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sábado, 20 de julho de 2013

Economia BR, dia 20. O que muda e o que não muda.

Hoje, dia 20, do mês de julho do ano de 2013.  O mês de junho foi mês de manifestações das ruas que mudou o rumo do País e da economia em específico.  Os primeiros 5 meses deste ano, foi marcado pela inflação atípica no setor de alimentação, o que ocasionou a aceleração da inflação oficial do País.  Após as manifestações das ruas o Brasil não é mais o mesmo.  

Estou acompanhando de perto, o quadro da economia, dia a dia, para poder transmitir aos meus leitores minha opinião particular sobre o assunto.  Quase sempre, a minha visão sobre a economia brasileira e sobre projeções dela para próximos meses tem divergido das afirmações do Palácio do Planalto.  Vamos analisar hoje, ponto a ponto, questões respondidas pelo ministro Mantega à agência Reuters, publicados no tradicional jornal Folha de São Paulo. 

Para melhor compreensão, vou reproduzindo os trechos da matéria do jornal Folha e na sequência o meu comentário.  Como sempre faço, as matérias extraídas do jornal estão em formato itálico e meus comentários em formato normal.

A economia brasileira pode crescer entre 2,5% e 3% em 2013, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, diante de um cenário de instabilidade que abateu os mercados recentemente e depois das manifestações populares que eclodiram em todo o país. Até então, as contas dele apontavam para expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 3%.  Fonte: Folha.

O ministro Mantega trabalha com pressuposto de que a economia vai crescer no segundo semestre no mesmo ritmo do primeiro  semestre, no que divirjo.  A economia brasileira, está entrando em compasso de espera, sobretudo em função dos acontecimentos do dia 30 de maio, dia do cão e das manifestações de ruas ocorridos no mês de junho.  Estou cravando projeção para 2013, hoje, do PIB para 2013 em 1,5%.  Torço para que a minha projeção esteja errada.

Disse ministro Mantega. O IOF incide sobre várias coisas, inclusive sobre o crédito... Estava dizendo quais são os tributos que podem ser recompostos, mas eu não vou antecipar porque isso interfere no mercado. No caso do IPI, já tem uma programação. Fonte: Folha.

Pela resposta dada à agência Reuters, está claro que haverá aumento de IOF no sistema de créditos e aumento de IPI pontualmente e programadamente.  A consequência do aumento de impostos acaba gerando inflação pelo lado do custo.  É um ingrediente a mais para consideração da inflação no ano de 2013.

Vamos colocar as coisas em seus devidos termos. O que abalou a confiança dos mercados ultimamente foi a ação do Fed (banco central americano) e, que criou um estresse financeiro na economia mundial quando começou, de forma não muito organizada, a anunciar que iria desativar os estímulos monetários. Aqui (no Brasil) não faltava confiança. Afirmou o ministro Mantega. Fonte: Folha. 

Essa mania do governo Dilma de culpar os outros, nesse caso dos EEUU, pelos fracassos nossos já virou lugar comum.  A própria presidente Dilma é campeã neste assunto.  Se antes culpava a Angela Merkel, agora põe culpa no Obama.  Isto é mais do que declaração da incompetência em administrar a economia brasileira. O foco principal da falta de confiança do mercado financeiro com relação ao Brasil reside na evidente falta de plano econômico (sic) consistente e de longo prazo do governo Dilma.  Já comentei neste blog, as medidas contraditórias tomadas pela Dilma, muitas vezes, em momentos simultâneos, numa atitude bipolar. demonstra claramente a falta de rumo.

Disse Mantega. No início, o Fed foi pouco claro na trajetória, muitos diretores falaram ao mesmo tempo, às vezes em direções confusas e contraditórias, mesmo a ata do Fed não era clara, dava margem a várias interpretações. Na quarta-feira, Bernanke fez pronunciamento mais claro dizendo que não iria necessariamente diminuir estímulos no curto prazo... Com isso os mercados se acalmaram. Porque quando há volatilidade no câmbio, isso atrapalha todos os negócios.  Fonte: Folha. 

Essas afirmações do ministro Mantega mostra claramente que a economia brasileira ou a política econômica brasileira depende muito dos fatores externos, ao contrário do que a Dilma diz.  Sempre tem o causador dos nossos males.  Hoje são EEUU, ontem era os europeus, amanhã será a China.  A Dilma, nunca vai admitir a sua incompetência em administrar a nossa economia.  Para Dilma, sempre haverá a quem destinar a causa dos nossos males.

Os câmbios dos países emergentes não voltarão aos patamares anteriores, ficará todo mundo com um câmbio um pouco mais desvalorizado do que estava antes do início dessa turbulência e teremos competitividade maior para exportamos para os EUA, disse Mantega. Fonte: Folha. 

Com a declaração, o governo Dilma, dá sinais de que o dólar fixou como piso a atual cotação do dólar, que está girando em torno de R$ 2,25.  Diante da afirmação, fica bem factível a minha projeção de câmbio para dezembro deste ano em R$ 2,40.  

Diante das declarações do ministro Mantega, mantenho as minhas projeções sobre economia já feitas anteriormente:

PIB do ano de 2013:                           1,5%
Inflação anualizada em dez de 2013:   9,0%
Selic em dezembro de 2013:               9,5%
Dólar no fechamento do ano:          R$ 2,40

Economia BR, dia 20. As minhas projeções continuam as já feitas no início do mês.  Como faz, o Banco Central do Brasil, este blog, também, vai as ajustando conforme o andamento da economia e a cada fato novo ou cada medida nova.

