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sábado, 18 de agosto de 2018

Acorda, Brasil !

Crédito de imagem: Globo

O IBGE aponta como o total de pessoas que nem trabalham e nem procuram vagas de trabalho o número mais do que impressionante, 65,6 milhões, o maior já registrado na série histórica.  Ainda segundo o próprio IBGE, 40,6% dos ocupados, ou cerca de 37 milhões, são trabalhadores informais ou estão próximos da informalidade. Estes últimos, são empregados sem carteira, doméstico sem carteira, conta própria sem CNPJ, empregador sem CNPJ e empregos doméstico auxiliar.  No entanto,  a "taxa oficial" de desempregado pelo o Pnad Contínua caiu para 12,4% ou 13 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado no dia 31 de julho , por meio de Pnad Contínua. 

Os números, à primeira vista, parece contrastante, mas não é.  A medição de índice de desemprego  aplicado no Pnad Contínua obedece critérios aceitos internacionalmente.  Para se ter ideia, pelo mesmo critério, o índice de desemprego nos Estados Unidos está abaixo de 4%, enquanto no Brasil está em 12,4%.  O índice de 4% é considerado pelo governo americano como o mínimo aceitável, independente de partidos, seja Republicanos ou Democratas.  No Brasil, sempre considerou como aceitável o índice de 6%, muito longe de ser alcançado. 

O próprio IBGE apresenta o número de 12 milhões de pessoas desalentados.  Os desalentados são pessoas que são considerados como força de trabalho mas não saem para procurar emprego.  Os motivos para que os  desalentados não procurem o emprego são as mais diversos.  Primeiro é a própria oferta de empregos; segundo é por falta de dinheiro para pagar passagem de ônibus para sair à procura de empregos.  O termo utilizado pela estatística, o "desalentado", traduz por si só o estado de espírito deste contingente de pessoas.

Outro número impressionante é o contingente de pessoas na informalidade ou próximo de informalidade.  São 37 milhões de pessoas que trabalham como biscateiros ou trabalhos menos que 44 horas semanais.  São pessoas que vivem de "biscate".  

Contrastando com os números desalentadores, o número de trabalhadores com carteira assinada em diversos segmentos: funcionários públicos, trabalhadores de empresas de pequeno porte, trabalhadores de agronegócios e trabalhadores das indústrias,  representam não mais que 34 milhões de trabalhadores.  Grosso modo, um trabalhador com carteira de trabalho assinado carrega nas costas outros 65,6 milhões em diversas situações. 

Diante do quadro exposto, é fácil diagnosticar o motivo pelo qual o número de inadimplentes no comércio é alto no Brasil.  Segundo Serasa Experians, 62 milhões e segundo SPC, 63 milhões de pessoas estão com o "nome sujo" no comércio.  Não temos mágicas a produzir.  Para diminuir o número de inadimplentes no comércio, somente criando novos empregos formais, com carteira assinada! 

Única saída para o Brasil é estabelecer uma política econômica consistente visando criar novos empregos formais, nas indústrias, nos agronegócios e nos setores de serviços.   A política econômica que me refiro não pode ser apenas um "ideário liberal" ou um "ideário conservador".  Só mesmo uma política econômica e política monetária forte e robusta para poder tirar o País do buraco que se meteu.  Nenhuma "bravata", de qualquer que seja o presidenciável, levará o País ao desenvolvimento sustentável.  O buraco está muito mais para baixo!  

Acorda, Brasil !

Ossami Sakamori

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Lula transforma a sede da Polícia Federal em seu comitê eleitoral



No último dia 14, quarta-feira, o PT deu entrada no TSE o registro da candidatura do partido para cargo de presidente da República e respectivo vice.  Para o presidente da República o ex-presidente Lula da Silva e para o vice o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. O Lula foi condenado em segunda instância pelo TRF4 no processo conhecido com caso Triplex. Assim sendo, o Lula está enquadrado na lei da "ficha limpa" e não tem direito de concorrer a nenhum cargo eletivo. Ponto final. 

O Partido do Trabalhador sabe que o TSE vai rejeitar o registro da candidatura do Lula, mas quer levar a candidatura até onde der. Conforme legislação em vigor, o último dia para acolhimento ou recusa de qualquer candidatura, inclusive do Lula, deverá ocorrer até o dia 17 de setembro.  O interregno de tempo é reservado para para preparar as urnas eletrônicas com os nomes e números respectivos dos candidatos para eleição de 6 de outubro próximo.  

A presidente do TSE, ministra Rosa Weber indicou, ontem à noite, o ministro Roberto Barroso como relator do registro da candidatura do Lula da Silva para dar pareceres sobre as impugnações a serem apreciados pelo pleno do TSE. Contando todos os prazos, no mais tardar, dia 29 deste mês, o ministro Barroso deverá apresentar o seu relatório para votação em plenário do TSE.  Em tese, caberá ao Lula os recursos no STJ e no STF, se houver a recusa do registro da sua candidatura no TSE.  Nem mesmo o PT acredita no registro definitivo da candidatura do  Lula para eleição presidencial de 2018.

Enquanto não vem a decisão definitiva sobre o registro da sua candidatura, Lula da Silva transformou a carceragem da Polícia Federal de Curitiba, onde está preso há mais de 4 meses, em "comitê eleitoral" da sua campanha à presidência da República.  O Estado brasileiro, novamente, se curva à vontade de um cidadão condenado que cumpre pena de prisão imposto pelo TRF4 em 12 anos e um mês, permitindo a este preso utilizar as instalações para atividades políticas partidárias.    

