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sábado, 13 de outubro de 2012

DILMA, INFLAÇÃO ESTÁ MOSTRANDO OS DENTES!


A recente alta da inflação, que chegou a 0,57% em setembro, foi atribuída principalmente aos efeitos da seca nos Estados Unidos sobre o preço dos alimentos. Mas especialistas perceberam uma tendência mais preocupante no resultado do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Fonte: Estadão.

A alta dos alimentos não é fenômeno isolado e passageiro. Segundo alguns economistas, a pressão inflacionária está se espalhando e atingindo um número cada vez maior de produtos e serviços. Como a economia voltou a crescer, aumentou o risco de que a inflação suba de patamar ou fique em um nível elevado por muito tempo - mesmo se os preços dos alimentos caírem. Fonte: Estadão.


"A trajetória de aumento do índice de difusão no contexto atual de aceleração da atividade é preocupante", diz a economista da Rosenberg Consultores, responsável pelo índice de difusão, Priscila Godoy. Ela diz que a aceleração do IPCA, que saiu de 0,08% em junho para 0,57% em setembro, foi desencadeada pelo choque pontual na oferta de produtos agrícolas provocado pela seca nos EUA. Fonte: Estadão.

Mas o BC não está tranquilo com a inflação. Além da decisão do Comitê de Política Monetária não ter sido unânime, o comunicado oficial registrou que o banco vai parar de reduzir os juros por período "suficientemente prolongado", para fazer a inflação convergir para a meta. Em 12 meses até setembro, o IPCA acumula 5,28%. O resultado está acima do centro da meta, de 4,5%. Fonte: Estadão.

Presidente Dilma e sua equipe faz de tudo para segurar a inflação para não cair na situação de "estagflação".  O quadro já era previsível, desde o final do primeiro semestre, já comentado aqui.  Houve muita crítica sobre o ponto de vista apresentado anteriormente, mas o que se vê é que o governo tenta de toda forma segurar a inflação no momento de estagnação.  O controle sobre o câmbio é uma das formas.  A outra forma é segurando o preço dos combustíveis na bomba, porque este provocaria efeito cascata em demais produtos.  Só que na contramão estimula o consumo via CréditoFácil e CréditoBarato, numa atitude bipolar. 

Independente do aumento dos combustíveis ocorrer ou não no curtíssimo prazo e controlando o câmbio na banda informal de R$2,00 a R$2,10, ainda assim, existem componentes inexoráveis que ocorrerão nos meses de novembro e dezembro.  O primeiro componente, nada desprezível, é a volta do IPI cheio para setor automotivo.  O segundo componente, este explosivo, somado à política do CréditoFácil e do CréditoBarato, será o pagamento do 13º salário para os trabalhadores.  Este último, deve aquecer a economia nos níveis tradicionais entre 4% a 5% no 4º trimestre.  

O IPCA acumulado de 12 meses é de 5,27% segundo IBGE, fechado em setembro.  Tem muita chance de IPCA fechar o ano em torno de 6%, considerando câmbio estável no patamar de hoje e postergando o aumento de combustíveis para o início de 2013.  Isto é, jogando parte da inflação para o primeiro trimestre de 2013.  O PIB de menos de 2% e inflação próximo de 6%, não é quadro de "estagflação" ?  Não tem como fazer mágica com os números.  Pode fazer até maquiagem, mas os números não refletiriam a situação econômica real do país.  

Por conta do calendário das eleições, a presidente Dilma, vem praticando a política econômica, empurrando de barriga os temas explosivos para pós eleições, causando no momento, os índices econômicos aceitáveis, colocando camisa de força no câmbio e nos combustíveis.  Que termine de uma vez as eleições, para economia voltar à normalidade.  

Dilma, inflação está mostrando os dentes! Cuidado com estagflação!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT. Twitter: @sakamori12

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