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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dilma está contra Dilma!


Saiu a pesquisa IBOPE sobre desempenho da presidente Dilma divulgada nesta quarta-feira. Os números mostram estabilidade em relação à pesquisa anterior divulgado em julho último.

O índice de aprovação de 9% da pesquisa anterior passou para 10%. É considerado pelo IBOPE, a aprovação os que consideram "bom" ou "ótimo". Em compensação, o índice de rejeição, que consideram "ruim e péssimo" subiu de 68% para 69%. O índice de rejeição, 69%, é maior desde o governo Sarney, portanto há mais de 30 anos!

Ainda, segundo IBOPE, 20% da população confiam na Dilma e 77% não confiam. Dentre entrevistados, 3% não responderam à pergunta.

Na minha avaliação, a estabilidade da aceitação no patamar de 10% (de "bom" e "ótimo"), foi conseguido com a exposição em televisão com inaugurações do Minha Casa Minha Vida. Soma-se a isto, a viagem da Dilma à Nova York para participar da Assembléia Geral da ONU.

Hoje de manhã, a população foi surpreendido com o aumento de gasolina. Na semana passada já tinha experimentado o aumento de gás. Nas próximas semanas estarão em discussão a recriação da CPMF pelo Congresso Nacional, contribuição odiado pela população de renda média (quem tem conta bancária). Só notícias ruins.

Na área econômica, está sendo anunciado o crescente "deficit" na conta de receita/ despesa do governo federal. O dólar continua no patamar de R$ 4,00. O desemprego vem crescendo assustadoramente, à olhos vistos. Com o aumento de gasolina, a inflação não vai ceder. Pelo contrário, a inflação deve fechar o ano com índice acima de 10% (dois dígitos). Cenário ruim no futuro próximo.

Na área política, está havendo defecções de parlamentares do PT e muitos partidos da base aliada está abandonando a Dilma (com popularidade baixa), com vistas às eleições municipais do ano que vem. Isto, na política, é mortal. As defecções representam perda de apoio para aprovação de projetos importantes. Inclusive, pode somar do lado contrário na votação do impeachment da Dilma. 

Nunca foi tão fácil oposição fazer prosperar no Congresso Nacional o processo de impeachment da Dilma. Só resta saber quem sairá na liderança da oposição, à esta altura dos acontecimentos. Podem ir tirando cavalinho da chuva que o Lula não substituirá a Dilma, nem que a vaca tussa!

Dilma está contra Dilma !

Ossami Sakamori













Petrobras aumenta combustíveis!


A Petrobras anunciou o aumento de combustíveis à vigorar à partir de hoje, na refinaria. O aumento foi de 6% para gasolina e 4% para diesel. A Companhia já tinha feito reajuste no dia 24 último, o preço do gás em média 11%. 

O reajuste dos combustíveis já foi anunciado por este blog desde segundo trimestre deste ano, em sucessivas matérias. Este blog estimou a média de aumento entre 6% e 10%, que seria aplicao no mês de setembro. Na  última matéria referente aos combustíveis, aventamos a possibilidade de o aumento vir embutido de aumento da CIDE, mas isto não ocorreu. No entanto, não está descartada o aumento da CIDE, se o Congresso Nacional não aprovar a nova CPMF.

O aumento dos combustíveis era esperado com a valorização do dólar que vem ocorrendo ao longo do ano. Apesar de preço internacional de petróleo estar num patamar estável, em torno de US$ 45 o barril, tipo WTI, o que pesa, ironicamente, é o custo de exploração do pré-sal, considerando a cessão onerosa da reserva, está ao redor de US$ 60, segundo a própria Petrobras. Para a Petrobras, custa mais barato importar petróleo do que extrair o pré-sal do Tupi. Esta é outra propaganda enganosa que o governo Dilma vem passando à população.

Apenas para se ter ideia, o Brasil consome cerca de 3,5 milhões de barris dia de petróleo equivalente. A Petrobras produz cerca de 2,5 milhões de barris dia equivalente. O País importa cerca de 1 milhão de barris dia em petróleo e gás equivalente. Com o dólar no patamar de RS$ 4,00 era de se esperar o aumento de combustíveis. No meu entender, o aumento de 6% para a gasolina e 4% para diesel em real, não recompõe o preço de combustíveis. 

Assim, vai  ficando "represado" uma boa parcela dos custos. O governo Dilma do segundo mandato continua cometendo o mesmo erro do engessamento de tarifas públicas. No meu entender, teria que haver um "choque de gestão" na administração pública. Manipulação de dados é o que mais sabe fazer a equipe econômica da presidente Dilma. Desse jeito, o País caminha celeremente para o "junk".

Com o aumento de combustíveis, faltando três meses para terminar o ano, é certo que haverá repique na inflação. A inflação oficial deste ano, não terminará o ano abaixo de 10%. Vamos ver, como fica a popularidade da Dilma, após o aumento de combustíveis. Não há almoço grátis. A Dilma paga hoje o preço da ignorância, incompetência e arrogância. O preço quem paga é a população. 

Que vão para inferno, o PT e leve junto o PMDB!

Ossami Sakamori












terça-feira, 29 de setembro de 2015

Brasil é um lixo !


