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sexta-feira, 6 de julho de 2012

REBATENDO MENTIRAS DO MANTEGA E DILMA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na noite desta quinta-feira que o governo trabalhará duramente para que a economia cresça neste ano mais do que em 2011.  Em discurso durante evento promovido pela "Agência Estado" em São Paulo, Mantega rebateu as críticas cada vês mais constantes entre empresários e economistas de que o governo não tem uma política de desenvolvimento de longo prazo e está muito focado em ações emergenciais. Fonte: Folha.


Concordo com as críticas dos empresários e economistas de que o governo não tem uma política de desenvolvimento de longo prazo.  Quero que o ministro mostre para o país, a política do governo Dilma na área de educação, saúde e segurança pública.  Que plano de longo prazo apresentou o ministro Mercadante da educação? Quais são os planos de atendimento hospitalar de longo prazo apresentado pelo ministro Alexandre Padilha? Quais são os planos de segurança pública apresentados pelo ministro José Eduardo Cardozo?  Tem algum plano nacional sobre infraestrutura rodoviária? De ferroviária? De portos?  O que ouço falar é sempre o tal PAC que nada mais é do que uma colcha de retalhos de obras emergenciais.  



O ministro disse que o governo está fazendo um "reforma estrutural que vai revolucionar a vida das empresas" Segundo ele, o país tem agora "uma nova matriz macroeconômica, representada por juros reais bem mais baixos, política fiscal sólida, combinada com uma taxa de câmbio menos valorizada e mais competitiva". Fonte: Folha.


O que ministro Mantega se refere como nova matriz macroeconômica (sic) é como querer se referir àquela política praticada até maio deste ano fosse uma "velha fórmula" que não deu certo.  Nem sei bem o que o ministro quis dizer sobre "uma nova matriz macroeconômica".  Os juros reais pagos pelo Tesouro brasileiros são mais baixos, em relação aos absurdos pagos até há poucos meses, mas ainda está longe de alcançar a média mundial.  Quanto ao câmbio, ainda está longe de alcançar o patamar histórico, que corrigido deveria estar no patamar de R$2,40.  O número que apresento é muito semelhante àquele apresentado pelo IPEA do próprio governo.  Esta "matriz" que o ministro se refere fica bonito no discurso para enganar os trouxas.  


"É uma fantasia dizer que medidas voltadas para o consumo estão com a sua capacidade esgotada. Basta observarmos os dados recentes de vendas de linha branca, móveis, e automóveis para que essa tese caia como um castelo de areia", disse. No semestre, o número de veículos produzidos ficou 9,4% abaixo dos fabricados nos primeiros seis meses de 2011. Saiu das montadoras na primeira metade de 2010 1,55 milhão de veículos. Fonte: Folha.


Os números macroeconômicos mostram o contrário.  No início do governo Lula, o endividamento dos brasileiros estavam em 23% do PIB e no final do primeiro ano do governo Dilma o número tinha pulado para 52% do PIB.  Sim, talvez a capacidade de endividamento dos brasileiros possam alcançar o patamar de 100% do PIB como aconteceu com os gregos, portugueses e espanhois.  O ministro tem razão, é fantasia pensar que não é possível levar o país para uma situação de Grécia ontem. É possível, sim.  


Sem uma retomada mais robusta na produção, permanece o temor de novas demissões e ajustes no quadro de funcionários nas fábricas. Volkswagen e GM já anunciaram planos de demissão voluntária e se somaram a linhas de caminhões de grupos como Mercedez-Benz e Scania, que alteraram jornadas e suspenderam funcionários por um período. Fonte: Folha.


A realidade exposta pelo ministro Mantega está completamente dissociada com o que acontece na realidade nos páteos e nas linhas de montagem das fábricas de veículos.  Será que as empresas transnacionais estão loucas?  Creio que não.  Elas nunca perdem dinheiro, porque direcionam as indústrias conforme a demanda.  Que digam os trabalhadores dispensados nas fábricas das companhias citadas.


Apesar das mudanças nas regras que levaram a um menor rendimento na caderneta de poupança, o saldo entre os depósitos e os saques chegou a R$ 5,15 bilhões em junho, o maior valor para o mês desde 2002. Para o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel Oliveira, os depósitos ainda estão altos porque os fundos de investimentos continuam cobrando taxas de administração muito caras. Como no final de maio o Banco Central cortou a taxa básica de juros (Selic) para 8,5%, novos depósitos feitos em junho já tiveram rendimento menor. No novo modelo, a remuneração é de 70% da Selic mais TR (Taxa Referencial). À medida que a taxa Selic cair, o rendimento da caderneta também cairá. A regra antiga continua valendo somente para os depósitos efetuados até o dia 3 de maio, independentemente de reduções da Selic.  Fonte: Folha.


Podem até estar certo a análise da Anefac, de que está havendo migração de fundos de investimentos para a poupança, pode ser.  A minha opinião é totalmente diversa daquela do presidente da Anfac.  O povo não é bobo.  Diante de tanta notícia ruim, vindo de fora e de dentro do país, a população, de pequenas economias, resolveu poupar ao invés de ir para o consumo tão incentivado pelo governo Dilma.  Está certíssimo o povo brasileiro, numa situação assim, o melhor é continuar poupando.  O povo não quer passar a situação dos portugueses, dos gregos e dos italianos.  Está certíssimo o povo brasileiro!  O mundo da fantasia acabou!


Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof.da UFPR
Twitter: @sakamori10

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