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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Meirelles é candidato à presidência da República.

Crédito da imagem: Globo

Presidente Temer vai anunciar amanhã, terça-feira, que não será mais candidato à reeleição. Ao mesmo tempo, Temer vai lançar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato do MDB à presidência da República. No último dia 6 de abril, Meirelles deixou o PSD e se filiou no MDB, com pretensão de se candidatar à presidência da República, o que acabará sendo oficializado amanhã pelo presidente Temer.

Presidente Michel Temer está cada vez mais enrolado nas investigações sobre recebimento de propinas, já em pelo menos três processos. Dois deles foi para votação na Câmara dos Deputados para aprovação do prosseguimento, o que acabou não se concretizando. O terceiro processo é o conhecido como de Decreto dos portos, que envolve a influência indevida do presidente Temer. E ainda tem muitas coisas para vir. 

A gota d'água na decisão do presidente Temer foi a delação do operador do MDB Mário Miranda que confessou crimes de corrupção ativa e passiva dos membros do MDB e deixou à disposição da Justiça US$ 7,2 milhões que estão depositados em contas nos paraísos fiscais. O operador do MDB Mário Miranda foi preso como responsável pela entrega de US$ 40 milhões aos membros do MDB, num contrato de US$ 825 milhões entre a Odebrecht e a Petrobras.  A entrega da propina para ele, Michel Temer e seus aliados Henrique Alves e Eduardo Cunha, teria sido feito em 2010, no ano que o presidente Temer foi eleito como vice da Dilma.

O indicado pelo presidente Temer, Henrique Meirelles, sempre atuou na área bancária, tendo sido presidente do Bank of Boston nos Estados Unidos. Meirelles vendeu sua participação no Boston para o grupo Itaú quando assumiu a função de presidente do Banco Central do governo Lula da Silva. Meirelles foi presidente do Banco Central até o final do segundo mandato do Lula.  Após deixar o cargo no Banco Central, Meirelles foi prestar serviços para o grupo J&F e JBS dos irmãos Joesley e Wesley Batista, goianos também como ele. 

Henrique Meirelles estruturou o Banco Original do grupo JBS e foi conselheiro principal do grupo, que causou um dos maiores escândalos de corrupção ativa do País.  No entanto, Henrique Meirelles é um banqueiro rico, com uma boa posição no Banco Itaú da família Setúbal e no Banco Original da família Batista.  Henrique Meirelles se preparou para o momento que vai marcar o lançamento de sua candidatura, amanhã. Henrique Meirelles até se casou há cerca de dois anos, afinal, o Palácio da Alvorada não pode prescindir de uma primeira dama.

Meirelles é candidato à presidência da República.

Ossami Sakamori

domingo, 20 de maio de 2018

Paulo Guedes X Pérsio Arida

Crédito da imagem: Estadão

O economista Paulo Guedes, formulador da política econômica do candidato à presidência Jair Bolsonaro, tal qual economista Pérsio Arida do candidato Geraldo Alckmin, defende o controle rigoroso dos gastos públicos. A novidade, segundo jornalista José Fucs do jornal Estadão, é que o Paulo Guedes tem ideia de criar uma espécie de "gatilho" vinculado às despesas da dívida pública. Na minha opinião é um pensamento um tanto "fantasioso". 

A ideia do economista Paulo Guedes é, todas vezes que os gastos com juros alcançarem R$ 400 bilhões (referência de 2017), alcançarem os R$ 400 bilhões, as privatizações, concessões e desimobilizações serão acelerados pelo governo do Jair Bolsonaro.  Disse ele, segundo José Fucs: "Não é razoável gastar um Plano Marshal por ano em juros, enquanto faltam educação, saúde e segurança".  Isto eu já afirmei inúmeras vezes, sem me referir ao Plano Marshal (socorro americano à Alemanha derrotada). Enquanto o plano do economista Pérsio Arida é dar prioridade às privatizações, sem o "gatilho", e colocar como um dos eixos da política econômica os investimentos em obras de infraestrutura para criar ambiente de crescimento sustentável ao País. 

São pequenas nuanças, mas os dois economistas formuladores da política econômica estão com sinais trocados.  Paulo Guedes que tem formação teórica ultra liberal da Chicago University, mas envereda por caminho "neo liberal".  Enquanto isto, o formulador da política econômica do Geraldo Alckmin, o economista Pérsio Arida defende política econômica mais à direita do seu colega Paulo Guedes.  Na política tem dessas coisas, o discurso do candidato pode ser uma e a política econômica do seu comandado é outro. 

De comum entre o Paulo Guedes e o Pérsio Arida é que ambos tiveram passagem pelo Banco Pactual. 

Ossami Sakamori

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sábado, 19 de maio de 2018

A tendência do dólar é de alta!

Crédito da imagem: Estadão

Muitos leitores me perguntam como será a trajetória do dólar para os próximos dias ou para próximos meses. O dólar está em alta nos últimos dias e fechou ontem em R$ 3,74 após bater em R$ 3,78.  Ainda assim, o dólar está cotado abaixo do patamar máximo alcançado dentro do Plano Real, em 21 de janeiro de 2016, quando fechou em R$ 4,16.

No início do mês escrevi: Dólar vai buscar R$ 4,16 no médio prazo. No entanto, como a macroeconomia não é ciência exata, a afirmação minha é apenas jargão (modo de dizer) do mercado financeiro que indica a tendência da valorização de um determinado ativo, no caso o dólar.  O quadro político-econômico de hoje é semelhante ao de janeiro de 2016, ano do impeachment da Dilma.  Politicamente, o presidente Temer está sendo investigado criminalmente em pelo menos três suspeita de corrupção passiva e sua popularidade está abaixo da crítica.  Os indicadores macroeconômicos apresentam quadro semelhante à época, com o governo gastando mais do que arrecada, apesar da equipe econômica alardear que teria havido grandes mudanças.  Pelo contrário, no último ano do governo Dilma, fechou o ano que uma pequena "pedalada fiscal" e hoje o Brasil não consegue sair do "rombo fiscal" ou o "déficit primário" gigantesco. 

