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terça-feira, 4 de junho de 2013

Déficit comercial. Day after 30/5.

Presidente Dilma está pagando caro pelo erro sistêmico na política econômica (sic).  No dia 30 foi divulgação do crescimento do PIB no primeiro trimestre abaixo do esperado pelo próprio governo, qual seja 0,6%.  Hoje, saiu o resultado da balança comercial do primeiro quadrimestre deste ano, recorde desde 1993, US$ 5,392 bilhões.  Após o resumo da notícia, o meu comentário.  

Após registrar deficit histórico em abril, a balança comercial brasileira voltou ao azul em maio.  O saldo positivo, no entanto, ficou em apenas US$ 760 milhões, resultado 74,3% inferior ao obtido há um ano.   Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.  No acumulado do ano, o saldo comercial está negativo em US$ 5,392 bilhões, deficit recorde para o período.  Fonte: Estadão. 


Comentário.

A balança comercial é a diferença entre tudo que o País exporta e tudo que o País importa.  No caso, déficit significa que compramos mais do que exportamos.  Isto significa que criamos mais empregos nos países de origem dos produtos importados do que no Brasil.  Notem que o saldo do quadrimestre é o pior resultado desde 1993, pré Plano Real.  

Segundo pesquisa feita pelo Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, mostra que os analistas preveem um saldo da balança comercial de US$ 8,3 bilhões, neste ano.  No entanto, preveem os mesmos analistas, um déficit de conta corrente em US$ 72 bilhões.  Significa que vai faltar, grosso modo, US$ 64 bilhões para fechar a conta do País.  Na minha análise números otimistas demais para cenário de baixo crescimento e dólar controlado.  

Explicando em miúdos.  Brasil gasta em pagamento de juros, royalties e outros serviços US$ 72 bilhões, que é considerado como déficit de conta corrente.  O saldo pífio da balança comercial é insuficiente para cobrir o rombo da conta corrente!  No frigir dos ovos, o rombo da balança de pagamentos é coberto com a entrada de capital estrangeiro, seja em forma de investimento direto (IED) ou em forma capital especulativo.  Resumindo, Brasil vai precisar de US$ 68 bilhões em investimento estrangeiro, para zerar o Balanço de Pagamento, caso contrário o Balança de Pagamento vai dar deficitário. 


Em caso de investimento estrangeiro não alcançar os US$ 68 bilhões necessários para cobrir o rombo, vai ter que queimar a Reserva Cambial livre, hoje estimado em pouco mais de US$ 60 bilhões.  Lembrando que a Reserva Cambial total é de aproximadamente US$ 360 bilhões, sendo que para chegar na Reserva Cambial livre deve descontar a soma da dívida em dólares do setor público e privado soma, grosso modo, em US$ 300 bilhões.  A coisa está feia! 

Para presidente Dilma que até há pouco tempo estava xingando a Angela Merkel pelo excesso de investimento estrangeiro no Brasil, agora terá que mudar de discurso, típico de pessoa com síndrome bipolar.  A mesma Dilma, vai ter que pedir a Angela Merkel que mandem dinheiro para o Brasil para cobrir o rombo do Balança de Pagamentos.  E por isso e outras estrepolias que da Dilma o Brasil vai virando motivo de piada no exterior.  E nós povo, pagamos o mico!  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

2 comentários:

  1. Caro Saka,...

    Isso nada mais é do que o resultado de um desinvestimento maciço em áreas onde poderíamos estar surfando. Começamos a lição, pelo câmbio, que hoje vive de uma flutuação "controlada". Na verdade, mal controlada, isso sim! Além do artificialismo das cotações, as mesmas encontram-se em patemares errados. Isso é o início do desastre,tal qual uma locomotiva que descarrila, levando o resto da composição.
    Não estamos virando piada no sério exterior! Somos a piada da vez! O mundo já não acredita nas besteiras da era Lulla/Dilma. Isso é mesmo jocoso.
    No mais isso tudo tem uma clara vantagem. Mostra que nossos reis, estão nus. A meu ver estão mais para bobos da corte que para reis.(Ou os bobos seremos nós? - Triste dúvida,....)

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  2. Gastos públicos altíssimos, crescimento quase abaixo de zero, dívidas internas quase impagáveis, inflação, o jeito é contar com investimento estrangeiro mesmo, pura especulação...

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