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sábado, 31 de março de 2012

31 DE MARÇO DE 1964, DIA NEFASTO

O dia 31 de março de 1964, não foi dia de comemoração. Lembro-me, exército subindo e descendo pelo Brasil a fora. Só não houve confronto entres os Comandos das Regiões Militares, sei lá, por sorte do destino. Se não fosse, teria acontecido, derramamento de sangue. Irmãos matando irmãos. Eu nem tinha consciência do que estava acontecendo. Acabara de passar no vestibular da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná.

A imprensa dizia que a intervenção militar era necessária porque o comunismo estava prestes a se instalar no país. Belo discurso à época. Os militares foram apoiados por governo dos Estados Unidos da América. O Brasil fazia parte do quintal americano, na divisão do resultado da II Guerra Mundial entre EEUU e Rússia. 

Os anos se passaram e aparentemente o país viveu em ordem, aparentemente.  Após edição do Ato Institucional nº 5, os direitos fundamentais do cidadão brasileiro foram jogados no lixo.  Apareceram, então, os movimentos de "esquerda" como diziam à época. Esquerda, porque pela denominação do parlamento francês, esquerda significa contra o governo. Houve excessos de ambas partes, do lado pelos militares e do lado dos militantes da "esquerda".  

Resumindo, os militantes que já estavam em prisão nos porões da DOPS receberam asilos políticos em diversos países, em troca da libertação do embaixador dos EEUU então sequestrado pelos militantes. Tem muitos e muitos detalhes, que nem é objetivo deste blog comentar.

Enfim, veio a anistia e a democracia não tardou a retornar. Mas, levou 20 anos para que isto viesse acontecer.  Veio a Constituinte de 1988 e desde então, vivemos em estado de liberdade democrática, teoricamente.

Volta e meia, tem a tentativa de cercear a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, enfim, toda forma de escravizar a população brasileira sob jugo do poder executivo, através de diversas formas de benefícios eleitoreiros.  Os loteamentos de cargos públicos pelos militantes da antiga "esquerda" hoje na posição de "direita" querem impor uma forma sutil de "ditadura".  Tão condenável, quanto a ditadura militar. 

Isto tudo, mesmo que esteja acontecendo, a ditadura dos militantes (sic meu) não justifica nenhuma medida anti-antidemocrática como a volta da ditadura militar. A Constituição de 1988, garante instituições que, em tese, deveriam funcionar para equilibrar as forças políticas do país.  Não vamos, instigar a volta da ditadura que tanto combatemos à época.  Nem vamos, incentivar que a ditadura dos militantes se perpetuem no poder.

Dentro do princípio que rege a nossa Carta Magna, no seu Artigo 5º, é permitido comentário sobre a matéria posta acima. Mesmo discordantes, os comentários não serão deletados. 

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum.
Atende pela rede social twitter : @sakamori10

sexta-feira, 30 de março de 2012

DILMA, GUERRA CAMBIAL NÃO EXISTE!

Presidente Dilma, não sei quem lhe disse que existe guerra cambial, mas é tudo mentira que contaram para Sra.  Foi Mantega ou Marco Aurélio? Seja quem for, contaram mentira para Sra. Não existe guerra cambial contra o Brasil. Pelo contrário. Senão vejamos.

Guerra cambial, quando os especuladores querem tirar dólares do país. Então fica instalado crise de liquidez. Isto se chama guerra cambial, como já aconteceu na flexibilização do real perante dólar no início do 2º mandado do FHC. Quando os investidores ou especuladores querem trazer monte de dólares, não se configura como guerra cambial.

Se a Sra. chama de guerra cambial, a desvalorização do dólar e do euro, demonstra como a Sra. está desinformada.  O dólar e euro estão desvalorizados em função da própria recessão dos países.  Aliás eles, os EEUU e Europa estão se danando para sair da própria crise. Estão tomando medidas que eles acham necessárias para sanear os próprios desiquilíbrios. Desvalorização por desvalorização, por que a Sra. não fala da China? A Sra. não esteve com Hu Jintao? Perdeu a chance de dizer a verdade na cara dele. A Sra. disse alguma coisa para Hu Jintao? 

Pelo que estou sabendo pelos noticiários é que, pelo contrário, a Sra. se comprometeu a criar uma moeda única para pseudo Zona de BRICS, não foi? Então, como entre os BRICS a China tem predominância, vai prevalescer o Yuan (Ren Bi), se criar moeda única no pseudo bloco. Ou seja vai sair de jugo de Dólar e Euro, mas vai oficializar a dependência do tão depreciado Yuan. Percebe, Dilma? Ou contaram para a Sra. uma história diferente, foi?

Voltando ao excesso de entrada de dólares no país. Por favor, Dilma, não fiquem afugentando a entrada de divisas proveniente de investimentos estrangeiros diretos (IED)! Estes dólares, vão criar empregos no Brasil. Uai, não foi a Sra. que está incentivando indústrias estrangeiras a se instalarem no país, concedendo incentivos fiscais, como fez com a empresa chinesa Foxconn?  

Se o Mantega e o Marco Aurélio não tem solução para a entrada excessiva de dólares no país, eu tenho, ou melhor dizendo, nós temos. Ora, ora, já tratei do assunto na matéria que dei o título de: Dólar a R$2,40 é possível?  A Sra. manda Mantega e ou Marco Aurélio ler a matéria, que tem solução apontada para um tanto complexo problema, mas simples de se implantar.  Pô, Dilma, afugentar dinheiro de investimento estrangeiro direto é ir na contra mão do desenvolvimento!  A Sra. sabia que China de Hu Jintao faz isso há mais de 20 anos, sabia não?

Então a escola de economia que a Sra. frequentou foi muito fraca. Se pelo menos se a Sra. tivesse terminado o mestrado na Unicamp não estaria tão burrinha no assunto. Viu, no que deu? Esse título de "Doutor Honoris Causa" que a Sra. ganhou na Índia, não soma nada. Só mais um diplominha para pendurar no gabinete do Palácio Planalto. Percebe?


Dilma Rousseff, presidente da República Federativa do Brasil, livre desses caras, o Mantega e Marco Aurélio. Eles poderão levar o país para o buraco, ou melhor dizendo para o abismo. Ou então, leia os meus blogs, de graça, que a Sra. vai entender sobre o que se passa no Brasil. Além de tudo está em linguagem de leigo. 

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum, um pequeno investidor.
Atende pela rede social twitter : @sakamori10 

quinta-feira, 29 de março de 2012

DILMA, SAÚDE PÚBLICA EM CAOS!

Assistí a pouco fala do senador Ivo Cassol, PP/RO, que faz parte da base do governo Dilma, denunciando a situação dos hospitais em Rondônia, em particular.

Disse Ivo Cassol, que a situação dos hospitais está em estado de calamidade. Hospitais com falta de medicamentos, siringa de injeção e até papel higiênico nos banheiros.  Os doentes estão deitados nos corredores dos hospitais, antes em cima do colchão, agora em cima do papelão, disse ele. A situação é caótica em Rondônia, continuou ele, doentes apodrecendo (sic) pelas fraturas expostas. Disse ainda que há falta de gerenciamento mais do que a falta de recursos, que sabidamente já são escassos.

Todo santo dia, aparecem noticiário nos jornais e televisão, exatamente a situação denunciada pelo senador Ivo Cassol. Nem precisa conferir se o que ele está dizendo, porque as notícias que vem do Brasil a fora, é exatamente como o senador descreveu.  E ainda mais, recheado de denúncia de desvio de recursos públicos na compra de medicamentos. Custo a acreditar que isto esteja acontecendo no país que se diz 6ª economia do mundo. Penso todo dia, se não estou vivendo no Haiti. 

Desculpem-me, presidente Dilma e presidente Lula. Creio que V. Excias que tiveram suas doenças tratadas no Hospital Sírio Libanês, estejam pensando que todos os hospitais são como o hospital referência.  Equipamentos e tratamentos de última geração.  Tendo equipe médica de primeiro mundo.  Só queria lembrar, senhores presidentes, a de agora e de antes, que infelizmente o Sistema Público de Saúde, não guarda nehuma semelhança com o Sírio Libanês. Pelo contrário, é um caos total.  Nem sou médico para poder constatar isso.  Mesmo sendo engenheiro, pela situação noticiada nos meios de comunicação dá para constatar que existe um descaso total na saúde pública do país. 