Dito isto como preâmbulo, quero explicar o que o Banco Central do Brasil tem feito para minimizar os efeitos da alta do dólar.  Como já afirmei em outras matérias, o Banco Central "intervém" no mercado de câmbio, ao contrário da "livre flutuação". Não, não estou contestando a "intervenção" no mercado de câmbio, apenas estou a "contradizer" a "falácia" de "livre flutuação" do câmbio.  A "livre flutuação" do câmbio defendido por vários candidatos à presidência da República me caus um "frio na barriga", um catástrofe à vista. 

O Banco Central anuncia que vai aumentar a oferta de "swap cambial tradicional" de 5 mil contratos, equivalentes a US$ 250 milhões, para 15 mil contratos, equivalentes a US$ 750 milhões. Anuncia ainda o Banco Central que se for preciso, vai fazer oferta maior do que anunciado, se assim o mercado exigir.  O efeito do lançamento do "swap cambial tradicional" além de "tentar" segurar a alta do dólar, tem o efeito também de "enxugar" o real em circulação no País. À partir de segunda-feria, dia 21, o Banco Central vai "enxugar" cerca de R$ 2,8 bilhões do mercado financeiro, diariamente, até o dólar "se estabilizar". No dito popular, vai ser "na marra"!

Num momento de turbulência na área política e valorização do dólar no mercado externo, a medida tomada pelo Banco Central, embora paliativa, seria uma medida que eu mesmo tomaria se fosse presidente da instituição, dentro da conjuntura descrita.  No entanto, o mecanismo de intervenção no câmbio via lançamento de título cambial deverá ser transitório. Isto não pode perdurar por longo tempo sob pena de tornar nulo o efeito desejado de "tentar segurar" o dólar no patamar "comportado".  

Por outro lado, o Brasil ao longo dos anos, sobretudo depois da crise cambial mundial, no final da década de 1990, cujo efeito se fez sentir no Brasil, tratou de robustecer a Reserva cambial. Hoje, o Brasil tem Reserva cambial que ultrapassa US$ 380 bilhões. Isto, em tese, nos livra de um eventual ataque especulativo contra o Brasil. Se o efeito do "swap cambial" não fizer mais efeito para segurar o dólar, o Banco Central poderá "queimar" parte da Reserva cambial.  Por outro lado, isto seria o "começo do fim" do Brasil.

O fato é que ao lançar o "swap cambial tradicional", o Banco Central está sinalizando que a tendência do dólar é de alta. 

Ossami Sakamori

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Brasil está no mato sem cachorro!



Em meio a alta de dólar, o IBGE divulga a prévia do PIB do primeiro trimestre deste ano, negativo em 0,13%. O número surpreendeu até a equipe econômica do presidente Temer, que alardeia a retomada do crescimento econômico. Nenhuma novidade para este que acompanha a economia do País há pelo menos 6 anos. O quadro da economia brasileira requer atenção dos agentes públicos e dos investidores privados. 

Nem é preciso lembrar que o Brasil experimentou a depressão, a pior dos últimos 100 anos. Nos anos de 2015 e 2016, o País decresceu cerca de 7% no PIB. O ano de 2017 foi marcado  pelo comemorado crescimento  de 1% no PIB. Houve um certo otimismo exagerado pela equipe econômica comandada pela equipe econômica comandada pelo Henrique Meirelles, a prévia do PIB do primeiro trimestre apresentou negativo ou sinal de desaceleração. 

Os números oficiais indicam a gravidade da situação do País. O número de desempregados com carteira assinada segundo critério internacional é de 13,6 milhões de trabalhadores, que somados aos trabalhadores desalentados e subempregados indicam cerca de 40 milhões.  Para uma força de trabalho, considerado pelo IBGE em 104 milhões, o quadro apresentado pelo mercado de trabalho é estarrecedor.  O número é convalidado pelo número de inadimplentes no comércio que ascende a 60 milhões de pessoas.  Literalmente, o Brasil está como um doente em recuperação no Centro de Tratamento Intensivo.

A situação financeira do governo federal é tão grave quanto ao quadro social do País.  O governo da União, desde 2016 não consegue pagar as suas despesas correntes com o dinheiro da arrecadação de impostos. Desde o ano de impeachment da presidente Dilma, o governo da União vem apresentando o "rombo fiscal" ou o "déficit fiscal" próximos de R$ 150 bilhões. O número não abrange o pagamento de juros e serviços da dívida pública, denominado de "déficit nominal". O governo da União entrou na "ciranda financeira", pagando suas contas emitindo novos títulos da dívida pública. O número de endividamento do governo da União está se aproximando de 75% do PIB, rolando sempre com juros reais, o que agrava a situação cada ano que passa. 

O quadro da economia brasileira é agravada, ironicamente, com o crescimento acelerado dos Estados Unidos. Os investidores institucionais e especulativos estão voltando fazer os investimentos nos Estados Unidos em detrimento dos países emergentes como o Brasil.  Para dificultar ainda mais a situação do País, o petróleo está em alta no mercado internacional, o que agrava ainda mais a situação das empresas brasileiras. Vamos apenas lembar que o Brasil ainda não é auto-suficiente em petróleo, apesar do tão comemorado "pré-sal". 

