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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

DILMA, EDUCAÇÃO NO BRASIL VAI DE MAL A PIOR!


Pelos dados do Ministério da Educação, a média nacional de crianças brasileiras não alfabetizadas aos oito anos chega a 15,2%. Mas há estados onde o percentual é mais elevado. A taxa de não alfabetização no Maranhão, por exemplo, alcança 34% e a de Alagoas, 35%.  Dados alarmantes, em números absolutos.  Não é possível que crianças que frequentam ensino fundamental, chegando a idade de 8 anos, continuem analfabetos.  Os números por si só já demonstra a falência do ensino no Brasil.


O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa lançado pela presidente Dilma define o repasse do governo federal no valor de R$ 2,7 bilhões para capacitação de professores e aquisição de material didático com a meta de alfabetizar todas as crianças até 8 anos.  Se o governo federal está destinando verbas significativas e estabelece um pacto nacional para alfabetização capacitando os professores é porque admite que os profissionais do ensino fundamental, em grande escala, não estão preparados para exercerem a profissão de magistério.

O estabelecimento do pacto federativo responsabilizando os municípios a arcarem com as despesas de educação do ensino fundamental do primeiro grau traz distorções enormes na qualidade de ensino em todo território nacional.  Não se trata apenas de volume de recursos que é o calcanhar de aquiles do sistema de ensino no Brasil.  A desigualdade na distribuição de rendas nos diversos rincões do Brasil influi diretamente na desigualdade de qualidade de ensino do primeiro grau, sobretudo.  Pela legislação, os municípios são obrigados a destinar 25% da renda líquida para educação.  Para municípios prósperos, os 25% da verba podem representar um bom volume de verba, mas em se tratando de municípios pobres os 25% da renda do município não representam em nada.

Sou a favor da ideia do senador Cristovam Buarque sobre a federalização do ensino fundamental no país.  Pelo menos, em tese, todas crianças e adolescentes teriam mesma oportunidade e mesma qualidade de ensino em todo território nacional, independente da localização geográfica e condições econômicas do município.  Além da ideia da federalização do ensino fundamental é necessário a capacitação permanente dos professores e educadores, provendo-os com salário digno equalizando com os níveis de remuneração dos servidores de outras áreas do próprio governo.  Dependendo do órgão que é lotado o servidor, há enorme abismo de salários, pagos pelo mesmo governo, servindo de desestímulo à classe de magistério.  Não é incomum um motorista de um determinado órgão público ganhar muitas vezes superior aos educadores e professores com nível superior.

Esse negócio de dizer que o dinheiro do pré-sal vai suprir o déficit em verbas na educação é tudo espuma.  O plano ou programa lançado pela presidente Dilma é também espuma para enganar a população. O programa não passa de instrumento de marketing para reeleição da presidente Dilma no poder em 2014.  Tudo pela popularidade da presidente, mas nada que em são consciência levar a sério um programa desta natureza.  No meu entender, mais uma espuma para enganar a população, no intuito de angariar votos e manter a popularidade da presidente, no velho estilo populista.  

Dilma, a educação no Brasil vai de mal a pior!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

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