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domingo, 30 de junho de 2013

Economia BR. Atenção máxima para próximos 30 dias!

Última sexta-feira, dia 28, foi o dia de fechamento do semestre para o setor público e setor privado.  Sobretudo na área de câmbio, o preço de fechamento do dólar americano servirá para atualizar a contabilidade em real, a moeda brasileira.  

Sem considerar os recebíveis em dólares que também serão reajustados conforme fechamento da cotação do dia 28, todas dívidas em dólares ou em outras moedas, equivalentes em dólares, deverão ser reajustados à cotação do dólar do último dia útil do semestre.

O Banco Central faz a média da cotação do dólar até uma determinada hora do dia para definir o Ptax, que é a cotação que deve ser utilizado em balanço das empresas públicas ou privadas.   Ptax fechou em R$ 2,2156 com alta de 1,42% no dia, apesar da intervenção do Banco Central com a venda do Swap Cambial num total de US$ 3,9 bilhões, o que de certa forma segurou a cotação do dólar no final do pregão em média R$ 2,23.

Os analistas do mercado e a imprensa falam muito em situação econômica dos EEUU, claro, favorável para eles.  O temor do mercado financeiro global é de que a FED, Banco Central americano, para de dar liquidez ao mercado comprando títulos americanos à vencer, num montante de US$ 85 bilhões mensais.  E o mercado financeiro global trabalho com a perspectiva de que a FED aumente os juros dos títulos americanos para conter a expansão da economia, dos atuais 0,25% para algo como 0,50% ao ano.  

Bom para os americanos que estão a viver novamente crescimento real de 2,5% ao ano, ou seja PIB de 2,5%.  Para um país com moeda estável, crescimento de 2,5% é algo como Brasil crescer a 5% ao ano.  Pior para brasileiros que terão a moeda local, o real, desvalorizar cada vez mais frente ao dólar.

Analisemos o reflexo da alta do dólar no mercado interno.  Como já foi dito quinhentas vezes, o dólar depreciado ou o real apreciado está sendo usado como âncora para estabilidade da economia ou seja o dólar barato está sendo usado para segurar a inflação.  Em quase tudo, o dólar tem influência no mercado interno, alguns setores em menor intensidade e outros em maior intensidade.  Há uma distância enorme a percorrer até que chegue à cotação de equilíbrio do dólar.  Alguns analistas acham que seria R$ 2,45 e outros acima.  Pelas minhas contas, a cotação de equilíbrio seria entre R$ 2,60 e R$ 2,70.  

O Banco Central, diante da situação criada, tanto no front interno como no front externo, tenta segurar o dólar na atual cotação, ou seja o dólar sendo negociado no patamar de R$ 2,20.  Tanto o ministro Mantega ou o Alexandre Tombini, sabem que os próximos 30 dias  o controle da cotação do dólar vai ser determinante para a trajetória da inflação no País, para o próximo semestre.  O dólar já subiu 10% nos últimos 30 dias.  Isto vai trazer um adicional de 2,5% no aumento da inflação nos próximos 6 meses, por razões já expostas no parágrafo anterior.

Creio que o Banco Central não vai conseguir segurar a cotação do dólar no patamar de R$ 2,20.  O próximo pit-stop será R$ 2,40.  No final de julho o dólar deverá estar batendo os R$ 2,40.  A conjuntura é totalmente desfavorável para estabilidade da moeda.  O superávit da Balança Comercial está com o acumulado do ano em terreno negativo.  Os investimentos estrangeiros diretos (IED) deram um stop temporário, até por conta das ondas de movimentos do povo nas ruas.  Investidor estrangeiro quer segurança no País que quer por o dinheiro.  Os preços dos alimentos vão ser pressionados no mercado interno, por conta da valorização do dólar, dos commodities, apesar de cotação destes, em dólar, estar na trajetória descendente no mercado internacional.

Aliado aos fatores já descritos, o Brasil está perdendo credibilidade no mercado financeiro internacional.  As agências de classificação de riscos estão anunciando viés de baixa.  Isto para completar a desgraça, faz afugentar a entrada do dólar no País, apreciando ainda mais o dólar.  Resumindo, todas forças puxam o dólar para cima.  Tenho apenas 1/10 para errar nas minhas previsões sobre a cotação de dólar no final de julho em R$ 2,40.  

O problema não é valorização do dólar frente ao real, ou desvalorização do real perante o dólar.  Em todas matérias anteriores, defendi o dólar mais ajustado à realidade do mercado.  Pode parecer contradição eu chamando atenção pelo fato de dólar estar a R$ 2,40 se eu próprio defendo o dólar entre R$ 2,60 e R$ 2,70.  Explico.  O ajuste repentino do dólar em níveis previstos, corresponde a um "maxidesvalorização" do real em 20% que é o problema.  

O Brasil já viveu o fenômeno da maxidesvalorização do dólar.  Foi na época do Delfin Neto, no ministério da Fazenda.  As experiências não foram nada boas, quebraram muitas empresas que estavam endividados em dólar.  Enfim os efeitos foram desastrosas.  Quando se apresenta uma situação desta, GRAVE, várias medidas de compensações deverão ser tomadas, sob pena de valorização do dólar vir acompanhado de uma explosão inflacionária.  

Pela trajetória e histórico vivido pela equipe econômica, posso afirmar categoricamente que a equipe da presidente Dilma e ela própria não tem competência para enfrentar a situação econômica que considero de GRAVE para GRAVÍSSIMO.  Embora, sou radicalmente contra um banqueiro tomando conta do Banco Central, talvez seja necessário chamar o banqueiro Henrique Meirelles ou um operador de mercado como Armínio Fraga para tomar conta do pedaço.  Afirmo isto, penosamente, pois é como entregar a chave do galinheiro para o lobo.  Fazer o que?  Erramos, então, pagamos!

Pergunto: Vocês ainda querem ficar perdendo tempo discutindo plebiscito?  Não estão vendo que em pouco tempo, vamos ter uma GRAVE crise econômica?  Vocês decidem se colocamos em foco a economia ou plebiscito!  

Afirmo: Para quem vai sobrar a fatura da incompetência para pagar? Bingooo! Acertou quem disse que a conta vai sobrar para mim, para você e para o povo em geral, seja pobre ou remediado.  Os banqueiros e afortunados, novamente, vão ganhar na crise!  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado não militante do PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

sábado, 29 de junho de 2013

Diga NÃO ao PLEBISCITO!

Com a popularidade da Dilma despencando como está, a sua conduta como presidente da República perde credibilidade.  Tudo que ela falou e falar doravante perde o sentido.  Dilma não representa mais a opinião da maioria, mas apenas de uma minoria que quer se agarrar no poder à qualquer custo.

Tanto faz se é plebiscito ou referendo, na hora da morte, não tem legitimidade para realizá-lo.  É dinheiro jogado no ralo.  De qualquer forma, plebiscito ou referendo, o Congresso Nacional é que tem que tomar iniciativa e aprovar o texto final.  A Constituição da República Federativa do Brasil, reserva para o Congresso Nacional a exclusividade da competência para fazer as reformas necessárias se assim desejar a população.

Dilma, levantou como bandeira a realização do plebiscito para desviar atenção da sua impopularidade do momento.  Quando anunciou, via cadeia de rádio e televisão, sobre a realização do plebiscito, Dilma já sabia que a sua popularidade tinha ido para o lixo.  Plebiscito foi e será a última salvação da sua reeleição em 2014. Digo eu, num clima de instabilidade política, não cabe a realização do plebiscito ou referendo!  

O foco das manifestações do povo é outro.  O principal é a perda de poder aquisitivo da população, aliado a isso a prática de corrupção nos altos escalões do governo federal são os focos principáis das manifestações. Senão vejamos. Já foram demitidos 7 ministros do governo Dilma, sem que nenhum inquérito fosse aberto para apurar as roubalheiras praticadas pelos agentes públicos do seu governo.  Ao que tudo parece confirmar, a não denúncia dos agentes corruptos do seu governo está baseado em fato de que tais denúncias fatalmente levariam à porta do Palácio do Planalto.  

Vamos parar com essa baboseira de plebiscito ou referendo e tentar salvar o País de uma grave crise econômica que está batendo a porta. A economia do Brasil deteriorou rapidamente nesses últimos 30 dias e as perspectivas não são nada animadoras.  Sobre o tema, escreverei matéria específica.  

Melhor rejeitar a proposta da presidente Dilma, que poderá vir um plebiscito ou referendo com um "golpe de Estado branco" do que realizá-lo para legitimar os malfeitos da presidente Dilma.  Por prudência vamos dizer: 

#DigaNãoAoPlebiscito!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.   E-mail:  sakamori10@gmail.com

Aprovação da DILMA despencou para 30%!