Por estas e outras atitudes que o Brasil é visto como uma republiqueta de quinta categoria pelos países do primeiro mundo.  O Brasil se apequena cada vez mais no cenário mundial e fixa a sua imagem como país do terceiro mundo. Fazer o que?  O Brasil se curva à vontade de um ladrão dos cofres públicos.  

A sede da Polícia Federal virou comitê eleitoral do Lula.

Ossami Sakamori

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O PIB mensal está voltando ao normal após a greve dos caminhoneiros



O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR), que busca captar os movimentos de curto prazo do PIB oficial (IBGE), teve alta mensal de 3,3% em junho após registrar queda de igual magnitude (-3,3%) em maio. 

Esta recuperação na margem, após a greve dos caminhoneiros, também foi observada nos principais dados de atividade no período, tais como:

a) a pesquisa mensal de serviços (+6,6% em junho), afetada principalmente pelos serviços de transportes;
b) a produção industrial (+13,1%), com destaque positivo para a produção de bens duráveis e;
c) o comércio varejista ampliado (+2,5%), influenciado pelas vendas de automóveis e da construção no mês.

Ou seja, todos os dados em alta frequência apontam para a normalização da atividade econômica em junho após o choque de oferta causado pela paralisação do transporte de cargas (em maio).

Ainda que os serviços e a indústria mostrem alguma acomodação em julho, avaliamos que estes segmentos continuarão em tendência de gradual recuperação ao longo dos próximos trimestres, alinhada com a perspectiva para o PIB como um todo. Isto porque os juros estão baixos, a inflação está ancorada e a massa de salários está em expansão. 

Nossa expectativa é de crescimento ao redor de 1,5% para o PIB do Brasil em 2018, sendo que o PIB do 2T18 deve ter variação levemente acima de zero.

Daniel Xavier, economista-chefe @DMI_group









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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Brasil poderá crescer 5% ao ano!

Crédito da imagem: Jornal da USP

Todos sabem da situação desesperadora que o País vive diante da pior depressão desde 1929.  Tudo iniciou em 2014 com o "rombo fiscal" escamoteado com "pedaladas fiscais" da Dilma. Nos anos seguintes, 2015 e 2016, teve "retrocesso" na economia em cerca de 7,5% no PIB.  No ano passado, a economia teve crescimento pífio de 1%, insuficiente nem ao menos para fazer frente ao crescimento vegetativo da população. O mercado financeiro espera para este ano desempenho bem abaixo do previsto pelo governo Temer, cerca de 1,5%.  Brasil, literalmente, está no chão!

Diante do fracasso da política econômica da Dilma e do Temer, o PIB brasileiro retrocederá 5% em número relativo ou um retrocesso de cerca de 8% a 9% em relação à média da média do avanço do mundo, no mesmo período.  O novo presidente da República que vai governar o Brasil no exercício, de janeiro de 2019 a dezembro de 2022, seja ele quem for ou de partido que seja, terá a incumbência de anular o "gap" que nos separou do mundo desenvolvido, nos últimos 4 anos. 

Os candidatos à presidência da República, os menos preparados, estão apresentando programas de governo muito simplista para poder fazer alguma análise.  Uns defendem a economia liberal sem ao menos indicar exatamente o do que se pretende.  Outros defendem a retomada do consumo, via "perdão" de dívida da população de baixa renda.  Pelo nível de propostas, muito simplista, muitos candidatos não tem noção do que seja uma política macroeconômica aplicável a um país em desenvolvimento. Penso que um presidente da República tem obrigação de saber, o mínimo do que seja uma política econômica que leve o País ao desenvolvimento sustentável. 

Os indicadores oficiais mostram que o índice de desemprego no Brasil é a mais alta dos últimos 15 anos, qual seja 12,6% ou 13 milhões de desempregados com carteira de trabalho.  O Brasil conviveu nos últimos anos, exceto esse período de depressão, índice de desemprego em torno de 6%. Para efeito de análise da política econômica, o desemprego em torno de 4% é considerado como de bom desempenho.  O número fica dramático se somar ao número de desempregados, o número de trabalhadores desalentados e sub-empregados. São 40 milhões de trabalhadores desempregados, desalentados e subempregados. O número é aterrorizante e desafiadora para qualquer formulador da política econômica. 

Para complicar ainda mais na formulação da nova política econômica, o governo Meirelles/Temer aprovou a Emenda Constitucional do "teto dos  gastos".  A Emenda do "teto dos gastos" engessou os gastos públicos, incluído investimentos diretos, no mesmo nível de gastos de 2016, corrigido apenas pela inflação do período subsequente, não importando o tamanho do "déficit primário".  A Emenda do "teto dos gastos" é comemorado por mercado financeiro e pelos analistas econômicos que se acham os "bons". O Brasil "engessou" a economia no pior patamar do Produto Interno Bruto, o de 2015, para os próximos 18 anos.  Este que escreve, foi crítico desde o primeiro momento sobre a Emenda Constitucional de "teto dos gastos" tal qual como foi aprovada.     

A saída deste marasmo que o Brasil se encontra, dentro dos piores indicadores econômicos, não será apenas por via da mudança da "tese macroeconômica" na direção à política econômica liberal, como muitos candidatos pretendem.  O buraco está mais para baixo!  O despreparo da maioria dos presidenciáveis em macroeconomia é impressionante. Lá vai, algumas dessas alternativas que poderá mudar o rumo do País. 

