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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Viaduto BH. Tragédia anunciada!

Crédito da imagem: Globo

A imprensa anunciou que saiu o laudo pericial sobre o desabamento do viaduto em Belo Horizonte, onde aconteceu duas vítimas fatais e 22 feridos.  A obra faz parte do programa Mobilidade Urbana, vinculado à realização da Copa 2014.  A perícia constatou que houve falha de projeto de engenharia. 

Chamo atenção ao fato de que está se tornando rotina os erros de projeto ou de construção no Brasil.  O Brasil forma engenheiros com capacidade, de forma geral.   O Brasil já foi responsável pelo pioneirismo de construção de hidroelétrica como do Itaipu, a maior do mundo, em gênero. 


Voltando ao assunto do viaduto do Belo Horizonte.  Quando houve notícias sobre o desabamento, comentei na conversa em família que havia erro na concepção do projeto, pela análise simples da visão do que ocorreu.  Pois, comento estes episódios atípicos sob ponto de vista de engenharia. Ele estão acostumados a ouvir relatos meus de outros erros de engenharia.

No passado longínquo, ainda em Belo Horizonte, desabou uma construção do pavilhão de exposição da Gameleira. Houve outros acidentes graves como o desabamento do viaduto Paulo Frontin no Rio de Janeiro, na fase de construção.  São obras que não observaram os mínimos requisitos técnicos na elaboração de projetos. Acidentes acontecem, em via de regra pela negligência na questão de segurança.  

Pavilhão de exposição da Gameleira que desabou

Viaduto Paulo de Frontin no Rio de Janeiro

Pois, evitamos a ocorrência de acidentes em Curitiba, também no viaduto estaiado em Curitiba.  Ao observar concepção do projeto na revista do Instituto de Engenharia, notei que aquela obra poderia ter problema.  Fiz visita ao escritório da Construtora e fiz análise do projeto que a mim foi franqueado.  Tinha erro de concepção do projeto.  

Felizmente, no caso de Curitiba, o Ministério Público, convocou um audiência pública instado pela minha denúncia. A audiência pública foi uma achincalhação e tentativa de me desconstruir.  O bom é que, após a audiência pública, a contratante, o município de Curitiba e a construtora resolveram mudar a concepção do projeto. Mudaram o projeto de estrutura de concreto para estrutura metálica, porque aquele projeto requeria uma estrutura especial.  Felizmente, Curitiba não vai assistir acidente como de Belo Horizonte, graças a interferência do Ministério Público.

Viaduto estaiado em Curitiba: projeto corrigido

Em sendo, um ex-professor de engenharia, muitas vezes sou instado a dar parecer preliminar para algumas situações de risco. Um desses casos que me deixou feliz, foi a constatação do erro de projeto na cobertura do estádio Couto Pereira, do time Coritiba.  Evitamos, uma eventual, acidente de grandes proporções, se não tivesse corrigido.  O Clube mais do que depressa contratou uma empresa especializada para corrigir os erros.  Eu tenho feito minha parte, sem honorários, apenas para minha satisfação e como dever cívico.

Cobertura do Estádio Couto Pereira, corrigido em tempo para evitar desabemento

Estes acidentes, via de regra, tem duas causas em comum. A primeira causa é o açodamento.  Os projetos de engenharia são feitos num "toque de caixa", porque assim exige o poder público, para fins eleitoreiros.  A segunda causa é a ganância.  Os projetos, em número expressivo, são elaborados desprezando os requisitos mínimos de segurança.  Isto, infelizmente, está virando rotina no Brasil.

Os prédios do programa Minha Casa Minha Vida que atende populações de baixa renda, estão sujeitos ao desabamento. Esta denúncia já fiz neste blog.  Esta denúncia já levei ao CREA, mas não me foi dada atenção. Só sei, que no Brasil, a atenção só será dada, quando houver desabamento do primeiro prédio e houver várias vítimas.  Só assim, as autoridades brasileiras vão tomar providências.  No caso em questão, o que prevaleceu no projeto é a ganância pelo lucro.  E a pressa da presidente Dilma em apresentar como programa "carro chefe".  Lembrando apenas que os mutuários vão pagar as unidades habitacionais em 35 anos!

Prédios do programa Minha Casa Minha Vida: erro de projeto

O episódio do viaduto do Belo Horizonte foi notícia, ontem. Amanhã ficará no esquecimento.  Pelo que foi configurado, a responsabilidade caiu exclusivamente ao projetista.  A Construtura Cowan saiu incólume do episódio.  O prefeito da cidade de Belo Horizonte, também.  A obra que será demolida totalmente, custou aos cofres públicos nada menos que R$ 175 milhões.  Neste caso o povo mineiro é que vai pagar a conta do malfeitos deste grupo de gananciosos que ficam cada vez mais ricos, incluindo a presidente Dilma.

Presidente Dilma: Só interessa reeleição!

Não vem que não tem! Neste episódio do viaduto, quem tem que pagar pelos erros cometidos pelo açodamento das obras, em função da Copa das Copas, são: o prefeito Márcio Lacerda que contratou a obra e a presidente Dilma que deu dinheiro para realizar a sua "Copa das Copas".

Quem vota mal leva chute na bunda!

Ossami Sakamori



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