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quinta-feira, 31 de março de 2016

Impeachment da Dilma será votado ainda em abril.

Crédito da imagem: Estadão

A Câmara dos Deputados reunirá ainda no mês de abril, segundo previsão dos próprios parlamentares, a votação em plenário da Câmara dos Deputados sobre o processo de impeachment da presidente Dilma deverá ocorrer, possivelmente no dia 20 ou 27 de abril. A votação por maioria absoluta, 342 votos, na Câmara dos Deputados é o primeiro passo para julgamento do impeachment da presidente Dilma. Quero ver "culhões dos deputados" para votar "não" ao impeachment. 

O processo de impeachment sendo aprovado pela Câmara dos Deputados, o processo segue para o Senado Federal, que por maioria simples, acata ou rejeita, a proposta oriunda da Câmara dos Deputados. O processo sendo acatado pelo Senado Federal, a presidente Dilma é afastada do cargo por período de 180 dias, interregno de tempo máximo previsto para julgamento pelo plenário do Senado Federal. O Senado Federal deverá aprovar pela maioria absoluta ou 54 senadores dentre 81, para que a presidente Dilma seja afastada definitivamente. 

O julgamento do impeachment pelo Senado Federal será presidido pelo presidente do STF. Se o julgamento ocorrer até o início do mês de junho será presidido pelo ministro Ricardo Lewandowski. Se o julgamento avançar no mês de junho, poderá ter substituição da presidência do julgamento pela ministra Carmen Lúcia, que assumirá a função de STF no lugar do atual ministro. Assim sendo, o resultado do julgamento do impeachment pelo Senado será irrecorrível ao STF. 

Enquanto o julgamento do impeachment estiver em tramitação no Senado Federal, assume função de presidente da República, o atual vice presidente Michel Temer. No entanto, Michel Temer ficará no poder, até que o TSE confirme ou não a cassação da chapa Dilma/ Temer, previsto para o mês de agosto ou pouco além. A minha previsão é que o TSE venha cassar o registro da chapa, e em consequência, o Michel Temer será removido da função de presidente da República.

No caso de vacância do cargo, em função da decisão do TSE, assume o cargo de presidente da República, o presidente da Câmara dos Deputados, no posto, na data da cassação. Se não houver cassação do deputado Eduardo Cunha, do mandato parlamentar ou da presidência da Câmara dos Deputados, assume o Cunha a função de presidente da República, por período máximo de 90 dias.

O presidente em exercício deverá convocar nova eleição para presidência em 90 dias. Se a cassação de mandato pelo TSE ocorrer ainda neste ano, 2016, a eleição será por voto direto dos eleitores. Se a cassação de mandato pelo TSE ocorrer após 31 de dezembro deste ano, a eleição do presidente da República para o mandato tampão será eleito pela Câmara dos Deputados, pela forma indireta. 

Seja como for, todas possibilidades descritas acima, só acontecerá, se a Câmara dos Deputados e o Senado Federal votarem a favor do impeachment da presidente Dilma, com maioria absoluta de votos dos parlamentares. Na Câmara dos Deputados será necessário 342 votos a favor entre 513 deputados. No Senado Federal será necessário 54 votos entre 81 senadores.

Tanto presidente Dilma como a oposição a ela, vem fazendo todo tipo de movimentação do "toma lá, dá cá", para conseguir ou derrubar a maioria absoluta dos votos. Esquecem, no entanto, que a votação na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal será feita em forma de "voto aberto". A votação "não será" feito em painel eletrônico, eis a diferença das votações normais de ambas casas legislativas. 

A votação do impeachment da Dilma será feito em "voto aberto" através de "chamadas nominais", possivelmente, em ordem alfabéticas. Quero ver, se àquela altura, tem algum parlamentar com "culhões" para, diante da câmara de televisão em rede nacional, dizer "não" para o impeachment, contrariando o movimento popular das ruas. 

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Brasil vai parar no dia da votação do impeachment na Câmara dos Deputados para acompanhar o voto de cada deputado. Isto acontecerá ainda dentro do mês de abril.  

Ossami Sakamori










@SakaJapa_



quarta-feira, 30 de março de 2016

Congresso Nacional está como "zona de meretrícios".