A Emenda do "teto dos gastos", embora tenha se tornado "dogma" do mercado financeiro é um óbice para o crescimento econômico do País nos níveis que necessita.   A primeira medida para o crescimento econômico robusto deverá ser a "revogação" da Emenda do "teto dos gastos".  A revogação da Emenda do "teto dos gastos" vai permitir que a União possa fazer investimentos em infraestrutura onde não tem atrativo para iniciativa privada. Querendo ou não querendo, a União responde por cerca de 33% do PIB e por isso mesmo o governo central não pode fugir da responsabilidade de ser o motor da economia do País, pelo menos na saída da crise.  No meu entendimento, os investimentos em infraestrutura não é gasto público supérfluo, mas necessário. 

A fórmula clássica para saída da "depressão", mesmo numa economia liberal, terá que ser via investimentos em infraestrutura para criação de novos empregos. Os investimentos em infraestrutura, pelo menos nos primeiros dois anos do próximo mandato, terá que ser "alavancado" pela União.  A somatória de investimentos em infraestrutura com recursos do PIS/PASEP, FGTS e outros fundos constitucionais é uma das saídas plausíveis, sem mexer no dinheiro do Tesouro Nacional. Importante, também, contar com os investimentos privados, via Parcerias Públicas.  O País precisa de investimentos em infraestrutura, para alcançar um crescimento de 5% do PIB ou equivalente a R$ 350 bilhões anuais.  Só será viável ao País fazer os investimentos deste porte, se somar os esforços de capital da União, dos fundos constitucionais, dos recursos de bancos de fomento e capital privado direto.  

O Brasil terá que quebrar o medo de fazer investimentos em infraestrutura com receio da volta da inflação.  Uma sólida e adequada política monetária do Banco Central baseado não somente em taxa básica de juros Selic, mas sobretudo através de depósitos compulsórios, manterá a inflação nos níveis civilizados, apesar do volumoso investimentos em infraestrutura.  Banco Central tem equipe econômica competente para segurar a inflação no patamar compatível com o nível de crescimento. 

Uma boa política monetária do Banco Central deverá prever também o realinhamento do dólar em patamares praticados por outros países emergentes.  A insistente política do Banco Central do governo Temer, em manter real valorizado ou o dólar baixo, deixa os produtos primários e industrializados brasileiros sem competitividade no mercado mundial. O Brasil responde por pífios 2,5% do total do comércio mundial, apesar de enorme potencial de crescimento do setor agrícola e setor industrial.  O País não foi feito apenas para atender à classe emergente. Permitir com o dólar baixo ou o real desvalorizado a "sensação do poder de compra" só serve para criar empregos fora do País.  Está na hora do Brasil fazer opção crescimento sustentável com o realismo cambial em contraposição ao domínio de produtos estrangeiros nas prateleira dos supermercados. Isto é coisa de país "emergente". 

Com as medidas propostas aqui, o Brasil crescerá 5% ao ano, sustentavelmente.  Com o crescimento de 5% ao ano, em 4 anos, o País vai zerar o "déficit primário", mas também produzir um "superávit nominal" para "estancar" o preocupante crescimento da dívida pública.  O regime político de "mão de ferro" parece não ser a solução adequada para um país emergente como o Brasil, basta ver o exemplo da Turquia, próximo de "default".  O País precisa de presidente competente na economia e na administração pública e que apenas governo para todos brasileiros. 

Sem os "gatilhos" na economia propostos nesta matéria, o Brasil continuará patinando, se servindo aos países desenvolvidos e continuará apresentando os pífios indicadores econômicos, muito abaixo do enorme potencial de desenvolvimento que o País possui.   Se o povo brasileiro, bobear e eleger um presidente sem o mínimo de conhecimento da macroeconomia, o Brasil continuará sendo um país "medíocre" e "indigno" de todos nós. 

O Brasil poderá crescer 5% ao ano, só depende da sua escolha do novo presidente da República! 

Ossami Sakamori

domingo, 12 de agosto de 2018

Cada deputado federal custa R$ 2,16 milhões anuais

Crédito de imagem: Estado de Minas

Feliz dia dos pais, presentes e ausentes!

Vou tratar hoje uma matéria indigesta para todos nós, o custo de cada deputado federal no bolso de cada contribuinte brasileiro.  O Estado de Minas traz matéria interessante sobre o tema com os detalhamentos para os que quiserem se aprofundar sobre o tema.  

Segundo Estado de Minas, os 513 deputados federais, incluindo salários e principais verbas a que têm direito, cada parlamentar pode receber sozinho até R$ 83.628,53 por mês. Somado à verba para custear os funcionários de seu gabinete, o deputado pode custar mensalmente até R$ 180.744,66 aos cofre públicos. O valor significa que cada deputado federal poderá custar aos contribuintes o valor que pode chegar a R$ 2.168.935,92 anualmente ou R$ 8.675.740,00 durante o mandato de 4 anos. 

O auxílio moradia para cada deputado federal, quando este não usa o imóvel funcional, é de R$ 4.253,00. No site da Câmara dos Deputados, ao contrário do que afirma o deputado Jair Bolsonaro, é "vedado" ao parlamentar receber auxílio moradia sob qualquer título quando ocupa o seu próprio imóvel ou de empresa de sua propriedade. O deputado tem faltado com a verdade, infelizmente. 

O custo anual de cada deputado federal poderá ser de R$ 2,16 milhões anuais!

