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quarta-feira, 18 de julho de 2018

O Brasil está no buraco!


Já iniciamos o segundo semestre e a população ainda não sente nenhum sinal de crescimento do País.  O povo está certo!  O Brasil, apesar de ter inciado o ano de 2018 com certo otimismo, os indicadores econômicos tem demonstrado o contrário.  O Boletim Focus do Banco Central previa o crescimento de 3,5% para 2018, no início do ano.  No entanto, a última previsão do mesmo Boletim é de que o crescimento não passará de 1,6%.  Esta vertiginosa queda da expectativa se deu nos últimos dois meses do primeiro semestre.  A minha previsão é de que o crescimento de 2018 fique próximo de 1%, o mesmo índice de 2017.

A maioria dos analistas indicam a tendência do desemprenho da economia baseado apenas em número de crescimento dos setores produtivos.  Os setores produtivos, a indústria, o agronegócio, o comércio e os serviços tem apresentado números pífios, infelizmente.  O otimismo da imprensa sobre o crescimento não corresponde à realidade.  Está certo que para a grande mídia interessa o crescimento do País para ter as verbas publicitárias aumentando.  Como não sou nem economista e nem analista, permito-me fazer as previsões baseados em outros indicadores.

O Brasil entrou no espiral ao inverso, para o funil. O País se encontra num círculo vicioso persistente e pernicioso.  Após dois anos de profunda depressão, a pior desde 1929, o País não está conseguindo sair do "marasmo" decorrente.  Na primeira análise podemos "debitar" o "marasmo" à falta de investimentos por parte do governo.  O governo não tem conseguido destinar os recursos para "investimentos" por encontrar na situação fiscal "delicada".

Literalmente, o governo da União, em especial, está "quebrado". O governo federal está trabalhando com o "rombo fiscal" ou o "déficit fiscal" que vai de R$ 139 bilhões a R$ 179 bilhões.  Isto significa  que o governo federal não consegue pagar as suas contas com o dinheiro que arrecada.  À essa altura, o governo não faz investimentos em obras de infraestrutura, que poderiam estar criando emprego.  Vamos apenas lembar que o governo federal responde com cerca de 1/3 na formação do Produto Interno Bruto, o PIB.

O gargalo está no número de desempregados e subempregados.  O número de desempregados está em 12,7% da força do trabalho, o que corresponde a cerca de 13 milhões de trabalhadores. O indicador de número de desempregados abaixo de 6% é o patamar que o Brasil vinha trabalhando como sendo "aceitável". Se incluir os trabalhadores desalentados e trabalhadores subempregados e trabalhadores informais o número está próximo de 40 milhões.  Somas-se a este número há 13 milhões de chefes de famílias que dependem do Bolsa Família.  Enquanto o número de trabalhadores com carteira assinada, neste momento, é de 34 milhões.  Isto tudo, significa que apenas 1/3 da força de trabalho sustenta o restante do 2/3 em situações anômalas. 

A confirmação desta situação é demonstrada com o número de pessoas inadimplentes no comércio.  Há dois anos, a Serasa Experian apresentava o número de inadimplentes no comércio como sendo 60 milhões de pessoas. O número de inadimplentes aumentou nestes últimos dois anos, passando para mais de 62 milhões de pessoas.  O número significa cerca de 40% da população adulta do País.  Façam vocês mesmos comparativo do número de inadimplentes com o número de trabalhadores, em diversas situações descritas acima.  Vamos lembar também que este contingente da população "negativada", não contribui com o acréscimo no consumo. 

Para retomar os mesmos índices de antes da "depressão", o Brasil terá que criar no mínimo 6 milhões de empregos, com carteira assinada, no próximo mandato presidencial.  Sem ter um programa de governo que crie 1,5 milhões de empregos a cada ano, o próximo presidente está fadado ao fracasso!  Para formuladores da política econômica, não é difícil criar um programa de governo que prevê criação de empregos para voltar ao "status quo" de antes e ainda propiciar o desenvolvimento sustentável para tentar eliminar o "gap" que criou em relação aos outros países do mundo.  

Enquanto isso, o Brasil está no buraco!

Ossami Sakamori
Engenheiro civil, foi professor da UFPR e consultor empresarial.

sábado, 14 de julho de 2018

Me tira o tubo!

Crédito da imagem: Youtube

Deu no Estadão de ontem de que o Paulo Guedes, coordenador do programa econômico do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ), indicou em entrevista à Reuters que pode manter alguns integrantes da equipe do governo Temer. “O setor público tem extraordinários quadros e quem tem que fazer as reformas e ajudar a corrigir todos os erros são exatamente esses quadros de excepcional qualidade”.

É notório também o desejo também do candidato à Presidência da República Ciro Gomes de engajar o empresário e banqueiro Benjamin Steinbruch (PP/RJ), um dos principais acionistas da CSN - Companhia Siderúrgica Nacional, ao cargo de vice-presidente. O movimento do empresário, no entanto, ao que parece, não conta com o apoio da própria bancada do PP no Congresso Nacional.  Se confirmado, seria um casamento da esquerda com a direita, dentro do cenário político.

Por outro lado, o principal candidato do centro, o Geraldo Alckmin (PSDB/SP), cujo formulador da política econômica é o economista e banqueiro Pérsio Arida, também um dos formuladores do Plano Real, pretende manter o atual presidente do Banco Central Ilan Goldfajn na condução da política monetária caso venha se eleger.  Alckmin pelo menos mantém coerência com o pensamento do partido político que pertence. 

Os fatos narrados, me lembra bem o programa de TV do humorista Jô Soares, nos idos tempos.  O personagem, doente, saindo da coma profunda, ao encontrar a mesma situação de antes, ele diz: "Me tira o tubo!". 

Ossami Sakamori
Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Brasil merece muito mais que um "salvador da pátria".

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

Não faz bem para minha alma de descendente de nipônicos, ver o candidato Bolsonaro exibindo a espada de samurai japonês como parte da marca da sua campanha para o cargo máximo da República.  A lembrança que me vem com a exibição do "katana" (espada), é a do escritor japonês Yukio Mishima que, em 1970,  praticou o suicídio conhecido como "sepuku" com espada própria e decapitado por um subordinado tal qual um "samurai".  A espada do guerreiro japonês não só servia para guerra, mas também para utilizar numa derradeira situação de capitulação pelo inimigo.  Seja como for, o gesto representa a "bravata" de um candidato que se diz resolver situação de conflito político que vive o País.  Ao invés de confronto de ideologia, o Brasil merece ter um bom programa de desenvolvimento.  Nada mais!