É isto que você acabou de ler no título. Os investidores estrangeiros especulativos consideram o Brasil como "junk" (lixo). Circulou ontem um relatório do Instituto Internacional de Finanças, formado pelos maiores bancos do mundo, que afirma: "Em meio a altos riscos de execução, a um enfraquecimento da economia e às condições políticas tóxicas, acreditamos que a situação fiscal provavelmente vai continuar se deteriorando nos próximos meses". 

Ainda, o Instituto Internacional de Finanças, vê com ceticismo as negociações da equipe econômica com o Congresso Nacional, para aprovar o pacote de ajuste fiscal do governo. Diz o Instituto que o cenário mais provável é que a situação das contas públicas se deteriore e aumente as chances de novos rebaixamentos do "rating" (classificação) soberano (país) brasileiro.

O quadro da economia brasileira relatado pelo Instituto tem unanimidade com outras instituições internacionais como FMI e OCDE. O Brasil de país com "grau de investimento" passou a ser considerado já como "grau de especulação", sobretudo, após a reclassificação da nota pela agência Standard Poor's.  O Brasil não é mais tratado como país sério, após o escândalo de corrupção US$ bilionária na Petrobras e as contas fiscais que não conseguem gerar "superávit fiscal" (dinheiro para pagar parte dos juros da dívida).  A Dilma pode enganar o mal informado povo brasileiro, mas não engana os especuladores financeiros bem informados. 

O que tem contribuído para a perda de credibilidade do Brasil no exterior, é a falta de unidade nos discursos entre o que a presidente da República e o que a equipe econômica. Cada autoridade específica da área econômica vem fazendo discursos diversos, mostrando a total falta de liderança da presidente da República para administrar a crise. Como de costume, a Dilma põe culpa nos "fatores externos" para se safar da responsabilidade de assumir a "crise" que ela própria a criou. 

Não é atoa que o mercado financeiro internacional considere o Brasil como "junk" (lixo). Pode apostar que o dólar vai ultrapassar os R$ 5,00. Só volta ao patamar de R$ 4,20 quando Dilma deixar o governo. Brasil não é mais um "luxo", com "sensação de bem estar" e "sensação de poder de compra" entre o povo brasileiro. O Brasil, para estrangeiros, passou de "luxo" para o "lixo". Só nós que fazemos de conta que não enxergamos e continuamos achando que ainda somos "luxo". 

Infelizmente, analisando friamente o quadro da nossa economia, consequência de uma política equivocada praticada pelo PT, nos 13 anos de governo, concordo com o termo usado pelo mercado financeiro internacional, de que o País virou um "junk".  Falta de aviso, não foi. 

Brasil é um lixo!

Ossami Sakamori











@SakaSakamori

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dilma procura paternidade para o seu governo.


O País está sem comando. Esta é a sensação que está tendo os agentes econômicos, tanto da área do governo como da área privada. Os empresários reclamam da indefinição do governo federal em relação à conjuntura econômica sem perspectiva. Os agentes públicos estão inseguros quanto à pretensa reforma administrativa e sobre possíveis cortes nos gastos. O clima é de instabilidade e de insegurança.

Enquanto o governo Dilma não define sobre a reforma administrativa e respectiva repartição de cargos públicos entre os partidos da base do governo, toda estrutura do governo federal fica em paralisia. Nem mesmo o Orçamento Fiscal de 2016, entrará em análise à espera das medidas de cortes de gastos e das medidas de aumento de receitas. O governo Dilma encontra dificuldade proque não tem sustentação política no Congresso Nacional. 

Os indicadores econômicos são piores possíveis. Os números tem batidos recordes dos últimos 13 anos, no mínimo. Inflação batendo casa dos 10%; taxa básica de juros Selic a 14,25% ao ano; perda de emprego dos últimos meses aproximando de 1 milhão; população de desocupados aproximando-se de 10 milhões e o dólar rompendo R$ 4,00.

Politicamente, o principal aliado do PT no governo, o PMDB, ensaia rompimento com o governo Dilma, anunciado para o dia 15 de novembro próximo. Esta semana, o presidente da Câmara dos Deputados começa analisar os 13 pedidos de impeachment da presidente Dilma. Lembrando que o Eduardo Cunha é desafeto da presidente Dilma. O clima político vai piorar com o andamento do processo de impeachment, um dos 13 pedidos. 

No meio dessa indefinição, ninguém quer assumir a paternidade de nada, muito menos a paternidade da manutenção da Dilma no poder. O partido da oposição hesita em assumir a paternidade do impeachment da presidente Dilma. Com a economia em retração próximo de 3% neste ano, ninguém quer assumir a paternidade da Dilma. Enquanto Dilma está só, abandonada, arrebentada, o PMDB do Renan Calheiros e do Eduardo Cunha, estão aguardando o desenrolar dos acontecimentos, com muito sorriso.


A verdade é clara e cristalina de que Dilma está isolada. Só há unanimidade, a de que a presidente Dilma procura paternidade para o seu governo, sem sucesso.

Ossami Sakamori










domingo, 27 de setembro de 2015

Dilma afundou o Brasil !


Em rápida entrevista improvisada aos jornalistas que acompanham a presidente Dilma em Nova York, que participa da Assembléia Geral da ONU,  fez comentário sobre a recente alta do dólar. Como sempre, a presidente Dilma fez declaração desastrada. "A questão do dólar é algo que o Brasil hoje tem reservas suficientes para que nós não tenhamos nenhum problema em relação a nenhum 'disruptura' por conta do dólar", disse ela para jornalistas, segundo imprensa brasileira.

