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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Os programas dos presidenciáveis para as fontes renováveis de energia



No Brasil, o mercado de energias renováveis – foco de atuação da DMI Group – propicia grandes oportunidades à produção de bens e serviços em sua cadeia de valor. 

Isto porque está em fase inicial de desenvolvimento e possui alto potencial de crescimento, tanto sob a ótica da oferta como da demanda.Na atual conjuntura eleitoral, elaboramos um breve resumo a respeito de como este mercado é abordado em cada um dos programas de governo que disputam o segundo turno.

De acordo com o plano de governo de Jair Bolsonaro (PSL), a pretensão é transformar o setor elétrico em vetor de crescimento e desenvolvimento do País através da diminuição do risco regulatório e desestatizações.

Estes fatores devem impulsionar a produtividade, assim como os investimentos e a geração de empregos no setor. A região Nordeste do Brasil, segundo este plano, será a base para uma nova matriz energética limpa e renovável. Nesta região, toda a cadeia de valor associada a energias renováveis crescerá mediante parcerias com universidades, criação de novas tecnologias e o desenvolvimento de indústrias eletro-intensivas. O programa do PSL também sugere que a expansão da geração de energia termelétrica (gás natural) ocorrerá de maneira integrada com as fontes de energia fotovoltaica e eólica.

Quanto ao programa de Fernando Haddad (PT), este prevê as seguintes diretrizes: a retomada do controle público das empresas do setor energético nacional, a prática de tarifas socialmente justas e o direcionamento de parte das reservas cambiais para expandir a geração de energias renováveis. 

O plano traz como metas a zeragem das emissões de gases de efeito estufa até 2050, além da instalação de kits fotovoltaicos em 500 mil residências todo ano. São previstas também a redução, em cerca de 50%, dos tributos incidentes sobre “investimentos verdes”, conjugada com o aumento da carga tributária sobre a emissão de carbono. Programas que subsidiam as tarifas em localidades isoladas devem, segundo o programa do PT, ser fortalecidos.

Em resumo, ambos os planos de governo que disputam o segundo turno nestas eleições tratam, de maneira construtiva, da transição da matriz energética nacional rumo a fontes sustentáveis. 

A única diferença diz respeito ao grau de intervenção do setor público que norteia cada programa. Este aspecto, por sua vez, deriva de orientações econômicas e ideológicas distintas.

Avaliamos, assim, que a diversificação da matriz energética nacional tende a se tornar uma política (estrutural) de Estado, independente do ciclo eleitoral

E o mercado de energias renováveis continuará propiciando rentabilidades atrativas nos mais diversos horizontes de investimento.









Daniel Xavier, economista-chefe
@DMI_Group


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

PIB mensal (IBC-Br) de agosto: recuperação gradual da atividade


oo O PIB mensal calculado pelo Banco Central registrou a terceira alta consecutiva em agosto, corroborando o cenário de recuperação gradual da atividade econômica no trimestre.Em nossa visão, o encaminhamento das reformas no próximo mandato será crucial para que o crescimento da economia ganhe mais tração a partir do patamar atual.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), cujo propósito é medir o PIB oficial (IBGE) em frequência mensal, teve variação de +0,5% em agosto (após ajuste sazonal), vindo de +0,7% em julho.Este resultado superou a mediana das estimativas de mercado (+0,3%). Com isso, a sua média móvel trimestral acelerou para 1,9% e, na comparação interanual, o ritmo de crescimento permaneceu em 2,5%.

Quanto ao desempenho mensal dos setores componentes do IBC-Br, vale notar:

·  A produção industrial veio abaixo do esperado em agosto (-0,3%), refletindo principalmente a redução(temporária) das atividades nos segmentos extrativo e de refino,decorrente de evento exógeno. Haverá, portanto, alguma devolução desta queda mais adiante, ainda que compensada pela perda de ímpeto da manufatura automotiva.

·   Por outro lado, os setores de serviços (+1,2%) e comércio varejista ampliado (+4,2%) exibiram desempenho favorável no mesmo mês, com destaque para as atividades de transporte (serviços) e vendas de veículos,materiais de construção e supermercados (comércio). As modestas expansões da massa de salários e da concessão de crédito,em ambiente de juros baixos, devem continuar impulsionado estes setores.