Contrariando aos adeptos ao candidato da direita, aos do Jair Bolsonaro, que faz apologia ao ato praticado pelo coronel Ustra, algoz do jornalista Wladimir Herzog da TV Cultura de São Paulo.  Creio que é chegado o momento de sepultar de vez a ideia de retorno de militar no poder, sobretudo aquele que tal qual usa "bravatas" para amedrontar os que lutam para manter o Estado Direito Democrático, reconquistado às duras penas pelo povo brasileiro comum. 

A grande imprensa dá conta de que o pré-candidato Jair Bolsonaro ventilou a ideia de aumentar de 11 para 21 o número de ministros do STF, porque, segundo sua opinião, "da forma como eles têm decidido as questões nacionais, não podemos sequer sonhar em mudar o destino do Brasil".  O recurso da mudanças abruptas no Judiciário não é exclusividade do Brasil.  Em 2004, o presidente Hugo Chávez da Venezuela, aumentou o número de vagas na Suprema Corte do país e indicou de uma só vez 12 juízes alinhados ao governo comandado por ele.  No velho mundo, em 2010, o presidente da Turquia Erdogan aumentou de 11 para 17 o número de ministros da Corte Constitucional do país para manter o judiciário aos seus pés. Creio que o Brasil não guarda semelhança com nenhum desses países para justificar a medida proposta pelo candidato.

O País não aguenta mais a disputa de ideologias, seja de que matiz for.  O Brasil é um país com grave doença, o da predominância da corporação estatal, onde os agentes políticos em conluio com os agentes privados, se locupletam dos recursos públicos.  A mudança que o País requer, depende de esforço brutal de cada cidadão brasileiro para alcançar, no mínimo, o mesmo patamar de desenvolvimento dos países emergentes. O filme que estamos a assistir, já vi várias vezes nos meus 73 anos de vida. 

O Brasil merece muito mais que um "salvador da pátria". 


Ossami Sakamori
Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial. 

terça-feira, 10 de julho de 2018

O legado de Lula

O início e o fim 

O momento exige reflexão!

As pessoas, mesmo aquelas que tem boa formação, não tem exata noção do que foi o estrago causado pelos sucessivos governos do PT e seguido pelo MDB do Temer/Meirelles.  O motivo é justo porque não há dados consolidados de indicadores econômicos comparativos entre o início do governo PT, janeiro de 2003, até hoje. Mesmo leigo no assunto, analisando o quadro que vou expor, vai entender o porquê da demora da retomada de crescimento. A projeção do Boletim Focus do Banco Central, aponta um pífio crescimento de 1,5%, antes projetado de 3,5% para o PIB do ano de 2018.

Em janeiro de 2003, o governo Lula herdou uma dívida pública líquida de R$ 1,103 trilhões. Após sucessivos aumento de PIB nos primeiros dois mandados do Lula e do primeiro mandato da Dilma somado ao mandato Dilma/Temer, a dívida pública líquida saltou para R$ 3,716 trilhões.  Mesmo descontado a inflação do período e o crescimento do PIB no mesmo período, a dívida pública cresceu assustadoramente, ela representa hoje cerca de 55% do PIB.  Pior, a dívida pública líquida está em franca expansão por conta do juros reais (juros acima da inflação) em torno de 3% ao ano e persistente "déficit primário" nas contas do governo da União.

O governo Lula, em janeiro de 2003, pegou o Brasil com 1,788 milhão de desempregados, com carteira de trabalho, formais. Hoje, o número ascende a 13 milhões de trabalhadores desempregados e praticamente o mesmo número de trabalhadores sub-empregados ou em trabalhos informais. Neste número não está incluído o número de chefes de famílias, cerca de 13 milhões de pessoas, que depende do Bolsa Família.  O número se torna assustador quando sabemos que apenas 34 milhões de trabalhadores com carteira assinada estão nos postos de trabalho.  

O número de trabalhadores com carteira assinada em progressão decrescente é justificado com a participação cada vez menor do setor industrial na formação do PIB.  No início do governo Lula, em 2003, o setor industrial participava com 26% do PIB, enquanto hoje, o mesmo setor não representa mais do que 12% da formação do Produto Interno Bruto. O Brasil continua fornecedora de matérias primas, como Brasil da época colonial. 

Embora o setor de agronegócios tenha absorvido parte deste contingente de trabalhadores do setor industrial, os trabalhadores qualificados, sem empregos, foram empurrados para o setor informal da economia.  Os trabalhadores formais estão hoje nos setores de serviços por falta de opção. Brasil virou, infelizmente, país de "biscateiros".  Se demorar muito esta situação, viramos um novo México. 

Outro indicador que poucos articulistas consideram é o número de inadimplentes no comércio.  Há mais de dois ano que o número de inadimplentes está no patamar acima de 60 milhões, hoje 61,4 milhões. O número é consequência de número de trabalhadores desempregados e crescente número de trabalhadores nos serviços informais. Nem é preciso comentar que estas pessoas ganham o insuficiente para "limpar o nome".  O número corresponde a cerca de 60% da força de trabalho ou 40% de toda população adulta do País. Nem é preciso lembar que o número aumentou com os "créditos consignados" e "créditos fáceis" dos governos do PT.  A conta chegou!

O Brasil está num espiral ao inverso, as cadeias produtivas tem cada vez menos consumidores.  As indústrias não tem para quem vender, mesmo que tenham capacidade ociosa para produção em escala, por absluta falta de consumo.  As indústrias faturando menos, o governo arrecada menos, provocando o monumental "rombo fiscal" ou o "déficit primário".  Isto mais parece um gato tentando pegar o próprio rabo, rodando em círculo.  


Receio que os presidenciáveis, de esquerda à direita, estão subestimando a crise econômica social que o País atravessa.  Não será apenas uma vaga ideia de política econômica liberal ou neoliberal ou apenas ideários políticos à esquerda ou à direita que mudarão a situação econômica e social do País.  

O buraco é mais para baixo!


Ossami Sakamori

Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial

sábado, 7 de julho de 2018

O povo elege os seus próprios Deuses.