Ainda, segundo a imprensa brasileira, a presidente Dilma teria comentado que a disparada do dólar no Brasil está protegida com a reserva cambial suficiente para lidar com a situação. Dilma teria dito que o governo está pronto para agir, se referindo à disparada recente de dólar. Pelo jeito é discurso ensaiado pelo marqueteiro João Santana. 

Vamos tentar destrinchar o que a presidente Dilma quis se dizer com 'disruptura' por conta do dólar. Claro que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, teria lhe informado sobre o volume da reserva cambial brasileira. O que vou escrever abaixo, os números são aproximados, apenas para que o leitor leigo tenha noção do que a presidente está fazendo referência.

Tenho visto os principais formadores de opinião, no meio empresarial e no mercado financeiro, citando a reserva cambial como "porto seguro" para a economia do Brasil. A formação da reserva cambial robusta, tem origem na política cambial do ex-presidente do Banco Central e banqueiro na vida privada, Henrique Meirelles. O atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini tem dado continuidade, em linhas gerais, à política monetária e cambial do ex-presidente. No entanto, a reserva cambial que refere a Dilma não é tão robusta quanto parece ser. 

Vamos aos números concretos, para analisar sobre a "desruptura" que refere a Dilma.  Sim, o Brasil possuí reserva cambial de US$ 371 bilhões, dado do último dia útil. Este número é como depósito à vista que um devedor deixa no banco para tentar manter a credibilidade com a instituição financeira, uma espécie de "saldo médio". Por outro lado, o Brasil tem uma dívida interna bruta, equivalente a US$ 1,1 trilhão, na cotação do dólar de sexta-feira. A dívida interna brasileira tem prazo médio de vencimento de 4 anos e meio. 

Resumindo, o governo federal tem dívida equivalente a cerca de 3 vezes o que tem de "saldo médio" (reserva cambial). A reserva cambial do Brasil fica inexpressiva, se compararmos com a reserva cambial chinesa, por exemplo. A China possui reserva cambial de cerca de US$ 3,8 trilhões ou equivalente a mais de 10 vezes a reserva cambial brasileira. A economia chinesa é cerca de 6 vezes maior que a economia brasileira, para fazer equivalência relativa. 

O que não fica explicado ao grande público é que cerca de US$ 200 bilhões, foram engordados com a entrada de capital estrangeiro especulativo em títulos da dívida do governo federal. Para atrair este capital especulativo é que o governo federal, através do Banco Central, paga o maior juro real dentre 40 maiores economia do mundo, ficando atrás apenas da Turquia. Taxa básica de juros Selic a 14,25% e inflação oficial de 9,25%, os juros reais corresponde a 5%.

Além de tudo, para manter o dólar com certa estabilidade, o Banco Central lança mão de mecanismo de intervenção no mercado denominado "swap cambial tradicional" que é títulos em real equivalente em dólar. O Banco Central tem utilizado, também, outro mecanismo que é venda de dólares físicos no mercado futuro. O volume destes mecanismos para conter a cotação de dólar é de aproximadamente US$ 100 bilhões. 

Vamos fazer a conta. Se os especuladores estrangeiros repatriarem todo o dinheiro aplicado em títulos do governo federal, a reserva cambial diminuiria em US$ 200 bilhões. E do outro lado, se o Banco Central deixar de utilizar intervenções no mercado de câmbio, em tese, poderia sair do País mais US$ 100 bilhões. Nesta hipótese extrema, a reserva cambial cairia para US$ 70 bilhões. Há uma contradição nisto. O Brasil aplica a reserva cambial em títulos americanos à uma taxa de 0,75% ao ano, enquanto paga remuneração líquida de 5% ao ano sobre o Título do Tesouro Nacional. O Brasil tem prejuízo enorme para manter a reserva cambial alta. 

E ainda tem mais. A dívida externa brasileira, incluindo o setor público e o setor privado estava em US$ 288 bilhões, no final de agosto. O Brasil tem o "saldo médio" efetivo de US$ 70 bilhões e tem dívida externa do setor público e de empresas de US$ 288 bilhões. Isto que é a realidade. Esta conta é que as agencias de classificação fazem. O resto é conversa para boi dormir. A Dilma dizer que não terá "desruptura" é pura avaliação pessoal dela. As agências de classificação de riscos estão de olhos abertos. 

Ah, vamos fazer justiça!  O presidente Lula pagou a dívida para com FMI de US$ 16 bilhões, à época.  Mas, o Brasil deve hoje US$ 288 bilhões em dólares! E o País tem dívida interna bruta de cerca de US$ 1,1 trilhão!  A situação do País é de extrema gravidade. Só não vê, quem não quer ver!

A Dilma colocou o Brasil num grande labirinto e não sabe como tirá-lo da situação. Dilma é incompetente para governar o País. Dilma afundou o Brasil !

Única solução é o impeachment da Dilma!

Ossami Sakamori










sábado, 26 de setembro de 2015

Dá-lhe Cunha na Dilma!

 Crédito da imagem: Estadão

No evento de filiação da senadora Marta Suplicy no PMDB, Eduardo Cunha propôs em seu discurso, o rompimento imediato do partido com o governo Dilma. No mesmo evento, o vice-presidente Michel Temer pregou o lançamento de um nome do PMDB para a presidência da República em 2018.

