quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Brasil pode crescer 6% ao ano


Tenho manifestado através deste blog, um certo pessimismo em relação ao crescimento econômico do Brasil. Tudo, em função da política econômica implementada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem dado preferência em atender os agiotas nacionais e internacionais.  A demora na retomada do crescimento econômico tem corroborado com as afirmações anteriores.  Segundo empresa de classificação de riscos Austing Rating, o desempenho do PIB no primeiro trimestre de 2019, ocupou o 45º lugar dente 47 países pesquisados.  Segundo a mesma pesquisa, a média de crescimento dos países listados é de 2,6% para o mesmo período.  Vamos apenas lembar que o PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. 


A "trava" do crescimento do País é o hostil ambiente de negócios e a complexidade de leis e normas que regulam a produção.  Contribui também, a falta de infraestrutura que encarecem os produtos brasileiros comparados com os de países desenvolvidos, o tal "custo Brasil".   O atual governo, procura destravar a economia, promovendo reformas estruturantes como a da previdência e tributária.  A promessa da economia liberal, com o Estado fora dos negócios, está acontecendo a passos muito mais lento do que o esperado pelo mercado financeiro nacional e internacional.  

Para alguns articulistas econômicos, a economia não crescerá acima de 3% ao ano, pelo menos nos próximos 10 anos.  Alguns deles, afirmam que o Brasil não crescerá mais do que este número em função do baixo crescimento da população na década que vivemos.  A população cresce menos do que 1% ao ano, enquanto há algumas décadas crescia a uma média de 4% ao ano.  Essa afirmação serve apenas "desculpa" para  crescimento pífio da economia brasileira. Uma desculpa esfarrapada, para encobrir a incompetência em estabelecer uma política econômica e financeira que leve o setor produtivo a participar no desenvolvimento econômico sustentável.

Embora as reformas estruturantes não estejam acontecendo na velocidade que o mercado espera, com a conclusão da reforma tributária e um novo pacto federativo, o Brasil sustenta holofote internacional com assuntos que pouco interesse econômico.  

A causa do baixo crescimento apontada pelos articulistas econômicos é a de número elevado de desempregados. É uma afirmação equivocada pelos "notáveis" no assunto da macroeconomia. Ao contrário, as teorias macroeconômicas adotadas pelos países desenvolvidos como EEUU, Alemanha e Japão. A criação de empregos é a prioridade na formulação da política econômica daqueles países.  Pois, é o número de empregados que alavancam o "consumo", que por sua vez cria os novos empregos, num círculo "virtuoso".  Enquanto isso, o Brasil dá prioridade na remuneração dos agiotas nacionais e internacionais na formulação da política econômica e monetária.  Brasil é país que paga juros reais uma das mais alta do planeta, só suplantado pela Turquia.  

Uma política econômica e monetária que dê prioridade à criação de empregos ao invés de se preocupar em atender os interesses dos agiotas nacionais e internacionais, o Brasil terá condições de crescer 6% ao ano.  

Leia também:  Dólar vai buscar R$ 4,50 !  

Brasil pode crescer 6% ao ano!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Antonio Carlos Soares para PGR


Não será nenhuma novidade se o presidente Jair Bolsonaro fizer a indicação do subprocurador Antônio Carlos Simões Soares ao cargo de Procurador Geral da República.  Ele é aliado da família do presidente da República, mais especificamente, do conhecido como "Zero Um", o senador Flávio Bolsonaro, PSL/RJ.  Ele não faz parte da lista tríplice do Conselho Nacional do Ministério Público.  No entanto, o presidente da República não tem nenhuma obrigação de escolher dentre os indicados na lista tríplice.  Diante do fato, o novo PGR vai ser o Antonio Carlos Soares para ocupar a vaga ocupada pela atual Procuradora Geral da República, Raquel Dodge.  