Crédito da imagem: Estadão

É ilusão pensar que o processo político se resolve no balcão, sobretudo com o famoso "toma lá, dá cá". Presidente Dilma de um lado, para sobrevivência no cargo e Michel Temer do outro lado para tomada do poder. À primeira vista, pode parecer que a política é um verdadeiro "balcão de negócios". Ledo engano! Política não é "balcão de negócio", política é representação do povo. Quem transformou política em balcão de negócios, são os próprios que se submetem às regras que não estão previstas na Constituição.

Tanto de um lado ou de outro lado, situação ou oposição, está redondamente enganado. Parlamento não é "zona de meretrício", uma casa de "tolerância", onde o que vale é o preço do "programa". Os parlamentares, em sua maioria se comportam como "meretrizes" de última categoria, de "fim de carreira". Uns pedem mais, outros menos, tal qual uma meretriz em fim de carreira. Justiça seja feita, há os que não aceitam a regra geral vigente. 

Pois, infelizmente para os parlamentares meretrizes, o povo não é burro. O povo está muito sofrido, sobretudo, com a crise econômica. O povo sabe que o sofrimento é decorrente da política econômica equivocada e do arrombamento dos cofres públicos. O povo sabe que a crise não chegou para os que conta com o "círculo de proteção" da facção criminosa que tomou conta do Palácio do Planalto. Até podemos dizer que o impeachment é mais um "circo" armado para enganar, novamente, a população. 

Mas, o povo sabe distinguir. O povo já está cansado de outorgar poderes para os que não merecem. Falo dos parlamentares que irão votar o processo de impeachment da Dilma. O impeachment da Dilma, será mais uma desforra da população ao poder público em geral do que propriamente a cassação da presidente Dilma. Que os parlamentares "vendilhões" e a presidente "toma lá, dá cá" saibam o que está a decidir. O povo está esperto!

A votação do impeachment será feito por voto aberto. Os parlamentares serão chamados a manifestar nominalmente, um por um. Quero ver o posicionamento de cada parlamentar, que colocará todas suas fichas no seu próprio futuro político, mais do que da própria presidente Dilma. Diante desta perspectiva, duvido que algum parlamentar queira decretar o fim da carreira política votando no seu "próprio impeachment".


Vamos acompanhar atentamente a posição de cada parlamentar. O momento político é mais do que importante!

Ossami Sakamori













terça-feira, 29 de março de 2016

Habemus Michel e Marcela Temer (II)

Reprodução da matéria escrita, em 25 de outubro do ano passado, por este blog, sob o título Habemus Michel e Marcela Temer . O tema é tão atual, e reflete o momento político que vivemos. Reproduzo-a na integra.


O Congresso Nacional, o STF e o TSE estão adiando a decisão sobre a permanência ou não da Dilma Rousseff no cargo de presidente da República. A facção criminosa está utilizando de todos recursos protelatórios para postergar a decisão sobre cassação do seu mandato do seu chefe formal. Receio que um outro acontecimento atropele os processos em andamento.

A presidente Dilma não manda mais nada. O grupo do ex-presidente Lula tomou conta do Palácio do Planalto. Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e amigo do Lula, é quem dá as cartas no Planalto. Quem manda no Palácio do Planalto é o Jaques Wagner. Dilma se tornou apenas "fantasma" que mora no Palácio da Alvorada. Dilma está definhando aos olhos vistos. 

Dilma paga o preço da política econômica equivocada do primeiro mandato. Dilma valorizou o real, engessou as tarifas públicas e incentivou o crédito ao consumidor. A popularidade subiu para 77% que consideraram o governo Dilma como ótimo e bom. Dilma utilizou política econômica equivocada que produziu a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra". Em 2014 começaram aparecer os problemas na área econômica, pelos equívocos cometidos. Dilma resolveu ignorar.

O ano de 2014 foi o ano eleição presidencial. Dilma sabia que a política econômica equivocada estava dando água. Dilma sabia do problema, mas preferiu ignorá-lo e continuar gastando mais do que pode, para ter sucesso na reeleição. Dilma mentiu descaradamente à população durante a campanha eleitoral para permanecer no poder. Levou a eleição contra Aécio Neves, seu oponente.

Aconselhado pelos principais conselheiros informais, Dilma resolveu fazer correção na política econômica no segundo mandato. Dilma nomeou para o principal formulador da política econômica o diretor do Bradesco, Joaquim Levy. O novo ministro da Fazenda, desde início, mostrou que não tem visão para fazer plano de desenvolvimento de longo prazo para o País. Está dando no que estamos à assistir. O plano do Joaquim Levy não é plano de desenvolvimento sustentável para o País, mas apenas medidas de "ajustes fiscais", insuficiente para colocar a economia nos eixos.