O que me deixa triste é que a maioria dos candidatos à presidência da República, com vistas à eleição de 2018, não tem apresentado, pelo menos até o momento, uma política econômica que leve o País ao desenvolvimento sustentável. Por enquanto, só vejo bravatas. E quando é instado a se manifestar sobre o tema, a resposta tem sido o padrão: "liberal na economia e conservador nos costumes". Na minha visão, isto é muito pouco para um País que está no Centro de Tratamento Intensivo.

Brasil está no mato sem cachorro!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Brasil voltou, 20 anos em 2 !

Crédito da imagem: Estadão

Em meio ao slogan "O Brasil voltou, 20 anos em 2", que trazia no convite da cerimônia de comemoração aos dois anos do governo de Michel Temer, realizada nesta terça-feira, dia 15, a festa acabou terminando "morna".  Não era o que o presidente Temer esperava do evento especialmente promovido para produzir notícias positivas na grande imprensa.  Não foi o que ocorreu. Pelo contrário, virou motivo de piada dos que compareceram à cerimônia. 

A festa promovida com dinheiro do povo, a notada ausência do presidente do Senado Federal Eunício de Oliveira e do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia foram demonstrações explícitas de esvaziamento do poder do presidente Temer. Destacou o presidente o balanço positivo na área econômica, sem entrar em detalhe o continuado "rombo fiscal" dos Orçamentos da União e nem dos inquéritos que correm contra ele. 

Michel Temer omitiu no seu discurso as duas denúncias que sofreu e a impopularidade recorde. Ontem mesmo, o presidente Temer teve notícias tão ruim quanto as duas denúncias anteriores. A relatora do TCU Ana Arraes, acatando recomendação da área técnica e do Ministério Público de Contas, determinou que o Ministério dos Transportes anule o termo aditivo que esticou em 35 anos o contrato de concessão com o grupo Rodrimar a operaçao no porto de Santos.  Para quem não se lembra, o grupo Rodrimar é investigado no caso "Decreto dos Portos" assinado pelo presidente Temer. 

Pelo jeito, "a única boa notícia desse governo é que cada dia que passa é um dia a menos. Ainda faltam 230", disse o Senador Senado Renan Calheiros em rede social.

Ossami Sakamori

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Sinal amarelo na dívida externa das empresas brasileiras.

Crédito da imagem: Estadão

Dados do Banco Central mostram que a dívida total das empresas brasileiras em moeda estrangeira somava no fim de março em US$ 471,2 bilhões ou equivalente a R$ 1,705 trilhão, na cotação de ontem. Quase metade desta dívida externa é da estatal brasileira Petrobras. Para se ter ideia do tamanho do endividamento das empresas brasileiras o volume da Reserva cambial brasileira estava no último 11/5 em US$ 381,75 bilhões.  A dívida externa das empresas brasileiras é maior que a Reserva cambial.

A Petrobras captou no exterior, somente no ano passado, US$ 9 bilhões e no mês de abril deste ano, mais US$ 2 bilhões. Informa a Petrobras que as últimas capitações é para antecipar as parcelas vincentes nos próximos dois anos. Seja como for, a dívida externa da Petrobras tanto quanto de outras empresas sofre o efeito da variação cambial. O custo destas capitações varia de 3,8% ao ano a 6,2% ao ano, em dólar.  Deve se somar ao custo de capitação a própria alta do dólar (real desvalorizado).

O cenário de dólar mais caro (real desvalorizado) traz preocupações no curto prazo, especialmente, para empresas que estão expostos em moeda estrangeira. Isto porque as empresas e bancos terão que honrar compromissos de US$ 84,4 bilhões até o final deste ano. A notícia preocupante, segundo o Banco Central é que cerca de metade destas dívidas em moeda estrangeira não contam com "hedge" ou "proteção" contra a valorização do dólar. 

A alta do dólar favorece os exportadores, mas por outro lado desfavorece as empresas altamente endividados em dólares, como é o caso da Petrobras.  Há que ficar atentos às empresas brasileiras endividadas em moeda estrangeira, num cenário em que o dólar marca a tendência de alta. 

Quanto a alta do dólar, nem mesmo Banco Central tem pleno controle. 

Ossami Sakamori

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domingo, 13 de maio de 2018

Ni hao!

Crédito da imagem: Estadãooo
A coluna de Economia do tradicional jornal Estadão dessa sexta-feira, dá destaque a uma gigantesca oferta de empresa chinesa China Three Gorges num valor total de  €$ 9,07 bilhões ou equivalente a R$ 39 bilhões para assumir o controle da maior empresa portuguesa, a Energias de Portugal (EDP). A oferta exclui uma participação de 23% que a empresa chinesa já possuía na empresa portuguesa. 
O controle pretendido pela empresa chinesa China Three Gorges (CGT) da empresa portuguesa Energias de Portugal  (EDP) traz repercussão importante no mercado de energia no Brasil. A CGT já atua no Brasil com a denominação CGT do Brasil e uma eventual fusão de negócios a a tornaria a maior empresa de geração privada do País em capacidade instalada. 
A China Dragon Three, a EDP, é a maior companhia de Portugal em ativos e possui negócios também nos países como Brasil, Espanha e Estados Unidos. Segundo o Estadão, o governo português não se opõe que o controle de fato passe para a empresa chinesa. 
Guardada devida proporção, seria como se a chinesa China Dragon Three comprasse 50% da Eletrobras. Na ocasião da abertura de capital da Eletrobras pretendia pelo governo Temer, nada impede que a chinesa Dragon Three se candidate a comprar a parte majoritária da Companhia de eletricidade brasileira. 
Por diversos fatores, entre eles a falta de capacidade de investimentos das empresas genuinamente nacionais, as empresas chinesas estarão cada vez mais presente no Brasil. Os sucessivos governos incompetentes levaram o País nesta situação, desta forma, é melhor mesmo é ir se acostumando com a presença cada vez maior de capital chinês no Brasil. 
Ni hao!
Ossami Sakamori
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sábado, 12 de maio de 2018

Política econômica do Alckmin.

