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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"DAY AFTER" DAS ELEIÇÕES. VEM BOMBA NAS BOMBAS DE GASOLINA!


Ninguém comenta sobre o que aconteceria ao day after das eleições municipais, precisamente após o segundo turno.  Uma surpresa que a presidente Dilma está guardando para ser anunciada após apurações do segundo turno.  O anúncio não deverá ser feito pela presidente Dilma, porque é uma medida impopular.  Vai deixar para a Graça Foster, sua companheira de guerrilha, hoje, frente à Petrobras.

Explico. A Petrobras vem sofrendo prejuízos seguidos por conta da defasagem de preço de gasolina na refinaria.  O último aumento foi em junho deste ano na refinaria, cujo impacto na bomba dos postos de combustíveis não fora substancial, porque parte do aumento foi compensado com a diminuição da alíquota da Cide.  Acontece que o aumento da época, não cobriu sequer a defasagem que vinha de antes, segundo analistas em 15%, à época, sem considerar o depreciação do real perante dólar deste ano, em cerca de 20%.  A Petrobras entrou num círculo vicioso, nada virtuoso, por falta de geração de caixa, por estar exercendo função do mecanismo de contensão da inflação imposto pela presidente Dilma.  Podemos traduzir de outra forma, uma verdadeira contensão da popularidade da Dilma, sobretudo no período eleitoral.

No meu entender, conforme análise apresentada em matérias anteriores sobre a Petrobras, o valor do mercado das ações da Companhia, hoje, comparado com o pico de 2008, antes da crise financeira mundial, é de 50%.  Grosso modo, o mercado percebe e antecipa para o valor presente, a situação da Companhia no médio e longo prazo.  O mercado sinaliza que, se mantida a atual política de reajuste de preços dos combustíveis, a situação da Petrobras não é nada promissor, apesar de atuar como oligopólio nas exploração do petróleo no território brasileiro.  Sinais visíveis vem do declínio da produção diária do petróleo, em seus campos.  Em consequência, aumento cada vez mais acentuada das importações de gasolina para suprir a demanda interna.  O que gera, num círculo vicioso, quanto mais consome maior é a perda para Petrobras.

Segundo Graça Foster, presidente da Petrobras, a Companhia abandonou a política de "paridade" nas bombas para adotar uma nova política mitigadora denominada por ela de "convergência".  Trocando em miúdos, a Petrobras não vai repassar eventual aumento de combustíveis no mercado mundial, mas apenas vai fazer o preço na bomba se aproximar da "paridade" com os preços internacionais de petróleo.  Há que se levar em conta, ainda, a compensação pela defasagem do preço em função da depreciação do real para chegar no preço de "convergência".  Pelo menos, enquanto Dilma for presidente, a Petrobras vai andar sempre em agonia, à mercê da vontade pessoal da presidente da República, no caso da Dilma. 

Dito isto, é imperativo presidente Dilma promover reajuste de combustíveis na bomba, num prazo o mais breve possível, sob pena de sucatear definitivamente a Petrobras.  Dilma não é louca para não fazê-lo, porém, não o fará antes do segundo turno das eleições, conforme comentado no preâmbulo desta.  Assim fará no day after da eleições sob pena de colocar a saúde financeira da Petrobras em sinal de alerta pelas agências de classificação de riscos.  Haja, coração para aguentar, sob ponto de vista dos acionistas  minoritários!

Por isso, afirmo, sem medo de errar: Day after das eleições. Vem bom na bomba nas bomas de gasolina! 

Um comentário:

  1. Sr. Ossami, porque se tem que subir o preço. Afinal assim como a Venezuela somos produtores.
    Quem é o dono da Petrobras?

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