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.  A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas. Fonte: Folha.

A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada. Fonte: Folha. 

Comentário.

Enfim, o Brasil acordou!  Foi sem dúvida, resultado das manifestações do povo nas ruas, com clara demonstração de desaprovação à administração Dilma.  O principal motivo foi a volta da inflação, no meu entender.  Mexeu no bolso do povo, ele vai à rua!  O item alimentos subiu nada menos que 18% em apenas 5 meses.  O maior trunfo do governo petista era justamente o poder de compra do povo.  Caiu o pilar da política econômica (sic) da Dilma, ele simplesmente desmoronou.

Lembro-me de quanto éramos, os insurgentes, apenas 23% da população.  Foi penosa, manter-se na posição, fazendo duras críticas à política econômica (sic) do governo Dilma.  Foi difícil, mas valeu a pena.  Neste ínterim sofri agressões verbais de mais baixo calão.  O que mais me doeu foi ter recebido diversos convites para deixar o País, minha pátria amada.  

Descrevi no dia 31 de maio próximo passado, há menos de 1 mês, o cenário econômico que poderia advir.  Infelizmente, tudo se concretizou.  O quadro econômico do País deteriorou rapidamente.  Menos pelas manifestações, do que pela política econômica equivocada.  A perspectiva para os próximos 30 dias, objeto da próxima matéria, não é nada boa, tende a piorar.  

A presidente Dilma, ficou acuada, nem à cerimônia de fechamento da Copa das Confederações não vai mais, segundo imprensa. A pesquisa realizada pelo DataFolha representa apenas o momento, não quer dizer que o índice de aprovação entre ótima e boa, tenha estancado em 30%.  Mais algumas manifestações, poderá despencar ainda mais.  Aí o bicho pega!  Como dito pela Folha, situação semelhante à queda de índice de uma pesquisa a outra ocorrera apenas no confisco dos depósito pelo presidente Collor.  

Este blog postou matéria com o título "Dilma pode renunciar diante das manifestações" em 24 de junho próximo passado.  Logicamente, novamente, não fui levado à sério.  Se continuar a queda e as manifestações de rua continuar num crescente, configuraria o quadro de "ingovernabilidade".  Se fosse no regime parlamentarista, um índice abaixo de 25% de aprovação, cairia.  Seria substituído por outro gabinete.  No regime presidencialista, em tese, está assegurado o mandato até o fim do período que se elegeu, mas, não necessariamente.

A história brasileira tem casos semelhantes vivenciados, repetindo parte da matéria anterior deste.  Getúlio Vargas suicidou quando viu o quadro de ingovernabilidade.  O Jânio Quadros, diante do quadro de ingovernabilidade, renunciou ao cargo de presidente da República, numa tentativa aparente de "golpe de Estado branco".   O presidente Collor, diante da possibilidade de impeachment renunciou ao cargo de presidente.  Todos tinha a mesma característica da presidente Dilma, o estilo egocêntrico, com aparente grau de personalidade forte.  No fundo, no fundo, estas pessoas se blindam para esconder a falta de caráter.  

O quadro econômico vai se deterior ainda mais nos próximos 30 dias.  O índice de popularidade da presidente Dilma vai cair ainda mais.  À essa altura do campeonato, nem a história do "plebiscito" vai fazer mudar a opinião dos manifestantes.  E chega o mês de agosto, mês de cachorro louco!  Dia 24 de agosto, dia do suicídio do Getúlio Vargas e dia 25 de agosto, dia de renúncia do Janio Quadros.  Diante do quadro de ingovernabilidade Dilma pode renunciar ao cargo de presidente da República, sim!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado não militante do PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

sexta-feira, 28 de junho de 2013

BRASIL da Dilma. O quadro econômico é GRAVE!

Hoje faz 1 mês do dia fatídico para o mercado financeiro brasileiro. Dia 30 de maio próximo passado foi considerado pelo mercado como "dia do cão".  Foi o dia que o governo Dilma, tomou consciência da gravidade da situação econômica do País e tomou, mesmo que timidamente, medida para corrigir o rumo aumentando a taxa Selic em 0,5% ao invés de 0,25%.  O mercado entendeu o recado dado pelo Banco Central do Brasil.  O País tinha chegado numa situação crítica.

O povo também já vinha sentindo no próprio bolso, a mudança repentina da situação financeira individual, sobretudo nos primeiros meses deste ano.  A inflação de alimentos comeu pelo pé, média de 18% em apenas 5 meses.  A pequena redução da tarifa de energia nem foi sentido pela população pela insignificância do valor absoluto sobre os gastos.  No 1º de junho veio o reajuste de tarifa de transporte coletivo nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.  O aumento em tempo normal não seria tão significativo, R$ 0,20.  Mas foi a gota d'água.  As consequências vocês já sabem. O povo foi para a rua, um pouco pela tarifa, mas sobretudo pelo quadro geral.

Nestes últimos 30 dias, houve notícias ruins para a economia brasileira.  As duas agências de classificação de risco deu sinal ao mercado financeiro que iriam rebaixar a perspectiva dos ratings para viés de baixa.  Acompanhando a tendência o risco Brasil dado pelo JP Morgan também subiu, após longo período de baixa.  

Para completar às notícias vindo de fora, as notícias no front interno não foram boas como era de se esperar.  O déficit da Balança Comercial continua apresentado número acima do esperado em comparação ao do mesmo mês do ano de 2012.  O investimento estrangeiro direto (IED) e especulativo vem apresentando resultado abaixo do esperado pelo mercado e pelo Banco Central.  

Todas estas notícias ruins pegou o Brasil no contra pé.  Brasil adota política econômica (sic) com grave erro sistêmico.  Vocês podem acessar às minhas matérias sobre o tema escritas desde 15 de fevereiro de 2012.  À época passada fui considerado como o pregador do apocalipse, como alguém irresponsável fazendo contra apenas por conta da ideologia.  Xô!  Não estou nem aí, com o que dizem por aí sobre ideologia.  A prática da economia global tem pouco a ver com a ideologia, vamos falar a verdade.  É pragmático, é dinâmico, o dinheiro é daltônico, não conhece a cor.  Ou melhor, o mercado financeiro conhece a cor verde do dólar.  

Feito o preâmbulo, vamos aos fatos.  O mais grave erro da presidente Dilma foi na condução da política cambial. Ela foi utilizada como instrumento da política econômica no sentido contrário ao que deveria ter sido usado.  Depreciou o dólar ou apreciou o real.  Fez parte da estratégia, errada, de com o real apreciado produzir sensação de "poder econômico" à população.  Tudo isto, visando a reeleição de 2014!

Para agravar ainda mais a política econômica equivocada, a presidente Dilma resolveu utilizar as tarifas administradas, como combustíveis e energia elétrica como instrumento de política econômica, equivocadamente.  Isto é erro sobre outro erro.  Por isto, considero que a política econômica (sic) da Dilma tem grave "erro sistêmico".  Entenderam vocês, o que eu quis dizer com o erro sistêmico?  O erro é sistêmico porque ele está na origem da formulação da política econômica.  

Além de tudo, para agravar mais o erro sistêmico da política econômica, a Dilma vem adotando o mecanismo de estímulo ao consumo via Crédito Fácil e Crédito Barato.  O endividamento do povo brasileiro, passou de 23% do PIB no início do governo Lula, para o espantoso 55% do PIB.  O percentual de comprometimento da renda familiar com os financiamentos, incluído prestação de casa própria, está em 48%.  A Dilma criou mercado interno robusto (sic) via expansão de crédito.  Isto tudo tem data marcada para acabar. Acabar mal, como na Grécia e Espanha.

A Dilma continua insistindo no erro, quer enxugar liquidez do mercado aumentando a taxa de juros do Tesouro ao em vez de atacar pelo lado de consumo, inibindo a oferta de crédito.  Ela faz exatamente o contrário.  Diante desta situação preocupante, teve a ousadia de anunciar programa de oferta de crédito de R$ 15 bilhões para a compra de móveis e utensílios domésticos.  Este governo não é sério!  Estão dando tiro no escuro! Ou melhor, visando eleição presidencial de 2014!

Hoje é última dia útil do semestre.  O Banco Central vai continuar intervindo no câmbio, vendendo dólar spot ou Swap Cambial, para tentar segurar o dólar na cotação média Petax em R$ 2,20.  É o número utilizado para fechamento do balanço, para quantificar em real as dívidas e compromissos realizados em dólar.  A Dilma segura o dólar para o balanço semestral da Petrobras não entrar no vermelho, novamente. No ano passado já ocorreu a mesma situação, quando da apreciação do dólar.  Vamos torcer que o Balanço Semestral da Petrobras dê positivo.  Se der negativo, a vaca vai para o brejo! 