Desta forma, contando com a deprimida base de comparação do 2T18 (impactada pela paralisação do transporte de cargas), além da ótima safra de café deste ciclo 2017/18,avaliamos que o IBC-BR de agosto é compatível com expansão da ordem de +0,6% para o PIB do 3T18, vindo de +0,2% no trimestre anterior.  Para este ano e o próximo, nossa expectativa é de expansão do PIB em torno de 1,5% e 2,5%, respectivamente.  

Em nossa visão, o encaminhamento das reformas no próximo mandato será crucial para que o crescimento da economia ganhe mais tração a partir do patamar atual.









Daniel Xavier, economista-chefe
@DMI_Group

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Governo Bolsonaro. Não há milagres a produzir

Crédito da imagem: Instituto Millenium

O plano de governo do eventual presidente Bolsonaro está sendo desenhado com muita euforia e pouco dinheiro.  O candidato prometeu manter a Emenda do teto dos gastos públicos que limita ao nível de gastos do ano de 2016, apenas corrigido pela inflação.  Criticado por este blog, a Emenda do teto dos gastos é uma verdadeira camisa de força que inviabiliza investimento público em infraestrutura. 

A Emenda do teto dos gastos foi a fórmula encontrada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles para ganhar a confiança do mercado financeiro internacional, mas que produziu e produzirá o efeito colateral que é falta de investimento em todas áreas do governo, não só na área de saúde, educação e segurança pública, mas sobretudo na infraestrutura.  O País vem apresentando, apesar da Emenda do teto dos gastos, seguidos déficits primários (dinheiro que falta para pagar as despesas correntes), inclusive previsto para o ano fiscal de 2019, o primeiro ano do novo governo.

Segundo a grande imprensa noticia, a equipe econômica do eventual governo Bolsonaro quer a participação da iniciativa privada nos projetos de infraestrutura, sem contar com o apoio oficial do governo, nem mesmo do BNDES.  Promete a equipe do Bolsonaro, apenas a não revelada segurança jurídica para atrair investimento em infraestrutura.  Não saberia dizer se esta condição será suficiente para atrair capital de risco de empresários do setor. 

As obras encrencadas como a Ferrovia Norte Sul, a Transnordestina e a Transposição do Rio São Francisco seriam entregues ao Exército.  Independente de obras serem tocados pelo Exército, elas demandam vultosos recursos que não estão suficientemente provisionados no Orçamento Fiscal.  Seja pela iniciativa privada ou pelo Exército, o dinheiro para obras terão que vir de alguma fonte do Orçamento fiscal.  

Fala-se em dar especial atenção para transporte por cabotagem, sem especificar quantos serão os investimentos em portos.  A ênfase que quer se dar ao serviço de cabotagem, esbarra também na ampliação dos sistemas de transportes de acessos aos portos.  Depender dos vultosos recursos apenas proporcionando segurança jurídica é mais que uma questão a ser debatido.  

A Petrobras e a Eletrobras continuarão na mãos do governo da União, segundo equipe econômica do eventual governo Bolsonaro.  Os investimentos das duas estatais deverão vir dos financiamentos externos e recursos do setor privado não se sabe de que forma, ainda.  A área de refino do petróleo deverão ser privatizados, com o fim do monopólio do petróleo.  Os estaleiros nacionais não terão mais prioridades na contratação de plataformas marítimas, sendo estes adquiridos dos estaleiros estrangeiros, ficando os estaleiros nacionais com as eventuais reparos e reformas. 

Segundo a equipe econômica do Bolsonaro, o déficit primário de 2019 e dos anos subsequentes serão cobertos com a licitação de áreas de pré-sal em mãos do governo da União, como a excedente do Campo Tupi.  Lembrando que a Petrobras é dona de 5 bilhões de barris de óleo do Campo Tupi e o excedente do governo da União. O governo Temer pretendia leiloar ainda em 2018, mas o leilão ficará para o início de 2019, para sorte do Bolsonaro.  Comenta-se que a arrecadação será em torno de R$ 100 bilhões.

A principal fonte de recursos para equilibrar o Orçamento Fiscal será, na minha opinião, um adicional de 5% sobre impostos e contribuição PIS/Confins/IPI que serão unificados em uma única alíquota.  Sem nenhum recursos adicionais, não será viável investimentos em infraestrutura de responsabilidade do governo federal.  