A profundidade do rompimento do PMDB com o governo Dilma vai ser definido num Congresso do PMDB que está marcado para o mês de novembro. Eduardo Cunha, segundo imprensa, propõe que o Congresso se transforme em Convenção Nacional do PMDB, para definir o futuro político do partido, em relação à participação no governo Dilma.

Pelo que estou entendendo, o PMDB vai fazer o jogo da Dilma, na questão da reforma administrativa com fusão de alguns ministérios, aceitando o jogo de cena. É certo que o PMDB vai indicar os nomes para as pastas oferecidos pela Dilma, num aparente aceitação do jogo político para permanência da Dilma até o final do mandato. Mas isto tudo é falso. O PMDB vai romper com o governo Dilma.

Segundo a imprensa, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, à partir da próxima semana, vai começar a analisar 13 propostas de pedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados. Eduardo Cunha age com cautela para que o processo de impeachment da Dilma, não caia no "vazio" jurídico. Entre 13 propostas, deve escolher aquele que leve ao efetivo impeachment da Dilma, sem contestação no STF.

Por outro lado, o processo de investigação do deputado Eduardo Cunha no STF deve prosseguir o rito normal. O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, deu parecer favorável para que o relator do processo dê prosseguimento à investigação pela Polícia Federal. Apesar de período de investigação solicitado pela Polícia Federal ter prazo determinado, ainda não se tem certeza de que o Procurador Geral da República recomende indiciamento ao relator do processo no STF. Salvo alguma mudança no transcorrer da investigação, o relator, de princípio é o ministro do STF, Teori Zavascki, que irá decidir pelo indiciamento ou não do deputado Eduardo Cunha. 

Apesar do deputado Eduardo Cunha, PMDB/RJ, acusado pelos delatores colaborativos, de ter recebido propinas da ladroagem da Petrobras, no momento, é único político com "caneta" na mão para mandar instaurar ou arquivar o pedido de impeachment da presidente Dilma pelo Congresso Nacional.  O impeachment da Dilma depende do deputado Eduardo Cunha. 

No entretanto, há um outro processo que está em tramitação sobre a cassação de mando da presidente Dilma e seu vice, que corre no TSE, cujo relator é o ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do TSE. Não se tem certeza se a condução do processo de cassação do registro da chapa terá prosseguimento dentro da normalidade. Explico. O presidente do TSE é o ministro Dias Toffoli, ligado ao José Dirceu e nomeado pela presidente Dilma para o cargo de ministro do STF e presidente do TSE.

No momento, estou confiante que o PMDB vai romper com o governo Dilma, após o Congresso em novembro. Estou confiante, também, que o presidente da Câmara dos Deputados colocará em votação o pedido de impeachment ainda neste ano. O senador Renan Calheiros, presidente do Senado e do Congresso Nacional, faz parte do PMDB e é crítico contundente das medidas de ajustes no Orçamento Fsical de 2016. Pelo que conhecemos, o senador Renan Calheiros vai ficar em cima do muro, até a undécima hora da decisão de desembarcar do governo Dilma. Mas, não vai ficar isolado, vai desembarcar junto com o Cunha e Temer.


Dá-lhe Cunha na Dilma!

Nota do editor: Política é arte do impossível.

Ossami Sakamori









Impeachment da Dilma é condição para melhora da economia.


Hoje, vou comentar em, linhas gerais, sobre o quadro da economia do País, especialmente, para leitores que acompanham este blog. Esta matéria faz parte do conjunto de mais de 1.800 postagens feitas desde fevereiro de 2012. A análise que apresentamos aqui está em harmonia com as críticas contundentes que fizemos à política econômica da presidente Dilma, desde então.

Já no início do mandato da presidente Dilma, chamamos atenção do erro sistêmico na formulação da política econômica, enquanto a imprensa em geral e todos articulistas econômicas concordavam com as medidas tomadas. Explica-se. A popularidade da presidente Dilma estava em alta, 77% de aprovação entre bom e ótimo. Fomos contra e apontamos erros. 

Fomos minoria, fomos da "resistência" à maneira de governar da presidente Dilma. O equívoco da política econômica, foi desvalorizar demais o dólar para produzir a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" do povo brasileiro. O engessamento das tarifas públicas foi outro erro imperdoável. Qualquer economista com conhecimento mediano, sabia que o resultado no médio prazo iria dar no que deu. A prática de taxa de juros básicos reais provocou o aumento do endividamento público, sem o benefício de contrapartida. Apenas, enriqueceu os banqueiros nacionais e especuladores internacionais.

Vamos aos indicadores atuais. O País está em retração, com previsão de terminar o ano próximo de 3%. A inflação oficial, IPCA, deve fechar o ano em torno de 10%. O dólar deve fechar o ano no patamar de R$ 4,20, mesmo com intervenção do Banco Central. O número de pessoas economicamente ativas "desocupados" está próximo de 10 milhões. Taxa básica de juros Selic deve fechar o ano no mesmo patamar de hoje, 14,25%. O governo vem propondo aumento de impostos, como sempre, para cobrir os gastos desenfreados. Isto é o quadro atual.

