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sexta-feira, 3 de julho de 2015

BP tem prejuízo de R$ 100 bilhões no acidente no Golfo do México.

Crédito da imagem: New York Times

Segundo New York Times, edição de ontem, a BP - British Petroleum, companhia do Reino Unido, fez acordo com os governo federal e estados americanos afetados com o acidente da plataforma de perfuração de petróleo no Golfo do México. A companhia pagará US$ 18,7 bilhões, o maior volume de indenização paga por danos ambientais da história dos EEUU.  A notícia é importante para o Brasil e especificamente à Petrobras que faz exploração do petróleo em águas profundas nas costas brasileiras.

A BP já havia declarado, segundo New York Times, de que a Companhia já teria gasto cerca de US$ 14 bilhões na tentativa de conter o vazamento do poço submarino, que durou 3 meses. O acidente ocorreu na costa do Golfo do México, na plataforma de perfuração a menos de 80 Km do estado de Louisiana, quando explodiu, pegou fogo e afundou, em 20 de baril de 2010. O petróleo continuou sando do poço no fundo do mar, até ser fechado em julho daquele ano. 

O acidente custou ao povo americano, sujeira proveniente do vazamento de óleo bruto, numa extensão de 2.000 Km na costa americana e danos ao leito marinho do Golfo do México, incalculáveis. Para a empresa BP custará, não só arranhões na sua imagem, mas custo financeiro total de US$ 32,7 bilhões ou equivalente a cerca de R$ 100 bilhões. 

Chamo atenção do governo brasileiro e da Petrobras de que na forma açodada de querer explorar o petróleo do pré-sal, não está descartada a ocorrência de acidente semelhante com as plataformas da Petrobras. A Petrobras já teve acidente semelhante, sem prejuízo ambiental, com a plataforma de petróleo P-36 em março de 2001, na camada pós-sal a 1.200 metros de profundidade. Felizmente, o prejuízo foi de pequena monta, coberta pela seguradoras.


Do jeito que tudo é feito na Petrobras, sem devido cuidado com segurança, tudo com urgência para alcançar o auto-suficiência em produção do petróleo, explorando camada pré-sal, com pouca experiência acumulada nesta forma de exploração, não fica afastada a ocorrência de um novo acidente com as plataformas da Petrobras. 

Como foi visto no acidente da plataforma de petróleo do Golfo do México na camada pós-sal, um acidente na profundidade de 7.000 metros do pré-sal, não sabemos que consequências resultarão, não só no aspecto ambiental mas também no aspecto financeiro. Na prática, um prejuízo de R$ 100 bilhões, como aquele do Golfo do México, colocaria a Petrobras numa situação de pré-insolvência. A Petrobras, sozinha, não teria condição de arcar o prejuízo desse tamanho. O contribuinte teria que ser chamado para cobrir o rombo.

Se a incompetência e irresponsabilidade que predomina nos contratos de obras da Companhia prevalecer na área de exploração de petróleo, para fins de facilitar a ladroagem, não está descartada um novo acidente como que aconteceu com a plataforma P 36 e venha provocar prejuízos ambientais como daquela do Golfo do México, além dos prejuízos financeiros.

BP teve prejuízo de R$ 100 bilhões no acidente de plataforma de exploração. A Petrobras teria condições econômicas e financeiras para suportar um prejuízo desse tamanho?

Melhor tirar a facção criminosa que se instalou no Palácio do Planalto, do que correr ter, não só a plataforma de petróleo afundado, mas o próprio País.

Mês de agosto está chegando!

Ossami Sakamori













4 comentários:

  1. A camarilha instalada no Palácio dos Horrores (leia-se,Brasília),sabe de tudo isso,mas como seu compromisso não é com a nação,nem com o povo brasileiro,não estão nem aí para o que possa ocorrer.Já têm locais,para,essas aves de rapina,travestidos de brasileiros,fazerem seus ninhos,no exterior.
    Vão mentir para o povo brasileiro e para o mundo,o tempo todo (sua especialiade) e,quando o pior chegar (já chegou),irão embora,pois não têm pátria,nem pudor,nem identidade com a nação brasileira.

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  2. Um absurdo criminoso contra nosso país. Fora gente do mal.

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  3. Infelizmente esse maldito desgoverno mão está nem aí para o que possa vir a ocorrer de mal com a Petrobrás e com o país!
    Não vejo a hora desses abrutes sere abatidos !

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  4. Uma empresa não é eficiente com administrações políticas. Estas atendem exclusivamente interesses particulares e ou de seus partidos. Administrações políticas resultam no que vemos e pagamos por ex na Petrobrás, e em setores como Saúde, Educação e Segurança. Nestes falta de investimentos é sempre a muleta(desculpa) para o baixo desempenho. Na verdade poderia ser feito muito mais e melhor com administrações eficazes. Comparar com o privado em qq destas areas apintadas dá uma medida do desperdício. Petrobrás com monopólio no refino, custo de extração por volta de $30/barril, precisa vender, sem impostos, 50% mais caro que nos EUA, por ex. Ineficiência.
    Extração no pré-sal é um risco grande para uma empresa mau gerida, como ela.

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