O provável Procurador Geral da República, Antonio Carlos Simões Soares, terá que passar pela sabatina no Senador Federal, para se confirmar no cargo.  O Antonio Carlos Soares tem uma linha de pensamento que alinha com o do presidente da República, segundo a Globo. Diz o jornal da Globo que num texto publicado em 2014  na Revista Justiça & Cidadania se referiu à democracia como "um verdadeiro embuste".  No mesmo artigo, em se referindo a opinião do provável PGR, sobre os meios de comunicação: "eles só defendem mais por interesses próprios do que por convicção ideológica" . 

Nada mais nada a comentar, senão esperar o desfecho sobre a indicação do novo PGR que deverá ocorrer nos próximos dias.   

Ossami Sakamori

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

A primeira lista de privatizações do Paulo Guedes é tímida.



Palácio do Planalto divulgou ontem, 21, a primeira lista de empresas que deverão ser privatizadas.  A primeira lista, ao meu ver, é muito tímida.  Na lista de 18 empresas, Correios, Casa da Moeda, Telebras, Companhia de Docas de Santos  e Docas de Espírito Santos, são os destaques.  A estrela da privatização, a Eletrobras, não entra dinheiro no Tesouro Nacional, pois, o dinheiro entra no caixa da Companhia.  A lista está muito aquém do esperado pelo mercado financeiro.  O impacto fiscal no Orçamento Fiscal será ao redor de R$ 15 bilhões ao ano, diante do Orçamento Fiscal de R$ 1,5 trilhões.  

Paulo Guedes, ministro da Economia, tinha prometido arrecadação de R$ 1 trilhão com a venda das estatais.  Vamos lembrar que a Eletrobrás, Lotex e Casa da Moeda, já vêm da promessa do governo Temer.  Segundo Elena Landau, ex-diretora do BNDES: "Na verdade, incluíram empresas que não têm o menor sentido de existir e deixaram de fora várias companhias, muitas ligadas aos militares. Eles prometeram fazer uma reforma de Estado e não fizeram".

Ainda, segunda a ex-diretora do BNDES: "Petrobrás, Caixa, Banco do Brasil (BB) e BNDESPar deveriam constar da lista. O boletim da Sest - Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, mostra 130 empresas estatais.  Dessas, se pegar BB, Caixa, Eletrobras, Petrobras, BNDES Participações e Correios já dá 80 e poucas, todas de controle indireto".  Paulo Guedes, ministro da Economia, tem manifestado, informalmente, que "até a Petrobras" (sic) entrará na futura lista de privatizações.  Coloco em dúvida, se haverá privatização de empresas estatais com forte influência dos militares, como a Petrobras.  O futuro nos dirá quem tem razão. 

A primeira lista de privatizações do Paulo Guedes é tímida. 

Ossami Sakamori



domingo, 18 de agosto de 2019

Banco Central venderá dólar no mercado à vista.


Banco Central do Brasil emitiu nota reafirmando sua política cambial, baseado no regime de câmbio flutuante e na atuação com vistas ao regular funcionamento do mercado de câmbio.  Conforme noticiado por este blog na matéria anterior, o Banco Central está preocupado com a escalada de alta da moeda americana diante da possibilidade da queda de atividade econômica mundial como aquela do pós crise financeira mundial de 2008.  

Segundo a nota oficial do Banco Central, no período de 21a 29 de agosto, ofertará lote diário de dólar do mercado à vista, spot market, de forma simultânea à oferta no mesmo montante em "swaps cambiais reversos". 

Ao final do período de execução desta rolagem, objetiva-se que todo o estoque vincendo em 1º de outubro de 2019, seja rolado ou trocado por "dólar à vista", diz a nota do Banco Central.  Para bom entendedor, o anúncio do Banco Central sinaliza possível movimento de alta do dólar no curto prazo.  

Ossami Sakamori

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Dólar vai buscar R$ 4,50 !



