifestações contra o seu governo e mandou comprar 1.900 metros de espiral de arame com objeto pontiagudo para proteger o presidente Temer e família.

Triste fim para o Michel Temer que propôs em outubro de 2015, antes do impeachment da Dilma, "uma ponte para o futuro". Desde sua posse, em razão do impeachment da Dilma em 12 de maio de 2016, Michel Temer tem vivido sucessivas crises políticas. As duas denúncias do STF, ambas pela prática de crimes comuns, votadas na Câmara dos Deputados acabaram com sua imagem. 

Nem vou estender o comentário sobre o episódio, pois a grande imprensa já o fez suficiente. Além de tudo, estou é com "saco cheio" do governo Temer que "se acha" transformador. A "ponte da esperança" prometido pelo presidente Michel Temer acabou virando em "pinguela de desesperança" para a grande massa da população. Os números não desmentem: 40 milhões de trabalhadores desempregados e desalentados e mais de 60 milhões de pessoas inadimplentes no comércio.

Presidente Temer, até que ponto chegamos, não é?

Ossami Sakamori







domingo, 26 de novembro de 2017

General Mourão, presidente da República

Crédito da imagem: El País

Ao contrário do que costumo, comentar matérias postadas na grande imprensa brasileira ou estrangeira, esta matéria é de inteira responsabilidade minha. Pode parecer contraditório, na leitura desatenta desta matéria, mas não é. Antonio Hamilton Martins Mourão, conhecido simplesmente como general Mourão poderá se candidatar ao cargo de presidente da República em 2018, como tantos outros candidatos apresentados neste blog ao longo do desse mês.

General Mourão mostrou em pronunciamento em palestra na loja maçônica disse que os militares poderiam "intervir militarmente" para combater o desmando e a corrupção que ocorrem no País. Essa tese, general Mourão descartou, mandando-me uma "fonte" desmentir a tal pretensão. Portanto, o general Mourão não será "interventor militar" como comentei na matéria do dia 19/11. Mas, vamos adiante no meu raciocínio.

Por outro lado, estou a assistir a candidatura do capitão Bolsonaro à presidência da República crescer em pesquisas de opinião. Se o povo quer militar na presidência da República através de eleições diretas em 2018, porque não o general Mourão ao invés de capitão Bolsonaro?

General Mourão, nascido em Porto Alegre em 1953, ocupa o posto de general de Exército, o cargo mais alto que um militar pode alcançar no Exército Brasileiro. O general Mourão ocupa atualmente o cargo de diretor de economia e finanças do Exército Brasileiro. Em 31 de março de 2018, por força da lei deve ser transferido para a reserva remunerada.  

É aqui é que está o ponto onde quero chegar. O general Mourão passará à condição de "civil" no último prazo de filiação partidária para se habilitar à algum cargo eletivo, inclusive ao de presidente da República, que se encerra no dia 6 de abril de 2018. O general Mourão já demostrou vontade de "consertar" o País. Está aí, a oportunidade de general Mourão demonstrar para que fez a declaração polêmica de "intervenção militar".  

Na condição de um militar reformado, o general Mourão poderá se candidatar ao cargo de presidente da República em 2018. Por que não? Quem sou eu para rechaçar a pretensão do general Mourão por vias democráticas.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



Michel Temer pretende reeleição!

Crédito da imagem: Estadão

A última novidade é que presidente Michel Temer sonha em sua reeleição ao cargo que ocupa neste momento. Isto mesmo!  Michel Temer sonha em apresentar-se como canditato à presidência da República nas eleições de 2018. Apesar de baixa popularidade, apenas 3% de aprovação de ótimo a bom, Temer aposta na recuperação da popularidade junto com a recuperação da economia em 2018. Os analistas econômicos apostam no crescimento do País entre 2,5% a 3,5% no próximo ano. Vai que cola!

Concordo com a análise feita pelo Estadão de hoje, Michel Temer pretende fazer uma ampla frente que incluiria o PSDB, DEM, PR, PRB, PP, PSD e o próprio PMDB. Segundo análise do Estadão, a frente seria para contrapor  e isolar o ex-presidente petista Lula da Silva, líder nas pesquisas.  Ainda segundo a análise feita pelo Estadão, a frente idealizada pelo presidente Temer ficaria com metade do tempo de televisão, do horário eleitoral gratuito, o que justificaria a viabilidade. 

Pretende Temer, com a frente ampla, sem alusão à Frente Ampla dos idos tempos, aprovar a reforma da previdência hiper desidratada e reforma tributária mínima, para ter credencial mínimo para "reeleição". Nem é preciso afirmar que não apoio a tese da reeleição do presidente Temer. 

