Receba novas matérias via e-mail adicionando o endereço

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Caso OGX. Dilma, onde foi parar os R$ 10,6 BI do BNDES?

Em 27 de março deste ano, eu já tinha noticiado de que o Eike Batista estava vendendo almoço já começado para poder jantar.  A situação era de insolvência há 7 meses atrás.  A matéria foi postada como o título: OGX do Eike Batista está falida!

Ontem, o estelionatário Eike Batista, deu entrada no fórum da Comarca de Rio Janeiro, pedido de recuperação judicial da empresa OGX.  Segundo imprensa o passivo total é de R$ 11,2 bilhões e ativo líquido de US$ 2,7 bilhões representado pelo campo de Tubarão Martelo e campo Atlanta.  À rigor, como os campos em exploração são apenas concessões, em caso de insolvência da concessionária, os direitos deveriam ser cassados automaticamente.  Neste caso o ativo líquido indicado na recuperação judicial virariam pó.  

Até recentemente o estelionatário Eike Batista era considerada como empresário modelo para a presidente da ANP, Magda Chambriard.  A presidente da agência que cuida da concessão e de exploração do petróleo chegou a afirmar que o Brasil precisa de muitos Eikes Batista. O estelionatário Eike Batista tinha acesso direto ao Palácio do Planalto, nos governos Lula & Dilma.  Presumo que devem ter corrido muito dinheiro nessa maracutaia!

A OGX arrematou concessão de exploração do petróleo da ANP, sem ter perfurado um poço sequer.  A outra empresa do mesmo estelionatário Eike Batista, tomou montanha de dinheiro do sistema BNDES, sem ter construido uma plataforma sequer.  Eike Batista é o homem que tomou emprestado R$ 10,6 bilhões do BNDES para alavancar suas empresas, castelos de papel.  Há indícios claros de que houve intervenção do Palácio do Planalto, no governo Lula e da Dilma, para que operações esdrúxulas como estas fossem feitas.

O que eu quero saber mesmo é o destino dos empréstimos de R$ 10,6 bilhões do BNDES.  De repente, estão sumindo no meio das gambiarras contábeis.  A OGX já apresentou à justiça os passivos em que não consta os empréstimos do BNDES.  Daqui a pouco some a dívida da OSX junto ao BNDES.  Alguns destes empréstimos estão sendo assumidos pelos novos donos da empresa de energia e de mineração.  Não sabemos quanto dos R$ 11,6 bilhões.  Outros empréstimos, parecem estar sendo absorvidos pelo Bando Votorantim, uma parceria entre Banco do Brasil e da família Ermínio de Moraes.  

O fato é que o BNDES aquietou-se sobre o empréstimo de R$ 11,6 bilhões ao grupo do estelionatário Eike Batista.  E como ficou a situação do BTG Pactual que tinha um crédito de R$ 2 bilhões com as empresas do Eike Batista?  Esses empréstimos da OGX junto a BTG foram "compensados" na negociação do 50% do Petrobras Oil & Gas?   Quando muitas dessas maracutaias forem esclarecidos poderá a recuperação judicial se tornar "fraudulentos".  Vamos ver o que vai acontecer, com mais esse caso mal esclarecido.   Repeteco do caso Varig, à vista!

Ossami Sakamori 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Libra. Graça Foster contesta Dilma.

Esqueçam os números que a Dilma anunciou nos últimos dias à respeito o leilão de Libra.  Ontem a Graça Foster expôs o pensamento dela sobre o mercado internacional de petróleo, que contrasta com os números de receitas divulgados pela Dilma.  Vejam o que a Graça Foster disse e na sequência os meus comentários.
 
Em palestra na OTC Brasil 2013, Graça admitiu que há uma tendência de queda de preço do Brent nos próximos anos para algo em torno dos US$ 75/ US$80 o barril, contra os US$ 100 atuais, mas que depois a expectativa é de que o petróleo volte a subir, devido a uma maior demanda projetada para a partir de 2020. Fonte: Folha.

Comentário.

Os números de receitas apresentados pela presidente Dilma e exposto por mim, já disse no texto apresentado por mim na semana passada, tinha como o parâmetro o barril de petróleo Brent a US$ 100 o barril.  Se considerar o preço de barril de petróleo nos níveis projetados pela Graça Foster, entre US$ 75 e US$ 80, a coisa muda de figura completamente.

Os royalties que serão destinados à educação e saúde pública cairia de US$ 180 bilhões para US$144 bilhões ou equivalente na data de ontem a R$ 316 bilhões em 30 anos ou equivalente a uma média anual de R$10,5 bilhões.  Lembrando que o governo Dilma gasta anualmente no sistema de saúde equivalente a R$ 79 bilhões.  Como está previsto aplicação de 25% do royalties em sistema de saúde, equivalente a aproximadamente R$ 2,5 bilhões, o número se torna irrisório.

Ainda assim para o Consórcio Petrobras/chineses & cia. caberia um bom naco de US$ 160 bilhões (em dólares) em 30 anos, com investimento inicial de R$ 15 bilhões (em reais).  Lembrando que a Petrobras é minoritária no Consórcio, com 40%.

Vamos botando os pingos nos is.  Os números apresentadas pela Dilma está no terreno das possibilidades, que são contestados pela própria presidente da Petrobras.  Só tem uma conclusão, uma das duas está mentindo descaradamente! Ou estão omitindo propositadamente.   Os números que apresento tem referência dos parâmetros usados.

Ossami Sakamori

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Dilma é Nicolás Maduro de saia!

O exemplo vem da república bolivariana, a Venezuela.  O governo venezuelana, desde época do Hugo Chávez, vem adotando política econômica mais do que atrasada.  O governo subsidia tudo, desde  alimentos à gasolina.  Subsidia habitação popular.  Tudo como o governo brasileiro faz num tom menos agressivo que os venezuelanos.  Vejam o resultado do que acontece lá na Venezuela do Nicolás Maduro, sucessor da Hugo Chávez e na sequência os meus comentários à respeito do Brasil da Dilma.

Depois de estimular negócios com a Venezuela, o governo do Brasil agora cobra do país vizinho "calotes temporários" de exportações de empresas brasileiras feitas neste ano. Em alguns casos, o atraso nos pagamentos de produtos vendidos ao mercado venezuelano, que vive um momento de escassez, chega a quatro meses. Fonte: Folha. 

Comentário.

Aqui no Brasil de Dilma Rousseff, presidente nomeado pelo antecessor Lula da Silva, pratica em tom menor, política econômica equivocada como a da Venezuela.  E a coisa começa a dar água.  A Venezuela como pode ver pela notícia acima, já está afundando por falta de dólares para pagar contas.

O Brasil do Lula & Dilma praticam política econômica (sic) semelhante ao da Venezuela, em alguns aspectos.  As semelhanças estão em criar programas que atendem os interesses imediatos da grande massa de população, os pobres.  Os programas vão desde a Bolsa Família ou Bolsa Miséria a subsídio de energia elétrica ou mesmo subsídio na aquisição de moradia popular.  

O Brasil vende gasolina subsidiado pela Petrobras fazendo parte da política equivocada.  O Brasil importa gasolina a preço maior do que vende na refinaria.  Isto é, Dilma subsidia combustíveis como Nicolás Maduro faz.  Na política econômica, o engessamento do preço dos combustíveis serve como âncora para segurar a inflação, tanto aqui como lá.

Outra semelhança é manter o dólar engessado.  Venezuela vem fazendo isto desde governo Hugo Chávez.  Com o dólar engessado, dá uma certa euforia à população.  Dá-se impressão de que, de repente, o Brasil virou país rico.  Enquanto isto, o parque industrial brasileiro que respondia pelo 26% do PIB no início do governo Lula, hoje representa menos que 13% do PIB.  Grande parte da desindustrialização é por conta do câmbio defasado. Isto causa desemprego dos trabalhadores qualificados.  