Crédito da imagem: Estadão

Disse o notável colunista Luis Fernando Veríssimo, ao se referir sobre a atuação do time brasileiro na Copa Mundial na Rússia: "Crepúsculo dos Deuses seria um título adequadamente wagneriano para essa Copa. Divindades caíram dos seus pedestais".  Não saberia afirmar se as Divindades citados pelo colunista foram por nós colocados nos pedestais ou eles próprios se colocaram.  Seja como for, 210 milhões de brasileiros acordaram hoje com a absoluta realidade descrita pelo Veríssimo: "Deuses caídos". 

É natureza do povo brasileiro, em sua maior parte analfabetos funcionais, acreditar em Divindades em todas áreas da vida social, econômica e política.  O povo brasileiro sente a necessidade de eleger ícones ou ídolos para tentar suprir as frustrações que a vida lhe impõe.  Isto acontece não só na área artística ou esportiva, mas também na área econômica e política. 

Não sou antropólogo, mas creio que este espírito de "derrotado à espera dos salvadores da pátria" é subproduto dos longos anos da colonização portuguesa e do próprio regime de escravatura que vigorou até há pouco mais de um século. O povo brasileiro se sente oprimido e desrespeitado por poderes constituídos, não dos reinados, mas pelos próprios indivíduos que os colocaram, seja de forma direta ou indireta.  Dizem que o povo brasileiro é alegre, mas não é.  O povo brasileiro sofre do síndrome do cachorro magro.

É incrível como o povo brasileiro, no qual me incluo, não aprende com os erros e derrotas passados. Os mesmos erros são repetidos sistematicamente. Afastamos a presidente Dilma do posto de presidente da República acreditando que o presidente Temer fizesse um bom governo.  Pois, deu no que deu. O governo Temer é pior dos piores presidente que o Brasil já teve na sua história.  O povo brasileiro acreditou na política econômica do Meirelles como se fosse a salvação da pátria.  Mas, não foi.  O Brasil continua patinando no rombo fiscal como dantes. 

Com a proximidade da eleição presidencial, apontam como favoritos, novamente, os salvadores da pátria.  Os novos ídolos são os das extremas, da esquerda e da direita.  Como nos filmes que já vi, os novos salvadores da pátria prometem fundos e mundos.  Como de costume, o povo brasileiro não aprende, acredita que a crise econômica e política se resolve com bravatas e vara de mágica e aposta, novamente, nos novos salvadores da pátria. 

A tendência das pesquisas mostra que, novamente, o povo brasileiro vai eleger um "Tite" para comandar o time e de um "Neymar" como coadjuvante. Fazer o que?  O povo brasileiro não resolve com a razão, mas com a emoção do momento. 

O povo brasileiro elege os seus próprios Deuses.  

Ossami Sakamori

Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Temer quer abocanhar R$ 100 bilhões do Campo de Lula

Crédito da imagem: Globo

O governo Temer precisa fazer, urgentemente, caixa para cobrir o rombo na Petrobras com o recente liminar do STF impedindo a venda de ativos da Companhia sem que haja autorização específica do Congresso Nacional. A Petrobras está com endividamento alto e requer injeção de dinheiro novo para não entra em colapso.  A foto da Companhia não é exatamente aquele que a grande imprensa noticiou de que o Pedro Parente teria deixado. 

Vamos entender o que se passa.  Em 2010, o governo Lula fez aumento de capital da Petrobras, colocando sua parte em cessão onerosa 5 bilhões de barris do Campo petrolífera de Tupi, hoje denominado de Campo petrolífero de Lula, por não possuir dinheiro em caixa para aporte de capital à época.  Vamos deixar claro que os 5 bilhões do Campo petrolífero de Lula é da Petrobras e o que houver de excedente seria da União.

Acontece que, após pesquisas realizadas pela Petrobras no Campo petrolífero de Lula, chegou-se a conclusão de que há reserva estimada em 12 bilhões de barris de óleo bruto. O que pretende é o governo da União vender os 7 bilhões de barris excedentes aos 5 bilhões referente a cessão onerosa correspondente ao aumento de capital de 2010. 

O governo Temer estima arrecadar cerca de R$ 100 bilhões com o leilão destes 7 bilhões de barris excedentes. Parte desse dinheiro seria, em tese, para pagar à Petrobras a diferença referente a variação cambial e à cotação do petróleo. Vamos lembar que entre 2010, data de capitalização da Companhia e hoje, o petróleo no mercado internacional sofreu queda substantiva.  Fazendo paridade hoje, a Petrobras estaria credora da União em alguns R$ bilhões. Contrato feito às pressas, em 2010, suscita esta cobrança intempestiva e duvidosa. Seja como for, a União concorda em pagar esta diferença, seja em dinheiro ou em outra forma de pagamento.

O governo Temer, usando como justificativa o fato de União ter que ressarcir à Petrobras, a diferença de valor sobre a cessão onerosa na integralização de capital em 2010, tramita em regime de urgência o projeto de lei que permite à União fazer leilão dos 7 bilhões de barris do Campo petrolífero de Lula. O governo está de olho mesmo é no dinheiro que sobra do ressarcimento da Petrobras. Melhor, dinheiro que sobraria.  O governo quer pagar o valor do ressarcimento em "petróleo bruto" que a União tem direito na Partilha dos blocos licitados. Mais uma encrenca a ser resolvida pelos governos futuros. 

No final das contas, o governo Temer quer mesmo é abocanhar os R$ 100 bilhões do Campo petrolífero de Lula. 

Ossami Sakamori
Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O calcanhar de Aquiles da economia.



No dia 15 de dezembro de 2016, o Congresso Nacional promulgava a Emenda Constitucional 95, originária do PEC 241 da Câmara dos Deputados, rebatizado pelo Senado Federal como PEC 55. A Emenda, mais conhecida como PEC 55 ou como Emenda do teto dos gastos públicos, veio para sepultar de vez a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000.  A Emenda acabou se tornando o próprio "calcanhar de Aquiles" para o crescimento sustentável. 