  É meu direito discordar da pretensão do presidente Temer. 

Ossami Sakamori


sábado, 25 de novembro de 2017

Brasil precisa urgente do Sírio Libanês

Crédito de imagem: Estadão

Ontem, dia 24, o presidente Michel Temer foi submetido a uma angioplastia de três artérias coronárias, com implante de stent para melhorar o fluxo sanguíneo para coração. Segundo o médico do Hospital Sírio Libanês, o procedimento foi um sucesso e o presidente está bem. A cirurgia estava programada, mas acontece no meio de imbróglio político, após dois pedidos de afastamento do cargo de presidente da República para ser processado pelo STF. Tal qual presidente da República, o Brasil está muito doente.

Nota: A intervenção cirúrgica foi paga pelo contribuinte.

O País está precisando urgente de uma cirurgia de artérias coronárias para melhorar o fluxo sanguíneo do seu corpo. O País está quase parando. O fluxo de dinheiro que oxigena a economia brasileira está estagnada desde 2015. O Brasil experimenta neste momento, saindo da pior depressão dos últimos 100 anos. O País necessitando de "desobstrução" do fluxo de dinheiro para ativar a economia.

Na economia acontece coisa semelhante ao corpo humano. Não havendo fluxo constante de dinheiro para irrigar o mercado de consumo, não haverá crescimento econômico sustentável. Certamente, o aumento de fluxo de dinheiro não poderá ser via crédito bancário. O aumento de fluxo de dinheiro deverá ocorrer com o aumento do número de empregados e consequente aumento da massa salarial.

Enquanto o Brasil está doente, com suas coronárias entupidas, dificilmente, os investidores do setor produtivo vão investir em suas fábricas, criando assim novos empregos. Somente com criação de novos empregos, o País sairá deste marasmo, quase parando. 

Brasil precisa urgentemente de colocar o stent para melhorar o fluxo de dinheiro no mercado de consumo. A oportunidade de mudança deste quadro de marasmo parece vir somente com a eleição de um novo presidente da República, no ano que vem. 

Brasil precisa urgente do Sírio Libanês!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Amanhã será um dia diferente!


Curiosamente, no final de 1983, no dia 27 de novembro de 1983, ocorreu em frente ao Estadio do Pacaembu, na cidade de São Paulo, o movimento "Diretas já", a manifestação contou com apoio de diversos segmentos da classe econômica e política do País, incluído forças sindicais da época. A repressão contra o movimento pelo regime militar crescia comandada pelo então general presidente Figueiredo, que classificava o movimento como "subversivo". O crescimento do movimento coincidia com o agravamento da crise econômica, que o país atravessava.

No ano seguinte, precisamente no dia 25 de janeiro de 1984, mais de 1,5 milhão de pessoas se reuniram para declarar apoio ao movimento "Diretas Já". O ato foi liderado pelos políticos como Tancredo Neves, Franco Montoro, Mário Covas e Pedro Simon. A essa altura, o "regime militar" perdia prestígio junto à população e pelos militares de baixo escalão que estavam descontentes com os seus salários corroídos pela inflação.

Passado 34 anos dos primeiros eventos do "Diretas já!", curiosamente, uma grande massa de população pede a volta dos militares no poder, mediante frases de efeito como "intervenção militar constitucional". O quadro político, econômico e social do País é muito semelhante àquele vivido em 1983. Hoje, o Brasil convive com cerca de 40 milhões de desempregados e sub-empregados. Somado a isso, o Brasil convive com mais de 60 milhões de pessoas "negativadas" no comércio. Politicamente, o presidente Temer não foi diretamente eleito pela população. Nunca na história o povo brasileiro teve que "aturar" um presidente com 3% de aprovação entre ótimo e bom. 

Não creio que o "retrocesso" no quadro político seja a solução para a "grave" situação econômica que o País atravessa e nem tão pouco solução para "moralização" das instituições da República. Estamos na luta democrática para ver tornar a realidade: "Amanhã será um dia diferente!"

Os que pensam diferente poderão manifestar-se no quadro de comentários. Não há censura nos conteúdos. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Brasil está à beira da falência!

Crédito da imagem: Folha

Ontem, dia 21, o Banco Mundial entregou aos ministros Henrique Meirelles e Dyogo de Oliveira um relatório sobre os gastos públicos do Brasil, encomendado pelo então ministro da Fazenda Joaquim Levy. Como era de se esperar a conclusão não é nada boa. Diz o relatório que o Brasil gasta mais do que pode. Exatamente, é o que venho dizendo em sucessivas matérias desde 2012. Brasil está à beira da falência. 

