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domingo, 7 de abril de 2013

ELEIÇÕES 2014. NOVAS GERAÇÕES x VELHOS DISCURSOS!


Depois de percorrer o Nordeste, a presidente Dilma Rousseff já tem traçada sua rota na estratégia eleitoral para o resto do ano. A partir de agora, Dilma vai levar um "kit viagem" a pequenas cidades de Minas Gerais, reduto eleitoral do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e, no segundo semestre, a comitiva do Palácio do Planalto vai iniciar uma série de visitas a São Paulo, Estado em que o PT vê necessidade de quebrar a resistência dos eleitores ao partido. Fonte: Estadão.

Comentário.

Depois da promessa de fazer o "diabo" nas campanhas presidenciais de 2014, a presidente Dilma se antecipou e botou a campanha na rua, à todo vapor.  Dilma vai fazer périplo pelo Brasil a fora, distribuindo equipamentos contemplados com verbas orçamentárias para compras governamentais, dentro da medida de estímulo à indústria de montadoras de veículos e equipamentos assinada no auge da crise das montadoras.

Dentro deste quadro, tiraram dos armários, os potenciais candidatos à presidência da República em oposição à reeleição da Dilma.  Tudo começou nas férias do final de ano da Dilma na base naval de Aratu em Salvador.  Dilma teria convidado Eduardo Campos para o cargo de vice no lugar do Michel Temer, no que o interlocutor teria respondido com incisivo "não".  Daí é que Dilma "quebrou" o dedão do pé e ela antecipou a sua volta de férias, para se reunir com os seus principais assessores políticos Aloizio Mercadante e Fernando Pimentel no Palácio da Alvorada.

Diante do lançamento precipitado da candidatura à reeleição da presidente Dilma, já se lançaram informalmente ao mesmo cargo, a Marina Silva pela Rede Sustentabilidade, partido em construção. Igualmente o senador Aécio Neves pelo PSDB, lançado pelo presidente FHC, pelo partido da oposição.  Embora negue, a movimentação do Eduardo Campos, PSB, é para se lançar como candidato ao mesmo cargo.  

Eduardo Campos, 48 anos, juntamento com Aécio Neves, 53 anos, fazem parte de uma nova safra de políticos.  São políticos que não vivenciaram o regime militar de 64.  Eram meninos, à época do regime.  As ligações de ambos contra o regime militar, seria, coincidentemente, através dos seus avôs Miguel Arraes e Tancredo Neves.  Para mim, isto tem pouco a ver com as posturas dos cidadãos Eduardo e Aécio.  O último governo do regime militar encerrou há 28 anos!

Importante lição nós aprendemos com o nefasto regime de exceção que governou o País por 20 anos.  No entanto, o Brasil de hoje, tem novos desafios, temos novas gerações, muitas nem sabem do que se trata o regime militar de 64, ou revolução de 64, como queiram alguns citar o regime de exceção.  Essa espécie de revanchismo e disputa pelo espólio do regime, me dá náuseas.  Eu vivi, pessoalmente, o regime que o "sistema" mandava no País.  E, curiosamente, vivo hoje, um novo regime ou um novo "sistema" montado em cima do espólio do regime militar.  

Dentro deste contexto aparece os dois novos nomes o Aécio Neves do PSDB e Eduardo Campos do PSB.  São pessoas que não vivenciaram a época do "chumbo" do regime militar de 1964 ou revolução de 1964 como queiram denominar.  Fazem parte desta safra o senador Aloizio Mercadante ou Fernando Pimentel do PT.  É a safra nova da política, embora, digam que fazem parte dos discursos antigos.  Chega! Em 2014, o fim da ditadura militar no Brasil terá feito 30 anos!  Vamos mudar o disco, pelo amor de Deus!

O que seria o discurso de 2014?  O discurso de 2014 deverá pautar, não mais, quem era a favor ou contra o regime militar de 1964, mas o Brasil do novo milênio.  Já estaremos no 14º ano do novo milênio. Em 30 anos, o mundo mudou.  A guerra fria já acabou faz tempo, pelo menos para os principais atores globais, os EEUU, Rússia e China.  E o Brasil continua, com ideologia de 30 anos atrás, em comunhão com o regime ultra-ultrapassada do Cuba e Venezuela e de quebra do Irã, Coréia do Norte e Síria.  Põe atraso nisso!