Crédito da imagem: Estadão

Para o Pérsio Arida o setor de "infraestrutura" precisa ser um dos "polos dominantes" da economia brasileira ao lado do polo dinâmico que é o "agronegócio".  Para o ex-presidente do Banco Central, o País tem uma demanda "gigantesca" no segmento de infraestrutura, carente de investimentos por falta deles nos últimos anos.  

Outro ponto crucial para o Pérsio Arida é o "desiquilíbrio" das conta públicas.  Na visão do  economista Pérsio Arida, um dos formuladores do Plano Real, se Alckmin for conduzido à presidência da República, a primeira providência é tomar medidas que estabilize a relação dívida pública e o PIB. Com isso, imagina que os prêmios de risco associados ao País vão cair, fazendo com que a taxa de juros reais da dívida pública caia nos patamares praticados pelos países com economia estável.

Se eleito Geraldo Alckmin para presidência da República, a política econômica terá, em linhas gerais, "viés liberal", na minha avaliação.  No entanto, dentro da política econômica em elaboração pela equipe comandada por ele, a Petrobras, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil não entrarão no rol das privatizações. Com relação à privatização da Eletrobras, acha que o que começou "terá que terminar", afirma Pérsio Arida. Dentro da visão liberal do Pérsio Arida, os "penduricalhos", os serviços não essenciais do governo da União, serão privatizados. 

Na visão do economista Pérsio Arida, o Banco Central comandada pelo atual presidente Ilan Goldfajn está desempenhando as funções do Banco Central, com competência. Assim sendo, se eleito Geraldo Alckmin, a atual diretoria do Banco Central será confirmada, disse Pérsio Arida. Resumindo, a política monetária não sofrerá modificações, se eleito Alckmin.

O que muda na política econômica do Alckmin em relação ao do Temer é que se dará um esforço para equilíbrio das contas públicas, para equilíbrio nos próximos dois anos.  Também, a diferença da política econômica em comparação ao do governo Temer é que se dará prioridade às reformas estruturantes e investimentos em infraestrutura.  Vamos lembrar que desde 2016, o País amaga sucessivos "déficit primário", grifo meu. 

Dentro da prioridade do governo Alckmin, se eleito, Pérsio Arida coloca como prioridade a reforma tributária, com ênfase na simplificação do atual sistema e a reforma da previdência que será apresentado no decurso da campanha eleitoral. A manutenção do Bolsa Família é tida como certa para efeito da política econômica do governo Alckmin.

Assim sendo, a política econômica imaginado pelo Pérsio Arida, estará calcada em equilíbrio nas contas públicas e prioridade nos investimentos em infraestrutura.  Poderemos dizer, então, que a política econômica do candidato Geraldo Alckmin visa "estabilidade e desenvolvimento sustentável".

Ossami Sakamori
BRdemocratico

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Política econômica do Bolsonaro.

Crédito de imagem: Gazeta do Povo

O discurso do provável ministro da Fazenda Paulo Guedes, se eleito candidato à presidência Jair Bolsonaro, é liberal da escola da Chicago University, onde se doutorou. O cento do discurso do principal formulador da política econômica, embora não confirmado, mas não negado pelo candidato à presidência Bolsonaro é privatiza tudo! No final do texto os leitores verão uma certa contradição no que ele afirma. 

Paulo Guedes foi sócio fundador do Banco Pactual e atual sócio do grupo financeiro Banco Bozano. Este último grupo financeiro está envolvido no esquema de dólares em investigação pela Polícia Federal. Vamos deixar claro que o Paulo Guedes não foi objeto de investigação, até o momento. Nem o candidato Jari Bolsonaro não se pronunciou à respeito do assunto do seu "guru" da política econômica. 

Paulo Guedes é à favor da privatização de todas empresas estatais, incluindo a Petrobras e Correios.  Defende a reforma da Previdência, que considera uma bomba-relógio nas contas do País. Defende a redução de ministérios em até 10, não indicando o que vai resolver com os funcionários públicos federais estáveis, quando do enxugamento da máquina pública. O discurso está, de acordo com o seu pensamento liberal, porém, de improvável implementação devido à legislação em vigor. Uma coisa é discurso e outra é coisa é a prática. 

Apesar do pensamento liberal, Paulo Guedes é favorável à manutenção do Bolsa Família. Ele quer cortar os gastos públicos fazendo ajuste fiscal, mas diz donde vem o dinheiro para manter programas sociais. Apesar de Paulo Guedes se considerar liberal, o plano econômico mais parece o ideário neoliberal que tanto ataca como chavões nos seus discursos. 

Paulo Guedes defende a independência do Banco Central com mandato fixo de 4 anos, independe do Executivo. O banqueiro economista, também, é favor de um novo pacto federativo com partilha maior de recursos para estados e municípios. Para Paulo Guedes falta a experiência na administração pública para implementar o plano econômico que que sugere ao candidato Jair Bolsonaro. 

Com o recente episódio envolvendo o grupo financeiro Bozano na operação Lava Jato, não está certo que o candidato Jair Bolsonaro confirme a indicação do nome do Paulo Guedes como principal formulador da política econômica do seu governo, se eleito for. 

Ossami Sakamori

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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Por que Brasil paga dívida da Venezuela?

Crédito da imagem: d notícias

Volto ao assunto do calote da dívida feito pelo Nicolás Maduro para com o Brasil, especificamente, para com o BNDES, atendendo pedido de leitores. O presidente Temer pediu autorização ao Congresso Nacional para honrar o compromisso de R$ 1,3 bilhão pelo Tesouro Nacional para pagar a dívida vencida da Venezuela, há mais de 90 dias. No mercado financeiro, inadimplência maior que 90 dias é considerado "calote".  Vamos entender, vamos?

1. A dívida contraída pelo governo de Venezuela não é para com o Brasil, mas é com o BNDES, assim como dezenas de obras, sobretudo aquelas financiadas na América Latina e na África, cujas principais obras estão listadas na matéria Brasil paga dívida da Venezuela.  Por que o Brasil paga a dívida da Venezuela, então?  Porque, o governo da União é "avalista" de todos empréstimos externos feitos pelo BNDES. A maior parte da dívida foi feita dentro da política de assistencialistas do governo Lula aos países "parceiros" do PT. Hoje sabemos que estas obras faziam parte de "pacote" de obras que rendiam "propinas" para o PT, pagas pelos empreiteiros beneficiados. 

2. O pacote de obras financiadas pelo BNDES faziam parte da fonte de financiamento das campanhas eleitorais do PT, como foi comprovado pelo Lava Jato. Este pacote de obras faziam parte da "justificativa" das palestras que serviram de fontes de renda referentes às "palestras" do ex-presidente Lula.  As "palestras" eram uma forma dissimulada de pagamento de propina ou juridicamente denominado de "lavagem de dinheiro".  As "palestras" serviram também a uma forma de justificar a repentina acumulação de riqueza do Lula. 

3. O financiamento das obras pelo BNDES, tinha autorização do Congresso Nacional, dentro do programa de "estímulo às exportações de produtos e serviços".  Até aqui tudo bem. No entanto, o Congresso Nacional colocou como pré-condição o aval do governo da União para o BNDES "não entrar" no "risco de inadimplência". Como pode constatar, a inadimplência acabou acontecendo e o Tesouro foi obrigado a repassar o valor da "inadimplência" da Venezuela para com o BNDES.  Isto significa que o Brasil pagou parte vencida da dívida da Venezuela. Desta forma o país Venezuela não mais deve para o BNDES, mas fica devendo para com o país Brasil. Para receber esta inadimplência é uma outra novela. 

4. Venezuela inadimplente com o BNDES, o governo da União, como avalista do empréstimo, pagou ao Banco. No entanto este crédito, agora, do Brasil com a Venezuela não é compensado automaticamente, por exemplo, com compra de petróleo. Isto é uma demanda que leva muitos anos e uma negociação que poderá terminar em receber com desconto considerável.  É igual, qualquer banco cobrar inadimplência dos seus devedores com promoção de "descontos". Na prática, o BNDES recebeu pela inadimplência da Venezuela e o Brasil ficou com o "mico" na mão.

5. A notícia triste é que, os empréstimos concedidos pelo governo Lula, foi feito com cláusulas de confidencialidade, classificado como de "segredo do Estado", num prazo de 25 anos. A pior notícia, ainda, é que essa inadimplência será a primeira de uma série que o governo da União terá que honrar para com o BNDES.  Estima-se, o total de empréstimos externos nesta modalidade ultrapasse os US$ 30 bilhões ou equivalente a mais de R$ 100 bilhões, na cotação de dólar de hoje, 10/5/2018.  

Em outras palavras, o Estado brasileiro terá que honrar com as inadimplências de empréstimos junto ao BNDES feitos pelos países latino-americanos e africanos, por muitos anos. Isto é uma das heranças malditas do governo Lula da Silva, que poucos ousam a falar.  É preciso que, a elite pensante do Brasil, expõe de forma clara, a "lambança" feita pelo Lula da Silva, no cargo e fora do cargo de presidência da República.  Com justiça, o lugar do Lula é na cadeia!

Ossami Sakamori
@BRdemocratico

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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Entenda a alta do petróleo.

Crédito da imagem: Alemdoroteiro

Com decisão do presidente Donald Trump em romper unilateralmente o acordo nuclear com o Irã e restabelecer as sanções econômicas contra aquele país, o mercado de petróleo retomou a tendência de alta no mercado internacional. Ontem às 18 horas do horário de Brasília fechou ao redor de US$ 75 cada barril. No mercado de Londres, 10 horas, horário local, está operando ao redor de US$ 77 cada barril, do tipo Brent. 

Vamos lembar que o mesmo tipo de petróleo, antes da crise financeira mundial de 2008, ultrapassou US$ 130 cada barril. O petróleo faz parte dos commodities e o preço varia de acordo com a lei da oferta e procura e influenciado sobretudo com manipulação dos principais países produtoras, tendo Arábia Saudita como o principal fornecedor. O boicote comercial dos Estados Unidos, que consome 1/4 de tudo que produz no mundo, contra Irã, que é também um dos maiores produtores do petróleo do mundo, logo atrás da Arábia Saudita, é de esperar a menor oferta no mercado internacional, causando alta do preço. 

Tudo que acontece faz parte, também, da estratégia comercial dos Estados Unidos, que querem viabilizar o petróleo proveniente do petróleo proveniente do xisto, que tem custo de produção maior do que aqueles produzidos pelos árabes.  Tudo isto, vem favorecer enormemente os sauditas que tem a maior reserva individual de petróleo do mundo. 

Só para conhecimento, o contrato de venda futura do petróleo Brent é baseado no petróleo bruto doce leve do Mar do Norte, que serve como referência internacional. O Mar do Norte não produz mais o petróleo deste tipo que já se encontra praticamente exaurido. Os principais produtores de petróleo desse tipo, encontra-se no Golfo e na costa oriental dos Estados Unidos. Infelizmente, o petróleo produzido no Brasil, os do pré-sal, o petróleo é do tipo pesado, de baixa qualidade. 

Para vocês poderem visualizar um barril de petróleo, basta imaginar um tambor metálico com aproximadamente 160 litros, igual a um tambor de óleo diesel muito utilizado pelos agricultores brasileiros. Pela cotação de agora, o barril de petróleo, antes do refino, estaria custando hoje, cerca R$ 275 reais ou equivalente a R$ 1,72 cada litro de petróleo bruto. 

Creio que o preço de petróleo tipo Brent deve, em algum momento, romper a marca de US$ 80, por razões já expostas e deve estabilizar neste nível de preço. Isto é apenas, minha previsão. Os brasileiros deverão sofrer maior aumento proporcional por conta da alta do dólar (desvalorização do real), que está acontecendo concomitantemente. 

A bravata do Trump está custando muito caro para o povo brasileiro.  Resumindo, o Brasil continua quintal dos Estados Unidos. 

Ossami Sakamori
@BRdemocratico

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terça-feira, 8 de maio de 2018

Joaquim Barbosa não é mais candidato.

Crédito da imagem: Estadão

Joaquim Barbosa não será mais candidato à presidência da República. A ideia do PSB era lançar a candidatura até o dia 15 de maio. O dia 15 de maio é a data em que os candidatos à presidência poderão arrecadar o dinheiro para campanha por meio de "vaquinha virtual". A retirada da candidatura do Joaquim Barbosa, que ocupava em pesquisas informais preferência expressiva dos eleitores, poderá influir no jogo de xadrez da eleição presidencial. 

Sem Lula, os presidenciáveis, segundo pesquisa informal, Joaquim Barbosa ocupava a segunda colocação, deixando apenas a primeira posição do presidenciável ao Jair Bolsonaro. Quem ganha a posição de segunda e terceira colocação, sem o Joaquim Barbosa, são Geraldo Alckmin do PSDB e Álvaro Dias do Podemos.  Ainda tem muito tempo até as convenções que indicarão os candidatos. Novas surpresas poderão vir ainda. 

Dentro deste quadro, sem o Lula, a eleição presidencial ganha novos contornos. As pesquisas informais colocam Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias, dois dentre eles, disputando o segundo turno das eleições. Eu disse, dentro deste quadro, porque, eleição é imprevisível. O quadro da véspera poderá mudar até no dia da eleição. Este fato já veio aconteceu na eleição para prefeitura de São Paulo, há alguns anos, onde a Luisa Erondina disputava eleição com Paulo Maluf. 

Vamos acompanhar de perto as propostas dos candidatos para emitir opinião sobre novas situações.

Ossami Sakamori

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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Brasil sente o efeito Trump

Crédito de imagem: Estadão

O dólar voltou a subir nesta segunda feira, dia 7 de maio, e fechou no patamar de R$ 3,55, influenciado pelo movimento mercado externo, com o temor de que os juros possam subir mais do que o esperado nos Estados Unidos. A perspectiva para os próximos dias é de novas altas, apesar da atuação do Banco Central, com a colocação do swap cambial tradicional, o que equivale a vender o dólar no futuro pelo preço combinado.  Por enquanto, não há motivo para preocupações maiores porque o Brasil tem Reserva cambial robusta. 

O mercado financeiro ficou um pouco mais turbulento porque houve a alta do petróleo no mercado internacional, cotado agora pouco, 18:00 h, em US$ 75 cada barril tipo Brent. A alta do petróleo deve-se por dois fatores, segundo analistas. O primeiro é a dificuldade da Venezuela em colocar o produto nos Estados Unidos, maior importador, por conta da briga entre Trump e Maduro, diminuindo a oferta do produto. O segundo fator deve-se também ao Trump que resiste em ratificar o acordo nuclear com o Irão. Como se sabe, Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

No front interno, a alta de petróleo e a alta do dólar, simultaneamente, potencializa os efeitos. Como a política de preços da Petrobras obedece o preço no mercado interno em "paridade" com o preço no mercado externo, a alta dos combustíveis nos próximos dias é tida como certa. Certamente, os brasileiros deverão estar pagando os combustíveis mais caros, amanhã. 

Brasil sente o efeito Trump!

Ossami Sakamori

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domingo, 6 de maio de 2018

Brasil está na "sinuca do bico".

Crédito da imagem: Certainfo

Os indicadores econômicos dos primeiros quatro meses de 2018 está aquém do esperado. A estimativa prevista pelo mercado era de crescimento de 3% em 2018. Ninguém mais acredita nesta projeção. A opinião do empresariado e do mercado financeiro é que o crescimento para este ano fica revisado para 2,5% ou menos. Fica mais uma vez comprovado que os fundamentos macroeconômicos do Henrique Meirelles não tem tanta consistência como se apregoava. 

O cenário de estabilidade é resultado de grande sacrifício de desempregados e de sub-empregados. Pelo indicador de desempregados com carteira assinada é de 13,6 milhões, segundo IBGE. O número, porém, mascara o quadro real de números trabalhadores sem a carteira assinada.  Incluindo ao contingente de desempregados de carteira assinada os de desalentados e dos sub-empregados o número se aproxima dos 40 milhões. Se considerar que a força de trabalho do País é de 104 milhões, nem é preciso explicar a gravidade da situação.  O próprio IBGE considera como número de trabalhadores com carteira assinada em 34 milhões. 

O governo Temer vangloria-se de ter conseguido a menor taxa de inflação desde a implantação do Plano Real em 1994. O governo Temer, igualmente, coloca como sua conquista a menor taxa básica de juros Selic dos últimos anos. Esquece o governo Temer e seu ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles que o quadro considerado de "estabilidade" está sendo conquistado com duras penas da população brasileira, sobretudo dos trabalhadores, como demonstrado acima. 