O dólar criou asas, estão a voar para fora do Brasil.  Não adiantou o ministro Mantega retirar impostos incidentes sobre operações de dólar.  Criou facilidade para entrada de dólares e criou facilidade para os investidores ficarem em posição vendida à futuro.  Quero ver se tem investidor que tenha culhões para ficar vendido em dólar.  O último cara que ficou com o dólar vendido e se deu mal, foi o Salvatore Cacciole que não conseguiu honrar e foi preso. Outras foram as famílias Furlan e Ermínio de Moraes em período diferente.  

A Dilma conseguiu desviar atenção da situação grave que passa a economia brasileira.  A presidente lançou o tal plebiscito sobre reforma política.  E Dilma conseguiu.  Hoje não se fala em outra coisa a não ser sobre o plebiscito da Dilma.  Discutir inflação e câmbio?  Isto é só para doido como este que escreve!  A grande mídia entrou na onda do plebiscito.  Dilma e Maquiavel são homônimos.  Ficou nojento, tudo isto!  As grandes mídias, as já carimbadas, só falam do plebiscito, pode isso?

Tenho consciência de que estou a gritar no deserto.  Não haverá coro atrás de mim.  Não haverá montanhas que me darão o eco.  Felizmente, tenho vocês que me dão o ânimo para continuar a escrever sobre a economia, discordando da maioria esmagadora que seguem a cartilha do Palácio do Planalto.  Faço minha parte, apenas como dever cívico.

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT sem ser militante. E-mail: sakamori10@gmail.com

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dilma, plebiscito para que?

O plebiscito deve custar R$ 300 milhões. O gasto foi estimado nesse montante em abril de 2011 pelo então presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, quando era cogitada a realização de plebiscito sobre desarmamento. Segundo assessores, a estimativa é a mesma agora. Fonte: Estadão.

Puxa! Não entendo a presidente Dilma, nem o PT, sobre a repentina vontade de realizar plebiscito sobre forma de eleições.  O PT está no poder há extato 11 anos, 5 meses e 27 dias!  A mim me parece puro casuísmo, para desviar atenção do povo diante das últimas manifestações populares.  A presidente Dilma está encurralada.  Dilma não vê saída, senão desviar atenção para algum fato que a tire do foco das atenções. 

Precisamos ficar atentos, para que o plebiscito não conste a opção de eleições em 2 turnos ou turno único.  Tudo leva a crer que plebiscito é um caminho para o golpe de Estado branco, como já me manifestei em matéria específica sobre o tema.  Eleições em turno único, conta com a simpatia dos governadores e prefeitos que pleiteiam o segundo mandato nas próximas eleições.  Como Dilma própria disse que iria fazer o diabo nas eleições de 2014, isto pode ser um dos "diabos" dela.  

Esse açodamento para mudança de regra, tão repentinamente, não me cheira bem.  Na verdade cheira o podridão.  Seria muito fácil fazer consulta popular, via agência de pesquisa, como sugerido pelo jurista e professor Ives Gandra Martins. Para não rasgar a Constituição da República, qualquer reforma, inexoravelmente deverá passar pela aprovação do Congresso Nacional, em forma de leis ou em forma de  PEC, Projeto de Emenda Constitucional.  O resto é conversa mole, seria um verdadeiro golpe de Estado, se não fizer por este caminho.

Por mim, aprovaria de uma vez por toda, o voto distrital puro para vereadores, deputados estaduais e deputados federais.  Quanto à representatividade dos estados da federação está garantido, pela forma atual, pelo Senado Federal.  Quanto a forma de financiamento de campanhas eleitorais, não tem jeito  não, sempre haverá uma forma de burlar a legislação.  Quanto mais poderoso o candidato, mais possibilidade de manipulação.  Acabar também com as coligações nas eleições dos deputados estaduais e federais, eliminariam os partidos de alugueis que vendem o espaço de rádio e televisão.  Mas o buraco é mais para baixo. Explico em seguida.

Ninguém tem coragem de tocar no ponto nevrálgico da questão sobre o costume e tradição da política partidária no País.  O principal câncer se chama "emendas parlamentares no Orçamento da União", um verdadeiro mensalão oficializado.  O governo utiliza tais emendas, que não são impositivas, para compra de votos dos parlamentares.  Após cada votação importante, há liberação de verbas das emendas parlamentares. Isto não está na pauta da reforma eleitoral e nem precisaria, bastaria acabar com tais emendas parlamentares que os deixam refém do Poder Executivo.

Tudo que é feito às pressas, vai dar com burros n'água, para não dizer que vai dar em m... !  O problema não é só isto, o TSE vai gastar R$ 300 milhões para realizar plebiscito, só porque a Dilma quer.  Puro casuísmo.  E esta conta, novamente, eu, você e nós pagaremos o custo, sem saber para que serve isto, já que as alterações deverá necessariamente terá que ser da iniciativa do Congresso Nacional.  

Em vez de gastar dinheiro em plebiscito, vamos atrás dos corruptos do governo Dilma.  São 7 ministros e alguns diretores dos órgãos federais que carregam suspeitas seríssimas sobre a roubalheira em obras superfaturados!  Tem algum inquérito em andamento sobre os ministro que foram demitidoss pela própria presidente Dilma?  Não, não tem não!  Os ladrões estão soltos!  E pior de tudo, continuam frequentando o Palácio do Planalto.  Isto é País sério?  

Não vamos mudar o foco!  A Dilma é responsável pelo encaminhamento ao Ministério Público Federal, sobre todo e  qualquer suspeita de desvio de dinheiro público na área federal, tratando-se em nível de ministérios.  E tem chumbo grosso não revelado ainda.  Tem casos novos aparecendo, envolvendo as duas maiores empresas estatais do Brasil,  a Petrobras e o BNDES.  Vai fazer o que com essa turma, presidente Dilma?  Vai deixar assim, impunes?  Só vai cuidar do assunto, depois do plebiscito?

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dólar da Dilma. Tocou alarme no Banco Central.

Hoje, vou falar um pouco sobre minha praia.  Vamos ver o que acontece com a trajetória do dólar no Brasil.  As notícias não são boas para o País.  Os presidentes Lula e Dilma, utilizaram o dólar como âncora para segurar a inflação.  Deixou engessado por longo período, através de intervenções sistemáticas do Banco Central.

Presidentes Lula e Dilma sucateou as indústrias brasileiras, com o engessamento do dólar.  A indústria brasileira representava, no início do governo Lula, cerca de 25% do PIB.  Hoje, a participação da indústria no PIB não passa de 17%.  Isto é uma verdadeira desindustrialização.  Governo Lula e Dilma privilegiaram o consumo, via oferta de produtos estrangeiros, especialmente, vindo da China.  Deu no que deu, o povo viciou com o dólar desvalorizado.  O real valorizado deu a falsa sensação do poder de compra para o povo brasileiro.

Com o real valorizado e estímulo ao consumo, mediante endividamento da classe emergente, houve expansão de consumo, sem a contrapartida da oferta.  O Brasil importa de tomate ao feijão da China, a segunda potência do mundo.  Os chineses, pelo contrário, praticam a política cambial exatamente ao inverso da política cambial brasileira.  Os chineses desvalorizam a moeda local, o yuan frente ao dólar para poder competir com os produtos do primeiro mundo.  A diferença é que a China cresce a 7,5% ao ano e o Brasil a 0,9% em 2012 e previsão de crescimento menor que 2,5%  neste ano.

As agências de classificação de riscos, já declararam que a perspectiva para o Brasil para os próximos meses é de rebaixamento do rating.  O mercado financeiro internacional ficou muito preocupado com o rebaixamento da classificação.  Agora, com as manifestações explodindo de norte ao sul do País, a desconfiança dos investidores internacionais aumentou significativamente.  Querem levar os dólares de volta os que trouxeram ao Brasil durantes últimos 10 anos.

Com o dólar saindo do País e com perspectiva negativa no comércio exterior, o dólar valoriza na mesma proporção.  Associado também ao ingresso do dólar em investimento direto (IED) escasseando, o dólar já rompeu a cotação psicológica de R$ 2,20.  Tocou alarme no Banco Central do Brasil.  