Ossami Sakamori


sábado, 11 de agosto de 2018

Eu desafio os presidenciáveis!

Crédito de imagem: UOL

Custa-me a entender o porquê do Brasil está numa situação de estagnação da economia há no mínimo 4 anos. Os indicadores econômicos são desanimadores: 13 milhões de desempregados com carteira de trabalho, "sem ser assinado". Somado o número de desempregados ao número de desalentados e sub-empregados o número ascende a mais de 40 milhões. Isto, sem contar com 13 milhões de chefes de famílias que já vive de Bolsa Família. O número de empregados com a carteira assinada gira ao redor de 34 milhões de trabalhadores, muito aquém dos sem trabalho digno.  A situação do País, não só é caótica, mas explosiva, socialmente. 

Diante do quadro descrito, aparecem os "salvadores da pátria" na eleição presidencial.  Com poucas exceções, são pessoas "despreparadas" para o cargo de Presidência da República. Brasil é rico em natureza, com cerca de 270 milhões de hectares de terras propícios para agricultura e pecuária. O Brasil "poderia" ser o maior produtor de grãos e proteína animal do mundo. Mas, não é.  Diversos óbices, entre os quais a interferência indevida do governo e a falta de investimentos na logística inibe o investimento na área de agronegócios. 

O Brasil não consegue sair da posição de fornecedor de produtos primários como grãos e minérios. O País encolheu no setor industrial, no período do governo do PT, de 26% de participação no PIB para menos de 12%. Brasil não criou vagas no setor industrial. Pelo contrário, o setor industrial é considerado como responsável pelo número de desempregados e subempregados, a mais alta dos últimos 100 anos. Isto é uma verdadeira "aberração" para um País com tanto potencial de criar novos empregos.

No meio da maior crise econômica dos últimos 100 anos, aparecem os "salvadores da pátria" com "soluções simplistas", como implantação de uma economia liberal, sem mesmo saber bem o que isto realmente significa a tal teoria econômica. A situação é propícia para os "repentinos" salvadores da pátria, com viés nitidamente pró intervenção, o que é um contraste.  O quadro é tão semelhante quanto a de um outro país emergente, a Turquia. O povo parece não ter aprendido com as experiências passadas. 

Fala-se muito em privatização da Petrobras, sem ter noção do que estão falando.  Se o viés é economia liberal, não seria a privatização da Petrobras que irá resolver o problema de abastecimento de combustíveis no mercado nacional.  Se a teoria econômica é liberal, o correto seria a "quebra do monopólio" do petróleo pela estatal brasileira.  Quero ver se os combustíveis não vão baixar de preço nos níveis internacionais se outros gigantes do petróleo estiverem atuando no País competindo em igualdade de condições com a Petrobras. Ganharia o País com a baixa do custo de insumo e ganharia o povo brasileiro com os combustíveis na bomba com o preço bem menor. 

Não será armando os fazendeiros até os dentes que vai diminuir a insegurança no campo. A atual legislação já prevê o "posse" de arma pelos fazendeiros. O buraco está mais para baixo!  O crescente aumento da criminalidade no campo e na cidade, grande parte é devido ao grande contingente de população trabalhadora que está sendo despejado pelas indústrias, sobretudo. Penso que o povo brasileiro é "raçudo", ainda assim, com muita coragem e paciência para enfrentar esse quadro desolador. 

Receio que o eleitor brasileiro, no "desespero", eleja mais uma vez um "salvador da pátria", bom de fala, mas nenhuma experiência administrativa e gerencial de uma máquina pública pesada e ineficiente.  A maioria destes "salvadores da pátria" não aguenta meia hora de sabatina feita por mim, na área econômica.  Liberal por liberal, sou muito mais do que os novos "presidentes liberais".  Aceito desafio!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A inflação está voltando ao normal...


A inflação medida pelo IPCA desacelerou para 0,33% em julho, vindo de 1,26% em junho e superando o consenso de mercado (0,27%).

As variações dos principais grupos componentes do indicador arrefeceram no mês, com destaque para habitação, alimentação e transportes. Isto porque as cotações dos combustíveis (gasolina e álcool) tiveram queda após o fim da greve, assim como os preços de diversos alimentos in natura (cebola, batata, tomate) e carnes. Já no grupo Habitação, destaque para a menor inflação de energia elétrica residencial devido ao menor impacto da bandeira vermelha 2 (acionada em junho).

Com este resultado de julho, o IPCA acumula altas de 2,9% no ano e de 4,5% em doze meses (ritmo alinhado à meta inflacionária de 2018; 4,5%). Mais importante, as medidas de núcleo de inflação, que excluem os itens voláteis, prosseguem em patamar baixo. Tanto os serviços subjacentes como os demais indicadores de core inflation vieram em torno de 3,0% ao ano nesta medição de julho e isto corrobora o quadro confortável traçado pelo Banco Central em sua última ata. Projetamos 4,2% e 4,0% para o IPCA de 2018 e 2019 e este quadro é compatível com a manutenção da Selic em 6,50% nos próximos trimestres.








segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O buraco do Brasil está mais para baixo!

Crédito de imagem: Mundoyes.com

Brasil possui 38 milhões de "analfabetos funcionais", entre população na faixa etária de 15 a 64 anos.  São pessoas que tem dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números em situações cotidianas, como fazer contas de uma compra na feira ou identificar as informações de qualquer cartaz ou avisos expostos nas ruas. Nas feiras livres, as indicações de preços não tem os décimos, porque este grande contingente de pessoas não seria capaz de fazer a conta mais primárias de "décimos".  Isto é a realidade brasileira que os sucessivos governos, independente de ideologias, tem deixado para o segundo plano.  Vamos levar o Brasil a sério, vamos?