Por um lado vejo a Dilma, dizendo que somos o melhor país do mundo. Disse ainda a presidente, ontem,  que os BRICS, bloco informal onde Brasil participa, vai ajudar a Europa resolver o problema. Que não vai aceitar guerra cambial, etc e tal. Chega de blá, blá, blá, sra. presidente!   


Está com a palavra sra Dilma Rousseff, presidente da República, que em tese, foi eleita para governar para todos os brasileiros, sem distinção de classe social ou econômica. 

Ossami Sakamroi, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum.
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PARABÉNS, CURITIBA!

Trezentos e dezenove anos, 434 quilômetros quadrados, 75 bairros com quase um 1,8 milhão de habitantes. A maior cidade do Sul do Brasil tem diversos monumentos históricos e modernos de onde é possível vê-la em variados ângulos. Cada pessoa tem um ponto de vista diferente, de acordo com a profissão, características pessoais ou com o lugar onde está. Fonte: Gazeta do Povo, o jornal impresso mais lido da Capital paranaense. 

Nem diferente poderia ser. Vou contar em breves palavras como vejo a minha cidade Curitiba. 

Como a maioria de habitantes desta cidade, eu vim morar em Curitiba, com 17 anos. Vim do interior, Wenceslau Braz, estudar 2º Grau em Curitiba. Não pude me matricular no Colégio Estadual do Paraná, instituição pública estadual de primeira, que fica situado em frente a CEU, Casa do Estudante Universitário, administrada pelos estudantes com recursos do estado do Paraná. Então, fui estudar no Colégio Bom Jesus, mantido pelos padres franciscanos, também uma instituição exemplar da capital.

Isto foi em 1961. Vim de trem, porque não tinha estrada asfaltada para o interior do Paraná. Os poucos 350 Km que separa a cidade donde vim até Curitiba, de trem, levava 13 horas de viagem. Chegando aqui, encontrei uma cidade com população de aproximadamente 400 mil habitantes. Lembro-me da cidade úmida, chuvosa, serração de manhã, frio para danar. Fui morar na Rua Dr. Muricy, próximo da praça Tiradentes, marco zero de Curitiba. Onde fica também a centenária Catedral de Curitiba.  Morava numa pensão da família Noda, japonês de origem. Na esquina, fica o hoje hotel Bourbom. Em frente ficava e fica a Biblioteca Pública do Paraná, mantido pelo governo do Estado.  A duas quadras ficava e fica a ainda famosa Boca Maldita, apelido dada a um trecho da Rua das Flores, onde se reuniam políticos que iam tomar café aos sábados e domingos para falar mal dos outros.

Fiz faculdade na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná, que ficava no meio de um campo, longe da cidade, hoje Bairro Jardim das Américas. Pegava ônibus próprio da Universidade, em frente ao já famoso Teatro Guaíra, que fica na Praça Santos Andrade.  Fazendo frente à Praça, fica também o prédio da universidade, a mais antiga do Brasil, a Universidade Federal do Paraná, fundada em 1912. Aproveitando e completando a geografia, na lateral do prédio da Universidade, fica o prédio velho dos Correios e na esquina oposta a Associação Comercial do Paraná.

Formado em engenharia, fui montar minha própria construtora na Rua Comendador Araújo, no bairro do Batel. Anos depois mudei meu escritório para o edifício Everest na mesma rua e posteriormente para Praça General Osório, mais conhecido como Praça Osório.  Ah lembra da rua da Boca Maldita que já fiz referência? Pois, esta dá de frente para a Praça Osório. Para entender, Praça Osório, fica próximo do terminal de transporte que ocupa praticamente toda Praça Rui Barbosa.

Casei-me e fui morar no Bairro Água Verde, próximo da rua do Expresso, o nome que damos ao transporte coletivo que trafega pelas canaletas exclusivas. Só para entender, o Expresso tem 5 linhas que saem do terminal do centro.  São elas: Linha norte, linha sul, linha leste, linha oeste e linha Boqueirão. Tive 3 filhos, uma menina e dois meninos. Todos já formados nas faculdades em Curitiba. Eles nem pensam em sair de Curitiba. São verdadeiros curitibocas, como chamo àquelas pessoas que amam e adoram a cidade.

A cidade teve sorte de ter os administradores públicos, no verdadeiro sentido da palavra.  Todos os prefeitos que a cidade teve, teve ousadia de manter o Plano Diretor da cidade e melhorá-lo no que fosse possível.  Errou quem pensou que o Plano Diretor da cidade foi elaborado pelo Jaime Lerner, não foi. Justiça seja feita, foi mandado fazer pelo então prefeito engenheiro Ivo Arzua, elaborado por um urbanista paulistano.  Creio, a continuidade do plano e obras pelos sucessivos prefeitos, talvez, seja a marca ímpar da cidade de Curitiba.

Para quem vem de fora, tem a torre da Telepar como é conhecida, de propriedade da Oi, do mirante construido no topo donde pode apreciar a imensidão da cidade. No roteiro turístico tem o Parque Barigui, o jardim Botânico, o Parque Tanguá, o teatro Ópera do Arame, Museu Oscar Niemayer, entre outras atrações.  O roteiro poderá ser feito pelo ônibus turismo do transporte coletivo de Curitiba, feito em 2 andares, sendo o 2º andar descoberto.

Curitiba é a 4ª capital que mais consome no Brasil, atrás de Brasília, São Paulo e Rio.  Tem shopping nos principais bairros.  Bares e restaurantes nem se fala. Come-se e bebe-se, a preços relativamente baratos se considerar padrão Sampa ou Rio.  O povo daqui não tem costume de ficar até altas horas da noite, porque a temperatura à noite e de madrugada cai muito. Curibanos ou curitibocas são caseiros.

Se deixar curitibano falar da sua cidade, vai ficar falando dia inteiro. Então, vou parando por aqui. Deixar para os leitores um pouco de curiosidade, para que venham visitar a nossa cidade.

Parabéns Curitiba! 


Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, curitibano de coração.
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quarta-feira, 28 de março de 2012

BRICS, SOPINHA DE LETRAS

BRICS soa como uma sigla importante. Realmente, ficou bonita depois que foi acrescentado o "S" da África do Sul. 
A sigla foi inventada para "massagear" ego dos países emergentes, apenas e tão somente para esta finalidade, porque formalmente BRICS não existe como bloco político ou econômico. É apenas, sopinha de letras (meu sic)

Mais ou menos, como reunir agricultores do PR, MT, MS, GO e PI. Eles, os agricultores são emergentes no Brasil, porém cuja orígens e forma como a agricultura é diferente em cada estado.  Bem, voltando aos BRICS. Sim, senhor, no plural, por favor, porque não existe como bloco formal.  Os BRICS, bem pior do que os agricultores acima citados, não guardam nenhuma semelhança. Explico porque.

Estou tentando achar pontos de semelhanças, mas não achei. Territórios desiguais, a Rússia com 17 mihões de Km2 a maior deles e 1,2 milhão de Km2 da África do Sul.  Número de habitantes desiguais, China e Índia respectivamente com 1,3 milhão e 1,2 milhão. Brasil e Afríca do Sul com população próximo de 200 milhões. E Rússia na rabeira com cerca de 120 milhões. Regime político, nem se fala, não vejo semelhança nenhuma, pelo contrário.


Então, vamos falar do crescimento econômico. Dos BRICS os 4 países crescem a uma taxa acima de 6,5% ao ano. China, então, nem se fala, cresce a uma taxa de 9% ao ano, por 20 anos seguidos. O Brasil está na rabeirinha dessa sopinha de letras, ou seja cresceu 2,7% no ano de 2011.
Então, o que sobrou? Quase nada. A China vende produtos acabados à preço de banana, altamente privilegiado com Yuan (Ren Bi) super depreciado e Brasil vende para China produtos primários com o nosso Real super apreciado.