Esta valorização forçada e equivocada do real, pela intervenção sistemática do Banco Central tentando segurar o dólar no patamar de hoje, R$ 2,20, causa desiquilíbrio na Balança Comercial e na Balança de Conta Corrente.  Hoje, o Brasil necessita, como sertanejo necessita de água, investimentos estrangeiros diretos (IED) e especulativos para fechar a Balança de Pagamento, em equilíbrio.  

As últimas medidas do governo Dilma, demonstra claramente que o equilíbrio das contas externas está longe de ser confortável.  Precisou governo Dilma aumentar a participação do capital estrangeiro no Banco do Brasil e receber urgentemente os bônus do leilão de Libra, para ajudar a fechar a conta externa.   Os dois pacotes, somam cerca de US$ 10 bilhões de fluxo positivo de dólares.  O desespero está tomando conta da equipe econômica.  Isto está visível para qualquer analista do mercado.

A próxima etapa, se continuar esta tendência, seria queimar a parte líquida da Reserva Cambial.  Este volume, hoje, não passa de US$ 50 bilhões.  E a etapa seguinte seria o controle do fluxo cambial, como está fazendo a Venezuela do Nicolás Maduro.  Isto seria o começo do fim. Será que o governo Dilma tem consciência disto?  

Ninguém do governo ou fora dele, tem coragem suficiente para alertar sobre o perigo que ronda a estabilidade econômica.  Isto é uma armação de uma bomba relógio que inexoravelmente vai  explodir.  Há que se tomar medidas corajosas, antes que seja tarde.  Antes que viremos uma Venezuela ou uma Argentina!  

Governo Dilma tenta segurar o engessamento da economia até a realização das eleições no ano que vem.  O tempo, no meu entender, é demasiadamente longo, para manter a estabilidade da economia brasileira.  No mínimo, no mínimo, o governo Dilma deveria montar um plano B para a política econômica (sic), no sentido de enfrentar situações de crise como a da Venezuela ou da Argentina. 

Que os candidatos às eleições de 2014, que se preparem para enfrentar a crise anunciada.  Inexoravelmente, no meu ponto de vista, a oposição ganhará eleições de 2014, diante da situação econômica instável que se instalará no País nos próximos meses.  Que os candidatos tenham o plano de emergência suficientemente consistentes para debelar a crise econômica anunciada.  Se não tem plano econômico que nem se candidate!  Um sucessor com mesma qualificação que Dilma, nunca mais!

Ossami Sakamori

Espionagem. Agente 008 da Dilma prestava serviço à CIA.

Segundo notícias do Estadão, tradicional jornal brasileiro, conforme trechos das notícias transcrevo abaixo, um alto funcionário da ABIN passou informações importante para espião da CIA. Vejam as notícias e meus comentários. 

Sob o manto de um posto diplomático na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, o espião da CIA buscou dados sigilosos sobre a atuação nacional na Tríplice Fronteira e tentou rastrear informantes do governo brasileiro na região onde o País faz divisa com a Argentina e o Paraguai. Fonte: Estadão. 

A "plotagem" - expressão que na terminologia da arapongagem significa ser descoberto - do espião americano só ocorreu porque durante a operação ele cooptou o analista 008997 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), um alto funcionário do órgão que chefiara a estratégica subunidade da agência em Foz do Iguaçu, antes de assumir, em 28 de julho de 2011, a superintendência em Manaus. Fonte: Estadão.

Para dar um desfecho menos traumático, apesar de posições em favor da punição, o agente 008997 foi exonerado e aconselhado a se aposentar, e assim o fez em 17 de dezembro de 2012. Acabou assim, embaixo do tapete, um caso de espionagem americano dentro do território brasileiro que não obteve publicidade. Fonte: Estadão.

Comentário.

O nosso agente 008, em alusão ao número funcional da ABIN 008.997, funcionário graduado no órgão, passou informações, não se sabe quais, ao agente do CIA, enquanto a presidente Dilma faz duras críticas ao Obama sobre a espionagem pela NSA sobre a sua vida pessoal por meio de contatos telefônicos e e-mails com os seus principais assessores.

Não estou de acordo com os serviços de espionagem dos americanos e de outros países do mundo sobre os assuntos que interessa à geopolítica e ao comércios multilaterais.  Não estou de acordo com os serviços de inteligência americana que gasta anualmente cerca de US$ 55 bilhões, número fornecido pelo governo do Obama.

No entanto, a realidade de ontem e de hoje, é totalmente diverso daquele mundo imaginário onde todos os dirigentes dos países são inocentes.   O mundo que é mundo, os serviços de inteligência sempre foi usado sem muita parcimônia.  Pensar o contrário, só pode esperar de um governante sem preparo para a nova realidade mundial, cada vez mais ávido em saber o próximo passo do país amigo ou inimigo, tanto faz.

Acontece que a ABIN, agência de inteligência brasileira, gasta anualmente R$ 500 milhões, número pífio em comparação ao número dos americanos US$ 55 bilhões.  O Brasil da Dilma faz o que pode, mas não acompanha a evolução do mundo contemporâneo.  O Brasil não tem serviço de inteligência que auxilia na estratégia do governo e das empresas privadas, em conquistar o espaço no comércio internacional.  Não saímos do lugar.  Contrariamente aos objetivos do Brasil, os estrangeiros vem tomando conta da economia brasileira, certamente abastecidos de informações dos serviços de inteligência dos respectivos governos.

Eu sempre digo que a presidente Dilma enxerga o defeito do umbigo dos outros, mas não enxerga o defeito do próprio umbigo. 

Acorda, Dilma!

Ossami Sakamori

domingo, 27 de outubro de 2013

Dilma é Robin Wood da terra de Santa Cruz !

Isto mesmo, a presidente Dilma parece ser Robin Wood das florestas tropicais brasileiras.  O original Robin Hood, conhecido em Portugal como Robin dos Bosques, é um herói místico inglês que roubava da nobreza para dar aos pobres, nos tempos do Rei Ricardo Coração de Leão.  

O governo Dilma, segundo próprio economista do IPEA, órgão vinculado ao governo federal, Mansueto Almeida, em seu blog publicou matéria que faz eu crer que a presidente Dilma, faz discurso como se tirasse dos empresários para dar aos pobres.  Mas, ledo engano, a Dilma tira dos pobres para dar aos ricos.  Veja o trecho do blog do Mansueto Almeida e na sequência os meus comentários.

Nas tabelas enviadas como anexos do Projeto de Lei Orçamentário Anual de 2014 que ainda está em tramitação no Congresso Nacional, a SPE do Ministério da Fazenda mostra que a conta de subsídios financeiros e creditícios do governo federal foi de R$ 45 bilhões e R$ 42,9 bilhões, em 2011 e 2012, e que esse custo será de, respectivamente, R$ 69,9 bilhões e R$ 73,4 bilhões, em 2013 e 2014 – crescimento de mais de 60%! Fonte: Blog do Mansueto Almeida/Ipea.

Comentário.

Primeiro de tudo, o Mansueto de Almeida é um cara crânio.  Ele entende de contas públicas como poucos neste País.  Além de tudo é funcionário ou diretor não saberia dizer, do IPEA.  Acredito nele e recorro muitas vezes aos números que ele divulga.  Os números que ele apresenta são confiáveis, pois ele é vinculado ao IPEA.

Bem, deixo eu explicar porque chamo a presidente Dilma de Robin Wood e não Robin Hood.  Robin Hood tirava dos ricos para dar para os pobres.  A presidente Dilma tira dos pobres contribuintes para dar aos poderosos empresários via BNDES, que eu denomino de Bolsa Empresário. 

Resumindo o Tesouro toma dinheiro emprestado do mercado à taxa Selic, hoje em 9,5% ao ano e empresta aos empresários como Joesley Batista e Wesley Batista a 3,5% ao ano.  Eu disse, 3,5% ao ano.  Se um pobre coitado, micro-empresário, recorre a um factoring paga 3,5% ao mês!   Isto é só o começo, porque o BNDES empresta dinheiro para estelionatário, também, no caso o Eike Batista, que nem capital consegue devolver, imagine os juros!

