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domingo, 23 de junho de 2013

Mídia é contra manifestantes!

Está cada vez mais evidente de que a mídia brasileira é contra as manifestações do povo nas ruas.  Melhor dizendo, a mídia está contra o povo e à favor da presidente Dilma.  Basta ver as imagens divulgadas pela grande imprensa e os títulos estampados nos jornais de circulação nacional.  

Os comentários de TVs a cabo, conduzidos pelos jornalistas cooptados e sociólogo e cientistas políticos que comungam com o ideário arraigado de ranços do regime de exceção.  São e estão todos "contra" os legítimos movimentos sociais, do povo, manifestados em passeatas do bem.  Claro que há exceções.  As críticas não são dirigidas a todos profissionais da imprensa, nem tão pouco a todos sociólogos e cientistas políticos. 

Eu sou defensor intransigente das expressão de idéias e pensamentos.  Pautei minha vida, defendendo imprensa livre e responsável.  Em extensão, as opiniões postadas em blogs ou em pequena imprensa, serão sempre defendidos por mim.  Os comentários a favor ou contra, em redes sociais em geral, incluído o novo meio de comunicação que é o blog, serão sempre bem vindos.  

O motivo da minha indignação é sobre a mídia querer "enlamear" as manifestações pacíficas com os vândalos e aproveitadores de plantão que acompanham um movimento destes, à revelia dos movimentos sociais bem intencionados.  Não cabe aos manifestantes identificar os criminosos que se infiltram.  Cabe ao Estado como instituição, coibir abusos com todo rigor da lei.  É dever do Estado preservar o patrimônio público e privado.  O Estado tem aparato e inteligência para assegurar e apoiar as manifestações pacíficas, coibindo os abusos se houver.  

A grande mídia, dá destaque aos saqueadores e depredadores, criminosos que estão à margem da lei, dando nítida conotação de que aqueles criminosos fazem parte dos manifestantes.  Nada a ver!  Se uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, porque a mídia insiste em "grudar" os criminosos aos "manifestantes"?  Reflitam sobre isto.  

Para quem tem janela no mundo há 50 anos e ter tido privilégio de ter frequentado o ensino superior, tanto como aluno quanto como professor, enxerga cristalinamente, que há muitos interesses não divulgados.  O governo federal, neste momento representado pela presidente Dilma, cooptam a grande mídia com vultosas verbas publicitárias e concessões de Bolsa Empresário.  Como um servo não pode servir a dois patrões, a grande mídia obedece quem paga suas contas no final do mês.  

Não há controle social da mídia, mas existe sem sombra de dúvida, o controle econômico sobre a mídia.  O controle social acontece nas redes sociais e nos blogs, via instrumentos disponíveis nas instituições do governo.  Estes, os independentes, são punidos, com "censura branca" ou mesmo com represálias aos que se manifestam contrariamente aos interesses dos poderosos da República.  Não se iludam os que se expressam ideário contrário ao partido que comandam o poder há 10 anos, a conta pode tardar, mas vem!

Nunca imaginei que após redemocratização do País, tivesse que enfrentar os mesmos problemas do regime miliar, o direito previsto no Artigo 5º na nossa Constituição.  Creio chegar a hora de dizer basta!  Dar basta aos que usurpam dos poderes que lhes são conferidos através dos votos.  Dar basta a mídia e todos agentes pensantes do País que se cooptaram aos poderes constituídos por interesses puramente econômicos. Dar apoio aos que, ideologicamente, são favoráveis ou contra o status quo.  

É chegado a hora da verdade!  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

8 comentários:

  1. concordando ... sim, a grande mídia é cooptada pelas verbas de publicidade, faz que ataca o governo (via colunistas principalmente), mas isto não leva a mudança alguma, e cai no gosto da classe média (que pode comprar um carro das propagandas da veja).
    A grande mídia, e seu público, não quer discutir o que o movimento traz para as ruas, por isso, mostra os vandalismo. Nos últimos dias tem informado que são poucos os vândalos, mas continua a não discutir o movimento. Entrevistou representantes dos movimentos (MPL, por exemplo)? ou sociólogos com opiniões sobre os objetivos do movimento?
    Mas eu penso que a maioria da população não quer mudar ou participar. Os que votam na Dilma (trabalhadores? os mais pobres?) só assistem. Até por que os sindicatos e o partido não participam do movimento (agora tentam entrar). Os mais ricos nem assistem.
    E os governantes, o que fazem? Respondem com miudezas, que é o que eles podem fazer.
    Quem pode mudar alguma coisa de fato, grande, é o congresso. E sobre esse, as pautas tem que ser pontuais, e me parece que o movimento atual não queria estas pautas. Muitas delas já passaram, mas podem retornar, via novas ideias e soluções para (usando palavras de manifestantes): como obrigar os governantes a manter hospitais padrão fifa? escolas padrão fifa?
    Você viu que os jogos fifa da copa das confederações iniciam exatamente no horário?