Nos próximos 5 anos, os novos atores globais, não serão mais EEUU, Japão e UE.  O novo cenário da economia global terá deslocado o centro do seu eixo mais para o oriente.  A economia global daqui a 5 anos será dominada pela China, EEUU, UE, Japão, Índia e Rússia. O Brasil como nação, tem o desafio do crescimento sustentável à níveis dos blocos emergentes, se quiser fazer parte dos atores da economia global.  Senão perdemos o bonde da história.

As fórmulas clássicas da administração pública, sobretudo em economia, já estão ultrapassadas há muito tempo.  A crise financeira mundial de 2008, já demonstrou que há que os conceitos ortodoxos já ultrapassados devam ser arejados.  O mundo está conectado e se adaptando rapidamente aos novos tempos e desafios.  E o Brasil continua, ainda, com a discussão ultra-ultrapassada da revolução bolivariana ou coisa que valha.  

Se as gerações novas de políticos, Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB), Alizio Mercadante (PT) e Fernando Pimentel (PT), não acordarem para a nova realidade do mundo globalizado, é como trocar 6 pela meia dúzia.  Deixem as velhas discussões de esquerda e direita para os velhos caciques, entre eles a presidente Dilma e rediscutir o Brasil inseridos no novos tempos.  O maior desafio para todos os candidatos será sem dúvida, colocar o Brasil entre os principais atores do mundo globalizado, porque as condições para tanto nós temos.  

Temo que as novas gerações de políticos continuem a fazer os velhos discursos!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

3 comentários:

  1. Perfeito! Fora o ingrediente pernóstico e atuante da corrupção, que se agregou nesses últimos 30 anos, temos que extirpar essa conversa mole da nossa temática, do nosso verbo! Chega desse discurso chinfrim e caduco! Eduardo Campos é realmente o novo, o inovador e focado no trabalho! É jovem, destemido e inteligente, o produto realmente novo pra esse país sair dessa lama!

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  2. E qual presidenciável trabalha com ideias do novo milênio senão Marina Silva?

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  3. Caros amigos,...

    Infelizmente o "atual" Brasil, que a tudo e todos corrompeu e corroeu, é formado por uma "elite política", formatada em modelo paternalista, há muito ultrapassado. Enquanto S.Francisco continuar dominando o cenário, com sua máxima "É dando que se recebe", teremos um nefasto panorama, onde o escambo é a tônica e seu cerne beneficia premissas pessoais, sem levar em conta as reais necessidades comunitárias.
    Peço vênia aos amigos que me precedem nos comentários, para discordar dos seus candidatos: Marina Silva é uma pobre coitada, presa a um discurso monocórdico que mais parece um lamento, desprovida de qualquer programa sério de governo, que não premie as pererecas em fase de extinção,...Simplesmente não tem a necessária estatura, ainda que seus "votos de simpatia" a habilitem como "fiel de balança". Já Eduardo Campos, desponta no horizonte como uma bela promessa de futuro, entretanto, para a safra de 2014, ele certamente não estará pronto. Falta-lhe mútuo conhecimento; do Brasil como um todo, nosso, dele! Pode até ser, mas não agora!
    Nem arvoro-me em dizer quem seria o ideal dentre os que se propõe. Talvez, por um escárnio do destino, dentre todos candidatos, infelizmente não vislumbro nenhum,....
    Tivesse uma varinha de condão? Certamente daria uma chance àquele que considero o homem mais preparado do Brasil para este posto: José Serra! Mas,...isso é a minha opinião,e ainda que seja seguido por aproximadamente 45% da população, ainda assim não é o suficiente.
    No mais, seja lá quem for o "ungido", certamente veremos mais uma vez, instalar-se a maldição dos projetos de poder, vício maior de nosso famigerado sistema político.

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