Logicamente, que vamos excepcionar, os subsídios merecidos como Crédito Educativo ou mesmo financiamento de pesquisa e inovação tecnológica, via linha de crédito do programa denominado de FINEP.  Não entra nesta conta o programa Bolsa Miséria, porque não é subsídio, mas sim esmola de R$ 70 per capita família.  Nem entra nesta conta o subsídio da Minha Casa Minha Vida, porque o subsídio é concedido direto pelo FGTS do trabalhador.  

O número apresentado pelo Mansueto Almeida é assustador, como ele mesmo alerta.  Grosso modo de cada R$ 1000 que governo federal arrecada dos reles cidadãos, devolve R$ 50 para os amigos empresários do Poder.   Isto é Robin Hood ao inverso.  Só mesmo cara de pau (wood) do governo Dilma, para fazer papel inverso do herói místico dos bosques.  

Assim sendo, presidente Dilma é Robin Wood da terra de Santa Cruz.

Ossami Sakamori

Lula no Simandou!

(Esta matéria está disponível para grande mídia nacional, sem citar fonte)

Segundo notícias do Reuters de 24 de outubro, a empresa B&A Mineração, uma associação do grupo BTG Pactual com a AGN Participações, está tentando negociar a compra de 50% da jazida de minas de ferro do Mount Nimba na Guiné, da mineradora BHP Billiton.  A jazida de minério de ferro do Mount Nimba é uma das maiores do mundo.

Uma outra jazida de minério de ferro, fica na mesma região, pertence a uma associação mal resolvida entre BSG Resourses Ltd e a Vale S.A.   Na mesma região está também em desenvolvimento uma terceira jazida de minério de ferro denominado de projeto Simandou pela Rio Tinto PLC.   Há uma certa confusão por conta de várias jazidas na mesma região montanhosa do Guiné. 

Segundo as notícias, há grande possibilidade de a Vale vir a desistir do projeto de minério de ferro na mesma região do Simandou, dando abertura para a mineradora B&A se tornar novo associado da BSG ou mesmo única concessionária da jazida.  O referido projeto está sob suspeição de corrupção por parte do presidente Alpha Condé do Guiné ou Guinee.  

O presidente Lula vem trabalhando nos projetos Simandou, as jazidas já citadas acima, para o André Esteves do BTG, desde 2011.  O ex-presidente brasileiro, esteve em Guiné para assessorar na negociação com presidente Alpha Condé, como lobista do grupo recém criado B&A Mineração, uma associação entre os grupos do André Esteves do BTG e Roger Agnelli, ex-CEO da Vale.  Nada que impeça um ex-presidente da República praticar lobby.

Mais um lance ousado do presidente Lula!  

Ossami Sakamori

sábado, 26 de outubro de 2013

Refinaria Abreu e Lima é conto de PACo!

A Petrobras anunciou como fato relevante a incorporação da empresa Renest, uma associação da Petrobras com a venezuelana PDVSA, uma vez que a última não cumpriu com o compromisso de injetar 40% do custo da refinaria conhecido como Abreu e Lima.  Veja as notícias e os comentários, na sequência.

O Conselho de Administração da Petrobras decidiu na última sexta-feira (25) pela incorporação integral da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.  A Renest, como é chamada a refinaria que está em construção em Pernambuco, seria construída em parceria com a petroleira estatal da Venezuela PDVSA. A decisão, comunicada em fato relevante, significa que na prática a refinaria passa a ser um ativo 100% da estatal. Fonte Folha.

Para o TCU, as falhas começaram no planejamento da obra, uma sucessão de erros que, além de onerar as fases seguintes, atrasou o projeto e fez a petrolífera pagar mais para acelerar a construção.  As obras começaram em 2005.  Os números atuais são de entregar a primeira etapaem novembro de 2014 e a segunda em maio de 2015, com orçamento de R$ 35,8 bilhões.  Fonte: Jornal do Commercio. 

Comentário.

Venho acompanhando as notícias sobre a construção da Refinaria Abreu e Lima desde a cerimônia da pedra fundamental lançada pelos presidentes Lula e Hugo Chávez.  O nome Abreu e Lima foi escolhido por ser o nome de um militar brasileiro que teria participado das idéias do então Simón Bolívar, militar venezuelano. A cerimônia do lançamento ocorreu no ano de 2007.

O custo inicial da obra estava estimado em US$ 2,3 bilhões ou equivalente a R$ 5 bilhões na cotação do dólar de ontem.  Sucessivos erros elevaram o custo da obra para a nada menos que R$ 35,8 bilhões, na última estimativa.  Não se sabe se o custo vai parar por aí.  

A previsão do término do primeiro "trem", como é denominado a linha de produção, está projetado para atender os óleos leves, deverá terminar de final de 2014 a início de 2015.  Não se sabe, qual será o destino do segundo "trem" que está projetado para atender o óleo pesado, que em tese, seria importado da Venezuela.  

Dizem os analistas do setor de que, com o dinheiro gasto na refinaria Abreu e Lima, daria para construir 7 refinarias iguais.  Pasmem!  Com o dinheilama gasto numa única Refinaria deixariam o Brasil auto-suficiente em refinação de petróleo, pelo menos por uma década.  Fazer o que? Isto é a maneira "bolivariana" de tocar obras no Brasil.  A refinaria Abreu e Lima era menina de olhos da presidente Dilma, quando no exercício do cargo de ministra de Minas e Energia do governo Lula.  

Pelo exemplo que se vê, a presidente Dilma é excelente tocadora de obra e gerentona dos projetos PAC.  Pela dinheilama que corre nas obras do PAC e obras nunca concluídas, dá-se impressão de que, como contribuinte, entrei no conto do PACo!  

Por favor, me demonstre o contrário, presidente Dilma!  Estou cansado de acordar todas manhãs no Burundi, presidente!

Ossami Sakamori

Dilma privatiza o Bando do Brasil, na esteira de Libra.

Definitivamente, o governo PT abandonou o discurso que levara aos presidentes Lula e Dilma vitórias nas eleições de 2002, 2006 e 2010.  O discurso era de que o PSDB, hoje na oposição, era privatista.  Disse que teria o FHC vendido ao preço de banana, os principais ativos de controle da União.  

Os ícones da privatizações do governo FHC foram as companhias telefônicas, representada à época pelo sistema Telebras.  Outra privatização, no meu entender, desastrada foi a da Companhia Vale do Rio Doce, hoje apenas Vale S.A.  O erro de ontem, não justifica o erro de hoje, penso eu.  

No último dia 21, o governo Dilma, licitou em leilão o campo gigante de Libra, para que a iniciativa privada pudesse participar, apesar de a lei do monopólio do petróleo garantir à Petrobras a exploração do campo petrolífero sem licitações.  Como o campo de Libra já estava mapeado pela Petrobras, coube aos chineses e os parceiros anglo-holandesa e franceses, com um "merreca" de R$ 9 bilhões (em reais), auferir lucros previstos de US$ 168 bilhões (em dólares) ao longo dos 30 anos de exploração.  

O governo Dilma, resolveu no último dia 24, vender mais um naco das ações do glorioso e bicentenário Banco do Brasil S.A. com justificativa que não entendi bem.  Tornar a instituição financeira mais internacional?  O certo que quando Lula assumiu o governo a participação dos estrangeiros era de 12,5% do capital total do BB.  O governo Dilma, aumentou a participação do capital estrangeiro na instituição para 30% do capital.  Lembrando que na Europa, durante a crise financeira mundial, ocorreu o inverso.  Lá, diante da situação de crise, os grandes conglomerados financeiros foram estatizados.  

Vejam, as notícias que extrai do tradicional jornal Estadão e do próprio site do Banco do Brasil, sobre a noticia comentada e também sobre um pouco da história da fundação do Banco do Brasil S.A. 

Nesta quinta-feira, 24, foi assinado um decreto presidencial que eleva o limite da participação de estrangeiros no capital do Banco do Brasil de 20% para 30%. O último aumento de participação estrangeira no capital da instituição foi em 2009, quando passou de 12,5% para 20%. Fonte: Estadão. 

A história da fundação do Banco do Brasil.

