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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Angela Merkel & Dilma Rousseff

A chanceler alemã, Angela Merkel e seu partido conservador CDU/CSU ganhou eleições parlamentares com 41,5% dos votos, com avanço de 8% em relação às eleições de 2009.  Segundo notícias, é o resultado mais expressivo dos conservadores desde a reunificação da Alemanha em 1990.

O que tem o Brasil a ver com isso?  Tem tudo a ver.  Os ventos estão a mudar de leste a oeste.  O pragmatismo, sobretudo na área econômica, vem prevalecendo no mundo todo.  O primeiro sinal foi dado com a volta dos conservadores ao governo do Japão, com Shinzo Abe do Partido Liberal Democrata, no final de 2012.  

Para completar a notícia, na última semana, o presidente do Irã Hassan Rohani do Irã mostrou-se disposto a se encontrar com o presidente Obama dos EEUU para reabrir o diálogo, após longos anos de conflito entre os países.  Até 1979, os EEUU mantinha estreita relação com o Reza Pahlavi deposto pelo atual regime. 

Particularmente à presidente Dilma é um golpe fatal à vaidade pessoal dela.   No passado recente, Dilma declarou ser contrário à política econômica de austeridade da Angela Merkel.  Criticou-a duramente, chamando de canibais Merkel e os europeus pela condução da política equivocada (sic) segundo Dilma.  Agora, a rival Angela Merkel no mundo político internacional, será o  destaque, não mais a Dilma.  Na lista de Forbes Angela sobe e Dilma desce. 

O aliado político da Dilma, Mahmoud Ahamadnejad do Irã, não está mais no poder.  O ex-presidente do Irã estava em sintonia absoluta com o PT e em especial com a presidente Dilma.  O novo presidente prefere fazer aproximação com o Obama, ao mesmo tempo que Dilma quer distância do presidente americano, pelo menos para fazer o jogo de cena.

A diplomacia brasileira não enxerga um palmo sobre o que ocorre no mundo.  Aliás em termo de diplomacia, a dupla Lula & Dilma, estão totalmente equivocados, se alinhando ao Evo Morales da Boilívia, Cristina Kirchner da Argentina, Nicolás Maduro da Venezuela e irmãos Castros da Cuba.  Até o nosso vizinho Paraguai já declarou preferir EEUU ao Mercosul, deixando Dilma sem poder político sobre o novo presidente paraguaio.  

O Brasil com Lula & Dilma está ficando cada vez mais isolado do mundo.  Uma diplomacia mequetrefe que prefere se associar ao Bashar al-Assad, ditador sírio, do que se aliar à diplomacia do ocidente, está se consolidando diante da vista do mundo.  O Brasil prefere manter relação estreita com os blocos sul-sul.  No bloco informal BRICS, onde Dilma pensa mandar, a China que é dono do pedaço, querendo ou não o Brasil.

A primavera já chegou em outros cantos do mundo.  Só falta chegar ao Brasil.  As eleições de 2014, deverão dizer, se o povo prefere mesmo o isolamento do mundo ou participar do progresso tecnológico e econômico que dita a nova ordem econômica. 

Ossami Sakamori

2 comentários:

  1. Muito bem colocado, se pensarmos que Dilma, essa Dilma não se enxerga literalmente, pois se mostra mais perdida que qualquer outra coisa. Criticou Merkel e ela ganha mais destaque que antes, e agora as eleições se aproximam e a falta de norte fica cada vez mais evidente ! Abç !

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  2. DOIS SERES POLÍTICOS COM CARÁTERES ANTAGÔNICOS. IMPOSSÍVEL COMPARAR. A PRIMEIRA TEM ESTIRPE PATRIÓTICA, A SEGUNDA TEM PETRIÓTICA.

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