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domingo, 10 de março de 2013

DILMA E PMDB MENTEM SOBRE BOLSA MISÉRIA!


As últimas inserções de propaganda eleitoral gratuita do PMDB, Michel Temer, seu presidente, destaca como feito do partido, a erradicação completa do miséria no País.  Não vou tratar aqui, sobre a briga de paternidade dos programas sociais do governo, no caso Bosa Sem Miséria.  Independente dos governos Lula ou Dilma, ou até mesmo do FHC, os programas sociais não são bancados pelos partidos, nem pelos presidentes.  Os programas sociais são bancados pelos contribuintes, ou seja por mim, por você e por nós!

Pincei alguns trechos de matérias publicadas no jornal Folha de São Paulo, porque ela é extensa.  Como de costume, na sequência, faço os meus comentários.


Segundo o Nobel de Economia Amartya Sen, a pobreza não pode ser definida pela quantidade de dinheiro no bolso. Pobreza é privação de capacidades para participar da vida social e de nela fazer escolhas. Escapar à morbidez precoce ou saber ler e interpretar o mundo são capacidades tão importantes quanto o poder de compra. Fonte: Folha.

O valor de R$ 70 mensais não dá para tomar o metrô duas vezes ao dia em São Paulo, mas pode ser crucial para uma pessoa no interior do Nordeste comprar medicamentos ou material escolar. Os R$ 70 mensais per capita que a gestão Dilma Rousseff estabeleceu como linha de corte para erradicar a miséria são insuficientes para comprar os alimentos da dieta mínima recomendada pelo próprio governo federal.  Fonte: Folha.

A escolha do valor tem contornos eleitorais porque é a partir dele que Dilma vai mensurar seu esforço para erradicar a miséria no país, promessa feita em 2010 e futuro cerne de sua propaganda para tentar a reeleição em 2014. Apesar de o consumo alimentar mínimo ser um dos critérios mais tradicionais no desenho de linhas de miséria, não há unanimidade sobre a maneira de defini-las. Por isso, diferentes entidades estipulam diferentes valores --a FGV (Fundação Getulio Vargas), por exemplo, tinha uma linha de R$ 138, quase o dobro dos R$ 70. Fonte: Folha.

Comentário.

Tecnicamente, está a confirmar os comentários feitos por mim na matéria anterior sobre o tema: "Bolsa Miséria. Brasil País de pinóquios", postada no dia 04 de março passado.  Ao contrário do que afirmara Lula nas suas andanças de que o Bolsa Miséria daria condições de miseráveis (sic) fazerem 3 refeições por dia, o valor é insuficiente até mesmo para se alimentar, conforme FGV.

O que chamo atenção é se o dinheiro é insuficiente até para nutrir-se adequadamente, com que dinheiro os miseráveis (sic) vão pagar as outras necessidades básicas, para poderem se inserir na vida social com dignidade.  O aluguel do barraco, a luz, a água, a vestimenta, os remédios, os deslocamentos com transporte coletivo, material escolar, pagam com que dinheiro?  

Ninguém me tira da cabeça de que o contingente de 22 milhões de chefes de família ou uma população estimada em 80 milhões, já que a média de composição familiar é de 4 pessoas, é "excluído" socialmente.  E o pior, esse povo é excluído ad eternum, como que prisioneiro do curral eleitoral dos velhos tempos de coronéis. Não se trata de erradicação da pobreza, mas trata-se da solidificação de classe social, excluídos socialmente, os párias da sociedade.

Não precisa aprofundar-se na análise de números, basta fazer comparação da renda média da população com a população miserável (sic).  A renda per capita no Brasil é de aproximadamente R$ 22.680 por ano.  Os beneficiários do Bolsa Miséria, tem renda per capita de R$ 1.000.  Não discuto sobre a validade do Bolsa Miséria.  Se antes, este contingente de pessoas miseráveis (sic) tinham renda menor que isto, mais do que justo o conjunto da população, os contribuintes, darem a sua contribuição.

O que questiono, no entanto, não é sobre a validade do Bolsa Miséria, mas sobre o fato de programa ser de "exclusão" social.  É como curral de gado, sem porteira de saída, só porteira de entrada.  Falta efetivamente, programas de saída do Bolsa Miséria.  Não há programas de qualificação e de erradicação de analfabetismo funcional.  Não falo aqui, das escolas técnicas ou de universidades.  Esse povo miserável |(sic) não tem sequer compreensão da linguagem falada, imagine da linguagem escrita!

O mais grave de tudo isto, não é discussão sobre o mérito do Bolsa Miséria, mas sim a "mentira" que passa à população.  Os políticos fazem questão de "esconder" a palavra "extrema", para dar impressão de que o Brasil resolveu o problema da miséria da população.  

Vamos dizer tecnicamente, o Brasil resolveu o problema da pobreza extrema, mas não resolveu o problema da miséria. Este contingente de 22 milhões de famílias, continuam igualmente miseráveis (sic), tanto quanto antes.  Ou preferem acreditar que uma pessoa possa viver com suas necessidades básicas atendidas, recendo R$ 1.000 por ano, ou seja R$ 2,74 por dia? 

A presidente Dilma sai ao mundo vangloriando-se de que conseguiu zerar a miséria absoluta no País.  Isto pode funcionar como exemplos nos países do quinto mundo, mas dizer para Angela Merker ou para qualquer chefe de estado do primeiro mundo é de no mínimo desnudar as nossas mazelas e ao mesmo tempo mostrar a nossa incapacidade em inserir-se no mundo civilizado.   

