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terça-feira, 28 de julho de 2015

O efeito China deverá ser devastador para o Brasil.


A queda dos últimos dias na Bolsa chinesa é apenas reflexo de ajustes na economia daquele país. A China vem apresentando, nessas últimas duas décadas, o espantoso índice de crescimento do PIB, muito acima de 7% ao ano. O mercado interno chinesa vem crescendo muito rapidamente. 

A China não é mais um país comunista retrógrada, pelo menos no campo da economia. Foi se o tempo da escravidão nos velhos moldes do comunismo chinês. Hoje, o povo chinês da classe média, tem padrão de vida nunca experimentado antes. A queda da Bolsa de Valores da China é apenas um aspecto do novo tempo da China. 


A China está cada vez mais inserido no mundo global, apesar de sua chinês basear a economia interna num sistema semi-estatal. A China investiu pesadamente em infra-estrutura durante últimas duas décadas. Segundo dados do FMI mostra que a China ocupa hoje o segundo lugar em PIB no mundo com US$ 10,0 trilhões, ficando apenas atrás dos Estados Unidos que tem PIB de US$ 17,5 trilhões. 

Para entender melhor a posição alcançada pela China, aproveito, para melhor análise, apresentar o PIB dos 10 principais economia do mundo em 2014:

1.  Estado Unidos           US$ 17,419 trilhões
2.  China                         US$ 10,380 trilhões
3.  Japão                         US$   4,616 trilhões
4.  Alemanha                   US$  3,860 trilhões
5.  Reino Unido               US$  3,056 trilhões
6.  França                        US$  2,847 trilhões
7.  Brasil                         US$   2,353 trilhões * (2014)
8.  Itália                            US$  2,148 trilhões
9.  Índia                            US$  2,050 trilhões
10.Rússia                        US$  1,857 trilhão

Considerado retração do PIB em 2,5% e ainda considerando o dólar médio para efeito de cálculo do PIB em R$ 3,00, o PIB brasileiro deverá despencar para cerca de R$ 1,8 trilhão* em 2015, ficando apenas à frente da Rússia, que terá o seu PIB reajustado para baixo. O Brasil, de 7ª economia do mundo deverá passar para 9ª economia no próximo ano.

O resumo disto tudo é que a China, continuará sendo o motor da economia do mundo, junto com os Estados Unidos, crescendo entre 6% a 7% ao ano. No entanto, o preço relativo dos produtos chineses vão se adequando ao preço dos em níveis dos países que compõe os países mais desenvolvidas do mundo. Os chineses vão vender o "valor agregado" dos seus produtos de ora em diante. 

O novo quadro da economia chinesa, vai pegar pesado no desenvolvimento do Brasil que é, basicamente, exportador de produtos primários. Os chineses comprando menos, os produtos primários ou os commodities vão sofrer queda nos preços em dólares. O Brasil vai vender menos lá fora, porque a sua pauta de exportação é basicamente de produtos primários. O PIB do setor industrial que representava 26% do PIB em 2002, hoje representa menos de 12% do PIB. 

O efeito China, como foi explicado antes, vai ser devastador para o Brasil. O momento não poderia ser pior, porque o Brasil passa por ajustes na economia, estando fragilizado para enfrentar os novos desafios. Infelizmente, o efeito China está vindo no momento errado para o País.

O efeito China será devastador para o Brasil.

Ossami Sakamori












4 comentários:

  1. Realmente Saka, o que eu poderia dizer ? Nada.....Você com sua sabedoria e estudo, infelizmente já disse tudo. Não existe mais argumentos para para brasileiros tentarem defender o Brasil.

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  2. Saka , eu estou tão desacreditado que acho que o Brasil só vai sair desse incomodo quando o FHC resolver voltar e assumir o governo e começar tudo de novo , do ZERO , não vejo mais ninguém com competencia e credibilidade pra consertar as cagadas do PT .

    Roberto Veiga

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  3. Brasil = penico internacional

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  4. Curiosos é que justamente sob a égide do Partidos dos "Trabalhadores", oriundo do ABC Paulista, área mais industrializada do país à época (1980) a indústria brasileira encolheu como nunca, de 26% para menos de 12% do PIB.
    Obrigado PT, agora sim seremos a Grande Venezuela do Sul, orgulho dos esquerdalhas!

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