E vai a Dilma, querer impor agenda para reunião de cúpula da sopinha de letras, isto é, transformar os europeus em canibais. Por favor, presidente Dilma, esta história já está pegando mal. Vamos abandonar de vez esse recalque de que estamos sempre sendo comido por alguém. Por favor! Precisamos é fazer a nossa lição de casa, primeiro, para tentar igualar aos demais países dos BRICS em matéria de inovação tecnológica e em crescimento. 

Esta reunião de cúpula dos BRICS, a mim me parece, só serve para o público interno ou seja para aparecer bem na foto dentro dos próprios países. Só isso.  De concreto, vai sair uma comissão em nível de ministério de relações exteriores para tentar criar um banco de fomento, para financiar projetos de infraestrutura. Adivinhem, se sair o banco, quem vai levar a maior fatia do bolo? Bingo! Acertou quem disse China!

No fundo, no fundo mesmo, foi para ofuscar um pouco uma outra reunião de cúpula sobre segurança nuclear que está sendo realizado em Seul, Coreira do Sul. Onde a cúpula dos países mais desenvolvidos estão discutindo sobre segurança nuclear, tanto no plano bélico como no plano pacífico. Dilma, mandou Michel Temer representar o país. Ela já sabia, de antemão, que não teria lugar nos assentos principais, como o seu antecessor Lula que teve deferência do Obama. E Dilma conseguiu. A imprensa brasileira, só fala da reunião da cúpula dos BRICS e nem uma linha sobre reunião 2012 Seoul Security Nuclear Summit. Esquecendo-se de que o Brasil vai sediar Eco Rio + 20, que vai tratar justamente sobre meio ambiente, entre os quais a energia nuclear. 

E assim, caminha o Brasil, pautado na agenda eleitoral ou eleitoreira da presidente Dilma. Tentando levar imagem à população brasileira de uma estadista em nível mundial, com vistas às eleições de 2014.  Dá lhe sopinha de letras para o povo brasileiro!

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum.
Atende pela rede social twitter : @sakamori10 

terça-feira, 27 de março de 2012

DILMA, ACORDA!

Para quem leu minhas matérias anteriores, sobre SELIC, câmbio, em sinal de alerta, desindustrialização, custo Brasil e tantas outras, vai entender o que estou a querer dizer.

Ontem, ouvi notícia de que Mantega vai manter isenção de IPI sobre linha branca por mais 90 dias, ou seja, até o fim de junho.  E até lá, creio, vai prorrogar por mais 90 dias, por conta das eleições.  Dilma, tenha dó do povo! Essa campanha vem desde 2009! O povo já comprou o segundo fogão e segunda geladeira! Dizer que é para manter economia aquecida... Só tenho que dar risada... Preciso comentar?

Antes de ontem, foi a notícia alvissareira  de desoneração de encargos da folha de pagamento, substituindo o recolhimento dos 20% patronal sobre folha, por 1,5% sobre faturamento.  Ô Mantega, você acha que os empresários são burros? Foi apenas substituição de contribuições. Seis por meia dúzia! Ou melhor, teve setor que o 1,5% sobre o faturamento ficou maior do que os 20% sobre folha... Só tenho que rir... Preciso comentar?


No fim de semana passada, Banco Central já disse que rebaixamento da taxa SELIC, que baliza os juros dos títulos da dívida interna, vai ficar num patamar próximo do que está. Pelo acompanhamento que venho fazendo, isto quer dizer que vai parar num número próximo de 8,5%.  Muito tímido, diante da possibilidade de pagar 6,5% de juros SELIC, defendido por este bloguista. Bem, pelo menos deixou de falar que SELIC é instrumento principal do combate à inflação. Só acho tímida a medida... Preciso comentar?


No fim da mesma semana, disse Mantega, que o câmbio está sob controle, através de intervenções do Banco Central.  Pelo que venho acompanhando o mercado, a leitura é de que BC vai segurar dólar no patamar mínimo de R$1,80.  Com essa fala, ele quis dizer que não vai tomar medidas mais ousadas, nesta área. Então, estamos fritos, para não dizer outro nome. Eu já comentei na matéria própria sobre a moeda americana que a cotação do dólar, deveria estar, no mínimo em R$2,40. No meu entender, política equivocada. Dilma tem medo de propor medidas mais radicais, como aquelas sugeridas na minha matéria sobre Dólar, para depreciar gradativamente o Real.  Deve ser por conta das eleições. Tem medo que a máscara da fantasia do carnaval caia! Duas consequências imediatas deverão ocorrer se tomar medidas propostas por mim. A primeira é acabar com a farra de gastança no exterior. A segunda, a pior, a posição do Brasil no ranking de PIB mundial, com o dólar a R$2,40, cairia de 6ª posição da economia para 12ª posição. Para o orgulho do povo, isto dói, sabe... E Dilma sabe disso. 

Com o dólar no patamar de R$1,80, acrescido a este o problema de guerra fiscal entre os estados, está havendo invasão de importados como nunca dantes vistos. Desde vestuário à máquinas e equipamentos industriais. Nem é preciso dizer que isto causa a desindustrialização das nossas, que já são poucas. Estamos, literalmente, agregando valores nos países de origem dos produtos... Preciso desenhar? 

Outra constatação interessante. Cadê as vozes da antes poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo? Levou pito da Dilma no Palácio do Planalto na semana passada e não dá declaração nenhuma? Antes tinha vozes como do Antonio Erminio, do Gerdau, do Mindlin. Hoje, restou alguns bons nomes, mas todos beneficários da transferência de renda ao inverso, dos pobres para os ricos, portanto eles se calam.  Agora, quem vai na rua contestar sobre desindustrialização é a CUT. Quem diria... A CUT defendendo a indústria nacional. Os tempos são outros. Inverteram os papeis.  

Dilma, por favor, acorde para a situação presente do país.  Não adianta conquistar popularidade à custa de entregar o país aos estrangeiros. O momento é grave. Nem tenho muita simpatia por V. Excia. mas gostaria que a Dilma fosse conhecida por salvar a pátria do que sair com a fama de ter vendido o Brasil para estrangeiros.

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum.
Atendo pelo twitter : @sakamori10

segunda-feira, 26 de março de 2012

VIOLÊNCIA URBANA NO BRASIL

Há poucos dias falei sobre violência no trânsito do Brasil.  Para completar a matéria sobre violência urbana, vou resumir a constatação sobre homicídios no país.

São cerca de 50 mil mortes por homicídio intencional no no país, por ano.  Índice alarmante num país que se diz a 6ª potência do mundo.  Não sou especialista no assunto, mas a principal causa deve ser a falta de educação do povo.  Não adianta dizer que é por conta da bebida alcoólica.  A seguir vou listar países em número de homicídios a cada 100 mil habitantes.

Acima de 25 homicídios para cada 100 mil habitantes por ano, só tem: Brasil, Belize, Colômbia, África do Sul, Venezuela, Guatemala, Jamaica, Honduras e El Salvador.  Todos países do 3º mundo.

Os EEUU, tem índice de homicídios igual a 5 para cada 100 mil habitantes, isto é l/5 do índice brasileiro.

Países como Nova Zelândia, Canadá, Chile, Portugal e Espanha, ficam num índice entre 1,2 a 2 homicídios para cada 100 mil habitantes.  A Suécia e Alemanha com 0,9 homicídio a cada 100 mil.


O Japão com 0,44 homicídio para cada 100 mil habitantes. Para uma população de 120 milhões, o que corresponde a pouco mais de 500 homicídios por ano, em país inteiro. Eu disse 500 (quinhentos) por ano. E olha que japonês é muito beberrão. Toma saquê em dose para ninguém botar defeito. Então, dizer que a causa é bebida alcoólica, não pode ser. 


Como na estatística de morte por trânsito, cada leitor vai fazer a sua avaliação, neste caso de homicídios intencionais, também.  Pela separação em blocos que fiz, dá para tirar perfeitamente a conclusão de que é proporcionalmente maior onde há falta de investimento em educação.