O eventual governo Bolsonaro deverá aumentar impostos na área federal para cobrir o nocivo déficit primário e ainda ter o dinheiro para os investimentos em infraestrutura de que está sendo prometido.  Não há milagres a produzir sem os custos para a população.

Ossami Sakamori

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Bolsonaro 59% contra Haddad 41%


Faltando apenas 12 dias para segundo turno da eleição presidencial, que ocorrerá no próximo dia 28, o candidato Jair Bolsonaro vai consolidando a sua liderança, demonstrado pelas pesquisas eleitorais.  A última do IBOPE, de ontem, a distância entre o Bolsonaro e Haddad alargou ainda mais em relação à penúltima pesquisa.  O candidato Bolsonaro está com 59% dos votos válidos contra 41% do candidato Haddad.  Se o Bolsonaro manter a postura de não entrar em novas polêmicas com o Haddad, com certeza, teremos Jair Bolsonaro, presidente da República, de todos brasileiros, no período 2019/2022.  

No front interno, a grande imprensa coloca como política econômica do Paulo Guedes, o provável ministro de Economia, em linhas gerais como segue.  Paulo Guedes, diz manter a Emenda do teto dos gastos públicos.  O provável ministro da Economia diz pretender unificação dos impostos federais num único imposto ou seja a fusão de PIS/Cofins/IPI, não explicitando a base de cálculo, nem se os impostos serão tributados em cascata ou não. 

Na previdência social, é certo que o programa vai incluir a adoção do sistema de capitalização, em que cada pessoa faz sua própria poupança para bancar a aposentadoria no futuro. Como será a transição e os detalhes estão em discussão dentro da equipe.  Com certeza, o assunto não será objeto de programa do governo, antes do segundo turno.

Paulo Guedes, pretende faze da venda das estatais como pilar da política econômica, preservando as empresas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, que serão utilizada para amortização da dívida pública federal, atualmente em R$ 5,5 trilhões bruto ou R$ 3,8 trilhões líquido.  O volume da dinheiro proveniente das vendas das estatais, no meu entender, é uma gota d'água no oceano.  Não serve para, amortizar a dívida pública, a não ser para enxugar a máquina estatal e diminuir a fonte de corrupção.  Seja como for, vala a iniciativa, para deixar a economia mais liberal. 

Outro entendimento do Paulo Guedes, na política econômica pensado por ele é que o ICMS e ISS continuarão tudo como dantes, sob gerência ou ingerência dos estados e municípios.  Certamente, exigirá um novo pacto federativo para deixar a responsabilidade da gerência do Estado mais equilibrado.

A novidade que eu considero boa, é que o banqueiro e economista Pérsio Arida passa a fazer parte dos notáveis na elaboração da política econômica do provável presidente Jair Bolsonaro.  

Ossami Sakamori

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Praetor 500 e 600 da Embraer Defesa


A Embraer apresentou os novos jatos executivos médio e super médio, Praetor 500 e Praetor 600, durante um evento da empresa no Orlando Executive Airport, onde a edição 2018 da NBAA-BACE (National Business Aviation Association’s Business Aviation Conference and Exhibition), convenção e exposição da aviação executiva, será realizada de 16 a 18 de outubro.



O Praetor 600 é a aeronave mais inovadora e tecnologicamente avançada a entrar na categoria dos jatos super médios, oferecendo a melhor experiência ao cliente com uma combinação inigualável de desempenho, conforto e tecnologia. O Praetor 600 será o jato executivo de porte super médio mais avançado, que permite voos sem escalas entre Londres e Nova York. Com quatro passageiros e reservas NBAA IFR, o Praetor 600 terá um alcance intercontinental de 3.900 milhas náuticas (7.223 km) com a capacidade de carga útil mais alta de sua classe, oferecendo capacidade máxima de alcance.


Com turbinas a jato, o KC-390 pode alcançar a velocidade de 850 km/h.  Uma aeronave poderá decolar de Brasília e chegar sem escalas a qualquer capital brasileira com 23 toneladas de carga, sua capacidade máxima. Nas asas, o avião poderá levar até 23,2 toneladas de combustível. 

Além de alimentar as próprias turbinas, também será possível fazer o reabastecimento em voo (REVO) de outros aviões ou helicópteros. É por isso que a aeronave é chamada de KC: C de Carga e o K de tanker, ou reabastecedor, em inglês. O KC-390 também terá a capacidade de ser reabastecido em voo por outras aeronaves.