O Brasil passou a ser a sede da Coroa Portuguesa. Em 12 de outubro de 1808, através de um alvará do príncipe regente D. João, foi criado o Banco do Brasil. O capital da instituição seria constituído de 1.200 ações de um conto de réis cada uma. O lançamento público destinava-se à subscrição por grandes negociantes ou pessoas abastadas. Fonte: Banco do Brasil. 

Comentário.

Atrás da decisão de aumentar a participação do capital estrangeiro do Banco do Brasil para 30%, parece esconder a verdadeira razão para a medida tomada.   O também leilão de Libra, embora projeto que vá render algum dividendo para o País, somente após 2020, realizado a toque de caixa, ainda neste ano, os motivos convergem para o mesmo objetivo.  

O Banco Central, na tentativa de manter a Balança de Pagamentos de 2013 ou Balança de Conta Corrente, como quiser, em posição equilibrada, precisa atrair o capital estrangeiro, a todo custo.  Mesmo que o custo para atração de capital estrangeiro ao País, fosse através de via oblíqua ou seja via privatização.  

O leilão de Libra, vai trazer ao País, no mínimo R$ 9 bilhões ou equivalente a US$ 4,1 bilhões, somente a cota parte da participação dos estrangeiros, os chineses, holandeses e franceses.   Segundo, o que corre de notícias no mercado financeiro é que os chineses vão emprestar à Petrobras poder pagar a cota parte R$ 6 bilhões.  Ou seja, os chineses vão trazer mais US$ 2,7 bilhões em forma de empréstimo para Petrobras.  Somado leilão de Libra vai provocar fluxo positivo na Balança de Pagamentos em US$ 6,8 bilhões.

A medida anunciada pela presidente Dilma, o acréscimo de participação do capital estrangeiro no Banco do Brasil, vai trazer grosso modo, na cotação de ontem, das ações do Banco do Brasil, aproximadamente R$ 7 bilhões ou seja equivalente a US$ 3,2 bilhões.   Curiosamente, a soma da entrada do capital estrangeiro, com estas duas medidas tomadas pelo governo Dilma, vai provocar um fluxo positivo de divisas em exatos US$ 10 bilhões.  Lembrando que os recursos são provenientes de privatizações na área de petróleo e instituição bancária.

As duas medidas juntas, das privatizações, vão gerar recursos extras para o Tesouro Nacional no montante de R$ 22 bilhões, para tentar fechar o Superávit Primário projetado no Orçamento da União.  O cumprimento do Superávit Primário é uma das condições essenciais para o Brasil manter credibilidade no mercado financeiro internacional.   Pagamos o empréstimo junto ao FMI, mas o País está literalmente subjugado às regras do mercado financeiro internacional, condição necessária e essencial para "rolagem" das dívidas públicas do governo federal ou seja do Tesouro Nacional.  

Julgo que o governo Dilma, devido à política econômica (sic) equivocada, está no bico da sinuca.  Já venho dizendo isto desde fevereiro de 2012, data do início deste blog.  No início parecia estar gritando no vazio, mas agora, não estou mais sozinho nesta voz.  Recentemente, o FMI já manifestou críticas à política econômica do governo Dilma.  Nada como um dia atrás do outro.  Uma hora, a máscara cai.  Quando a máscara cai, nem o "plim-plim" segura, de tão desfigurada que está o País e seus dirigentes.   

Ossami Sakamori

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dinheilama de Libra, só em 2024!

Ah, bom! Agora, a presidente Dilma, mandou Graça Foster revelar exatamente o que é o campo de Libra.  A presidente da ANP afirmara, antes do leilão de Libra, que a produção de óleo propriamente dita começaria em 2019, mas não, será no ano de 2020.  Vejam trecho das notícias do tradicional jornal Folha, de ontem.  E, na sequência meus comentários. 

A grande descoberta de petróleo na costa marítima do Brasil, a área de Libra, não entrará em produção antes de 2020 e o pico virá ao menos quatro anos depois, disse a presidente da Petrobras na noite de quinta-feira. Fonte: Folha.

"O primeiro óleo de libra será em 2020 --o primeiro óleo da produção", disse Graça Foster, em entrevista transmitida pela Globo News na noite de quinta-feira. "O pico da produção é 2024, 2025."  Fonte: Folha.  

Comentário.

Quando presidente Lula anunciou a "descoberta" da reserva de pré-sal fez um estardalhaço que deu impressão que, literalmente, o Brasil ia nadar no meio de dinheirama.  Eu acho que confundi-me, eu acho que ele teria dito que o Brasil iria nadar no meio de "dinheilama".  

A presidente Dilma, deu de mão beijada para o grupo capitaneado pelos chineses, 15% do resultado do campo de Libra, equivalente nos parâmetros de hoje a US$ 168 bilhões (em dólares), pelo aporte de R$ 9 bilhões (em reais).  Negócio, sem risco financeiro, já que a Petrobras já tinha mapeado a reserva do campo entre 8 bilhões de barris a 12 bilhões de barris.  Isto é dinheilama!

A presidente Dilma, fez vários pronunciamentos dando a entender que com o dinheilama de Libra os problemas de educação estariam resolvidos.  Pelo jeito que está, o setor de educação deverá esperar o início de recebimento da verba decorrente de Libra, somente após 2020.  Bem, até lá, deixa os 55 milhões de analfabetos funcionais vivendo como zumbis.  Com certeza absoluta, em 2020, a Dilma não será mais presidente da República, mesmo que ela se reeleja.  

Os governadores e prefeitos que desistam de esperar pelo dinheilama de Libra, porque em 2020, todos atuais mandatários estarão fora do poder, pelo impedimento de não poder concorrer ao mesmo cargo além de 2 mandatos.  Se tem algum prefeito ou algum governador estiver prometendo investimento em educação ainda no exercício do cargo, com dinheilama Libra estão mentindo.  

Nas eleições de 2014, a presidente Dilma, utilizará como trunfo da campanha presidencial, o leilão de Libra.  Dirá certamente que o dinheilama de pré-sal resolverá todos os problemas da educação!  Nada seria verdadeiro, pois que a primeira produção só ocorrerá, caso Dilma se reeleja, 2 anos após ela deixar o segundo mandato de presidencial.  Isto eu chamo de fazer espuma!  Tal qual uma criancinha, Dilma e seu marqueteiro João Santana, gostam de fazer de espuma!  

A rede Globo plim-plim e demais veículos de comunicação, estão noticiando sobre o leilão de Libra, como se fosse a salvação de lavoura do Brasil para os próximos anos.  Mostram expectativas do pré-sal como se fosse para acontecer nos próximos anos.  Notícias que são meias verdades!  O pré-sal é importante? Sim, pré-sal é importante para o País!  Mas, há que considerar que o resultado econômico financeiro do pré-sal terá o seu pico nos anos 2024 e 2025!  Enquanto 2024, não chega, vamos dar educação para o povo brasileiro com que dinheiro?  Vamos, continuar, no mesmo blá-blá-blá de sempre?  Prometendo... prometendo?

Pois, eu estou é cansado e com saco muito cheio das espumas dos presidentes Lula & Dilma e da mídia sem conteúdo pragmático que divulga apenas release do Planalto, sem nenhum comentário crítico.  Não é atoa que a grande mídia precise copiar matéria deste blogueiro, sem ao menos citar a fonte, para tentar justificar para que existe comercialmente.

Já me enchi de falar de dinheilama de Libra!  Em 2024, é provável que nem estarei mais no mundo dos seres hipócritas!

Ossami Sakamori

Dilma não se reelege em 2014!

A presidente Dilma Rousseff seria eleita no primeiro turno das eleições em três dos quatro cenários avaliados por uma pesquisa do instituto Ibope divulgada nesta quinta-feira (24). Contra o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tidos como os oponentes mais prováveis, a petista teria 41% dos votos --mais do que a soma dos adversários, que ficariam com 14% e 10%, respectivamente. Fonte Folha. 

E daí?