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum
Atende pela rede social twitter: @sakamori10

CONCESSÕES OU PRIVATIZAÇÕES, UMA QUESTÃO SEMÂNTICA

Ultimamente, estou ouvindo festival de besterol sobre "concessões" e "privatizações". Vamos ao dicionário, então. Concessão 1. Ação ou ato de conceder. 2. Permissão: autorização. 3. Outorga. 4. Privilégio obtido do Estado para exploração.  E, Concessionário: Aquele que obtém uma concessão. No dicionário, para meu espanto, nem tem a palavra Privatização.  Deve ser mais uma daquelas palavras feitas à gambiarra, que significa tornar privado algum dever do Estado. 

No Brasil, há muito tempo que o Estado não consegue executar os serviços que seriam próprio dele, daí ter privatizado alguns serviços essenciais.  A começar pelo serviço bancário. A circulação da moeda deveria ser serviço do Estado, mas não é, não só no Brasil mas em todo mundo.  Hoje, os serviços bancários estão privatizados, executados pelas instituições financeiras autorizadas pelo Estado e nos últimos tempos, as casas lotéricas e alguns supermercados. Já vou dizendo, se o Estado não consegue atender o povo, então que privatize. Não sou contra, não.

As emissoras de rádio e televisão, são serviços que caberia ao Estado, mas é concedidos à iniciativa privada ou seja privatizados.  São concedidos ou privatizados a uns poucos privilegiados do poder.  Tem como exemplo a poderosa Rede Globo de Televisão, que manipula opinião pública e impõe padrão de comportamento social. Está privatizada para a família dos Marinho. Por incrível que pareça, nos EEUU, a maior democracia do planeta, não exite rede nacional de televisão.  Justamente, para não ocorrer o que se passa no Brasil. O governo Lula/Dilma, tenta retomar alguma dessas funções para o Estado, mas ele Estado não consegue competir na audiência.


O serviço de exploração do petróleo, uma atividade tipica do setor privado, mas no Brasil é serviço público e é monopólio do Estado. Por conta dessa situação, a Petrobrás é utilizado muitas vezes como instrumento de política monetária. Nem vamos questionar aqui a validade desta forma de administração. Se não fosse Getúlio Vargas criar a Petrobrás, o país ainda estivesse importando petróleo do oriente médio. A companhia estatal, no entanto, está se tornando monstrengo.  Dos cerca de 250 mil operários que trabalham para a companhia, 200 mil são operários privatizados ou seja trabalham sob leis da iniciativa privada.


Os serviços de telecomunicações, obedeciam a mesma regra da exploração do petróleo, era operado por duas empresas do Estado, a Telebras e Embratel. Foi no governo FHC que foi privatizado, sob polêmica. Hoje é campeã de reclamações, mas presta serviços a cerca de 245 milhões de usuários de celulares.  Isto é incontestável. Número que, sob regime estatal não teria conseguido atingir em tão pouco espaço de tempo. O governo Dilma, tenta reestatizar alguns destes serviços pelo quase extinta Telebrás, hoje sob controle efetivo em mãos de alguns poucos privilegiados, como por exemplo, os amigos do José Dirceu.


Os serviços de correios, ainda são executados, em monopólio, pela empresa Correios, do Estado. Hoje em dia, a sua eficiência é contestada.  O governo Dilma, prepara a empresa para uma eventual privatização. Recentemente os Correiros ganhou estrutura societária de uma Companhia privada. Pode ser que venha, no mínimo, a abertura de capital para os minoritários. 


As rodovias e ferrovias brasileiras, em muitos trechos, foram privatizadas na sua operação.  As rodovias pedagiadas, exploradas sob regime de concessão, que significa privatização de operação dos serviços de manutenção, estão sendo bem aceitos pela população com ressalvas das tarifas.  À rigor, estas tarifas deveriam sair dos cofres do governo federal, uma vez que cobra vários impostos sobre utilização das rodovias, sendo a mais recente a CIDE. 


O setor elétrico, era operado pelo Estado, mas iniciou-se a privatização no governo FHC, continuou no governo Lula e continua a todo vapor no governo Dilma.  Querem os dois últimos governos utilizarem a sofisma de batizar como concessões ao invés de privatizações. Hoje, funciona sob forma híbrida, pública ou privada. E tem funcionado razoavelmente bem, considerando que o país tem dimensão continental.

Recentemente, foi feito a privatização de 3 grandes aeroportos do Brasil, sob regime de concessão que nada mais é do que privatização da operação destes aeroportos, cobrando tarifas que o Estado vinham cobrando. É previsto no contrato de privatização o aumento de tarifas que poderão ultrapassar os índices de inflação, conforme o investimentos que se tornem necessários fazer.  


Poderia ficar horas e horas, enumerando os casos de concessões de serviços ou privatização de serviços que deveriam ser do Estado.  Não é o caso.  Trata-se de partidos políticos, notadamente o PT e PSDB, querendo rotular um ao outro de Concessionárias ou de Privatistas.  Como podem ver nos exemplos acimas, tudo é questão semântica.  

O que interessa é que sejam levado ao povo serviços públicos à altura da tarifa que paga.

O povo já cansou disso tudo!  Ele não é massa de manobra para ser enganado com questão semântica.  Nem concessão ou nem privatização significa coisa boa, elas desnudam apenas a falência do Estado. 

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum.
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domingo, 25 de março de 2012

CRISE NA BASE DO GOVERNO DILMA, O QUE TEM POR TRÁS DISSO?

 Para explicar com maior precisão a crise na base do governo Dilma, vou recorrer a diversas manifestações e textos tirados do jornal Folha de São Paulo, acrescidos de comentários meus.

Durante o governo do petista no Rio Grande do Sul, a então secretária estadual de Energia, Dilma, foi apresentada ao recém-eleito presidente Lula e acabou indicada para o Ministério das Minas e Energia. Olivio Dutra, ex-governador critica a relação do governo de Dilma com o PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer. Fonte: Folha.

Dono da segunda maior bancada do Congresso, o PMDB, do vice-presidente Michel Temer, teve corte de nada menos que a metade das verbas disponíveis em seus quatro ministérios.
Já nas 14 pastas ocupadas pelo PT ou por indicações diretas de Dilma, o impacto dos cortes ficou em apenas um décimo dos recursos destinados a compras e investimentos - o levantamento não considera gastos obrigatórios, como o pagamento de salários e aposentadorias. Fonte : Folha

"O PMDB é um ônibus, ninguém sabe qual é a direção, quem entra, quem sai. É um partido com vários interesses regionais diferenciados. Na oposição também há as mesmas coisas. É um rebaixamento da política. O Lula também ficou refém dessa necessidade." Dutra, 70, diz que o PT está se transformando "para ser muito parecido" com os partidos tradicionais. Fonte : Folha.

Ainda segundo levantamento da Folha, os ministérios comandados pelo PMDB perderam 50% de verba, enquanto os do PT e indicações direta da Dilma perderam apenas 10%. Isto faz diferença, já que os ministérios são fontes de financiamento para campanhas eleitorais de cada partido, nas eleições municipais de 2012.  Sobre loteamento de ministérios já comentei sobejamente nos 2 comentários meus sob o título de : Estranhos loteamentos de cargos públicos e Brasil, capitanias hereditárias.

Acontece que PT quer eleger os prefeitos de principais capitais do país.  E quer enfraquecer sobretudo o PMDB. Sabe Dilma que PMDB é um partido que não tem dogma, nem dono.  O PMDB notoriamente, estará sempre do lado de quem está no poder, seja ele PT ou PSDB. Como primeiro movimento desta estratégia foi remover o Romero Jucá da liderança do governo no Senado. Dilma, escolheu o senador Eduardo Braga, que fez parte do esquema Dilma 2010. Vem chumbo grosso por aí !

Como foi dito, o PT perdeu nominalmente 10%, o PR dos Transportes perdeu 10% e PP das cidades perdeu 16%. Justifico, o ministro Passos, apesar de formalmente pertencer ao PR é de cota pessoal do Dilma. Ele Passos, foi interlocutor direto da Dilma enquanto ministra de Planejamento do Lula, para contratação de obras superfaturadas do DNIT, em 2010.  E o ministério das Cidades, pertence formalmente ao PP, mas o seu ministro está com navalha no seu pescoço. Qualquer desobediência, cai.  E o ministro recém nomeado sabe muito bem disso. 