Com licença dos articulistas econômicos e funcionários da Fazenda e do Planejamento, vou descer a linguagem aos níveis que costumo usar neste blog, para que qualquer chefe de família ou pessoa leiga possa entender a situação do Brasil comparando ao cotidiano de cada um. Com economia sem economês é o que vou tentar expor a situação que o Brasil atravessa. 

O relatório do Banco Mundial diz que o Brasil, englobando os três níveis de governo, federal, estaduais e municipal, "aumentou em muito" os gastos públicos. Entenda como gastos públicos, as despesas em saúde, educação, segurança pública, manutenção da máquina pública e "juros da dívida pública". O relatório, em outras palavras, diz que o Brasil não vence de pagar as contas.

O Brasil vive como aquele chefe de família que não consegue mais viver com as rendas das próprias atividades. Se antes o País vivia de cheque especial dos bancos de fomentos como FMI e Banco Mundial, hoje, Brasil vive de dinheiro dos agiotas nacionais e internacionais para complementar a seus gastos públicos. Segundo o Banco Mundial, a dívida do País alcançou 73% neste ano, sendo que há 5 anos estava em 51,5% do PIB ou sobre tudo que o Brasil produz no ano.

Sem meias palavras, os sucessivos governos, de Lula ao Temer, entregaram a gestão financeira aos agiotas nacionais e internacionais. O Brasil teve como presidente do Banco Central, o agiota Meirelles. O País teve como ministros da Fazenda um executivo do Banco Bradesco, o Joaquim Levy. O governo Temer entregou a gestão financeira do governo ao agiota Meirelles como ministro da Fazenda e ao executivo financeiro Goldfajn para dirigir o Banco Central. É mesma coisa que entregar a gestão financeira para os agiotas nacionais e internacionais. 

Meirelles quis e presidente Temer fez aprovar no Congresso Nacional, a Emenda Constitucional do "teto dos gastos". A Emenda Constitucional revogou a Lei da Responsabilidade Fiscal aprovada no ano 2000. Para leigo entender, a Emenda do "teto dos gastos" permite ao governo gastar o que não tem, desde que ao limite dos gastos de 2016, corrigido pela inflação. Como em 2016, a arrecadação já não cobria os gastos públicos, então, oficializou-se os gastar o "dinheiro que não tem". Obviamente, o "dinheiro que não tem" o governo vai buscar junto aos "agiotas nacionais e internacionais". 

Desde último ano do governo Dilma, em 2015, o governo não consegue pagar as contas. Desde então, o governo federal vive de dinheiro dos agiotas nacionais e internacionais. Para não dar impressão negativa, o governo Temer trata o "dinheiro que falta" de "déficit primário", que nada mais é do que um "rombo fiscal". 

O que os sucessivos governos escondem é o "verdadeiro dinheiro que falta" ou o "rombo fiscal". Ao total de "dinheiro que falta", incluindo os juros que o País não consegue pagar, dá-se o nome de "déficit nominal".  O Brasil vai "rolando" as dívidas que vão vencendo. O Brasil não consegue sequer pagar os juros da dívida bruta!  Isto explica o endividamento bruto de 73% de tudo que o País produz. O número é confirmado pelo Banco Mundial.

Antes que o Meirelles tente explicar a situação financeira do governo, com o argumento da existência de "Reserva cambial" robusta, já vou explicando sobre a tal "Reserva cambial". A "Reserva cambial" é como o "saldo médio" que os agiotas internacionais "exigem" para continuar financiando a dívida pública do governo brasileiro. Na "Reserva cambial" o Brasil recebe apenas 1,25% de juros ao ano. enquanto pagamos média 4,5% ao ano de juros reais. 

Foi assim que aconteceu com a Grécia. A Grécia vivia de "dinheiro emprestado" dos agiotas internacionais. Coincidência ou não, a Grécia sediou a Olimpíada sem ter o dinheiro para tal evento. A Grécia entrou em "default". Para vocês entenderem, o "default" é situação de inadimplência, para os ricos. Para os mais pobres, a esta mesma situação se define como  de "falência". Brasil está a beira de "falência". Foi o que diz o relatório do Banco Mundial. 

Dá para ser feliz, assim?

Ossami Sakamori





terça-feira, 21 de novembro de 2017

Por que "temer" o governo Temer?


