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quarta-feira, 27 de junho de 2012

FERROVIA FILÉ MIGNON PARA CHINESES!


O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), assinou carta de intenção com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) para construir uma ferrovia de Cuiabá a Santarém (PA). O projeto prevê a construção de uma linha férrea paralela à BR-163, que liga as mesmas cidades e está sendo pavimentada. O trajeto é de cerca de 1.800 quilômetros. Segundo o governo de Mato Grosso, o banco se comprometeu a emprestar US$ 10 bilhões. Em contrapartida, produtos e serviços terão de ser importados da China. Fonte: Folha

Como podem ver, os chineses não tem nada de olhos fechados, pelo contrário, em troca de financiamento eles vão nós vender de locomotivas à linha férrea, passando pela tecnologia de informação da manutenção.  Bom para os sojicultores brasileiros, mas ótimo para financiadores chineses.  Lembrando que o governo federal tem uma empresa especializada em construção de ferrovias, a Valec.

O sojicultor afirma que o transporte do meio-norte do Estado até o porto de Santos custa entre US$ 100 e US$ 120 por tonelada. Esse valor cai para US$ 50 a US$ 60 com o escoamento via Santarém. Fonte: Folha.

É urgente a necessidade de elaborar um Plano Nacional de Transporte Ferroviário, calcado à demande de transporte de cargas, hoje atendido em sofreguidão pelas rodovias que mal atende o transporte de passageiros coletivos ou particulares.  Nem céu nem a terra.  O Brasil precisa sair de uma ferrovia que anda a 30 Km/h, em malhas que não atende à necessidade atual, para uma velocidade média de 180 Km/h, que pudesse atender à necessidade de transporte de carga e de passageiroFoi o que eu disse numa matéria sobre ferrovia neste blog. 


Enquanto o governo federal só espera a receita cambial proveniente dos commodities agrícolas, a Dilma é incapaz de mobilizar parte dos recursos que tem ido direto para o bolso dos poucos beneficiados do BNDES.  Desde 2009, o BNDES já repassou o financiamento à juros subsidiados, TJLP, cerca de R$350 bilhões.  Custava financiar um projeto estratégico como Ferrovia Rondonópolis - Santarém (1.800Km) a um custo estimado em R$20 bilhões?  A indústria ferroviária tem competência e capacidade para atender a demanda prevista neste projeto.  Por que deixar para os chineses, se temos recursos e parque industrial para isto?


E por estas e outras mais que acordo pensando que estou no Burundi na África ou no Haiti no Caribe.


Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof.da UFPR.
Twitter: @sakamori10

2 comentários:

  1. QUO VADIs
    karlos batista no blogger
    Alô Prof. SAKA.
    Ferrovias com maiores velocidades p/ transportes em geral É IMPERATIVO ao Brasil e não estas BESTEIRAS de trem-come bola.
    Saliento que sua citação de veloc. MÉDIA de 180 km/h está um pouco exagerada por ser MÉDIA..
    Vamos deixar por MÁXIMA que JÁ ESTÁ de BOM TAMANHO.
    abraços

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  2. Exatamente, trens de tecnologia intermediària (+velocidade mas não BO(a)LA) estão ao alcance de nossa engenharia e revolucionariam o transporte de carga e passageiros. Se a velocidade competir com o Onibus já é de bom tamanho. Imagine SPaulo-Rio em 5 horas!, ou SP-Ctba em 4horas!.

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