Ontem, o dia no mercado financeiro foi atípico. Pela primeira vez desde 2007, início da crise financeira mundial de 2008, o juro do título do Tesouro americano com vencimento em 10 anos ficaram abaixo do juro do título com vencimento em 2 anos.  Isto e paradoxo!  O normal é que os juros de longo prazo sejam superiores que os de curto prazo.  Traduzindo para quem tem pouca familiaridade com o mercado financeiro: Os investidores especulativos estão prevendo uma nova "recessão mundial" como que ocorrera na crise financeira mundial de 2008.  

O pano de fundo é a preocupação do mercado financeiro mundial com a guerra comercial entre Estados Unidos e China.  A instabilidade no mercado de câmbio vem desde maio deste ano.  No dia 20 de maio próximo passado, o dólar americano bateu o recorde do ano em R$ 4,12.  Naquela fase, o Banco Central do Brasil vendeu o título cambial "swap cambial", com compromisso de recompra num prazo médio de 90 dias.  Ontem, o Banco Central do Brasil vendeu o dólar no mercado à vista, conhecido também como "spot market". 

Ontem, o Banco Central do Brasil não quis "fazer aposta" do mercado estável no câmbio no prazo curto, 90 dias, e pela primeira vez após longo período de atuação em títulos cambiais, vendeu o dólar no "spot market".   Na prática, vendeu parte da Reserva cambial, que está em boa situação. Ontem, a Reserva estava em US$ 385 bilhões.  Vamos lembar que o Brasil mantém uma boa Reserva Cambial, recebendo remuneração ao redor de 2,25% ao ano enquanto o Tesouro Nacional paga no mercado doméstico, juros Selic de 6% ao ano.  Ninguém fala em voz alta, mas a manutenção de Reserva Cambial é como aquele grande devedor de um banco que se obriga "manter um saldo médio alto", para continuar como um bom cliente.  

Dentro deste contexto, na minha avaliação é que no curto prazo, sem nenhum medo de errar, o dólar vai buscar a cotação de R$ 4,50.  E sem medo de errar, também, o novo piso para o dólar deverá ser de R$ 4,00.    

Dólar vai buscar R$ 4,50 !

Ossami Sakamori




terça-feira, 13 de agosto de 2019

Brasil age como avestruz!


O ministério da Economia esconde a real situação do número de desempregados no País.  A grande imprensa, despreparada, acompanha o "discurso" do governo em relação ao número de trabalhadores com "carteira assinada".  Enquanto o número de trabalhadores com carteira assinada não passa dos 33,4 milhões, o número de trabalhadores desempregados, desalentados, nem-nem e subempregados, somam cerca de 50 milhões.   O governo e a grande imprensa "insistem" em divulgar apenas o índice de desempregados, sem considerar o número de trabalhadores vulneráveis.   Oficialmente, o número de desempregados no País, não chega a 13 milhões de pessoas.  Isto é uma grande mentira!  Brasil age como avestruz!

Vamos analisar de perto o número de trabalhadores com carteira assinada ou o número de trabalhadores com empregos em fábricas, comércio ou serviços.  Pois bem, o Brasil tem apenas 33 milhões de trabalhadores estáveis numa população de 208 milhões.  Isto quer dizer que, estatisticamente, cerca de 16% da população do País está com emprego formal ou emprego estável.  Isto significa que apenas 16% da população contribui, formalmente, para o crescimento do País.

Vamos comparar o número de empregados formais nos países do primeiro mundo.  Nos Estados Unidos, o número de trabalhadores formais, já que lá no Primeiro mundo, não há "leis trabalhistas" que exigem "carteira assinada", é de 157 milhões de trabalhadores.  Para uma população de 340 milhões de pessoas, o número de empregados formais representa 46% da população do país.  No Brasil, 16% de trabalhadores em relação ao número da população.  

Outro país referência é o Japão, país democrático, com 120 milhões de habitantes, diga-se de passagem, população altamente escolarizada.  O número de trabalhadores formais, de acordo com as leis daquele país, sem quase nenhum benefícios como que há no Brasil, é de 67 milhões de trabalhadores.   A relação número de trabalhador versus número de população, chega a 56% sobre o total da população.  No Brasil, 16% de trabalhadores em relação ao número da da população. Isto, de certa forma, justifica o terceiro PIB do mundo, atrás apenas dos EEUU e da China.

