Receba novas matérias via e-mail adicionando o endereço

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

CHEVRON, DE VILÃ PASSA A SALVADORA DA PETROBRÁS.

A Petrobras vai ajudar a Transocean e a Chevron a tentar derrubar na Justiça liminar que exige a suspensão da operação das duas companhias no país até o final de agosto, disse o diretor de exploração e produção da estatal, José Formigli, nesta quarta-feira (15).  A liminar foi concedida pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), a pedido do Ministério Público Federal, após as empresas se envolverem no vazamento de 3,7 mil barris de petróleo em novembro do ano passado, no campo de Frade, na bacia de Campos. Fonte: Folha.

Quem te viu, quem te vê.  Por ocasião do acidente de vazamento de petróleo no poço da Chevron, no campo da Frade, este bloguista chamou atenção de que parte da responsabilidade era da Petrobrás, por ser sócia da Chevron naquele poço em questão.  Na ocasião, a Petrobrás fez de conta que o problema não era com ela, nem ANP e nem presidente Dilma. Agora, está tentando correr atrás do prejuízo.

Formigli disse que uma eventual parada da Transocean teria impacto na Petrobras, que luta para aumentar sua produção de petróleo. A Transocean tem oito sondas de perfuração contratadas pela Petrobras, e sete delas estão em operação. A retirada das unidades atrasaria os planos da empresa.  A petrolífera, no entanto, já pediu à ANP para voltar a produzir no local, onde opera em consórcio com a Petrobras. A autorização ainda não foi concedida.  A volta da operação em Frade ajudaria a Petrobras a cumprir a meta de produção de 2,021 milhões de barris em 2012, mesmo volume do ano passado, com margem de erro de 2%. Fonte: Folha.

Agora, a Chevron vira de vilã em santa.  De repente, a Graça Foster, ungida da presidente Dilma, acha importante a participação da companhia americana, no cumprimento de metas de produção.  Lembro-me que os executivos da Chevron tiveram seus passaportes retidos, como se eles fossem os únicos responsáveis pelo acidente.  Não estou com isso querendo passar a mão na cabeça da Chevron, porque isto a Dilma e Graça Foster já fizeram.  Mas, chamei  atenção à época  que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e IBAMA foram negligentes na fiscalização da perfuração do poço.  Aliás, não tomei conhecimento de que a presidente Dilma tenha tomada alguma medida para deixar ANP e IBAMA com estruturas de fiscalização e controle adequada para que aquele tipo de acidente não se repetisse mais.

A presidente Dilma, como sempre, toma atitude bipolar. Uma hora é uma coisa, outra hora é completamente oposta. E a presidente da Petrobrás Graça Foster, pelo jeito sofre da mesma síndrome. Desse jeito, o Brasil e a Petrobrás vão mal !

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi prof. da UFPR
Twitter: @sakamori10

3 comentários:

  1. Você tem absoluta razão, meu caro Ossami.
    Mas observe: Isto é o PT no poder e seu contumaz cinismo, além do que petistas usam a mentira e o embuste como ferramenta para administrar o país. Coisa típica de comunistas e, sobretudo, de incompetentes.
    Cordial abraço

    ResponderExcluir
  2. Os interesses sempre sobrepuseram a razão. Despudoradamente, continua sendo assim.

    ResponderExcluir
  3. A opinião pública sempre exige uma tomada de posição quanto aos problemas ecológicos, porém para quem precisa dos ovos e também da galinha, não pode desprezar nenhuma alternativa.
    A radicalidade talvez seja uma alternativa inviável, o certo seria a Chevron ser RESPONSÁVEL por sua atuação independentemente da Petrobrás, afinal de contas a "maioridade" deve ser o tempo de responsabilidade para todos. A Chevron poderia muito bem se recusar a qualquer política que ferisse seus interesses, mas também tinha culpa no cartório. Enfim a questão é: como ser o órgão punitivo quando se tem uma certa culpa também? Este mal tem sido uma frequeência no governo "infelizmente".

    ResponderExcluir

Não há censura ou moderação nos comentários postados aqui.
De acordo com a legislação em vigor, o editor deste blog é responsável solidário pelos comentários postados aqui, inclusive de anônimos.