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domingo, 15 de julho de 2012

REELEIÇÃO DE DILMA NÃO É TÃO CERTA


Para tentar evitar tremores em sua base de apoio no ano eleitoral e a aprovação de projetos no Congresso que ameaçam as contas públicas, a presidente Dilma Rousseff foi obrigada a assumir uma tarefa para a qual demonstrou pouco entusiasmo nesse um ano e meio de mandato: a articulação política do governo.


Julho começou com uma reviravolta na capital de Minas, onde houve um racha na aliança entre PT e PSB estimulado pelo senador Aécio Neves (PSDB). Incomodada com os avanços do potencial adversário, Dilma telefonou ao prefeito Márcio Lacerda (PSB) com o seguinte recado: se não evitasse o racha, o PT lançaria candidato próprio, Patrus Ananias. Fonte: Folha.


 Eis a conta feita: o Executivo precisa aproveitar a alta popularidade de Dilma para resolver problemas em sua base no Legislativo. Assim, evita derrotas com potencial de onerar os cofres públicos. Fonte: Folha.


Por ser uma das maiores forças do Legislativo, o PMDB é essencial. Tanto que Dilma decidiu apoiar a sigla para comandar a Câmara no ano que vem e concorda em chancelar o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Mas o PMDB quer mais e pretende emplacar Renan Calheiros (PMDB-AL) na Presidência do Senado em 2013. Fonte: Folha.


Como podem ver pelos noticiários, com o PIBinho em 2012, todos se põe a pular fora do barco da base de apoio do governo Dilma.  E a Dilma sabe disso.  Por isso, com a nova postura, tenta sair do risco da própria sobrevivência  política. Dependendo do resultado das eleições de 2012, sobretudo em São Paulo, Recife e Belo Horizonte, a sua pretendida reeleição em 2014, não será fato consumado.


Além do senador Aécio Neves, PSDB, já deram recados que estão no páreo o próprio presidente Lula, PT e Eduardo Campos, PSB.  Se o Haddad, PT, emplacar em São Paulo, é mais do que certo que o presidente Lula será candidatíssimo em 2014.  Se Márcio Lacerda, PSB, ganhar em BH, fortalece posição do Aécio Neves dentro do seu partido.  Com a vitória eventual do seu candidato em Recife contra Humberto Costa, PT, o governador Eduardo Campos já deu sinal de que pretende concorrer em 2014 à vaga ocupada pela presiidente Dilma, PT.  E para completar a complexidade do quadro político para Dilma, o seu vice, Michel Temmer, PMDB, afirmara que não é coisa consagrada a reeleição da presidente Dilma em 2014.


Estamos no dia 15 de julho. É muito cedo para dizer que o quadro está definido.  Tudo pode acontecer.  Todas possibilidades colocadas acima tem chance de prosperar.  Nunca antes, o voto de cada eleitor, esteve tão valorizado como agora. 


Que vença a democracia!


Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR
Twitter: @sakamori10

3 comentários:

  1. Em BH o Patrus (PT) mal lançou a candidatura e já está na frente. É claro, tem apoio de Lula e de Serra (indireto, encarnado por Kassab)

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  2. Muito cedo sim para sabermos quais candidatos para 2014. Entretanto, creio que Aècio será um deles. O que me farà queimar os "miolos". Não voto no PT, mas tambèm não me agrada a pessoa do Aècio. Além da fama de farrista e etc e tal da criatura, que não agrada a mim, nem à muitos mineiros, não confio nele como político, quanto mais para governar meu país.

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  3. Para permanecerem no poder os polìticos fazem qualquer coisa. Apoiam, tiram o apoio...E tudo è estudado e feito pensando a longo prazo. Bom, pensando melhor, fazem coligacões ," conchavos" as pressas tambèm. È um vale tudo!

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