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quarta-feira, 20 de março de 2013

BB AMERICAS, uma nova LAVANDERIA de DINHEIRO?

Eu estava atrás do assunto EuroBank.  Fiz alerta na rede social há 1 ano e meio.  Não vi noticiário nenhum na mídia brasileira, mas achei na pesquisa.  Transcrevo, parte da matéria da jornalista Chris Delboni escrito em 16/10/2012, apenas para o gancho do meu comentário sobre o tema.

Ontem, 16 de outubro de 2012, Leandro Martins Alves, ex-presidente do Brasilprev, abriu as portas do primeiro banco brasileiro a operar integralmente como uma instituição financeira nos Estados Unidos com serviço local, oferecendo conta bancária, cartão de credito, cartão de débito, acesso a 50 mil caixas eletrônicos, ou terminais de autoatendimento. Direto de Miami por Chris Delboni

O BB Américas comprou por US$6 milhões o EuroBank, um pequeno banco comunitário, que no início do ano apresentava fragilidades financeiras.  Com isso, o Federal Deposit Insurance Corporation, entidade que supervisiona o sistema bancário americano, limitou a ampliação de ativos e passivos, impedindo a atuação integral do Banco do Brasil nos EEUU. Desde então, o Banco do Brasil injetou US$49,5 milhões para reforçar o capital, demonstrando a força da instituição. Direto de Miami por Chris Delboni

E assim o Banco do Brasil Américas passou a ser reconhecido pelas autoridades americanas como um banco sólido e saudável e abriu as portas oficialmente para o público ontem. Queremos buscar essa conectividade entre o Brasil e Estados Unidos de forma que o brasileiro que aqui está possa mandar dinheiro para o Brasil de uma maneira barata, simples e direta e que esse dinheiro possa vir do Brasil para os Estados Unidos de uma forma simples”, diz Alves. Direto de Miami por Chris Delboni

Comentário.

O banco americano denominado EuroBank, virou Banco do Brasil Americas, com 100% do seu capital em nome do Banco do Brasil S.A. brasileira.  O banco com nova denominação, é um banco genuinamente americana, sendo 100% do seu capital, brasileiro.  Digamos, um banco americano cujo dono é brasileiro, no caso o Banco do Brasil S.A.  

A filial brasileira do Banco do Brasil S.A. em Nova York continuará operando.  O que diferencia da filial do Banco do Brasil brasileira é que aquela agência tem que prestar conta para o Banco Central do Brasil e ao governo brasileiro, além, claro, para com o órgão de controle do governo americano. Já o Banco do Brasil Americas é uma instituição financeira americana, só tem que prestar conta ao órgão de controle americano (FDIC).  No balanço do Banco do Brasil S.A., o Banco do Brasil Americas vai constar, apenas, como mais um papel (ação) no seu ativo.  

O Banco do Brasil Americas, tem autonomia em relação ao governo brasileiro.  O CEO do Banco, só deve satisfação à Diretoria do Banco do Brasil S.A.  O COAF não tem acesso aos números do Banco do Brasil Americas, pois é uma instituição financeira americana.  Só mesmo o DEA pode quebrar sigilo bancário dos seus clientes.  O Banco do Brasil Americas, não deve satisfação ao AGU, TCU ou Banco Central do Brasil.  Pode tudo, dentro da legislação americana! 

Fiz questão de escrever esta matéria, pela péssima experiência vivida pelos brasileiros, com o Banestado New York, uma instituição financeira americana, igual ao Banco do Brasil Americas, criado pelo Banestado brasileiro, com finalidade de lavagem de dinheiro de brasileiro.  Deu-se até a "CPI do Banestado" para investigar remessas ilegais de mais de US$ 30 bilhões para exterior, via Banestado New York.  Deu no que deu, mas ninguém foi preso por isso.  

Espero que o Banco do Brasil Americas não seja, mais uma lavanderia de dinheiro sujo, produto de corrupção dos agentes públicos e privados.  Poderá virar canal para viabilizar, lavagem do dinheiro, tendo em seu comando agentes públicos brasileiros. Se em Brasília, embaixo do nariz do presidente da República, houve desvio de R$ 100 milhões para "mensalão", imagine um Banco independente, agindo no exterior, sem ter que prestar conta ao governo brasileiro. Este filme já assisti várias vezes.

Nada impede que o governo brasileiro aplique parte da Reserva Cambial a juros simbólicos, acima do título americano, 0,25% e vir a financiar empresas e pessoas físicas brasileiras, com juros subsidiados, menor do que aqueles praticados pelo BNDES, que denomino de Bolsa Empresário.  Lembrando que a reserva cambial brasileira está próximo de US$ 400 bilhões.  Precisamos ficar atentos a este fato, antes que aconteça o mal maior.

Ministro Joaquim Barbosa, com se vê, os agentes públicos e privados tem uma instituição nos EEUU, que poderá branquear o dinheiro sujo da corrupção com total facilidade. Ministro, a lavagem do dinheiro no Brasil é feito à luz do dia, afrontando toda legislação brasileira, sem pudor.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

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