Enquanto o ministro Paulo Guedes, se preocupa com agenda "liberal", enquanto a maioria dos trabalhadores, cerca de 50 milhões, fica à mercê de "política econômica" e "política monetária" que atende apenas aos 33 milhões de trabalhadores com carteira assinada.   Enquanto a equipe econômica não der a devida atenção aos trabalhadores em situações vulneráveis, cerca de 50 milhões, o País continuará com o crescimento pífio, de 1% ao ano.   

Paulo Guedes age como como avestruz, escondendo a cabeça no buraco para não ter que enfrentar a dura realidade, a do quadro de depressão, a maior desde 1929.  

Brasil age como avestruz!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A nova CPMF virá para ficar !



Com reforma da Previdência encaminhada para aprovação final pelo Senado Federal, o ministro Paulo guedes da Economia apresenta o "esboço" da reforma tributária, que será encaminhada à Câmara dos Deputados na próxima semana.  A reforma tributária do Paulo Guedes será formado pela mudança no Imposto de Renda da Pessoa Física, o imposto de consumo no formato de IVA - Imposto sobre o Valor Agregado e a CPMF que se chamará Contribuição Previdenciária sobre Movimentações Financeiras. 

A reforma tributária deverá substituir os atuais PIS/Cofins, IPI e contribuição patronal sobre folha de pagamentos, além do ICMS e do ISS, pelo Imposto Único que ainda não tem nome definido.   Certamente, com o novo Imposto Único, que não é tão único, que deverá se chamar IBS - Imposto sobre Bens e Serviços, e terá formato do IVA, praticado em diversos países desenvolvidos.  Não está bem claro, ainda, se o IOF - Imposto sobre Operações Financeiras ficará incorporado na nova CPMF ou não. 

O Imposto de Renda continuará no novo formato, com incidência sobre os lucros e rendas, leia-se salários, com algumas simplificações e com redução da alíquota máxima para Pessoa Física.  A alíquota máxima deve ficar nos 25% sobre a renda real na Pessoa Física.  Na área de Pessoas Jurídicas, não ficou bem claro na apresentação, como vai ser e nem qual vai ser a alíquota a ser cobrado.  O fato é que "a proposta do governo trará enorme simplificação na apuração do imposto devido", segundo o Marcos Cintra, principal Secretário do Ministério da Economia.

CPMF vai voltar com a nova denominação e nova roupagem. A nova Contribuição não mais se chamará Contribuição "Provisória" sobre Movimentação Financeira", mas será denominado de Contribuição "Previdenciária" sobre Movimentação Financeira".  Vamos apenas lembrar que o presidente Jair Bolsonaro negou veementemente a recriação da CPMF durante sua campanha eleitoral em 2018. 

Pelo visto, a nova CPMF virá para ficar.  

Ossami Sakamori



quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Com a reforma da Previdência, volta o otimismo no País



Ontem, dia 7, foi aprovada a reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados com 370 votos à favor, enquanto se exige 308 votos para aprovação de qualquer Emenda Constitucional.   O mérito da expressiva votação à favor da reforma polêmica, porém necessária para manter o equilíbrio fiscal para os próximos 10 anos, coube ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, DEM/RJ.   Querendo ou não, a reforma da Previdência foi aprovada com a votação expressiva do "centrão".   O Palácio do Planalto contribuiu na aprovação da reforma da Previdência, com a liberação das "emendas parlamentares", o "toma lá, dá cá".  

O fato é que a aprovação da reforma da Previdência, embora já esperado pelo mercado financeiro e pelo setor produtivo, a aprovação por maioria expressiva trouxe um certo alívio e um clima de "expectativa otimista".   O setor produtivo e o mercado financeiro, agora, esperam com mais otimismo as outras reformas estruturantes com a reforma tributária e um novo pacto federativo.  Desde ontem, o deputado Rodrigo Maia passou a ser o "fiel da balança" das outras reformas necessárias para o desenvolvimento sustentável do País.  