Poucos analistas econômicos e articulistas de renome ousam em falar "abertamente" com medo de represálias. O fato é que o Brasil mergulhou numa recessão sem perspectiva de saída dela. O governo Dilma não está conseguindo fechar as contas deste ano. É certo que as contas do ano que vem, 2016, virá com rombo maior do que deste ano. Sem reformulação estrutural da política econômica, o Brasil caminha celeremente para o mesmo caminho dos países com problema como a Grécia. 

Dilma perdeu força. Dilma virou "fantoche". Dilma está tentando sobreviver diante do quadro da economia sem perspetivas de melhora. Não haverá melhora porque a política econômica está, novamente, equivocada. Dilma não tem força e nem credibilidade para implementar mais uma mudança na política econômica. Dilma virou apenas "fantasma" que anda pelos corredores e aposentos do Palácio da Alvorada. Dilma perdeu o "encanto" de ser primeira mulher presidente da República. Dilma não é mais a "presidenta" como queria ela que os seus súditos a chamem.

Assisti, ontem, pela TV, a imagem da Dilma, numa reunião com o governador do Rio Grande do Sul, com o prefeito de Porto Alegre e demais prefeitos de área atingido pelas inundações decorrentes do excesso de chuvas. A reunião fora feita em recinto fechado, num ambiente de muito constrangimento. As imagens produzidas pela emissora local de televisão mostraram Dilma acuada e visivelmente constrangida, até naquele minúsculo ambiente. 

O preâmbulo acima feito foi para afirmar que a Dilma não aguenta mais no cargo de presidente por muito tempo. Dilma renunciará ou tomará o mesmo destino do outro presidente populista, gaúcho. Teremos Michel Temer presidente, até que o TSE dê o seu veredito final. E, teremos Marcela Temer, primeira dama, até que o destino nos revele novas surpresas. 


Ossami Sakamori




@SakaJapa_

segunda-feira, 28 de março de 2016

Crise econômica veio para ficar

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

Estamos no final do primeiro trimestre, do segundo ano de recessão, e a economia brasileira não mostra sinais de recuperação. Muito ao contrário, na ponta do consumo, há visível sinais de que a crise veio para ficar, pelo menos até o final deste ano.

A queda da venda do setor automobilístico em relação ao mesmo período do ano passado, aponta queda acima de 25%. A queda de venda de imóveis novos caiu mais de 60% em relação ao mesmo período de 2015. Único setor que está em expansão, pelo menos em volume de produção, é a área agrícola com expansão média de 2% em relação ao volume de produção do ano passado. 

A indicação de que a crise econômica atingiu todos os segmentos da classe social, podemos avaliar, grosso modo, pelo número de pessoas que adiaram viagens nos próximos seis meses, em mais de 60%. Nesse período de Semana Santa, o movimento do maior terminal rodoviário do País, a Rodoviária do Tietê, o movimento de passageiros que utilizam este tipo de transporte, caiu em 50% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Fica de fora, o segmento da classe A que corresponde a cerca de 4% da população brasileira, que nunca ganhou dinheiro como agora. A classe A, nos últimos 12 meses teve ganho líquido de R$ 250 bilhões com juros reais dos títulos do Tesouro e pelos diversos tipos de subsídios. Este é um dos fatores de a classe dirigente não engajar no movimento pela mudança no rumo do País. Sem querer fazer divisão de classes sociais, a verdade tem que ser dita.

Nos próximos meses vamos assistir instabilidade política de toda ordem. O processo de impeachment está em marcha. O processo de cassação da chapa Dilma/ Temer está a ser relatado e votado no terceiro trimestre deste ano. Por consequência, poderá haver troca troca de presidentes, se houver encaminhamento positivo nas diversas frentes. 

É possível e provável que o Brasil tenha 4 presidentes neste ano: Dilma, Temer, Cunha e um novo, eleito em eleição extraordinária, tudo de acordo com que determina a Constituição da República. Com tanta instabilidade política não há plano econômica que resista. O Brasil terminará com recessão de 4% conforme previsto pelo economista chefe do Banco Itaú e por este blog no início do ano.