A Emenda do teto dos gastos públicos foi encaminhada pelo governo Temer com o falso objetivo de equilíbrio das contas públicas. Até entrar em vigor  a Emenda, os gastos públicos eram regidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, que já previa o equilíbrio entre a receitas e despesas ou seja "déficit primário" zero ou um "superávit primário".  A ideia do Henrique Meirelles era com a Emenda do teto dos gastos públicos, evitar a situação que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma. Para quem não se lembra, a Dilma foi afastada por "ter escondido" o "déficit primário" com as "pedaladas fiscais".  Se a Emenda do teto dos gastos públicos estive em vigor maio de 2016, a Dilma não teria sido afastado do cargo de presidente da República, pois que não haveria as "pedaladas fiscais". 

De acordo com a Emenda Constitucional do teto dos gastos públicos, o teto para 2017, primeiro ano de vigência da Emenda, seria definido com base na despesa primária paga em 2016 (incluído restos a pagar), com correção de 7,2%, que era inflação prevista para aquele ano.  A partir de 2018, os gastos poderiam aumentar com a inflação acumulada conforme inflação acumulada, o IPCA. O regime valeria para os orçamentos fiscal e da seguridade social e para todos os órgãos e Poderes da República. 

É falsa a ideia de que a Emenda do teto dos gastos públicos veio "impor" o rigor fiscal das contas públicas.  A Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000 já previa o "equilíbrio" entre receitas e despesas do governo federal ou seja "déficit primário" igual a "zero".  Ao contrário, a Emenda do teto dos gastos públicos do Temer/ Meirelles "permite" cobrir o "rombo fiscal" ou o "déficit primário" cobrindo as despesas dentro do teto dos gastos com emissão de títulos da dívida pública. 

Os articulistas econômicos e o próprio mercado financeiro que defendem a Emenda do teto dos gastos públicos, o fazem sem mesmo prestar atenção de que a Emenda do teto dos gastos públicos é o "calcanhar do Aquiles" ou a "pedra no sapato" para que haja investimentos públicos necessários para alavancar o crescimento econômico sustentável do País.  No entanto, contraditoriamente, sem os investimentos públicos em infraestrutura não haverá desenvolvimento econômico. 

Se a Emenda do teto dos gastos públicos já foi uma "flexibilização" da Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, creio que a Emenda do teto dos gastos não seja a "pedra angular" da economia como fazem crer o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e seus cegos seguidores.  A essa altura, a Emenda do teto dos gastos públicos é a "pedra no sapato" para qualquer formuladora da política macroeconômica do futuro presidente da República. 

Certas inverdades se tornam "paradigmas" para os que tem pouca leitura sobre as mais modernas teorias macroeconômicas. Infelizmente, uma grande maioria dos empresários e gestores públicos fazem parte deste rol de medíocres que seguem os "falsos paradigmas", como gado em efeito manada.   

Ossami Sakamori
Engenheiro civil, 73, consultor empresarial.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Dívida pública líquida do Brasil está em R$ 3,716 trilhões!


Por mais que o governo Temer tente mostrar a normalidade, os números macroeconômicos revelam estado lastimável do Brasil.  O Banco Central divulgou hoje a posição da dívida pública federal no final do mês de maio.  A dívida pública federal líquida, descontado contas a receber e reserva cambial, está em R$ 3,716 trilhões, sendo R$ 143 bilhões em moeda estrangeira. Feito conta rápida, a dívida pública federal líquida, eu disse líquida, representa cerca 56% do PIB ou de tudo que o País produz no ano. 

O tamanho da dívida pública não é tão preocupante, pois que os Estados Unidos, por exemplo, tem dívida pública interna de cerca de 110% do PIB. A diferença é que o Tesouro dos Estados Unidos paga juros médios negativos ou seja paga juros menores que a inflação, enquanto no Brasil paga a taxa de juros reais cerca de 3,5% ao ano acima da inflação.

O que preocupa, os que tem o mínimo conhecimento da macroeconomia, é o prazo médio dos vencimentos destas dívidas. No conceito clássico, o prazo médio das dívidas públicas federais é de 4,08 anos ou seja a cada pouco mais de 4 anos o Tesouro e o Banco Central teria "rolado" a dívida pública pelo menos uma vez. No jargão popular isto se denomina "ciranda financeira".  No particular, isto é como a situação de uma pessoa que precisa correr "atrás da máquina" para rolar a dívida cada vez maior. 

Outro dado curioso é que a incompetência de sucessivos governos faz com que cada cidadão brasileiros, cerca de 210 milhões de pessoas, incluindo os recém nascidos e idosos, uma média de R$ 17.619,00 de dívida líquida.  Isto é, dívida a pagar descontando a dívida a receber. 

O fato é que o Brasil deve R$ 3,716 trilhões líquidos, com vencimento médio de 4 anos.  Não é preciso ser economista para constatar que a dívida pública brasileira é impagável. 

Ossami Sakamori
Engenheiro civil e consultor empresarial

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Brasil continua sendo quintal dos Estados Unidos!


Presidente Temer não tem dado importância ao prenúncio de uma crise econômica, sem precedentes, por conta da política protecionista dos Estados Unidos. O vice-presidente Mike Pence daquele país esteve ontem em visita ao presidente Temer, no Palácio do Alvorada, para um puxão de orelha pelo não protagonismo na América do Sul. No governo Temer, o Brasil apequenou-se perante os demais países da América Latina e sobretudo perante os países da América do Sul.  Presidente Temer não soube capitalizar a visita do Mike Pence para aumentar as trocas comerciais para com os Estados Unidos. 

Politicamente, perante o mundo, a América Latina é quintal dos Estados Unidos.  Estava ou está reservado ao Brasil a função de "guardião" dos Estados Unidos no cone sul. O Brasil está perdendo a liderança com ascensão do Michel Temer à presidência da República. Mike Pence cobrou do Michel Temer, posição firme contra o governo do Nicolás Maduro da Venezuela. O Brasil não tem posicionado politicamente contra o regime socialista da Venezuela, desde o impeachment da Dilma.  Se antes, o apoio era total ao regime socialista do Maduro pelos governos petistas, o governo Temer tem ficado ao largo dos acontecimentos na vizinha Venezuela.  O máximo que o presidente Temer conseguiu com o Mike Pence foi a promessa da liberação das crianças brasileiras, presas em consequência da "entrada ilegal" dos pais das crianças, onde respondem pelo ato em prisão americano. 

