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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dilma não gosta do cheiro do povo!

Leiam as notícias postadas no tradicional jornal Estadão e meus comentários na sequência.  

Desde a sexta-feira passada, o Palácio do Planalto está com a sua frente protegida por novas grades, agora estilizadas com colunas do Palácio da Alvorada - à la Oscar Niemeyer - desenhadas ao seu centro.  O GSI diz que as grades "serão utilizadas quando a situação de segurança recomendar ou com a finalidade de melhor organizar eventos".  Fonte: Estadão.

"Brasília foi criada quando se respeitava as liberdades e a democracia. Se vier o furor das grades, será inaceitável", criticou o ex-superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Alfredo Gastau.  Ele esteve por mais de oito anos à frente do órgão.  Gastau considera "um absurdo" a colocação de grades permanentes na Praça dos Três Poderes, em frente ao Planalto, como pode ser visto hoje.  Fonte: Estadão.

Comentário.

Isto é o comportamento da Dilma Rousseff, nossa presidente da República. Dilma faz parte do quadro do PT e foi eleito pelo partido que elegeu o primeiro presidente operário, o Lula.  Enquanto fora do poder, Dilma e PT criticaram duramente o comportamento dos presidentes anteriores sobre distanciamento do poder central da classe menos favorecidas.  O PT emparedou os partidos, hoje na oposição, como sendo da classe de elite (sic) para ganhar eleições.  

Decorrido 11 anos e 6 meses no poder máximo da República, os presidentes Lula e Dilma mudaram radicalmente de posições.  Hoje adotam exatamente o comportamento que sempre criticaram. Além de tudo, eles estão do lado da banda podre da elite (sic) brasileira, como os Batistas.  Fazem maracutaia juntos.  Praticam atos de peculato em conluio com os empresários estelionatários.  Isto é a realidade nua e crua que vive o Brasil de hoje.

Um simples grade de proteção pode parecer uma providência rotineira, assim como querem passar o Palácio do Planalto para a mídia e à população.  Para mim, isto me lembra, atitude dos governantes do regime militar.  Grades de proteção contra a própria população eram colocados para manter população à margem das decisões políticas.  

Já dizia o último presidente militar João Figueiredo, que preferia cheiro do cavalo do que o cheiro do povo.   A presidente Dilma adota atitude que lembra o já falecido presidente Figueiredo, parece não gostar também do cheiro do povo.  Ela gosta mesmo o simbolo do status de um chefe supremo, o avião presidencial.  Dilma gosta do cheiro da tripulação do Aero Lula, escolhida a dedo.

As manifestações das ruas apenas reflete o distanciamento da presidente Dilma à demanda da população.  A Dilma esqueceu de cuidar da educação, saúde e segurança pública que são as necessidades básicas da população.  Enquanto por outro lado, correm soltos, os financiamentos suspeitos R$ bilionários são concedidos aos notáveis estelionatários travestidos de empresários.

Enfim, Dilma não gosta do cheiro do povo, prefere da tripulação do Airbus presidencial.  

Ossami Sakamori (curriculum no alto da página).

8 comentários:

  1. Dilma e PT - um partido da classe média, assim como o PSDB - não gostam do povo, o PSDB, pelo menos, assume isso. O PT revele, de maneira camuflada, o seu asco pelo povo com a adoção de cotas e bolsas como uma maneira de criar cidadãos diferente de outros. O próprio plebiscito é uma perfumaria barata para afastar o povo, em seus protestos, do Palácio do Planalto, que sempre foi muito bem protegido, repare que o Palácio foi a área mais protegida durante os protestos... Não existe partido que goste do povo, não existe no Brasil um partido sequer de origem popular, todos os partidos são contaminados pelos vícios de classe média, que muitos ainda insistem em chamar de vanguarda comportamental...

    O PSDB, como disse uma vez a jornalista chapa branca Eliane Catanhêde, lá nos anos de 1990, busca o cheiro do povo, mas um povo cheiroso... As grades no Planalto representam bem o espírito da elite brasileira com suas grades em prédios e casas, a total ausência de espírito público e amor pelo povo, que sempre será visto como ameaça pela elite, pela classe média tradicional, essa que vota no PSDB, pelos políticos.

    O PT é igual a todos os outros partidos, mas com o agravante de ser o mais hipócrita de todos. Eu prefiro ter o cheiro do povo do que ter o cheiro do perfume barato made in Paraguai - ou made in Venezuela, Argentina, Bolívia - do PT. Minha casa é limpa, mas o Palácio do PT é um chiqueiro.

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    1. Prezado Alexandre,

      Você diz grande verdade. A maioria dos políticos se elegem com financiamento da burguesia. Agora, o PT, não é diferente de outros partidos, virou lugar comum. Com agravante de que roubam descaradamente R$ bilhões!

      Ontem, a taxa Selic foi para 8,5%. Conversa fiada dizer que é para segurar a inflação. Selic é termômetro da credibilidade. Os banqueiros e especuladores são os maiores beneficiados. São eles, os financiadores dos partidos, inclusive do PT.

      As grades de "proteção contra povo" do Palácio do Planalto, simboliza quem está no poder. Essa gente, não gosta do povo, nem do seu cheiro!

      Abraço!

