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terça-feira, 15 de julho de 2014

Chega de ser palhaço da Dilma! Chega!


Vocês não imaginam quanto eu gostaria de levar boas notícias sobre o quadro econômico do Brasil.  Infelizmente, as minhas 1.284 matérias que escrevi desde 15 de fevereiro de 2012, parece não ter servido para nada como alerta ao governo Dilma.

Repito pela 1.285º vez que o governo da presidente Dilma comete erro sistêmico na sua pseudo política econômica. Após 3 anos de "oba oba" em cima dos fundamentos econômicos falsos, chegou a hora de pagar as contas. Isto já era previsto para quem entende minimamente de economia.

Quem está no poder não sente o resultado do equívoco. Quem está mamando na teta do governo, tanto faz beneficiários do programa bolsa miséria ou do programa bolsa empresário, não sente o efeito da política econômica equivocada da Dilma.

Para os beneficiários do bolsa miséria, tanto faz como tanto fez.  Seja governo do PT ou do PSDB eles terão sempre prioridade no atendimento.  São gastos R$ 22 bilhões anualmente.  

Para os empresários, beneficiários do programa bolsa empresário, o PSI - Programa de Sustentação de Investimentos, do governo federal, implementado pelo BNDES, o governo Dilma é uma mãe.  O programa é altamente subsidiado pelo governo da União.  Para ima inflação de 6,5% ao ano e taxa Selic correndo a 11% ao ano, os juros do PSI é de apenas 3,5%.  O sado da conta está em R$ 450 bilhões.

Ambos programas são para criar vagabundos!

O programa carro chefe do governo Dilma, Minha Casa Minha Vida, não é moradia de graça.  O programa é financiamento da moradia com prazo que poderá ir até 35 anos.  O subsídio, o tal do subsídio do programa MCMV, é bancado com o dinheiro do trabalhador, o FGTS.  Na propaganda oficial, dá-se impressão de que as casas são doadas.  Mas, não são doadas, são financiadas.

O erro sistêmico da política econômica (sic) da Dilma é proposital.  Controla-se o câmbio. Controla-se os preços administrados como tarifa de energia e combustíveis.  Tudo isto, para dar a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra". Tudo com intenção de ganhar popularidade.

Como qualquer erro, um erro sistêmico tão grosseiro, não se sustenta no tempo.  Uma hora vem a conta para pagar. Uma hora a casa cai.  Uma hora o elo mais fraco paga.  Uma hora o povo paga.

Apesar de inflação oficial, o IPCA do IBGE, apontar para o teto da meta de 6,5% ao ano, os investidores do mercado financeiro estão à exigir do Banco Central, remuneração de 12% ao ano para suas aplicações.  Isto quer dizer que a inflação real está em 12% ao ano.  

Com a expectativa negativa sobre a inflação, os empresários, fornecedores de produtos de consumo estão prevendo inflação muito acima dos 12% ao ano e remarcam os preços.  Quem faz compra no supermercado sabe o que estou a falar.  Inflação do bolso, certamente, está acima dos 20% ao ano.  É aqui é que mora o perigo.  Há perigo de voltar o espiral inflacionário.

Na outra ponta está o câmbio defasado.  O dólar está variando em torno de R$ 2,20.  O governo pratica, em tese, câmbio flutuante, mas faz intervenções para segurar o dólar no patamar de hoje.  Utiliza-se de mecanismo como "swap cambial tradicional" que é venda de títulos atrelados à variação do dólar.  O Banco Central já despejou no mercado cerca de US$ 65 bilhões de dólares "fake".  Isto tudo para manter o dólar no patamar atual.  

Como já demonstrei numa das matérias anteriores, o dólar deveria estar cotado a R$ 3,00.  Como não está, há um processo de desindustrialização no País.  A indústria que representava no início do governo Lula em 26% do PIB, hoje não representa mais do que 12% do PIB.  Isto é grave!

Resumindo, importamos mais do que exportamos. O resultado desta política econômica "esquizofrênica" é de que estamos criando empregos lá fora.  Estamos criando emprego na China.  Estamos criando emprego na Europa. Estamos criando emprego na Argentina.  E, sobretudo, estamos criando emprego nos EEUU.  

A Dilma não vai tomar nenhuma medida de correção à esta altura do mandato.  O resultado das medidas na economia leva no mínimo 6 meses, portanto não pode esperar nenhuma medida de impacto antes das eleições.  E, o quadro da economia vai deteriorando. Como uma carne que era de primeira vai envelhecendo, vai perdendo de valor. Chega um tempo que a carne apodrece!  Este é o retrato do quadro econômico do País.

Maioria dos leitores, não querem ouvir histórias tristes.  O povo não quer ouvir falar de crise.  O povo quer continuar acreditando que a Dilma vai dar solução.  Mas, não dará.  O equívoco está na formulação da política econômica.  

Para consertar tudo isto levará no mínimo 1 ano, não menos que isto.  Não se iludam, também, que qualquer um dos candidatos à presidência vai consertar isto como um toque de mágica.  Na economia não tem mágica.  Para tamanho desequilíbrio só com remédio amargo.  Não tem outra alternativa!

Escrever matéria como esta, indefinidamente, me cansa! Estou muito cansado, com o que se passa no País.  Dentro de alguns dias vou fazer 70 anos!  Não tenho mais saco para ficar chamando atenção do governo incompetente e corrupto.  Para mim, já está chegando a hora de pegar o boné e voltar a viver minha vida tranquila de antes.

Crédito da imagem: aspirinas urubu (blog)

Chega de ser o palhaço da Dilma!  Chega!

Ossami Sakamori






2 comentários:

  1. Mas quem está mesmo mandando no câmbio do US$? È a bulgara ou o cabra que manda no Banco Central? E vai continuar assim até quando? Quando todas industrias falirem ou entrarem numa fase em que a recuperação se torna impossível? E o desemprego depois? Como vai ser? Com as comissões de trabalhadoress bolivarianas ou soviéticas?

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  2. Prezado sr. sakamori, sou mais idoso do que o sr.mas continuo, com a minha chama da indignação acesa, participando e incentivando os mais novos a nunca desistirem de se indignar e participar. O seu blog demonstra credibilidade e conhecimentos de economia, que são muito importantes, para as inúmeras pessoas que o leem todos os dias.Não deixe que a sua chama de indignação se apague, pois é ela que nos motiva a continuarmos combatendo a opressão e a corrupção, enquanto vivermos.

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