Brasil sendo guardião dos Estados Unidos na América do Sul, certamente, em segredo de Estado, o Brasil deverá ceder a Base de Alcântara em Maranhão, para lançamento de satélites dos Estados Unidos. O fato não é novidade para os brasileiros.  Durante a segunda Guerra Mundial, o Brasil abrigou uma base aérea americana em Natal no Rio Grande do Norte, onde chegou a abrigar mais de 10 mil soldados da Força Aérea americana.  A Base de Alcântara será um "enclave" americano no território brasileiro. 

Brasil continua sendo o "quintal" dos Estados Unidos!

Ossami Sakamori

sábado, 23 de junho de 2018

Brasil está em "stand by".

Crédito da imagem: O Sul

Vocês não devem estar entendendo a demora da retomada do crescimento econômico do País, após ter passado pela pior depressão econômica dos últimos 100 anos, nos anos 2015 e 2016.  O Brasil cresceu cerca de 1% no ano de 2017 e os indicadores mostram que o País poderá crescer cerca de 2% neste ano. Mas, o resultado destes sinais de crescimento não se faz sentir no cotidiano do povo brasileiro. Infelizmente, os articulistas econômicos não conseguem explicar o motivo desse desânimo generalizado. Vou tentar explicar na sequência.

Enquanto o Brasil, nos anos 2016 e 2017, experimentou depressão de cerca de 7%, o restante do mundo cresceu em média 7%.  Os números mostram que o "fosso" ou o "buraco" que separa o Brasil do restante do mundo é de cerca de 14%, que é a soma do que regredimos  com o que os outros progrediram.  O crescimento pífio de 1% no ano passado, nem sequer cobriu o crescimento do retante do mundo. O crescimento projetado de 2% neste ano, apenas acompanha o crescimento dos países desenvolvidos.  O "buraco" é de 14%, grosso modo. 

O quadro acima é confirmado com o número espantoso de desempregados, cerca de 13%, com carteira assinada, enquanto o indicador aceito pelos países desenvolvidos é de 4% ou na pior das hipóteses 5%. O IBGE mostra que apenas 34 milhões de trabalhadores estão empregados com carteira assinada, enquanto enquanto cerca de 40 milhões estão desempregados ou sub-empregados. Isto sem contar com cerca de 13 milhões de chefes de famílias que dependem do Bolsa Família.  De acordo com o IBGE, o País possui cerca de 104 milhões de pessoas que representam a força de trabalho.  Não precisa ser economista para constatar que apenas uma pequena parcela da população sustenta o restante da população. 

Outro fato que não é comentado pela grande imprensa é o número de inadimplentes no comércio.  Cerca de 61 milhões de pessoas estão inadimplentes. Isto representa cerca de 40% da população adulta do País, estimado em 210 milhões de habitantes. O número alto de inadimplentes é explicado pelo número expressivo número de desempregados e sub-empregados.  O fato é que 61 milhões de pessoas deixam de "alavancar" o consumo. 

É um círculo vicioso difícil de romper. Os desempregados e inadimplentes que deixam de consumir, fazem com que as indústrias deixem de criar novos empregos com carteira assinada. Não criando novos empregos, o consumo não aquece.  Sem consumo aquecido, as indústrias não tem para quem vender a não ser para fora do País. Falta uma medida de grande impacto para retomar o crescimento econômico do País. 

As indústrias e agronegócio que poderiam estar carreando recursos financeiro para o desenvolvimento do País, a política monetária do governo tende a valorizar o real tentando desvalorizar o dólar.  O Banco Central fazendo intervenção diária para segurar o dólar no atual patamar.  Este governo ou governo de antes, sempre preferiram que o povo sentisse a "sensação do poder de compra" com o real valorizado.  Enquanto uma compra em Nova York sair mais barato que em São Paulo, o mercado de câmbio está defasado. 

Não tem mais jeito. Já estamos no final do primeiro semestre de 2018, com eleições previsto para o mês de outubro. Não haverá mudanças profundas na política econômica e nem tão pouco a mudança necessária na política monetária. O Banco Central vai impingindo política monetária, tão somente, para segurar a inflação no patamar aceitável, enquanto aguarda diretriz do novo presidente da República, que será eleito apenas no dia 7 de outubro.

Literalmente, o Brasil está na posição de "stand by".

Ossami Sakamori

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Macarronada na cumbuca

 Crédito de imagem: Goal.com

Matéria extraída, sem edição, do Jornal Notícias.
Assinado por António José Gouveia
Se alguém tinha dúvidas sobre a "macarronada na cumbuca" de Neymar, elas hoje foram desfeitas. Depois de um empate brasileiro frente à Suíça e com um Neymar completamente desinspirado, hoje ficou confirmado que o cabelo do craque afinal não tem bruxaria. Foi o melhor em campo contra a Costa Rica de Brian Ruiz e Navas e marcou um golo que confirmou a vitória suada por 2-0.
Na internet, principalmente nas redes sociais, têm proliferado os memes sobre o novo corte de cabelo de Neymar e foi durante estes dias o assunto mais comentado sobre a seleção brasileira. Supersticiosos como são, os brasileiros já estavam a culpar um perfeito anónimo que, em pouco tempo se tornou uma atração mundial, de ser o primeiro responsável pela prestação não só de Neymar como de toda a seleção. Estamos, claro, a falar de Daílson dos Reis , mais conhecido no mundo da moda de penteados como Nariko.


"Na hora do jogo estava parecendo uma macarronada na cumbuca" é dos comentários mais curtidos. A cumbuca, segundo os brasileiros, é uma cabaça que serve como malga. Ou seja, o corte de Neymar parece uma massa de esparguete numa cabaça. Nada elogioso.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

O Brasil está patinando...


O país se encontra como que caminhão no atoleiro. O Brasil está patinando desde 2015. O País passou por pior depressão dos últimos 100 anos!  O PIB decresceu em 2015 e 2016 cerca de 7%, enquanto o mundo cresceu a uma média de 7% no mesmo período. Assim sendo, o Brasil ficou 14% mais pobre que o resto do mundo. O País caminhou na contra mão do mundo. 

O governo Temer sucedeu ao da Dilma com promessa de uma "ponte da esperança".  Decorrido dois anos, a travessia virou uma "ponte da desesperança".  Deste mato, o do Michel Temer, não sai mais nenhum coelho.  A economia do País vai se arrastar até o final deste ano, tal qual seleção brasileira de futebol, na melhor das hipótese, no "empate".  Não há nenhuma esperança para mudança no curto prazo.