O governo brasileiro já tomou 3 medidas para tentar conter a saída de dólar do País.  A primeira foi a isenção de IOF para entrada de capital estrangeiro para investimento direto (IED) e para especulação.   A segunda medida foi a isenção de impostos nas operações de derivativos cambiais.  E a terceira derradeira, em vigor desde hoje, foi a dispensa de compulsório para exposição dos bancos em ficar com os dólares vendidos à descoberto.  Vendidos sem tê-los, para serem adquiridos no futuro.  Uma operação de alto risco para banqueiros.  O último cara que deu prejuízo para Banco Central por conta do dólar vendido à descoberto foi o Salvatore Cacciola, que deu prejuízo ao Banco Central em mais de R$ 1 bilhão.

O Banco Central também, vem utilizando a venda do dólar a futuro, denominado de Swap Cambial.  É uma promessa de vender dólar a uma determinada cotação no futuro.  Acredito que o Banco Central já vendeu cerca de US$ 15 bilhões em forma de Swap Cambial.  

O ministro Mantega diz que o País tem reserva suficiente.  É tudo mentira.  A Reserva Cambial bruta brasileira é cerca de US$ 375 bilhões, mas o conjunto de dívidas do setor público e privado é mais de US$ 305 bilhões.  Sendo assim, sobra líquido cerca de US$ 70 bilhões para serem queimados.  O número já não deve ser o mesmo. Deve estar menor.  É por estas e outras que o risco Brasil subiu e a classificação de risco rebaixou.  

Dentro desta perspectiva a tendência do dólar é de alta.  O mercado financeiro espera estabilidade em torno de R$ 2,45.  Eu particularmente, vou mais longe.  O dólar no final do ano deve fechar entre R$ 2,60 e R$ 2,70.  A não ser que o governo Dilma tome medidas radicais.  Ao que parece a Dilma está mais preocupado com as manifestações do que com o rumo da economia brasileira.  Tudo que Dilma vem falando é mentira.  Não diz coisa com coisa.  Está completamente perdida.  

Banco Central tenta segurar o dólar, até onde acha que tem capacidade de controlar. Até onde eu não saberia dizer.  Tem indicações, como as que fiz acima, mas o quadro pode mudar de uma hora para outra.  Vou informando os meus amigos leitores, cada vez que houver alguma mudança de rumo ou de perspectiva.

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

terça-feira, 25 de junho de 2013

Atenção! Dilma prepara golpe de Estado!

Presidente Dilma, diante da situação de confronto com o movimento de ruas, prepara silenciosamente, um verdadeiro golpe de Estado.   O termo golpe de Estado poderá ser dado tanto aqueles originários dos militares ou dos civis.  Significa a quebra de um Estado de Direito já consagrado. Os últimos direitos conquistados pelo povo foi através da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988.  As mudanças radicais, mesmo que aprovado pelo Congresso Nacional representa um golpe para a população.

A Dilma está acuada, está vendo a sua popularidade diminuindo dia a dia.  O sonho acalentado de tornar-se versão brasileira do fenômeno Evita Peron, continua na cabeça dela.  Evita Peron, para quem não se lembra, fora buscar a sua popularidade nos "descamisados", equivalente à população menos assistidas pelo poder público.   A Dilma vou buscar o apoio na camada mais pobres da população com programa Bolsa Miséria.  É com esse contingente de eleitores que a presidente conta para seu plano de permanência no poder. 

A presidente Dilma continua com o trunfo importante na mão.  São 22 milhões de chefes de famílias, beneficiários da Bolsa Miséria.  Ainda conta com uma boa parcela da classe emergente, que somam 40 milhões de chefes de família.  Esta camada de população não tem representantes legítimos no Congresso Nacional. Não tem parlamentares que defendam os seus interesses, porque a maioria está no Congresso Nacional para defender os seus próprios interesses.  É aí que a Dilma quer chegar, através de plebiscito.  Um canal direto com a população de baixa renda, o seu curral eleitoral.

A Dilma propõe plebiscito, porque tem consciência de que perdera apoiamento dos parlamentares do Congresso Nacional, para uma inciativa ousada, sobretudo após o movimento nas ruas.  Seja por qual caminho, ela quer mesmo é mudar a legislação eleitoral para se reeleger.  Enquanto, a sociedade civil, perde tempo discutindo a legalidade do Constituinte Exclusivo, Dilma vai propor mudança em apenas 1 artigo da Constituição, a de eleições em turno único.  

O golpe do Estado, branco, consiste na mudança de forma de promover eleições.  Atualmente a legislação exige, maioria absoluta para presidência da República, governador do estado e para prefeitos com colégio eleitoral maior que 200 mil eleitores.  Basta Dilma acabar com a exigência do segundo turno das eleições. Este projeto conta com a simpatia da maioria dos atuais governadores e dos prefeitos, que estão a enfrentar reeleições, tanto quanto presidente Dilma.  

O marqueteiro João Santana é craque no assunto.  Ele é o marqueteiro e orientador político da presidente Dilma, criatividade não falta para ele. Diante da presidente acuada, ele João Santana, imagina um golpe de Estado branco. Em turno único, a presidente Dilma se reelegeria só com seu curral eleitoral.  As manifestações das ruas, deveriam lutar para evitar uma tragédia como esta. 

#DigaNãoPECturnoUNICO!
 
Atenção! Dilma prepara golpe de Estado!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

Dilma mente de novo!

Ontem, cumprindo o dever cívico, fui assistir ao pronunciamento da presidente Dilma pela TV.  Desliguei nos momentos finais do discurso porque senti mal estar no estômago.  Deu-se o enjoo por ter assistido mais uma série de mentiras da Dilma.

A cena montada pelos marqueteiros para a divulgação do evento, se não foi cômica foi trágica.  Sentados à mesa da presidente Dilma, governadores e prefeitos das capitais, como se todos eles estivessem  concordando com o teor do discurso.  Os governadores e prefeitos das capitais vão ter que se explicar aos seus eleitores.

Espera aí, Dilma!  O seu partido, o PT, está no poder há exatamente 11 anos 5 meses e 24 dias.  Mas o discurso de ontem parecia ser o do início do mandado, como se o governo começasse ontem.  Opa! Fiz acusação contra a presidente de que ela é mentirosa, no título desta matéria, então vou provar.

Sobre responsabilidade fiscal, Dilma afirma que está comprometido com ela, com o rigor fiscal.  Mentira!  Neste ano de 2013, a Dilma mandou ministro Mantega reduzir o Superávit Primário para poder gastar mais.  O Superávit Primário está longe de pagar sequer os juros da dívida pública federal.  Se o governo pagar os juros, somente os juros, mantendo o principal, iria faltar no Orçamento Fiscal cerca de R$ 200 bilhões. 

Sobre corrupção, Dilma vai mandar projeto de lei que vai tornar corrupção como crime hediondo.  Em vez de mudar a lei, não seria de obrigação como presidente da República mandar instaurar inquérito policial, via Ministério Público Federal e Polícia Federal, contra os supostos atos de corrupção praticados pelos 7 ministros demitidos?  Não, Dilma, apenas demitiu dos cargos de ministros, mas não mandou apurar nada!

Sobre a saúde, Dilma diz que vai contratar médicos estrangeiros, porque faltam profissionais de saúde no Brasil.  Ora, o PT está no poder há 11 anos e meio.  Deveria ter dado tempo suficiente para formar 2 gerações de médicos neste ínterim.  Pelo contrário, especialmente no governo do PT, formou-se bacharel em direito de mais e médicos e engenheiros de menos. Esta discussão não é foco da questão. A saúde pública não está um caos porque a Dilma destina R$ 35 bilhões para o sistema SUS, enquanto são desviados R$ 85 bilhões em corrupção?

Sobre o transporte, Dilma jogou o problema para os governadores e prefeitos.  Disse ela que o governo federal já fez as desonerações necessárias.  Que de agora em diante vai dar prioridade para o sistema de transporte coletivo.  Diz ela que vai destinar R$ 50 bilhões de novos recursos para os programas de mobilidade urbana, sem identificar de onde vem o dinheiro.  Donde vem o dinheiro, será? Vai emitir mais títulos do Tesouro?

Sobre a educação, Dilma afirmou que 100% dos recursos do pré-sal vai para a educação.  Bem, o novo sistema de exploração do petróleo denominado de partilha, nem começou.  A primeira licitação será feita em outubro deste ano, segundo a ANEEL.  Se a licitação for efetivado em outubro de 2013, a primeira gota do petróleo só vai sair dos poços em 2017.  Bem, em 2017, não sabemos se a presidente Dilma estará no poder.

