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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Feliz Ano de 2019!


Hoje, dia 31 de dezembro de 2018, termina o período mais conturbado da história brasileira.  É de se esperar que os articulistas políticos façam suas últimas considerações sobre os sucessivos governos do Partido dos Trabalhadores.  Repentinamente, tem aparecido muitos analistas políticos comentando sobre o desastrado governos da esquerda, sem ao menos terem criticado o PT quando se encontrava no poder.  Depois de leão morto, aparecem muitos que se dizem os melhores caçadores.  Isto faz parte da natureza humana.  Tendo paciência, vocês poderão conhecer a minha opinião do que podemos esperar do ano de 2019. 

Após 13 anos de governos desastrados da esquerda, os do PT e 3 anos de mandato tampão do partido da coalizão, o MDB, a eleição de outubro, elegeu o governo de direita, precisamente, o ex-capitão de Exército e deputado federal Jair Bolsonaro no posto de presidência da República.  A eleição presidencial, apesar do incidente do atentado ao candidato vitorioso, transcorreu dentro das regras previamente estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.  No final das contas, saiu-se vitorioso a força conservadora da sociedade brasileira.  

Quanto ao que está por vir, não temos ainda definições bem precisas, a não ser uma "vaga" indicação de que o governo Bolsonaro pautará por medidas que atendam aos interesses dos setores conservadores da sociedade e estabelecimento de uma política econômica e monetária, que seguirá a linha liberal do professor Milton Friedman da Universidade de Chicago.  Nada mais foi dito.  Porém, é muito pouco para poder "apoiar" ou "repudiar" a política econômica e monetária do novo governo, sem ao menos conhecer as medidas que serão implementadas. 

Na nova (sic) política econômica, pelo menos o que está comentado pelo seu mentor Paulo Guedes, está previsto a desestatização das empresas estatais de segunda linha, deixando ainda em poder da União as empresas de primeira linha como a Petrobras, a Eletrobras, o Banco do Brasil, o BNDES e Caixa Econômica Federal.  Grosso modo, as grande valor de mercado ficarão com o governo federal.  

Por outro lado, a política monetária, apregoado pelo novo governo, continuará como dantes, na mesma linha do atual presidente do Banco Central.    O sonho de ter um Banco Central independente como o FED - Federal Reserve dos Estados Unidos, está longe de acontecer no Brasil.  Não temos, ainda, nenhuma indicação sobre: 1. A política de juros da dívida pública Selic; 2. Os compulsório dos bancos, que regula a liquidez do mercado; 3. O controle da inflação; 4. O grau de intervenção no câmbio; 5. E demais mecanismos de controle do mercado financeiro bancário.  A única coisa que sabemos é que o presidente do Banco Central indicado Roberto Campos Neto é neto de um liberal na economia, o ex-ministro de Planejamento do governo militar Roberto Campos.  A política monetária, ao que parece continuará ao  sabor do seu presidente, no caso, o Roberto Campos Neto.  

Enormes desafios estão a encontrar pelo novo governo. Vejamos, então:   1. Dívida pública federal bruta ao redor de R$ 5,5 trilhões, correspondente a cerca de 75% do PIB; 2. Gigantesco dispêndio dos juros da dívida pública correspondente a cerca de R$ 350 bilhões a cada ano;  3. Déficit primário, o dinheiro que falta para pagar despesas correntes do governo, continuará ao redor de R$ 150 bilhões no ano 2019;  4. Crescente déficit no sistema previdenciário, que sem uma reforma consumirá 100% da arrecadação do governo nos próximos 30 anos;  5. A necessidade de investimento em obras de infraestrutura, quer seja público ou privado, anualmente em R$ 300 bilhões, para diminuir o custo Brasil;  6. Acabar com os subsídios diversos estimado em R$ 350 bilhões, segundo o próprio Guedes;  7. Criar cerca de 2 milhões de novos empregos, com carteira assinada, a cada ano, no próximo quadriênio; 8. Acabar om o cipoal de entraves burocráticos, que dificultam o crescimento das empresas produtivas no País. Em contrapartida, os programas de privatizações renderão não mais que R$ 200 bilhões.  Tudo isto, dificultado pela Emenda de teto dos gastos públicos, que limita os investimentos públicos aos níveis de 2016. 