Diante do quadro, o novo presidente, eleito, deverá colocar o País no Centro de Tratamento Intensivo. A boa notícia é que, ao contrário do que dito pelos analistas econômicos, o Brasil sairá da crise, se tomadas medidas adequadas, em curto espaço de tempo. O Brasil terá que ser repensado. Recomendo a leitura de uma nova política econômica, proposta por este que escreve. 

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Simples mudança de nomes não garante a mudança do rumo do País.

Ossami Sakamori











@SakaJapa_



domingo, 27 de março de 2016

O petardo devastador da Mônica Moura contra presidente Dilma

 

Mônica Moura, nascida em Feira de Santana, estado de Bahia, codinome "Feira", está negociando a colaboração premiada junto ao Ministério Público Federal. O assunto está sob sigilo, conforme as normas do processo de colaboração premiada. O efeito da delação da Mônica Moura supera a da colaboração premiada do Senador Delcídio do Amaral. É um verdadeiro petardo que cai  no Palácio da Alvorada.

Mônica Moura se sente traída pelo Palácio da Alvorada. Mônica Moura e seu marido, o marqueteiro João Santana, pensavam estar blindados pelo Palácio da Alvorada. Mas, não estavam. O casal foi preso na Operação Acarajé, a 23ª fase da Operação Lava Jato. 

O casal João Santana e Mônica Moura foram responsáveis pela campanha da presidente Dilma, nas eleições de 2010 e 2014. Segundo divulgado na imprensa, o casal recebeu o pagamento das despesas das campanhas, "por dentro" e "por fora", pelas primeiras revelações da Polícia Federal.

Mônica Moura por ser uma das pessoas que respondia com a imagem da presidente Dilma, tinha acesso direto. Segundo imprensa, Mônica Moura tinha acesso direto não só no Palácio do Planalto, mas também, no Palácio da Alvorada. Mônica Moura frequentou copa e cozinha do Palácio da Alvorada. Mônica Moura sabe demais da vida privada da presidente Dilma. 

Mônica Moura está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, por não ter recebido "blindagem" do Planalto. Mônica Moura não frequenta salão de beleza desde então. Mônica Moura está muito machucada. Mônica Moura vai entregar a presidente Dilma, nos próximos dias. O Palácio do Planalto sabe disso.

A colaboração premiada deverá ser analisada pelo Ministério Público Federal e o processo deverá subir para o ministro Teori Zavascki do STF, por envolver figura da presidente da República. Após cassação do mandato da Dilma, se houver, o processo retornará ao juiz federal Sérgio Moro. Dilma, então, sem foro privilegiado, deverá sentar-se à frente do juiz federal Sérgio Moro para responder pelas acusações da Mônica Moro. 

A prisão na carceragem da Polícia Federal mexeu muito com Mônica Moura. Sem tintura, os cabelos brancos das raízes começam mexer no seu auto-estima, enquanto a quem cuidou da imagem por muitos anos, está usufruindo de todos cuidados pagos pelo contribuinte. Foi o que mais chamou atenção a observação de uma colaboradora minha. 


Mônica Moura está como leoa ferida. O petardo dela terá efeito devastador para presidente Dilma!


Ossami Sakamori











sábado, 26 de março de 2016

O futuro do PMDB

Crédito da imagem: Estadão

O PMDB desembarcará da base do governo Dilma, na próxima terça-feira, dia 29. O vice presidente Michel Temer que estava com viagem marcada para Lisboa, não mais irá. Temer acompanhará a reunião do Diretório Nacional que definirá o destino do Partido, sobre permanência ou não na base do governo Dilma. A definição do PMDB poderá arrastar outros partidos da atual base aliada, por isso a importância da reunião.

Os Diretórios do PMDB da região Sul, mais o PMDB do Mato Grosso do Sul, já tinham manifestado decisão pela saída da base do governo. A definição mais importante, nessa semana, é a do Diretório do Rio de Janeiro, que se definiu pelo afastamento do governo Dilma. Deputado estadual Jorge Picciani, pai do deputado federal Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, comunicou a decisão ao presidente do Partido, o Michel Temer.

Lembrando que o deputado federal Leonardo Picciani, como líder do PMDB na Câmara dos Deputados, foi escolha pessoal da presidente Dilma. Notícias que circulam nos bastidores, até hoje, é que 14 Diretórios regionais já decidiram pelo afastamento do governo Dilma. A tendência, segundo analistas políticos, é de que 75% dos membros do Diretório Nacional vão votar pelo desembarque da base aliada do governo.