Ossami Sakamori


4 comentários:

  1. Sem Palocci e Henrique Meirelles, o PT se perdeu na economia. Dilma e Mantega nunca contaram com a confiança dos investidores internacionais. Por isso, o governo Dilma resolveu abraçar as trapaças especulativas do tal Eike Batista. Aliás, o fracasso e vexame dos investimentos do Eike são uma metáfora da gestão econômica atrapalhada da equipe de Dona Dilma.

    O panorama da fracassada política econômica do PT se traduz de maneira simples: PIB baixo, inflação alta.

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  2. Caro Saka,....

    O colega Alessandro Lemos, faz uma perfeita analogia entre o governo Dilma e o (des)governo das empresas X. É mais ou menos por ai: Atira para tudo quanto é lado primeiro, pergunta depois,...Promete tudo, não entrega nada!

    Mercado e povo, simplesmente sacaram a jogada e cobram suas faturas, seja via desinvestimentos e fugas de capitais ou com vandalismos nas ruas, cobrando mil coisas ao mesmo tempo, as vezes até desconexas.(Se bem que todas reais)

    Lulla é uma anta em qualquer coisa que seja afeita ao intelecto, entretanto, teve a sensibilidade de perceber que em algumas coisas não deveria por a mão, principalmente na economia, a qual herdou em franca estabilidade. Todos lembram da "Carta aos brasileiros", onde teciam-se loas e juras em tal sentido. Diferente de Dilma, que arvorada de doutora,calçada em seus pífios diplomas, pensou eleitoreiramente e como tal, pôs-se a distribuir benesses ao povo. SE já eram incompatíveis no governo Lulla, no dela, tornaram-se insuportáveis, pela pressão que geram em todos setores primários da economia.

    Não adianta querer reinventar a roda! Ela existe e a milênios funciona muito bem! O mesmo podemos dizer acerca a economia. Países como o nosso, precisam do famoso tripé: Superávit primário, câmbio flutuante e controle efetivo da inflação. A isso eu acrescentaria mais um ingrediente: Mudaria o foco do crescimento. Sairia da base do consumo desenfreado e partiria para o salutar desenvolvimento via investimento; em infraestrutura(que reduza o custo Brasil) e educação.

    Nosso problema não se traduz em nomes. Tanto faz quem é o gestor, desde que seja serio. Depender de um Meirelles é um absurdo, posto que o mercado na verdade olha o que se faz e com o que se compromete a longo prazo. Quer mais é saber quais são as objetivas diretrizes e sobretudo, precisa confiar nos timoneiros. Saber que caso hajam desvios de rota, serão por causa de icbergs previamente anunciados e comprovados por todos radares dos envolvidos. Isso de chama CREDIBILIDADE! - Coisa que convenhamos, há muito o Brasil perdeu, a partir das maquiagens em seus balanços. Imaginar que isso pudesse de alguma forma ser deglutido pela banca internacional é de pueril mentalidade. Coisa de criança que ainda suja as fraldas,...

    Nos três anos do governo Dilma, assistimos a completa deterioração dos parâmetros econômicos. Todas ferramentas de controle foram afrouxadas e o resultado esta aí: Câmbio e contas descontroladas, crescimento pífio, obras de infraestrutura abandonadas, investimentos travados. Os números que o governo apresenta, todos sabemos serem objeto de "matemágica" - Firulas feitas para tampar com peneiras, os abrasivos sóis dos que nadam nus.

    Governo tem que aprender que esses controles são uma constante guerra. Infelizmente alguns tem que cair no meio da batalha. Videm novamente o exemplo do Eike,....

    Na verdade a lição maior, que tem sido olvidada por essa gente, é que prosperidade sem produtividade, simplesmente não existe, e mais igualmente não é possível produtividade sem educação, que outra vez traduz-se em investimentos.

    Brasil é hoje, um país, onde simplesmente TUDO esta errado. Desde a presença do estado, a burocracia anacrônica, as leis absurdas, algumas da época imperial, passando por um sistema político coroneleiro obtuso, mantido as custas de abusivos e mal distribuídos impostos.

    E eu pergunto: Alguém estranha a atual situação?

    Saka,..tuas previsões são muito mais otimistas que as minhas.

    Inflação de 9%? Vc não frequenta super mercados? Essa é a verdadeira inflação! a que dói no bolso do povo! O resto são números feitos para economistas brincarem de futurologia.(nosso caso,...kkkkkkk)

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    1. Amigo Daniel,

      Como foi de Argentina? Tá pior que nós? Ou está igual? Eles tem a Cristina e nós temos a Dilma. Opa! Até rimou!

      As minhas projeções são otimistas? Só não espero que este japa não fique com cara de Mantega ou Tombini. Xô!!! Deixo bater a mesa de madeira 3 vezes! Toc,toc, toc... Pronto!

      Abraço!

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  3. Boa Tarde,
    Com tantos expert na área!
    Mudo é meu destino!
    No entanto, somente para massagear seu ego,nobre Sakamori, informo que sua desconfiança está confirmada,no tocante, a quem toca a economia senosso pais! Inclusive, enfrentando pesadas críticas internas, e, o pior, sem que assim entenda devida!
    O Mantega já declinamos sobre êle! O Tombini, farinha do mesmo saco, ou beneficiários das funçóes que ocupam e assim, com liberdade para impornos suas mais absurdas teorias econõmicas, se é que possuem!
    De resto, estou aquí, acompanhando como você, os próximos lances dessa guerra sem quartel, onde todos deita,os de bruço!
    Tenha u bom sábado, e fim de semana!


    MARKITO DE SOUZA

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