Sabemos que as eleições só acontecem em outubro de 2014, precisamente no dia 5 de outubro.  O tradicional jornal, bem destacou, que a presidente Dilma seria eleita no primeiro turno se as eleições se o pleito fosse realizado hoje, ou melhor dizendo na quarta-feira passada, dia 24.

Na minha análise considero número alvissareiro para a oposição.  O número reflete em cima de quadro econômico totalmente conjuntural.   Digo conjuntural, porque, a economia está engessada ou controlada pelo governo, conforme inúmeras matérias que já postei neste blog.

O monstro da inflação está dominada, por hora, com dólar depreciado ou real valorizado artificialmente.   Está dominado pelo controle sobre tarifas administradas como combustíveis e energia elétrica.  Esta é política econômica (sic) equivocada da presidente Dilma, que foi alertado nesta semana pelo "auditor" das contas públicas, o FMI.  

À despeito do engessamento da economia, no nível macro, o plano econômico eleitoreiro está fazendo água.  A economia está sendo, gradativamente dolarizada, grande parte por conta da emissão do título de dívida pública atrelado à variação cambial, num volume expressivo, US$ 100 bilhões, volume que será lançado até o final deste ano.  Enfim, o mercado financeiro está perdendo confiança no real, algo semelhante ao que está ocorrendo na Argentina.   Se bobear, teremos o efeito "tango".

Ao bolso de cada cidadão, no meu, no seu e no do povo, a inflação está longe, põe longe nisso, daquela anunciado pelo governo, ou seja IPVA, dentro da meta do Banco Central de 4,5% com margem de 2% para cima ou para baixo.  O teto da meta tão "comemorado" pela Dilma e sua equipe, está ao redor de 6%.  Quem acredita que inflação do bolso do reles cidadão brasileiro está em 6% nos últimos 12 meses?  Isto é piada?  Já postei matéria sobre este tema, recentemente, para melhor compreensão do fenômeno.

Ainda neste ano ou no raiar do ano que vem, a Petrobras fará o reajuste de combustíveis, inexoravelmente.  Dentro do quadro exposto acima, o reajuste de combustíveis será como, literalmente, jogar gasolina na fogueira.   O reajuste de tarifas de energia acontecerá no primeiro trimestre do ano próximo, conforme previsto no contrato de concessão de cada Companhia.  E ainda por cima a tarifa de energia virá com péssima novidade, ou seja selos para pagar energia gerada pelas térmicas.  

O parque industrial brasileiro está à beira da falência por conta do dólar depreciado.  As importações estão vindo com toda força.  Os chineses, coreanos e japoneses estão vindo com todo vigor, desnacionalizando as poucas companhias brasileiras.  Daqui a pouco, o brasileiro estará falando a língua da terra do Xi Jingpin, o mandarim.  

Nada contra chineses, coreanos ou japoneses, mas brevemente os ícones dos empresários brasileiros como os Ermínio de Moraes hoje, ou Matarazzo de ontem, ficarão apenas na saudosa história da colônia portuguesa.   Os novos empresário, como os Batistas, o da OGX e JBS, desaparecerão na mesma velocidade que se despontaram como ícones de empresários bem sucedidos.  Aliás, o primeiro Batista já se afundou com os seus castelos de papel. 

O quadro econômico do ano que vem, as medidas econômicas represadas por interesse eleitoreiro, querendo ou não a equipe econômica, mudará inexoravelmente.   No regime de livre mercado, mesmo não sendo totalmente, o governo pode controlar a inflação por um algum tempo, mas não tem condições de controlá-la todo tempo.  Quando explodir, deverá tomar medidas amargas para contê-la.  Não tem remédio doce.  Todo remédio é amargo, sobretudo para população de classes C, D e E, reduto petista.

Por estas razões expostas, acredito que o quadro das preferências eleitorais para o ano que vem, será totalmente diverso deste apontado pelas pesquisas anunciadas. 

Muitas águas vão rolar debaixo da ponte até 5 de outubro de 2014!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Matéria que Estadão publicou, este blog já tinha feito em 30/8/2013.

Agência Estado copia matéria escrita por este blog em 30 de agosto de 2013.  Os autores deputado Rodrigo Maia, nem o tradicional jornal Estado citou a fonte das informação. Faltou com ética, avalio. Este blog, quando reproduz informações de qualquer veículo de comunicação, cita sempre a "Fonte".  

Primeiro o texto do Jornal O Estado de São Paulo, edição on line e na sequência, a matéria deste blog.  

Terça-feira, 22 de outubro de 2013, 19:25

Petrobras pode ir à Câmara explicar vendas na África

MURILO RODRIGUES ALVES
Agencia Estado

A presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, poderão ser convidados a dar explicações na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados sobre a venda, pela companhia, de ativos na área de exploração e produção de petróleo na África para o banco BTG Pactual.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), autor do requerimento que ainda vai ser votado pelos parlamentares da comissão, questiona o valor "irrisório" de US$ 1,525 bilhão pelo qual a estatal brasileira entregou uma fatia de reservas, campos e concessões no continente para a off shore gerida e administrada pelo BTG Pactual, do empresário André Esteves.

"O valor arrecadado pela Petrobras com a venda pode ter sido inferior ao real valor dos ativos, dado o tamanho dos campos de petróleo envolvidos, os quais têm reservas potenciais de mais de 1 bilhão de barris", afirma documento. "Não foi divulgada a realização de nenhuma auditoria interna ou externa para a reavaliação dos ativos à venda".

Pelo negócio, divulgado em junho, a Petrobras e o BTG Pactual ficaram, cada um, com 50% da nova companhia. A constituição da joint venture se deu mediante a aquisição de 50% das ações de emissão da subsidiária da estatal brasileira Petrobras Oil & Gas, que reúne os ativos da estatal na África. Não foram informados os blocos exploratórios ou produtores envolvidos na negociação.

O parlamentar ainda questiona os motivos que levaram o Conselho de Administração da Petrobras a aprovar a venda de ativos numa área tão promissora em investimentos. A parceria aprovou uma reorganização societária das sucursais da Petrobras nos países africanos nos quais a companhia atua.

O requerimento pede que a presidente da companhia explique o uso da subsidiária Petrobras International Braspetro na operação. Essa empresa, controlada pela estatal brasileira, com sede na Holanda, é usada em investimentos em outros países.

Para o deputado, a empresa fez a operação usando a subsidiária no exterior para não ter que cumprir os trâmites legais brasileiros. "Sendo uma estatal, a Petrobras e suas subsidiárias integrais deverão cumprir a legislação brasileira, sobretudo as leis de que tratam de licitações", afirma o Maia, para quem a venda dos ativos deveria ser feita por licitação pública, "com regras claras e transparentes".

Além do requerimento que convida Graça e Lobão a darem explicações em audiência pública na comissão, o deputado ainda protocolou pedido de informações ao ministro sobre a operação, especialmente acerca da parceria com o BTG Pactual. Procurada, a Petrobras preferiu não comentar.



Agora, vejam a matéria escrita por mim, em 20.08.2013, com o título:

É grave! Dilma manda Petrobras pagar conta do André Esteves   

Esta maracutaia é para ninguém botar defeito.  Bem planejado e executado com maestria.  Quase que ninguém descobre.  Mas, este japa de olho puxado fica atento em tudo que se passa no âmbito das estatais.  

Dilma mandou Graça Foster vender os ativos da Petrobras que custou muitos e muitos anos de sacrifício e investimentos ao brasileiros, pertencente à subsidiária Braspetro, ao preço de banana, ao André Esteves do BTG Pactual, para pagar favor que lhe devia.  Explico como foi.

Juridicamente, a Braspetro passou 50% das ações da subsidiária integral da Braspetro denominado de Petrobras Oil & Gas V.V. por US$ 1,525 bilhões ao grupo comandado pelo André Esteves do BTG Pactual.  Nem sei porque os números quebrados!  Deve ter sido os números quebrados do lançamento contábil histórico dos ativos na contabilidade da Braspetro.  