Na matéria sobre o tema do Estadão, mostra que a taxa de analfabetismo absoluto calculado pelo IBGE, mostra estagnação, na faixa entre 15 e 64 anos na última década. Analfabeto absoluto é a pessoa que não consegue nem ler e escrever. O número tem mantido certa constância em 7% ou cerca de 12 milhões de pessoas.  Os outros 21%, 24 milhões, a diferença para o total de analfabetos funcionais, estão no nível considerado "rudimentar", como não saber nem ao menos localizar informações em calendários.

Está aí, um dos problemas gravíssimos que explica o atraso no desenvolvimento do Brasil em relação a outros países que compõe a OCDE. Caberia aos presidenciáveis, ao invés de discutir se houve o Regime militar de 1964 ou não, debruçar seriamente em temas os mais caros do País. 

O buraco do Brasil está mais para baixo!

Ossami Sakamori

domingo, 5 de agosto de 2018

O tempo de televisão de cada candidato à Presidência.



O tempo para propaganda eleitoral será definido pelo Tribunal Superior Eleitoral após o registro de todas as chapas, previsto para o dia 15 deste mês.  A propaganda eleitoral via televisão inicia no dia 31 de agosto e termina no dia 4 de outubro.  Às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, os candidatos a presidente terão direito a dois blocos fixos de 12 minutos e 30 segundos cada um, à tarde e à noite.

A confirmar as candidaturas expostas, o maior tempo de televisão deverá caber ao candidato Geraldo Alckmin com cerca de 44% de todo o espaço de propaganda, correspondente a cerca de 5 minutos e 32 segundos cada bloco.  O candidato do PT, com Lula ou outro nome, e MDB com Meirelles, devem ter respectivamente 17% e 15% do horário gratuito.  O candidato Jair Bolsonaro deverá ter cerca de 7 segundos em cada bloco.  As regras do rateio da utilização do tempo de televisão foi estabelecido no dia 6 de outubro de 2017, através de legislação, específica definida pelo Congresso Nacional. 

O que os marqueteiros de cada candidato consideram como sendo o "filé mignon", está no formato de "spots" ao longo da programação de cada emissora no horário de 5 h de manhã à meia noite.  Os "spots" serão veiculados, diariamente, no período de 31 de agosto a 4 de outubro.  Segundo estimativa, o candidato Geraldo Alckmin deverá ter 12 inserções de 30 segundos a cada dia em cada emissora de televisão.  O candidato do PT e do PMDB deverá ter 4 inserções a cada dia, segundo estimativa.  Os candidatos nanicos, em tempo de televisão, deverá ter uma inserção em cada alguns dias, proporcionais ao tempo que tem direito. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

sábado, 4 de agosto de 2018

Brasil é de todos nós, inclusive dos olhos puxados!

Crédito de imagem: Estadão

Apesar de adiantado da hora, assisti ontem programa entrevista do presidenciável Jair Bolsonaro, no canal da TV paga Globo News.  Com franqueza, digo que estive  sem paciência para ouvir as propostas dos presidenciáveis.  Na quinta-feira, assisti parte da entrevista do presidenciável Geraldo Alckmin, também. Considero que os dois tem chance de chegar no segundo turno da eleição presidencial deste ano, por isso o meu sacrifício. 

Não vou entrar no mérito das propostas de cada um deles. Certamente, não será minha opinião é que vai mudar a tendência do eleitorado brasileiro.  Graças a democracia reconquistada à duras penas há pouco mais de 30 anos, as forças políticas de esquerda à direita poderão apresentar suas propostas e colocar os nomes para à escolha dos leitores, sejam eles de ideologia esquerda ou direita, pertencentes ou não de determinados "currais eleitorais".  

Todo o processo eleitoral, embora desgastante para os candidatos e para os próprios eleitores, faz parte do Estado democrático de direito, a democracia.  

Ontem, fiquei pasmo e indignado com o tratamento que o candidato Jair Bolsonaro deu ao povo chinês, da China comunista. Assim como aceitei o elogio rasgado ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump, apesar de divergência que tenho sobre a política protecionista do presidente americano.  Afinal, o problema e solução da política econômica e ambientalista do Trump diz respeito apenas ao eleitor e ao povo americano. 

Reprovo a maneira como o candiato se referiu ao povo chinês e à República Popular da China.  O candidato Jair Bolsonaro parece ignorar que a China comunista é, no momento, maior parceiro comercial do Brasil, mais do que os próprios Estados Unidos.  A China comunista comandado pelo Xi Jinping é comprador, disparado, dos commodities brasileiros.  Sem a parceria comercial importante como a da China, o Brasil não teria desenvolvido tanto na exploração de minérios e nos agronegócios.  Os chineses, "olhos puxados, tem contribuído com criação de novos empregos no Brasil.  No momento, os chineses, "olhos puxados" são os melhores parceiro do País.  

O candidato Jair Bolsonaro, disse textualmente que não agrada a relação comercial com os "olhos puxados" da China comunista.  Desde minha infância ouço anedotas sobre os "olhos puxados", dos descendentes de orientais, que também faço parte.  Após mais de 100 anos da imigração japonesa no Brasil e uma relação comercial próspero com o povo chinês, seja ele comunista ou não, o Brasil mais ganhou que perdeu.  A maneira jocosa que o presidenciável Bolsorano se os referiu é de no mínimo "intolerante" em relação aos orientais em geral que contribuem com o desenvolvimento do País. 