A definição do PMDB que tem maior bancada no Congresso Nacional deverá orientar a decisão dos outros partidos da base aliada. Mais do que o número de parlamentares do PMDB, o efeito cascata que esta decisão deverá produzir terá efeito devastador. Desembarque do PMDB da base aliada é o que mais teme a presidente Dilma, neste momento.

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Ossami Sakamori















sexta-feira, 25 de março de 2016

Marcelo Odebrecht

Reprodução da matéria deste blog, postado em de 2/9/2015.


Assisti ontem, através da TV, parte do depoimento do empresário Marcelo Odebrecht, perante os membros da CPI da Petrobras. Ele é um perfeito "gângster" como aqueles vistos em filmes da máfia italiana. O neto do Norberto Odebrecht não faz jus à fama do avô, de destemido empreiteiro de obras públicas do País. 

Para Marcelo, o valor do homem está em "não delatar" os companheiros. Utiliza-se ele do exemplo da briga de suas filhas, de que ele premia aquela filha que "não delata", premia aquela que "guarda" o segredo, segundo ele. Assim, funciona, a máfia em toda parte do mundo, não só na Itália. Nos Estados Unidos é assim, no Japão também é assim. No Brasil não é diferente. Gangster é gângster!

O Ministério Público Federal, em cooperação com as autoridades da Suíça, apuraram os tentáculos do Odebrecht naquele país, pelo menos em 56 atos de corrupção e 136 atos de lavagem de dinheiro. Ainda segundo Ministério Público, a empreiteira Odebrecht teria movimentado R$ 389 milhões em corrupção e R$ 1,06 bilhão em lavagem de dinheiro. Mesmo com tantas evidências, o Marcelo Odebrecht, seguindo a tradição da família, não vai delatar ninguém. Não vai delatar, porque ele faz parte da "família" de gangster. 

Não é nenhuma novidade, também, a investigação que o Ministério Público Federal fez sobre o favorecimento da Petrobras à Braskem, nas vendas de produtos petroquímicos a preços subfaturados. O valor estimado da perda da Petrobras e consequente lucro da Braskem nas operações é estimado em R$ 7 bilhões. Nestas operaçóes, a família Odebrecht ficou mais rico em R$ 7 bilhões, dinheiro subtraído dos acionistas e do controlador da Petrobras.

Há o caso de financiamentos das obras pelo BNDES aos países da América Latina e África, sendo alguns destes protegidos pelo sigilo do Estado. Pois bem, o volume de financiamento do BNDES para este tipo de obras ultrapassa US$ 10 bilhões ou equivalente a R$ 37 bilhões, na cotação de hoje. Coincidência ou não, o beneficiário da maioria destas obras é a Construtora Odebecht. 

Perguntado se ele, Marcelo já teve conversa reservada com o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma, ele respondeu afirmativamente. No entanto, acha o Marcelo Odebrecht que é normal a sua conversa com os presidentes da República, respondendo com um certo desdém, considerando como se as conversas com os presidentes da República fossem normais e rotineiras. A afirmação, que poderia passar ao largo de observação de leigo, apenas confirma o "conluio" entre a família Odebrecht e o Palácio do Planalto, para praticar o mais vil dos crimes, que é o arrombamento dos cofres públicos.

Para mim, as evidências colocam em cheque a própria honestidade dos presidentes da República do Brasil, o Lula e a Dilma. Para entendimento de qualquer cidadão, um empreiteiro que tem muitos interesses, ou melhor que tem como maior cliente o governo federal, era de supor e esperar que respeitasse um certo distanciamento do centro do poder para que não houvesse dúvida da lisura dos negócios do grupo Odebrecht. Ao contrário as afirmação do atual presidente do grupo, o Marcelo Odebrecht mostra claramente que a relação entre o grupo e o governo federal é "incestuosa" e "promíscua".

Para o Marcelo Odebrecht, o "gângster", os interesses do seu grupo econômico sobrepõe aos interesses do País. Para o Marcelo Odebrecht, os presidentes da Repúblicas, em especiais o Lula da Silva e Dilma Rousseff são como se fossem apenas "serviçais" do grupo Odebrecht. Qualquer pessoa com inteligência mediana, sabe que a conta dos prejuízos dessa relação promíscua, quem paga é o contribuinte.


