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segunda-feira, 25 de março de 2013

BRASIL da DILMA deve R$ 2,6 TRILHÕES!

A dívida pública brasileira monta em R$ 2,6 trilhões, correspondente a 59% do PIB.  Estão de fora nessa conta, os títulos da dívida que ficam no Tesouro para dar liquidez ao sistema, ou seja, títulos do governo que ficam na tesouraria para fazer o caixa do dia a dia.  O montante está acima do que fiz referência neste blog ou seja 55% do PIB.  O próprio Banco Central reconhece que, conforme metodologia adotada em convenções internacionais, o estoque da dívida pública é maior do que 59% do PIB.  Segue comentário meu, na sequência à notícia.


Um cálculo diferente do Banco Central para a dívida pública bruta mostra montantes menores, mas confirma a piora dos resultados nos últimos quatro anos. Por essa metodologia, introduzida em 2008, o endividamento de União, Estados e municípios se elevou de 57% para 59% do PIB. Fonte: Folha.


Lançada há quatro anos em caráter temporário para combater efeitos da crise econômica internacional, a política de reforço aos bancos oficiais já acumula um impacto na dívida pública do país equivalente a 7,8% do PIB. No final de 2008, o dinheiro injetado pelo Tesouro Nacional em suas instituições financeiras chegou a pouco mais de R$ 40 bilhões. Ao fim de 2012, o total equivalia a R$ 407 bilhões. Fonte: Folha.

"Esses ativos (os créditos contra os bancos federais e as reservas em dólar) têm baixa rentabilidade", diz estudo de Josué Pellegrini, consultor do Senado Federal. E há ainda o perigo de os financiamentos concedidos pelos bancos federais serem malsucedidos e resultarem em inadimplência.  Esses números não contabilizam os títulos do Tesouro mantidos pelo BC para a gestão da política monetária --ou seja, para serem negociados com o objetivo de regular a quantidade de dinheiro na economia. Fonte: Folha.

Comentário.

O número contestado por alguns dos meus leitores, sobre o tamanho do Bolsa Empresário, também, estou completamente certo, são R$ 407 bilhões, pouco acima da minha estimativa de R$ 400 bilhões.  Segundo informações do próprio BNDES, 70% do montante são destinados para grandes empresas e 30% para os micros, pequenos e médios. As migalhas são distribuídos entre 165 mil tomadores de empréstimos.

Chamo atenção para o fato de que o montante do Bolsa Empresário em 2008, era de R$ 40 bilhões, segundo o próprio Banco Central.  Este instrumento de estímulo à industrialização (sic) é do presidente Lula, que inaugurou o Bolsa Empresário em 2009, com finalidade de sair da crise financeira internacional de 2009.  De lá para cá, foram injetados recursos novos, no montante de R$ 360 bilhões, para os "Batistas" e amigos dos presidentes Lula e Dilma, a juros subsidiados de 3,5% ao ano, enquanto o Tesouro paga a um custo médio de 11% ao ano ao mercado.

Concordo, também, com a opinião do consultor do Senado Federal, de que os recursos injetados nas instituições financeiras oficiais, poderão vir a causar perdas, pelos empréstimos malsucedidos e pelas inadimplências.  São os famosos empréstimos aos "Batistas", que poderão resultar, no mínimo, em perdas parciais.  E a dança das inadimplências e perdas já vai ser inaugurada com as empresas do menino Eike Batista, va reestruturação que está a ser proposta pelo BTG Pactual do André Esteves à pedido dos presidentes.

Normalmente o Banco Central divulga para a população a dívida líquida, no conceito dele próprio, que após várias "gambiarras" chegam num montante pouco acima de R$ 1,9 trilhões.  Sobre o número maquiados que o governo Dilma, calcula o índice de envidamento sobre o PIB, que estão aquém de 40%, para mostrar à população.  Número para enganar aos próprios economistas do governo e fora dele.  Os meus críticos, querem comparar este número com o que costumo trabalhar, ou seja o número de endividamento bruto de 59%.  Não se fala mais nisso e pronto!  

Brasil da Dilma deve R$ 2,6 trilhões!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

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