O governo Temer, com a aprovação de uma "gambiara "conhecida como Emenda Constitucional de "teto dos gastos", tornando nulo o efeito da Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, armou a armadilha para si próprio (governo).  A Emenda Constitucional do teto dos gastos "admite" o "déficit primário" até o limite dos gastos de 2016. A Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000 "não admitia" o "déficit primário".  Até então, desde 2000, o governo vinha cobrindo os gastos correntes tão somente com o que arrecadava.  Em outras palavras, a Emenda Constitucional do teto dos gastos "constitucionalizou" as "pedaladas fiscais", pelas quais a Dilma Rousseff foi afastada do cargo.  Não estou a defender a ex-presidente!

Esta situação anômala, a possibilidade de cobrir os gastos do governo com emissão de títulos da dívida pública, criou-se a "falsa" situação de normalidade nas contas públicas. Os investidores institucionais diretos, aqueles que aplicam no sistema produtivo, sabem muito bem disto. Não é por outra razão é que o Brasil está quase parando, à espera de uma medida do novo presidente da República. 

É um desafio para o futuro presidente da República arrumar uma saída para a armadilha criada por Meirelles e Temer. Não será por "bravatas" e nem por soluções simplistas que se resolverá os graves equívocos da política econômica.  

Brasil está na "sinuca do bico"!

Ossami Sakamori

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sábado, 5 de maio de 2018

Luana Piovani e Lula da Silva.

Crédito da imagem: Estadão

Com prisão do Lula em razão da condenação no caso conhecido como Triplex pelo juiz Sérgio Moro e confirmada a sentença pelo TRF4 tem provocado algumas situações que merece um breve comentário.  Nada que seja importante, mas como matéria de fim de semana, chega a ser, no mínimo, pitoresco.  A presença da atriz global fez notícia nessa sexta-feira. 

No dia de ontem, o delegado da Polícia Federal Gastão Schefer Neto atacou e destruiu os equipamentos de som do acampamento Lula Livre, localizado na proximidade do prédio da Polícia Federal, onde está preso o ex-presidente Lula da Silva. O som de alto falante, intermitente, deve incomodar os servidores da Polícia Federal, cuja sede está localizado na proximidade do acampamento dos movimento sociais patrocinados pelo PT. A assessoria da Polícia Federal, segundo Estadão, informa que o ocorrido está sendo acompanhado pelo delegado da Polícia Civil de Curitiba. 

Crédito de imagem: Gazeta do Povo

Outro fato que marcou o dia de ontem, registrada pela imprensa local, é a presença da atriz Lula Piovani, na entrada da sede da Polícia Federal de Curitiba, para levar uma maçã, que acabou deixando na calçada. Disse a atriz: "Jurei que quando o Lula fosse preso eu ia vir até a delegacia que ele estava e ia dar uma maçã pra ele. Pode parecer besteira, mas eu tô envolvida com isso há três anos, e só eu sei quantos posts eu fiz, quantos jornais eu li, quanto eu estudei, e quantas noites mal dormidas eu tive por conta de tudo que tá acontecendo com o nosso País. Mas eu tenho esperança, porque eu tô vendo um trabalho bonito ser feito. Então tá aqui sua maçã", disse, em vídeo." Em seguida, a atriz voltou ao carro que a conduziu até a sede da Polícia Federal de Curitiba, no bairro de Santa Cândida.

Quanto mais o PT quer mostrar o apoio ao ex-presidente Lula, as manifestações dos simpatizantes estão caindo no vazio. Isto não está mais dando IBOPE.  É bom lembar que a população de Curitiba, marcada pelos descendentes de imigrantes europeus, é pacata, não servindo para manifestações políticas, nem pró, nem contra. Os acampados são em sua maioria de fora de Curitiba, vindo com promessa de uma diária em dinheiro e livre das marmitas.  Curitibano que é curitibano se dedica às suas atividades cotidianas, ignorando até a presença do Lula na carceragem da Polícia Federal de Curitiba. 

Para este blog que, ultimamente, tem se dedicado aos assuntos ásperos de economia e ascos da política, fazer  um "pit spot" num fim de semana, faz bem para a saúde e humor de todos que nos seguem. Luana Piovani leva maçã cumprindo a promessa pela prisão do Lula.

Ossami Sakamori

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

A reforma foi feito de "camaradagem".

Crédito de imagem: Estadão

A filha do presidente Michel Temer depôs ontem na Polícia Federal, delegacia do Aeroporto de Congonhas, sobre a reforma de R$ 1 milhão que foi feito na sua casa, relatou que a relação do Temer com o coronel Lima é uma relação de há mais de 40 anos. Disse ainda que a reforma foi feito pela "camaradagem" do coronel Lima para com o pai.  Não soube afirmar de onde veio dinheiro, em espécie, com os quais foi pago a reforma da sua casa. 

No último pronunciamento para a imprensa e gravado para redes sociais, o presidente Temer acusou a Polícia Federal de querer atribuir aos filhos dele, a lavagem de dinheiro. Disse Michel Temer que "qualquer contador" poderia comprovar a origem dos recursos da melhoria ou aquisição de imóveis dos filhos. Não sou "qualquer contador" e muito menos perito do PF para confirmar ou rechaçar a afirmativa do presidente Temer.  Cabe mesmo à Polícia Federal para comprovar ou inocentá-lo da suspeita.

Que o Michel Temer, como qualquer cidadão faz, vá se entender com as autoridades policiais e fazendárias. Que o presidente Temer não venha ocupar a sua agenda oficial para tratar dos assuntos privados. Que o Michel Temer não utilize a estrutura do Palácio do Planalto e utilização do avião presidencial para tratar de seus interesses privados.  O contribuinte brasileiro já está cheio de contas para pagar ou melhor a conta da União para pagar. 