Ambas aeronaves apresentadas aqui serão fabricadas pela Embraer Defesa e Segurança, atualmente uma divisão da Embraer.  Embraer Defesa e Segurança não fará parte do pacote de incorporação da Embraer pela Boeing. 

O texto acima fica creditado à imprensa especializada, reunidos aqui para informações genéricas sobre o desempenho da parte da Embraer que continuará tão brasileira quanto antes.  

Ossami Sakamori

sábado, 13 de outubro de 2018

Mineirim que é mineirim vai votar no Anastasia


Mineirim que é mineirim vai votar no Anastasia para governador de Minas Gerais, no segundo turno das eleições.  Assim farão a Paula, o Victor, a Julia, o Hermínio, o Flavio, a Claudia, o Rodrigo, a Sônia, a Kika, a Cássia, a Tânia, a Suzana, a Joana, o Carlos, a Marília, a Flávia, a Claudinha, a Lúcia, a Luciana, a Célia, a Mariana, o Sérgio, o Rubens, o Jorge, o José Luís, o Roberto, o Fernando e tantos outros. Não vou dar conta de listar tantos mineirim que estão convictos em votar no Anastasia para governador de Minas Gerais.   

Votar no Antonio Anastasia é votar na seriedade e experiência administrativa.  Anastasia foi relator do processo de impeachment contra Dilma, no Senado Federal. Votar no Romeu Zema é votar na inexperiência, um verdadeiro tiro no escuro.  O mineirim não aguenta mais, servir de laboratório para políticos novatos, tal qual foi para o Pimentel. 

Uai, mineirim que é mineirim, não vota no PT.  Mineirim não aguenta mais Pimentel e sua corriola fazendo lambança com o dinheiro público!  O mineirim bom mesmo, vai votar também no Bolsonaro para Presidência da República.


Somo-me aos amigos mineirinhos nas suas escolhas. Aqueles que apoiam ou discordam, poderão postar comentários no espaço próprio. 

Ossami Sakamori

Haddad é Dilma


Crédito de imagem: Veja

A população não se apercebeu de que votar no Fernando Haddad ao cargo de presidente da República é permitir a volta da Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto, muito provável no cargo de ministra chefe da Casa Civil.  Haddad é Dilma.  Haddad e Dilma se serviram ao Lula da Silva para promover a maior ladroagem dos cofres públicos da história recente do País.  Certamente, com o Haddad eleito, o Lula será anistiado e solto da carceragem da Polícia Federal de Curitiba.  Será a volta da corriola do PT.


Quando Dilma estava com a popularidade de 77%, de ótimo e bom, inaugurei este blog com objetivo de combater a ladroagem dos cofres públicos pelo PT, muito antes do Lava Jato.  Não pense que foi fácil criticar o PT e sua corriola.  Recebi ameaças de toda ordem, via redes sociais.  À época contei também com o apoio de uma jornalista do veículo ligado ao Washington Post.  A referida jornalista, que deixo de mencionar o seu nome, sucumbiu à ameaça e foi morar na Argentina, em endereço não revelado.  Apenas me avisou: "estou saindo do país".  Assim é o método do PT e sua corriola para afugentar os que os criticam.  

É certo que o Jair Bolsonaro representa a direita liberal em contraposição a esquerda socialista do Fernando Haddad.  A candidatura do Jair Bolsonaro vai muito além,  o Bolsonaro representa movimento contra mais uma tentativa de volta do PT para por em prática o seu projeto de perpetuação no poder.  Haddad representa a volta da Dilma ao Palácio do Planalto para comandar alguma pasta importante do governo Haddad.   Haddad será o "poste do poste" do Lula da Silva, hoje, preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba.  

Uma eventual eleição do Haddad, será a volta da Dilma e Lula no Palácio do Planalto.  

PS: Acabei de perder o nono e último perfil no Twitter.  Em pleno funcionamento a censura nas redes sociais. 

Ossami Sakamori

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Os três mosqueteiros do Bolsonaro

Crédito da imagem:  Estadão

Não tem notícias novas no front político.  A grande imprensa noticia que o candidato Jair Bolsonaro vem atendendo os seus apoiadores e a imprensa da sua casa no condomínio da Barra de Tijuca.  Até uma nova avaliação, os médicos do Hospital Albert Einstein não autorizaram o Bolsonaro da participação de quaisquer atividades fora da sua residência. 