O Brasil, sobretudo em 2019, deverá passar por profundas mudanças na área econômica e social.  A agenda, sem dúvida deve constar: 1. A reforma da previdência; 2. A reforma tributária; 3. Um novo pacto federativo ou uma nova repartição de recursos e encargos entre entes federados; 4. A desregulamentação na área econômica, monetária e tributária;  5. Fim dos subsídios e incentivos fiscais para setores privilegiados da economia;  6. A retirada gradual da intervenção do Estado na vida do cidadão brasileiro.  Infelizmente ou felizmente, tudo isto deve passar pelo crivo e aprovação do novo Congresso Nacional.  O Brasil, ainda, está regido pela Constituição cidadã de 1988, que prevê o regime "presidencialista de coalizão". 

Um fato que chama a atenção na composição ministerial deste governo, dos de todos governos civis, pós governo militar de 1964, é a volta dos "militares da reserva" nos postos chaves da administração Bolsonaro.  Se você entender que os militares são mais honestos que os civis, as escolhas são bem vindas.  Na minha opinião, o País não é feito de "castas" ou "segmentos" sociais.  O Brasil não é feito de evangélicos ou católicos, de pretos ou brancos, de militares ou civis, de honestos ou desonestos. O Brasil é de todos nós, sulistas e nordestinos, de pobres e ricos,  de letrados e analfabetos.  

Um assunto que está passando despercebido pela população é o fechamento do "espaço aéreo" em torno de Brasília, no dia de posse do presidente Bolsonaro.  O fato demonstra claramente que o Brasil entra no rol dos países de extrema direita, igualado à Turquia ou ao Egito.  O risco de atentados às autoridades fazem parte da escolha do postulante aos cargos públicos relevantes.  Quanto menos educação der à população, a distância entre os opostos se acentuam cada vez mais. 

Enfim, vamos iniciar o ano de 2019, apoiando o governo comandado pelo presidente Jair Bolsonaro, sem cometer o erro de endeusá-lo. Um presidente da República não pode ser colocado numa redoma como se um rei fosse. Não podemos, eternamente, repetir os mesmos erros das histórias recentes do País! 

Vida longa ao presidente Jair Bolsonaro!
Vida nova para os brasileiros de todos rincões!
Feliz Ano Novo!

Ossami Sakamori

domingo, 30 de dezembro de 2018

Dilma Rousseff na Lava Jato

Crédito da imagem: Estadão

Foi no dia 15 de fevereiro de 2012 que abri este blog para fazer críticas à administração petista e especificamente a da presidente da República Dilma Rousseff.  A última notícia da grande imprensa é que a ex-presidente Dilma foi incluída no inquérito mãe da Lava Jato.  Antes tarde do que nunca!

Disse a juíza substituta da 13ª vara federal de Curitiba: "Dilma Vana Rousseff é ex-presidente do Brasil, tendo sido responsável pela indicação política de investigados e/ou condenados no âmbito da Operação Lava Jato, Aldemir Bendine, Antônio Palocci e Guido Mantega. Ainda, ela própria ocupou o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, durante o período no qual também ocupava o cargo de Ministra de Minas e Energia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outro condenado perante este Juízo".

Observou ainda, a juíza Gabriela Hardt: "Sem qualquer juízo de valor, é visível que há uma certa proximidade de Dilma Vana Rousseff aos fatos investigados perante este Juízo."  Segundo o Estadão, a juíza franqueou acesso ao inquérito-mãe da Lava Jato aos advogados da defesa da ex-presidente Dilma. 

Se o leitor quiser acessar às diversas matérias sobre a Dilma neste blog, basta procurar pela janela da pesquisa inserindo o nome dela. Este blog sempre fez oposição contundente ao PT, Lula e Dilma, desde quando a popularidade da Dilma estava acima de 70% de aceitação entre bom e ótimo.  