Nas últimas quatro semanas, o País viveu o caos de desabastecimento com a greve dos caminhoneiros. O governo Temer fez mais atrapalhada do que apresentar soluções. Deu desconto no preço do diesel de R$ 0,46 que será coberto pelo contribuinte na forma de re-oneração de tributos que iria acontecer somente em 2022. 

Governo Temer, na tentativa de acalmar os caminheiros ou o oligopólio do transporte de cargas, tenta tabelar os preços dos fretes. Uma tentativa inútil. O preço de frete se define de acordo com a lei da demanda e oferta, nas centrais de fretes ou nos portões das indústrias. A situação da tabela de preço dos fretes ficou até cômico. Agora, quem tenta dar um ordenamento ao caos que se criou no tabelamento dos fretes, é o ministro do STF.  Veja só, onde foi para o assunto!

O Brasil quer passar incólume ao crescimento dos Estados Unidos, um nível de crescimento que eles próprios estão preocupados. Estados Unidos está com taxa de desemprego abaixo de 4%, enquanto que no Brasil está acima de 13%. O resultado é que o crescimento dos Estados Unidos está canalizando o capital de investimento direto e capital especulativo em direção àquele país. E o atoleiro do Brasil continuará, agora, agravado pela conjuntura externa, a boa, dos Estados Unidos.

O Banco Central do Brasil tenta acalmar o mercado de câmbio, provocado com a revoada de investimentos diretos e especulativos em direção aos Estados Unidos. Banco Central optou em lançar títulos atrelados ao dólar, denominado de swap cambial tradicional para tentar conter a alta do dólar. O Brasil lançou nessas últimas quatro semanas, equivalente a US$ 38 bilhões, valor correspondente a cerca de 10% da Reserva cambial. O Banco Central já noticiou que vai intervir no mercado quanto fosse necessário para "segurar" o dólar.  Toda intervenção é um "artifício". 

Percebe-se que o governo Temer está totalmente "perdido". Não sabe o que faz.  Tenta tabelar o frete. Agora, tenta tabelar o dólar.  Este filme já vimos várias vezes no passado recente da história brasileira.  Quem não se lembra do tabelamento de preço do Sarney ou confisco de poupança do Collor?

Enquanto isto, o Brasil continua patinando...

Ossami Sakamori



terça-feira, 12 de junho de 2018

Não adianta! A tendência do dólar é de alta no médio prazo!


Banco Central terá injetado no mercado financeiro, título denominado "swap cambial tradicional", desde 14 de maio até a próxima sexta, dia 15 de junho, volume equivalente a US$ 38,617 bilhões, na tentativa de acalmar o mercado de câmbio, especialmente o dólar. Mesmo assim, após queda provocada na segunda-feira, o dólar fechou ontem em estabilidade com cotação de R$ 3,71 e anda hoje em torno do mesmo valor.  Banco Central está é tentando "segurar" o dólar no atual patamar.  O certo é que a cotação está "artificial".  

É um jogo de queda de braço entre o Banco Central e o mercado financeiro. O mercado financeiro brasileiro está acompanhando o mercado financeiro internacional onde a moeda americana vem valorizando nos últimos meses em função do visível crescimento econômico dos Estados Unidos. O número de desempregado, que é o indicador mais importante na tomada de decisão do FED, o Banco Central americano, vem sofrendo queda contínua. Hoje, o número de desempregados nos Estados Unidos está abaixo de 4%, enquanto o do Brasil está acima de 13%. 

O temor do mercado financeiro brasileiro é que os investidores estrangeiros especulativos, aqueles que aplicam no mercado financeiro entre os quais o título do Tesouro Nacional, liquidem suas aplicações em moeda brasileira, comprando o dólar, para remetê-las ao mercado americano. Diante dos indicadores positivos nos Estados Unidos sobre o do crescimento da economia e da contração do desemprego, o Banco Central americano eleve a taxa de juros para "desaquecer" um pouco a economia. O movimento dos Estados Unidos é no sentido contrário ao do Brasil. 

Na revoada dos investidores estrangeiros para fora do País, a moeda americana fica pressionado na compra, provocando a alta do dólar ou a desvalorização do real. Isto não é movimento puramente especulativo do mercado de câmbio. Infelizmente, a economia dos Estados Unidos está dando certa e a economia do Brasil está dando errado. Não há Banco Central que segure o fluxo de capital, agora no sentido contrário, nem mesmo com a oferta de título cambial atrelado ao dólar. 

Alega o Banco Central, o que de certa forma justifica, a existência de Reserva cambial robusta para enfrentar situações de "desconforto". O Brasil possui, grosso modo, US$ 380 bilhões em Reserva cambial, que nada mais é do que "saldo médio" que o mercado financeiro internacional "exige" para manter o Brasil como país "solvente".  A manutenção da Reserva cambial, custa ao País, a manutenção desnecessária da dívida pública de cerca de R$ 1 trilhão, pagando taxa Selic, ou seja pagando juros reais próximo de 3,5% ao ano. 

Embora, o Banco Central afirme que o mercado cambial esteja sob controle, o volume de títulos atrelados ao dólar que está sendo ofertado em curto período de tempo, um mês, equivalente a US$ 38 bilhões ou equivalente a 10% da Reserva cambial, preocupa o mercado financeiro.  O "swap cambial tradicional" nada mais é do que uma dívida pública atrelada ao dólar, contraído pelo Banco Central ao invés do Tesouro Nacional. Nem é preciso lembar que a dívida do Banco Central é também dívida do governo federal. 

O presidente do Banco Central Ilan Goldfajn afirmou em entrevista que o mercado de cambio é de "livre flutuação". A afirmação do presidente do Banco Central é uma "meia verdade" ou uma "sofisma". Embora, o Banco Central não esteja vendendo o dólar da Reserva cambial, a venda de swap cambial é uma "intervenção" do Banco Central no mercado de câmbio. Intervenção é movimento contrário da livre flutuação. 

Diante do exposto, considero que a tendência do dólar é de alta, no médio prazo. 

Ossami Sakamori
(sem rede social).

sábado, 9 de junho de 2018

Enfim, chegou a sua vez, Gleisi !


O ministro Celso de Melo do STF, liberou para julgamento a ação penal da Operação Lava Jato que tem como réus a senadora Gleisi Hoffmann, PT/PR e seu marido Paulo Bernardo, investigados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Petrobras.