O candidato Jair Bolsonaro anunciou oficialmente o nome dos três integrantes do prováveis ministérios. Deputado Onyx Lorenzoni, General Augusto Heleno e o economista Paulo Guedes, para ocupar respectivamente a Casa Civil, o Ministério de Defesa e o Ministério de Economia (englobando Fazenda e Planejamento).  Todos outros nomes anunciados pela grande imprensa, os outros 6 outros prováveis ministros, estarão ainda sujeitos às novas avaliações.  O candidato Bolsonaro, se eleito, terá que ter apoio do Congresso Nacional, portanto a preocupação nas indicações para os possíveis 15 ministérios.

Na política é assim.  Cada presidente se cerca de homens de confiança que o ajudarão na administração de uma máquina gigantesca que é o Executivo federal.  Os três homens, indicados oficialmente, pelo candidatos, serão uma espécie de filtro para várias demandas políticas, econômica e sociais que o País requer.  É um ato de bom senso.

O deputado Onyx, o general Heleno e o economista Paulo Guedes serão como os "três mosqueteiros" do romance histórico escrito por francês Alexandre Dumas.

Ossami Sakamori
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Guinada do Bolsonaro e Haddad para o centro


Os candidatos Jair Bolsonaro do PSL e Fernando Haddad do PT fazem as guinadas para o "centro" com objetivo de tentar angariar os votos que foram dados aos candidatos que ficaram de fora do segundo turno por não terem alcançado os votos necessários.  O que se vê é a corrida para o centro por ambos candidatos, cada um a sua maneira.  

Segundo noticia da grande imprensa, a campanha do Fernando Haddad não vai mais utilizar preferencialmente a cor vermelha do PT.  Ainda segundo grande imprensa, o candidato do PT vai apresentar o ministério que agrade o mercado financeiro, com a guinada de 180º graus na sua postura ideológica.  Até visualmente vai se apresentar com cabelos devidamente aparados, segundo articulistas políticos.  Haddad, não mais visitará o Lula, no período da campanha eleitoral, na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, deixando o tal encargo para Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

Com aceno para os conservadores do centro, o candidato Bolsonaro, afirmou que não vai privatizar a Petrobras e a Eletrobras.  No caso do petróleo, Bolsonaro vai quebrar o monopólio da Petrobras no refino.  E no caso da Eletrobras, vai manter com a estatal o setor de geração, onde couber.  Bolsonaro considera ambas companhias essenciais para o governo direcionar o desenvolvimento do País. 

A guinada para o centro-esquerda, o Bolsonaro promete ampliar o programa Bolsa Família em valor de benefício e ainda promete criar 13º para os beneficiários do programa.  Segundo a grande imprensa, o Bolsonaro vai destinar cerca de R$ 100 bilhões para os programas sociais, com argumento de que o dinheiro viria do combate a corrupção e roubalheira dentro do programa.   Vamos apenas lembrar que a LDO de 2018 prevê cerca de R$ 30 bilhões ao programa Bolsa Família.  Certamente, a equipe econômica vai buscar a fonte ou as fontes de financiamento para viabilizar o que o candidato está prometendo.  

No decorrer do desenvolvimento da campanha, estarei informando aos meus leitores, o que, de essência, está sendo discutido e decidido pelas campanhas do Bolsonaro e Haddad.  Lembrando apenas aos leitores de que, seguindo a coerência deste blog, estarei votando contra o candidato do PT e sua corriola. 

Ossami Sakamori

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Os 9 homens do Bolsonaro



A grande imprensa dá destaque a equipe, parcial, do possível governo Bolsonaro, embora não confirmado, para compor os Ministérios.  Sem fazer nenhum comentário, vamos apresentar os ungidos pelo candidato Jair Bolsonaro.  Esta matéria, tem apenas caráter informativo.

Ministro chefe da Casa Civil:
Onix Lorenzzoni, deputado federal pelo DEM/RS












Ministério da Economia (que engloba Planejamento):
Paulo Guedes












Ministério da Educação e Cultura: 
Stravos Xanthopolos, ele é atual diretor de relações internacionais da Associação Brasileira de Educação a Distância e ex-integrante da Fundação Getúlio Vargas.










Ministério da Saúde:
Henrique Prata, presidente do Hospital de Câncer de Barretos.










