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domingo, 25 de novembro de 2012

LULA E DILMA NÃO SERÃO CANDIDATOS EM 2014


O eleitorado lembra mais da presidente Dilma Rousseff (PT) do que de seu padrinho político para a sucessão de 2014. Em pesquisa do Ibope, Dilma foi citada espontaneamente por 26% dos eleitores como candidata preferida à Presidência em 2014. Do lado da oposição, apenas três nomes superaram o traço na espontânea: dois tucanos, José Serra (4%) e Aécio Neves (3%), e uma ex-presidenciável que está sem partido, Marina Silva (2%). Juntos, os demais nomes citados somam 2%. Fonte: Estadão.

Presidente Dilma não será candidata à presidência da República em 2014.  Os fatos conspiram contra ela.  O primeiro fato é a disposição do STF, demonstrada, no julgamento do processo penal conhecido como mensalão, que dá margem para abrir um novo processo  que investigará os recursos Caixa 2, agora não mais do mensalão mas sobre processo eleitoral do ano de 2010.  

As eleições da presidente Dilma e seus aliados políticos foram feitos com o dinheiro não contabilizado oriundo das contribuições não oficiais dos empreiteiros do DNIT.  A CPMI do Cachoeira já demonstrou a ponta do "iceberg", através de um dos empreiteiros do DNIT, a Construtora Delta.  O montante levantado pelo sigilo bancário somente da Construtora Delta e da quadrilha do Carlos Ramos, é de R$ 450 milhões.  

O enterro da CPMI do Cachoeira, aberta contra vontade da presidente Dilma, apenas para satisfazer o ego do presidente Lula na tenttiva de chamuscar o nome do seu desafeto político Marconi Perillo, acabou o tiro saindo pela culatra.  A CPMI revelou a existência desta montanha de dinheiro, em forma de Caixa 2, somente da Construtora Delta, que teria financiado as campanhas dos aliados políticos como governador do Rio, Sérgio Cabral.  Tem indícios fortes de que o dinheiro da Caixa 2 teria financiado, também, a campanha dos seus desafetos políticos.  Enfim, todos ajudaram a enterrar a CPMI, tanto a situação ou a oposição.

Parece que os novos ventos estão soprando no Brasil, demonstrado pela decisão soberana do STF no caso mensalão.  O recente episódio do indiciamento sob suspeita de corrupção, da chefe da representação da presidência da República em São Paulo, bem como do substituto eventual do Advogado Geral da União, Luis Adams, pelos juízes federais e procuradores do MPF, vem a demonstrar que tem chance de prosperar o prosseguimento das investigações de Caixa 2 da Construtora Delta, apesar do enterro da CPMI do Cachoeira. 

A Construtora Delta, veio à tona, porque estava lavando o dinheiro através do contraventor Carlos Ramos.  Outros empreiteiros do DNIT, que financiaram as campanhas dos aliados políticos da presidente Dilma, lavaram dinheiro da mesma forma como a Delta, com outros contravendores.  Testemunhas do caso DNIT não faltam, à começar pelo Luis Antonio Pagot, diretor do DNIT em 2010, que distribuiu as obras para fins eleitoreiros.  Junto com o diretor do DNIT tem o testemunho de funcionários das 170 empreiteiras que contribuíram para eleger os aliados do presidente Lula e da presidente Dilma.  Vão aparecer, ainda, os "caseiros" e os "motoristas" que foram testemunhas oculares da financiamento ilícito das campanhas eleitorais com dinheiro oriundos do do DNIT, sob forma de Caixa 2.  Instrumento para isso, estão à disposição no COAF, basta as autoridades constituídas quererem investigar.  

Diante dos fatos que venham acontecer no futuro imediato, e tenho convicção de que acontecerão porque acredito nas instituições da República, o presidente Lula e a presidente Dilma, declinarão das indicações para concorrer à eleição de 2014.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

2 comentários:

  1. O artigo revela um caminho à frente possível e factível. E, pessoalmente, apreciaria muito se ele se tornasse realidade.
    Por outro lado, existem outros caminhos também factíveis e possíveis.
    Se permitido, gostaria de inserir no tema abordado as influências exercidas pelos valores culturais, morais e éticos que fazem parte da nação brasileira como um todo; afinal, parece-nos que a geração atual foi "formada" para não considerar a corrupção tão grave quanto de fato o é; e, a cultura atual parece concordar que, fazer o bem (social) é nobre, ainda que com o sistema corrupto/corruptor...
    Enfim, esperamos ser esta colocação um engano pessoal!
    Por outro lado, como coloca o autor do texto, caso Dilma e Lula estejam fora dos páreos, cremos que o câncer, que é o atual sistema político partidário, permanece. E, se ele não for extirpado com reformas estruturais, então, outras pessoas representarão Dilma/Lula no crescimento deste tumor nacional.
    www.cihgral.com

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