O ser humano se adapta à nova situação e esquece rapidamente da situação anterior. Os novos indicadores, já incorporaram no cotidiano do povo brasileiro: Retração, inflação alta, dólar caro, desemprego, juros altos, já fazem parte do cotidiano do povo. Agora, a situação se inverteu. Hoje, predomina a "sensação de mal estar" e a "sensação do menor poder de compra".  Não é atoa que a popularidade da Dilma tenha caído de 77% no início do primeiro mandato para os atuais 7% de aprovação neste início do segundo mandato. 

Para vocês poderem fazer avaliação do desempenho do governo, grosso modo, podemos dizer que para um País emergente como Brasil, os indicadores da economia deveria ser: crescimento do PIB próximo de 5%, inflação nos níveis de 5%, taxa básica de juros em torno de 6%, dólar nos níveis de R$ 4,00, pessoas desocupadas menor que 6 milhões de trabalhadores.  Estes números são baseados na média de países emergentes, com crescimento sustentável. 

O perigo está em povo acostumar-se à nova situação e o achar que o quadro atual é um quadro normal e permanente. Assim aconteceu com os países que estão em crise econômico permanente, como Portugal, Espanha e Grécia. O primeiro passo para o rumo daqueles países já foi dado. Resta saber se a população brasileira tem capacidade de reagir à atual situação. Antes tarde que nunca.

Qualquer mudança no quadro político e econômico, necessariamente, passa pela renúncia ou impeachment da presidente Dilma. Não adianta querer disfarçar. O mercado financeiro internacional já percebeu e está reagindo à uma eventual continuidade do governo Dilma. Governo do PT já era! Não adianta vir com ameaça de volta do Lula. Lula e Dilma são donos da facção criminosa que tomou conta do Palácio do Planalto. 

Falta ao povo brasileiro, ter consciência exata do tempo político e econômico que passa o País e reagir à altura, antes que seja tarde. 

Ossami Sakamori











@SakaSakamori

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A dura realidade da Operação Lava Jato.


Sem dúvida nenhuma que sem o juiz federal Sérgio Moro, não seria deflagrada a Operação Lava Jato. Sem ele, certamente, não teríamos desvendada a maior história de ladroagem que o País já conheceu. Este blog já prestou homenagem ao  juiz na matéria desagravo ao juiz Sérgio Moro . Porém o esforço de um homem só, não é suficiente para limpar o País dos corruptos e corruptores. A "operação mãos limpas" brasileira teria que ser do conjunto da sociedade e das instituições da República. 

A legislação brasileira que trata dos crimes de colarinho branco, atendem mais aos interesses dos bandidos do que aos interesse da sociedade. A discussão sobre o eventual e provável fatiamento da Operação Lava Jato, encontra guarida nas leis e amparo na Constituição da República que prevê "foro privilegiado" para presidente da República, ministros de Estado e parlamentares do Senado Federal e Câmara dos Deputados. O "foro privilegiado" é lei. Se a lei não serve aos interesse da sociedade, deveria ter revogado há tempo. Mas, não foi feito.

O fatiamento da Operação Lava Jato está previsto nas leis e sobretudo em Código de Processo Penal. Se o STF está aparelhado pelo partido do governo são outros quinhentos. Os nomes que compõe o STF foram sabatinados e aprovados pelo Senado Federal, conforme prevê a Constituição da República. Acho justo o reclamo da população pelo aparelhamento do STF pelo partido da situação, mas a discussão é "extemporânea". O conjunto da sociedade deveria ter revogado os privilégios.

O ponto central da questão sobre julgamento dos réus da Operação Lava Jato, não é sobre o desempenho do juiz federal Sérgio Moro, que merece todo o apoio da população. O juiz federal está fazendo a sua parte, condenando os principais envolvidos em crimes de colarinho branco. No entanto, quero chamar a atenção que o próprio juiz Sérgio Moro tem feito referência é que os condenados da Lava Jato vão ficar em "liberdade" enquanto recorre às instâncias superiores. 

Na melhor das hipóteses, um processo desse terá o julgamento no STF, daqui a 10 anos. Até lá, maioria das condenações impostos pelo juiz federal Sérgio Moro, teria sido considerados decadentes. Na prática, os corruptos e corruptores, condenados pelo juiz Sérgio Moro, terão as penas considerados como "prescritos". Esta é a estratégia perseguidos pelos advogados dos acusados como o do Marcelo Odebrecht. Em breve, o empreiteiro Marcelo Odebrecht será solto, enquanto responde o processo em em instância superior, conforme faculta as leis e o Código de Processo Penal. Com certeza, os crimes cometidos por ele de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, estarão "prescritos".

Já vou avisando os leitores deste blog, para não se frustarem com soltura dos condenados. Único caso que é uma situação peculiar é o caso do José Dirceu que é réu reincidente ao mesmo crime. Não sendo operador de leis, não saberia afirmar em que situação ficaria o José Dirceu. Há que perguntar, as teses que serão levantadas sobre a situação do José Dirceu. 

Antes aceitar a realidade do que frustar-se pensando que o ciclo de ladroagem tenha acabado. Há que atualizar as leis brasileiras, para crimes de colarinho branco, para os futuros prováveis arrombadores de cofres públicos, não fiquem impunes.  ]

O comentário que acabo de fazer, não é nada agradável para mim e nem para a população, mas que é uma realidade, isto é! O próprio juiz federal Sérgio Moro sabe disso. 