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    1. Os partidos foram coibidos desde o começo de entrar, principalmente os veteranos de luta...

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  2. Sim, verdade, a mídia está contra os movimentos. A mídia (imprensa) apoiou as Marchas pela Família contra João Goulart, apoiou o Golpe Militar, apoiou a marcha dos caras pintadas, movimentos da classe média. Mas o que a mídia não percebeu é que o Brasil mudou desde 1994, com o controle da inflação e valorização da moeda. A mídia sempre viu a classe média como uma classe de pessoas fúteis, glamourosas, com algum poder de compra, algum nível educacional, formada apenas por brancos... Eu não sou branco, tampouco fútil... Com a estabilidade da economia, uma certa parcela da sociedade foi, por conta própria, se virando na vida, estudando mais, fazendo cursos, juntando um dinheirinho e poupando - foi o que eu fiz. A mídia e os políticos se assustaram agora ao ver que já existia uma certa classe média que se fez sem cotas - antes das ações afirmativas os "não brancos" e/ou pobres já batalhavam por um lugar no ensino superior, mas com estudo, mesmo sem boas escolas, pelo seu lugar nas Universidades - Bolsa Família e etc. O Brasil foi caminhando sozinho e uma nova classe de pessoas foi surgindo. A mídia e políticos não enxergaram este fenômeno, que agora explodiu. Vi, na Globo News, um programa em que William Waack e seus convidados, através de sofismas, quiseram desqualificar os protestos por serem "coisa de classe média" (!!!). A mesma Globo que sempre disse que o Brasil que dá certo é o Brasil da classe média. O que a Globo não sabia é que a classe média de hoje tem várias cores, várias opções sexuais e políticas e um só desejo: um Brasil melhor. O mais triste: assino O Globo e este jornal ainda não aceita, na sua arrogância, que errou ao criminalizar os protestos, agora, só dá destaque aos eventuais excessos de alguns manifestantes, algo comum em qualquer protesto em qualquer lugar do mundo. Os jornais não destacam o fato de que, nos protestos, não houve, até agora, nenhuma morte - as mortes, duas forma causadas por questões alheias aos manifestantes, como ataque cardíaco e atropelamento. Percebo que a mídia e os políticos, todos, sem exceção torcem para um tropeço dos protestos... Os protestos deixam claro que a mídia e políticos não conheciam o Brasil até o dia dos protestos. Temos um Brasil de várias matizes em que as pessoas das mais diversas opiniões e classes lutam por uma coisa só: um Brasil melhor. O povo brasileiro já está formado, pronto, só precisa de um país melhor. A mídia e os políticos descobriram um país que não conheciam, um país real. E nós, povo, estamos mostrando o Brasil para o mundo. Todos nós, eu, você, Sakamori, temos um pouco de Pedro Álvares Cabral... Descobridores de um Brasil construido por nós mesmos, apesar dos políticos. Nunca traímos o Brasil, por isso ele é nosso e as ruas são a nossa casa.

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    1. Que maravilha de comentário! Perfeito ! Poderia ser expandido para a globo no Fantástico de hoje, pois, responde com propriedade e autoridade os temas tão atuais e tão pouco dado espaços para serem debatidos ! Essa aula que ora nos apresenta, responde a indagação que os dias de hoje são formuladas por todos, disse todos os setores da sociedade em buscarem as respostas aqui, tão bem postas pelo inibido subscritor! Parabéns é o mínimo que posso dizer! Agradeço suas preciosas informações! Saka, mais um colaborador precioso! Abraços MARKITO DE SOUZA

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    2. Markito de Souza, obrigado pelos elogios, não esperava por isso. Escrevo com a razão, mas guiado pelo coração. Os artigos de Sakamori, que são inspiradores. Mais uma vez, muito obrigado mesmo.