Vocês devem estar pensando. O que isto tem a ver com eleições de 2012? Tem tudo a ver. Lembrem-se das capitanias hereditárias? Lá na capitanias, os governadores  tinham benefícios financeiros dos seus territórios.   E cá, nos ministérios, os partidos financiam suas campanhas com benefícios financeiros escusos, denominados de "roubalheiras" para não dizer "corrupção" de uma vez. Não estão, vocês, pensando que eles estão se engalfinhando apenas por conta do prestígio político, estão? 

A cultura do "mensalão" deixado pelo Lula e agora quase confirmado a impunidade dos que participaram, fez escola. Agora, é roubalheira mesmo, descaradamente à luz do dia.

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum.
Atende pelo twitter : @sakamori10

sábado, 24 de março de 2012

DILMA E MANTEGA MENTEM PARA O POVO BRASILEIRO

Eu ia ficar quieto no meu canto. Mas, não vou. Tenho dever com os meus leitores deste blog. A grande mídia, não informa, pelo contrário desinforma. Em linguagem de rede social, podemos dizer que a grande mídia retuita release do Planalto. Tenham dó de nós, Dilma e Mantega!  Não fiquem fazendo bravatas e contando mentiras, como fazia o antecessor Lula. Então, vamos aos fatos.

Dizer que a economia está sob controle, como querendo dizer que está indo mil maravilhas, é mentira. Os indicadores econômicos dizem o contrário. Já comentei sobre o assunto em várias matérias postas aqui mesmo neste blog. Digo e repito, Dilma e Mantega está administrando a "tesouraria". Eles pensam que administrar tesouraria é administrar a economia.  E para administrar economia, precisaria de Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O Brasil não tem, desde antes, durante e pós Lula. Só tem PAC que é uma colcha de retalhos de programas do governo Dilma. É dose encarar isto!  Creio melhor rasgar o meu diploma universitário, o título de ter sido professor da UFPR e passar apagador no expertise acumulado durante 40 anos!


Mantega sob ordens da Dilma diz que vai baixar SELIC. É um engôdo. Vai baixar, no máximo até 8,75% aa. Vai continuar sendo os juros mais altos do planeta. Vai dizer que é menor das taxas dos últimos tempos. Só que os tempos são outros. Essa mania de querer comparar as administrações tucanas e petistas me deixam nervos à flor da pele. Por que partidarizar Plano de Desenvolvimento do Brasil ? O projeto é para partidos ou para o pais?  Tou dirigindo pergunta a todos os partidos. O fato que os juros que consomem cerca de R$200 bilhões por ano, considerando a nova taxa, é um sacrifício enooorme para o contribuinte.  Por conta disso, a educação, a saúde, a segurança pública e a infraestrutura ficam para o segundo plano.


Dizer que o câmbio está sob controle é outra mentira.  Está sob controle no patamar de R$1,80.  Comprando ou vendendo dólar no mercado, pelo BC. Atitude típico de "tesoureiro" do governo.  Já demonstrei na matéria anterior de que a moeda americana deveria estar no patamar de R$2,40. Dilma e Mantega tem medo de colocar o Dólar no patamar real. Medo de puxar o dólar e desagradar o povo. Aliás, o dólar depreciado levou Dilma ao poder.  O Real apreciado, ou Dólar depreciado, dá falsa sensação de poder de compra. Importamos tudo. Disindustrializamos tudo. Vivemos como rei. Gastamos como gente grande. Mandamos os nossos emergentes fazer gastança no primeiro mundo. Como "novos ricos" ou como aquele cara que ganhou mega-sena.


Só lembrando, vivemos como novos ricos. com dívida que vai às estrastosferas. Lembrem-se, pagamos R$200 bilhões de juros por ano! Então, agimos como aquele cara que gasta em cima do "cartão de crédito", já comentado neste blog sob título "Brasil país usa cartão de crédito" . Só que isto leva o país à risco desnecessário, isto é, à inadimplência, como ocorreu com a Grécia. E eles, a Dilma e Mantega são responsáveis por conduzir o país para o abismo, desnecessariamente. Tudo isto, para obedecer o calendário eleitoral ou eleitoreiro. Tudo pelo poder!

Num cenário descrito acima, Dilma passou o "pito" nos empresários brasileiros, dizendo em outras palavras que deveriam investir pesadamente no Brasil.  O pior, o pior de tudo, é que os empresários a ouviram "quietos", sem declarações.  Alguns até aplaudindo. Aplaudindo porque são beneficiados com a transferência direta de renda, no sentido inverso a do Robin Hood, também, comentado aqui no blog. 

#QueroBrasilMelhor  #EuSouDaResistance (com a).

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum.
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sexta-feira, 23 de março de 2012

OBRIGADO, CHICO ANYSIO !

Chico Anysio, o maior humorista de todos os tempos, morre aos 80 anos, hoje, no Rio de Janeiro.

Chico Anysio, não só marcou época, marcou o humor no Brasil. Com seu jeito peculiar, criando personalidades múltiplas, fazendo humor sobre temas do cotidiano, do seu jeito inteligente, que nenhum outro o conseguiu superá-lo até hoje. 

Muitos tentam imitá-lo, mas não conseguem. Inventaram outros tipos de humores, mas nem de perto chegam aos pés do humor do Chico Anysio. O humor do Chico Anysio é inimitável.  Nunca mais vai aparecer mais o humor como o do grande mestre.

Sinto tristeza enorme! Sinto que com a morte do Chico Anysio, também vai a inteligência, o bom caráter, a alegria, enfim, de tudo de melhor que tinha o Brasil.  Restaram no país a ignorância, o mal caráter, a esperteza, a safadeza, a roubalheira, o canalhice, para não dizer outras palavras mais pesadas.


Ô cara!  Muito obrigado, por tudo que você fez! Você é rei! Com certeza, Deus o acolherá com todas honras que merece um rei. Descanse em paz! 


Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, cidadão comum.
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VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO DO BRASIL

Um levantamento divulgado pelo Ministério de Saúde, com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), mostra que o Brasil registrou no ano passado 40.610 vítimas fatais no trânsito, um aumento de quase 25% em relação ao registrado nove anos antes, em 2002, quando 32.753 morreram. Fonte: G1

Entre as regiões do país, o maior percentual de aumento na quantidade de óbitos foi registrado no Norte (53%), seguido do Nordeste (48%), Centro-Oeste (22%), Sul (17%) e Sudeste (10%). Fonte: G1

“Os estados que conseguiram apertar a fiscalização e impedir que qualquer pessoa alcoolizada pudesse dirigir conseguiram reduzir os acidentes”, destacou o ministro Alexandre Padilha em entrevista ao G1. Fonte G1

“O primeiro motivo das causas dos acidentes tem sido a alta velocidade. É fundamental termos mecanismos de combate à alta velocidade", disse Padilha. Fonte: G1

O ministro ressaltou ainda a importância de uma fiscalização mais eficaz da Lei Seca. De acordo com o ministro Padilha, houve uma redução de até 30% nas regiões que tiveram uma ação mais eficaz na fiscalização. Fonte: G1
  
Os dados são inscontestáveis pois são os fornecidos pelo Ministério da Saúde. Poderia acrescentar aqui algumas estatísticas comparativamente com outros países semelhantes em extensão territorial como o Brasil, mas deixo de fazê-lo, tendo em vista que não sou especialista na área de trânsito.

No entanto, me espanta o número de mortes.  É como se a cada 5 anos ocorrece terremoto como o do Haiti, onde morreu 200 mil pessoas. É um número absurdo, que não necessitaria de nenhuma referência de comparação.  

Apontarei aqui, como cidadão comum, duas principais causas que fazem com que o número de acidentes cresçam todos os anos, proporcionalmente ao número de veículo que trafegam no país.  Sendo assim, em pouco tempo, estaremos com a estatística batendo nos 100 mil mortes por ano em acidentes de trânsito.

