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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

BRASIL, CONTINUA COLÔNIA DO PRIMEIRO MUNDO



O Brasil subiu dez posições no ranking dos maiores importadores de manufaturados entre 2005 e 2011. No mesmo período, caiu três degraus na lista dos maiores exportadores. Os movimentos mostram que, em vez de ganhar relevância como exportador de bens industrializados, como sempre almejou, o país vem aumentado seu papel como grande mercado consumidor. Fonte: Folha.

É o que mostra um estudo recém-concluído do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), realizado com base em dados da OMC (Organização Mundial do Comércio). De acordo com o levantamento, o país já é o 20° maior comprador de manufaturas do mundo. A fatia brasileira das importações mundiais dobrou em seis anos, para 1,4% --bem mais do que os 0,7% de participação nas exportações globais. Fonte: Folha.



Os números também refletem a expansão da economia brasileira, o que é positivo, mas esse consolo não pode ser observado na posição do Brasil no ranking dos exportadores de manufaturas.
Nos últimos seis anos, o país caiu da 26ª posição para a 29ª. "Isso é até mais preocupante do que o nosso 'pulo' no ranking dos importadores. A indústria não consegue oferecer seus produtos a preços interessantes lá fora", afirma a economista Cristina Reis, consultora do Iedi. Fonte: Folha. 

Vou direto no assunto.  Isto que foi noticiado é resultado da política econômica da presidente Dilma.  Não adianta comparar os números de Selic com as da era Lula ou FHC. Os desafios e o ambiente econômico do país é totalmente diferente dos períodos anteriores.  O que conta é a evolução dos números em termos de participação no comércio mundial, que certa forma reflete o grau de desenvolvimento do país.  O Brasil responde por 0,73% em exportações do comércio mundial enquanto respondemos por 1,37% em importações, em termos de manufaturados.  Isto mostra também, o atraso tecnológico do Brasil.  

O raiz da questão está nos pontos que tratamos inúmeras vezes aqui neste blog, quais são:  Câmbio defasado, alta carga tributária, infra-estrutura logística deficiente, cipoal de burocracia para o setor produtivo no país, opção do BNDES em financiar as empresas maquiadoras´, falta de capacitação dos trabalhadores para indústrias de pontas e além da corrupção no setor público.  Cada governo que passa vai postergando o solucionamento destas questões básicas, porque a maturação delas é lenta, pode levar décadas.  Os governantes de plantão, e este não difere dos outros, a política econômica está pautada em calendário eleitoral, de cada 2 anos.  

Já me manifestei sobre os temas problemáticos que o país enfrenta, mas não me furtarei em voltar aos mesmos, diuturnamente, até que a imprensa brasileira cobre da presidente Dilma, medidas mais consistentes sobre inovação tecnológica.  Falo de indústrias com inovação tecnológica, não de indústrias maquiadoras.  Foxconn é ícone da indústria maquiadora, que ganhou até financiamento do BNDES, apenas para exemplificar.  Falo também, da exigência de inovação tecnológica na indústria automotiva feita pela presidente Dilma.  Pergunto, se tem alguma empresa nacional na área automotiva?  Quando estas empresas transnacionais levantarem o acampamento vão levar tudo embora, inclusive a inovação tecnológica. Não se iludam.  

Pelo exposto, Brasil continua colônia do Primeiro Mundo, querendo ou não.

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professora da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori10 e @sakamori12 

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