Os descendentes de orientais são, de maneira geral, conformados em aceitar, sem contestar, um certo desprezo por uma determinada classe social ou etnias. O candidato Jair Bolsonaro foi muito infeliz nas afirmações. O patente de capitão de Exército, não tem poder acima do cidadão comum.  As bravatas comigo não pega!  E, estou saindo em defesa de todos "olhos puxados" do Brasil, achincalhados pelas determinadas "castas" que se acham superiores. 

Brasil é de todos nós, inclusive dos "olhos puxados". 

Ossami Sakamori



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Alcance do BacenJud 2.0 aumenta com bloqueio de investimentos



Comitê Gestor do Sistema BacenJud se reuniu nesta quarta-feira (1º/8) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tratar de aperfeiçoamentos no sistema de penhora on line considerando as novas funcionalidades de bloqueio de valores em contas de investimento. Também foram acertados detalhes para a realização do Seminário BacenJud 2.0 no fim de setembro em Brasília. 

O BacenJud é um sistema eletrônico de bloqueio de valores para o pagamento de dívidas sentenciadas pela justiça, sendo a maioria de débitos trabalhistas. No ano passado, a penhora on line recuperou R$ 18,3 bilhões para o pagamento de dívidas judiciais e neste ano até março o resgate de recursos havia sido de R$ 3,997 bilhões. 

Até o início deste ano, o BacenJud rastreava tradicionalmente valores de devedores mantidos em contas correntes e contas poupanças em instituições financeiras tradicionais como bancos ou cooperativas de crédito. 

A partir de abril, o sistema passou a bloquear também recursos de devedores em contas de investimento de renda fixa e de renda variável, em um importante avanço na capacidade do sistema em identificar e recuperar dinheiro para o pagamento de dívidas sentenciadas. 

Efetividade do sistema 


Na reunião, membros do CNJ e do Banco Central trataram de procedimentos para ampliar a efetividade dos bloqueios com representantes de bancos, corretoras, distribuidoras de valores e entidades representativas do sistema financeiro. Do total de ordens emitidas pelos juízes para o bloqueio de recursos, apenas entre 5% e 6% resultam em efetivo resgate de dinheiro para os credores. 

O coordenador do Comitê Gestor do BacenJud, conselheiro do CNJ Luciano Frota, lembrou que tornar a penhora on line um sistema “mais azeitado” entre os agentes envolvidos é atuar pelo aperfeiçoamento do sistema. “O BacenJud tem novas funcionalidades e precisamos divulgar isso de forma ampla para aumentar a efetividade do sistema. Os juízes estão acostumados a pedir a penhora de dinheiro em contas de bancos e agora passam a lidar com novas e importantes formas de rastreamento e bloqueio de valores”, disse. 

Entre as medidas avaliadas, representantes do CNJ, Banco Central e instituições financeiras discutiram como usar a tecnologia do Sistema BacenJud para reduzir o número de ofícios e fazer com que as ordens de bloqueios sejam feitas, em sua maioria, por meio virtual. 

As novas funcionalidades abarcam a possibilidade de bloqueio de recursos dos devedores em aplicações de renda fixa – em títulos do Tesouro Nacional, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), debêntures e fundos de renda fixa – e de renda variável como ações, derivativos, entre outros. 

A penhora on line de valores em contas de investimento abre uma nova perspectiva de recuperação de recursos para o pagamento das dívidas sentenciadas e coloca para os magistrados uma alternativa de bloqueio de uma classe de ativos com características distintas em comparação a dinheiro em espécie mantido em contas de bancos. 


 Fonte: Newsletter do:
Jose Roberto Samogim Junior
OAB/SP nº 236.839

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

COPOM mantém a taxa Selic em 6,50%

Crédito da imagem: Agência Brasil

Confirmando as expectativas, o COPOM manteve a taxa Selic inalterada em 6,50% ao ano pela terceira reunião consecutiva. Em seu comunicado, o comitê ressaltou que os recentes choques de oferta sobre a inflação (depreciação do Real e greve dos caminhoneiros) estão se revelando temporários, assim como seus reflexos sobre o nível de atividade. Ainda assim, a autoridade segue monitorando os efeitos secundários destes eventos, que tendem a ser pouco expressivos em nossa avaliação.

O cenário para a economia doméstica, segundo o BC, é de recuperação mais gradual do que o antecipado e o ambiente de tensão externa, por sua vez, exibiu certa acomodação na margem.

Quanto aos indicadores de inflação, os membros do COPOM ressaltaram que o patamar dos núcleos continua baixo, as expectativas estão ancoradas e o balanço de riscos se mostra equilibrado. As projeções oficiais para o IPCA são de 4,2% (2018) e 4,1% (2019) supondo Selic e taxa de câmbio
constantes em 6,50% e R$3,75/US$, nesta ordem.

Reiteramos nossa avaliação de que a conjuntura se mostra favorável à estabilidade da taxa Selic em 6,50% ao longo dos próximos trimestres.








