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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dilma, plebiscito para que?

O plebiscito deve custar R$ 300 milhões. O gasto foi estimado nesse montante em abril de 2011 pelo então presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, quando era cogitada a realização de plebiscito sobre desarmamento. Segundo assessores, a estimativa é a mesma agora. Fonte: Estadão.

Puxa! Não entendo a presidente Dilma, nem o PT, sobre a repentina vontade de realizar plebiscito sobre forma de eleições.  O PT está no poder há extato 11 anos, 5 meses e 27 dias!  A mim me parece puro casuísmo, para desviar atenção do povo diante das últimas manifestações populares.  A presidente Dilma está encurralada.  Dilma não vê saída, senão desviar atenção para algum fato que a tire do foco das atenções. 

Precisamos ficar atentos, para que o plebiscito não conste a opção de eleições em 2 turnos ou turno único.  Tudo leva a crer que plebiscito é um caminho para o golpe de Estado branco, como já me manifestei em matéria específica sobre o tema.  Eleições em turno único, conta com a simpatia dos governadores e prefeitos que pleiteiam o segundo mandato nas próximas eleições.  Como Dilma própria disse que iria fazer o diabo nas eleições de 2014, isto pode ser um dos "diabos" dela.  

Esse açodamento para mudança de regra, tão repentinamente, não me cheira bem.  Na verdade cheira o podridão.  Seria muito fácil fazer consulta popular, via agência de pesquisa, como sugerido pelo jurista e professor Ives Gandra Martins. Para não rasgar a Constituição da República, qualquer reforma, inexoravelmente deverá passar pela aprovação do Congresso Nacional, em forma de leis ou em forma de  PEC, Projeto de Emenda Constitucional.  O resto é conversa mole, seria um verdadeiro golpe de Estado, se não fizer por este caminho.

Por mim, aprovaria de uma vez por toda, o voto distrital puro para vereadores, deputados estaduais e deputados federais.  Quanto à representatividade dos estados da federação está garantido, pela forma atual, pelo Senado Federal.  Quanto a forma de financiamento de campanhas eleitorais, não tem jeito  não, sempre haverá uma forma de burlar a legislação.  Quanto mais poderoso o candidato, mais possibilidade de manipulação.  Acabar também com as coligações nas eleições dos deputados estaduais e federais, eliminariam os partidos de alugueis que vendem o espaço de rádio e televisão.  Mas o buraco é mais para baixo. Explico em seguida.

Ninguém tem coragem de tocar no ponto nevrálgico da questão sobre o costume e tradição da política partidária no País.  O principal câncer se chama "emendas parlamentares no Orçamento da União", um verdadeiro mensalão oficializado.  O governo utiliza tais emendas, que não são impositivas, para compra de votos dos parlamentares.  Após cada votação importante, há liberação de verbas das emendas parlamentares. Isto não está na pauta da reforma eleitoral e nem precisaria, bastaria acabar com tais emendas parlamentares que os deixam refém do Poder Executivo.

Tudo que é feito às pressas, vai dar com burros n'água, para não dizer que vai dar em m... !  O problema não é só isto, o TSE vai gastar R$ 300 milhões para realizar plebiscito, só porque a Dilma quer.  Puro casuísmo.  E esta conta, novamente, eu, você e nós pagaremos o custo, sem saber para que serve isto, já que as alterações deverá necessariamente terá que ser da iniciativa do Congresso Nacional.  

Em vez de gastar dinheiro em plebiscito, vamos atrás dos corruptos do governo Dilma.  São 7 ministros e alguns diretores dos órgãos federais que carregam suspeitas seríssimas sobre a roubalheira em obras superfaturados!  Tem algum inquérito em andamento sobre os ministro que foram demitidoss pela própria presidente Dilma?  Não, não tem não!  Os ladrões estão soltos!  E pior de tudo, continuam frequentando o Palácio do Planalto.  Isto é País sério?  

Não vamos mudar o foco!  A Dilma é responsável pelo encaminhamento ao Ministério Público Federal, sobre todo e  qualquer suspeita de desvio de dinheiro público na área federal, tratando-se em nível de ministérios.  E tem chumbo grosso não revelado ainda.  Tem casos novos aparecendo, envolvendo as duas maiores empresas estatais do Brasil,  a Petrobras e o BNDES.  Vai fazer o que com essa turma, presidente Dilma?  Vai deixar assim, impunes?  Só vai cuidar do assunto, depois do plebiscito?

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

4 comentários:

  1. Bem o plebiscito vai custar, caro, caro para nós, claro. Para o PT 300 milhões é o preço do café gasto por todos os ministros da Dilma no final do mês. Caro serão os "mimos" que o governo dará para seus afilhados - o pessoal do MST, do Movimento Negro, os grupos neopentecostais, a UNE, a CUT, a mídia, certos intelectuais... e por aí vai... Pelo menos, o plebiscito é mais democrático e menos viciado que o referendo. Bem, o PT e a mídia já levaram um susto com a campanha do desarmamento em que o povo venceu, em detrimento dos interesses das empresas de segurança, do governo e da Globo, que sempre querem um povo "acarneirado". A Dilma pode até levar a melhor no plebiscito e se isto acontecer, ele leva a reeleição no primeiro turno e aí posso apostar numa guerra civil, sim. E eu vou para guerra contra a Dilma. O plebiscito vai colocar em questão mudanças que poderiam ter sido feitas pelo Congresso. O que me dói é saber é que um certo povo, que não sei ainda se é maioria, pode legitimar os interesses dos próprios deputados, oficializando pouca vergonha geral da política. Isso me preocupa. Temos que usar as redes sociais para um novo movimento, um movimento de conscientização para que o plebiscito não vire um "Golpe de Estado Branco". Não quero uma guerra civil.

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    1. Meu Caro Alessandro, seu comentario e perfeito! Faco dele as minhas palavras! Em tudo! Parabens ! Markito

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    2. Mais uma vez muito obrigado. Um fraterno abraço.

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  2. Faz tempo que a aspiração do PT, José Dirceu como um dos chefes "pensantes", é fazer a Venezuelização do Brasil.

    Agora eles estão achando que estão mais perto disso.

    A mim isso não cheira bem e não deveriamos deixar isso acontecer.

    Está nas mãos do povo!

    Alguém tem que incentivá-los a continuar.

    Eli dos Reis

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