Ministério dos Transportes:
General de reserva Osvaldo Ferreira. 











Ministro de Defesa: 
General de reserva Augusto Heleno. 










Ministério de Ciência e Tecnologia:
Marcos Pontes, astronauta brasileiro, suplente do recém eleito Major Olímpio, PSL/SP













Ministério da Justiça:
Gustavo Bebianno, formado em direito pela PUC-RJ.









Ministério da Agricultura:
O ruralista Nabhan Garcia, presidente da UDR (União Democrática Ruralista). Ele é empresário do interior de São Paulo.









Os nomes ainda não confirmados, mas a grande imprensa apresentam como os prováveis ocupantes dos ministérios.  O candidato Jair Bolsonaro, segundo a grande imprensa, pretende reduzir o número de ministérios para 15, dos atuais 38. 

Ossami Sakamori

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Brasil não aguenta mais um poste!

Crédito de imagem: Gazeta do Povo

A foto acima mostra a situação real da candidatura do Fernando Haddad ao cargo máximo da República.  A presidente do PT Gleisi Hoffmann acompanhado do candidato Haddad, segundo a Gazeta do Povo de Curitiba, visitando o Lula na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.  Isto acontece no dia seguinte à proclamação do resultado que sagrou-o disputar o segundo turno da eleição presidencial. 

O Lula vem comandando a campanha do PT à presidência da República desde a convenção partidária no mês de agosto.  Haddad se inscreveu, também, como advogado de defesa do Lula para poder ter acesso à carceragem da Polícia Federal.  Na prática, o ex-presidente Lula está comandando a campanha do candidato do PT à presidência da República, tal qual faz o traficante Marcola, de dentro de presídio de segurança máxima.  O PT pode estar obedecendo as leis de execuções penais, mas na prática, está desobedecendo o espírito da lei.  Seria o mesmo que o traficante Marcola estivesse passando instruções por escrito e gravado  para seus comparsas de dentro do presídio.   

Este blog vem alertando os desmandos do Lula e PT desde o início de 2012, muito antes da deflagração da Operação Lava Jato em 2014.  Fui contra a ladroagem que o PT praticou contra Petrobras e outras estatais.  Quando o PT, Lula e Dilma estavam com a popularidade de 77%, eu estava aqui, quase que solitariamente, denunciando e criticando a administração petista.  Diante do exposto, nem é preciso dizer que sou contra a candidatura do Haddad à presidência da República, tanto quanto fui contra a administração desastrada da Dilma.

  A quadrilha sob o comando do Lula

O Brasil não merece ser comandado por um presidiário, o Lula da Silva, de dentro d a carceragem da Polícia Federal de Curitiba.  O próximo dia 28, será decisivo para escolha do destino de todos  brasileiros.  Vamos pensar, vamos!

Brasil não aguenta mais um poste!

Ossami Sakamori

sábado, 6 de outubro de 2018

Brasil não é Venezuela e muito menos Turquia



Pesquisa Datafolha mostra que 69% da população acredita que melhor forma de governo é democracia.  Desde promulgação da nova Constituição da República, pós regime militar de 1964, a percepção do povo brasileiro em relação ao regime do governo, vem crescendo a cada eleição.  Respeitando os que acredita no regime de governos totalitários, tanto de esquerda como de direita, manifestado na campanha eleitoral do primeiro turno, estou a afirmar que estou do lado da maioria da população brasileira.  

A grande maioria da população nem entende o que é a ideologia.  O povo quer mesmo saber da oportunidade de trabalho e ter uma vida digna.  Que os pretendentes ao cargo máximo da República entendam de vez por toda que o povo não quer governos de extrema. O resultado da pesquisa mostra que o povo brasileiro não quer regimes totalitários.  O povo brasileiro não quer regime do Erdogan da Turquia ou do Maduro da Venezuela.  O povo brasileiro quer mesmo é a democracia prevista na Constituição da República de 1988.  

Não adianta o candidato da esquerda, o Haddad, tentar impor governo semelhante ao do Maduro ou o Bolsonaro tentar impor governo duro tal qual ao do Erdogan.  O povo quer mesmo é o respeito pela democracia.  E, ponto final.