A primeira causa é que o crime praticado pelo acidente do trânsito não é levado a sério, aqui no Brasil.  À rigor, se tem 40 mil mortes em acidentes, deveria ter quase igual número de condenados pela morte.  Mas, não tem. Outro aspecto é a responsabilidade civil do causador do acidente à família do acidentado.  No Brasil, não tem nenhum.  Apenas recai sobre danos materiais.  E a renda da pessoa vítima que fará a falta para a família, quem paga? Ninguém. No Japão, o causador do acidente arca até o resto da vida, parte da sua renda para sustentar a família da vítima, por lei e pelo costume.  E perde carteira de motorista para o resto da vida. Aqui, o motorista causador do acidente continua com a carteira de motorista. Estou mentindo?

A segunda causa é a precária infraestrutura do país em termo de locomoção de pessoas e cargas.  Tudo é feito via rodoviária.  Então, congestiona tudo.  Pode ver que, nas estradas normalmente envolve veículos de carga.  O pior, congestiona em estradas mal conservadas, esburacadas, em sua maioria e em pista simples. Quantas estradas por país a fora, não tem a sua "curva da morte".  São curvas que são convites para causar acidentes fatais.  Cadê os PACs das estradas? Só existem para "roubalheira" do dinheiro do contribuinte?

Infelizmente, sou obrigado a concordar com o ex-presidente francês Charles De Gaule: O Brasil não é país sério!

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum.
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quarta-feira, 21 de março de 2012

FALTA BASE PARA EDUCAÇÃO DE BASE

Temos uma história de apoiar o ensino superior, menosprezando a educação de base. Temos um programa "Universidade para Todos", mas não temos um programa ambicioso para "Todos Alfabetizados". Não há também o "Todos com Ensino Médio de Qualidade".

Para cada setor da sociedade, temos um ministério. Só na área econômica, são cinco. Mas não há qualquer autoridade nacional responsável pela educação de base. Mas é possível concentrar o MEC na educação de base, migrando a Secretaria de Ensino Superior para o MCT, que passaria a ser o Ministério da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Inovação.

A principal justificativa para isso é político-administrativa. O ministro dedicado apenas à educação de base terá de concentrar a sua atenção nesse setor. Há também uma justificativa do ponto de vista estratégico: criar no Brasil um sistema nacional do conhecimento, que será eficiente quando todos receberem uma boa educação de base.
  
Tudo isto foi dito pelo Cristovam Buarque, ministro de Educação do governo Lula.  Apenas algumas ideías adicionais que descrevo a sguir.

Digo eu. Em todos os países desenvolvidos educação de base é em tempo integral, num período menor que o nosso ensino fundamental que é de 8 anos.  Por exemplo, no Japão é de 6 anos. Poderia reduzir para 6 anos + pré = 7 anos ao invés de 9 anos atuais. Com tempo integral e modernas ferramentas disponíveis como a internet, daria de sobra para assimilar as matérias do ensino fundamental.  O que interessa é a qualidade do ensino, não quantidade de anos na sala de aula.  É difícil de implantar? Sem dúvida é difícil. Mas todos os projetos que mudam paradigmas, demandam muita compreensão dos que participam da mudança, direta e indiretamente. Este projeto é do engenheiro e ex-professor da UFPR.

Para garantia de execução da tarefa proposta, felizmente, já existe uma lei que estabelece o piso mínimo para os professores em regime de 40 horas. Justamente, o tempo integral, proposto por este bloguista. Veja o que estabelece a lei.

O Ministério da Educação (MEC) definiu em R$ 1.451 o valor do piso nacional do magistério para 2012, um aumento de 22,22% em relação a 2011. Conforme determina a lei que criou o piso, o reajuste foi calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no mesmo período. Além disso a Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. 

Só falta mesmo, vontade política e destinação de verbas suficiente para implantação do ensino fundamental de 6 anos em tempo integral.  A verba sei onde buscar, basta pagar juros SELIC 2% a menos do que se paga hoje. Daria uma soma de R$40 bilhões. Gente para implementar o projeto temos o suficiente, que são os abnegados colegas meus do magistério.

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum. 
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terça-feira, 20 de março de 2012

OBRAS DA COPA 2014, SUPERFATURAMENTO

Muitos leitores deste blog, já tinham me sugerido escrever sobre as obras da Copa 2014. Pois, ontem, vi crítica bem ácida do deputado Romário, justamento sobre as obras do Copa 2014. Sim, o Romário da Seleção Brasileira, hoje deputado federal pelo Rio de Janeiro.

A Copa das Confederações vai ser realizada 1 ano antes da Copa 2014, ou seja daqui a 1 ano e 3 meses. E a Copa 2014 em pouco mais de 2 anos e 3 meses.  


Pelos noticiários estampados nos principais veículos de comunicação vemos que o andamento das obras, os estádios e as vias de acessos estão atrazados. Tal qual disse o Secretário Geral do Fifa e confirmado depois pelo Ronaldo Fenômeno.


Disse o deputado Romário, no jornal Folha, que o atrazo das obras é proposital, para que num determinado momento, as obras em questão se enquadrem como "obras emergenciais" para permitirem superfaturamentos. Eu na condição de engenheiro, concordo plenamente com ele. Não vai dar mais para segurar a obra assim. Terão que entrar em regime especial, para concluir à tempo de atender pelo menos para a Copa 2014. Para Copa das Confederações, só algumas poucas estarão prontas.


Agora, vem o X da questão. As obras emergenciais, quando assim são consideradas, poderão custar entre 25% a 50% a mais do que o valor normal.  E neste custos de obras emergenciais, vão custar no mínimo 50% mais caro do que o valor contratado, sem dar muita explicação.


Porém, o governo Dilma, no ano passado, aprovou lei que permite reajustar o valor global das obras da Copa 2014, em 100%. Isto quer dizer que entre uma coisa e outra, além dos 50% já mencionado acima, permite, dentro da lei específica da Copa 2014, adicionar outros 50%, a qualquer título, sem que seja considerado como superfaturamento.  Ou seja 50% + 50% = 100%.  Então, dentro da lei, as obras da Copa 2014 do governo Dilma poderá custar 100% a mais do valor licitado, sem que se enquadre como superfaturamento. 


Com a caminha pronta e perfumada, é difícil acreditar que não haja relações incestuosas entre governo Dilma e os empreiteiros aquinhoados com as obras da Copa 2014. Será melhor o povo fingir mais uma vez que não estamos vendo acontecer atos imorais?

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, cidadão comum. 
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segunda-feira, 19 de março de 2012

DÓLAR A R$2,40, É POSSÍVEL?

Dólar a R$2,40 não só é possível, como deveria estar.

Os estudos feitos por este bloguista, partindo da implantação do Plano Real até o dia de hoje, levando-se em consideração a variação da inflação oficial do Brasil, descontada a inflação americana, o dólar deveria estar cotado a R$2,40, hoje.

O governo Lula, utilizou a desvalorização do dólar, produto da estagnação da economia americana, como instrumento de combate à inflação no Brasil.  O governo ajudou a colocar lenha na fogueira e o dólar ficou demasiadamente depreciado.  E o governo Dilma, tem acompanhado a política monetária do Lula, via escola do Meirelles.


A consequência é a desindustrialização do Brasil e excessiva importação de produtos estrangeiros.  O resultado é o sucateamento das indústrias brasileiras e importação desenfreada, não só de produtos acabados, mas de máquinas e equipamentos industriais. Uma verdadeira desnacionalização de tudo.  Entregamos tudo para americanos, europeus, japoneses e chineses. Viramos apenas bons consumidores. Não produzimos mais nada.


Qual é a saída para isto? Dilma sabe o caminho das pedras?

Ela Dilma nao sabe ou finge que não sabe. Dilma afugenta capital estrangeiro direto (IED) com bravatas já conhecidas, em prejuízo da modernização do parque industrial, mesmo que em mãos de estrangeiros. Vamos ser claro, Investimento Estrangeiro Direto, não é dinheiro de especulação. Tem rubrica próprio. Não vamos misturar joio com trigo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Não saber distinguir uma coisa da outra, Ela não merece o cargo que ocupa, ou seja o de presidência da República.