Ossami Sakamori











@SakaSakamori


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O foco deve continuar o impeachment da Dilma !


A presidente Dilma, o Lula e a turma do PT estão conseguindo desviar a atenção do povo brasileiro mais uma vez. O impeachment da Dilma está mais do que certo para acontecer dentro deste ano. No entanto, a turma do Lula e Dilma, lançaram fumaças para ofuscar o pedido de impeachment da Dilma. As redes sociais entraram nessa jogada do Lula e Dilma.

Primeiro a reforma administrativa, que não é nada mais do que juntada de algumas secretarias de menor expressão, como secretaria de Política para mulheres, Igualdade racial e direitos humanos num só Ministério. Vai anexar o Ministério da Pesca ao Ministério da Agricultura, segundo informação. Vai anexar o Ministério de Turismo em alguma outra pasta. Mas até aqui nada se falou em cortes de despesas, proveniente da mini-reforma administrativa. 

O objetivo da Dilma é aquinhoar o PMDB com mais cargos em troca de apoio no Congresso Nacional. Porém, não sabe Dilma que o PMDB vai apoiar o governo até 15 de novembro deste ano. Esta combinação saiu do jantar que o Michel Temer, vice-presidente e presidente do PMDB, ofereceu para principais lideranças do partido, no Palácio do Jaburu. Após a data, o próprio PMDB vai debruçar-se no processo impeachment da Dilma.

O PMDB tem motivo de sobra para desembarcar do governo Dilma. O PMDB quer concorrer às prefeituras municipais, no ano que vem, sem coligação com o PT. Sabe o PMDB que concorrer em coligação com o PT é derrota certa. É um jogo sujo, de apoiar neste momento e retirar o apoio na véspera da votação do impeachment, mas é assim que funciona a política, sobretudo a brasileira.

Outro fato que está mudando a atenção é o fatiamento do julgamento da Operação Lava Jato. Sem dúvida que há uma pitada de maldade do Ricardo Lewandowski para fatiar o julgamento da Operação Lava Jato. No entanto, o que ele propõe está dentro do ordenamento jurídico brasileiro, de julgamento dos parlamentares serem feitos pelo STF. O caso do julgamento da senadora Gleisi Hoffmann, de qualquer forma não seria feito pelo juiz Sérgio Moro. 

O fatiamento tão criticado pelas redes sociais, não é o problema mais grave da Operação Lava Jato. De acordo com princípios constitucionais, os crimes especificados nos processos da Operação Lava Jato, deverão aguardar o julgamento em instâncias superiores, "em liberdade". Isto tudo não será exceção porque o ordenamento jurídico assim prevê. O "fatiamento" da Operação Lava Jato, para cidadãos comuns julgamento pelo juiz singular e parlamentares pelo STF. Isto já era esperado. 

Voltando, ao "quase" esquecido impeachment da Dilma, vai dando lugar para outras discussões como Reforma Administrativa e nomeação dos novos ministros e agora o caso do fatiamento da Operação Lava Jato. Espero que meus leitores e redes sociais, não esqueçam do processo de impeachment da Dilma em gestação no Congresso Nacional.

No entanto, o mercado financeiro internacional está muito preocupado com o impeachment da Dilma. O dólar disparou devido a fuga de capital dos investidores estrangeiros. Hoje, o Banco Central, anunciou a possibilidade da queima da reserva internacional de dólares, para tentar segurar a cotação. A medida anunciada, no primeiro momento, pode até funcionar, mas o tiro vai sair pela culatra. O mercado financeiro internacional vai entender a queima da reserva internacional como ato de desespero do governo Dilma.

Chamo atenção dos leitores e das redes sociais, que não podemos esquecer que o objetivo principal do povo brasileiro, no momento, é o impeachment da Dilma. Dilma fora do governo, até os ventos contra, soprarão ao favor da brisa suave da primavera.

Ossami Sakamori












quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Dólar vai bater R$ 5,00 ?


Definitivamente, a crise política e econômica se instalou no País. Na prática, existe um processo de pedido de impeachment da presidente Dilma pronto para ser detonado. A Dilma sabe. O Lula sabe. O PT sabe. Os partidos da base aliada sabem.  A presidente Dilma vai ser cassada até o final do ano. Os partidos da oposição estão com opção de escolha entre várias possibilidade. 

O mercado financeiro já sentiu isto. A prova disto é que o dólar vem batendo recorde de altas. Hoje, o dólar fechou a R$ 4,13, muito acima da cotação do "efeito Lula" em 2002, decorrente das eleições presidenciais daquele ano. O mercado temia que o Lula poderia não seguir a política "neo-liberal" do FHC. Temia-se que o Lula poderia acabar com a estrutura do Plano Real.

Decorrido 13 anos, o mesmo fenômeno acontece. O problema hoje, é a política econômica desastrada da Dilma. Os ajustes fiscais propostos pelo ministro Joaquim Levy e aprovados pelo Congresso Nacional estava a retomar a credibilidade da Dilma. Mas, a presidente Dilma cometeu o equívoco imperdoável, mandou o Orçamento Fiscal de 2016 com "déficit primário", exatamente o contrário que o ministro Joaquim Levy estava a prometer ao mercado financeiro internacional.