Ossami Sakamori

sábado, 29 de dezembro de 2018

Personagens de destaques em 2018


As pessoas nominadas foram as que de alguma forma serviram de suporte e incentivo para elaboração das matérias deste blog.  A apresentação não segue nenhuma ordem de importância ou de funções que cada exerce e ocupa no cenário nacional.  A homenagem tem caráter exclusivamente pessoal deste articulista. 




Marcelo Bretas
Juiz federal criminal de Rio de Janeiro.
Coragem.





Gabriela Hardt
Juíza substituta da 13ª vara criminal de Curitiba.
Irrestrito cumprimento do dever. 






Francisco Turra
Presidente da ABPA - Associação Brasileira de Proteína Animal.
Espírito coletivo.




Tereza Cristina
Ministra da Agricultura.
Ousadia.






Andreia Sadi
Jornalista da Globo News.
Inteligência.


Márcio Gomes
Jornalista da Globo em Tóquio.
Repórter de verdade. 
Pérsio Arida
Economista. Formulador do Plano Real.
Inteligência.





Carla Abrão
Economista. Foi secretária da Fazenda do estado de Goiás.

Responsabilidade fiscal.
Priscila Cruz
Presidente executivo da ONG Todos pela Educação
.
Responsabilidade social.












Amyr Klink
Navegador, palestrante e escritor.

Ousadia.

 Fábio Carille.
Técnico do Corinthians em 2019.

Trabalho, trabalho e trabalho.












Marta.
Jogadora de futebol feminino.

Humildade.







Luiz Roberto Barroso
Ministro do STF.

Caráter.






Sonia Racy

Colunista do Estadão.
Credibilidade.











Murilo Salviano
Repórter da Globo.
Reportagem BR 101.
Jornalismo de qualidade.






Em querendo, o leitor ou a leitora poderá citar nomes, que de alguma forma influíram nas suas vidas, durante o ano de 2018, na coluna de comentários (rodapé desta página). 

Ossami Sakamori
Fb/saka.sakamori

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Brasil sofre do síndrome de vira-lata

Crédito da imagem: Estadão

Faltando apenas 4 dias para a posse do presidente Jair Bolsonaro, não temos ainda definições claras sobre a política econômica do governo que comandará o Brasil, pelo menos, nos próximos 4 anos.  Há um entusiasmo desmedido sobre a virada do País para a direita, sem saber exatamente qual seja a direita que queremos.  Comemora-se no meio empresarial de que a política econômica será liberal, sem saber em que grau de liberdade vai espelhar o seu mentor, o professor Milton Friedman da Universidade de Chicago.  Por enquanto, estamos "comprando" o "pacote fechado" do Paulo Guedes, o "guru" do novo presidente da República, sem ao menos saber o que seja a sua teoria liberal.  

Este blog, sempre, pautou matérias sobre as medidas econômicas dos sucessivos governos e seus alcances, sem entrar na discussão acadêmica sobre o tema, apenas com o propósito de "deixar mais esperto" os nossos leitores sobre as consequências que delas possam advir. Digamos que sou um engenheiro "metido" a um "articulista econômico".  Mas, tenho certeza, meto a mão na "ferida", que a grande imprensa tem medo expor. 

O mercado financeiro e o empresariado brasileiro estão aplaudindo a economia liberal do Paulo Guedes confiando na "política econômica", ainda não revelada.  Apenas sabemos que o Paulo Guedes se coloca como seguidor da tese defendida pelo Milton Friedmann, baseado na "desregulamentação" da economia.  No entanto, os primeiros movimentos tem mostrado que a teoria econômica defendida por Paulo Guedes mais se assemelha à teoria "neoliberal" do outro notável professor, o Jonhn Keynes.  

