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domingo, 14 de outubro de 2012

BRASIL. UMA LUZ NO FINAL DO TÚNEL.


Contrastando com as notícias negativas do cenário mundial dos últimos 9 meses, a crise econômica mundial parece ter batido no fundo do poço.  Há previsão de ligeiro crescimento do PIB americano, antes previsto para 1,5% para o ano de 2012, revisto agora para 1,7%. Há, também, reação tímida do PIB alemão.  E o Japão, enfim, debruça-se para ensaiar para sair da estagnação, após quase duas décadas de estagnação.

Durante quase 10 meses deste ano, o mundo assistiu a crise de liquidez na Zona de Euro, culminando com o default da Grécia e da Espanha.  Assistiu também, a retração no crescimento da China, abaixo do índice que há 20 anos vinha crescendo.  Esses dois fatores foram determinantes no resultado do pífio PIB brasileiro, estimado em menos de 1,7%.  Num cenário de inflação ascendente, o crescimento do PIB nos níveis atuais não temos nada a comemorar.  No entanto, sinais vindo do exterior faz com que o Brasil possa enxergar uma luz no final do túnel, apesar de política econômica equivocada.

Da Zona do Euro, temos notícias de que a Grécia, até que enfim vai assinar a renegociação da dívida proposta pela UE, FMI e BCE, conhecido como troika, até o final deste mês.  Os bancos espanhóis vão fechar acordo com BCE para resolver o problema de liquidez, ainda dentro de 2012.  Estes dois fatos, por si só, já sinalizam que UE caminha para certa normalidade, ainda com pífio crescimento do PIB. Porém, comparado com a situação de antes, as notícias são boas, mais do que regulares.  

Somado à notícia da Zona de Euro, as notícias vindo da China sobre o comércio exterior, dão sinais de que a crise financeira internacional de 2008, no meu entender, tenha chegado no fundo do poço.  Após 3 meses consecutivos de declínio, as exportações chinesas cresceram 9,9% e importações em 2,4% no mês de setembro.  Ao que parece, o dragão chinês voltou a rugir.  Isto é bom sinal, para economia mundial, sobretudo para o Brasil que tem pauta de exportação de commodities bastante expressiva para aquele país. 

Assim como levou mais de 4 anos para a crise financeira mundial chegar no fundo do poço, na minha visão, para a economia mundial voltar no patamar nos níveis de antes da crise de 2008, deverá demorar outros mesmos anos.  As notícias são boas, porque já batera no fundo do poço, mas não tanto alvissareiras porque ainda resta longo caminho da recuperação.  Digamos que a economia mundial foi transferido da UTI para o CTI.  O primeiro reflexo vai acontecer nas bolsas, no médio prazo.  Anotem, que será assim.

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

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