Se o problema é entrada excessiva de dólar, poderia tomar duas medidas importantes.  A primeira é a baixa expressiva da taxa de juros SELIC, já comentado hoje de manhã, para afugentar o capital especulativo.  A segunda medida é aceitar no Brasil, como fazem diversos países, depósito do IED e de exportações em Dólares. Permitindo que o sistema bancário, não só aceite, mas remunerá-lo à uma taxa civilizada, até a conversão em Real.  E felxibilizar a saída de dólares. Não se preocupem que este tal de lavagem de dinheiro ou evasão de divisas, tem rota própria. Nada a ver com as medidas propostas aqui.

Como já foi dito na matéria anterior, as medidas propostas aqui, não podem ser implementadas isoladamente para evitar novas distorções.  Não adianta consertar uma distorção para criar outras. As equipes Fazenda, Banco Central, Desenvolvimento e Agricultura deverão debruçar e tomar medidas em conjunto para que não criem novas distorções.  É urgente tomar esta decisão. Na minha opinião já deveria ter sido tomada

Se a China do Hu Jintao adota a política de depreciação da seu Yuan (Ren Min Bi) cresce a uma média de 9% aa há mais de 20 anos, então, por que o Brasil da Dilma insiste em adotar a política oposta da China ou seja de apreciação do Real e crescemos a 3% aa ? 

Anotem. Hoje dia 20 de março de 2012, este bloguista disse da necessidade de tomar medidas estruturantes na economia do Brasil, urgentemente, sob pena de em pouco tempo virar Grécia ontem. 

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, pequeno/médio empresário. 
Atende pela rede social Twitter : @sakamori10

SELIC A 6,50%, É POSSIVEL?

Antes de responder a pergunta é necessário contrapor a alguns conceitos repetidamente ditos pelas autoridades monetárias, analistas econômicos retuiteiros do Planalto e pela grandes mídias brasileiras. Sobre esses conceitos já fiz referência em outros blogs meus, anteriormente, porém vou repeti-los aqui novamente.

Taxa básica de juros SELIC segura a inflação. 

As autoridades monetárias do Brasil, nunca mentiram tanto.  A taxa básica e juros pode ser um dos instrumentos da política monetária, mas não o único componente.  Pelo contrário, poderá ser um componente de realimentação da própria inflação. Se o objetivo do mercado é "enxugar" o mercado, tem um outro instrumento da política monetária mais eficaz e imediato, ou seja o "depósito compulsório dos bancos". 

O fato é que a política monetária se faz com vários instrumentos, inclusive com a taxa básica de juros, mas não tão somente com este. Seria como se fosse um DJ controlando o som com o "equalizador" com múltiplos botões.


Então, por que continuamos pagando SELIC de 9,75%,
a mais alta do mundo?

É mais ou menos como acontece com situação pessoal. Quando você está muito bem financeiramente, os bancos vem oferecer empréstimos a juros de pai para filho. Agora, imagine você se estiver feio na fotografia na praça, os bancos vão cobrar juros acima do mercado e de quebra vão exigir que mantenha parte do crédito liberado em depósito vinculado com juros simbólicos. 


O Brasil está mais ou menos nessa situação descrita acima. No passado não tão distante, pedimos até "moratória". Num passado mais recente, na flexibilização do dólar, já pagamos juros SELIC de 50% aa. Esta situação só veio a reverter por que mantemos hoje Reserva Cambial alta, que funciona como "garantia" de pagamento dos juros, remunerado a pífios 0,25% aa. Lembra-se do depósito vinculado que o cara que está feio na fotografia? 


Por falta de credibilidade o prazo médio do pagamento do principal da dívida líquida do Tesouro está pouco além de 3 anos. Ou seja, se o país não conseguir "rolar" a dívida devemos desembolsar nos próximos 3 anos, valor equivalente a 50% do PIB, ou seja próximo de R$ 1,9 trilhões. Segundo fontes do BC, 23% do total, ou seja grosso modo R$500 bilhões vencem nos próximos 12 meses! Só de juros próximo de R$200 bilhões, neste ano, considerando já o SELIC de hoje. Isto se diz repeito à credibilidade do Brasil. A verdade está aqui. Não adianta mentir dizendo que é para segurar inflação!  É desculpa do país que caiu na arapuca da agiotagem internacional, por incompetência de diversos governos, antes, durante e pós Lula.

Finalmente, é possível baixar SELIC para 6,50% ?

É possível, sim.  O cenário externo permite isto.  O momento é único. As principais bancas estão em dificuldades, EEUU com pouco crescimento, União Européia em quase estagnação e Japão quase parando.  E apesar de tudo, pasmem, pagando juros básicos de 0,25% aa, 1,0% aa e 0,1% aa nominais. Descontado inflação, eles estão pagando juros negativos, ou seja abaixo da inflação.  O cenário interno permite também. Inflação está sob controle e com  baixo crescimento, para dizer apenas alguns componentes.


SELIC a 6,50% terá que mexer em 2 componentes através de portaria ou decreto, sem causar grandes traumas no mercado e na população. Aquém deste número, seria preciso mudar legislação, como o da Caderneta de Poupança, FGTS e correções judiciais.  A primeira providência é tirar o Imposto de Renda de ganho de capital para aplicações em títulos públicos, assim como já faz para as aplicações especulativas dos estrangeiros. Cobrar Imposto do próprio empréstimo é um contra senso tão grande que não tem explicação. A segunda providência é tirar correção monetária do Caderneta de Poupança, pagando apenas os juros de 6,0% aa. Vai ter que explicar muito, isto vai ter. Mas, afinal, não elegemos presidente para isso, não foi? Para explicar ao povo sobre deveres de casa que vai se fazer, ao invés de ficar chamando europeus de "canibais".


Todo blá, blá, blá que estão a falar sobre SELIC diferente desta matéria é pura demagogia. É apenas, jogo de cena das autoridades monetárias do país, sob comando da presidente Dilma Rousseff.  O pior, o pior de tudo, aplaudido pelos agentes públicos e privados como se fosse, já disse antes, platéia do Silvio Santos.  "Roquee! Onde você está?"

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor de invetimento em dias de folga. 
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domingo, 18 de março de 2012

NOVO VAZAMENTO NO CAMPO DE FRADE, ALERTA PARA PRÉ-SAL



A Chevron aguarda decisão da ANP (Agência Nacional do Petróleo) para suspender a operação no campo de Frade, onde produz 61 mil barris diários de petróleo. A agência disse que aguarda mais informações técnicas da companhia para decidir sobre a interrupção da produção.Fonte : Folha.

A Chevron informou na quinta-feira que "não há nenhum indício de que o segundo vazamento tenha relação com o primeiro". A empresa ainda não se pronunciou sobre a decisão contra seus executivos. Fonte: Folha.

Vamos aproveitar desta matéria para informar corretamente alguns fatos que não estão sendo dado devido destaque à população, tanto pela ANP como pela grande mídia.

1. A Petrobrás é sócia minoritária, 30% segundo a Companhia, deste poço, no campo de Frade.  E isto faz a diferença? Faz, sim. Em sendo sócia do poço, seria natural que a Perobrás tivesse algum representante na plataforma de exploração do referido poço.  Em tendo, representante da Companhia, o governo brasileiro através da sua estatal deveria estar sabendo sobre a ocorrência nas suas minúcias técnicas. Mesmo, não sendo engenheiro com formação na área específica, concluo que a Petrobrás sabia e sabe da causa da ocorrência tanto quanto a Chevron.

2. Sendo a Petrobrás sócia minoritária, o eventual prejuízo devido ao fechamento definitivo ou provisório do poço, recai diretamente no balanço da Companhia. Só este fato justifica a manutenção da exploração deste poço, com já 2 acidentes ocorridos. Não só a Chevron, mas também a Petrobrás e seu corpo técnico são responsáveis solidários civil e criminalmente sobre episódio em consideração.

3. O que é mais grava ainda, sob ponto de vista da segurança e do meio ambiente é de  que os acidentes ocorridos não ocorreram na cabeça do poço como aquela que ocorreu no golfo do México no poço da British Petroleum (BP).  Naquele acidente, a dificuldade era tampar a cabeça do poço com material isolante, no caso concreto.  Segundo divulgado na imprensa mundial, a BP dispendeu US$ 5 bilhões e ainda ficou com a sua credibilidade abalada.  