A consequência foi imediata, a agência de classificação de riscos Standard Poor's, rebaixou a nota do Brasil para o "grau de especulação". A presidente Dilma tentou consertar, com atraso, enviando o Orçamento Fiscal de 2016, "transparente" (sic) mas piorou a situação. Para o equilíbrio do Orçamento Fiscal, ao invés de cortar gastos, a Dilma propõe ajustamento para mais, alguns impostos e contribuições. Pior, Dilma propõe recriar a CPMF.

Diante de tantas notícias ruins, o mercado financeiro internacional acredita que outras agências de classificação vão rebaixar a nota para o "grau de especulação". Com duas notas de "grau de especulação" algumas instituições estrangeiras como fundos de pensão, são obrigados a retirar as aplicações em títulos brasileiros, sobretudo do Tesouro Nacional.

A fuga de capital estrangeiro do País, faz o dólar disparar no mercado, apesar da intervenção do Banco Central tentando segurar o dólar. Por enquanto, o Banco Central está intervindo no mercado de câmbio, vendendo o dólar à futuro, para tentar segurar a cotação. O mecanismo de intervenção do Banco Central, ao contrário do objetivo imaginado pelo Banco, cria desconfiança no mercado financeiro, provocando instabilidade maior ainda. 

Em algum momento, poderá o dólar bater a cotação de R$ 5,00, mas isto é apenas especulativo. Quanto o Congresso Nacional efetivamente cassar o mandato da Dilma, o dólar vai voltar no patamar de R$ 4,20. Vai quebrar a cara quem vai apostar na cotação de R$ 5,00 como de estabilidade.

Ossami Sakamori










terça-feira, 22 de setembro de 2015

O Brasil está fim de feira !


No dia de hoje, o dólar ultrapassou maior cotação desde a implantação do Plano Real em 1º de julho de 1994. A cotação da moeda americana fechou hoje em R$ 4,05, ultrapassando o "teto psicológico" de R$ 4,00. Como previsto por este blog, o mercado não criou resistência no patamar do teto psicológico. Significa que o dólar tem fôlego para alcançar a cotação previsto por este blog em R$ 4,20, para o final do ano. É provável que alcance antes.

A cotação da moeda americana, apenas reflete o clima político e quadro econômico do País adversos. A presidente Dilma perdeu a credibilidade dentro e fora do País. O quadro da economia deteriorou muito pelo rebaixamento do risco pela agência de classificação Standard Poor's e a desastrada apresentação do Orçamento Fiscal do ano de 2016 com "déficit primário" pela presidente Dilma. 

A presidente Dilma e a equipe econômica está alinhavando conjunto de medidas de ajustes no Orçamento Fiscal de 2016, propondo pequenos cortes e remanejamentos de despesas, para tentar chegar no "superávit primário". Mas, a medida que está repercutindo muito mal entre  a população e em consequência no Congresso Nacional é a recriação da CPMF. Já há até movimento de rua contra a CPMF.

Não há clima político e nem quadro econômico que permitam a aprovação da nova CPMF. A Dilma pretende fazer uma mini reforma administrativa diminuindo o número de ministério, quantitativamente, mas em termos de cortes de despesas e custeio, não se falou nada até agora. Pelo pouco que tenho ouvido e lido, a reforma da estrutura administrativa é mais uma "maquiagem" do que propriamente para cortar despesas. Mais uma vez, a Dilma faz de conta que faz, mas não faz.

Diante da possibilidade concreta de impeachment ou cassação de mandato da presidente Dilma, ainda neste ano, a economia brasileiro que já estava em retração, entra em compasso de espera até o desfecho do impeachment da Dilma e eleição do novo governo. A mudança do comportamento dos investidores e da população, na minha avaliação, só vai acontecer com a eleição do novo presidente da República no dia 3 de outubro de 2016.

O governo Dilma lembra bem o "fim de feira". A grande maioria vendendo o saldo das mercadorias ao preço de banana. Outros fechando a banca. A população mais pobre escolhem o horário do "fim de feira" para comprar as mercadorias. O Brasil nada diferencia do estado de "fim de feira", onde os abutres já sobrevoam para se saciarem dos restos que vão para lixões.



Infelizmente, o Brasil está "fim de feira" !

Ossami Sakamori




@SakaSakamori


Xô CPMF !


A crise política já se instalou no Palácio do Planalto, sobretudo após deputado Mendonça Filho, DEM/PE, protocolar uma questão de ordem para o início do pedido de impeachment da presidente Dilma. A crise ficou agravada com os ajustes anunciados para equilibrar o Orçamento Fiscal de 2016.

Dilma chamou o Lula para auxiliar na articulação política para aprovação das medidas de ajustes no Orçamento Fiscal, junto ao Congresso Nacional. Não sabe, Dilma, que Lula pode tanto auxiliar para aprovação das medidas quanto na derrota. Lula sabe que eventual derrota dos ajustes no Congresso Nacional é fatal para a permanência da Dilma na presidência da República. Por outro lado, o impeachment da Dilma, abre caminho para apresentar seu nome para sucessão dela.

Na mesma direção, de apoio, a Executiva Nacional do PT decidiu apoiar as medidas, mesmo as chamando de impopulares. No entanto, a bancada do PT no Congresso Nacional não está tão animado com a recriação da CPMF, porque a medida é sabidamente impopular. No Senado já há defecção manifestado pelo senador Valter Pinheiro, PT/BA. Na minha avaliação, a CPMF não passa no Congresso Nacional. Poderá haver outras defecções, mesmo dentro do quadro do PT no Congresso Nacional.