A ação será julgado pela Segunda Turma do STF. A denúncia  contra Gleisi, o marido  e o empresário Ernesto Rodrigues foi recebida em 27 de setembro de 2016. Eles são acusados de solicitar e receber R$ 1 milhão num esquema de corrupção da diretoria de abastecimento da Petrobras. O fato teria ocorrido em 2010. O julgamento deverá ocorrer até o final de junho, antes do período de recesso do judiciário. 

A senadora Gleisi Hoffmann é atual presidente nacional do PT. Se for condenada pelo STF, Gleisi deverá cumprir pena numa prisão feminina onde tem residência fixa, Curitiba ou Brasília. Dificilmente, a Gleisi escapará da condenação, apesar de alguns ministros da Segunda Turma votarem sempre favoráveis ao PT. 

Enfim, chegou a sua vez, Gleisi !

Ossami Sakamori


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Dólar vai buscar R$ 4,16 no médio prazo (2).

Não sei o porque desse pânico no mercado financeiro, por dólar comercial ter fechado hoje no patamar de R$ 3,91. Tudo leva a crer que a minha previsão, baseado em dados da economia mundial, deverá concretizar nos próximos dias. A macroeconomia não é ciência exata, mas obedece a uma certa lógica, que os investidores menos avisados não querem aceitar.  Veja a matéria postada neste blog em 4/5/2018, portanto há pouco mais de um mês.  

Crédito de imagem: Estadão

O dólar alcançou maior patamar desde junho de 2016, alcançando R$ 3,58 no pico do pregão de ontem e que acabou fechando o dia em R$ 3,55.  Esse movimento de alta foi alertado por este blog na matéria Dólar com tendência de alta! no dia 17 de abril.  Espanta-me o fato de operadores do mercado financeiro serem pegos de calças curtas ou de saias curtas com a volatilidade do dólar.  Este blog poderá ser uma boa fonte de informações para embasar os negócios. 

O Federal Reserve, o Banco Central americano, já vinha anunciando o aumento de taxa de juros do título do Tesouro, para conter a alta da inflação. A inflação americana está no nível de 2,5% ao ano e o Federal Reserve não quer perder o controle sobre o valor da moeda, o dólar. O Federal Reserve não só anunciou o aumento da taxa de juros na faixa de 1,50% e 1,75%, com aumento de 0,25% em relação à faixa anterior, mas também que haverá novas altas, ainda neste ano.

O Banco Central do Brasil, comandado pelo ex-diretor do Banco Itaú Ilan Goldfajn, já anunciou que vai fazer intervenções no mercado de câmbio, hoje, emitindo os já conhecidos Swap cambial tradicional. A última intervenção do Banco Central no mercado de câmbio ocorreu no episódio do vazamento da gravação da conversa entre presidente Temer e Joesley Batista do grupo JBS.  Canso de afirmar que não existe "câmbio totalmente flutuante". Está aí a "intervenção" do Banco Central para confirmar a minha afirmação. 

Apesar de uma certa volatilidade do câmbio devido aos fatores do mercado financeiro externo e da conjuntura política instáveis em função das sucessivas denúncias de corrupção do presidente da República Michel Temer, o Banco Central tem não só os instrumentos tradicionais de "intervenções", mas tem em suas mãos uma reserva cambial robusta, de R$ 381,9 bilhões (saldo de 30/04/2018). 

Para quem tem interesse no mercado de câmbio, convém lembrar que o dólar já teve maior cotação, de fechamento, no dia 21 de janeiro de 2016 com cotação de fechamento de R$ 4,16. Creio que no médio prazo, o mercado "vai buscar" a cotação máxima atingida dentro do Plano Real. Não há nenhuma notícia no horizonte de curto prazo que venha contrariar o que estou a afirmar.

Dólar vai buscar R$ 4,16 no médio prazo.

Ossami Sakamori

Tabelamento do frete não vai dar certo!



Cara de um, focinho do outro. Michel Temer derrubou a Dilma porque a achava incompetente. Presidente Dilma, notoriamente, era burrinha, socava vento no saco de papel para não o perder. Os dois foram eleitos em outubro de 2014, a primeira como titular e o segundo com vice. O Temer mandou uma cartinha para a Dilma rompendo politicamente. Não teve coragem de enfrentá-la de focinho a focinho. Se, ainda, alguém duvidava, hoje não a tem mais. Presidente Temer vai tabelar mais um setor, o de transporte de cargas. 

Como Sarney, o Michel Temer tabela o preço do diesel para cumprir com a promessa aos caminhoneiros por ocasião da greve dos transportes.  Temer prometeu o "tabelamento" de fretes para os caminhoneiros ou melhor para o cartel de empresas transportadoras de cargas. Coisa decidido no afogadilho, não espera que iria comprar briga com o setor de agronegócio por conta da alta do frete. 

O presidente Temer, está totalmente perdido no meio de tantas pressões e não tem preparo para enfrentar qualquer situação de crise, tal qual a antecessora Dilma. É uma situação deprimente para quem derrubou a titular Dilma com a promessa da "ponte de esperança". O povo brasileiro já percebeu que a a ponte prometida é a de desesperança.

O Michel Temer não tem cabeça para pensar em governar o país com dimensões continentais e mais de 200 milhões de população. Temer está é muito preocupado que a Polícia Federal está chegando próximo ao seu "laranja", o coronel Lima no processo Decreto dos Portos.  A Globo noticiou que o presidente Temer, recebia mesada de R$ 300 mil por mês da Libra e Rodrimar, por meio do coronel Lima. Também, descobriu que remeteu ilegalmente o dinheiro da propina para paraísos fiscais.

Com o quadro de instabilidade o dólar vai subindo como foguete!

Ossami Sakamori
@BRdemocratico

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Tabelamento do diesel não vai dar certo!

Crédito da imagem: Globo

O tabelamento do diesel pelo governo Temer parece ter vindo para ficar.  A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis aprovou nessa terça-feira, dia 5, a realização de audiência pública para colher no mercado propostas para uma "regulamentação" que defina prazos de reajustes de preços dos combustíveis. Isto vai terminar em tragédia!