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    2. Com o plebiscito, por exemplo, o PT não quer só se proteger, quer, na verdade, proteger também seus financiadores de campanha. Ou alguém acha que os protestos vão descambar apenas contra os partidos? Claro que não. Os protestos vão recair em cima dos grandes empresários, banqueiros, que financiam não só partidos, mas também TVs e jornais, que estão desesperados e preocupados com os protestos - as greves de hoje são fruto das manifestações de rua. A elite partidária e finaceira terá de tapar o nariz porque terá de aturar o cheiro do povo nas ruas por um bom tempo. Não aguentamos mais a "nhaca" dos políticos, que, esta sim, cheira muito mal.

      Ótima matéria, Sakamori, mais uma vez, parabéns.

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  2. Bom dia Sakamori amigo:

    Desculpando a grosseira comparação com o velho João, a senhora Presidenta, está por circunstâncias bem diversas, impedida de se apresentar ao público externo, e como vimos ontem, também no interno!

    Quanto esse discurso de elites, essa bobageira toda que se aprendeu no passado, não sou populista, sou das elites sim, e com muito orgulho!

    Nunca fui e nem minha família foi, beneficiária de benesses ou facilidades ofertadas pelo poder público, e, quando nós da burguesia como vocês dizem, governávamos este pais, vocês conseguiam andar na rua, trabalhar, voltar para casa, estudar, dar estudo aos seus filhos, receber atendimento médico para toda família, não eram descontados na aposentadoria, trafegavam em estradas conservadas, não tinham pedágio, enfim, uma série de equivocos que vocês, ditos trabalhadores dizem hoje estar faltando!

    Esse discurso é ultrapassado, pois carece de fundamento moral de convicções e compromisso com a nação!

    Sei o quanto você se esforça para ver nosso país no bom caminho, e, quanto se frusta em perceber que nada muda!

    Sempre respeitei, até por formação religiosa, o meu próximo, e no caso específico do João Batista Figueiredo, quando corajosamente assim se referiu ao povo, você também sabe, o fez se referindo ao humor variável de nossa gente!

    Que por mais que se fizesse, e o fizemos, era sempre alvo de críticas, tais como agora, e isso pelos ditos representantes parlamentares e jornalísticos da época !

    Se referiu aos cavalos, pois, dando-lhes comida e carinho, como qualquer animal, este não lhe dará um coice, ou uma traição!

    A formação castrense, com poucas defecções, não apresenta um comportamento traiçoeiro com seu igual ou companheiro de farda!

    Tudo que aquí fora vemos todos os dias !

    Enfim, sua matéria contempla uma realidade, a da hipocrisia, da falsidade, do oportunismos do qual o Figueiredo reclamava, por parte das pessoas, e, contrariando minha forma normal de ser, achei-me no direito de protestar com tal insidiosa comparação!

    Com o carinho de sempre,

    MARKITO DE SOUZA

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    1. Prezado amigo Markito,

      Respeito sua opinião. Quanto ao que ex-presidente Figueiredo falou está nos anais da imprensa brasileira. Se foi dito no período de seu mal humor, o povo não tem culpa. Nada contra cavalo, também. Animal dócil, como você diz.

      Quanto as novas grades, com desenho do Palácio do Alvorada, é uma realidade. Quem mandou colocar foi a Dilma, presidente. Mais do que proteção de segurança, simboliza o estado de espírito da presidente Dilma.

      Quer se isolar no seu redoma, o Palácio do Planalto é uma opção dela. Também é opção dela, se afastar cada vez mais da população. O dito por mim, Dilma não gosta do cheiro do povo, é minha conclusão pessoal. Assumo por isto. Assim como assumo, as referências que fiz sobre o ex-presidente Figueiredo. A história do Brasil de hoje e de ontem, deverá ser contada, sem maquiagem.

      Com relação a você e todos os militares que cumprem sua missão de defesa, não tenho nada contra. Há um equívoco na sua interpretação. Respeito muito os militares no cumprimento das suas missões de defesa da pátria.

      Abraço forte!

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    2. Nobre amigo:
      Sua Excia. A Presidenta, como demais companheiros, diferem de nós, brasileiros comprometidos com o Estado e com sua gente!
      São e estão comprometidos tão somente com suas realidades e seus interesses menores, repudiados que o têm sido pela nossa ordeira e lutadora população!
      Você sabe o quanto o admiro pela lucidez, decência, e espírito público! Se fui mal entendido pelo vernáculo, não me referi a sua matéria, mas aos valores, infelizmente vivenciados em nossos dias atuais! O querido João, foi mal entendido, e com a acidez costumeiras e dotes intelectuais, tal como você me respondeu, usou a explosão e indignação no episódio e jogou sobre êle a opinião pública! Sem a mascara, pois não usava, pois não usamos, arranharam sua biografia de engenheiro maior da democracia mal conduzida de nossos dias! Enfim, pelo carinho, respeito, admiração que lhe dispenso, rogo, se assim foi entendido, queme desculpe a indignação por entender haver sido feita uma similaridade de caráter daquele homem com o arremedo construido como mandatário de nosso país!
      Abraçando-o com carinho e amizade,

      MARKITO DE SOUZA

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    3. Prezado Markito,

      Lembro-me do João Figueiredo. Realmente ele era, digamos em termos cholo, "casca grossa", mas sincero nas atitudes e nas expressões. Não tinha papas na língua.

      O que marcou a sua personalidade foi que como último ato do seu mandato, não entregou a faixa presidencial para José Sarney. De certo, ele o conhecia de longa data. Não era de fazer figuras.

      Que Deus o tenho no mundo de paz!

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  3. Caro Saka,..amigos,..

    Dilma esta mais perdida que cupim em metalúrgica,...As vezes(raras), chego a ter pena dela,...

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