A política econômica e monetária do Paulo Guedes, o ministro da Economia e do Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central, ainda é uma grande incógnita.  As grandes empresas estatais, como a Eletrobras, a Petrobras, o Banco do Brasil, o BNDES, a Caixa Econômica Federal, continuarão sob controle acionário da União, como dantes, contrário da promessa de campanha.  Não se sabe ainda se a empresa Correios será privatizada ou não.  A privatização das empresas estatais, pelo que parece, vai ficar na "meia sola", bem ao contrário do que ensinava o mentor da teoria liberal da Chicago University.  Por enquanto, só nos resta confiar no que vão produzir os "Chicago olds boys".  

Quanto à política monetária, está sendo defendido o "mandato fixo" para dirigentes do Banco Central, como se isto resolvesse o grave problema do endividamento público ou que isto resolvesse o problema constante e crucial da inflação no País.  Fala-se muito em "cambio flutuante" como se isso, também, fosse a solução para estabilizar a moeda brasileira.  Para saber, em todo o mundo, em maior ou menor grau, a "política monetária" tem sido o instrumento de "desenvolvimento econômico" de cada país, menos no Brasil.  O Brasil quer imitar os Estados Unidos, sem ter a mínima condição de sê-lo semelhante.  No meu entender, em matéria de política monetária, o Brasil deveria seguir os passos semelhantes daquela da China, que cresce acima de 6% ao ano há duas décadas e tornou-se segunda economia do mundo, com tendência de ser a primeira economia do mundo nas próximas duas décadas.  

É temeroso, no meu entender, o "alinhamento automático" aos Estados Unidos, tendo o Brasil apenas 1/10 do PIB americano.  Infelizmente, os poucos anúncios tem mostrado, o Brasil deverá optar continuar sendo o quintal dos Estados Unidos.  Não, não seremos um país de vanguarda, apesar de ser a nona economia do mundo, quinto em extensão territorial e sexto  país do mundo em população.  

No entanto, temos que admitir que, mesmo com o Bolsonaro na presidência e a esperança inabalável do povo brasileiro, o Brasil continuará comendo o resto de comida dos países do primeiro mundo, por opção e por vontade própria. Brasil perdeu o orgulho de si próprio.  Brasil jogou a toalha de ser a quinta economia do mundo. E, não adianta, eternamente, colocar a culpa no PT e sua corriola.  Brasil perdeu o "brio" e "brilho" de antes.  

Brasil sofre do síndrome de vira-lata.

Ossami Sakamori


domingo, 23 de dezembro de 2018

Feliz Natal, apesar de tudo !

Crédito da Imagem: El País


Não há atenuante.  É tão falso dizer um aos outros, um Feliz Natal, de coração, sem ao menos sentir uma ponta de tristeza, assistindo e vivenciando o seu entorno.

Não, não teremos um Natal pleno de felicidade, sabendo de que tem dezenas de milhares de pessoas, sem emprego, na  fila dos hospitais, comendo nem ao mínimo necessário num país celeiro do mundo. 

O país está a virar a página da pior crise moral e econômica, apesar de possuir riquezas naturais e mão de obra abundante.  Tomara que a população seja o foco da prometida política econômica, dito liberal, do novo governo.  

No conforto do meu lar, rodeado de filhos e neta, sobrinhos e sobrinhas, vou passar mais um Natal, igual dos últimos cinquenta anos.  Sinto-me, no entanto, uma angústia enorme, ao pensar na população analfabeta, desempregada, sem nenhuma oportunidade, viver tão perto de nós. 

Que todos nós, nesta data que, simbolicamente, comemora o nascimento do Cristo, acreditar e contribuir que este Natal e o novo Ano seja o marco da mudança nos nossos costumes e pensamentos.  Definitivamente, não dá mais, ficar terceirizando a responsabilidade para os políticos cada vez mais distante dos anseios da população. 

Aos amigos leitores deste, das redes sociais e da profissão e aos seus entes queridos, que tenham um dia maravilhoso rodeados de familiares que, certamente, estão e estarão juntos de cada um de nós, nos momentos de agruras e de felicidades. 

Feliz Natal !

Ossami Sakamori

sábado, 22 de dezembro de 2018

Bye, bye, 2018!



