Receba novas matérias via e-mail adicionando o endereço

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Espionagem. Dilma não tem estatura de um chefe de Estado!

O principal braço de espionagem do governo brasileiro monitorou diplomatas de três países estrangeiros em embaixadas e nas suas residências, de acordo com um relatório produzido pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e obtido pela Folha. Fonte: Folha.

Segundo o relatório, que foi elaborado pelo Departamento de Operações de Inteligência da Abin, diplomatas russos envolvidos com negociações de equipamentos militares foram fotografados e seguidos em suas viagens.  O mesmo foi feito com funcionários da embaixada do Irã, vigiados para que a Abin identificasse seus contatos no Brasil. Os agentes seguiram diplomatas iraquianos a pé e de carro para fotografá-los e registrar suas atividades na embaixada e em suas residências, conforme o relatório. Fonte: Folha.

Nada como um dia atrás do outro.  O caso espionagem do NSA  do Obama sobre os emails e telefonemas da presidente Dilma com os seus principais assessores, apenas foi diferente na sofisticação sobre espionagem das atividades políticas de outros países.  Brasil só não faz espionagem dos chefes de Estado de países onde tem interesse geopolítico, porque não possui aparato para tanto.

Porém, na essência, é a mesma espionagem que o Brasil faz através da sua agência a ABIN, cujo orçamento é infinitamente menor, R$ 500 milhões, comparado com o dos EEUU, cujo orçamento total do setor de inteligência é de US$ 55 bilhões.  O que importa é que, para meu conforto, o Brasil da presidente Dilma faz espionagem como faz o Obama dos EEUU.  

A presidente Dilma, aconselhado pelo marqueteiro João Santana e seu assessor especial Marco Aurélio Garcia, fez estardalhaço sobre a atividade do NSA, revelado pelo Eward Snowden, funcionário de uma empresa terceirizada da agência de segurança americana.  A Rede Globo, em sintonia com João Santana, fez a devida cobertura, para dar destaque à presidente Dilma, possivelmente, já preparando matéria para colocar no programa eleitoral gratuito das eleições de 2014. Plim-plim! 

A presidente Dilma, novamente, fez papel de boba.  Acusou Obama sobre caso espionagem como se ela, Dilma, fosse única inocente do planeta Terra.  Felizmente, o Brasil faz sim, espionagem dos países que Brasil tem interesse geopolítico.  Só não fez, ainda, espionagem do governo americano porque a nossa ABIN não tem estrutura para isto.  E vou além, o País deveria ter serviço de espionagem mais amplo para subsidiar as empresas brasileiras que atuam no exterior. 

O Brasil paga, novamente, o mico pela presidente da República mal preparada, que não tem noção de ridículo, que trata os chefes de Estado de países desenvolvidos como se amadores fossem.  Classifica a Angela Merkel de canibal, Obama de espião e por aí a fora.  Atitude típico de um presidente ou melhor de uma presidente do terceiro mundo, querendo chamar atenção para si.  

Dilma, infelizmente, não tem estatura de um chefe de Estado.  E pronto!

Ossami Sakamori

2 comentários:

  1. A ABIN é, na verdade, o SNI, o serviço de inteligência do governo militar. Desde o Brasil colônia, o poder da política brasileira se deu pela espionagem. Isso não é novo. Todo governo de qualquer país espiona todo mundo, até porque ninguém é amigo de ninguém e, desde que o mundo é mundo é mundo, informação é poder.

    O governo brasileiro grampeia todo mundo e dá uns agrados para os "alcaguetes", que no Brasil, são milhares, talvez, milhões. Aqui, não é preciso gastar muita grana com espionagem, pois brasileiro fala, geralmente, mal, de todo mundo. Dilma aproveitou a espiada do Obama para fazer marketing e como o Fantástico tá com Ibope lá embaixo, apela para qualquer coisa, inclusive a Dona Dilma.

    Não podemos esquecer que, no Brasil, casos policiais e escândalos políticos e financeiros não são descobertos por investigações mas por delação, feita por alguém que quer ver o outro se ferrar.

    O Brasil nunca vai inspecionar, com inteligência, as atitudes secretas dos norte-americanos porque espionagem não é sinônimo de delação ou intrigas. Espionagem exige tecnologia avançada e gente preparada, coisas que o Brasil não valoriza.

    ResponderExcluir
  2. Olá,
    Eu mesmo fui vítima de espionagem.
    Meu chefe de espionagem no telefone agora com spyware http://programascelular.com.br/empresario-direito-estar-seguro-confiabilidade-funcionarios/
    Eu não podia fazer nada contra ele: de fato, ele tinha o direito de espionar porque foi escrito no contrato.

    ResponderExcluir

Não há censura ou moderação nos comentários postados aqui.
De acordo com a legislação em vigor, o editor deste blog é responsável solidário pelos comentários postados aqui, inclusive de anônimos.