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sábado, 4 de agosto de 2012

DILMA POPULAR? ENTÃO SOMOS REPUBLIQUETA!

Saiu mais uma pesquisa sobre a aprovação do governo Dilma.  O índice está cada vez mais alto, ultrapassando ao do Lula, comparando com o mesmo período do governo.  Isto talvez deixem pessoas estupefatos, mas a mim não.  Conheço os motivos que levam a esse tipo de estado de coisas.


Tem muita gente, muita gente mesmo, dependendo do governo central.  Vão de beneficiários do programa Bolsa Miséria aos beneficiários do programa Bolsa Empresário.  O governo, simplesmente responde por 43% do PIB, segundo minha conta.  Além de irradiar influência no restante dos 57% do PIB.  Muito semelhante aos regimes totalitários espalhados pelo mundo a fora. 


O governo federal, detém o poder de manter sob regime de concessão quase totalidade dos meios de comunicação.  Dizem que não tem controle sobre o conteúdo das notícias, mas qual é o empresário deste meio, que tem coragem de insurgir contra o poder concedente?  Estes empresários estão  sempre com a faca no pescoço, quando emite opinião através de seus editoriais contra o governo.  Os meios de comunicação que independe das concessões, dependem de verbas publicitarias do governo ou empresas do governo para  sua própria sobrevivência.  Enfim, não temos imprensa livre, nas condições em que o Estado detém 43% do PIB.


Quem chega no poder máximo da República, tem em suas mãos todas armas disponíveis para as notícias virarem ao seu favor.  Tem o poder e tem verbas.  Ambas armas poderosas.  O poder de comunicação de massa é implacável.  Criam-se figuras as mais favoráveis possíveis, como a mais carinhosa, a mais gerentona, a mais firme, a mais corajosa, a mais generosa, a mais qualquer coisa.  Enquanto isto, o país vive situação de republiqueta de 5ª categoria, onde não há nem sequer os serviços básicos como a educação, saúde pública e segurança pública.  Infraestruturas, só funcionam aqueles em regime de concessões.  Apesar de governo deter 43% do PIB, não tem dinheiro suficiente para manter estes serviços essenciais e básicos para a população.


Os governantes terem índices de popularidade alto nada quer dizer, coincidentemente é típico de países em regimes totalitários, senão vejamos.  São populares:  Kim Jong-un da Coreia do Norte, Mahmoud Ahmadinejad do Irã, Fidel Castro da Cuba, Hugo Chavez da Venezuela, Bashar Al Assad da Síria e por aí vai.  Querem mais exemplos? E só procurar na história da humanidade.  


Espero que apenas estas sejam razões suficientes para não confundir a popularidade com a natureza de gestão administrativa econômica e política de um governante.  Via de regra são governantes que fizeram ou fazem fortunas no exercício da função pública, conferido pelo povo.  Exemplos não faltam, mundo a fora.  Mesmo aqui no Brasil.  E a história repete, anos e anos, com sucessivos mandatários de todos os matizes partidários.


O povo aprova as roubalheiras.  Porque, mesmo os que já estão condenados ou mesmo que estão sob suspeição de roubalheira tem trânsito livre no Palácio do Planalto.  Desta forma, pressupõe o povo, com pouca instrução, que a roubalheira "faz parte do poder" (sic).  Até porque os denunciantes, via de regra, vão para cadeia.  O povo já se conforma que a roubalheira seja "bem feita".  Como a presidente Dilma diz: não admito os "mal feitos"!


Se alguns já se esqueceram que tem culhões, eu tenho certeza de que os tenho.  Não tenho medo das intimidações. 


Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi prof. da UFPR
Twitter: @sakamori10

2 comentários:

  1. Pior senhor Ossami Sakamori, eu só me dei conta dessa palhaçada depois de votar na Dilma com o lamento do Lula sobre a abusiva aprovação do congresso dos próprios aumentos salariais: "Nada pro lulinha!"

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  2. Mas agora venho denunciando o PT e seus apadrinhados e esse esquerdismo que assaltam e desmoralizam a nossa sociedade.

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