Qualquer que seja o vencedor, Bolsonaro ou Haddad, os candidatos que parecem configurar para o segundo turno das eleições, o futuro presidente da República precisa do apoio do Congresso Nacional para aprovar e implementar as mudança que se propõe via leis ordinárias e ou pela emendas à Constituição da República.  O presidente que ousar enfrentar o Congresso Nacional, fora das normas legais e constitucionais, certamente, sofrerá revés e terminará como outros presidentes prepotentes, o Collor e Dilma.  

Felizmente, o Congresso Nacional é composto de maioria conservadora.  As bancadas dos ruralistas, evangélicas e da bala, são apenas exemplo das forças majoritárias conservadoras.  Pela composição do Congresso Nacional, que deverá manter as mesmas bancadas, deverá ser alicerce para os projetos do Executivo, seja quem for o vencedor no pleito presidencial. 

Na segunda-feira, saberemos o tamanho das bancadas, as já citadas.  E assim, mais uma vez, teremos certeza de que o Brasil não é Venezuela e muito menos Turquia. 

Boas eleições, amanhã, dia 7 de outubro!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O Executivo, o Legislativo e as reformas a partir de 2019


Sob o“presidencialismo de coalizão” vigente no Brasil, a formação de uma base parlamentar sólida é crucial para assegurar a governabilidade. Isto porque apenas o Congresso Nacional detém a palavra final sobre questões constitucionais. No contexto atual, importantes temas econômicos exigirão maioria qualificada (mínimo de 3/5 dos votos no Senado e na Câmara em dois turnos de votação) para serem aprovados. Iniciativas como a reforma da previdência, mudanças na legislação tributária e até na gestão de empresas estatais demandarão, portanto, bastante destreza nas negociações multipartidárias e formação de coalizões no Parlamento. Neste sentido, investigamos abaixo o perfil do Congresso que deve surgir após as eleições legislativas deste ano.

Em 2018, cada Unidade da Federação elegerá dois novos Senadores para um mandato de oito anos. Entretanto, no Senado, 32 dos 54 parlamentares que encerrarão seu mandato em 2019 já buscam a reeleição em 2018 e, com isso, a renovação de nomes tende a ser limitada. A composição final das bancadas no Senado* não será também muito distinta da atual e, em nossa avaliação, predominarão os políticos de centro-direita, com 64% das cadeiras projetadas (pouco abaixo da proporção histórica de 68%). Destaque para as siglas do MDB, PSDB, PT, DEM, PSD e PSB que juntas responderão por quase 3/5 dos votos no Senado e serão, assim, indispensáveis 

Gráfico Senado por ideologia

Gráfico Senado por partidos



O mesmo diagnóstico se aplica à Câmara dos Deputados. Todos os 513 cargos de Deputado Federal estão sendo disputados no pleito de 2018. Destes, 305 (ou 59,5%) tendem a ser reeleitos neste ano, implicando no menor índice de renovação (40,5%) desde 1990*. Findas as eleições de 2018, portanto, apenas 208 novos parlamentares devem conquistar espaço na Câmara. A atual hierarquia partidária será, com isso, preservada. As legendas do PT, MDB, PSDB, PP, PSD, PR, DEM e PDT continuarão a concentrar cerca de 3/5 dos votos durante a próxima Legislatura. Sob o ponto de vista ideológico, avaliamos que o perfil desta Casa tende a ser mantido. Confirmadas as projeções, os parlamentares de direita ou de centro-direita possuirão cerca de 62% das cadeiras a partir de 2019. Desde 1995, aproximadamente 64% da Câmara têm seguido esta linha.
Gráfico Camara por ideologia


Gráfico Camara por partidos



Desta maneira, as configurações do Senado e da Câmara não devem se modificar de forma expressiva após as eleições deste ano. Estimativas oficiais* sugerem que a renovação deve ser bastante limitada nestas Casas, sendo que as principais bancadas partidárias não sofrerão alterações relevantes. Ao preservar o seu perfil tradicional e bastante habituado à negociação, os velhos “caciques” da política brasileira exigirão habilidade política por parte da equipe do novo Presidente eleito. Esta habilidade será, então, crucial para o andamento das reformas econômicas ao longo do próximo mandato.
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*Cf. “Diagnóstico das Eleições 2018” e “Prognóstico sobre a futura Câmara dos Deputados”, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Para o Senado, foram utilizadas também as pesquisas de intenção de voto compiladas pelo Poder360®.















Daniel Xavier, economista-chefe@DMI_Group