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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

OS APTOS DO MCMV DEVERIAM SER INTERDITADOS!


Em continuidade à matéria anterior "Dilma e a farsa da Minha Casa Minha Vida", vou colocar aqui, para discussão dos leitores e dos não leitores, assunto que considero de alta relevância.  O momento é oportuno, porque o povo em geral está em estado de comoção com a tragédia ocorrido em Santa Maria, RS.   E digo de cara, não sou urubu, sou apenas andorinha solo.  Vejamos então o que se passa. A matéria, novamente, é inédita.  Nenhum veículo de comunicação levantou o problema.

O programa Minha Casa Minha Vida, foi lançado apressadamente pelo presidente Lula para eleger a Dilma Rousseff, à época desconhecido pelo povo brasileiro.  Lula apelidou a Dilma de mãe do PAC.  O programa MCMV, Minha Casa Minha Vida, ainda tem sido o programa carro chefe do governo Dilma, uma vez que demais programas não decolam para a tristeza da presidente.

O programa está baseado sobretudo em imóveis com limite de valor entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, conforme o tamanho da cidade.  Este tipo de imóveis recebem o subsídio do governo ou melhor subsídio dos trabalhadores mediante utilização das rendas provenientes do FGTS.  Sobre isto, já falei na matéria anterior.  

Diante da limitação do valor, embora as construtoras recebendo parte em subsídio do governo ou melhor dos trabalhadores, não conseguem viabilizar habitações com sistema construtivo normal.  Adotam-se a 4 cantos do Brasil, nas habitações em forma de apartamentos, num prédio de mais de 8 andares, o sistema construtivo denominado "estrutura mural".  Tecnicamente, nada de anormal, quanto a consideração de cálculo estrutural do prédio.

Explicando aos leigos, o sistema de cálculo "estrutura mural" leva em consideração, tão somente, as paredes para sustentação das cargas ou peso da edificação.  Quanto mais baixo o andar, as paredes sustentam peso maior, isto nem é preciso explicar.  Explicitando, o prédio calculado não existem pilares de sustentação. As paredes, neste tipo de hipótese de cálculo, nada errado tecnicamente, são os únicos elementos que sustentam o peso do prédio, portanto elas são "irremovíveis" segundo calculistas.

Dizem as construtoras do programa MCMV que, os mutuários ou os futuros moradores, assinam compromisso de que não removerão as paredes e que não irão fazer nenhuma reforma no apartamento.  Mas, quem garante que algum casal sem filho, não queiram transformar o 2 quartos e 1 quarto, derrubando a parede.  E se esse morador for do 1º andar, está certo uma tragédia de desabamento do prédio inteiro ou parcialmente.  Isto é como matemática: 2 + 2 = 4.

Pode ser que o primeiro comprador que assinou o compromisso de não derrubar as paredes se lembrem do documento.  Mas quem for adquirir imóvel de revenda?  Será que vão se lembrar do compromisso de não fazer reformas mexendo em paredes?  Veja que tragédia que resultou em reforma envolvendo paredes, no edifício que desabou na cidade de Rio de Janeiro, no ano passado.  Deu no que deu.  As edificações do programa MCMV com estrutura mural, acima de 8 andares, estarão sujeitos às mesmas tragédias! 

Na condição de engenheiro civil e tendo sido professor da cadeira de Estabilidade das Construções na UFPR, a minha prescrição é de que os apartamentos construídos no "sistema mural" sejam interditados.

Os apartamentos do MCMV são tragédias anunciadas! 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

4 comentários:

  1. Importante observação. Texto para se refletir... Bom dia!

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    1. Absurdo mais absurdo até quando vamos trocar vidas por votos.

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  2. Quando cair o primeiro desses, nos lembraremos de ti - do teu alerta !

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