sábado, 4 de julho de 2020

Paulo Guedes é um embuste da macroeconomia.


Até que enfim, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acordou.  Anunciou que vai enviar ao Congresso Nacional a tão esperada "Reforma tributária", não tão ampla como anunciado anteriormente, que envolveria o todos entes federados, estados, municípios e Distrito Federal.  Pelo que foi dito para a grande imprensa, vai ser mais um "simplificação tributária" no âmbito federal do que uma verdadeira reforma tributária.  Que seja assim, melhor alguma coisa do que nada.  A população não aguenta tanta carga tributária e os empresários não aguentam tanta confusão na área tributária.  

O País deixa de receber investimentos nacionais e internacionais por conta da alta carga tributária e também pela complexidade dos cálculos.  A própria existência da Carf - Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, criado pela Lei 11.941 de 27/5/2009, é uma "anomalia".  Muitos tributos são "perdoados" pelo Carf, o que provoca, pelo menos, postergação de pagamentos de impostos, no mínimo.  O Imposto de Renda Pessoa Física deverá ficar de fora do projeto.  É inevitável a volta da discussão pelo "ressuscitamento" da CPMF, sob outro nome e outra forma de base de incidência.  Tudo isto tem um fim, o financiamento da "Renda Brasil", uma versão atualizada do "Programa de Renda Mínima" do Eduardo Suplicy, PT/SP.

O fato concreto é que a pandemia "coronavírus" vai provocar um "rombo fiscal" gigantesco já no Orçamento Fiscal de 2020 e vai deixar "sequelas" definitivas nos "gastos públicos" para anos seguintes.  Com desculpa da "coronavírus", o ministro da Economia vem promovendo diversas formas de "subsídios disfarçados" às grandes, médias e pequenas empresas.  Nós sabemos que muitos desses subsídios se tornarão definitivos, que em última análise serão pagos pelos contribuintes.   Não em almoço grátis!

O maior rombo, que vai se tornar definitivo, pela uma nova invenção do ministro da Economia, Paulo Guedes, é proveniente do "Auxílio emergencial" que até agora já comprometeu cerca de R$ 210 bilhões, com 5 parcelas.  O Congresso Nacional vai forçar o Paulo Guedes a estender o programa, o novo "Renda Brasil", até dezembro.  Caso concretize a intenção do Rodrigo Maia e endossado pelo PR, será mais R$ 165 bilhões.  O que, na soma, vai dar R$ 375 bilhões que será pago com dinheiro "tomado emprestado" pelo Tesouro Nacional.  Assim, o "déficit primário" de 2020 vai para algo como R$ 1 trilhão!

Uma boa parte destes "subsídios" implementados pelo Paulo Guedes, vão se tornar definitivo, comprometendo o já problemático Orçamento Fiscal do governo federal.  À essa altura, foi para "espaço", o "teto dos gastos públicos do Meirelles e está muito longe de cumprir a Lei da Responsabilidade Fiscal de 4/5/2000.  A Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, dizia que o governo federal só podia "gastar" o que "arrecadasse" de impostos e tarifas.   A quebra do paradigma do "equilíbrio orçamentário" foi o próprio "teto dos gastos públicos" do Meirelles.   

O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz exatamente igual ou até pior do que o antecederam na pasta.  Paulo Guedes com o seu discurso denominado "liberal da Universidade de Chicago", pratica a "política econômica" exatamente oposta, a da teoria "neoliberal" do britânico, John Maynard Keynes.  Os dois formuladores da teoria macroeconômica dos últimos 100 anos, devem estar se revirando nos seus túmulos, pelo uso inadequado das suas teorias pelo nosso novo "mago das finanças públicas".  

Paulo Guedes é um embuste da macroeconomia.

Ossami Sakamori

Um comentário:

Oledir Silva disse...

Socorro...Estamos arruinados!