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segunda-feira, 5 de março de 2012

ESTRANHOS LOTEAMENTOS DE CARGOS PÚBLICOS

No meu penúltimo artigo eu disse que o modo de administração do governo Dilma tem muita semelhança como as nossas históricas Capitanias Hereditárias.  No reino da Dilma Rousseff funciona igualmente como no reino do D. João III, porém, com medidas e atitudes não tão republicanas ao meu ver.  Vejamos alguns dos últimos episódios.


A presidente Dilma Rousseff se emocionou e quase chegou às lágrimas nesta sexta-feira (2) ao falar sobre o ex-ministro Luiz Sérgio (PT), que deixou a pasta da Pesca numa ação para acomodar o PRB no primeiro escalão do governo federal. Fonte: Folha.
 Para quem lembra, o ex-ministro, já foi deslocado na mexida anterior na dança de cargos.  E agora, a presidente chorou por que teve que sacrificar um companheiro do partido para acomodar rebelião da base aliada do governo.


Na terça-feira, a direção da estatal conseguiu, em assembleia de acionistas, aprovar uma mudança no estatuto da companhia para permitir a criação de uma nova diretoria --o número de diretores passou de seis para sete, além do presidente. A nova diretoria ficará responsável pelas áreas de organização, gestão, governança, recursos humanos, segurança, meio ambiente, eficiência energética, saúde e serviços compartilhados (corporativos). Fonte: Folha.
Dois fatos me chamaram a minha atenção. O primeiro é de que a Dilma mudou estatutos da 5ª maior corporação na área de petróleo do mundo, para acomodar o ex-presidente do PT, Eduardo Dutra. O segundo fato é de que deu se a nítida impressão de que a nova presidente da Petrobrás Graça Foster, recentemente nomeada, não tem competência para exercer o cargo. A nova diretoria criada acumula muita das funções que antes eram da competência da presidência da Companhia.

Pivôs da crise com o PMDB na briga por espaço no governo Dilma Rousseff, os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Paulo Bernardo (Comunicações) lideram as nomeações para o segundo escalão. Levantamento da Folha indica que Padilha já fez 17 nomeações, e Bernardo, 12 para cargos de direção, assessoramento especial e outras vagas comissionadas. Fonte: Folha.
Exatamente como acontecia no reinado do D. João III, a interferência indevida de donatários de uma Capitania em outras Capitais acontece com o loteamento de cargos públicos no governo Dilma. Uma brigaiada (termo deste bloguista) que ultrapassa o limite territorial do Palácio do Planalto.

Apenas, lembrando que a dificuldade de administração em forma de Capitanias Hereditárias fez com que o rei do Portugal acabasse com o sistema após breves 15 anos de duração.

#EuSouDaResistance #QueroBrasilMelhor

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof da UFPR, cidadão comum. Atendo pelo Twitter : @Sakamori10  

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