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sábado, 27 de outubro de 2012

DILMA MANDA MAQUIAR O BALANÇO (ORÇAMENTO).


O esforço fiscal do governo está inflado em cerca de R$ 25 bilhões graças à ajuda de receitas atípicas. A estimativa é do economista Gabriel Leal de Barros, da FGV e será publicada na revista "Conjuntura Econômica" do próximo mês.  Com um crescimento econômico menor e desonerações fiscais para estimular a atividade, as receitas do governo cresceram 1,8% em 2012 (já descontada a inflação). Já as despesas aumentaram 6,5%. Com receitas menores e despesas em alta, o esforço do governo para o pagamento da dívida emagreceu substancialmente, diz Barros. Fonte: Folha.

E o governo intensificou o uso de receitas atípicas.  "Seria melhor o governo assumir que não cumpriria a meta em vez de forçar as receitas com essa contabilidade criativa", diz. "Com esses ajustes no superavit primário, o governo distorce o real impacto dos seus gastos na demanda."  A "contabilidade criativa" não é novidade no governo. Segundo Barros, é utilizada em maior ou menor medida desde 2008. O termo é adotado para designar meios considerados alternativos para inflar a receita ou para reduzir a despesa primária, como a operação de capitalização da Petrobras. Fonte: Folha. 


Presidente Dilma vive criticando a Angela Merkel da Alemanha, sobre excesso de rigor na execução orçamentária daquele País. Critica, também, sobre injeção de recursos do BCE garantir liquidez na Zona de Euro.  Pois bem, a Dilma para mostrar que segue à risco a execução orçamentária, faz maquiagem, nos números, uma verdadeira "gambiarra" que salta à vista.  E a ofensiva dada pelo bancos oficiais injetando recursos bancados pela União, já comentada em matéria anterior, faz exatamente como BCE faz.  Logicamente, o discurso dela sobre "canibalismo" e "tsunami financeiro" foi apenas para enganar os "trouxas" do mercado interno, que somos nós.  

À rigor, a maquiagem em si não traz nenhum efeito nefasto para a economia, mas o que se questiona é a "manipulação" de números.  Coloca-se em dúvida, à essa altura, qualquer outro número como endividamento bruto do governo federal, o PIB, o índice de inflação e outros tantos.  Lembrei-me do "tabelamento da inflação" pelo ministro Delfin Neto em 12% ao ano.  Igualmente, lembrei-me da discussão patética sobre a inclusão ou não do chuchu no cálculo da inflação, à época.  A conclusão que chego é que se a Dilma manda maquiar o número de orçamento, que é uma peça importante ao País, não estaria maquiando outros números que apresentam à população, para garantir a sua popularidade.  Vamos acompanhar atentamente.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori10

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