Vamos ser bem claros, aqui, a miséria é produto das mazelas que vem de sucessivos governos, Dilma, Lula, FHC, Itamar, Collor, Sarney e governos militares, antes que me rotulem politicamente. Agora, tentar passar à população e ao mundo que o problema da miséria no País teria acabado é, de no mínimo, ter o "cara de pau" de mentir "sem pudor".

Dilma e PMDB mentem sobre Bolsa Miséria!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

5 comentários:

  1. Estes bandidos vão ter que ser arrancados na marra do poder porque por eleição eles se perpetuam....vamos aguardar os acontecimentos mundiais que vão ter reflexos por aqui também....

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  2. CORRUPÇÃO DO DICIONÁRIO - by Senador do PDT

    A miséria da superação

    Cristovam Buarque
    CRISTOVAM BUARQUE

    Dilma corrompe o dicionário e cria a grave ilusão de que se pode erradicar a penúria sem garantir estruturas que impeçam o retrocesso

    A presidenta Dilma Rousseff anunciou que, nos últimos anos, cerca de 22 milhões de brasileiros superaram a miséria. Os números podem estar certos, mas o conceito de superação está errado. Superar é saltar, uma conotação muito diferente do que suspender provisoriamente uma condição.

    A realidade é que 22 milhões de brasileiros passaram a receber, a partir de 2011, o valor de R$ 70 mensais por transferência de renda. Essas transferências representam um raro gesto de generosidade da parcela rica para os pobres do Brasil.

    É certo que essa generosidade já estava presente no gesto do governo do presidente Emílio Garrastazu Médici, no regime militar, com a criação da Previdência Social Rural/Prorural, em 1971. Podemos citar também a criação da Bolsa-Escola no Distrito Federal e em Campinas, em 1995. A ampliação deste programa, em 2001, pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, para 4 milhões de famílias beneficiadas, só fez crescer a generosidade.

    Mas foi o presidente Lula quem deu o salto para 12 milhões de famílias, ao colocar o programa como centro de sua política social, reunindo no Bolsa Família todos os programas de assistência social do governo federal. A presidenta Dilma não apenas ampliou o número de beneficiados, como complementou a rede de proteção social com os programas Brasil sem Miséria (2011) e Brasil Carinhoso (2012).

    Graças a isso, o número de famílias em condições de penúria extrema, de desnutrição crônica, diminuiu substancialmente nos últimos 20 anos.

    Primeiro, cabe observar que os 22 milhões de brasileiros que são apresentados como tendo superado a miséria recebem R$ 70 por mês. Isso equivale a R$ 2,34 por dia para uma família de cinco pessoas ou 1,4 pão por dia para cada um dos membros. Não são mais os retirantes que a fome expulsava de suas terras por comida, mas ainda não é possível afirmar que saíram da miséria.

    Bastaria uma inflação de 8% ao ano para que, em quatro anos, os atuais R$ 70, sem reajuste, passassem a valer R$ 51,45, o que não compraria nem mesmo um pão por dia para cada membro da família.

    Segundo, é grave a ilusão de que a miséria pode ser superada sem se assegurar a estrutura que permita o salto sem volta. Mesmo com a renda do Bolsa Família, os beneficiados permanecerão na mesma situação social. Continuarão sendo cidadãos sem educação, sem esgoto, sem água potável e sem condições de empregabilidade. Isso não é superação.

    Terceiro, apesar de mitigar o sofrimento, o programa Bolsa Família não abre a porta de saída da extrema pobreza, não abole a miséria nem provoca um salto social sem retrocesso. Embora o governo não informe, há grande possibilidade de que alguns dos atuais pais beneficiados pelo Bolsa Família tenham sido crianças de famílias com a bolsa.

    Cria-se um círculo que nega totalmente o conceito de superação aplicado aos resultados obtidos. Prova disso é que o governo comemora o aumento do número dos que recebem o Bolsa Família. Não comemora, no entanto, a redução do número dos que necessitam da transferência de renda do governo para compensar o que a estrutura social e econômica não faz para superar a miséria de forma sustentável, com mudanças estruturais e escola de qualidade para todas as crianças.

    Ao dizer que houve superação da miséria, a presidenta corrompe o dicionário. Cria a ilusão que pode acomodar o espírito de solidariedade transformadora de que o país precisa. Todos sonham com a superação da miséria, não com o conceito de superação empobrecido.

    Folha de São Paulo
    Posted 1 week ago by Brasil Soberano e Livre

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  3. O governo não tirou ninguém da pobreza. Basta pararmos de pagar impostos e veremos o caos total. O dinheiro não é transferência dos ricos para os pobres e sim de todos e inclusive dos miseráveis mesmo. Quando eles compram alguma coisa já está pagando imposto que deveria lhes ser devolvidos em forma de educação escolar, segurança pública, saúde básica, alimentação, etc. mas o governo gasta esse dinheiro a bel prazer e dá migalhas ao povo.

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  4. Não posso compartilhar no TT suas preciosas informações, estou suspensa...deNovo, mas, comp.face, muito boa , como sempre sua análise; "Magalhães Antonio da Silva
    CORRUPÇÃO DO DICIONÁRIO - by Senador do PDT " comentou muito bem.
    Sugiro q releia seu texto(não o dele)rs!!!Abs. Nikn

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  5. Francisco Carvalho Filho via Celly Mattos
    O Problema é que a verdade deveria chegar de forma clara para o povo brasileiro, infelizmente a minoria é que detém o conhecimento. Nossa mídia falha num momento importante para o País.

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