Por outro lado, a recriação da CPMF está servindo de bandeira para oposição, sobretudo para o PSDB. O senador Aécio Neves, PSDB/MG, já manifestou publicamente que o apoio do partido para aprovar a recriação da CPMF é impensável. Na opinião do senador Aécio Neves é que a recriação da CPMF, só vai agravar ainda mais o quadro recessivo em que o País está mergulhado.


Está na hora do povo brasileiro mostrar a sua cara. A aprovação da recriação da CPMF é aceitar a permanência da Dilma na presidência da República rejeitando o processo de impeachment, em curso.

Xô CPMF !

Ossami Sakamori










@SakaSakamori




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Procura-se a paternidade do impeachment da Dilma!


Apesar do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff ter iniciado na Câmara dos Deputados, na prática, os leitores deste blog estão meio céticos quanto ao resultado do processo. Não se refere da possibilidade e da probabilidade da cassação do mandato da presidente Dilma, mas a forma como se procederá o processo. A voz corrente é que, com cassação do mandato da presidente Dilma, em nada mudaria a situação do País sem haja a cassação simultânea do vice Michel Temer. 

O pressuposto dos leitores é de que com a cassação do mandato da Dilma assumiria o vice presidente Michel Temer. Os leitores deste, tem e não em razão. Segundo pesquisa de opinião, o vice presidente da República Michel Temer tem índice de rejeição não tão diferente da presidente Dilma, 11% de entrevistados consideram o nome do vice presidente entre ótimo e bom. Comparando com o último índice da Dilma de 7%, não estaria tão distante. No aspecto da rejeição, os leitores tem razão.

Este blog já tinha manifestado anteriormente, que o processo de impeachment da Dilma, levaria no mínimo 60 dias, devido ao processamento burocrático no Congresso Nacional. Dado como certo  a cassação da presidente Dilma, os partidos de oposição articulam para que a cassação do mandato abranja também o mandato do vice presidente Michel Temer. Os partidos de oposição, liderado pelo PSDB, sabem que a opinião pública é desfavorável que o vice presidente ocupe a vaga da presidente Dilma, na vacância do cargo.

Tem dois problemas para resolver ainda. O primeiro de caráter técnico jurídico é a escolha do "evento" para a cassação do mandato da presidente Dilma. No meu entender, há duas possíveis saídas para cassação conjunta dos mandatos de presidente e vice presidente. A primeira saída, que seria mais clara e limpa seria a cassação da "chapa" Dilma/ Temer pelo TSE, sob alegação do uso do poder político e econômico. A outra saída é cassar o mandato da dupla Dilma /Temer, sob alegação do crime de responsabilidade baseado em "pedaladas fiscais" pelo Congresso Nacional. 

O segundo problema para resolver pelos partidos da oposição, iniciativa capitaneada pelo PSDB é sobre a "paternidade" do processo de impeachment. Para que a presidente Dilma e o PT não aleguem como "golpe" o processo de impeachment, seria de conveniente que o patrocínio ou a liderança do processo de impeachment seja feita por maior partido do Congresso Nacional, o PMDB. 

Os partidos de oposição não tem pressa no trâmite do processo de impeachment, porque quanto mais tempo passa, o desgaste da dupla Dilma/ Temer será muito maior, motivado pelas recentes desgastes sobre o Orçamento Fiscal de 2016. A presidente Dilma será obrigada a mandar Medida Provisória ou Projeto de Emenda Constitucional propondo a recriação da CPMF. O PSDB quer capitalizar o desgaste que irão sofrer a dupla Dilma/ Temer com o envio do projeto. Com certeza, o Congresso Nacional rejeitará a proposta do Executivo.

Ao contrário do que eu afirmei nas matérias anteriores de que duraria 60 dias, o processo de impeachment deverá ocorrer até o final do ano para não avançar ao período da próxima legislatura. A tática dos partidos da oposição  é desgastar ao máximo os nomes da dupla Dilma/ Temer. Independente da paternidade do processo, o impeachment da chapa Dilma/ Temer é inexorável.  A cassação do mandato da Dilma/ Temer, na minha opinião virá como presente do final do ano para a população.

O dia seguinte à cassação do mandato da Dilma/ Temer, assume o cargo de presidente da República, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sendo empossado automaticamente e para o seu substituto legal o presidente do Senado Federal, Renan Calheiro. Eduardo Cunha tem 90 dias para marcar a eleição para o novo presidente e vice à partir da sua posse. Certamente, como vai ter eleições em nível municipal no ano que vem, em 3 de outubro, a eleição para novo presidente e vice presidente deverá ocorrer simultaneamente com os dos prefeitos e vereadores. A posse ocorrerá imediatamente após a proclamação dos eleitos: presidente e vice presidente da República.


O processo político do impeachment é lento e desgastante, mas é assim mesmo. O importante é que o processo seja feito dentro do que prevê a Constituição Federal, para que não haja nenhuma dúvida sobre legitimidade da cassação de mandato e a realização das novas eleições. O processo de cassação do mandato, apesar de previsto na Constituição da República, não pode pairar "nenhuma" dúvida quanto à legalidade e legitimidade. No momento a frase correta é:

Procura-se a paternidade do impeachment da Dilma!

Ossami Sakamori