"Pecar pelo silêncio, quando deveria se protestar, se transforma homens e covardes." Disse Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos da América, assassinado em 15 de abril de 1865, no exercício do cargo. Disse ainda que o povo não deve "temer" o seu governo e que o governo deve "temer" o seu povo. Por que o povo brasileiro teme o governo "Temer"?

O povo está com "saco cheio" do governo "Temer", no entanto, o povo age como se fosse "temer" o governo "Temer". Não há manifestações do povo contra o governo corrupto "Temer". O Michel "Temer" vendeu a ponte a esperança para o futuro. O povo está a "temer" a falsa ponte. A ponte está mais para a "pinguela".

Onde está o meu povo que esteve em diversas manifestações?  Ainda no dia 13 de março de 2016, com mais de 3 milhões de pessoas nas ruas das principais cidades do Brasil, o povo saiu para pedir "impeachment" da presidente Dilma. Isto foi há pouco mais de um ano e meio. O povo parece "temer" pela manifestações contra o presidente "Temer".  

O governo "Temer" parece ter comprado com o seu famoso "toma lá, dá cá", alguns dos integrantes dos três poderes da República. Há ministros comprados no Palácio do Planalto. Há ministros comprados no STF. Há deputados federais comprados na Câmara dos Deputados. Há senadores comprados no Senado Federal. Talvez por isso o povo deve "temer" o governo "Temer?"

A pergunta que eu faço é: Por que "temer" o governo "Temer"? Por que não saímos às ruas contra o governo "Temer"?

Ossami Sakamori


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Não haverá intervenção militar!


Alexis de Tocqueville

Nunca tive pretensão de angariar unanimidade em torno das minhas ideias e opiniões. Não sou político e nem tão pouco sociólogo. Não dependo de receita de publicidade para manter este blog. Procuro manter minha independência de opinião tanto quanto possível. Este blog está no "ar" há mais de 5 anos, sem se curvar às eventuais represálias dos que "mandam" no País. Não será desta vez que iria me melindrar com opiniões discordantes às minhas. O espaço destinado aos comentários continuam livres para quem dele quiser fazer uso. 

Em pleno século XXI, tem pessoas que defendem "intervenção militar" no País. Nem sei bem qual é o "formato" dessa intervenção desejada pela população. Ao contrário do que se apregoa, não há nenhum respaldo constitucional para "intervenção militar", a não ser por via de "força". Intervir no STF, no Poder Executivo e no Poder Legislativo, só mesmo em "estado de sítio", conquistado pelo poder de "força". Pedir "intervenção militar" é como pedir para jogar lama na democracia conquistadas às duras penas.

O certo é que o próprio general Mourão, que declarou numa reunião das lojas maçônicas à favor da "intervenção militar", esquiva-se ao assunto. Segundo informações que me fez chegar através de pessoa próxima dele, o general Mourão não vai aventurar-se numa "intervenção militar" como é o desejo de muitos daqui. Segundo a fonte, o general Mourão tem outros projetos em mente com relação à política. 

Aos que defendem o "regime de exceção", recomendo a leitura da obra, a mais consultada, sobre a "democracia". Trata-se do livro: Democracia na América. Livro 1. Leis e Costumes do autor francês Alexis de Tocqueville (1805-1859). O livro é uma coletânea de impressões que o magistrado francês Tocqueville teve dos Estados Unidos da América à época. Vamos lembrar que os Estados Unidos é detentor de uma democracia a mais duradoura do Ocidente. Os Estados Unidos seguem rigorosamente o calendário eleitoral, sem interrupções, desde o seu primeiro presidente George Washington, que tomou posse em 1789, há quase 230 anos! 

O concreto é que não faço parte de nenhuma casta política ou econômica do País, que "manipulam" a política e o destino do País, há décadas. A história recente do País nos mostra que houve algumas tentativas de golpe à "democracia". A tentativa de permanência no poder pelo presidente Getúlio Vargas culminou em suicídio. A tão enigmática renúncia do presidente Jânio Quadros, sugere a leitura de uma tentativa de "golpe" civil. Também, é notório o "golpe militar" de 1964, viabilizado com o apoio explícito do governo dos Estados Unidos. 

General Mourão, certamente, frustará à vontade da população. General Mourão não será "interventor militar". General Mourão será candidato a algum cargo eletivo em 2018, obedecendo rigorosamente os preceitos legais em vigor. Assim foi me dado o recado. E assim, estou a publicar esta matéria para desdizer o que foi dito na matéria anterior. E assim, felizmente, a "democracia" continuará a vigorar no Brasil. 

Não haverá intervenção militar!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori