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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Nós somos bundões e retardados!

Crédito da imagem: Globo

Ontem, dia 29, a greve dos caminhoneiros completou 9º dia de paralisação. O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, Diumar Bueno, após reunião com os representantes do governo do Paraná e comandante da Polícia Rodoviária Federal, afirmou que "a partir deste momento, os caminhoneiros, suas famílias e toda sociedade começam sofrer desgaste desnecessário". 

Diumar Bueno afirmou ainda que "o governo federal atendeu às reivindicações dos caminhoneiros. Disse que no dia 27 o governo cumpriu exatamente aquilo que nós tínhamos proposto".  Alarmante é a afirmação do Bueno de que há "infiltrados" nas manifestações das estradas do Paraná, que não são caminhoneiros e que a identificação dos mesmos cabe às forças de segurança." Na mesma linha de pensamento, o coronel da Polícia Militar Antonio Zanata Neto, afirma que está havendo necessidade de atividade das escoltas por causa das "infiltrações". 

O povo brasileiro por sua vez, como de costume, utiliza os diversos atores, caminhoneiros ou Forças Armadas, como seus porta vozes fossem para revindicar as mais variadas demandas. Nestes últimos dias, circulam insistentemente nas redes sociais, mensagens de apoio aos caminhoneiros.  Até aqui, tudo bem.  O que estranha são as mensagens as mais variadas possíveis, que circulam "de carona" nas redes sociais, ao movimento de caminhoneiros. As demandas vão desde a exigência da renúncia do presidente Temer ou até a exigência de uma intervenção militar.

O fato é que o povo brasileira, do qual faço parte, é um "bundão". O povo está sempre à espera de algum movimento para extravasar os seus sentimentos de revolta com o "status quo" político e econômico, as mais diversas.  O povo brasileiro, de hoje, não lembra nem um pouco do movimento de rua contra aumento de passagem, no mês de junho de 2013. Não se faz mais o povo como antigamente! 

Como disseram os mencionados acima, há infiltrações. Por enquanto, nem mesmo o mesmo povo brasileiro, não sabem identificar quem são os "infiltrados". Como as "infiltrações" são recorrentes, tenho certeza absoluta da participação dos movimentos como a CUT e o MST coordenados pelo PT e seus aliados políticos. Uma coisa é certa, o País como todo, já deixou de produzir cerca de R$ 30 bilhões e as consequências farão nos sentir no decorrer dos próximos dias ou próximos meses. 

E o povo brasileiro, no qual me incluo, retardados como somos, continuaremos sem saber o que fazer no meio dos "infiltrados".  Nós somos bundões e retardados!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Temer assina Termo de Acordo com os bandidos!

Crédito da imagem: Estadão

A Agência Brasil, órgão do governo federal, noticia que a Polícia Federal abriu 37 inquéritos em 25 estados para investigar se houve apoio de empresas de transporte à paralisação dos caminhoneiros, conhecido como locaute, o que é considerado como ilegal.  As notícias da grande imprensa dão conta que a mesma lista de empresas de transporte e empresários ligados ao setor foram encaminhada à CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica. 

Ainda, segundo a Agência Brasil, o ministro extraordinário da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou que: "Temos comprovado seguramente que essa paralisação, em parte teve desde o início a promoção e apoio criminoso de proprietários, patrões de empresas transportadoras que podem ter certeza, irão pagar por isso". 

Apesar da lista de empresas e empresários levantado pela Polícia Federal, duramente criticados pelo ministro Raul Jungmann, ter sido enviada para CADE, não foi disponibilizado para a imprensa. O motivo da não divulgação tem uma justificativa de natureza política.  As mesmas empresas e empresários sob suspeita de locaute, eram os mesmos interlocutores da classe dos caminhoneiros que assinaram o Termo de Acordo com o presidente Temer. 

Desta forma, o presidente Temer assinou o Termo de Acordo com os praticantes de crime de locaute, como já fez muitas vezes como os beneficiários de outros processos investigados pela Polícia Federal.  Por esta razão, o entorno do presidente Temer faz de tudo para esconder a lista das empresas e dos empresários do locaute. Como acontece sempre, os humildes caminhoneiros autônomos foram usados apenas como "massa de manobras" do Palácio do Planalto para enaltecer a qualidade (sic) do presidente Temer. 

Temer assina Termo de Acordo com os bandidos!

Ossami Sakamori

domingo, 27 de maio de 2018

Os petroleiros vão parar, também!

Crédito da imagem: Estadão

Com intervenções das Forças de Segurança Nacional, Forças Armadas e Secretarias de Segurança dos estados, determinado pelo presidente Temer, devem retomar o abastecimento de combustíveis nas bombas durante a semana. No entanto isto não quer dizer que o abastecimento de gêneros alimentícios voltem à normalidade. E tem mais uma nova crise, a dos petroleiros da Petrobras. 

A greve dos caminhoneiros parou o Brasil por uma semana e já causou prejuízo ao País em pelo menos R$ 10 bilhões no PIB. O mês de maio será marcado com crescimento negativo no PIB - Produto Interno do Bruto. A União, estados e municípios deixarão de arrecadar cerca de R$ 3,5 bilhões em impostos e contribuições. A estimativa é dos jornalistas da grande imprensa, sem contar com o rigor das estatísticas do IBGE. 

A notícia ruim é que a Federação Única dos Petroleiros, representante dos empregados da Petrobras, decidiu que iniciará na quarta-feira, dias 30, greve de 3 dias, terminando às 24 h do dia 1º de junho. A greve é contra medidas anunciadas pelo presidente da Companhia Pedro Parente, do programa de desinvestimentos das principais refinarias, entre elas a Abreu de Lima em Pernambuco, Rlam na Bahia, Refap no Rio Grande do Sul e Repar no Paraná.

Desta forma, o prejuízo do Brasil calculado até hoje, de R$ 10 bilhões, deverá dobar no decorrer da  próxima semana. O PIB do País deve decrescer em R$ 20 bilhões por conta das duas crises desenhadas, a dos caminhoneiros e dos petroleiros, provocando perda de arrecadação aos governos da federação em cerca de R$ 7 bilhões.  A parte boa da crise é a demonstração de força da população, representado pelos caminhoneiros e petroleiros e governo fraco do Michel Temer. A parte ruim das crises é ver cada vez mais longe a retomada firme do crescimento econômico do País. 

A estimativa do custo das últimas crises será de R$ 20 bilhões e continuidade da estagnação do País!

Ossami Sakamori

sábado, 26 de maio de 2018

Temer está "xepa" do fim de feira!

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

Faltam 214 dias para cidadão Michel Miguel Elias Temer Lulia deixar a presidência da República, precisamente às 12 horas da noite do dia 31 de dezembro de 2018.  Até aqui, o presidente Temer vinha cambaleando à frente do cargo máximo da República. A ponte da esperança ruiu nesses últimos dias, precisamente quando o movimento dos caminhoneiros colocou o governo Temer na parede e este titubeou em tomar decisões. 

Talvez a única decisão acertada do Temer até hoje foi de ter colocado  a presidente Dilma no olho da rua. Michel Temer assumiu o poder rompendo a aliança com a presidente Dilma ao longo dos 5 anos, exatamente no dia 12 de maio de 2016. Importante lembrar que o presidente Temer resolveu por livre e espontânea vontade reconcorrer ao cargo de vice-presidente da Dilma, após convivência de 4 anos do mandato anterior.  

Por outro lado, após série de denúncias pela Procuradoria Geral da República sobre crime de corrupção passiva e formação de quadrilha, Michel Temer perdeu o apoio da população que hoje o considera como péssimo e mal. As pesquisas de opinião pública mostra que o presidente Temer tem apoio entre bom e ótimo apenas por 6% da população brasileira. O número é igual ao da ex-presidente Dilma, à época do seu impeachment.  

Michel Temer assumiu o poder prometendo reformas estruturantes que o País necessitava há pouco mais de 2 anos.  Dentre as reformas estruturantes aprovou apenas a reforma trabalhista. As reformas da previdência e tributárias ficaram para serem apreciados pelo próximo presidente da República. A Emenda Constitucional do teto dos gastos que o presidente Temer considera como marco na sua biografia, nada mais é do que "oficializar" os "rombos fiscais" que estavam proibidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000. 

Após uma semana de movimento dos caminhoneiros, bloqueando as rodovias para passagem de produtos essenciais para a população, presidente Temer convoca a Força da Segurança Nacional e as Forças Armadas para desbloquear as rodovias, após ter feito intervenção nos preços do diesel na estatal Petrobras. A intervenção nos preços do diesel não se sabe exatamente quanto vai custar para os "cofres da União" ou para cada contribuinte. A estimativa inicial feita pelo governo Temer é de R$ 5 bilhões, mas não sabe exatamente em quanto isto vai terminar. 

Esperamos que esta seja o "último erro" do Michel Temer frente à presidência da República. O povo não aguenta mais assistir o presidente Michel Temer, com sua fala professoral, sobre as desastradas medidas sequenciais. Sem contar de ver as sucessivas denúncias contra ele, através dos meios de comunicação contra sua pessoa, nos principais órgãos de imprensa do País e fora dele. 

Temer está "xepa" do fim da feira!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Caminhoneiros: Temer é igual Dilma!

Crédito de imagem: Folha

O presidente Temer determinou que o Chefe da Casa Civil do governo fizesse um "acordo" com os caminhoneiros afim de por fim os bloqueio nas principais rodovias do País. Ontem, no início da noite, o Palácio do Planalto divulgou o "Termo do Acordo" firmado com principais liderança da categoria.  Após a imagem do Termo de Acordo faço o meu comentário. 

 O documento.
















A UNICAM não compareceu para assinar o Termo do Acordo.












Ao mesmo tempo da assinatura do Termo de Acordo, a AGU - Advogacia Geral da União entrou com pedido liminar na Justiça para "desbloqueio" das rodovias em todo o País. O governo Temer determinou também que o novo Ministério de Segurança Pública na pessoa do ministro Raul Jungmann colocar em prática a determinação judicial de desbloqueio das rodovias. O confronto poderá levar a um "acidente" de percurso. Vamos acompanhar de perto. 

Os pontos principais do Acordo foi a desoneração da CIDE sobre diesel e estabelecimento de "preço fixo" para diesel pela Petrobras, para os próximos 30 dias, renováveis para mesmo período, no vencimento. As eventuais lucro ou prejuízo seriam compensado pelo Tesouro Nacional, uma clara intervenção do governo Temer nas atividades econômicas da Petrobras.  No eventual, prevejo quase sempre, o contribuinte será chamada para cobrir o "rombo" da Petrobras, novamente.  

Assim, MDB volta à prática de intervenção do Estado na economia defendidapelo PT, colocando em prática o adágio popular: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.  

Temer é igual Dilma!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Chegou a hora de onça beber a água!

Crédito da imagem: UOL

A greve dos caminhoneiros veio em boa hora, independente da pauta de exigências que fazem ao governo do presidente Temer. O movimento dos caminhoneiros ultrapassa o limite dos transportadores autônomos que pressionam a baixa do preço de combustíveis. O movimento reflete o estado de insatisfação do povo brasileiro com o governo Temer, que prometeu a "ponte da esperança" por ocasião do impeachment da presidente Dilma. 

O que deixa bem patente é a ausência dos paladinos da moralidade e do desenvolvimento do País. Refiro-me especificamente às Forças Armadas e os candidatos patrocinados pela extrema direita.  Qual é a posição das Forças Armadas à respeito do movimento?  Qual é a posição do candidato da direita a respeito do movimento dos caminhoneiros?

Tudo farinha do mesmo saco, de direita, do centro e da esquerda. Quais são posições das Forças Armadas e dos candidatos à presidência da República? Nada de discursos e chavões típicos de políticos profissionais. Quero ver as manifestações explícitas de quem tem e de quem terá remos do futuro da República Federativa do Brasil. 

Que cada um, sobretudo os candidatos à presidência da República que se manifestem sobre o movimento dos caminhoneiros e tomem posições "políticas" sobre o momento histórico que o País vive. Eu como simples cidadão, estou fazendo aqui, neste blog. 

Chegou a hora de onça beber a água!  

Ossami Sakamori

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Diesel deve baixar R$ 0,10 na bomba.

Crédito da imagem: UOL

Governo cede à pressão dos caminhoneiros e decide "zerar" o Cide que incide sobre diesel. Cide é contribuição federal que incide sobre os combustíveis e representa R$ 0,05 (cinco centavos) para cada litro de diesel na saída da refinaria. Para compensar a perda de arrecadação, o governo Temer negociou com o Congresso Nacional a aprovação do projeto que prevê o fim da desoneração da folha de pagamento. Os caminhoneiros já avisaram que não vão ceder no movimento contra alta de combustíveis. Vamos ver onde vai terminar a queda de braço. 

Nos últimos dias, o governo Temer vem fazendo, também, queda de braço com o mercado financeiro. O Banco Central vem atuando com a volta de venda maciça de swap cambial tradicional após o dólar bater próximo de R$ 3,80. A venda de swap cambial tradicional é como vender dólar no futuro. Ontem, com oferta de US$ 750 milhões, repetindo a oferta de segunda-feira, pressionou o dólar para baixo, terminando o dia com cotação de R$ 3,64. Querendo ou não, isto é "intervenção" do Banco Central no mercado de câmbio.

Por outro lado, o preço de petróleo no mercado internacional vem experimentando cotação próximo de US$ 80 cada barril de petróleo tipo Brent.  Vamos apenas lembar que  no ano de 2009, o petróleo experimentou a maior alta histórica, batendo em US$ 130 cada barril do mesmo tipo de óleo.  A alta de petróleo reflete, por um lado os interesses dos países produtores do Golfo, donos das maiores reservas mundiais de petróleo, por outro lado, atende os interesse dos Estados Unidos que tem interesse de manter o preço do petróleo acima de R$ 80, para tornar competitivo os petróleos extraídos da camadas de xisto, no solo americano.

Pelo menos, até ontem, a Petrobras tinha ganho a queda de braço com o governo da União ao manter a sua atual de reajuste de combustíveis "em paridade" com o preço do petróleo no mercado internacional. Como o governo da União é sócio majoritário da Petrobras, nada garante que a atual política de preços da Companhia permaneça. Com o governo Temer, fraco e em estado de "desespero", tudo pode acontecer nas próximas semanas. 

Com as medidas anunciadas, o preço do óleo diesel, na bomba, deve sofrer baixa de cerca de R$ 0,10 cada litro, à partir de hoje. No entanto, poderão vir novos aumentos, sobre o preço ajustado, em função da cotação do dólar e do preço do petróleo no mercado internacional. Vamos conferir semana que vem. 

Por enquanto, o diesel deve baixar R$ 0,10 na bomba!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Meirelles é candidato à presidência da República.

Crédito da imagem: Globo

Presidente Temer vai anunciar amanhã, terça-feira, que não será mais candidato à reeleição. Ao mesmo tempo, Temer vai lançar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato do MDB à presidência da República. No último dia 6 de abril, Meirelles deixou o PSD e se filiou no MDB, com pretensão de se candidatar à presidência da República, o que acabará sendo oficializado amanhã pelo presidente Temer.

Presidente Michel Temer está cada vez mais enrolado nas investigações sobre recebimento de propinas, já em pelo menos três processos. Dois deles foi para votação na Câmara dos Deputados para aprovação do prosseguimento, o que acabou não se concretizando. O terceiro processo é o conhecido como de Decreto dos portos, que envolve a influência indevida do presidente Temer. E ainda tem muitas coisas para vir. 

A gota d'água na decisão do presidente Temer foi a delação do operador do MDB Mário Miranda que confessou crimes de corrupção ativa e passiva dos membros do MDB e deixou à disposição da Justiça US$ 7,2 milhões que estão depositados em contas nos paraísos fiscais. O operador do MDB Mário Miranda foi preso como responsável pela entrega de US$ 40 milhões aos membros do MDB, num contrato de US$ 825 milhões entre a Odebrecht e a Petrobras.  A entrega da propina para ele, Michel Temer e seus aliados Henrique Alves e Eduardo Cunha, teria sido feito em 2010, no ano que o presidente Temer foi eleito como vice da Dilma.

O indicado pelo presidente Temer, Henrique Meirelles, sempre atuou na área bancária, tendo sido presidente do Bank of Boston nos Estados Unidos. Meirelles vendeu sua participação no Boston para o grupo Itaú quando assumiu a função de presidente do Banco Central do governo Lula da Silva. Meirelles foi presidente do Banco Central até o final do segundo mandato do Lula.  Após deixar o cargo no Banco Central, Meirelles foi prestar serviços para o grupo J&F e JBS dos irmãos Joesley e Wesley Batista, goianos também como ele. 

Henrique Meirelles estruturou o Banco Original do grupo JBS e foi conselheiro principal do grupo, que causou um dos maiores escândalos de corrupção ativa do País.  No entanto, Henrique Meirelles é um banqueiro rico, com uma boa posição no Banco Itaú da família Setúbal e no Banco Original da família Batista.  Henrique Meirelles se preparou para o momento que vai marcar o lançamento de sua candidatura, amanhã. Henrique Meirelles até se casou há cerca de dois anos, afinal, o Palácio da Alvorada não pode prescindir de uma primeira dama.

Meirelles é candidato à presidência da República.

Ossami Sakamori

domingo, 20 de maio de 2018

Paulo Guedes X Pérsio Arida

Crédito da imagem: Estadão

O economista Paulo Guedes, formulador da política econômica do candidato à presidência Jair Bolsonaro, tal qual economista Pérsio Arida do candidato Geraldo Alckmin, defende o controle rigoroso dos gastos públicos. A novidade, segundo jornalista José Fucs do jornal Estadão, é que o Paulo Guedes tem ideia de criar uma espécie de "gatilho" vinculado às despesas da dívida pública. Na minha opinião é um pensamento um tanto "fantasioso". 

A ideia do economista Paulo Guedes é, todas vezes que os gastos com juros alcançarem R$ 400 bilhões (referência de 2017), alcançarem os R$ 400 bilhões, as privatizações, concessões e desimobilizações serão acelerados pelo governo do Jair Bolsonaro.  Disse ele, segundo José Fucs: "Não é razoável gastar um Plano Marshal por ano em juros, enquanto faltam educação, saúde e segurança".  Isto eu já afirmei inúmeras vezes, sem me referir ao Plano Marshal (socorro americano à Alemanha derrotada). Enquanto o plano do economista Pérsio Arida é dar prioridade às privatizações, sem o "gatilho", e colocar como um dos eixos da política econômica os investimentos em obras de infraestrutura para criar ambiente de crescimento sustentável ao País. 

São pequenas nuanças, mas os dois economistas formuladores da política econômica estão com sinais trocados.  Paulo Guedes que tem formação teórica ultra liberal da Chicago University, mas envereda por caminho "neo liberal".  Enquanto isto, o formulador da política econômica do Geraldo Alckmin, o economista Pérsio Arida defende política econômica mais à direita do seu colega Paulo Guedes.  Na política tem dessas coisas, o discurso do candidato pode ser uma e a política econômica do seu comandado é outro. 

De comum entre o Paulo Guedes e o Pérsio Arida é que ambos tiveram passagem pelo Banco Pactual. 

Ossami Sakamori

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sábado, 19 de maio de 2018

A tendência do dólar é de alta!

Crédito da imagem: Estadão

Muitos leitores me perguntam como será a trajetória do dólar para os próximos dias ou para próximos meses. O dólar está em alta nos últimos dias e fechou ontem em R$ 3,74 após bater em R$ 3,78.  Ainda assim, o dólar está cotado abaixo do patamar máximo alcançado dentro do Plano Real, em 21 de janeiro de 2016, quando fechou em R$ 4,16.

No início do mês escrevi: Dólar vai buscar R$ 4,16 no médio prazo. No entanto, como a macroeconomia não é ciência exata, a afirmação minha é apenas jargão (modo de dizer) do mercado financeiro que indica a tendência da valorização de um determinado ativo, no caso o dólar.  O quadro político-econômico de hoje é semelhante ao de janeiro de 2016, ano do impeachment da Dilma.  Politicamente, o presidente Temer está sendo investigado criminalmente em pelo menos três suspeita de corrupção passiva e sua popularidade está abaixo da crítica.  Os indicadores macroeconômicos apresentam quadro semelhante à época, com o governo gastando mais do que arrecada, apesar da equipe econômica alardear que teria havido grandes mudanças.  Pelo contrário, no último ano do governo Dilma, fechou o ano que uma pequena "pedalada fiscal" e hoje o Brasil não consegue sair do "rombo fiscal" ou o "déficit primário" gigantesco. 

Dito isto como preâmbulo, quero explicar o que o Banco Central do Brasil tem feito para minimizar os efeitos da alta do dólar.  Como já afirmei em outras matérias, o Banco Central "intervém" no mercado de câmbio, ao contrário da "livre flutuação". Não, não estou contestando a "intervenção" no mercado de câmbio, apenas estou a "contradizer" a "falácia" de "livre flutuação" do câmbio.  A "livre flutuação" do câmbio defendido por vários candidatos à presidência da República me caus um "frio na barriga", um catástrofe à vista. 

O Banco Central anuncia que vai aumentar a oferta de "swap cambial tradicional" de 5 mil contratos, equivalentes a US$ 250 milhões, para 15 mil contratos, equivalentes a US$ 750 milhões. Anuncia ainda o Banco Central que se for preciso, vai fazer oferta maior do que anunciado, se assim o mercado exigir.  O efeito do lançamento do "swap cambial tradicional" além de "tentar" segurar a alta do dólar, tem o efeito também de "enxugar" o real em circulação no País. À partir de segunda-feria, dia 21, o Banco Central vai "enxugar" cerca de R$ 2,8 bilhões do mercado financeiro, diariamente, até o dólar "se estabilizar". No dito popular, vai ser "na marra"!

Num momento de turbulência na área política e valorização do dólar no mercado externo, a medida tomada pelo Banco Central, embora paliativa, seria uma medida que eu mesmo tomaria se fosse presidente da instituição, dentro da conjuntura descrita.  No entanto, o mecanismo de intervenção no câmbio via lançamento de título cambial deverá ser transitório. Isto não pode perdurar por longo tempo sob pena de tornar nulo o efeito desejado de "tentar segurar" o dólar no patamar "comportado".  

Por outro lado, o Brasil ao longo dos anos, sobretudo depois da crise cambial mundial, no final da década de 1990, cujo efeito se fez sentir no Brasil, tratou de robustecer a Reserva cambial. Hoje, o Brasil tem Reserva cambial que ultrapassa US$ 380 bilhões. Isto, em tese, nos livra de um eventual ataque especulativo contra o Brasil. Se o efeito do "swap cambial" não fizer mais efeito para segurar o dólar, o Banco Central poderá "queimar" parte da Reserva cambial.  Por outro lado, isto seria o "começo do fim" do Brasil.

O fato é que ao lançar o "swap cambial tradicional", o Banco Central está sinalizando que a tendência do dólar é de alta. 

Ossami Sakamori

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Brasil está no mato sem cachorro!



Em meio a alta de dólar, o IBGE divulga a prévia do PIB do primeiro trimestre deste ano, negativo em 0,13%. O número surpreendeu até a equipe econômica do presidente Temer, que alardeia a retomada do crescimento econômico. Nenhuma novidade para este que acompanha a economia do País há pelo menos 6 anos. O quadro da economia brasileira requer atenção dos agentes públicos e dos investidores privados. 

Nem é preciso lembrar que o Brasil experimentou a depressão, a pior dos últimos 100 anos. Nos anos de 2015 e 2016, o País decresceu cerca de 7% no PIB. O ano de 2017 foi marcado  pelo comemorado crescimento  de 1% no PIB. Houve um certo otimismo exagerado pela equipe econômica comandada pela equipe econômica comandada pelo Henrique Meirelles, a prévia do PIB do primeiro trimestre apresentou negativo ou sinal de desaceleração. 

Os números oficiais indicam a gravidade da situação do País. O número de desempregados com carteira assinada segundo critério internacional é de 13,6 milhões de trabalhadores, que somados aos trabalhadores desalentados e subempregados indicam cerca de 40 milhões.  Para uma força de trabalho, considerado pelo IBGE em 104 milhões, o quadro apresentado pelo mercado de trabalho é estarrecedor.  O número é convalidado pelo número de inadimplentes no comércio que ascende a 60 milhões de pessoas.  Literalmente, o Brasil está como um doente em recuperação no Centro de Tratamento Intensivo.

A situação financeira do governo federal é tão grave quanto ao quadro social do País.  O governo da União, desde 2016 não consegue pagar as suas despesas correntes com o dinheiro da arrecadação de impostos. Desde o ano de impeachment da presidente Dilma, o governo da União vem apresentando o "rombo fiscal" ou o "déficit fiscal" próximos de R$ 150 bilhões. O número não abrange o pagamento de juros e serviços da dívida pública, denominado de "déficit nominal". O governo da União entrou na "ciranda financeira", pagando suas contas emitindo novos títulos da dívida pública. O número de endividamento do governo da União está se aproximando de 75% do PIB, rolando sempre com juros reais, o que agrava a situação cada ano que passa. 

O quadro da economia brasileira é agravada, ironicamente, com o crescimento acelerado dos Estados Unidos. Os investidores institucionais e especulativos estão voltando fazer os investimentos nos Estados Unidos em detrimento dos países emergentes como o Brasil.  Para dificultar ainda mais a situação do País, o petróleo está em alta no mercado internacional, o que agrava ainda mais a situação das empresas brasileiras. Vamos apenas lembar que o Brasil ainda não é auto-suficiente em petróleo, apesar do tão comemorado "pré-sal". 

O que me deixa triste é que a maioria dos candidatos à presidência da República, com vistas à eleição de 2018, não tem apresentado, pelo menos até o momento, uma política econômica que leve o País ao desenvolvimento sustentável. Por enquanto, só vejo bravatas. E quando é instado a se manifestar sobre o tema, a resposta tem sido o padrão: "liberal na economia e conservador nos costumes". Na minha visão, isto é muito pouco para um País que está no Centro de Tratamento Intensivo.

Brasil está no mato sem cachorro!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Brasil voltou, 20 anos em 2 !

Crédito da imagem: Estadão

Em meio ao slogan "O Brasil voltou, 20 anos em 2", que trazia no convite da cerimônia de comemoração aos dois anos do governo de Michel Temer, realizada nesta terça-feira, dia 15, a festa acabou terminando "morna".  Não era o que o presidente Temer esperava do evento especialmente promovido para produzir notícias positivas na grande imprensa.  Não foi o que ocorreu. Pelo contrário, virou motivo de piada dos que compareceram à cerimônia. 

A festa promovida com dinheiro do povo, a notada ausência do presidente do Senado Federal Eunício de Oliveira e do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia foram demonstrações explícitas de esvaziamento do poder do presidente Temer. Destacou o presidente o balanço positivo na área econômica, sem entrar em detalhe o continuado "rombo fiscal" dos Orçamentos da União e nem dos inquéritos que correm contra ele. 

Michel Temer omitiu no seu discurso as duas denúncias que sofreu e a impopularidade recorde. Ontem mesmo, o presidente Temer teve notícias tão ruim quanto as duas denúncias anteriores. A relatora do TCU Ana Arraes, acatando recomendação da área técnica e do Ministério Público de Contas, determinou que o Ministério dos Transportes anule o termo aditivo que esticou em 35 anos o contrato de concessão com o grupo Rodrimar a operaçao no porto de Santos.  Para quem não se lembra, o grupo Rodrimar é investigado no caso "Decreto dos Portos" assinado pelo presidente Temer. 

Pelo jeito, "a única boa notícia desse governo é que cada dia que passa é um dia a menos. Ainda faltam 230", disse o Senador Senado Renan Calheiros em rede social.

Ossami Sakamori

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Sinal amarelo na dívida externa das empresas brasileiras.

Crédito da imagem: Estadão

Dados do Banco Central mostram que a dívida total das empresas brasileiras em moeda estrangeira somava no fim de março em US$ 471,2 bilhões ou equivalente a R$ 1,705 trilhão, na cotação de ontem. Quase metade desta dívida externa é da estatal brasileira Petrobras. Para se ter ideia do tamanho do endividamento das empresas brasileiras o volume da Reserva cambial brasileira estava no último 11/5 em US$ 381,75 bilhões.  A dívida externa das empresas brasileiras é maior que a Reserva cambial.

A Petrobras captou no exterior, somente no ano passado, US$ 9 bilhões e no mês de abril deste ano, mais US$ 2 bilhões. Informa a Petrobras que as últimas capitações é para antecipar as parcelas vincentes nos próximos dois anos. Seja como for, a dívida externa da Petrobras tanto quanto de outras empresas sofre o efeito da variação cambial. O custo destas capitações varia de 3,8% ao ano a 6,2% ao ano, em dólar.  Deve se somar ao custo de capitação a própria alta do dólar (real desvalorizado).

O cenário de dólar mais caro (real desvalorizado) traz preocupações no curto prazo, especialmente, para empresas que estão expostos em moeda estrangeira. Isto porque as empresas e bancos terão que honrar compromissos de US$ 84,4 bilhões até o final deste ano. A notícia preocupante, segundo o Banco Central é que cerca de metade destas dívidas em moeda estrangeira não contam com "hedge" ou "proteção" contra a valorização do dólar. 

A alta do dólar favorece os exportadores, mas por outro lado desfavorece as empresas altamente endividados em dólares, como é o caso da Petrobras.  Há que ficar atentos às empresas brasileiras endividadas em moeda estrangeira, num cenário em que o dólar marca a tendência de alta. 

Quanto a alta do dólar, nem mesmo Banco Central tem pleno controle. 

Ossami Sakamori

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domingo, 13 de maio de 2018

Ni hao!

Crédito da imagem: Estadãooo
A coluna de Economia do tradicional jornal Estadão dessa sexta-feira, dá destaque a uma gigantesca oferta de empresa chinesa China Three Gorges num valor total de  €$ 9,07 bilhões ou equivalente a R$ 39 bilhões para assumir o controle da maior empresa portuguesa, a Energias de Portugal (EDP). A oferta exclui uma participação de 23% que a empresa chinesa já possuía na empresa portuguesa. 
O controle pretendido pela empresa chinesa China Three Gorges (CGT) da empresa portuguesa Energias de Portugal  (EDP) traz repercussão importante no mercado de energia no Brasil. A CGT já atua no Brasil com a denominação CGT do Brasil e uma eventual fusão de negócios a a tornaria a maior empresa de geração privada do País em capacidade instalada. 
A China Dragon Three, a EDP, é a maior companhia de Portugal em ativos e possui negócios também nos países como Brasil, Espanha e Estados Unidos. Segundo o Estadão, o governo português não se opõe que o controle de fato passe para a empresa chinesa. 
Guardada devida proporção, seria como se a chinesa China Dragon Three comprasse 50% da Eletrobras. Na ocasião da abertura de capital da Eletrobras pretendia pelo governo Temer, nada impede que a chinesa Dragon Three se candidate a comprar a parte majoritária da Companhia de eletricidade brasileira. 
Por diversos fatores, entre eles a falta de capacidade de investimentos das empresas genuinamente nacionais, as empresas chinesas estarão cada vez mais presente no Brasil. Os sucessivos governos incompetentes levaram o País nesta situação, desta forma, é melhor mesmo é ir se acostumando com a presença cada vez maior de capital chinês no Brasil. 
Ni hao!
Ossami Sakamori
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sábado, 12 de maio de 2018

Política econômica do Alckmin.

Crédito da imagem: Estadão

Para o Pérsio Arida o setor de "infraestrutura" precisa ser um dos "polos dominantes" da economia brasileira ao lado do polo dinâmico que é o "agronegócio".  Para o ex-presidente do Banco Central, o País tem uma demanda "gigantesca" no segmento de infraestrutura, carente de investimentos por falta deles nos últimos anos.  

Outro ponto crucial para o Pérsio Arida é o "desiquilíbrio" das conta públicas.  Na visão do  economista Pérsio Arida, um dos formuladores do Plano Real, se Alckmin for conduzido à presidência da República, a primeira providência é tomar medidas que estabilize a relação dívida pública e o PIB. Com isso, imagina que os prêmios de risco associados ao País vão cair, fazendo com que a taxa de juros reais da dívida pública caia nos patamares praticados pelos países com economia estável.

Se eleito Geraldo Alckmin para presidência da República, a política econômica terá, em linhas gerais, "viés liberal", na minha avaliação.  No entanto, dentro da política econômica em elaboração pela equipe comandada por ele, a Petrobras, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil não entrarão no rol das privatizações. Com relação à privatização da Eletrobras, acha que o que começou "terá que terminar", afirma Pérsio Arida. Dentro da visão liberal do Pérsio Arida, os "penduricalhos", os serviços não essenciais do governo da União, serão privatizados. 

Na visão do economista Pérsio Arida, o Banco Central comandada pelo atual presidente Ilan Goldfajn está desempenhando as funções do Banco Central, com competência. Assim sendo, se eleito Geraldo Alckmin, a atual diretoria do Banco Central será confirmada, disse Pérsio Arida. Resumindo, a política monetária não sofrerá modificações, se eleito Alckmin.

O que muda na política econômica do Alckmin em relação ao do Temer é que se dará um esforço para equilíbrio das contas públicas, para equilíbrio nos próximos dois anos.  Também, a diferença da política econômica em comparação ao do governo Temer é que se dará prioridade às reformas estruturantes e investimentos em infraestrutura.  Vamos lembrar que desde 2016, o País amaga sucessivos "déficit primário", grifo meu. 

Dentro da prioridade do governo Alckmin, se eleito, Pérsio Arida coloca como prioridade a reforma tributária, com ênfase na simplificação do atual sistema e a reforma da previdência que será apresentado no decurso da campanha eleitoral. A manutenção do Bolsa Família é tida como certa para efeito da política econômica do governo Alckmin.

Assim sendo, a política econômica imaginado pelo Pérsio Arida, estará calcada em equilíbrio nas contas públicas e prioridade nos investimentos em infraestrutura.  Poderemos dizer, então, que a política econômica do candidato Geraldo Alckmin visa "estabilidade e desenvolvimento sustentável".

Ossami Sakamori
BRdemocratico

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Política econômica do Bolsonaro.

Crédito de imagem: Gazeta do Povo

O discurso do provável ministro da Fazenda Paulo Guedes, se eleito candidato à presidência Jair Bolsonaro, é liberal da escola da Chicago University, onde se doutorou. O cento do discurso do principal formulador da política econômica, embora não confirmado, mas não negado pelo candidato à presidência Bolsonaro é privatiza tudo! No final do texto os leitores verão uma certa contradição no que ele afirma. 

Paulo Guedes foi sócio fundador do Banco Pactual e atual sócio do grupo financeiro Banco Bozano. Este último grupo financeiro está envolvido no esquema de dólares em investigação pela Polícia Federal. Vamos deixar claro que o Paulo Guedes não foi objeto de investigação, até o momento. Nem o candidato Jari Bolsonaro não se pronunciou à respeito do assunto do seu "guru" da política econômica. 

Paulo Guedes é à favor da privatização de todas empresas estatais, incluindo a Petrobras e Correios.  Defende a reforma da Previdência, que considera uma bomba-relógio nas contas do País. Defende a redução de ministérios em até 10, não indicando o que vai resolver com os funcionários públicos federais estáveis, quando do enxugamento da máquina pública. O discurso está, de acordo com o seu pensamento liberal, porém, de improvável implementação devido à legislação em vigor. Uma coisa é discurso e outra é coisa é a prática. 

Apesar do pensamento liberal, Paulo Guedes é favorável à manutenção do Bolsa Família. Ele quer cortar os gastos públicos fazendo ajuste fiscal, mas diz donde vem o dinheiro para manter programas sociais. Apesar de Paulo Guedes se considerar liberal, o plano econômico mais parece o ideário neoliberal que tanto ataca como chavões nos seus discursos. 

Paulo Guedes defende a independência do Banco Central com mandato fixo de 4 anos, independe do Executivo. O banqueiro economista, também, é favor de um novo pacto federativo com partilha maior de recursos para estados e municípios. Para Paulo Guedes falta a experiência na administração pública para implementar o plano econômico que que sugere ao candidato Jair Bolsonaro. 

Com o recente episódio envolvendo o grupo financeiro Bozano na operação Lava Jato, não está certo que o candidato Jair Bolsonaro confirme a indicação do nome do Paulo Guedes como principal formulador da política econômica do seu governo, se eleito for. 

Ossami Sakamori

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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Por que Brasil paga dívida da Venezuela?

Crédito da imagem: d notícias

Volto ao assunto do calote da dívida feito pelo Nicolás Maduro para com o Brasil, especificamente, para com o BNDES, atendendo pedido de leitores. O presidente Temer pediu autorização ao Congresso Nacional para honrar o compromisso de R$ 1,3 bilhão pelo Tesouro Nacional para pagar a dívida vencida da Venezuela, há mais de 90 dias. No mercado financeiro, inadimplência maior que 90 dias é considerado "calote".  Vamos entender, vamos?

1. A dívida contraída pelo governo de Venezuela não é para com o Brasil, mas é com o BNDES, assim como dezenas de obras, sobretudo aquelas financiadas na América Latina e na África, cujas principais obras estão listadas na matéria Brasil paga dívida da Venezuela.  Por que o Brasil paga a dívida da Venezuela, então?  Porque, o governo da União é "avalista" de todos empréstimos externos feitos pelo BNDES. A maior parte da dívida foi feita dentro da política de assistencialistas do governo Lula aos países "parceiros" do PT. Hoje sabemos que estas obras faziam parte de "pacote" de obras que rendiam "propinas" para o PT, pagas pelos empreiteiros beneficiados. 

2. O pacote de obras financiadas pelo BNDES faziam parte da fonte de financiamento das campanhas eleitorais do PT, como foi comprovado pelo Lava Jato. Este pacote de obras faziam parte da "justificativa" das palestras que serviram de fontes de renda referentes às "palestras" do ex-presidente Lula.  As "palestras" eram uma forma dissimulada de pagamento de propina ou juridicamente denominado de "lavagem de dinheiro".  As "palestras" serviram também a uma forma de justificar a repentina acumulação de riqueza do Lula. 

3. O financiamento das obras pelo BNDES, tinha autorização do Congresso Nacional, dentro do programa de "estímulo às exportações de produtos e serviços".  Até aqui tudo bem. No entanto, o Congresso Nacional colocou como pré-condição o aval do governo da União para o BNDES "não entrar" no "risco de inadimplência". Como pode constatar, a inadimplência acabou acontecendo e o Tesouro foi obrigado a repassar o valor da "inadimplência" da Venezuela para com o BNDES.  Isto significa que o Brasil pagou parte vencida da dívida da Venezuela. Desta forma o país Venezuela não mais deve para o BNDES, mas fica devendo para com o país Brasil. Para receber esta inadimplência é uma outra novela. 

4. Venezuela inadimplente com o BNDES, o governo da União, como avalista do empréstimo, pagou ao Banco. No entanto este crédito, agora, do Brasil com a Venezuela não é compensado automaticamente, por exemplo, com compra de petróleo. Isto é uma demanda que leva muitos anos e uma negociação que poderá terminar em receber com desconto considerável.  É igual, qualquer banco cobrar inadimplência dos seus devedores com promoção de "descontos". Na prática, o BNDES recebeu pela inadimplência da Venezuela e o Brasil ficou com o "mico" na mão.

5. A notícia triste é que, os empréstimos concedidos pelo governo Lula, foi feito com cláusulas de confidencialidade, classificado como de "segredo do Estado", num prazo de 25 anos. A pior notícia, ainda, é que essa inadimplência será a primeira de uma série que o governo da União terá que honrar para com o BNDES.  Estima-se, o total de empréstimos externos nesta modalidade ultrapasse os US$ 30 bilhões ou equivalente a mais de R$ 100 bilhões, na cotação de dólar de hoje, 10/5/2018.  

Em outras palavras, o Estado brasileiro terá que honrar com as inadimplências de empréstimos junto ao BNDES feitos pelos países latino-americanos e africanos, por muitos anos. Isto é uma das heranças malditas do governo Lula da Silva, que poucos ousam a falar.  É preciso que, a elite pensante do Brasil, expõe de forma clara, a "lambança" feita pelo Lula da Silva, no cargo e fora do cargo de presidência da República.  Com justiça, o lugar do Lula é na cadeia!

Ossami Sakamori
@BRdemocratico

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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Entenda a alta do petróleo.

Crédito da imagem: Alemdoroteiro

Com decisão do presidente Donald Trump em romper unilateralmente o acordo nuclear com o Irã e restabelecer as sanções econômicas contra aquele país, o mercado de petróleo retomou a tendência de alta no mercado internacional. Ontem às 18 horas do horário de Brasília fechou ao redor de US$ 75 cada barril. No mercado de Londres, 10 horas, horário local, está operando ao redor de US$ 77 cada barril, do tipo Brent. 

Vamos lembar que o mesmo tipo de petróleo, antes da crise financeira mundial de 2008, ultrapassou US$ 130 cada barril. O petróleo faz parte dos commodities e o preço varia de acordo com a lei da oferta e procura e influenciado sobretudo com manipulação dos principais países produtoras, tendo Arábia Saudita como o principal fornecedor. O boicote comercial dos Estados Unidos, que consome 1/4 de tudo que produz no mundo, contra Irã, que é também um dos maiores produtores do petróleo do mundo, logo atrás da Arábia Saudita, é de esperar a menor oferta no mercado internacional, causando alta do preço. 

Tudo que acontece faz parte, também, da estratégia comercial dos Estados Unidos, que querem viabilizar o petróleo proveniente do petróleo proveniente do xisto, que tem custo de produção maior do que aqueles produzidos pelos árabes.  Tudo isto, vem favorecer enormemente os sauditas que tem a maior reserva individual de petróleo do mundo. 

Só para conhecimento, o contrato de venda futura do petróleo Brent é baseado no petróleo bruto doce leve do Mar do Norte, que serve como referência internacional. O Mar do Norte não produz mais o petróleo deste tipo que já se encontra praticamente exaurido. Os principais produtores de petróleo desse tipo, encontra-se no Golfo e na costa oriental dos Estados Unidos. Infelizmente, o petróleo produzido no Brasil, os do pré-sal, o petróleo é do tipo pesado, de baixa qualidade. 

Para vocês poderem visualizar um barril de petróleo, basta imaginar um tambor metálico com aproximadamente 160 litros, igual a um tambor de óleo diesel muito utilizado pelos agricultores brasileiros. Pela cotação de agora, o barril de petróleo, antes do refino, estaria custando hoje, cerca R$ 275 reais ou equivalente a R$ 1,72 cada litro de petróleo bruto. 

Creio que o preço de petróleo tipo Brent deve, em algum momento, romper a marca de US$ 80, por razões já expostas e deve estabilizar neste nível de preço. Isto é apenas, minha previsão. Os brasileiros deverão sofrer maior aumento proporcional por conta da alta do dólar (desvalorização do real), que está acontecendo concomitantemente. 

A bravata do Trump está custando muito caro para o povo brasileiro.  Resumindo, o Brasil continua quintal dos Estados Unidos. 

Ossami Sakamori
@BRdemocratico

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terça-feira, 8 de maio de 2018

Joaquim Barbosa não é mais candidato.

Crédito da imagem: Estadão

Joaquim Barbosa não será mais candidato à presidência da República. A ideia do PSB era lançar a candidatura até o dia 15 de maio. O dia 15 de maio é a data em que os candidatos à presidência poderão arrecadar o dinheiro para campanha por meio de "vaquinha virtual". A retirada da candidatura do Joaquim Barbosa, que ocupava em pesquisas informais preferência expressiva dos eleitores, poderá influir no jogo de xadrez da eleição presidencial. 

Sem Lula, os presidenciáveis, segundo pesquisa informal, Joaquim Barbosa ocupava a segunda colocação, deixando apenas a primeira posição do presidenciável ao Jair Bolsonaro. Quem ganha a posição de segunda e terceira colocação, sem o Joaquim Barbosa, são Geraldo Alckmin do PSDB e Álvaro Dias do Podemos.  Ainda tem muito tempo até as convenções que indicarão os candidatos. Novas surpresas poderão vir ainda. 

Dentro deste quadro, sem o Lula, a eleição presidencial ganha novos contornos. As pesquisas informais colocam Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias, dois dentre eles, disputando o segundo turno das eleições. Eu disse, dentro deste quadro, porque, eleição é imprevisível. O quadro da véspera poderá mudar até no dia da eleição. Este fato já veio aconteceu na eleição para prefeitura de São Paulo, há alguns anos, onde a Luisa Erondina disputava eleição com Paulo Maluf. 

Vamos acompanhar de perto as propostas dos candidatos para emitir opinião sobre novas situações.

Ossami Sakamori

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