No feijão com arroz, no dia a dia, a liberação do FGTS não trará grande impacto no crescimento econômico como faz crer o Palácio do Planalto.  A liberação líquida do FGTS não deve passar de R$ 40 bilhões para os próximos 6 meses.  No entanto, há dois fatores que não são dado destaque pela grande imprensa e pelos articulistas econômicos, que influem diretamente no crescimento econômico do País.  O primeiro fator é a liberação do 13º salário dos trabalhadores e pensionistas, cerca de R$ 210 bilhões, que serão injetados diretamente no consumo entre os meses de setembro e dezembro.  O segundo fator é a liberação de cerca de R$ 220 bilhões de financiamento do Plano Safra que atende o agronegócio e agricultura familiar.  Somado ambos fatores, a economia vai contar com a injeção de R$ 430 bilhões no último quadrimestre deste ano.  

Sazonalmente, todos anos repetem os eventos citados acima, com exceção da liberação do FGTS.  O fato é que a somatória dos eventos, dá um impacto direto na economia, para um "acréscimo" do crescimento econômico em cerca de 0,65% no PIB em 2019.  

Ossami Sakamori




quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O pífio impacto da liberação do FGTS na economia



Conforme pode ver no quadro acima, 214,8 milhões das contas do FGTS, do total de 254,3 milhões, tinham saldo médio de R$ 101,35, bem abaixo do valor fixado pelo governo para saques, ou seja R$ 500,00.  No final de 2017, tinha apenas 99,7 milhões de contas ativas.  E ainda, essas contas totalizavam, o saldo médio de R$ 101,35, em dezembro de 2017, que somavam tão somente R$ 21,7 bilhões em contas ativas. O governo fala em liberação de R$ 40 bilhões nos próximos 6 meses, com o saque de R$ 500,00 de cada conta ativa e inativa.  O número é duvidoso, conforme a matéria vai mostrar.   

Os números podem até confundir por conta da metodologia de apresentação deles, mas o fato é que o número total de contas do FGTS, ativos e inativos, representavam em dezembro de 2017, 254,3 milhões de contas, no valor total de R$ 362,6 bilhões em contas ativas, deste valor, os R$ 20,7 bilhões representavam em contas inativas.  Lembrando que as contas inativas já foram objetos de liberação pelo governo Temer, portanto, é bem provável que estas contas inativas não serão sacadas, por ignorância ou pela dificuldade de encontrar os herdeiros naturais delas.

Considerando todos estes fatos, já comentei numa matéria anterior de que a liberação do FGTS, não passará dos R$ 20 bilhões nos próximos 6 meses, o que é muito pouco, para alavancar a economia.  Outros fatores, como liberação de 13º dos trabalhadores, dos aposentados, do Bolsa Família e ainda a liberação do Plano Safra, deverão dar um impulso na economia neste quarto trimestre, como sempre acontece.  Na próxima matéria, comentarei sobre a influência destes outros fatores na economia do País.

Ossami Sakamori

   

sábado, 3 de agosto de 2019

Augusto Aras deverá ser o próximo Procurador Geral da República



O sub-procurador-geral da República Augusto Aras deverá ser o futuro Procurador Geral da República, que tomará posse no próximo mês, setembro de 2019, para substituir o atual Procuradora Geral da República Raquel Dodge.  Aras não faz parte da lista tríplice escolhido entre os procuradores federais para ser encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro dentre seus pares.  Se indicado, como está para ser, Aras deve passar pela sabatina na Comissão e aprovação pelo plenário do Senado Federal, pelo voto fechado.  

