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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Máfia do ISS, São Paulo. Haddad deu tiro no pé!

Folha. O ex-secretário Antonio Donato disse à Folha que pediu afastamento para não prejudicar Fernando Haddad.  Afirmou que suspeitos no esquema do ISS se aproximaram dele nas eleições de 2012 e ajudaram a campanha de Haddad com estudos e dados --mas não com dinheiro. 

Comentário.

Eu já disse quantas vezes que oposição e situação são como gatos siameses?  Coitado dos gatos?  Fiz comparação injusta aos gatos.  No fundo, no fundo, quis dizer que tanto situação como oposição praticam atos semelhantes.  Não tem santos nem virgens na história da administração pública brasileira.  O que diferencia, talvez, seja apenas quantidades de rações que os gatos comem.  Opa!  Confundi, o que diferencia são os valores das propinas que cada lado cobra.

Veja, o caso da máfia do ISS do município de São Paulo.  Primeiro, que a máfia atuava também do IPTU.  Segundo, que a mesma máfia que se dizia do José Serra, PSDB e do Kassab, PSD, abastecia também os cofres dos membros eminentes do PT municipal.  Falo do Antonio Donato, ex-secretário e homem forte do Fernando Haddad.  Segundo Ministério Público, o Antonio Donato, PT, não só recebeu propina durante gestão Kassab, PSD, nomeou os membros da máfia do ISS em altos escalões da sua própria pasta.  

Voltemos ao caso do Siemens, com desdobramento ao Alstom, sobre formação de cartel no fornecimento dos equipamentos dos metropolitanos.  O PT denunciou os governos do PSDB, desde Mário Covas a Geraldo Alkmin, com vazamento de informações do CADE.  Depois, o PT deixou de insistir nas acusações, porque as empresas citadas são fornecedores importantes das empresas do governo federal como Eletrobras.  

Não tão longe foi o caso escandaloso da CPMI do Cachoeira que desvendou a máfia da Delta Construções.  Os desvios e suspeita de lavagem de dinheiro, num montante nada desprezível para apenas uma empresa, valor acima de R$ 400 milhões.  O relatório da CPMI terminou, no acordo, em duas lacônicas páginas que não denunciou ninguém.  Os rastros dos R$ 400 milhões, fatalmente levariam ao Palácio do Planalto e Palácio Bandeirantes.  

O caso mais escandaloso foi o caso DNITduto.  Houve forte indícios de que as obras superfaturadas do DNIT, num montante de R$ 46 bilhões, teriam abastecido os Caixa 2 da campanha de eleição da presidente Dilma e de seus aliados em níveis regionais.  O indício foi tão forte que o ministro de Transporte à época Alfredo Nascimento e diretor do DNIT à época Luiz Antonio Pagot foram demitidos "ad nutum".  Na sequência o Procurador Geral da República Antonio  Amaral Gurgel mandou arquivar o inquérito que apurava o caso.  Nada foi apurado porque os rastros levariam, também, aos partidos aliados de ontem e de hoje.  

O fato é que o PT que outrora ela tido como partido da honestidade e de lisura, hoje, praticam roubalheira que ultrapassam o limite da razoabilidade.  Se antes as propinas eram contados em R$ milhões, hoje as propinas do governo PT se contam em R$ bilhões.  A situação se torna mais grave ainda, quando se vê, as instituições da Repúblicas sendo aparelhados pelo partido da situação.  Todo mundo entendeu, o que eu quis dizer, suponho.

No ocaso da minha vida, não sirvo mais para por pano quente na situação, apenas em uma das partes da política brasileira.  Que cada uma das partes, que se achar ofendido ou injustiçado utilizem o espaço para comentários no rodapé desta matéria.  Já encheu meu saco!  

Ossami Sakamori

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