Sobre reforma política, Dilma propôs plebiscito para saber da conveniência ou não da convocação do Constituinte Exclusivo para tratar da reforma política.  Já vi opinião de alguns juristas se haverá  legitimidade ou não em convocar Constituinte para reformar apenas determinado tema, no caso sobre a estrutura política do País.  Isto é conversa para boi dormir ou para Dilma poder dormir sem os gritos das ruas.  

Enfim, a presidente da República do Brasil, é a nossa velha conhecida Dilma, "sobrinha" do presidente Don Luis Inácio Lula.  Dilma faz de conta que o grito de manifestantes não são para ela e utiliza a velha tática de fugir das responsabilidades tal qual ensinou o seu "padrinho" político.  Por estas e outras que o povo diz que Dilma é poste do Lula.  

No mais, nenhuma novidade.  Dilma mente de novo!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dilma pode renunciar diante das manifestações.

Se antes, a imprensa fazia um presidente da República, vindo do nada e também ajudava derrubá-lo, hoje, os manifestantes da rua tem o mesmo poder da imprensa de outrora. 

A história brasileira nos mostra pelo menos 3 episódios semelhantes, consequência do clima polítoco que vivemos. O presidente Getúlio suicidou-se diante da iminente situação de ingovernabilidade. Isto aconteceu em 24 de agosto de 1954.  Ele fora legitimamente eleito e tomou posse em 31 de janeiro de 1951.

O segundo presidente alegou as forças ocultas e renunciou o cargo em 25 de agosto de 1961 foi o Jânio Quadros. Ele tinha sido eleito com maior votação da história até aquele momento. Acabou virando episódio triste da história brasileira.  O fato é que não resistiu à pressão do Congresso Nacional, que dificultava a governabilidade do seu governo, apesar de ter sido eleito com maior votação da história da República, até então.  

O terceiro presidente que renunciou ao cargo de presidente da República foi o Fernando Collor de Melo. Sucedeu o presidente José Sarney, nas eleições de 1989. Seu governo foi marcado pela implementação do Plano Collor e a abertura do mercado nacional às importações e pelo início de um programa nacional de desestatização.

O Plano Collor, que no início teve uma boa aceitação, acabou por aprofundar a recessão econômica, corroborada pela extinção de milhares de postos de trabalho e uma inflação galopante.  Somou-se  a isso as denúncias de  corrupção. O processo de impeachment proposto no Congresso Nacional, antes de ser aprovado, fez com que o presidente Collor de Mello renunciasse ao cargo em 29 de dezembro de 1992. 

A presidente Dilma, encontra-se numa situação semelhante ao do presidente Collor de Mello.  Há denúncia de corrupção no seu governo, que motivou a demissão de 7 ministros, na primeira metade do seu governo.  Diante das denúncias, a presidente Dilma não tomou nenhuma medida objetiva contra os ministros demitidos, pelo contrário, continua os mesmos continuam influindo nas decisões políticas do seu governo.  Nenhum inquérito policial fora aberto contra os corruptos e nem contra os corruptores.  O fato demonstra que a presidente Dilma tem rabo preso com a corrupção e com os malfeitores.

A imprensa denuncia que o presidente Lula, seu padrinho político, esteja recebendo comissão de intermediação das obras conseguidas para os empreiteiros nos países da América Latina e África, com o dinheiro público, via financiamento do BNDES.  A presidente Dilma decretou "sigilo" nos documentos de financiamentos à Cuba e à Angola, sem motivo objetivo que demonstrasse a necessidade do tal ato.  

O loby praticado pelo presidente Lula, não seria de importância para o seu governo, se as viagens do presidente Lula não tivesse apoio explícito do Itamaraty.  Além de tudo, o presidente Lula é frequentador assíduo do Palácio da Alvorada, a residência oficial da presidente da República, numa demonstração clara do conluio entre ambos.  O Brasil tem um "títere" no mais alto cargo da República.

Após observar manifestações que cresciam em São Paulo e Rio de Janeiro e nas demais cidades do Brasil a fora, presidente Dilma ocupou cadeia de rádio e televisão para anunciar que o seu governo não tem compromisso com a corrupção.  Uma ofensiva imaginada pelo marqueteiro João Santana, para blindar o governo Dilma de um eventual movimento para apurar as denúncias de corrupção.  Quem tem telhado de vidro, quer blindar o telhado contra atacando.  Mas o tiro saiu pela culatra.  Agora, o povo tem certeza de que há corrupção no seu governo.

O povo clama pela apuração das denúncias de corrupção, como fizera contra o presidente Collor de Mello. Cerca de 50% da motivação dos manifestos falam sobre a corrupção.  O apoiamento da não aprovação do PEC 37, faz parte deste contexto.  O efeito nefasto da corrupção reflete na qualidade da educação e da saúde pública.  O montante do dinheiro público desviado corresponde ao orçamento do Ministério da Educação ou equivalente ao dobro do que o governo federal aplica no sistema SUS.  

Se o movimento das ruas continuar, fica impossível fazer qualquer previsão do que possa acontecer com o mandato da presidente Dilma, nos próximos dias ou meses.  Precedentes na história não faltam para corroborar a afirmativa anterior.  A ingovernabilidade poderá levar Dilma à renúncia.  E o mês de agosto vem aí ! 

Manifestantes, o futuro do Brasil está nas suas mãos, o processo não pode parar!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail:  sakamori10@gmail.com 


domingo, 23 de junho de 2013

Mídia é contra manifestantes!

Está cada vez mais evidente de que a mídia brasileira é contra as manifestações do povo nas ruas.  Melhor dizendo, a mídia está contra o povo e à favor da presidente Dilma.  Basta ver as imagens divulgadas pela grande imprensa e os títulos estampados nos jornais de circulação nacional.  

Os comentários de TVs a cabo, conduzidos pelos jornalistas cooptados e sociólogo e cientistas políticos que comungam com o ideário arraigado de ranços do regime de exceção.  São e estão todos "contra" os legítimos movimentos sociais, do povo, manifestados em passeatas do bem.  Claro que há exceções.  As críticas não são dirigidas a todos profissionais da imprensa, nem tão pouco a todos sociólogos e cientistas políticos. 

Eu sou defensor intransigente das expressão de idéias e pensamentos.  Pautei minha vida, defendendo imprensa livre e responsável.  Em extensão, as opiniões postadas em blogs ou em pequena imprensa, serão sempre defendidos por mim.  Os comentários a favor ou contra, em redes sociais em geral, incluído o novo meio de comunicação que é o blog, serão sempre bem vindos.  

O motivo da minha indignação é sobre a mídia querer "enlamear" as manifestações pacíficas com os vândalos e aproveitadores de plantão que acompanham um movimento destes, à revelia dos movimentos sociais bem intencionados.  Não cabe aos manifestantes identificar os criminosos que se infiltram.  Cabe ao Estado como instituição, coibir abusos com todo rigor da lei.  É dever do Estado preservar o patrimônio público e privado.  O Estado tem aparato e inteligência para assegurar e apoiar as manifestações pacíficas, coibindo os abusos se houver.  

A grande mídia, dá destaque aos saqueadores e depredadores, criminosos que estão à margem da lei, dando nítida conotação de que aqueles criminosos fazem parte dos manifestantes.  Nada a ver!  Se uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, porque a mídia insiste em "grudar" os criminosos aos "manifestantes"?  Reflitam sobre isto.  

Para quem tem janela no mundo há 50 anos e ter tido privilégio de ter frequentado o ensino superior, tanto como aluno quanto como professor, enxerga cristalinamente, que há muitos interesses não divulgados.  O governo federal, neste momento representado pela presidente Dilma, cooptam a grande mídia com vultosas verbas publicitárias e concessões de Bolsa Empresário.  Como um servo não pode servir a dois patrões, a grande mídia obedece quem paga suas contas no final do mês.  

Não há controle social da mídia, mas existe sem sombra de dúvida, o controle econômico sobre a mídia.  O controle social acontece nas redes sociais e nos blogs, via instrumentos disponíveis nas instituições do governo.  Estes, os independentes, são punidos, com "censura branca" ou mesmo com represálias aos que se manifestam contrariamente aos interesses dos poderosos da República.  Não se iludam os que se expressam ideário contrário ao partido que comandam o poder há 10 anos, a conta pode tardar, mas vem!

Nunca imaginei que após redemocratização do País, tivesse que enfrentar os mesmos problemas do regime miliar, o direito previsto no Artigo 5º na nossa Constituição.  Creio chegar a hora de dizer basta!  Dar basta aos que usurpam dos poderes que lhes são conferidos através dos votos.  Dar basta a mídia e todos agentes pensantes do País que se cooptaram aos poderes constituídos por interesses puramente econômicos. Dar apoio aos que, ideologicamente, são favoráveis ou contra o status quo.  