4. O caso do acidente do poço do campo de Frade da Chevron/Petrobrás aconteceu de forma diversa daquela do BP. O rompimento, ocorreu no tubo de revestimento do poço. Isto, ocorreu a segundo informações, de
100 m  a 200 m de profundidade em rochas. Por esta razão, a dificuldade de reparo é infinitamente maior. Nem precisa ser técnico para entender. Ocorre que no trecho que houve o rompimento existe falhas geológicas que não consegue conter o petróleo pela forma natural. O óleo, está aflorando à superfície através das falhas geológicas cujo mapeamento, segundo se sabe, não existe.  Só existe uma solução para o caso. Abandonar o poço e injetar cimento na totalidade da extensão do poço.  Isto, com certeza, vai repercutir no balanço da Petrobrás, que responderá por 30% do prejuízo.

ALERTA PARA PRÉ-SAL

Podemos afirmar que Deus é brasileiro.  O presente episódio nos serve de alerta para que o projeto de exploração do pré-sal, seja minuciosamente detalhada e com técnica muito mais segura do que a atual. Lembrando que a camada pré-sal está localizada a 7.000 m de profundidade.  Qualquer acidente a esta profundidade, caso ocorra um acidente semelhante ao poço do campo da Frade, seria praticamente incontrolável.  Nesta hipótese, remota, mas real, teria que abandonar o poço e esperar o esgotamento completo do volume de petróleo daquele poço, em tese. Com certeza absoluta, haverá danos ambientais e ecológicas irreparáveis.  E pior, com óleo chegando efetivamente nas nossas praias até que esgote o depósito de óleo daquele poço acidentado. 

Enquanto isso, a presidente Dilma, quer a qualquer custo explorar o pré-sal com intuito de aumentar a capacidade de produção do petróleo do país para algo como 6 milhões de barris dia até o ano de 2020.  E Graça Fortes disse que vai executar o plano "a qualquer custo". Isto me deixa estarrecido!  Pergunto: se o Brasil der um tempo para desenvolver um sistema mais seguro de exploração, por acaso a reserva de petróleo do pré-sal vai desaparecer? Não vai. 

Os programas do governo da presidente Dilma é pautados tão somente em agenda eleitoral. E com o apoio dos governadores e prefeitos que obedecem a mesma agenda. Há um movimento de açodamento para exploração da camada pré-sal. Os governos em 3 níveis querem gastar logo o dinheirama do pré-sal, não importando se o povo vai pagar por um eventual risco ecológico irreparável, se não for explorado com técnica mais apurada, que ainda inexiste. Igualmente, estão na fila de espera das sobras do dinheiro do pré-sal entidades como ANP, IBAMA e Greenpeace. 

Esperamos que a presidente Dilma, aproveitando o episódio ocorrido com o poço do campo de Frade, adie "sine die" até que encontre técnica mais segura para exploração do pré-sal. Que o cronograma de exploração do pré-sal seja desvinculado do calendário eleitoral. O povo merece. E o Brasil agradece. 

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da UFPR. Atende pela rede social twitter : @sakamori10

sábado, 17 de março de 2012

AS UNIVERSIDADES CAMINHAM A REBOQUE DA SOCIEDADE

É isto mesmo que você leu. Universidades caminham a reboque da sociedade. Infelizmente, a grande maioria das universidades não caminham na vanguarda da sociedade.

Como fiz parte do corpo docente de uma das melhores universidades (sic) do país, a Universidade Federal do Paraná, posso afirmar isso de cadeira.  Digo universidades, mas me refiro à maioria dos cursos superiores existentes no Brasil. O índice de desempenho demonstrado pelas melhores instituições de classificação do mundo, o rating do ensino, colocam apenas alguns destas nas melhores classificações, como a USP, FGV, ITA e Unicamp.  

Escrevo esta matéria com muito pesar. Afinal, fiz parte desta estrutura de ensino, retrógrada, parada no tempo do império, que caminha com sofreguidão.  Aliás, um dos motivos da minha saída do corpo docente, foi justamente por que aquela função, ao em vez de me dar orgulho me dava uma angústia enorme, por dever que não poderia cumprir.  Infelizmente a estrutura de apoio não era adequada para formação de um profissional à altura de honrar o próprio diploma. Era cultura que reinava à época. E conversando com o corpo docente de hoje, vejo que nada mudou, infelizmente.


O assunto é complexo para tratar em poucas linhas, mas vou fazê-lo, mesmo sabedor de que serei foco de crítica de "intocáveis" donos do "progressos da ciência".  


Com raríssimas exceções, como os cursos de medicinas deste país a fora, dão formação, nos hospitais de clínicas próprios ou conveniados sob forma de  plantões, residências e especializações, formam médicos à altura da necessidade do país.  De outras profissões, infelizmente, não posso dizer o mesmo.

Que tipo de profissionais formam as universidades, então? Formam sim, mestres e doutores em ciências puras e em quantidades enormes.  Muitos destes, mestres e doutores nas áreas respectivas, defendem teses teóricas, sem mesmo nunca ter pisado num laboratório de última geração, ou atravesado a porta de indústria de ponta.  Criamos pelo menos, então, cientistas que levarão o país à inovação tecnológica?  Não, não criamos. Criamos cientistas de antepenúltima geração! Ou seja, as universidades andam à reboque da sociedade. 

Os que fazem parte do corpo docente, vão dizer que termos cientistas de antepenúltima geração é melhor que nada.  Concordo em parte, que é melhor que nada. Por outro lado, as mesmas pessoas que irão me criticar vão concordar que isto é muito pouco para um país que quer se tornar potência mundial.   

As nossas universidades, com exceção de poucas aqui nominadas e outras não, estão totalmente sem estrutura de material e recursos humanos. Garanto que nisso vou ter concordância uníssona. As nossas universidades estão sucateadas! 


A origem de tudo isto está na cultura de um pseudo socialismo, de que tudo que vem da iniciativa privada é ruim ou de que a estrutura do capital explora os trabalhadores. Ouvi muito isso, à época da minha atuação como docente, e continuo a ouvir o mesmo discurso, ainda hoje. Engraçado isso. Penso eu que se queremos ver o país como potência mundial, pressupõe estar inserido no contexto global. 


O pior, o pior de tudo é que muitos militantes que comandam o país, ainda pensam assim. Estão, ainda nos tempos do "woodstock" ou nos tempos da revolução socialista do Fidel Castro. Urge mudar de cultura. Até os camaradas comunistas chineses, bem sucedidos, mudaram de postura há mais de 20 anos!

A solução, qual é a solução para o problema, então? Quando mato a cobra mostro o pau.  Penso eu, se é a iniciativa privada é que produz emprego e arrecada impostos para dar suporte financeiro para o resto da sociedade, porque não podemos aproximar as nossas universidades à iniciativa privada? Se iniciativa privada for bem, mais impostos arrecadam ao governo.  Com mais impostos arrecadados, o governo pode proporcionar serviços mais eficientes para toda a sociedade. É questão de aritmética, 2 + 2 = 4.

Não tem como, a ordem terá que vir de cima. Não adianta fazer reuniões, audiências públicas, etc.  Seria necessário  que a presidente da República e seus ministros de Educação e de Ciência e Tenologia, digam ao país e ao povo, quais são as funções que estão destinadas às nossas universidades. Que digam em alto e bom tom para os dirigentes das universidades públicas e privadas que, de agora em diante, as instituições de ensino deverão trabalhar junto com a iniciativa privada e em consonância com as necessidades do país.   


Simples. Que a presidente Dilma diga ao país que o papel das universidades é estar à vanguarda da sociedade, em parceria com a inciativa privada, para levar o país à liderança mundial em inovação e tecnologia. O dinheiro para viabilizar isto virão, naturalmente, da iniciativa privada, sem nenhuma sombra de dúvida.

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da Universidade Federal do Paraná. Hoje, cidadão comum.
Atende pela rede social Twitter: @sakamori10