Daniel Xavier, economista-chefe do @DMI_Group 
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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Desemprego em Junho


No Brasil, o desemprego continua alto e isto deve beneficiar o quadro inflacionário. O Brasil, o desemprego continua alto como reflexo da ociosidade econômica e isto deve beneficiar o quadro inflacionário. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho cedeu para 12,4%. Este resultado veio abaixo da expectativa de mercado (12,6%) e também do apurado em junho de 2017 (13,0%). Na comparação com maio último, após ajuste sazonal, o indicador ficou praticamente estável e em patamar elevado (12,3%).

Frente ao mesmo mês do ano passado, o contingente de desocupados recuou em 3,9% para 13 milhões de pessoas e o de ocupados (91 milhões) teve alta de 1,1%. Os empregos gerados no setor privado, ainda assim, têm sido marcados por alto grau de informalidade. O contingente sem carteira assinada (11 milhões) teve alta anual de 3,5% em junho e o de trabalhadores por conta própria (23 milhões) cresceu em 2,5%. Por outro lado, o número de trabalhadores com carteira (33 milhões) teve queda de 1,5%.

Por fim, o número de trabalhadores fora da força de trabalho seguiu em expansão (+1,9%) totalizando 66 milhões de pessoas. Este movimento pode ser explicado pelo desalento em função da perspectiva pouco favorável para a empregabilidade no país.

Quanto ao rendimento médio, este foi de R$ 2.198 em junho (+1,1%). Isto colaborou, juntamente com a maior ocupação, para manter a massa de salários em modesta expansão no mês, para R$ 196 bilhões.

Em suma, o mercado de trabalho continua debilitado em função da frágil retomada econômica. Com isso, julgamos que o quadro inflacionário (serviços e núcleos) continuará benigno e a política monetária, estimulativa.


Daniel Xavier

Daniel Xavier, economista-chefe do @DMI_Group  

terça-feira, 31 de julho de 2018

Porque não voto no Jair Bolsonaro!

Crédito da imagem: Infomoney

Respeito opinião que cada um tem sobre o presidenciável Jair Bolsonaro. No entanto, eu tenho a minha, bem divergente da maioria e me manifesto aqui para continuar sendo transparente com os meus leitores sobre a minha posição política e econômica, sobretudo no momento que discute o destino do País. 

Não me intimido de estar em posição contrária à tendência majoritária.  Para quem nasceu pobre, filho de imigrantes, que se fez na vida através de duras lutas para chegar onde chegou, estar em desfavor da histeria em favor da candidatura do Jair Bolsonaro, é uma tarefa simples e fácil. Jair Bolsonaro é como um outro fenômeno dos dias atuais, a "Anita do bumbum", produto das mídias sociais e sem nenhum conteúdo pragmático.  Receio que o Jair Bolsonaro esteja lançando mais uma ponte de desesperança, tal qual fez o atual presidente Temer. 

Sem dúvida, Jair Bolsonaro é um novo "pop star" do povo brasileiro.  Assim como foi outro "pop star", o Lula da Silva, o primeiro presidente operário. Deu no que deu! O Lula "pop star" está na prisão na carceragem da Polícia Federal de Curitiba.  O cidadão Lula da Silva foi motivo de duras críticas neste mesmo espaço, quando a popularidade da Dilma e o PT, ambos de sua criação, estavam com 77% de aprovação da população.  Foi em fevereiro de 2012 que inaugurei este blog para combater o  PT e seus asseclas, muito antes do Lava Jato. Eu sei que será mais uma dura peregrinação para convencer os "inebriados" a mudar de posição.  Isto, já estou acostumado!

O cidadão Jair Bolsonaro já está no "sétimo" mandado como deputado federal sem que tenha se notabilizado com algum projeto de sua autoria.  O deputado Jair Bolsonaro ficou conhecido com as brigas com os seus colegas da Câmara, sempre utilizando palavras de baixo calão, nada digno para um cidadão de bem, muito mais para um capitão reformado e deputado federal.  Nos seus 28 anos, quase três décadas, em nada notabilizou por alguma iniciativa sua.  Mesmo as benesses da Câmara dos Deputados, como verbas indenizatórias, o vício que combate hoje, sempre foram utilizados sem nenhum pudor pelo próprio Bolsonaro, ao contrário do que se apregoa.  O deputado Jair Bolsonaro recebe ajuda de moradia, segundo a grande imprensa, mesmo tendo o imóvel próprio. Nada disso é ilegal, mas é imoral, como ele próprio condena nos seus inflamados discursos para os "tietes" mobilizados pelas redes sociais.

O deputado Jair Bolsonaro é exemplo vivo da composição do Parlamento brasileiro, que ele participa há 28 anos e que, repentinamente, ele finge não fazer parte dela.  Deputado Jair Bolsonaro é da "bancada da bala" como é conhecido a bancada constituída pelos deputados que tem suporte nas Polícias Militares, sobretudo.  Nada contra a Polícia Militar e nem contra a "bancada da bala" do Congresso Nacional.  A "bancada da bala" em nada se assemelha às Forças Armadas como quer induzir o povo a pensar.  As Forças Armadas estão à margem do processo eleitoral, após o o processo de redemocratização, seguem rigorosamente a Constituição da República. Bravos os comandantes das Forças Armadas que fazem questão de estar à margem do processo eleitoral!

O deputado Jair Bolsonaro se diz à favor da democracia, mas ao mesmo tempo, faz elogio rasgado ao coronel Ustra, ex-chefe do DOI do II Exército, um dos órgãos de repressão política do Regime Militar de 1964. Para quem tem memória curta ou para quem não viveu à época, sob o comando do coronel Ustra que ocorreu a estranha e não explicada morte do jornalista Wladmir Herzog na carceragem do DOI-CODI do II Exército.  Não faço parte dos "Direitos Humanos" e nem da esquerda brasileira.  Sou apenas mais um brasileiro, cansado de ver o povo sendo manipulado pelas ideologias, de esquerda à direita.  Eu apenas quero ver de volta o meu Brasil, de todos brasileiros, fora das disputas pseudo ideológicas, que não trazem nenhum benefício à população.  

