terça-feira, 28 de março de 2023

Xi Jinping quer YUAN como padrão internacional

 

Considero total absurdo pessoas que pouco entendem de macroeconomia global tentar vender ideia de que haverá uma nova ordem mundial sobre transações financeiras e de mercadorias na economia global.   Isto só vem piorar a crise financeira global que iniciou com a crise de epidemia Covid-19 em 2020 e com a imprudência do governo Biden em jogar US$ 1,9 trilhões na economia americana, em 2021, para criar empregos nos Estados Unidos.  Resolvido o problema de desemprego na terra do "tio Sam", a crise decorrente do excesso de liquidez provocou a atual crise financeira global.

          Diz o "descobridor" da nova moeda de trocas comerciais e financeiras, que o presidente Putin da Rússia e primeiro ministro da China, que teria se reunido para impor uma nova moeda de troca entre os países, o padrão "ouro".   Esta história lembra um pouco a história do Marco Polo, um italiano, comerciante, que são creditados as primeiras moedas de trocas comerciais entre o ocidente e o oriente.  Segundo a história conta, a primeira moeda de troca feito por ele foi o "sal" que era raro e cobiçado no oriente em troca de tecido seda que teria originado na atual região geográfica da China. 

          É verdade que a China, que tem a maior reserva de dólares do mundo, após dos Estados Unidos, eu disse reserva em dólares, no mês de fevereiro deste ano, apontava US$ 3,133 trilhões, enquanto o Brasil detinha, segundo Banco Central do Brasil no fim de 2022 com US$ 324,7 bilhões em reservas internacionais.  Os Estados Unidos como "emissor" de dólares (US$), não se preocupa com reserva cambial.  O dinheiro, dólar americano em circulação, no início de 2019, estava em US$ 1,70 trilhão, segundo a Reserva Federal.   Não é de hoje que a China quer fazer da sua moeda, o "yuan", como "moeda padrão" para trocas comerciais e financeiras internacionais ao lado do dólar americano.   

          A Rússia está alijado de fazer compensações no SWIFT bancário, desde a guerra Ucrânia x Rússia, em dólares.  Como o rublo, a moeda russa não tem aceitação ao redor do mundo, é possível que o Putin tenha feito acordo com o Xi Jinping de fazer trocas comerciais e financeiras com o mundo ocidental em moeda chinesa, em yuan.   A necessidade do Putin vai de encontro com à vontade do Xi Jinping, de usar "yuan" como moeda padrão de trocas comerciais, pelo menos na sua zona de influência.   O BRICS pode ser a porta de entrada para o "yuan" junto ao mercado restrito dos membros do bloco.

          A convenção de utilizar a moeda americana, aconteceu na pequena cidade de Bretton Woods, nos Estados Unidos em 1944, quando o "dólar americano", ainda permitia conversibilidade em ouro, até 1971.  Apesar de dólar americano ter perdido a sua conversibilidade em ouro, o mercado financeiro internacional e comércio mundial continuam usando como moeda de transação comercial e financeira em dólar americano, apesar de perdido a garantia de conversão em ouro.   

         Voltando à consideração inicial desta matéria, se o Marco Polo utilizava como "moeda de troca", o "sal", sim, o sal de cozinha, é compreensível que o Xi Jinping queira usar a sua moeda, o "yuan" como moeda referência pra trocas comerciais.   O Putin, não teve outra saída, senão aceitar negociar em "yuan" chinês nas trocas comerciais em moeda chinesa pelo menos no âmbito dos países que fazem parte do bloco BRICS.   Nesse rol de países encontra-se, além do bloco dos países composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tem adesão do Uruguai e do Bangladesh.  

       A história de exigir a conversão de uma moeda equivalente em ouro é coisa antiga, porém de difícil implementação e nem haveria ouro em quantidade para lastrear as transações internacionais.  Seria como, no Brasil, exigir a conversão automática do "real" em alguns miligramas de ouro pelo Banco Central do Brasil.  Por outro lado, o interesse do presidente chinês, Xi Jinping, em se encontrar com o Presidente Lula, deve estar na mesa de negociação a adesão parcial da moeda de trocas comerciais em yuan, pelo menos no âmbito do BRICS.  Certamente, o Presidente Lula, na sua ida à China, vai voltar falando em "yuan", como já fez o Putin, na semana que passou, com sorriso "yuan".   

           Em tempo:  Brasil já faz transações comerciais com a Argentina em "real", moeda brasileira.

            Ossami Sakamori                   


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