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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Entenda porque o Brasil da Dilma está em crise.

Hoje, resolvi escrever aqui a diferença da política monetária dos países desenvolvidos e dos países emergentes como o Brasil.  O Estadão, tradicional jornal, publicou notícia sobre a política monetária da Zona de Euro, obviamente conduzida pelo Banco Central EuropeuNa sequência faço comentários.

Numa decisão inesperada, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu nesta quinta-feira, 7, sua taxa básica de juros para nova mínima histórica, a 0,25%. Os juros correndo na zona do euro eram de 0,50%. Fonte: Estadão.

De acordo com dados preliminares, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro teve alta anual de 0,7% em outubro, depois de avançar 1,1% em setembro. A meta de inflação do BCE está fixada um pouco abaixo de 2%.  Fonte: Estadão.

Comentário.

Referindo-me a Zona de Euro. Segundo notícias, a inflação dos últimos 12 meses terminado em outubro foi de 0,7%, sendo que a meta está fixada um pouco abaixo de 2%.  Como pode perceber a inflação corrente, está ligeiramente abaixo da meta estabelecida.  No Brasil, a inflação está acima do centro da meta que é de 4,5%, chegando próximo do "teto"  da meta de 6,5%.  

O que eu quero chamar atenção não é propriamente sobre índice de inflação, mas sobre a taxa básica de juros.  A Zona de Euro, com a inflação estando bem abaixo da meta, no nível de 0,7%, baixou a taxa básica de juros para 0,25%.  Não só Zona de Euro, mas EEUU ou Japão, trabalham com juros bem abaixo da inflação.  No Brasil, ao contrário, está sempre bem acima da inflação.   No Brasil de hoje, a inflação medido pelo IPCA está próximo de 6% mas a taxa básica de juros Selic está em 9,5% com tendência de alta nas próximas reuniões do COPOM.

Lembrando que a taxa de juros básico, só aumenta a dívida pública federal, seja líquida ou bruta.  O Brasil não consegue honrar sequer o pagamento de juros devidos, anualmente.  O País precisa gerar superávit primário (saldo da receita menos despesas do setor público) para tentar acalmar o mercado financeiro internacional.  Para poder rolar o principal do capital mais a diferença de juros que não consegue honrar, o Brasil precisa pagar juros cada vez mais alto para atrair investidores especulativos.

Repito novamente, se for preciso 300 vezes, de que a taxa de juros básicos Selic é apenas termômetro que mede a confiança dos investidores nacionais e internacionais.  Selic não é remédio para conter a inflação.  Vamos dizer, que a taxa Selic mede grau de desespero do País para atrair financiamento da sua dívida pública.  Assim começou a quebra do Portugal, da Grécia e da Espanha.  Espero que a presidente Dilma acorde a tempo!

Ossami Sakamori

4 comentários:

  1. Brasil, mau pagador, vai ter, um dia, de honrar suas dívidas, quando isso acontecer, vamos estar mergulhados numa crise pior que a grega, irlandesa e portuguesa. Ainda não sei que rótulo vamos ganhar quando a crise explodir... Na Europa, os países ferrados são chamados pejorativamente de PIIGS, aqui podemos chamar nossa crise de derrocada bolivariana. Acho que é por aí o lance...

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  2. Antes de FHC deixar a Presidência do Brasil reuni-se com todos os candidatos que concorriam a eleição para presidente. O que FHC recomendou aos candidatos? Será que não existe algum acordo impublicável com outros países? Será que somos tão "burros" assim a ponto de elevar a taxa de juros para pagarmos mais caros aos credores? Tem alguma coisa errada aí.....ah, tem!

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  3. Bom Dia! O pior é que pintam um País em crescimento, com sucesso notável, onde tudo dá certo, o "País das Maravilhas" duma "Alice, a louca"! Nada nesse País funciona! E começaram a lançar mão das táticas de Hitler, massificar a propaganda mentirosa e enganosa que a "Alice" está no topo, pesquisas mentirosas... Pena dos sem noção!

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