Um fato que me preocupa, muito mais do que a origem e formação do deputado Jair Bolsonaro, é o isolamento dele no plano político.  O Brasil vive sob égide do regime Presidencialista de coalizão.  Toda mudança de leis ou reformas constitucionais devem passar, obrigatoriamente, pelo crivo e aprovação do Congresso Nacional.  Mesmo as Medidas Provisórias de iniciativa do Executivo terão que ter aprovação do Congresso Nacional. Isto é fato! Sem Congresso Nacional, o presidente da República não governa.  O Getúlio Vargas suicidou-se por falta de apoio parlamentar.  O Jânio Quadros renunciou por falta de apoio parlamentar.  Não quero ver o meu presidente da República amargando derrotas no Congresso Nacional. 



Jair Bolsonaro "cospe" no prato que comeu durante 28 anos. O candidato à presidência promete mudanças, que ele como deputado sempre usufruiu dos "benesses" que hoje ele combate.  Politicamente, Jair Bolsonaro votou sempre junto com o PT. Basta consultar os anais da Câmara dos Deputados para aferir o seu desempenho.  Esqueçam o Jair Bolsonaro de antes.  O Jair Bolsonaro que ele se apresenta é exatamente oposto ao que ele foi durante 28 anos.   Agora, o novo Jair Bolsonaro, se diz fiel seguidor do formulador da política econômica "liberal" do economista e banqueiro Paulo Guedes.  E promete mudar a feição do País, tal qual um "salvador da pátria".  Política tem dessas coisas! 

Por razões expostas, Jair Bolsonaro não leva o meu voto!

Ossami Sakamori

sábado, 28 de julho de 2018

Pagamos pelo legado do PT!

Crédito da imagem: El País

A grande imprensa traz resultado da pesquisa sobre popularidade do governo Temer, que alcançou índice nunca dantes vistos para um presidente da República. Cerca de 83% das pessoas consideram o governo Temer entre péssimo e ruim. Em qualquer regime democrático, presidencialista ou parlamentarista, o mandatário já teria caído.  Acontece que o Congresso Nacional brasileiro, representante do povo, é mais que "bundão".  A única certeza que temos que a "ponte da esperança" do Temer virou numa "pinguela de desesperança".

No entanto, colocar toda culpa do fracasso do País na área econômica no governo Temer estaria cometendo injustiça.  Os sucessivos governos do PT, literalmente, afundou o País.  Desde 2015, o Brasil regrediu em termos absolutos cerca de 6% no PIB.  Se considerarmos PIB per capita o País teria regredido em cerca de 10%.  Ainda, em relação a média mundial desde 2015, o Brasil conseguiu a defasagem em cerca de 20%.  Isto mesmo! Nos últimos 3 anos e seis meses, o Brasil regrediu 20% em relação ao restante do mundo!

O tão comemorado expansão da economia dos 13 anos dos governos do PT não foi por acaso.  A política econômica implementado pelo então presidente do Banco Central Henrique Meirelles foi de expansão irresponsável da economia, baseada apenas e tão somente no consumo da massa da população. O povo foi estimulado ao consumo com política de "crédito consignado" e de "crédito fácil", acrescido com a baixa do dólar ou a valorização do real.  E deu no que deu. Criou-se, com os artifícios, a sensação do "poder de compra" para a "classe emergente", que hoje amarga o resultado da política econômica do PT. 

Qualquer bolha não aguenta muito tempo.  Refiro-me à bolha do consumo. Hoje, mais de 62 milhões de brasileiros, cerca de 40% da população adulta, encontra com "nome sujo" ou crédito "negativado". O número de desempregados alcançou recorde, cerca de 13 milhões.  Assim sendo, a pior depressão desde 1929, nominalmente acumulado de 7%, é apenas reflexo da falta de consumo devido a inadimplência e desemprego.  A falta de consumo leva o País à dificuldade da retomada de crescimento. O Brasil entrou num espiral de decrescente. O País entrou num círculo vicioso difícil de sair.  Henrique Meirelles até tentou, mas não conseguiu tirar o País da estagnação. 

Estamos na fase de definição dos candidatos à presidência da República e assistimos muitas promessas.  As promessas dos candidatos vão de intervenção nos diversos segmentos da sociedade à desregulamentação total da economia.  Falar é fácil. Difícil é colocar em prática o que promete.  A Constituição da República é a mesma desde 1988, onde o Congresso Nacional é que legisla. Qualquer inciativa do Poder Executivo terá que passar necessariamente pela aprovação do Congresso Nacional.  Certamente, os "salvadores da pátria", sem o apoio do Congresso Nacional encontrarão muita dificuldade para implementar as propostas "salvadoras da pátria".  Espero que o povo exerça o seu direito de voto motivado pela razão e não apenas pela emoção. 

Dito isso, culpo os sucessivos governos do PT, dos últimos 13 anos, como responsáveis por ter colocado o Brasil no "buraco profundo", difícil de sair dela sem os "novos sacrifícios" para a  já sofrida população. 

Enfim, pagamos pelo legado do PT!

Ossami Sakamori