Para quem não se lembra, Braspetro é subsidiária integral, fundada em 1972,  com sede na Prins Bernhardplein, 200, cidade de Amsterdam, 107 JB, Holanda.  Os principais ativos da Braspetro era justamente aqueles da costa ocidental da África, especificamente os direitos de exploração dos petróleos na Nigéria e na Angola.

A Braspetro, antes da venda de 50% das ações para BTG, era sozinha dono dos direitos de exploração de vários blocos, entre os quais o 8% do campo gigante de óleo com reservas potenciais de mais de 1 bilhão de barris, do tipo leve.  Há também, um outro bloco em fase de exploração com reserva estimada em 700 milhões de barris também na Nigéria.  Entrou também na venda os ativos muito promissores na costa de Angola.

O valor da venda de US$ 1,525 bilhões faz supor que o total dos ativos contabilizados deve ser de US$ 3,050 bilhões.  Pelo volume de reservas potenciais já prospectadas, se feito reavaliação do ativo, hoje deverá estar valendo, no mínimo US$ 15 bilhões, os 100%.  Significa que a Dilma e Graça Foster venderam os 50% do valor do ativo pelo valor 5 vezes menores que o valor real das reservas.  

Apesar de Petrobras aprovar a operação pelo Conselho de Administração da Petrobras, a estatal brasileira não obedeceu a legislação brasileira sobre licitações.  O mercado foi pego de surpresa com a venda de tais ativos, isto significa que não foi feito leilão de venda dos 50% dos ativos da costa ocidental da África.  

Pode argumentar a Petrobras que a Braspetro sua subsidiária integral tem sede em Holanda e portanto obedece legislação holandesa.  Puro engano!  A Braspetro é subsidiária integral de uma estatal brasileira, a Petrobras, portanto deveria ter obedecido a legislação brasileira concomitante à legislação holandesa.  Isto parece não ter sido observado.   A venda foi feita sem licitação.  

Num caso deste, onde envolve enorme volume de dinheiro, deveria ter feito procedimento de reavaliação dos ativos pela Consultoria Internacional, antes da licitação.  O valor de avaliação dos ativos deveria ser o preço mínimo de leilão para a venda dos 50% para a inciativa privada.  E ainda, o leilão deveria ser precedido de ampla divulgação na imprensa brasileira e imprensa internacional.  Estes procedimentos elementares não foram feitos.  

Os negócios foram realizados entre Dilma Rousseff, presidente da República e André Esteves, dono da BTG Pactual, como se fossem negócios privados.  A execução coube a Graça Foster, presidente da Petrobras, pois ela é presidente da Companhia e acumula a diretoria da Área Internacional.  O Conselho de Administração presidido pelo Guido Mantega, ministro da Fazenda, aprovou a operação de venda, tal qual Graça Foster apresentou, sem o devido processo legal de licitações.

Isto me parece pagamento do favor ao André Esteves que está à frente de negociações com empresas do grupo EBX para tentar livrar os passivos podres do Eike Batista perante sistema BNDES.  As empresas do empresário Eike Batista deve ao BNDES R$ 10,6 bilhões, sem amparo de garantias reais.  As empresas do Eike Batista deverá deixar um rombo potencial de R$ 10,6 bilhões, menos algumas dívidas assumidas pelos novos donos da MPX, MMX e LLX.  

Pelo visto, a presidente Dilma fez besteiras cumulativas.  A primeira besteira é ter feito empréstimos à descoberto para Eike Batista, num montante que beira a irracionalidade, R$ 10,6 bilhões.  A segunda besteira é ter pago ao André Esteves pelos serviços ainda não concluídos, vendendo ao preço de banana os ativos bons da Braspetro.  A terceira besteira é que apesar de todo esforço, Eike Batista vai deixar rombo para BNDES pagar.  

Com certeza, com esta denúncia vou ser processado pela enésima vez.  Haja dinheiro para pagar aos advogados!  Vão querer que eu apresente as provas materiais sobre a denúncia. Neste País, quem denuncia vai preso e os beneficiários estarão dando risada com polpudas contas na Suíça!  Ministro Joaquim Barbosa, pode isso?    

Ossami Sakamori

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Libra. Maracutaia denunciada por mim, confirmou!

Ainda sobre o leilão de privatização de Libra.  Disse, a presidente Dilma, que 85% das receitas, obviamente se referindo ao recolhimento dos royalties e participações, vão para União, incluído a receita da Petrobras.  Quando ela disse receita da Petrobras, quis dizer que seria o lucro da Petrobras pela participação de 40% no Consórcio que arrematou o leilão, sendo único participante.

Os chineses, sem preconceito como disse Dilma, levarão a fatia de 5% do lucro líquido, a Shell 5% e Total 5%.  Isto é de mão beijada porque o risco financeiro é nulo, uma vez que a reserva já está mapeada pela equipe da Petrobras.  Participações que representa US$ 168 bilhões.  Dinheirama para ninguém botar o defeito!

Vou reproduzir na íntegra a matéria que postei em 19 de setembro próximo passado, sobre o leilão de Libra, sob o título: Petrobras. Leilão de Libra tem baralho marcado!

Disse eu

As grandes petroleiras não querem perder tempo, nem dinheiro, em participar do leilão do pré-sal, campo de Libra, previsto para o próximo mês.  Aqui funciona, a espionagem comercial que todas empresas grandes fazem, independente de ser empresa americana ou não.  Eles decidem onde e como querem.  Leiam a notícia da Folha e na sequência o meu comentário, curto e grosso.  

Um sinal de que as petroleiras que querem "ganhar dinheiro" e não assegurar apenas reservas estarão fora do leilão do pré-sal veio nesta quinta-feira, com a desistência de três gigantes do setor: a norte-americana Exxon Mobil e as britânicas BP e BG.  A BG surpreendeu mais o mercado, já que é a principal sócia da Petrobras no pré-sal e vinha com um discurso de apostar no país e nessa nova fronteira exploratória. Fonte: Folha.

Comentário.

Todo mundo sabe, até o engraxate da BMFBovespa sabe, que o ganhador do leilão de pré-sal será empresa chinesa SinoChem e seus associados.  Eles tem informações privilegiadas sobre natureza geológica do campo de Libra.  E já vem preparando o plano de investimento desde início do ano.

Graça Foster, no início do ano, esteve na China, fora da agenda oficial, para tratar dos detalhes do leilão do campo de Libra.  Segundo engraxate da BMFBovespa, os chineses vão pagar sozinhos o lance de R$ 15 bilhões, apesar de Petrobras pela lei fazer parte do 30% do consórcio.  

O investimento para exploração do pré-sal do Libra é uma equação financeira difícil.  O investimento ao longo do período de exploração será entre US$ 450 bilhões a US$ 550 bilhões.  A Petrobras não tem dinheiro para fazer aporte da sua parte, os 30%.  Os chineses tem.  O faturamento bruto do pré-sal está previsto em US$ 1,2 trilhões.  

Ao largo da exploração do pré-sal no Brasil, as companhias americanas estão muito mais interessados na exploração do gás do xisto no próprio território americano, onde tem reserva estimado para os próximos 100 anos.  Além do mais, o risco de exploração é quase nula, uma vez que a exploração é na terra. 

O problema da exploração do pré-sal não é tecnologia.  O problema maior são os riscos que corre em exploração em águas aprofundas.  O BP e os EEUU sabem o risco que corre.  Não existe garantia de risco zero.  Já assistimos uma pequena amostra com o desastre do poço da Chevron/Petrobras.  Imagine, se a mesma situação ocorrer em águas profundas.  As grandes petroleiras sabem disso.  Os chineses nem tanto, porque para eles interessam apenas a parte do lucro, eventuais prejuízos com o risco ambiental que o governo brasileiro pague.

Após a descoberta da fórmula de exploração do gás do xisto pelos americanos, o petróleo do pré-sal passou de carne de primeira para carne de segunda.  O custo e risco em exploração na terra é muito menor que exploração em pré-sal.  Hoje, petróleo do pré-sal ficou relegado ao segundo plano para as grandes companhias de petróleo. 