É inadmissível que o interesse do País esteja subjugado aos interesses pessoais de qualquer um que seja, em especial aos de um empreiteiro de obras públicas. Afinal, o Lula e a Dilma são "pau mandando" do Marcelo Odebrecht? Tudo leva a crer que sim. O Brasil não pode ser tratado como republiqueta de quinta categoria do continente africano por estes cidadãos que se acham "os donos do Brasil".

Sou apenas reles cidadão, mas não sirvo para ser "capacho" destes "gângsters" para eles limparem suas botas sujas da lama de ladroagem!


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 Ossami Sakamori




Economia BR. Não há perspectiva de melhora no curto prazo


O IBGE divulgou o resultado do trimestre fechado no mês de janeiro deste ano sobre população desocupada. Em número absoluto o número de desocupados no País passou de 6,8 milhões do mesmo de janeiro de 2015 para 9,6 milhões, com acréscimo de 2,8 milhões nos últimos 12 meses. 

O número de desocupados daqui a um ano, quando for divulgado o número de desocupado no Brasil, deverá alcançar os 14 milhões. O número, certamente, é alarmante.


Estamos a pagar pelos equívocos da política econômica dos últimos governos, não só do PT, mas também do PSDB. É o nefasto política "neoliberal intervencionista" praticada pelos sucessivos governos, de pelo menos, 22 últimos anos. 

A prévia da inflação do mês de março demonstrou um pequeno recuo, mas nada que confirme a tendência declinante. Não há nenhum motivo para comemoração. A inflação, apesar do recuo no consumo das famílias, deverá fechar o ano com o índice em dois dígitos (acima de 10%). Conta para a resistência do recuo do índice de inflação, a indexação generalizada da economia. 

O número de inadimplência no crédito está se aproximando de 60 milhões de pessoas, o que é um índice alarmante. O número de inadimplentes leva os bancos e administradores de cartões de crédito a subirem os juros. Os juros dos limites de créditos nas contas correntes passam dos 250% e nos cartões de créditos dos 400%.  Dentro deste quadro, o Plano Lula, de ampliação de crédito, não provocará o efeito desejado, o de ampliação de consumo, se for implementado.

Com o processo de impeachment da presidente Dilma, em andamento, e a indefinição da permanência do seu vice Michel Temer no comando do País, com o julgamento do processo de cassação de mandato da chapa Dilma/ Temer, o País paralisou. Muitas indústrias e muitos comércios já fecharam as portas, por vontade própria ou por insolvência. 

O vice presidente Michel Temer, prepara assumir o governo, pós impeachment da Dilma, com o plano Temer II, denominado de "Vencendo a Crise". Em linhas gerais, o Plano do Temer se assemelha ao plano do ministro da Fazenda Nelson Barbosa. Com indefinição da sua permanência da dupla Dilma/ Temer à frente da presidência da República, os investidores nacionais e internacionais, estão retraídos até definição definitiva do quadro político. Este quadro irá até o final do ano, na melhor das hipóteses.

Chamo atenção de que uma simples mudança de nomes à frente da presidência da República, pouco muda o rumo da economia do País. Há que mudar a matriz econômica neoliberal intervencionista para uma Nova matriz econômica  proposta no e-book de autoria deste.

Vamos lutar pelas novas eleições, ainda este ano, para presidência da República. Para não ter dúvida.

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Ossami Sakamori











@SakaJapa_


quarta-feira, 23 de março de 2016

Estamos no caminho da Grécia.

Crédito da imagem: Estadão

Antes de terminar o primeiro trimestre, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, anunciou a revisão da meta fiscal de 2016. De acordo com a nova previsão, o setor público vai fechar o ano com o "déficit primário" de R$ 96 bilhões. À essa altura a Lei de Responsabilidade Fiscal já foi para o "espaço", novamente. De princípio, a Lei de Responsabilidade Fiscal prevê equilíbrio entre receita e despesa na execução orçamentária. Este princípio não está sendo observado, pelo menos, há 3 anos. 

Para entendimento do leigo digo, que o "déficit primário" é "dinheiro que falta" para cobrir os "gastos do governo". Não está considerado para efeito de cálculo, a despesa de juros e nem parcela de rolagem dos títulos do Tesouro. Significa que, o governo não vai amortizar o capital da dívida e muito menos pagar os juros da dívida. Pelo contrário, o "déficit primário", o dinheiro que falta, é acrescido na rolagem da dívida pública. A cada "rombo" do governo federal o endividamento do Tesouro cresce. O governo emite títulos para cobrir o que falta para pagar "os gastos do governo".

