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terça-feira, 23 de julho de 2013

Petrobras em crise! Desinveste para poder investir!

Quando falo é porque vejo que a situação não está boa.  Com defasagem do preço dos combustíveis na refinaria, a Petrobras está passando fase difícil e está na fase de enxugamento da máquina.  A Petrobras continua sendo instrumento da política econômica (sic) da Dilma.  Em relação aos níveis de lucratividade, antes da crise de 2008, a Companhia opera com defasagem de entre 20% e 25%, segundo estimativa feita pelos analistas, já considerado o dólar no patamar de R$ 2,25.  Leiam as notícias e na sequência os meus comentários.

A Petrobras decidiu parar sondas terrestres e outras operações na Bahia, no norte do Espírito Santo e no Rio Grande do Norte dentro de seu Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop), que visa economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016. Fonte: Folha.


A empresa precisa aumentar o fluxo de caixa, que até 2016 deve ficar abaixo de sua necessidade de investimentos de US$ 236,5 bilhões (2013-2017). Hoje, a produção de petróleo em terra perfaz 10% de sua produção total, de 208 mil barris diários. Fonte: Folha.

Comentário.

A Petrobras só não deu prejuízo no primeiro semestre deste ano, em função da gambiarra contábil, feito a toque de caixa, para resolver o prejuízo real da Companhia, postergando a contabilização do ajuste cambial dos seus financiamentos em dólar, no futuro, com eventual fluxo de caixa dos dólares positivos.   Vai demorar esta condição chegar! 

Pelas regras anteriores, a atualização dos empréstimos em dólares teria que ser contabilizado com Ptax do último dia útil do semestre.  Gambiarra bem sucedida, o mercado aceitou como correta, uma vez que apesar dos prejuízos efetivos, vai continuar com a perspectiva de receber dividendos sobre lucros virtuais, camuflados. 

A desmobilização dos campos de exploração em terra, a Petrobras nada mais faz do que desinvestir de um lado para investir do outro lado, nos campos do pré-sal.  Com atual projeção de geração de caixa, não é possível cumprir a meta de investimento de US$ 236 bilhões até 2017, conforme anunciado pela presidente Dilma e amplamente divulgado pelas inserções comerciais da Petrobras nas TVs.  A Graça Foster, sob ordem da Dilma, faz gambiarras tentar cumprir o que fora prometido, mesmo que tenha que "desinvestir".  É coisa para malucos ou para malucas!

É a gambiarra que está correndo livremente.  Para cumprir a meta de investimento nos campos do pré-sal, desinveste em campos terrestres.  Para fazer a jogada de marketing vale tudo.  Desinvestir num lugar para investir no outro.  Isto mostra duas coisas.  A total falta de compromisso com a eficiência e o planejamento, tão apregoado pela presidente Dilma e pela presidente da Petrobras Graça Foster.  Ainda assim, ambas, se consideram as melhores gerentonas do mundo.  Na minha avaliação, só se for no Burundi na África.

E tem gente que acredita nellas.  Tem acionistas minoritários que continuam apostando na "administração eficiente" da Petrobras, tanto quanto apostava na "administração competente" da empresa OGX do Eike Batista.  E nós, povo, otários, continuamos dando apoio à gerentona Dilma Rousseff em suas traquitanas!  

Ossami Sakamori

4 comentários:

  1. Dizem que o melhor negócio do mundo é uma petrolífera bem administrada e o segundo melhor negócio do mundo é uma petrolífera mal administrada. Optaram pelo segundo.

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  2. Há um ditado popular que se aplica.

    A dureza é tanta que estou vendendo o almoço para comprar a janta.

    Os fatos vão atropelar a propaganda. É só aguardar.

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  3. A Petrobrás vem sendo desmantelada já faz muito tempo. Pouca gente fala dos leilões do petróleo em que nossos recursos são vendidos a preço de banana para os estrangeiros - leia-se, norte-americanos. A má gestão da Petrobrás e antiga e só piorou com a gestão de FHC, Lula e, agora, a Dilma. Graça Foster é um braço dos EUA no Brasil. Os "irmãos do norte" sempre tiveram interesse na Petrobrás. O Pré-Sal pera tudo o que os EUA queriam e estão de olho nesses recursos.

    Não temos tecnologia, infraestrutura para investir no Pré-Sal, que será outro vexame patrocinado pelo governo do PT. Quanto a ser uma boa gerentona nem no Burundi, África, a Dilma iria durar muito porque lá, com certeza, ele viraria carne no espeto num dos vários golpes que existem por lá... A Dilma só faz a festa aqui.

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  4. MAIS UMA JOGADA DE MARKETING
    Mais uma vez a Petrobras vai ser convocada para cobrir déficit da balança (3,5 bi em julho). Só a conta petróleo já é de 15,4 bi, tanto por causa da quantidade importada (fraca produção e refino) como pelo maior preço do barril em dólar, também mais caro. O governo está mais de olho mesmo é no bônus de assinatura (15 bi) do que na repartição do óleo futuro. Será uma reprise da alardeada mega capitalização que só trouxe prejuízos à Petrobras com o afastamento dos sócios minoritários. Desde então o valor das ações caiu à metade e a empresa tem sido usada como instrumento para cobrir superávit primário ou como instrumento de combate a inflação ao manter congelados os preços dos combustíveis, gasolina, diesel e – pasmem – etanol de milho importados a preços superiores ao distribuído – agora agravado com a alta persistente do dólar ao simples anúncio da retirada do estímulo americano do FED. Junte-se a isso o novo processo de partilha (substituindo o de concessão) e criação do “fundo social”, para o qual a empresa não está preparada para arcar com a responsabilidade de operadora única, razão porque que não vai atrair as grandes empresas no compartilhamento do risco exploratório.

    Este é o quadro que se avizinha para o próximo ano de eleição. Os congressistas da imensa maioria do congresso não vão participar apenas como coadjuvantes, mas vão querer ver aprovadas as emendas distributivas de seus estados e municípios. Vai ser um “bis” daquilo que foi o “oba-oba” que elegeu a presidente.
    Juntando a todo esse quadro – com o fracasso das empresas “X” e queda de produção da bacia de Campos – qual empresa de porte vai se aventurar como afirma Adriano Pires: só mesmo empresa do tipo “chapa branca” responsável pela construção de Belo Monte.

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