O ano de 2018 foi muito desgastante para o povo brasileiro, ao qual me incluo.  Brasil no meio de turbulências políticas e incertezas econômicas, está a vivenciar o comércio de Natal, o melhor dos últimos 4 anos, como já previ numa das matérias anteriores deste blog.  O PIB - Produto Interno Bruto do ano de 2018 deve fechar ao redor de 1,5%, ligeiramente maior do que o de 2017.  Os principais indicadores econômicos mostram a tendência de melhora para o próximo ano, 2019. 

Apesar do Brasil estar saindo do "fundo do poço", os principais indicadores econômicos/sociais estão próximo da calamidade.  O número de desempregado, medido pelo IBGE, cerca de 13 milhões, está longe de retratar a realidade.  A verdade é que o número de desempregados, desalentados e sub-empregados somados está próximo de 40 milhões. O número efetivo de empregados na inciativa privada, com carteira assinada, não passa de 33 milhões de trabalhadores. Em números absolutos, sem mesmo consultar as estatísticas oficiais, denota-se que a situação do emprego é a pior de toda história do País.  Isto, nós respiramos e constatamos ao observar a situação de trabalho de parentes e pessoas próximos.  

A situação econômica/social do povo brasileiro está abaixo da crítica.  Nunca dantes na história do País, o número de inadimplentes no comércio esteve tão alto.  O número de pessoas inadimplentes no comércio esteve ascendente até o mês de novembro.  Cerca de 63 milhões de pessoas, 60% da população ativa ou 40% da população adulta, estava até o mês de novembro, com ficha suja no SPC e Serasa.  Formou-se um círculo vicioso, os inadimplentes segurando o consumo no comércio e os setores produtivos não tendo mercado para colocação dos seus produtos devido a situação do emprego e de inadimplência.  

A situação sócio/econômica descrita acima, dispensa qualquer argumento de que ainda estamos no fundo do poço.  Felizmente, os indicadores de 2017 e 2018 mostram a tendência para o próximo ano, uma previsão de crescimento econômico ao redor de 3,5%.  A expectativa de crescimento, vai mais pela força inercial do que pela ação da equipe econômica, dito liberal, do Paulo Guedes.  Ainda assim, podemos considerar que a equipe econômica, em sua maioria com origem no "mercado financeiro" terá mais competência para imprimir "crescimento econômico" do que dos governos do PT e do governo Temer. 

Enfim... Podemos comemorar o fim da estagnação e o começo de um crescimento econômico sustentável do Brasil.  

Bye bye, 2018! 

Esta matéria foi escrita atendendo a pedido da leitora Célia Mancini de Três Lagoas, MS.  

Ossami Sakamori



terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Embraer será vendido por R$ 20,5 bilhões para Boeing

Crédito da imagem: Globo

A Boeing e a Embraer bateram martelo, ontem, sobre a associação das duas companhias para produção de jatos de pequeno e médio porte, além da associação para produção e comercialização do cargueiro KC-390, já na fase de entrega comercial.  No primeiro momento, o negócio dos jatos comerciais envolve US$ 5,26 bilhões ou R$ 20,5 bilhões, na cotação do dólar de ontem (R$3,90).  Não foi revelado o detalhe dos números sobre a nova companhia para produção do cargueiro KC-390.

No desenho do negócio, a Boeing adquirirá 80% ou cerca de e pagará US$ 4,2 bilhões à Embraer, pela parte de jatos comerciais, tão logo seja homologado pelo governo o acordo comercial, em razão do governo brasileiro possuir a "golden share" (uma ação da Embraer que permite o "veto" nos negócios, apesar de não ter o controle acionário).  O acordo prevê ainda que em 10 anos, a Boeing poderá adquirir o restante dos 100% da divisão de jatos comerciais.  O governo brasileiro tem até o dia 16 de janeiro para "vetar" ou "aceitar" o desenho da negociação.  