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  3. Sim, verdade, a mídia está contra os movimentos. A mídia (imprensa) apoiou as Marchas pela Família contra João Goulart, apoiou o Golpe Militar, apoiou a marcha dos caras pintadas, movimentos da classe média. Mas o que a mídia não percebeu é que o Brasil mudou desde 1994, com o controle da inflação e valorização da moeda. A mídia sempre viu a classe média como uma classe de pessoas fúteis, glamourosas, com algum poder de compra, algum nível educacional, formada apenas por brancos... Eu não sou branco, tampouco fútil... Com a estabilidade da economia, uma certa parcela da sociedade foi, por conta própria, se virando na vida, estudando mais, fazendo cursos, juntando um dinheirinho e poupando - foi o que eu fiz. A mídia e os políticos se assustaram agora ao ver que já existia uma certa classe média que se fez sem cotas - antes das ações afirmativas os "não brancos" e/ou pobres já batalhavam por um lugar no ensino superior, mas com estudo, mesmo sem boas escolas, pelo seu lugar nas Universidades - Bolsa Família e etc. O Brasil foi caminhando sozinho e uma nova classe de pessoas foi surgindo. A mídia e políticos não enxergaram este fenômeno, que agora explodiu. Vi, na Globo News, um programa em que William Waack e seus convidados, através de sofismas, quiseram desqualificar os protestos por serem "coisa de classe média" (!!!). A mesma Globo que sempre disse que o Brasil que dá certo é o Brasil da classe média. O que a Globo não sabia é que a classe média de hoje tem várias cores, várias opções sexuais e políticas e um só desejo: um Brasil melhor. O mais triste: assino O Globo e este jornal ainda não aceita, na sua arrogância, que errou ao criminalizar os protestos, agora, só dá destaque aos eventuais excessos de alguns manifestantes, algo comum em qualquer protesto em qualquer lugar do mundo. Os jornais não destacam o fato de que, nos protestos, não houve, até agora, nenhuma morte - as mortes, duas, foram causadas por questões alheias aos manifestantes, como ataque cardíaco e atropelamento. Percebo que a mídia e os políticos, todos, sem exceção torcem para um tropeço dos protestos... Os protestos deixam claro que a mídia e políticos não conheciam o Brasil até o dia dos protestos. Temos um Brasil de várias matizes em que as pessoas das mais diversas opiniões e bandeiras lutam por uma coisa só: um Brasil para os brasileiros. O povo brasileiro já está formado, pronto, só precisa de um país melhor. A mídia e os políticos descobriram um país que não conheciam, um país real. E nós, povo, estamos mostrando o Brasil para o mundo. Todos nós, eu, você, Sakamori, temos um pouco de Pedro Álvares Cabral... Descobridores de um Brasil construido por nós mesmos, apesar dos políticos. Nunca traímos o Brasil, por isso ele é nosso e as ruas são a nossa casa.

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  4. Muito bem. É preciso separar as coisas, e não, confundi-las. É preciso dar um passo além.

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  5. Brasil vive atualmente o colapso de sua infraestrutura. Há problemas com portos, aeroportos, transporte público, saúde e educação. O Brasil não é um país pobre e os impostos são extremamente altos mas para evitar austeridade fiscal e prevenir o aumento dos juros, constatamos a alta inflação e baixo crescimento.
    Viver no brasil hoje é caro, muito caro e os brasileiros não veem motivo para usufruirem de uma infraestrutura tão ruim quando há tanta riqueza e cobrança de altos impostos. Nas capitais estaduais as pessoas chegam a gastar 4 horas do seu dia no trânsito, seja em seus carros ou em transportes públicos lotados, de má qualidade, má gestão e péssima prestação de serviço, caro e ineficiente.
    Somado a tanta insatisfação constatamos escândalos de corrupção que permanecem sem julgamento, e os casos que são julgados tendem a terminar com a absolvição dos réus. O maior escândalo de corrupção na história brasileira finalmente terminou com a condenação dos réus e agora o governo está tentando reverter essa condenação ao usar manobras inacreditavelmente inconstitucionais, como a PEC 37, que vai tirar o poder investigativo dos promotores do ministério público, delegando a responsabilidade da investigação unicamente para a polícia federal. Além disso, outra proposta tenta sujeitar as decisões da Suprema Corte Brasileira ao Congresso – uma completa violação dos três poderes.
    Os protestos não são meramente isolados, não são movimentos da extrema esquerda, como algumas fontes da mídia brasileira afirmam. Não é uma rebelião adolescente. É o levante da parte mais intelectualizada da sociedade que quer por um fim a essas questões brasileiras. A jovem classe média que sempre esteve insatisfeita com o obscurecimento político agora “desperta”.

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