Segunda a grande imprensa, a audiência será iniciada no dia 11 e permanecerá até o dia 2 de julho. A ideia é publicar a regulamentação no Diário Oficial no prazo de 40 a 60 dias. Segundo a ANP, ela valerá enquanto existir um monopólio de fato no mercado de refino no Brasil, atualmente dominado pela Petrobrás. Em outras palavras, a regulamentação ficará valendo para sempre, ou até que o novo presidente da República resolva endossar ou banir a regulamentação do preço de produto no setor privado. 

A primeira vista, parece coisa positiva, pois foi a maneira que o governo Temer encontrou para acabar com o movimento paredista dos caminhoneiros. O próprio movimento, parecia ser um movimento de iniciativa dos caminhoneiros autônomos, mas as investigações parecem confirmar que foi locaute das empresas de transportes de cargas. Ontem mesmo, a AGU mandou para o STF uma terceira lista de multas aplicadas às empresas de transportes que ultrapassa R$ 500 milhões. 

Seja como for, o fraco governo Temer resolveu "tabelar" o preço do diesel com desconto de R$ 0,46 por litro na bomba, que ficará valendo até o final de julho. À partir daquela data, o governo vai tabelar um novo aumento que ficará valendo para os outros 30 dias e assim consecutivamente.

Isto me lembra o "tabelamento de preços" do desastrado governo Sarney em 1986. À época, o tabelamento dos preços, acabou criando o desabastecimento generalizado de mercadorias. O governo Sarney ameaçou até laçar o boi no pasto, figurativamente, para garantir o abastecimento de carnes, pelo preço tabelado. O final do governo Sarney foi marcado pela "hiperinflação" decorrente da falta de mercadorias. A saída para a situação que se criou foi o Plano Collor, que impôs o confisco de poupança em 1990, uma outra triste lembrança da população.

A história mostra que o tabelamento dos preços ou o controle de preços pelo governo é comemorado "na entrada", mas "a saída" do tabelamento ninguém pode prever como vai ocorrer. Governo Temer, fraco, resolveu problema dos caminhoneiros com o "tabelamento" do preço de diesel. A medida é populista e o resultado será maléfico para a população no médio prazzo. Isto é como querer revogar a lei do Newton, a de gravidade, por decreto presidencial. 

Tabelamento do diesel não vai dar certo!

Ossami Sakamori

terça-feira, 5 de junho de 2018

Temer, politicamente, está no bico do corvo!

Crédito de imagem: UOL

O caso conhecido como Decreto dos Portos está rendendo dissabores ao presidente Temer. A Folha dá que a Polícia Federal encontrou planilha datada de abril de 2017, o valor de R$ 20,6 milhões em contas da PDA Administração e Participações no Bradesco. Em nome do próprio coronel Lima, aparece o valor de R$ 3,04 milhões espalhados em diversos bancos. A Polícia Federal acredita que os valores da PDA pertence ao Michel Temer.

O coronel Lima, decorridos 9 meses da primeira intimação, não depôs até hoje à Polícia Federal alegando não possuir condições de saúde para responder às perguntas do inquérito. O coronel Lima já foi até preso pela Polícia Federal, mas manteve irredutível em não prestar esclarecimentos alegando os mesmos problemas de saúde. 

O cerco está cada vez mais próximo do presidente Temer. Foi o Michel Temer é que assinou o Decreto dos portos, que teria favorecido as empresas Rodrimar e Libra. Ambas empresas estão sendo investigados como que tendo pago propinas por conta da renovação automática do contrato de concessões, por mais um período, da exploração das atividades portuárias no porto de Santos.

Vamos apenas lembrar que o presidente Temer já enfrentou duas votações na Câmara dos Deputados para autorização do prosseguimento de investigação. Ambas investigações não tiveram prosseguimento porque a Câmara dos Deputados rejeitou as solicitações do STF graças ao movimento conhecido como "toma lá, dá cá". 

Temer, politicamente, está no bico do corvo!

Ossami Sakamori


domingo, 3 de junho de 2018

Chega de Temer !

Crédito da imagem: Estadão

Com a lambança que o presidente Temer fez em consequência do movimento paredista dos caminhoneiros, perdi o apetite em escrever matérias no blog. Nunca na história de República, pelo menos nos últimos 50 anos, tivemos um presidente tão incompetente. Michel Temer é tão nocivo para o País a presidente afastada Dilma Rousseff. 

Michel Temer permaneceu como vice da Dilma por 5 anos, 5 meses e 12 dias, em dois mandatos consecutivos.  Só mesmo dois políticos inábeis e incompetentes poderiam ter permanecido tão longo tempo juntos. Michel Temer quis mostrar através da sua "ponte da esperança" de que poderia afastar a titular e imprimir uma nova esperança para o povo brasileiro. Assim não aconteceu, a ponte da esperança acabou virando a "pinguela da desesperança".

Uma medida que o Michel Temer e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e agora candidato à presidência da República pelo MDB editou, a Emenda do teto dos gastos, foi tornar efeito nulo a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000. A nova Emenda Constitucional, oficializou o "rombo fiscal" ou o "déficit primário" que estava proibido pela Lei de 2000. De tanta insistência do Meirelles, o povo e o mercado financeiro acabaram acreditando que era uma boa coisa. 

Único legado, se assim quiser se referir, é a mudança nas leis trabalhistas que tornou a vida das empresas menos complicada. As outras reformas, a tributária e a previdenciária não saíram do terreno de intenções. Michel Temer não conseguiu o apoio suficiente do Congresso Nacional para aprovação das reformas estruturantes tão necessárias para modernização do País. Foi o começo do fim da sua vida política. 

Michel Temer está envolvido, segundo a Procuradoria Geral da República, em diversos casos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os crimes foram praticadas, segundo a PGR, em conjunto com os atuais ministros com assentos e mesas no Palácio do Planalto. O Palácios do Planalto, do Jaburu e da Alvorada viraram abrigo dos ladrões da República. 

Não adianta, o Michel Temer usar da habitual cena de bravata, como se o Congresso Nacional e o povo brasileiro tivesse algum medo do seu gesto professoral.  Ainda assim, o Michel Temer é soberbo. Quer o presidente Temer passar a imagem de um presidente da República que promoveu mudanças importantes no País (sic). 

Desde 12 de maio de 2016, este blog não escreveu, uma linha sequer, em favor do presidente Temer. Só de escrever o nome do Temer, meu domingo já estragou!  

Chega de Temer!

Ossami Sakamori

O sem rede social. Fazer o que?!