A fábrica da Embraer em São José dos Campos, ficará com a "NewCo", a denominação da nova companhia, resultado da associação entre a Boeing e Embraer.  A fábrica de jatos executivos, hoje em São José dos Campos, deverá ser transferida para as instalações em Gavião Peixoto, também no estado de São Paulo.  Não está definido ainda, quantos funcionários da Embraer passará para a "NewCo", segundo o comunicado. 

Quanto a associação na área do cargueiro KC-390, de princípio, a Boeing ficaria com 49% e a Embraer com 51%, ficando ao encargo da comercialização para a Boeing. Nesta associação, deverá abrir mercado para o KC-390 da Embraer, já que os cargueiros produzidos pela Boeing são todos de maior porte.  Quanto aos demais aviões militares, os super-tucanos e os jatos de combate Gripen, este último em associação com a sueca Saab, não estarão incluídos no portfólio da NewCo, ficando estes à responsabilidade da Embraer Defesa. 

A ousadia e a persistência dos militares, empresários e corpo técnico durante os últimos 50 anos (Embraer foi fundada em 1969), para chegar onde chegou, acabou terminando numa mera negociação de R$ 20,5 bilhões.  Vamos nos acostumando com isto, que faz parte da receita da economia liberal. 

Ossami Sakamori



sábado, 15 de dezembro de 2018

Viva o submarino Riachuelo!

Crédito da imagem: Estadão

Não sei para que serve um submarino em tempo de paz e nem tão pouco em tempo que guerra, esse brinquedinho construído pelo governo brasileiro, serviria para proteger as costas brasileiras com extensão gigantesco de 7.000 km.  Sim, o Brasil vai construir mais 3 destes e mais 1 submarino nuclear, a um custo estimado em R$ 35 bilhões.  Claro, com o endividamento público.  

A operação, segundo Estadão, envolve o estaleiro estatal francês DCNS que fornece a tecnologia e financiamento de um banco Francês.  O submarino Riachuelo foi o primeiro  de uma série de submarinos, fruto do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, criando pelo governo Lula da Silva.  Como pode ver, em matéria de embarcações militares, o Brasil continua sendo um grande importador.  Já importamos ou ganhamos de presente do mesmo governo francês, as sucatas porta-aviões Minas Gerais e São Paulo, que viraram motivos de chacotas.  Ambos porta-aviões viraram, literalmente, sucatas!

   Crédito de imagem: Estadão

A foto ilustrada no Estadão retrata bem o momento histórico registrado no lançamento do submarino Riachuelo.  O Brasil está para assumir mais uma dívida pública de R$ 35 bilhões nos próximos anos, a troco de "domínio" da tecnologia de construção de submarinos. Só pode ser piada a afirmação do domínio da tecnologia! Vamos rezar para que os nossos submarinos não encontrem o mesmo destino daquele do argentino, um outro sucata que foi para o fundo do mar. 

Presidente Temer, ardilosamente, cooptou o presidente eleito Jair Bolsonaro ao programa de construção de submarinos brasileiros, com tecnologia e empréstimos franceses.  Vai lá, Bolsonaro! Para um País que já deve R$ 5,5 trilhões, R$ bilhões a mais, R$ bilhões a menos, para os submarinos, tanto faz.  Paulo Guedes paga a conta!

Viva o submarino Riachuelo!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

COPOM mostra balanço de riscos mais favorável

Crédito da imagem: BC

Pela sexta reunião consecutiva, o COPOM manteve a taxa Selic em 6,50% ao ano em decisão unânime. Na visão do Comitê, o quadro doméstico é de recuperação gradual da atividade, núcleos de inflação em patamar “apropriado ou confortável” e expectativas inflacionárias ancoradas. E o panorama externo continua desafiador, refletindo a normalização dos juros nos países desenvolvidos, incertezas em torno do comércio mundial e o aumento da aversão ao risco.

