terça-feira, 21 de março de 2023

Lula vai ao encontro do Xi Jinping

À véspera da viagem do Presidente Lula à Chin com comitiva composta de 30 parlamentares e mais de 250 empresários e pessoas ligas à iniciativa privada, o Presidente da China, Xi Jinping, está desde ontem, em viagem à Rússia, com permanência por três dias.  A Rússia é o principal aliado da China, sobretudo em troca comerciais que vai de commodities, incluído petróleo às matérias primas necessárias para equipamentos militares.  Com bloqueio econômico do Ocidente contra à Rússia, em razão do conflito Ucrânia x Rússia, o comércio bilateral aumentou em 34% no ano passado, segundo a grande imprensa.  Isto é o clima em que o Presidente Lula encontrará ao ser recebido pelo Xi Jinping.

            Para o Brasil, a China é comprador importante de produtos agropecuários e de minério de ferro e são vendedores de produtos industriais para o Brasil e de participação de capitais financeiros em empresas brasileiras.  O exemplo está a gigante Huawei que fornece equipamentos e tecnologia de 5ª Geração para principais operadoras de telefonia do Brasil.  Outra empresa de expressão é a CTG, a segunda maior geradora de energia do Brasil e tem investimentos em 17 hidrelétricas e 11 parques eólicos, com capacidade instalada de 8,2 Giga-watts. 

           A China tem extensão territorial de 9.597.000 Km2 e 1,410 bilhões de habitantes, enquanto o Brasil tem 8.516.000 Km2 para uma população de 214 milhões de pessoas.   A China logrou o desenvolvimento em todos os campos, desde que foi fundado a República Popular da China, pelo líder Mao Tsé-Tung, em 1949, e que governou o país até sua morte em 1976.  A principal característica, no meu entender, é que China investiu em formação de pessoas, sobretudo de engenheiros a cada ano, 20 mil no Brasil ante 300 mil engenheiros na China, com tendência de alcançar 600 mil engenheiros por ano nas próximas décadas, segundo governo chinês.  Conclui-se que a evolução da tecnologia na China não veio "por acaso".

           Hoje, a China do Xi Jinping é a segunda economia do mundo e detentor de tecnologia de última geração.  Em matéria de infraestrutura, a China é cortado pelos trens de alta velocidade de norte a sul e de leste a oeste.   A capital é conhecido como Pequim ou Beijing (lê-se péi jin), situado ao norte do país, no entanto o centro financeiro é a cidade de Shanghai, onde, também, está instalado a sede do Banco de Investimento BRICS, cuja presidência vai ser exercida pela ex-presidente Dilma Rousseff, acatando o rodízio entre países membros.  

          Dentro deste contexto que a comitiva do Presidente Lula terá encontro com o líder chinês, Presidente Xi Jinping.  Como pode ver em breves comentários, acima, a relação bilateral, entre Brasil e China é de fundamental importância para desenvolvimento de ambos países. Espero que, dentro da diplomacia global, seria de conveniente, o Presidente Lula não se meter em geopolítica do Presidente Xi Jinping, que está expandindo em direção ao Oriente Médio, fazendo até conciliação entre Irã e Arábia Saudita.  Não tomar partido em relação ao Taiwan, antes província da China continental, que é um assunto muito delicado, seria um gesto importante na reunião entre dois líderes globais. 

            Apenas como curiosidade, o chinês usa cerca de 5.000 ideogramas, enquanto no alfabeto latino se usa 25 letras.  Ainda assim, uma boa parte da população são analfabetos funcionais, inclusive o Presidente Lula.   Há que respeitar o povo chinês e em especial o presidente Xi Jinping, se quiser manter e ainda ampliar as relações comerciais com a China.    

           Ossami Sakamori           

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