De "camaradagem" em "camaradagem" muitos dos políticos, além do próprio presidente da República, vem aumentando os seus patrimônios privados. O povo brasileiro, no qual me incluo, não aguenta pagar tantos "rombos" que, os políticos de várias plumagens vem causando aos cofres da União. Sai uma presidente, entra outro presidente, os sucessivos ocupantes do Palácio do Planalto vem utilizando a estrutura do poder para beneficiarem os amigos e a si próprios. 

Chega de "camaradagens" dos políticos!

Ossami Sakamori

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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dólar vai buscar R$ 4,16, no médio prazo

Crédito de imagem: Estadão

O dólar alcançou maior patamar desde junho de 2016, alcançando R$ 3,58 no pico do pregão de ontem e que acabou fechando o dia em R$ 3,55.  Esse movimento de alta foi alertado por este blog na matéria Dólar com tendência de alta! no dia 17 de abril.  Espanta-me o fato de operadores do mercado financeiro serem pegos de calças curtas ou de saias curtas com a volatilidade do dólar.  Este blog poderá ser uma boa fonte de informações para embasar os negócios. 

O Federal Reserve, o Banco Central americano, já vinha anunciando o aumento de taxa de juros do título do Tesouro, para conter a alta da inflação. A inflação americana está no nível de 2,5% ao ano e o Federal Reserve não quer perder o controle sobre o valor da moeda, o dólar. O Federal Reserve não só anunciou o aumento da taxa de juros na faixa de 1,50% e 1,75%, com aumento de 0,25% em relação à faixa anterior, mas também que haverá novas altas, ainda neste ano.

O Banco Central do Brasil, comandado pelo ex-diretor do Banco Itaú Ilan Goldfajn, já anunciou que vai fazer intervenções no mercado de câmbio, hoje, emitindo os já conhecidos Swap cambial tradicional. A última intervenção do Banco Central no mercado de câmbio ocorreu no episódio do vazamento da gravação da conversa entre presidente Temer e Joesley Batista do grupo JBS.  Canso de afirmar que não existe "câmbio totalmente flutuante". Está aí a "intervenção" do Banco Central para confirmar a minha afirmação. 

Apesar de uma certa volatilidade do câmbio devido aos fatores do mercado financeiro externo e da conjuntura política instáveis em função das sucessivas denúncias de corrupção do presidente da República Michel Temer, o Banco Central tem não só os instrumentos tradicionais de "intervenções", mas tem em suas mãos uma reserva cambial robusta, de R$ 381,9 bilhões (saldo de 30/04/2018). 

Para quem tem interesse no mercado de câmbio, convém lembrar que o dólar já teve maior cotação, de fechamento, no dia 21 de janeiro de 2016 com cotação de fechamento de R$ 4,16. Creio que no médio prazo, o mercado "vai buscar" a cotação máxima atingida dentro do Plano Real. Não há nenhuma notícia no horizonte de curto prazo que venha contrariar o que estou a afirmar.

Dólar vai buscar R$ 4,16 no médio prazo.

Ossami Sakamori

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terça-feira, 1 de maio de 2018

Brasil caminha para o "default" !

Crédito da imagem: Estadão

A dívida pública "líquida" da União no mês de março terminou em R$ 3,46 trilhões e passou para 52,3% do PIB. No entanto, o endividamento público "bruto", segundo Banco Central, chegou a 75,3% do PIB, o maior percentual da série histórica iniciada em 2006.  Já o diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, Vitor Gaspar, aponta a dívida pública bruta do governo como sendo de 82,1% do PIB.  Seja como for, estamos a caminhar para o "default", celeremente. 

No entanto a principal causa do aumento de ambas dívidas, líquida e bruta, é o "déficit primário" de R$ 25,13 bilhões do setor público consolidado no mês de março deste ano. O número, segundo Banco Central é o pior desde série histórica do próprio BC, iniciada em 2001. Eu tenho chamado atenção sobre o crescente dívida pública do País, desde 2012, quando inaugurei este blog. Os sucessivos governos, incluindo o do governo Temer, vem "gastando mais do que pode". A Emenda Constitucional do teto dos gastos, comemorado com feito do governo Temer, ao contrário do que afirma, liberou o "déficit primário" ou o gastos públicos correntes, além do que arrecada. 

Lembrou ainda o diretor do FMI que a dívida pública no horizonte a curto e médio prazo, têm viés de crescimento com persistente "déficit primário e nominal", desde 2015.  Nem é preciso que o diretor do FMI nos faz lembrar que a situação fiscal do governo brasileiro, sobretudo a do governo da União, é  bastante crítica.  É por estas e outras "orientações" é que o governo Lula pagou a dívida que o Brasil tinha com o FMI para se livrar dos preceitos ortodoxos de "gastar o que arrecada".

Ao "déficit primário" ou o "rombo fiscal" como quiserem, soma-se às despesas com o pagamento de juros e encargos da dívida pública.  Vamos lembar que o Brasil paga pelos títulos do Tesouro Nacional juros reais de 4%, grosso modo, acima da inflação. Os juros reais é que impacta no crescimento da dívida pública líquida e bruta.  Se o Brasil fosse uma empresa privada, poderíamos afirmar que vive do dinheiro da ciranda financeira.  O Brasil paga as contas das despesas correntes produzindo o conhecido "déficit primário", endividando cada vez mais. 

O tema "endividamento público" deveria ser a principal pauta dos candidatos à presidência da República. Mas, não é! Os candidatos à presidência insistem em resolver a situação com "bravatas". Com certeza absoluta, isto não é tema para resolver com soluções milagrosas. O próximo presidente, não tem que terceirizar o espinhoso assunto da dívida pública para o seu ministro da Fazenda. 

Pelo andar da carruagem, o Brasil caminha para "default" ou "calote" da dívida pública, no médio prazo. 

Ossami Sakamori
@BRdemocratico

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