As projeções oficiais para o IPCA diminuíram apesar do Real depreciado e do menor aumento de Selic, embutidos nas simulações. Isto por causa da deflação de importantes preços administrados neste final de ano (energia elétrica e combustíveis), bem como seu efeito inercial (benéfico) no IPCA total. No cenário de mercado, o IPCA é projetado agora em 3,7% (2018), 3,9% (2019) e 3,6% (2020). Em outubro, as projeções eram 4,4%, 4,2% e 3,7%, nesta ordem. No cenário de referência, os números atuais são 3,7% (2018), 4,0% (2019) e 4,0% (2020) contra 4,4%, 4,2% e 4,1% projetados na última reunião.


O balanço de riscos da autoridade monetária, cuja assimetria já havia diminuído em outubro, tornou a pender para o lado mais favorável. Para o COPOM, aumentou o risco de a ociosidade econômica impactar (para baixo) as projeções de inflação e, ao mesmo tempo, diminuiu o risco (altista) de frustração com a agenda de reformas podendo desvalorizar os ativos domésticos. Por outro lado, o quadro externo segue avesso aos emergentes (a intensidade deste risco não mudou).

Como conclusão, o Comitê repetiu que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa (taxa de juros abaixo do equilíbrio) e não mais aponta a possibilidade de remoção deste estímulo no horizonte relevante. Isto em decorrência do balanço de riscos mais favorável, conforme citado acima. Desta maneira, avaliamos que a taxa Selic será mantida em 6,50% ao ano até o quarto trimestre de 2019, pelo menos. Concordamos com a leitura oficial de que a ociosidade econômica segue elevada e o quadro inflacionário é particularmente benigno (seja nos núcleos ou nos headlines). Em adição, com a credibilidade do Banco Central intacta após o processo eleitoral, as expectativas continuarão firmemente ancoradas, à espera do próximo choque. 

Neste sentido, o adequado encaminhamento das reformas será crucial para manter reprimidos os prêmios de risco, colaborando também para manter a política monetária estimulativa. No longo prazo, a agenda de reformas pode assegurar igualmente a redução da taxa estrutural de juros da economia e a sustentabilidade do crescimento. Neste quadro de inflação e juros baixos, maior confiança na economia e implementação da agenda reformista, avaliamos que os preços de ativos mais arriscados ou menos líquidos devem se valorizar de maneira mais rápida que os demais. 

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Daniel Xavier, economista-chefe @DMI_Group

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

JBS, a maior lavanderia da América Latina


O mundo dá voltas, porém algumas pessoas continuam blindados e intocáveis. Foi no domingo, dia 19 de janeiro de 2014, que escrevi a matéria tão presente nos dias de hoje, que segue abaixo:


JBS/Friboi deverá financiar Dilma 2014

Folha, ontem: Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por da meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014.  

Folha, 5/1/2014:  Em meio às celebrações da virada do ano, o BNDES selou um acordo para, mais uma vez, favorecer o grupo Marfrig, um dos "campeões nacionais" do governo Lula. Com uma dívida de quase R$ 6,7 bilhões e valendo R$ 2,1 bilhões na Bolsa, o Marfrig está numa situação financeira muito delicada.  Em meados de 2013, o grupo repassou a Seara ao concorrente JBS, que assumiu R$ 5,85 bilhões em dívidas. 

Comentário:

As notícias sempre vem em conta gotas.  Mas, as maracutaias dos governos Lula & Dilma, pelo menos no âmbito do BNDES, estão blindadas.  O dinheiro dos empréstimos ou participações do banco de fomento federal, somem no ralo, sem dar a mínima explicação ao mercado e ao contribuinte.  Foi o que aconteceu com os empréstimos do BNDES, no montante declarado pelo próprio BNDES em R$ 10,6 bilhões concedidos a um ouro grupo, a OGX. Simplesmente, ninguém explicou para onde foi parar, o dinheiro de financiamento do BNDES.  

As notícias que a Folha levantou, fala-se em passivo do grupo de empresas frigoríficos junto ao BNDES em R$ 12,8 bilhões, que aparentemente corresponde às participações acionárias aos grupos de empresas citadas, via BNDESpar, braço de participação acionária do BNDES.  Isto é valor de aquisição das ações das companhias citadas no boom da Bolsa de Valores.  Hoje, no mercado este montante de investimento deve estar valendo cerca de 20% do valor colocado pelo BNDES.  