A grande imprensa noticia que o Augusto Aras foi apresentado ao presidente Bolsonaro  pelo ex-deputado e ex-companheiro da "bancada da bala" na Câmara dos Deputados, o deputado Alberto Fraga, DEM/DF.  Vamos lembrar que o próprio presidente da República já fez parte da "bancada da bala", enquanto deputado federal.  O sub-procurador-geral concorreu para composição da lista tríplice, mas ficou em 5º lugar.   Augusto Aras é primo, também, do Vladimir Aras (procurador regional), e é baiano de nascimento (Salvador, 4 de dezembro de 1958).  Aras, também, é professor da disciplina de Direito Eleitoral e Direito Privado da Universidade de Brasília. 

Augusto Aras deverá ser o próximo Procurador Geral da República. 

Ossami Sakamori

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Brasil "ainda" espera por dias melhores.

Ontem, o Comitê de Política Monetária decidiu rebaixar a taxa básica de juros Selic para 6% ao ano, conforme antecipamos na terça-feira, neste blog.  Também, ontem, a Federal Reserve, o Banco Central americano, rebaixou os juros dos Títulos do Tesouro americano para intervalo de 2,25% a 2,5%.  Igualmente ao Federal Reserve que prevê novos cortes de juros nos próximos meses, o Banco Central do Brasil prevê terminar o ano com taxa básica de juros ao nível de 5,5%.

Como foi dito na matéria de ontem, o rebaixamento da taxa de Selic pelo Banco Central para 6% não tem muito a comemorar.  Ainda assim, o Tesouro Nacional que são emissores do título, paga juros reais exorbitantes ao redor de 2% ao ano, já que a inflação corrente registra no entorno de 4% ao ano.  Vamos apenas lembar que os juros reais corresponde ao "aumento real" de 2% sobre estoque da dívida pública federal, que soma ao redor de R$ 5,5 trilhões. 
Feito a conta, apesar do corte dos juros, a dívida pública brasileira cresce em média, com a nova taxa Selic, R$ 330 bilhões todos anos. Vamos lembrar ainda que a taxa de  juros dos títulos do Tesouro americano, em termos reais, são negativos (-), isto é, abaixo da inflação, portanto é inapropriado a comparação da taxa básica de juros dos títulos do Tesouro americano.  Não é o que ocorre com a taxa de juros pagos pelo Tesouro Nacional, apesar do corte. O esto que da dívida pública brasileira continua a crescer exponencialmente.  Até quando, não sabemos.  Isto está me parecendo uma bolha de sabão.  

Ontem, a Fundação Getúlio Vargas apresentou o seu Indicador de Incerteza da economia (vide topo da página) referente ao mês de julho e foi verificada a queda do patamar de 119,1 pontos para 108,4 pontos.  O Índice de Confiança do Consumidor, também caiu, ligeiramente, ao patamar de 104,3 pontos, a menor desde 2018.  Já, o Índice de Confiança da Indústria caiu para 94,8 pontos, o menor nível desde 2018.

Para fazer melhor análise sobre a situação atual e o clima de expectativa sobre a economia do Brasil, é importante visualizar o comportamento do Indicador de Incerteza da economia, vide topo da página.  O indicador atual se equipara ao de 2009, pós crise financeira mundial de 2008.  Interessante verificar que apesar da pequena melhora na expectativa da economia, está longe de alcançar os melhores momentos da "expectativa" de 2013 e 2014.  Curiosamente, o ano de  2014, foi a véspera do início da depressão econômica, inciada em 2015 e que vivenciamos até os dias de hoje. 

Apesar da taxa Selic, a menor da série histórica do Plano Real, os Indicadores de Confiança dos setores produtivos ainda estão longe de alcançar os melhores índices já registrados pela Fundação Getúlio Vargas.  No meu entender, os setores produtivos ainda esperam por outras reformas estruturantes, entre os quais a "reforma tributária". Podemos ainda dizer, sem medo de errar, que o ministro Paulo Guedes ainda está por merecer a confiança dos setores produtivos da economia.  

Brasil "ainda" espera por dias melhores.

Ossami Sakamori