É chegado a hora da verdade!  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

sábado, 22 de junho de 2013

Inflação da Dilma poderá fechar o ano em 9,27%!

IPCA-15, medido pelo IBGE, acumula taxa de 6,67% em 12 meses até junho; no mês, entretanto, houve desaceleração. Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de 3,45% no ano e de 6,67% em 12 meses até junho - acima do teto da meta do governo (6,5%) . Fonte: Estadão.

Comentário.

Inflação acumulado nos 12 últimos meses, como foi anunciado pelo IBGE, já ultrapassa a meta de 6,5% do Banco Central.  No mês de julho, vai haver um pequeno recuo em função da redução da tarifa de transporte coletivo nas cidade de Rio de Janeiro e São Paulo, acreditamos.  No entanto, ao que parece a inflação já se tornou inercial, os índices são realimentados pelas inflações passadas.

Nos últimos dias, o dólar rompeu o limite admitido pelo Banco Central em R$ 2,20.  Isto significa aumento de 10% em relação à cotação dos primeiros meses do ano de 2013.   Com certeza, a apreciação do dólar vai trazer reflexo nos índices dos próximos 6 meses, que coincide com o fechamento do ano de 2013.  

Segundo o economista Samuel Pessôa, o aumento de 10% na cotação do dólar provoca redução no poder de compra dos brasileiros em 2,5%.  Em outras palavras, dá para entender que o aumento de 10% em dólar, que o caso do momento, reflete no índice inflacionário em 2,5%.  Na economia, o reflexo de uma medida acontece no decorrer dos 6 meses seguintes.  

Considerado atual índice inflacionário em 6,67% e se mantido a cotação de R$ 2,20 para o dólar, haverá acréscimo, grosso modo de 2,5% adicional, somente por conta da valorização do dólar ou depreciação do real.  A conta é simples: 6,67% + 2,5% = 9,27%.  Se for correta o estudo do economista Samuel Pessôa, a inflação no final do ano deve terminar em 9,27% ao ano.  

Se realmente presidente Dilma, como diz nos discursos que a inflação será controlada, deverá tomar medidas adicionais, em função do novo patamar de cotação do dólar.  Pelo que sabemos, a presidente Dilma, tem medo de tomar medidas amargas na implementação da política econômica (sic), portanto é de se prever grande dificuldade em manter a inflação no atual patamar, ou seja no teto da meta estabelecido pelo Banco Central.

Dilma terá que optar em tomar um rumo, estabelecer o norte para economia, parando de tomar medidas antagônicas, como a de aumento da taxa Selic concomitante com expansão de crédito via programa de financiamento de móveis para os mutuários do MCMV.  Atitude bipolar que vem minando o plano da Dilma em fazer crescer o País, sem um plano econômico perfeitamente definido.  Dá-se a impressão de que a atitude tomada pela presidente Dilma tem tudo a ver com o conflito pessoal dela.  

Inflação da Dilma poderá fechar o ano em 9,27%!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor ada UFPR, filiado ao PDT.  E-mail:  sakamori10@gmail.com

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Para Dilma os manifestantes são bandidos!

Manifestantes anônimos, estou com vocês!  Vocês me representa, espiritualmente, em todas manifestações ocorridos nos últimos dias.  Vocês são legítimos vozes do povo.  Vocês são exemplos para nós brasileiros e para os oprimidos do mundo todo.  Vocês são legítimos representantes da insurgência na política brasileira.  Vocês tem o meu irrestrito apoio! Contem comigo!

Não aguento mais, autoridades, cientistas políticos, sociólogos e jornalistas querendo transformar os manifestantes em bandidos.  Estão querendo enlamear as manifestações legítimas em movimentos de marginais. Estão querendo acabar com a democracia.  Nós reconquistamos a democracia após 20 anos de ditadura militar no País.  Eu mesmo participei, dentro daquilo que me permitia exercitar, demonstração de indignação ao regime militar.  Só não pude fazê-lo, na devida proporção que merecia, porque era arrimo de família.  Sou testemunho vivo da redemocratização no País. 

O que eles falam e dizem, os cooptados, de que as manifestações pacíficas são legítimas, "mas" que "dentre manifestantes" há bandidos, uma tentativa de tornam as manifestações "não tão democráticas".  Estes caras não sabem o que é a democracia.  A maioria das pessoas que falam estas bobagens não viveram, com eu vivi, sob domínio do regime de exceção.  Muitos deles, estiveram no exílio, enquanto nós que ficamos na pátria amada, tivemos de "engolir" muitos sapos, para que um dia os predadores e saqueadores dos patrimônios públicos e privados pudessem retornar ao País.  Uma dessas pessoas beneficiadas foi a presidente Dilma.  

Os vídeos exibidos mostram claramente que os manifestantes são pacíficos.  Aliás, vão além, os próprios manifestantes tentam excluir os infiltrados nos eventos, na medida que pode.  Eu digo, com absoluta clareza, de que num movimento destes onde não há entidade patrocinadora, absolutamente, é impossível fazer o controle.  A função da identificação e combate aos saqueadores, aos depredadores do patrimônio público, não são dos manifestantes.  Esta tarefa cabe ao Estado. Não confundamos os alhos com os bugalhos!

Os vandalismos, os saques, são inerentes a uma manifestações daquelas magnitudes.   Os vandalismos acontecem em quaisquer parte do mundo e são praticados pelos elementos infiltrados.  Já vou dizendo que não sou a favor do vandalismo e de saques, antes que me considerem como anarquista.  Não é do dever dos manifestantes cuidarem dos infiltrados.  Cabe ao Estado, seja em qualquer nível da federação, garantir a segurança e ordem das manifestações.  Instrumentos para isto o Estado tem e são pagos pelos contribuintes para isto.  

O Estado tem aparato e inteligência suficiente para coibir os abusos, os vandalismos, os saques.  É dever do Estado garantir o direito de manifestação das pessoas do bem.  É dever do Estado, coibir os vandalismos, os saques e depredações.  Não tomam atitudes porque não querem ou porque querem enlamear os manifestantes com atos que não são de responsabilidade deles.  Só falta os manifestantes do bem, pagarem pelos prejuízos materiais e criminais, sem serem os autores de tais atos.  O Estado tem estrutura para coibir os excessos através das Polícias Militares, Polícias Civis e Polícias Federais.  As organizações policiais deverão ser responsáveis para dar segurança às manifestações.  Isto tudo, cheira interesses dos que mandam neste País.  

Os manifestantes do bem, não são responsáveis pelas depredações, dos saques e dos vandalismos.  É dever do Estado assegurar a livre manifestação de pensamento e de expressão.  Isto que é Estado de Direito, o resto é conversa mole!  

Acordem manifestantes! Há movimentação orquestrada pelos donos do poder, de transformar os manifestantes em bandidos e as manifestações em movimentos ilegítimos.  Democracia está em cheque!

PS: O dinheiro da educação prometido pela presidente Dilma, no pronunciamento de ontem (21/6) proveniente do pré-sal, só vai ternar realidade em 2017, quando os poços começam a produzir.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.   E-mail: sakamori10@gmail.com 

After manifestações. Dólar disparando!

No início do mês, afirmei que o Banco Central iria intervir no câmbio quando o dólar batesse R$ 2,20.  Pois, apesar das sucessivas intervenções do Banco Central o dólar fechou ontem, em R$ 2,26.

O dólar pode subir ou valorizar, "apreciar" para os economistas, por razões técnicas ou psicológicas.  A cotação indicada neste blog era por razões técnicas, sobretudo em função do resultado da Balança Comercial brasileira neste início do ano.  

O Brasil remeterá para o exterior, neste ano, cerca de US$ 72 bilhões, segundo estimativa do Banco Central, por conta do pagamento de serviços.  Serviços incluem juros, fretes, royalties, etc.  Com o pífio desempenho do comércio exterior, o País necessitaria de cerca de US$ 68 bilhões para equilibrar a Balança de Pagamentos, segundo BC.

As razões psicológicas influenciam de diversas formas sobre a cotação do dólar.  Depende do quadro da economia mundial, sobretudo dos EEUU, Europa e China.  Os dólares voam de um lado para o outro conforme o humor do mercado financeiro, on line.

O mercado financeiro global está de olho na recuperação da economia dos EEUU e está apostando nisso.  Os dólares, não mais estão voando para economias emergentes. A direção da moeda forte é para o 1º PIB do mundo, os EEUU.  As economias emergentes pagam juros maiores para atrair capital estrangeiro para financiar as suas dívidas internas, tão necessárias para o desenvolvimento de cada país.  É o caso do Brasil.  Como dito acima, Brasil necessitaria de US$ 68 bilhões para fechar as suas contas, neste ano.  Mas, as coisas podem não acontecer, como já demonstrado.