Repetindo. O governo federal não paga a amortização da dívida que vencem no ano de 2016, não paga os juros que incide sobre o montante da dívida. Além de tudo, o que é grave, como o governo federal não consegue pagar suas contas, além da rolagem do capital e juros das dívidas antigas, faz "empréstimos novos" para cobrir o "déficit primário", ou o dinheiro que falta para pagar as contas. 

É o mesmo que um sujeito dever para o banco, não consegue pagar as amortizações e nem os juros e assim mesmo pede para o banco fazer "empréstimo novo" em cima do velho, para poder pagar as suas contas. Isto tem uma denominação popular, a "bola de neve". Pois, o Brasil está nesta posição. Não estamos, ainda, na posição de Grécia ontem, mas estamos no caminho da Grécia, celeremente.  

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O Plano Lula, da matéria anterior, não está contemplado nesta matéria. 

Ossami Sakamori















Plano Lula. Dólar vem para R$ 2,50!

Crédito da imagem: Globo

O Plano econômico L está em andamento. Basicamente, é a recriação do Plano de emergência do ex-presidente Lula da Silva de 2009. Como de costume, a imprensa não divulga ou por omissão ou por interesse. 

O dólar vai buscar R$ 2,50 no curto prazo. Banco Central vai atuar, firmemente, para alcançar o objetivo. O Banco Central vai utilizar da parte da reserva cambial para alcançar o objetivo. O saldo da reserva cambial, ontem, estava em US$ 374 bilhões. 

Vou ser sucinto na estrutura do Plano L. Não faço parte da equipe econômica, por motivos óbvios. No entanto, sei raciocinar com a cabeça do ex-presidente Lula da Silva e da sua equipe econômica. É um exercício muito fácil, porque penso exatamente o oposto do que o ex-presidente pensa. 

A estrutura do Plano L é simples. Valorização do real ou desvalorização do dólar; expansão do crédito subsidiado para micro e pequeno empresário; desoneração fiscal parcial para o setor de linha branca e automotivo; gradativa redução da taxa Selic. 

Toda estrutura do Plano L está voltado para expansão da base monetária. O Plano L é um atalho para recuperar a popularidade do governo Dilma, perdida nos últimos dois anos, sobretudo. O Plano L é o último recurso para livrar a presidente Dilma do impeachment, em curso. 

Não vou fazer comentário sobre o conteúdo do Plano L, apesar de pensar de forma oposta. Estou impedido de fazê-lo. Peço compreensão dos leitores para me abster de comentar o impedimento. 

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O Brasil é de todos nós!

Ossami Sakamori












terça-feira, 22 de março de 2016

Lava Jato. Operação Xepa.


Notícia em tempo real...

Está em curso Operação Xepa, a 26ª fase da Operação Lava Jato. Segundo Estadão, esta operação é desdobramento da Operação Acarajé que prendeu o publicitário João Santana e sua mulher Mônica Moura. 

No momento, ainda segundo Estadão, a Polícia Federal está no hotel Golden Tulip, onde moram vários políticos. O local fica próximo do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República. 

Coincidência ou não, no hotel Golden Tulip que o Lula da Silva costuma se hospedar. O ex-presidente está hospedado no hotel, neste momento, mas não é alvo da Operação Xepa. Lula da Silva deve ter acordado, totalmente, borrado! 

Cerca de 380 policiais federais cumprem 110 ordens judiciais nos estados de São Paulo, em Brasília, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Piauí e na Bahia.

A Operação tem a ver com o dinheiro da campanha da presidente Dilma em 2010 e 2014, com recursos sujos proveniente do grupo Odebrecht. Parte do dinheiro Caixa 2 foi para pagamento do marqueteiro João Santana e operacionalizado pela Mônica Moura, sua mulher. 

A operação ficou concentrada na estrutura de propinas do grupo Odebrecht. O grupo Odebrecht tinha uma contabilização das propinas num sistema de informática, paralela à contabilidade oficial do grupo. O envolvimento do Marcelo Bahia Odebrecht, presidente de do grupo ficou bem claro nas planilhas de pagamento de propinas. Com as provas que constam do sistema de informática do grupo, fica configurado o Marcelo Odebrecht como mandante do esquema de propina aos agentes públicos. 

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Ossami Sakamori