Pensar que a Petrobras está fazendo licitação do Libra açodadamente para fazer caixa para cobrir o déficit público, com os R$ 15 bilhões do lance da licitação, é no mínimo cômico.  Tão cômico como não abrir mão de 10% de multa do FGTS para fazer caixa do Tesouro, embora indevidamente.  O desespero para cobrir a conta do rombo do Orçamento Fiscal chega a ser cômico, mais do que trágico!  

Ossami Sakamori

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Libra. Dilma botou no rabo do povo!

Leilão de Libra é coisa passada.  Já diz o ditado que águas passas não movem moinho.  É verdade. Fui contra o leilão de Libra, porque poderia Petrobras tocar sozinha o maior empreendimento na área de petróleo, desde a criação da Companhia.  Em tese, a lei de monopólio do petróleo já assegurava isto.

Lembrando que a forma de Concessão para exploração do petróleo  foi do FHC e a forma de Partilha é do Lula.  Na essência não muda muita coisa, entre uma e outra.  Era questão de ajuste dos números. O que mudou recentemente é a forma de partilha dos royalties entre União, estados e municípios.

Como engenheiro que sou, vou apresentar alguns números e datas que não foram bem explicado para a população.  Sem críticas, já que esta altura do campeonato, nada pode mudar. Coloco grosso modo os números baseados nas informações fornecidas pelo próprio governo, através da ANP.

O Libra vai proporcionar royalties para os governos, à partir de 2019, de forma crescente até 2029 e decrescente após esta data.  Grosso modo o royalty do Libra vai dar uma arrecadação bruta total de US$ 180 bilhões ou seja cerca de R$ 396 bilhões nos 30 anos de exploração.  Isto representa R$ 13,2 bilhões anuais, sendo R$ 9,9 bilhões para educação e R$ 3,3 bilhões anuais para o sistema de saúde.  Os números são pífios, se considerarmos que o sistema de saúde pública gasta anualmente R$ 79 bilhões, hoje.  Longe do pré-sal resolver situação caótica no sistema de saúde ou da educação de base do País.  Tudo isto é muito blá-blá-blá da presidente Dilma.  

Bem o Consórcio vencedor vai depositar bônus de participação do leilão de Libra, num montante de R$ 15 bilhões, sendo R$ 6 bilhões da Petrobras.  A holandesa, a francesa e as chinesas vão depositar cada uma R$ 3 bilhões.  Nada mal, para quem auferir lucros US$ bilionários.  

Veja a conta que fiz, para vocês poderem avaliar o que a Petrobras vai ganhar e as outras empresas vão ganhar com o investimento inicial de R$ 3 bilhões.

Para chegar nos números, considerei a hipótese de reserva de 12 bilhões de barris, como anunciado pela ANP.  Também considerei o preço médio de barril de petróleo a US$ 100.  Considerei também, o custo médio de exploração do pré-sal em US$ 45, já levando em conta o custo financeiro dos investimentos.  Vejam que "bombons" que ficaram os números.

O lucro líquido do consórcio, após o pagamento do royalty e da partilha para o governo federal (41,65%), será de grosso modo US$ 280 bilhões.  Cabendo a parte da Petrobras US$ 112 bilhões, para Shell US$ 56 bilhões, para Total R$ 56 bilhões e para chineses US$ 56 bilhões.  Com o leilão, a presidente Dilma resolveu dividir o lucro com as chineses e seus parceiros.   Poderia, em exercendo o direito previsto no monopólio, a Petrobras ter ficado com o total do lucro previsto de US$ 280 bilhões.  

O governo Dilma é generoso em trato com as iniciativas privadas, sobretudo com as empresas transnacionais.  Resolveu entregar às empresas transnacionais, de bandeja, os US$ 168 bilhões (em dólares), pelo investimento inicial de R$ 9 bilhões (em reais).  Explico porque de bandeja.  No caso específico do campo de Libra, a Petrobras já tem a reserva mapeada, entre 8 bilhões de barris a 12 bilhões.  É uma reserva conhecida, portanto sem risco de investimentos inciais, financiados no mercado internacional, virarem pó.  Ou seja campo de Libra é risco zero, em termos financeiros.  

Alô mamãe Dilma, Vossa Excelência, esqueceu de me contemplar um naco deste negócio US$ bilionário!  Olho puxado, que era condição do leilão, também tenho!  

Diz o Lobão, ministro das Minas e Energia do governo Dilma, que o leilão foi sucesso.  Sucesso do cacete, ministro!  Foi sucesso para os chineses, franceses e holandeses!  Parabéns, Dilma! 

Só mesmo botando muito humor, para não chorar de lágrimas!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Incorporação da AZUL pela TAM. Capítulo II.

Mais um passo para a incorporação da Azul pela TAM.  Segundo notícias da Folha, saiu a autorização da ANAC para integração operacional da Azul e Trip.  A condição era necessária para a negociação da incorporação para dar seguimento das negociações entre os controladores da TAM e Azul.  

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou a proposta de integração das empresas aéreas Azul e Trip, conforme decisão publicada no "Diário Oficial da União" nesta segunda-feira (21).  Com a decisão da Anac, as duas empresas poderão agora compartilhar aeronaves e funcionários.  A fusão entre as companhias foi anunciada em maio de 2012, e cria a terceira grande empresa de transporte aéreo no Brasil.  Fonte: Folha.

Recebi várias manifestações com críticas sobre a matéria postada por este blog.  No entanto, continuo na minha luta de levar as notícias com antecipação aos leitores deste.  Para as pessoas que acompanham de perto este blog, sabe que tenho fontes importantes de informações.  Muitas das notícias postadas aqui vieram a se concretizar no decurso do tempo.  Não me sirvo para brincar de vidente.  Respaldo-me em informações de fontes que transitam no meio empresarial, de alto nível.  

No entanto, existe a possibilidade de os negócios não se tornarem viáveis por qualquer motivo, independente do propósito inicial.  No mundo de grandes corporações, acontece isto, de os negócios não se concretizarem, na undécima hora.  São coisas do mundo empresarial.  

Mesmo assim, estou colocando a minha credibilidade em risco.  Não faria isto, se não houvesse informações de fontes seguras, de que está havendo negociações, especificamente, entre duas companhias aéreas.  Há de convir que a negociação envolve autorização da ANAC e do CADE.  É uma operação complexa que demanda certo período de maturação.

Para os que estão acompanhando a possível incorporação da Azul pela TAM, estarei passando informações pertinente ao assunto que são me passados pelas fontes.  

Ossami Sakamori

O PETRÓLEO É NOSSO!

6

ÍNTEGRA DA CARTA CONTRA A 11ª RODADA


Brasília, 10 de Maio de 2013.
 
Excelentíssima Senhora
Dilma Vana Rousseff
Presidenta da República do Brasil.

Nós, movimentos populares e sindicais abaixo assinados, vimos, por meio desta, solicitar o cancelamento dos leilões de petróleo, previstos para os dias 14 e 15 de maio de 2013, bem como o cancelamento do processo, que prevê a privatização das hidrelétricas, de Três Irmãos em São Paulo e Jaguara em Minas Gerais, além de várias outras usinas, que podem significar cerca de 5.500 MW médios . 

Estes leilões significarão a retomada das privatizações em um dos setores mais estratégicos ao povo brasileiro. Entregar o petróleo e as hidrelétricas, que fazem parte do patrimônio da União ao capital internacional, será um erro estratégico.

Lembramos que o povo brasileiro, com seu trabalho e suas lutas, construiu um grande setor de energia no Brasil. A luta do “PETRÓLEO É NOSSO”, juntamente com a utilização dos nossos rios para a produção de energia elétrica nos propiciou, por muito tempo, que estas riquezas estivessem, em certa medida, sob controle nacional, uma vez que o controle estava garantido pelo Estado.

Foi, sem dúvida, no período dos governos de Collor e Fernando Henrique Cardoso, que este sistema foi sendo destruído e entregue ao capital internacional, sob o pretexto de que não servia mais para o nosso país. As melhores empresas públicas foram entregues para o controle das grandes corporações transnacionais, prejudicando nosso país e os trabalhadores.

