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quinta-feira, 26 de julho de 2012

DÓLAR NO ÍNDICE BIG MAC ESTÁ EM R$ 2,30

O real é a quarta moeda mais valorizada no mundo. Pelo menos de acordo com o Índice Big Mac, feito pela revista inglesa Economist como uma forma de medir o poder de compra dos países e a força de suas moedas ante o dólar, com base em um produto comum a todos eles: o sanduíche da rede de fast food norte-americana. Fonte: Folha.


 O índice, que costumava listar apenas o preço do Big Mac em cada país, foi reformulado no ano passado para incluir as variações da moeda de cada nação ante o dólar.
No caso do Brasil, o cálculo indica que a sobrevalorização do real frente à moeda americana --ou do Big Mac daqui comparado ao Big Mac de lá-- é de 14%. Fonte: Folha.


Por outro lado, é na Ásia que estão as moedas mais depreciadas, ou os países onde se poderia comprar mais Big Mac's por dólar: na China, Indonésia e Hong Kong, a desvalorização passa dos 40%, segundo a Economist. Fonte: Folha.


Veja só, as coincidências.  Índice medido pela FGV-SP, o dólar deveria estar em R$2,32.  Índice Big Mac da revista Economist aponta R$2,30.  IPEA do governo aponta número semelhante ao que eu levantei R$2,40.  Isto já é quase um consenso.  O resto é balela.  Dizer que a banda correta é entre R$2,00 a R$2,10, só para puxa saco do Mantega e Tombini.


Se fizer equivalência com o Índice Big Mac da China e Brasil,  o nosso real estaria valente equivalente a R$1,20 para cada dólar, para produtos importados do China.  É por esta razão que há enxurrada de produtos chineses entrando no país.  Para nós, os produtos chineses são baratos, relativamente aos custos industriais de lá.  


Eu pergunto, está certo a política cambial dos chineses ou dos brasileiros?  Nós ajudamos os chineses criarem o emprego lá na China. Mantida a atual política cambial, com intervenções, no sentido contrário aos dos chineses, fica muito difícil produtos brasileiros serem competitivos no exterior.  Câmbio sobrevalorizado produz o efeito nefasto da desindustrialização do país.  É o que o governo Dilma insiste em fazer, para manter a "falsa prosperidade" a todo custo.


Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR
Twitter: @sakamori10

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