As previsões do Banco Central de ingresso de capital estrangeiro, seja em forma de investimento direto (IED) ou seja em forma de especulação, não vão concretizar, sobretudo agora, com as manifestações de ruas expostas no exterior.  Pior ainda, as recentes manifestações expôs ao mundo que o Brasil não é aquela maravilha contada pelos presidentes Lula e Dilma.  Agora, em razões das mega manifestações, o capital estrangeiro estará com um pé atrás com o Brasil ou dois pés atrás.  Poderão não vir mais os US$ 68 bilhões para fechar a conta do Balança de Pagamentos.  Não entrando, o Brasil deverá queimar a Reserva Cambial para cobrir o déficit do Balança de Pagamentos.

Nestes últimos dias, o Banco Central, lançou mão de derivativo cambial, que nada mais é do que vender dólar no futuro, no montante que ultrapassa a US$ 15 bilhões.  Se não fosse o Swap Cambial, o Banco Central teria queimado o montante anunciado da  conta Reserva Cambial.  

Ministro Mantega diz que Brasil tem Reserva (Cambial) suficiente para enfrentar a situação.  Eu digo que não.  A Reserva Cambial bruta é de cerca de US$ 375 bilhões, mas o conjunto de dívidas dos brasileiros, incluindo dívidas do setor privado e público, somavam até última informação do BC, cerca de US$ 305 bilhões.  Tecnicamente, teria um saldo de US$ 70 bilhões para utilização livre.  Em menos de 10 dias úteis, o Brasil já queimou, sem desembolso por enquanto, US$ 15 bilhões.  Então, pode ver que a tal situação confortável do Brasil dito pelo ministro Mantega não se configura na prática.  Estamos em situação vulnerável.

Além do componente técnico que não são favoráveis para o Brasil, agora, somado ao componente psicológico, o dólar vai disparar.  Os economistas esperam dólar a R$ 2,30, segundo imprensa.  Agora, o engraxate da BMFBovespa prevê a próxima parada de dólar em R$ 2,45.  Explico: o termo "engraxate" uso para os "boateiros" do mercado financeiro.  Via de regra, o engraxate acerta!

Quem tem viagem programado para exterior é prudente fechar o câmbio agora do que postergar a troca da moeda, quer em dólar ou em euro.   

Aos empresários, só tenho a dizer para não apostar, neste momento, em derivativos cambiais, seja na venda ou na compra de dólares no futuro.  Só façam aquilo que é para hedge, nada além disso.  Sobre experiências desastrosas no passado acerca de derivativo cambial é só perguntar para famílias Furlan e Ermínio de Moraes. 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Manifestações. Dilma, você perdeu!

Ganharam os manifestantes! Ganhou a democracia. Ganharam os estudantes. Ganhou a livre expressão de idéias.  Ganharam as redes sociais.  Ganhou o povo.  Ganhou a dignidade.  Ganhou a humildade. Ganharam as pessoas do bem.  Enfim, ganhou o Brasil!

Nesta quinta feira, dia 20 de junho de 2013, data histórica para o povo brasileiro.  Brasil amanheceu, hoje, de cara nova.  O bem venceu o mal.  Os bem feitos venceram os mal feitos.  Parte da dignidade foi resgatada com os movimentos manifestados pela população, como não víamos há mais de 20 anos!

Participei do movimento estudantil, embora discretamente devido a condição econômica, em 1964, contra o regime militar que instalara no País.  Eu sei muito bem o que é fazer manifestações num regime de exceção.  Infelizmente, hoje, o País vive novamente regime de exceção travestido de democracia.  O País se tornou refém do comando do Poder Executivo.  Os outros poderes se tornaram apequenados tamanha concentração do poder nas mãos da presidência da República.  

Se antes, o regime militar subjugava o povo com as baionetas, agora, no regime do PT, subjugam o amplo espectro da sociedade com as verbas públicas sob diversas formas.   Os miseráveis, com perdão da palavra, são colocados num "curral" tal qual os animais irracionais.  Os parlamentares do Congresso Nacional são comprados com "verbas parlamentares".  Os militantes são agraciados com 25 mil cargos comissionados, muitos com salários elevados.  Os empresários picaretas são beneficiados com Bolsa Empresários.  Os partidos políticos são comprados com ministérios.  A grande mídia é cooptada com verbas publicitárias das estatais federais, além da própria União.  As empreiteiras, nem é preciso fazer referência, são os maiores beneficiários das obras com novo regime de licitação, o RDC.  Enquanto isso, a educação, a saúde e segurança pública são relegados ao segundo plano.  Definitivamente não faz parte da agenda da presidente Dilma e de seus ministros.  

No exercício do poder, o Partido dos Trabalhadores esqueceu dos objetivos iniciais, com a chegada no poder.  Exercita o poder em nome do povo, mas a cada dia que passa, esquece-se da ideia original da conquista do poder.  No poder, distancia-se cada vez mais do povo que o apoiou.  Dilma Rousseff está presidente em nome do partido e está presidente em nome do Luis Inácio Lula da Silva.  Como no regime militar, o anterior nomeando o seu sucessor.  Dilma é muito pior do que maioria dos presidentes militares do regime de exceção.  Dilma se inspira na Evita Peron e seus "descamisados".  Ela se acha rainha da morro do Alemão, onde se impõe com coerção.  Tal qual no morro do Alemão, o povo brasileiro se impunha o silêncio.

Os manifestantes vieram para quebrar o silêncio.  E conseguiram.  Esqueceu a presidente Dilma, que o povo não precisa dela.  O povo quer um ou uma presidente de verdade.  O povo não quer uma toda poderosa rainha.  O povo quer uma Presidente da República com "p" maiúsculo.  O povo não quer presidente leniente com a corrupção.  O povo não quer presidente beneficiando os amigos chegados ao Palácio do Planalto.  O povo não quer presidente que tem necessidade de consultar o seu antecessor a cada momento.  O povo não quer ver seus representantes, senadores e deputados, subjugados com verbas parlamentares.  O povo não quer ver presidente Lula, contratando obras para empreiteiros brasileiros, com financiamentos do BNDES, que é do povo.  

Diante das manifestações, a presidente Dilma, numa atitude covarde, se esconde.  Dilma, faz de conta que o problema não é dela, mas sim dos governadores e prefeitos.  Dilma, diante das demandas reclamadas pela população tirou o corpo fora.  Não só Dilma, mas sua base parlamentar, também se silenciaram.  Ninguém teve peito de assumir as mazelas reclamadas nas manifestações.  São os parlamentares venais, com algumas exceções.  É compreensível a atitude daqueles, pois estão lá para ganhar dinheiro, para fazer fortunas às custas do erário público.  São as aves de rapina esperando a sua vez no alto das árvores.  Preferem o silêncio ou mesmo com maior cara de pau, enaltecer a democracia.

A presidente Dilma, quer se colocar acima do poder que lhe conferido.  Quer ficar num patamar acima, como se magistrado fosse.  Mas, não é!  A Dilma é o protagonista, a atriz principal, da peça teatral que ela própria escreve.  Para o povo, Dilma é apenas presidente temporal, para o exercício que termina em 31 de dezembro de 2014.  Ela é sindica do prédio que se chama Brasil.  Ela é responsável sim, de todas medidas que emana do Poder Executivo.  O povo não deve nada para Dilma.  O povo já paga os pesados impostos, para manter a máquina administrativa do governo federal.   A Dilma deve sim.  A Dilma deve explicação a cada centavo de real que aplica em nome do governo.  

A Dilma só sabe usar o pronome pessoal no singular.  A Dilma diz sempre: EU faço, EU mandei, MEU governo.  Dilma, só para lembrar a senhora, o dinheiro é NOSSO.  Nos próximos discursos gostaria que usasse o pronome pessoal no plural.  Diga, com humildade, nas próximas vezes: NOS fazemos, NOS mandamos, NOSSO governo, por favor?  Afinal o dinheiro que a senhora administra é NOSSO, não é do seu bolso particular. 

Aos manifestantes, parabéns!  Eu que já participei de algumas, no regime militar, me fiz presente em todas elas.  E estarei presente em todas as próximas manifestações, que venha de encontro com as denúncias que faço neste blog.  Até hoje, já são 742 matérias de indignação.  A luta continua!

Esta e outras matérias deste blog, são complementadas com ricos comentários que seguem no rodapé.  Não há censura. 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dilma, manifestações não são desfiles de moda!