Nessas ocasiões, os setores neoliberais se apropriaram do discurso falacioso da ineficiência do Estado, especialmente na gestão das empresas públicas, com o objetivo de iludir o povo brasileiro com falsas promessas e entregar o patrimônio público para o “mercado”.


Esta história nós já conhecemos bem. Depois da privatização, a energia elétrica aumentou mais de 400% (muito acima da inflação), trabalhadores foram demitidos e recontratados com salários menores e em piores condições e a qualidade da energia elétrica piorou muito. Quedas de energia, explosão de bueiros e apagões são consequências da privatização.

No setor do petróleo a realidade é semelhante, FHC quebrou o monopólio estatal e vendeu parte da Petrobrás, e só não fez pior, porque foram derrotados na eleição de 2002. Não é a toa que todo este processo foi chamado de PRIVATARIA. Mais de 150 empresas públicas - das melhores - acabaram sendo entregues aos empresários, a preços irrisórios.

O povo brasileiro votou em Lula duas vezes e em Dilma no ano de 2010, ciente de que aquilo que foi feito nos governos anteriores não era bom para o Brasil. A esperança vencia o medo e exigia que as privatizações tivessem um basta.

A extraordinária descoberta de petróleo na área chamada pré-sal, as enormes reservas de água, nosso território e nossas riquezas naturais exuberantes e, fundamentalmente, a capacidade de trabalho dos trabalhadores brasileiros, acenam para a construção de um país com enormes potencialidades, com possibilidades de usar e bem distribuir estas riquezas. E é isto que vemos ameaçado nesse momento.

Se as riquezas são tantas e boas para o país, por que entregar para as grandes empresas transnacionais as riquezas do povo brasileiro?

São as empresas do Estado Brasileiro, entre elas a Eletrobrás e a Petrobrás, que impulsionam o setor de energia em nosso país. É o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES, quem financia as demandas do setor. São as empresas de pesquisa do Estado que fazem os estudos. São as empresas estatais, em especial, o Sistema Eletrobrás que está ofertando eletricidade a preços mais baratos. Então, por que não discutir com nosso povo, unir forças e buscar soluções para que, tanto o petróleo quanto a energia elétrica, fiquem nas mãos do Estado, com soberania nacional, distribuição de riquezas e controle popular?

É fundamental que todos nós tomemos posição neste momento tão importante para o destino da nação. Defendemos o cancelamento dos leilões, que irão privatizar o petróleo e as usinas hidrelétricas, que estão retornando para a União.

Não temos dúvida de que, se consultado, o povo brasileiro diria: Privatizar não é a Solução.

Certos de que seremos atendidos em nossas proposições, nos dispomos a discutir, mobilizar nosso povo, buscar a união de todos para que estas riquezas sejam do povo brasileiro e com controle do Estado. Nos colocamos à disposição para discutir com Vosso governo e com o povo brasileiro.

Sem mais, aguardamos resposta.

Assinam 45 entidades. 
Veja a relação em www.fup.org.br.

domingo, 20 de outubro de 2013

Brasil da Dilma virou cupinzeiro!

Do já precário atendimento da população, via sistema de saúde do governo federal SUS, por um lado doentes sendo atendidos nos corredores dos hospitais da rede pública e por outro lado há desvios do dinheiro público.  O montante apurado até hoje é de cerca de R$ 502 milhões segundo o próprio Ministério da Saúde.  Se o Brasil fosse país sério, isto daria notícia nacional e seria motivo de exoneração do ministro da Saúde.  Mas, infelizmente, não é!

Extraí trechos do jornal Folha de São Paulo, que coloco na sequência, para vocês verem tão esdrúxulos os casos levantados.  Os casos citados são apenas o fio de meada de um cipoal de desvio do dinheiro público, sendo que o valor levantado é apenas pequena amostra do que ocorre no SUS.  Na sequência os meus comentários.

Em um único dia, um paciente "conseguiu ser atendido" 201 vezes em uma clínica de Água Branca, no Piauí. A proeza não parou por aí -o valor das duas centenas de consultas foi cobrado do SUS. O mesmo local cobrou tratamentos em nome de mortos. Fonte: Folha.

Em Nossa Senhora dos Remédios, também no Piauí, de 20 profissionais cadastrados nas equipes do Programa Saúde da Família, 15 nunca haviam dado expediente.  Fonte: Folha.

Comentário.

Infelizmente, a corrupção desceu aos escalões inferiores da República.  O Brasil virou cupinzeiro como que acontece com móveis de madeiras aparentemente tão brilhantes com vernizes infestados de insetos por dentro.  O Brasil virou ninho de cupins que dilapidam o patrimônio do contribuinte.  

Por fora o País tem aparência sólida, mas por dentro os insetos corruptos se aproveitam da blindagem para se locupletarem do dinheiro público.  O dinheiro é público, mas é do contribuinte.  O Brasil como país, precisa arrecadar cada vez mais, para manter o cupinzeiro em atividade.  Isto é realidade!

Digo sempre que o exemplo vem de cima.  O exemplo vem do topo do poder da República, que nem tão república já não é mais.  Brasil virou republiqueta de 5ª categoria!  Os ministros roubam, mas a única punição é exoneração do cargo. Somente no governo Dilma, já foram demitidos 9 ministros com suspeição de desvio de dinheiro público.  Mas o processo se encerrou nisto.  Nenhuma investigação fora feita pela iniciativa do Palácio do Planalto.  Tudo ficou por isso mesmo.

O governo aciona a Polícia Federal para inibir as ações dos cupins dos níveis inferiores da República mas as suspeição de roubalheira dos ministros morrem na casca.  Os grandões da República, como diz o povo, são devidamente blindados pelo Palácio do Planalto.  

Os escândalos financeiros envolvendo agentes públicos como ministro da Fazenda e presidente do BNDES como no caso da OGX é tratado como operação financeira normal de um banco de fomento federal para com um cliente normal.  Era de se esperar que o Palácio do Planalto acionasse o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, para apurar a responsabilidade dos agentes públicos de hoje e de ontem.  Pelo contrário, renovam os empréstimos para a já insolvente empresas do grupo X, do estelionatário Eike Batista.

No que resultou o estelionato praticado pela diretoria da Petrobras sobre a operação fraudulenta da refinaria de Pasadena nos EEUU?  A Petrobras que tem controle acionário da União Federal, perdeu nada menos que US$ 1 bilhão, isto já identificado pelos órgãos institucionais da República, mas até hoje, não há notícia sobre a investigação pelo MPF e Polícia Federal.  Vai ficar por isso mesmo?

E o caso da Rosemary, a amancebada do presidente Lula?  E o suposto 25 milhões de euros que fora transportada pela Rosemary em avião presidencial, denunciado pelo deputado federal Antony Garotinho, no que deu?  Nenhum desmentido foi feito pelo Palácio do Planalto, sobre o episódio que utilizou o avião presidencial com mala diplomática livre de inspeção alfandegária.  A Rosemary vai levar a culpa sozinha, então?  Afinal, onde anda a Rosemary?

Fiz as considerações genéricas acima para mostrar e demonstrar que o exemplo da corrupção e maracutaia vem do topo do Poder da República.  O que fazer, então, com os cupins miúdos que estão espalhando pela estrutura pelas instituições da República?  Nada pode fazer, infelizmente.  O exemplo vem de cima! 

A continuar assim, os cupins da República, vão silenciosamente, corroendo o País por dentro.  Haverá um certo momento, que grupo de cupins vão disputar os territórios, tal qual o tráfico de drogas disputam os territórios.  Está na hora do povo tomar consciência e dar basta nisto, antes que o País vire cupinzeiro, oco por dentro. Saciado a fome os cupins poderão criar asas e dar a revoada para os portos seguros ou para a cidade de Porto.  

Espero que os leitores analisem os fatos narrados aqui, levando em consideração as metáforas usadas aqui, propositadamente.  Tenho as minhas razões pessoais para fazê-la assim.  Razões de segurança pessoal, eu diria.

Ossami Sakamori