As notícias da Folha aponta que Mafrig se encontra em situação delicada.  Consta na notícia, também, que JBS, outra empresa do ramo de frigorífico, assumiu uma dívida junto ao BNDES no montante de R$ 5,85 bilhões na aquisição da empresa Seara pertencente a Mafrig, para não deixar a Mafrig naufragar de vez.  Foi dada uma espécie de sobrevida a Mafrig para evitar outro escândalo igual ao da empresa OGX do Eike Batista. 

Há um inquérito corrento na área da Justiça Federal do estado de Rio de Janeiro, em investigação pelo MPF/RJ, sobre os empréstimos suspeitos do BNDES ao grupo Mafrig.  Consta do inquérito, que a empresa Mafrig teria contratado uma empresa de consultoria que pertencia ao atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho.  As maracutaias são feitas, intra muro, para evitar vazamento de informações negativos.   No papel, aceita tudo!  Assim como, a situação real da OGX foi escondido pelo próprio BNDES ao mercado acionário e ao público em geral. 

O grupo Mafrig é apenas ponta de "iceberg" dos empréstimos fajutos do BNDES aos frigoríficos.  Isto, não sou eu que estou a afirmar, mas no mercado financeiro, até engraxate da Bovespa sabe que o rombo maior vem da empesa JBS.  Para quem não sabe, com a ajuda do Lula & Dilma, o grupo se tornou maior empresa no setor de frigoríficos, senão, o maior em faturamento do Brasil.  O tamanho da empresa não quer dizer muita coisa.  A maior empresa montadora nos EEUU, a GM, quase foi a pique, na crise financeira americana de 2008, se não fosse socorro do presidente Obama. 

O setor de frigoríficos é uma segmento que a margem da rentabilidade operacional é quase nula.  A JBS não ganha no operacional, mas sim no financeiro, tanto quanto GM ganhava no financeiro ao invés de operacional, produzindo seus veículos.  O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, num montante que beira R$ 30 bilhões.  O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontado os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis. 

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batistas, famosos também no "jet set" nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprados indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.  

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o empresário estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o nosso suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não tem 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos Batistas tem em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica tudo.  

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os  Batistas dos carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles tem, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe, ou melhor, só a Dilma sabe! 

JBS/Friboi do conhecido comercial do Tony Ramos é o próximo OGX, a sucumbir, se o governo PT perder eleições. Se Dilma ganhar eleições, a festa continua!  E cada vez mais BNDES vai botar nosso dinheiro no Friboi do Tony Ramos. Com certeza absoluta, JBS será o principal financiador da campanha da Dilma.  Quem sabe, Tony Ramos será o principal mascote da Dilma 2014.  

Tudo isto foi escrito por este articulista, no início de 2014, há quase 5 anos.  No entanto, estranho que os principais responsáveis da maior ladroagem do dinheiro público, da época, a Dilma, o Lula, o Manega e o Luciano Coutinho não estejam sendo o "foco" das investigações sobre o caso.  Curiosamente, apenas o Aécio Neves, igualmente financiado pelo grupo JBS, esteja no centro de investigações da lavanderia dos irmãos Batista.  Os Batistas tomaram do BNDES, banco de fomento federal, empréstimos a juros subsidiados de 3,5% ao ano fixo, o conhecido "Bolsa empresário" enquanto o governo federal pagava juros Selic acima de 10% ao ano.   

Sobre a matéria, à época (2014), o  ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo e Secretário Nacional da Justiça no período 2007-2010, Romeu Tuma Jr, comentou: "a empresa JBS é maior lavandaria da América Latina".  Tinha razão o delegado da Polícia Civil, pois os fatos vieram  confirmar a sua afirmação.  Num país sem memória, é importante relembrar algumas passagem da sua história recente. 

Ossami Sakamori