Tirando alguns excessos, as manifestações dos últimos dias demonstraram de alguma forma, a insatisfação do povo com a administração do governo Dilma e com a classe política em geral.  Na matéria que escrevi ontem de manhã, que se encontra na sequência deste, retrata exatamente o que o povo quis demonstrar com os mega protestos, sobretudo nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O que me impressiona é a insensibilidade da classe política em geral.  Assisti pela TV Senado e TV Câmara manifestações dos senhores senadores e dos senhores deputados, elogiando as manifestações ocorridas na véspera.  Ocuparam a tribuna para enaltecer o caráter democrático dos protestos, todos eles fazendo referência a pequena minoria que fizeram vândalos e violências.  Todos eles, com belos discursos, mas que em nada dizia sobre a essência das manifestações.

A presidente Dilma, também, enalteceu a democracia e elogiou o movimento, por ter sido ordeiro e pacífico.  Falou sobre o excesso cometido por uma minoria.  Mas, nada falou sobre o motivo daquelas manifestações.  

A mim, me pareceu que, tanto a presidente Dilma quanto os seus parlamentares da base governista não eram alvos das manifestações.  Deu a impressão de que os protestos eram com os outros, não contra eles.  Lembrei-me da postura do presidente Lula, diante de uma situação difícil ou uma situação de saia justa.  Lula sempre dizia que o problema não era com ele.  A Dilma e seus parlamentares da base, aprenderam muito rápido o ensinamento do chefe da gangue.  

Manifestações com múltiplos objetivos, como foi e está sendo o caso, não são desfiles de colegiais no dia da Independência.  Parecem que as autoridades, os muitos cientistas políticos, jornalistas cooptados pelo governo Dilma, parecem enxergar os movimentos de protestos como o desfile de colegiais.  Não digeriram ainda, o objetivo dos protestos.  O objetivo das manifestações, como foi dito por mim, na matéria anterior, foi a demonstração de indignação com o "status quo" da política brasileira, na sua essência.  

Numa manifestação dessa magnitude, em qualquer parte do mundo, haverá excessos de parte a parte.  As pessoas humanas não são como cordeiros que andam ordenadamente em bando e são conduzidos pelos pastores com seus cães de guia.  Em qualquer parte do mundo, há infiltrações de militantes da extrema, tanto de um lado como de outro.  Haverá, também, infiltrações de baderneiros e pessoas que se aproveitam para fazer saques.  Não entender o movimento de protestos como tal qual descrito, é muita ingenuidade.  

Querer que as manifestações políticas sejam extremamente ordeiros, como aquela de procissões de católicos ou manifestação pacífica de evangélicos é no mínimo ingênuo, irresponsáveis até.  Os jornalistas em geral noticiam apenas os fatos visíveis, mas não faz reflexões sobre o verdadeiro significado dos protestos, tal qual a classe política.  Teriam que entender, o porque de tanta indignação, colocando em alvo os prédios públicos, tal como Congresso Nacional, Assembleias Legislativas ou mesmo sede da prefeitura municipal.  Certamente a ira dos manifestações são contra ocupantes daquelas casas de serviçais do povo.  

Pelo visto, as manifestações continuarão, se hoje é sobre tarifa de transporte coletivo, amanhã poderá ser por outros motivos.  O meu receio é de que num movimento desse, existe sempre, de parte a parte, órgão de segurança ou de manifestantes, a procura de um mártir.  O País só vai acordar quando, em atos de protestos, resultem em alguma morte.  É isto que sempre esperam os poderes públicos, para poderem tomar medidas drásticas.  Este filme já assistimos várias vezes no curso da história do Brasil dos últimos 60 anos.  

Dilma, manifestações não é desfile de moda!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

terça-feira, 18 de junho de 2013

Protestos. DILMA, #EstamosInsurgentes!

Fico muito à vontade em escrever esta matéria, sobre os protestos que ocorreram em várias capitais do Brasil, ontem à noite. Com poucas exceções, transcorreu em clima de paz, com pouca demonstração de violências de parte a parte, entre manifestantes e força policial.  

Segundo a Folha, os protestos pelo país atingiram 12 capitais, reuniram mais de 215 mil pessoas e tiveram cenas de violência em sete delas: Rio, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Maceió e Curitiba.  Eles reuniram a  maior quantidade de manifestantes desde a mobilização dos caras-pintadas pelo impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992. 

Ainda, segundo a imprensa, presidente Dilma está sem entender sobre o acontecimento inesperado.  Dilma mandou Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria Geral da Presidência, ouvir os organizadores dos movimentos, os principais motivos desta manifestação.  A presidente Dilma deve estar totalmente alheio às demandas da população.  Cercado por camarilhas de puxa-sacos, nem percebe a indignação do povo com o "status quo" da sua administração.  Para Dilma, o Brasil é maravilha como a país da Alice do contos de fadas.  

Igualmente, jornalistas da Rede Globo, cooptados ao governo Dilma, tentando achar o motivo do movimento... Só mesmo rindo para não chorar!

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, porque a educação foi colocado no segundo plano.  Os professores com nível superior ganhando o mísero R$ 1.451,00 como piso, enquanto seu motorista deve estar ganhando salário de mais de R$ 8 mil.  Investe na educação de nível superior, mas esquece da educação de base, que é base da educação.  

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, porque os doentes estão morrendo nos corredores dos hospitais públicos.  As classes emergentes são obrigados a aderir a qualquer Plano de Saúde, para ter atendimento minimamente digno.  Enquanto isso, presidente, a senhora e o presidente Lula, tratam das suas doenças no Hospital Sírio Libanês, hospital que qualquer reles cidadão não tem condição de adentrar à porta dentro.  

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, porque a senhora junto com os governadores dos estados da federação não conseguem diminuir o índice de criminalidade.  O nosso índice é comparável aos países mais atrasados do mundo.  Vide matéria que fiz sobre o tema.  Os governos são leniente com os crimes hediondos e de homicídios.  

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, porque acontecem tanta roubalheira no seu governo e do presidente Lula, demonstrado com demissão de 7 ministros de Estado com suspeição de desvio de dinheiro público, na sua gestão, e nada acontecem com os supostos corruptos e nem com os respectivos corruptores.

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, porque a senhora mandou barrar a CPMI do Cachoeira?  A CPMI não foi encomendado pelo presidente Lula?  Mandou suspender porque era tiro no pé?  Os rastros da Delta Construções levariam inexoravelmente à porta do Palácio do Planalto. Já tinha dados coletados pela CPMI. Por que não foi à fundo? 

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, porque a senhora vem destruindo 2 grandes patrimônios do País, que são a Petrobras e Eletrobras.  Elas estão à beira de sucateamento por conta de fazerem parte dos instrumento da política econômica (sic), equivocada.  O povo percebe que o sucateamento é para satisfazer a sua vontade ilimitada de se reeleger em 2014.  

#EstamosIsurgentes, presidente Dilma, porque a senhora financia os amigos do Planalto, em volume expressivo, subsidiado, que chamo de programa Bolsa Empresário.  Os 70% dos recursos são destinados a meia dúzia de "Batista$" e o restante 30% são destinados a mais de 165 mil micro e pequenos empresários, segundo BNDES.  

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, porque a senhora quer colocar "mordaça" no Ministério Público para excluí-lo da iniciativa de investigações sobre "crime organizado" e "corrupção".  Vai mandar a sua base aprovar a Pec37, nos próximos dias.  Apenas este motivo, presidente Dilma, já seria o suficiente para estarmos insurgentes!

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, porque a senhora deixa presidente Lula com livre trânsito no seu governo, aliás, dando palpite cada vez mais sobre as medidas populares a serem tomadas.  Presidente Dilma, até o povo, já sabe que o presidente Lula faz loby para empreiteiros nos países da América Latina e África com dinheiro do BNDES.  Esta atitude permissiva pode ser legal, mas é altamente imoral.  Isto é mais que nepotismo, presidente!

#EstamosInsurgentes, presidente Dilma, este blog apresenta 741 motivos de indignação com a sua fracassada política econômica (sic).  Presidente Dilma, a senhora mente muito.  Mente porque anuncia mas não conclui, o exemplo clássico é a transposição do São Francisco, obra que ficará para o próximo governo concluir.  E por aí vai.  Os exemplos são inúmeros.

Presidente Dilma, sinceramente, o carnaval já acabou, a máscara já caiu, o Brasil é uma realidade bem diferente do que a senhora pinta como sendo.  Ainda há tempo de mudar de postura, presidente Dilma!  Embora, com remédios amargos, ainda tem como consertar economia brasileira que a senhora conseguiu bagunçar.

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com